Política

Confira principais mudanças no relatório da reforma da Previdência

Com economia prevista de R$ 1,13 trilhão em 10 anos, o relatório da reforma da Previdência, apresentado hoje (13) na comissão especial da Câmara dos Deputados, começará a ser debatido na próxima terça-feira (18). A data de votação na comissão ainda não está definida.

O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC), deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) fez diversas mudanças em relação à proposta original enviada pela equipe econômica no fim de fevereiro. As alterações reduziriam a economia para R$ 913,4 bilhões até 2029. No entanto, o deputado decidiu propor a transferência de 40% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a Previdência Social, o que reforçaria as receitas em R$ 217 bilhões, resultando na economia final de R$ 1,13 trilhão, próximo da economia inicial de R$ 1,23 trilhão estipulada pela área econômica.

A retirada de diversos pontos na comissão especial havia sido acertada quando o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, como a antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o aumento da idade mínima para trabalhadoras rurais.

Outros itens foram alterados após negociações com parlamentares, como a redução do tempo mínimo de contribuição para as mulheres, a retirada da capitalização (poupança individual de cada trabalhador) e a exclusão dos estados e dos municípios da reforma, com a possibilidade de reincluir os governos locais por meio de destaques.

Confira as principais mudanças no relatório

Idade mínima para trabalhador urbano:
– Proposta do governo: a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, com tempo mínimo de contribuição de 20 anos para ambos os sexos.
– Relatório: idades mínimas mantidas, com tempo de contribuição de 20 anos para homens e 15 anos para as mulheres.

Regra de transição:
– Proposta do governo: no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que abrange os trabalhadores do setor privado, a PEC prevê três regras de transição para o setor privado: sistema de pontos por tempo de contribuição e por idade, aposentadoria por tempo de contribuição para quem tem pelo menos 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulheres) e pedágio de 50% sobre o tempo faltante pelas regras atuais, desde que restem menos de dois anos para a aposentadoria. Para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos, o texto estipula um sistema de pontuação que permitiria a aposentadoria a partir dos 61 anos para homens e 56 anos para mulheres. A partir de 2022, as idades mínimas subiriam para 62 anos (homens) e 57 anos (mulheres). Nesse caso, no entanto, os servidores receberiam um valor mais baixo. Os trabalhadores públicos que entraram até 2003 precisariam trabalhar até 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para terem direito à integralidade (último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes salariais dos ativos).
– Relatório: o texto acrescentou uma regra de transição que valerá tanto para o serviço público como para a iniciativa privada. Os trabalhadores a mais de dois anos da aposentadoria terão um pedágio de 100% sobre o tempo faltante para terem direito ao benefício. No caso dos servidores públicos que entraram antes de 2003, o pedágio dará direito à integralidade e à paridade.

Aposentadoria rural:
– Proposta do governo: idade mínima de 60 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, com 20 anos de tempo de contribuição para ambos os sexos.
– Relatório: mantidas as regras atuais, com 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, incluindo garimpeiros e pescadores artesanais. Apenas o tempo mínimo de contribuição para homens sobe para 20 anos, com a manutenção de 15 anos para mulheres.

Professores:
– Proposta do governo: idade mínima de 60 anos de idade para a aposentadoria de homens e mulheres, com 30 anos de tempo de contribuição.
– Relatório: idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com definição de novos critérios por lei complementar. Regra vale para professores do ensino infantil, fundamental e médio.

Capitalização:
– Proposta do governo: Constituição viria com autorização para lei complementar que instituirá o regime de capitalização.
– Relatório: proposta retirada.

Benefício de Prestação Continuada (BPC):
– Proposta do governo: idosos de baixa renda receberiam R$ 400 a partir dos 60 anos, alcançando um salário mínimo somente a partir dos 70.
– Relatório: proposta retirada, com manutenção de um salário mínimo para idosos pobres a partir dos 65 anos.

Abono salarial:
– Proposta do governo: pagamento restrito aos trabalhadores formais que ganham um salário mínimo, contra dois salários mínimos pagos atualmente.
– Relatório: pagamento aos trabalhadores de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).

Pensão por morte:
– Proposta do governo: pensão por morte começaria em 60% do salário de contribuição, aumentando 10 pontos percentuais por dependente até chegar a 100% para cinco ou mais dependentes. Retirada da pensão de 100% para dependentes com deficiências intelectuais ou mentais. Apenas dependentes com deficiências físicas receberiam o valor máximo.
– Relatório: mantém nova fórmula de cálculo, mas garante pensão de pelo menos um salário mínimo para beneficiários sem outra fonte de renda. Pagamento de 100% para beneficiários com dependentes inválidos (deficiência física, intelectual ou mental) e para dependentes de policiais e agentes penitenciários da União mortos em serviço.

Salário-família e auxílio-reclusão:
– Proposta do governo: pagamento restrito a beneficiários com renda de um salário mínimo.
– Relatório: pagamento a pessoas de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).

Reajuste de benefícios:
– Proposta do governo: eliminava trecho da Constituição que preservava a reposição das perdas da inflação.
– Relatório: manutenção do reajuste dos benefícios pela inflação.

Estados e municípios:
– Proposta do governo: PEC valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos Legislativos locais.
– Relatório: retirada de estados e municípios da PEC, com a possibilidade de reinclusão dos governos locais por meio de emenda na comissão especial ou no Plenário da Câmara.

Incorporação de adicionais:
– Proposta do governo: PEC não aborda assunto.
– Relatório: extensão aos estados e municípios da proibição de incorporar adicionais por cargo de confiança ou em comissão ao salário dos servidores, vedação que existe em nível federal.

Acúmulo de benefícios:
– Proposta do governo: limite para acúmulo de benefícios a 100% do benefício de maior valor, somado a um percentual da soma dos demais, começando em adicional de 80% para um salário mínimo e caindo para 0% acima de benefícios de mais de quatro salários mínimos. Médicos, professores, aposentadorias do RPPS ou das Forças Armadas ficam fora do limite por terem exceções estabelecidas em lei.
– Relatório: altera para 10% adicional para benefícios acima de quatro salários mínimos, mantendo os demais pontos.

Encargos trabalhistas:
– Proposta do governo: possibilidade de incidir desconto para a Previdência sobre vale alimentação, vale transporte e outros benefícios trabalhistas.
– Relatório: proposta retirada.

Aposentadoria de juízes:
– Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
– Relatório: retirada da Constituição da possibilidade de pena disciplinar de aposentadoria compulsória para juízes.

Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT):
– Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
– Relatório: repasse de 40% das receitas do FAT para a Previdência Social, atualmente esses recursos vão para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. a farra com o dinheiro público foi tão grande e irresponsável que agora os que realmente trabalham vão ser obrigados a pagar as contas…. esta país de larápios…

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Política

Polarização política e “fake news” impactam confiança no jornalismo

A polarização política e a disseminação de notícias falsas (também conhecidas como fake news) vêm minando a confiança da sociedade nos veículos jornalísticos. Além disso, a produção de informação online vem sendo marcada pelo poder de plataformas (como Facebook e Google) e pela ampliação de serviços pagos, como os que exigem assinatura.

As conclusões estão no Relatório de Notícias Digitais 2019 (Digital News Report), elaborado pelo Instituto Reuters e divulgado ontem (12). O estudo é o mais amplo e notório sobre o mercado jornalístico e os hábitos de consumo de notícias dos usuários na Internet, realizado a partir de entrevistas com leitores em 38 países em seis continentes, entre eles o Brasil.

A radicalização da disputa política e a disseminação de desinformação apareceram como fenômenos importantes na divulgação de informação na web. O Brasil foi o país com maior preocupação manifestada sobre se uma notícia é verdadeira ou falsa: 85% dos entrevistados disseram ter esse receio.

Outros países com alto índice de preocupação foram Reino Unido (70%) e Estados Unidos (67%). Já entre nações europeias o índice foi menor, como na Alemanha (38%) e Holanda (31%). Frente a este cenário, 24% afirmaram ter deixado de ler notícias de veículos com reputação dúbia.

“A polarização política encorajou o crescimento de agendas partidárias online que juntamente com os caça-cliques e várias formas de desinformação estão ajudando a minar a confiança na midia, levantando novas questões sobre como entregar reportagens equilibradas a justas na era digital”, analisou Nic Newman, um dos autores do estudo.

Confiança
Como resultado, a confiança das pessoas nos veículos jornalísticos caiu dois pontos, de 44% para 42%. O sentimento é mais fraco no tocante às informações obtidas por meio de mecanismos de busca, como Google, (33%) ou por redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram. Na comparação entre países, a confiança foi menor na França (24%).

O percentual de pessoas que disseram evitar qualquer tipo de conteúdo jornalístico cresceu 6%, chegando a quase um terço das pessoas ouvidas (32%). Essas pessoas justificaram essa posição pela influência que o noticiário causa no humor e pela sensação de impotência para mudar os eventos.

Entre os entrevistados, 42% avaliaram que os meios de comunicação fiscalizam pessoas e instituições poderosas. A maioria das pessoas considerou que a mídia é mais eficiente em manter as pessoas atualizadas sobre o que ocorre no mundo e nos seus países (62%) do que em explicar os acontecimentos (51%).

Conteúdo pago
O consumo pago de serviços noticiosos aumentou pouco no último ano. Os percentuais mais altos se dão em países nórdicos, como Noruega (34%) e Suécia (27%). Nos Estados Unidos, o número ficou estável em 16%, a partir uma elevação em 2017, após a vitória do presidente Donald Trump e as polêmicas sobre desinformação nas eleições e no país.

Nos locais em que essa prática é mais comum, em geral os leitores assinam apenas um serviço. Isso mostra uma lógica de concentração nos serviços pagos, naquilo que na economia se chama “vencedor-leva-tudo”. Uma tendência identificada no estudo foi uma preferência maior de pessoas por conteúdos pagos de entretenimento em relação a notícias, como nas assinaturas de serviços como Netflix (vídeo) e Spotify (música).

Redes sociais
Os aplicativos de trocas de mensagens têm ganhado espaço como fonte de informação das pessoas entrevistadas, fazendo com que o consumo fique mais “privado”. O Whatsapp se tornou a principal fonte de notícias em países como o Brasil (53%), Malásia (50%) e África do Sul (49%). No caso do Brasil, a centralidade do Whatsapp (utilizado por mais de 130 milhões de pessoas) levantou debates como no caso do seu papel nas eleições do ano passado.

O relatório também indicou um movimento de pessoas que se informam em grandes grupos de redes sociais com pessoas que não conhecem. No Brasil, essa prática foi registrada em 22% dos participantes do levantamento. Na Turquia, esse índice ficou em 29%. Os percentuais são bastante diferentes de países mais ricos, como Canadá (7%) e Austrália (7%).

Plataformas
Além das plataformas de redes sociais, o estudo também destacou o papel de serviços de agregação de notícias, como Google News ou Apple News. Nos Estados Unidos, este último é utilizado por mais pessoas (27%) do que um veículo tradicional como o Washington Post (23%).

As plataformas também têm se tornado fonte por meio de seus assistentes virtuais. Modelos como Amazon Echo e o Google Home cresceram, segundo o estudo. A prática de se informar por esses dispositivos cresceu de 7% para 14% no Reino Unido, 5% para 11% no Canadá e 9% para 12% nos Estados Unidos.

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Judiciário

Marco Aurélio: Não temo hackers porque não tenho diálogos fora do processo

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 13, que não teme ser alvo de ataques de hackers, pois não utiliza o celular para conversar com as partes envolvidas em processos. “Eu falo muito pouco ao telefone, muito pouco mesmo. Pelo WhatsApp, troco mensagens”, disse Marco Aurélio a jornalistas, ao chegar para a sessão do plenário do tribunal.

Indagado se não temia ser alvo de hackers, o ministro respondeu: “Não, eu sou um cidadão, sou homem público, devo contas aos contribuintes. Não tenho nada a esconder. E não mantenho diálogos fora do processo com as partes.”

Marco Aurélio voltou a fazer críticas nesta quinta-feira ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O site “The Intercept” Brasil publicou o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas pelo então juiz federal Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. As conversas mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato em mensagens trocadas por meio do aplicativo Telegram.

“Antes desse problema todo, que enxovalhou o perfil dele, eu disse lá atrás que ele (Moro) não era vocacionado ao cargo de juiz. Mantenho (a convicção). Ele virou as costas à cadeira sem estar numa família rica. Se fosse de família muito rica, eu admitiria que ele deixasse a cadeira para ter o ócio com dignidade, mas não é”, criticou Marco Aurélio Mello.

O ministro Ricardo Lewandowski, por sua vez, evitou comentar publicamente o tema ao ser abordado por jornalistas. “Juiz só pode emitir opinião se isso estiver formalizado nos autos. Em tese, não posso dar opinião. Não estou acompanhando isso de perto. Estou acompanhando como leitor de jornais. Não vou fazer nenhuma análise sobre o assunto”, disse Lewandowski.

Preço

Na manhã desta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que houve uma “quebra e invasão criminosa” no episódio e afirmou que a atuação de Moro enquanto cuidava dos casos da Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba “não tem preço”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Composto por ministros como Gilmar, Toffoli, Lewandowsk e Marco Aurélio, o STF não poderia ser outra coisa senão uma sucursal do inferno abandonada por Satanás.

  2. Mas pia mesmo!!
    Até esse entalado com batata, querendo aparecer.
    Sei não!!
    Só pode ser o fim do mundo.

  3. Esse aí? Kkkkkkk. É proporcionalmente inocente a luladrão. Suas decisões favoreceram inúmeros criminosos.

  4. E a vaga para a filha dele se tornar desembargadora? Ela conseguiu só com os méritos, né? Não teve lobby do papai, não, né? A nomeação dele pelo primo Collor não teve looby dele, não? Tá çertû!

  5. RL, GM, MAM, DT são todos meninos inocentes, falam apenas no processo quando estão vestidos de preto. Já quando estão de shorts em mesa redonda a conversa é outra!

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Judiciário

Supremo decide criminalizar a homofobia como forma de racismo

Após seis sessões de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (13) criminalizar a homofobia como forma de racismo. Ao finalizar o julgamento da questão, a Corte declarou a omissão do Congresso em aprovar a matéria e determinou que casos de agressões contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) sejam enquadrados como o crime de racismo até que uma norma específica seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Por 8 votos a 3, os ministros entenderam que o Congresso não pode deixar de tomar as medidas legislativas que foram determinadas pela Constituição para combater atos de discriminação. A maioria também afirmou que a Corte não está legislando, mas apenas determinando o cumprimento da Constituição.

Pela tese definida no julgamento, a homofobia também poderá ser utilizada como qualificadora de motivo torpe no caso de homicídios dolosos ocorridos contra homossexuais.

Religiosos e fiéis não poderão ser punidos por racismo ao externarem suas convicções doutrinárias sobre orientação sexual desde que suas manifestações não configurem discurso discriminatório.

Votos

Na sessão desta quinta-feira, a ministra Cármen Lúcia seguiu a maioria formada no julgamento do dia 23 de maio e entendeu que a Constituição garante que ninguém será submetido a tratamento desumano. “Numa sociedade discriminatória como a que vivemos, a mulher é diferente, o negro é diferente, o homossexual é diferente, o transexual é o diferente, diferente de quem traçou o modelo porque tinha poder para ser o espelho. Preconceito tem a ver com poder e comando”, disse.

Em seguida, o ministro Ricardo Lewandowski votou pela omissão do Congresso, mas entendeu que a conduta de homofobia não pode ser enquadrada como racismo pelo Judiciário, mas somente pelo Legislativo. O presidente do STF, Dias Toffoli, também seguiu o mesmo entendimento.

“A extensão do tipo penal para abarcar situações não especificamente tipificadas pela norma penal incriminadora parece-me atentar contra o princípio da reserva legal, que constitui uma fundamental garantia dos cidadãos, que promove a segurança jurídica de todos”, disse Lewandowski.

Gilmar Mendes também seguiu a maioria e disse que a Constituição obriga a criminalização de condutas discriminatórias.

“Estamos a falar do reconhecimento do direito de minorias, direitos fundamentais básicos. Os mandamentos constitucionais de criminalização do racismo e todas as formas de criminalização não se restringem a demandar uma formalização de políticas públicas voltadas a essa finalidade”, disse Mendes.

Marco Aurélio divergiu da maioria a favor da criminalização e disse que o STF está invadindo a competência do Congresso Nacional ao tipificar crimes.

Os ministros Celso de Mello e Edson Fachin, relatores das ações julgadas, além dos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux votaram nas sessões anteriores a favor da criminalização.

Julgamento

O caso foi discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) nº 26 e no Mandado de Injunção nº 4.733, ações protocoladas pelo PPS e pela Associação Brasileiras de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT).

As entidades defenderam que a minoria LGBT deve ser incluída no conceito de “raça social”, e os agressores punidos na forma do crime de racismo, cuja conduta é inafiançável e imprescritível. A pena varia entre um e cinco anos de reclusão, de acordo com a conduta.

Em fevereiro, no início do julgamento, o advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, reprovou qualquer tipo de conduta ilícita em relação à liberdade de orientação sexual, mas entendeu que o Judiciário não tem poderes legais para legislar sobre matéria penal, somente o Congresso.

A mesma posição foi defendida pelo representante da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), o advogado da entidade defendeu que o Congresso tenha a palavra final sobre o caso. Segundo a entidade, a comunidade LGBT deve ter seus direitos protegidos, mas é preciso assegurar que religiosos não sejam punidos por pregaram os textos bíblicos.

Pelo atual ordenamento jurídico, a tipificação de crimes cabe ao Poder Legislativo, responsável pela criação das leis. O crime de homofobia não está tipificado na legislação penal brasileira.

No mês passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou a mesma matéria, tipificando condutas preconceituosas contra pessoas LGBT. A medida ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Casa.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vem mais pedido por aí. Essa agenda não para. O foco é o odio aos heteressexuais, principalmente aos cristãos. Sou obrigado a aplaudir os votos dos ministros Lewandowski, Dias Tofolli e Marco Aurélio Melo.

  2. Já que decidiu ampliar juridicamente o conceito de racismo, falta agora ao STF explicar aos brasileiros o que seus ministros entendem por "raça".

  3. Poderia criminalizar também o heterofobico, esse está toda hora enaltecendo o estilo homossexual através da grande mídia, e atacando sempre os que seguem a opção natural que a natureza sabiamente lhes proporcionou, que é, usar os atributos sexuais que DEUS lhe confiou, pra o prazer e a preservação da espécie.

    1. Natural é cada um ser feliz de acordo com as suas condições biológicas. Outra coisa, seu ''DEUS'' não é o Deus de todo mundo.
      #CriminalizaSim.

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Judiciário

Lava Jato e Moro mudam tom e destacam chance de mensagens falsificadas

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba mudou de tom sobre as mensagens atribuídas aos seus procuradores desde as primeiras divulgações pelo site The Intercept Brasil, no domingo (9).

Nas primeiras notas oficiais e declarações públicas, o grupo dedicou-se principalmente a negar que os diálogos revelassem algum tipo de impropriedade, embora já aventasse chance de fraude no conteúdo tornado público.

Desde quarta (12), a ênfase passou a ser a possibilidade de conversas terem sido falsificadas pelo hacker que teria invadido celulares de investigadores –segundo a Polícia Federal, ele obteve informações ao menos do aparelho do coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol.

A mudança no discurso dos integrantes do MPF (Ministério Público Federal) se deu após especialistas em direito e o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), declararem que, embora as mensagens possam ter sido obtidas de forma criminosa, isso não necessariamente anula provas obtidas a partir delas.

Sendo assim, elas podem, eventualmente, servir de base para anular decisões na Lava Jato caso se entenda que, ao trocar mensagens com Deltan, o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, feriu o dever de imparcialidade por, supostamente, colaborar com o MPF em processos que estavam sob seu crivo.

À Folha professores de direito destacaram, já na segunda (10), que nenhum dos dois negou a veracidade dos diálogos, o que indicava sua autenticidade. Ativeram-se apenas a atacar as interpretações dadas a eles pelo Intercept e as críticas que se seguiram.

Logo após a divulgação das primeiras mensagens, no domingo (9), a força-tarefa divulgou nota em que denunciava a “ação vil do hacker” que invadiu “telefones e aplicativos de procuradores”.

“Não se sabe exatamente ainda a extensão da invasão, mas se sabe que foram obtidas cópias de mensagens e arquivos trocados em relações privadas e de trabalho”, informou nota do grupo, destacando a lisura de suas práticas. “Há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial”, disse.

Num vídeo divulgado na segunda, Deltan disse ter receio de que “a atividade criminosa dele [hacker] avance agora para falsear e deturpar fatos”. Mas gastou mais tempo justificando o comportamento evidenciado por mensagens a ele atribuídas, como as que indicaram que foi aconselhado por Moro.

“É normal que procuradores e advogados conversem com o juiz, mesmo sem a presença da outra parte”, afirmou.

Ele também aludiu a trecho no qual, segundo o Intercept, duvidou das provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de denunciá-lo pelo caso do tríplex. “Antes da acusação criminal, o MP revisa, submete a intensa crítica, analisa e reanalisa fatos e provas”, justificou.

Em nova nota, publicada na terça (11), a força-tarefa reiterou a preocupação com mensagens fraudulentas ou tiradas do contexto. Mas, ao rebater as reportagens do site, defendeu as práticas dos procuradores.

Um dos trechos, por exemplo, tratou da possibilidade de condenados falarem com a imprensa. Nas mensagens publicadas, os procuradores discutem estratégias para reduzir o impacto eleitoral de uma entrevista de Lula na prisão durante a campanha de 2018.

“A força-tarefa entende que a prisão em regime fechado restringe a liberdade de comunicação dos presos, como já manifestado em autos de execução penal, o que não se trata de uma questão de liberdade de imprensa. O entendimento vale para todos os que se encontrem nessa condição, independentemente de quem sejam”, disse o comunicado.

Nesta quarta (12), o foco do grupo passou a ser a eventual falsificação de mensagens. Outra nota sustentou que “novos ataques” a celulares “confirmam a possibilidade de hacker fabricar diálogos usando perfis de autoridades”.

“A divulgação de supostos diálogos obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por esse contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido. Além disso, diálogos inteiros podem ter sido forjados pelo hacker ao se passar por autoridades e seus interlocutores”, escreveu a força-tarefa.

Ela acrescentou que uma “informação conseguida por um hackeamento traz consigo dúvidas inafastáveis quanto à sua autenticidade, o que inevitavelmente também dará vazão à divulgação de fake news”.

No caso de Moro, as manifestações públicas lançaram dúvidas sobre a autenticidade das notas. No entanto, desde domingo, ele não nega que seja o autor das mensagens por ora divulgadas e defende as condutas por elas explicitadas.

“Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias”, afirmou, em nota divulgada no domingo.

Em entrevista no dia seguinte, em Manaus, o ministro disse não ver “nada demais” nos diálogos a ele atribuídos e que não consta “nenhuma orientação ali”.

Ele não foi categórico sobre a fidedignidade do conteúdo: “Nem posso dizer que são autênticas, porque são coisas que aconteceram, se aconteceram, anos atrás. Não tenho mais essas mensagens, não guardo mais registro disso”.

Na terça (11), nova nota, divulgada após encontro de Moro com o presidente Jair Bolsonaro, destacou o caráter criminoso dos vazamentos.

“O ministro rechaçou a divulgação de possíveis conversas privadas obtidas por meio ilegal e explicou que a Polícia Federal está investigando a invasão criminosa. A conversa foi bastante tranquila. O ministro fez todas as ponderações ao presidente, que entendeu as questões que envolvem o caso.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Kkkk… não adianta mentir mais, amigos… são diálogos de anos atrás…
    Vcs foram pegos de calças na mão…
    Quase foi uma jogada perfeita, né?
    Esperem até aparecerem os áudios e vídeos… será que foram dublês?..kkkkkk

    1. Hacker, age no escuro, divulga o que quer, omitindo, criando e distorcendo tudo, no entanto, ficou claro, os componentes da lava jato fizeram tudo, inclusive arriscaram sua vidas e de família pra defender o patrimônio brasileiro dos bandidos e corruptos.

  2. Rastejando como cobras vão mudando o discurso, assim como as cobras mudam de pele, para adequar as suas ilicitudes e iludir incautos. O mundo já percebeu toda a farsa montada.

    1. Farsa montada? Pra que? Pra pegar o incorruptível Lula da Silva? Tá de brinks né? Lula é mais sujo do que pau de galinheiro! kkkkkkkkkkkkkkk

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Judiciário

Dias Toffoli viaja a Israel com despesas pagas pelo STF; Barroso e Rosa Weber também viajam, mas sem dinheiro público

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, fará visita oficial a Tel-Aviv e Jerusalém, na semana de 17 a 21 deste mês, a convite do governo de Israel.

A assessoria de Toffoli informou que o ministro fará uso de diárias do STF para essa viagem.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e o Project Interchange promoverão na próxima semana um seminário em Israel para ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça.

Como este Blog registrou, os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Rosa Weber também viajarão a Israel, mas sem nenhuma despesa ou custo para o Supremo.

A assessoria de Barroso informa que essa é “a regra nas viagens dele”. A assessoria de Weber diz que sua viagem também não terá nenhum custo para os cofres públicos.

“Apesar de ocorrer no mesmo período em que ministros de tribunais superiores brasileiros estarão em Israel a convite da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e de haver alguns compromissos comuns com a comitiva brasileira, o presidente Dias Toffoli terá agenda própria”, informou o STF.

Segundo Joel Sampaio, assessor internacional da presidência do STF, “a programação visa a aprofundar conhecimento sobre instrumentos tecnológicos que possam ampliar ainda mais a confiabilidade e segurança dos processos eletrônicos judiciais no Brasil, com recurso às ferramentas de inteligência artificial”.

Ainda segundo ele, “o compartilhamento de boas práticas no campo tecnológico constitui ponto prioritário da viagem do ministro Dias Toffoli”.

Outro objetivo da visita de Toffoli é conhecer os modelos de gestão do sistema prisional israelense que podem auxiliar o desenvolvimento de projetos do Conselho Nacional de Justiça.

“Essa será uma importante oportunidade de troca de experiências que podem resultar no aprimoramento das penitenciárias brasileiras e no âmbito de tecnologia da informação aplicada ao nosso Poder Judiciário”, afirma Sampaio.

Os convites aos ministros do Supremo e do STJ foram enviados por Fernando Lottenberg, presidente da Conib, Luiz Kignel, presidente da Fisesp, e Nisha R. Abkarian, diretora executiva do Project Interchange.

Os convites previam que os custos do seminário, incluindo passagem aérea ida e volta, alimentação e hospedagem seriam de responsabilidade da Conib, da Fisesp e do Project Interchange. Os participantes seriam responsáveis por quaisquer despesas pessoais durante sua estada em Israel.

A agenda oficial enviada aos ministros inclui encontros com membros do Knesset, o Parlamento israelense, com ministros da Suprema Corte de Israel, funcionários dos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, analistas políticos e acadêmicos.

A programação prevê também visitas a locais históricos, políticos, religiosos e culturais.

Frederico Vasconcelos/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Aí é que é um rabo cheio.
    Tocar fogo no dinheiro do contribuinte brasileiro sem nenhum problema.
    Haja mordomias, duvido que uma viagem dessas sirva pra alguma coisa a bem do povo brasileiros. Vamos vê o resultado.

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Política

Fábio Faria cobra liberação de recursos para continuidade das obras de saneamento em Natal e Parnamirim

O deputado federal Fábio Faria ((PSD/RN) esteve reunido com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, para solicitar a garantia de recursos para continuidade das obras de saneamento básico de Natal e Parnamirim.

As obras que vão deixar a cidade de Parnamirim totalmente saneada já alcançaram 35% do projeto orçado em R$ 160 milhões, executado em convênio do governo federal com a CAERN.

“O governo tem sido muito correto no cumprimento do cronograma e repasse dos recursos, tanto para o saneamento de Natal quanto de Parnamirim, mas acompanhamos bem de perto para que não haja nenhum tipo de contingenciamento ou paralisação dos trabalhos”, atesta o deputado.

Opinião dos leitores

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Política

Bolsonaro demite Santos Cruz; general Ramos será o substituto

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta 5ª feira (13.jun.2019) o general Carlos Alberto dos Santos Cruz. O agora ex-ministro comandava a Secretaria de Governo da Presidência da República. Ele será substituído pelo General de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, até então comandante militar do Sudeste.

A decisão de Bolsonaro foi tomada por uma “falta de alinhamento político-ideológico” e conflitos com outros integrantes do próprio governo.

Em carta divulgada às 18h48 na conta da Secretaria de Governo no Twitter (eis a íntegra), Santos Cruz confirma o afastamento “por decisão” de Bolsonaro, agradece a funcionários da pasta, congressistas, governadores, imprensa, integrantes do Judiciário e ao próprio presidente e seus familiares: “desejo saúde, felicidade e sucesso”.

Esta é a 3ª baixa do governo, a 1ª da ala militar. Bolsonaro também demitiu Gustavo Bebianno (Secretaria Geral), em meio a 1 suposto esquema de candidaturas-laranja, e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), por falhas no período que ficou à frente da pasta.

Santos Cruz foi comunicado da sua demissão durante reunião com o presidente. Também participaram do encontro os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Em maio, o general foi 1 dos principais alvos de ataques da ala do governo ligada ao escritor Olavo de Carvalho.

O Planalto ainda não se manifestou sobre a saída de Santos Cruz.

General Ramos

Nascido no Rio de Janeiro, general Ramos está no Exército desde 8 de março de 1973. Além de comandante militar do Sudeste, também já foi comandante da 11ª Região Militar, em Brasília e atuou como force commander [comandante da parte militar] da missão da ONU no Haiti.

Poder360

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Cidades

Greve Geral afeta serviços essenciais em Natal; veja o que vai parar

Esta sexta-feira, 14, será mais um dia de protestos contra a Reforma da Previdência. A exemplo do que vai acontecer pelo País, em Natal serviços essenciais serão afetados pela ‘Greve Geral’ de trabalhadores. Além da paralisação, uma manifestação está marcada para as 15h no Shopping Midway Mall.

Confira serviços afetados,,,

Bancos

Os atendimentos bancários não serão feitos durante todo o expediente. Os trabalhadores do setor, inclusive, irão se juntar a outras categorias na manifestação no Midway.

Educação

Os professores das escolas de educação básica de todo o estado irão parar as atividades. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação estará presente na manifestação no Midway.

Transporte

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários decidiu paralisar 100% da frota. Os trabalhadores de empresas ferroviárias também vão aderir à ‘Greve Geral’. Por essa razão, os trens irão operar com número reduzido de viagens nas linhas norte e sul.

Linha Norte (Natal / Ceará-Mirim): Ocorrerá uma viagem às 5h20 partindo de Ceará-Mirim com destino a Natal e outra às 18h40 partindo de Natal para Ceará-Mirim.

Linha Sul (Natal/Parnamirim): Ocorrerá uma viagem às 7h24 partindo de Parnamirim com destino a Natal e outra às 18h45 partindo de Natal para Parnamirim.

Saúde

Os servidores da Saúde também vão aderir à ‘Greve Geral’ e trabalharão em regime reduzido. Pela manhã, a categoria fará um protesto na Prefeitura de Natal e uma assembleia na frente do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Já à tarde os servidores irão se juntar à manifestação no Midway Mall.

Portal No Ar

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  1. Não há greve, ainda menos "greve geral". Greve é apenas fetiche antigo da sindicalha pelega. Esse valhacouto de desocupados que nada produz, nem mesmo no serviço público – a propósito um dos piores do mundo.
    Greve é direito social e trabalhista, recurso a que se recorre somente quando esgotadas todas as possibilidades de negociação.
    Por absoluta falta de legitimidade, a paralisação que vemos hoje, em todo o Brasil, pode ser chamada de qualquer coisa, menos de greve.
    Afinal, quem não gosta de trabalhar, ou só "trabalha" de braços caídos ou fazendo "operação tartaruga", já vive em greve. E vagabundo que se preza só faz greve quando tem uma "recaída" e produz algo de útil à sociedade.

  2. O que fará falta mesmo é o setor de saúde. Banco tem caixa eletronico: transporte tem Uber; educação no sistema Paulo Freire é até lucro não ter.

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Política

Tenho receio que tome um vulto prejudicial ao país, diz Villas Bôas sobre caso Moro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ex-comandante do Exército e atual assessor especial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o general Eduardo Villas Bôas disse nesta quinta-feira (13) temer que a crise envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, cresça de maneira que prejudique o país.

“Do ponto de vista do ministro em si, eu tenho receio que isso venha a tomar um vulto que venha a prejudicar o país”, disse o general no Senado, após uma visita ao senador Chico Rodrigues (DEM-RR).

O general afirmou que, no passado recente, a divulgação de conversas gravadas prejudicou o Brasil, numa referência à gravação do diálogo entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, que enterrou a tentativa do ex-chefe do Executivo de aprovar a reforma da Previdência.

Villas Bôas se disse mais preocupado com a invasão do hacker e afirmou que “o que aconteceu, em si, foi relativamente muito pequeno”.

“Eu não estou vendo gravidade, eu volto ao oportunismo para tentar enfraquecer o ministro Moro e o próprio projeto dele para a diminuição da violência”, afirmou.

“O mais grave é a invasão. Isso demonstra uma vulnerabilidade que pode ser perigoso para o próprio governo e até mesmo para a iniciativa privada.”

Villas Bôas disse também acreditar que, pela “firmeza, transparência e bom senso” de Moro, a situação “vai se resolver sem trazer prejuízo para os programas e projetos que estão sendo encaminhados”.

Na terça-feira (11), Villas Bôas já havia se manifestado sobre o caso Moro nas redes sociais. Afirmou que o país vive um “momento preocupante”.

“Dá margem a que a insensatez e o oportunismo tentem esvaziar a operação Lava Jato”, escreveu o general em um trecho da mensagem em que também diz ter “respeito e confiança” em Moro.

Opinião dos leitores

  1. Além do mais, como uma mídia, divulga uma notícia divulgada por um criminoso, sem ao menos checar a veracidade, e se ele tiver omitido palavras, substituido texto, escamoteado com as verdades? como provará, se ele jamais irá ser confrontado, pois sempre trabalhar nas sombras. Acho até que os prejudicados deveriam acionar a justiça contra esses falsos jornalista, que mesmo sem poderem provar se as notícias são verídicas, divulgam irresponsavelmente. O risco de serem julgados por danos morais será enorme, no futuro.

  2. Já tomou e a única forma de trazer o país para o nível de antes das divulgações, que já era péssimo, é demitir o moro para que possa se imaginar uma investigação isenta.

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Finanças

Líderes da oposição optaram por aposentadoria especial

Deputada Jandira Feghali (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

Os líderes da oposição, contrários à reforma da Previdência, estão na lista dos 172 deputados que optaram pelo regime especial de aposentadoria de políticos.

São eles: Jandira Feghali (minoria), Alessandro Molon (oposição), André Figueiredo (PDT), Daniel Almeida (PCdoB), Paulo Pimenta (PT) e Ivan Valente (PSOL).

Do grupo, somente o líder do PSB, Tadeu Alencar, não optou pelo regime especial.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. A partir dessa reforma, canalhas, como todos esses que requereram aposentadoria especial, não terão mais direito a esse absurdo, um privilégio que sai dos bolsos do cidadão mais humilde. Esses deputados serão feridos nos bolsos com essa reforma. Simples assim

  2. Farinha pouca, meu pirão primeiro… Também assim o fizeram Onyx Lorenzoni, Walter Alves, Betinho Rosado, Rafael Motta. O PT lidera a lista. Seria interessante divulgar todos!

  3. Faz um favor pra sociedade bg, põe uma matéria na integra com os nomes de todos os políticos que optaram pela aposentadoria especial .

  4. De quebra o deputado Zé Medeiros de Caicó, tá incentivando a apuração da história do mandato vendido. Essa conversa em Brasília é com que se acalenta menino, todo mundo sabe.
    Dizem que o então deputado Jean willys vendeu o mandato ao suplente.
    Será???

  5. Do Nordeste são 72 Deputados da esquerda. Todos marajás, com salários altíssimos e regalias de perdermos de vista. Usam e abusam das "minorias", sugam até o tutano dos mais necessitados. Hipócrates, verdadeiros fascistas, comunistas inescrupulosos e sanguinolentos.

  6. Gostaria de saber se os pseudos intelectuais da internet, entenderam que esse tipo de gente só pensa no seu e que os outros se explodam….

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Judiciário

TRT-RN determina mínimo de 40% da frota de transportes públicos em Natal nesta sexta

O TRT-RN determinou no fim da tarde desta quinta-feira(13) que seja assegurado o mínimo quarenta por cento dos serviços de transporte público em Natal, nesta sexta-feira(14), durante o movimento grevista contra a reforma da Previdência.

O órgão, em resumo, determina medida para que a população não deixe de ser atendida, sob pena de multa de R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

Opinião dos leitores

  1. O negócio desses comunistas é não trabalhar, fazer os q tem fome ganhar pão com salsicha e o dinheiro da passagem, e prejudicar o comércio. Pq não seguem o exemplo dos trabalhadores pro-Bolsonaro, q vão para as ruas no domingo? Bando de desocupados q só pensam em mamar nas tetas do governo sem trabalhar.

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Diversos

FOTO: Após troca de experiências na França, produtor de queijo do Seridó sonha alto

Foto: João Vital

 

A primeira vez que o legítimo queijo do Seridó do RN cruzou o Oceano Atlântico já foi suficiente para render frutos. Estreando na Mondial Du Fromage em Tours, na França, competição mundial de queijo, representado pelo produtor Lucenildo Firmino de Tenente Laurentino, o queijo seridoense deve ganhar novo sabor em um futuro próximo. Ao trocar experiências com quase mil produtores do mundo inteiro, Lucenildo já tem uma meta para quando sua queijeira estiver pronta: quer maturar queijo e, assim, agregar mais valor ao produto.

“Experimentei queijos maturados em cavernas, que passaram até quatro anos nesse processo até ficarem prontos e todos têm um valor agregado em cima disso. Estamos com essa ideia de implantar a produção de queijo envelhecido, com sabor mais apurado. Já estamos em contato com compradores de São Paulo e Minas Gerais. Assim que a queijeira estiver pronta, vamos correr atrás do certificado para vender para fora do RN”, projeta.

Participando da competição graças ao apoio do Governo do Estado via Governo Cidadão e Banco Mundial, Lucenildo, mais conhecido como Galego, voltou cheio de entusiasmo. Não trouxe nenhuma medalha da competição, mas a mala voltou cheia de ideias e planos. “Só de estar lá, representando os queijeiros do RN e o pequeno produtor rural, já é um prêmio. Levar nosso produto e nosso nome a um patamar mundial já foi uma grande conquista e vitória para mim”, diz.

Vinculado à Cooperativa Agropecuária do Seridó (Capesa), Galego é um dos 39 beneficiários do Edital de Leite e Derivados do Governo do Estado, que vai construir, equipar e regulamentar queijeiras no Seridó. A primeira mudança que o evento na França proporcionou a ele foi pensar em incluir uma câmara de maturação na sua queijeira.

A de maturação é diferente de uma câmara fria tradicional. O equipamento conta com controle de temperatura e umidade e inicialmente não está previsto no projeto de Galego, que vai receber R$ 365 mil para construir seu empreendimento. Mas ele já adiantou conversas com a assistência técnica responsável pelo projeto para discutir a viabilidade da ideia. “Queremos investir cada vez mais em produtos diferenciados”, finaliza.

O secretário de Gestão de Projetos Fernando Mineiro foi quem articulou, através do projeto Governo Cidadão, a ida do queijeiro até a França, e comemora os resultados que a troca de experiências proporcionou.

“O entusiasmo dele em agregar valor ao seu produto, levar algo diferente ao mercado, é uma demonstração clara de como foi importante apoiá-lo na ida ao evento. Significa que, como governo, estamos cumprindo nossa missão de incentivar o pequeno produtor e fortalecer a agricultura familiar do Estado. Assim como o Galego, temos outros queijeiros no estado que produzem queijos de excelente qualidade e só precisam de oportunidade e apoio para mostrar seus produtos”, enfatiza.

A maior mesa de queijo do mundo

Além do estande brasileiro com produtos de várias partes do país, a iguaria de Galego também participou da maior mesa de queijo do mundo, que com 160 metros de comprimento passou a integrar o Guiness Book. A mesa foi montada para um jantar vip, com queijos de 987 produtores de 38 países, totalizando mais de mil variedades do produto. “Foi um prazer muito grande participar de um evento desse porte e eu tive orgulho de estar numa mesa como essa com nosso queijo de coalho”, pontua.

O evento de alcance mundial foi um marco para o queijo do Rio Grande do Norte, mas também na história do produtor, que coloca na rua 160 quilos de queijo de coalho diariamente. O item é produzido de maneira artesanal, na zona rural de Tenente Laurentino Cruz, com ajuda da esposa e de dois funcionários. Mas esse número vai mais do que dobrar quando a queijeira de Galego estiver construída e certificada.

O equipamento terá capacidade para processar até dois mil litros de leite, podendo ser em dois circuitos em turnos diferentes, totalizando quatro mil litros diários. O que na produção de Galego significa em torno de 360 quilos de queijo de coalho, além de uma pequena parcela de queijo de manteiga e manteiga de garrafa. Um dos maiores sonhos do produtor é ampliar mercado e conseguir eliminar a figura do atravessador de seu negócio.

Quando a nova queijeira estiver pronta, ele quer ampliar a produção e gerar mais empregos. “Hoje onde trabalho não é um lugar bonito de se ver, o ponto não é meu. Com esse projeto, abriu-se uma baita de uma porta, uma coisa que não sei nem explicar o que significa. Vou receber uma queijeira pronta, toda bonitinha, que eu só vou entrar pra fabricar meu queijo. É um sonho realizado”, comemora.

Saiba mais

No total, os recursos aplicados nas 39 queijeiras somam R$ 23 milhões e são oriundos do Edital de Apoio à Cadeia Produtiva do Leite e Derivados da Agricultura Familiar, lançado com intuito de dar apoio financeiro e técnico às organizações que produzem leite e derivados no Seridó. Nas próximas semanas as licitações para construção das queijeiras devem ser lançadas pela Capesa e Coafs – Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de São João do Sabugi.

O objetivo é a regularização sanitária das queijeiras por meio da adequação da infraestrutura, aquisição de maquinário e equipamento necessário, melhoria na logística do transporte, comercialização e capacitação dos funcionários da comunidade. A regularização é importante para que as cooperativas recebam o selo das instituições sanitárias vigentes: Serviço de Inspeção Municipal; Instituto de Defesa e Inspeção Sanitária (IDIARN); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

Opinião dos leitores

  1. Parabéns pro rapaz!!
    Ser emprendedor no Brasil não é fácil.
    Parabéns pro Guerreiro, é de cidadões assim que o pais precisa.

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Política

General Santos Cruz deixará ministério do governo Bolsonaro

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz deixará ​o comando da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em uma crise com os filhos do presidente, além de um embate com o guru do presidente, o escritor Olavo de Carvalho.

O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.

O ministro general reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

“Eu nunca me interessei pelas ideias desse sr. Olavo de Carvalho”, disse Santos Cruz à Folha. Nem a forma nem o conteúdo agradam a ele”, afirmou. “Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente”, criticou o ministro, em março.

Integram ainda a ala militar do Planalto os generais Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o porta-voz, Otávio Rêgo Barros, e o chefe da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto.

Durante visita de Bolsonaro aos EUA, Olavo disse que Mourão é um “cara idiota”, “um estúpido”, uma figura “que não tem ideia do que é a Vice-Presidência”. “Não o critico, eu o desprezo”, soltou.

Considerado o guru do bolsonarismo, Olavo afirmou que o presidente da República está de “mãos amarradas”, que militares de seu governo têm “mentalidade golpista”, “são um bando de cagões” e que, se nada mudar, o governo acaba em seis meses. No dia seguinte, quando desembarcou nos EUA e tais declarações já eram públicas, Bolsonaro tratou Olavo com deferência.

Mais informações em instantes.

Folha de São Paulo

 

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Acidente

VÍDEO: Atropelamento é registrado na Via Costeira no fim da tarde desta quinta

Um atropelamento foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira(13), na Via Costeira – altura do hotel Vila do Mar. A informação é do Via Certa Natal. Até a publicação deste post, não se tem informação da vítima e a gravidade do acidente.

 

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Atropelamento na Via Costeira altura do hotel Vila do Mar Imagens @ednisouza

Uma publicação compartilhada por Via Certa Natal (@viacertanatal) em

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Clima

Instituto Nacional de Meteorologia alerta para perigo de chuvas intensas em Natal e outras cidades no RN

Foto: Reprodução Via Certa Natal/trecho Av. Ayrton Senna

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo de chuvas intensas em Natal e outras cidades do Rio Grande do Norte – com validade até as 10h desta sexta-feira (14). De acordo com o órgão, as precipitações de 30 a 60 milímetros por hora ou 50 a 100 milímetros por dia causam risco potencial de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

A Defesa Civil também emitiu alerta de risco moderado, para “ocorrência de fenômeno meteorológico adverso dentro das próximas 24 horas”.

Como orientação, o Inmet afirmou que a população deve evitar enfrentar o mau tempo, observar alteração nas encostas. Se possível, o cidadão deve desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia do imóvel. Em caso de situação de inundação, ou similar, ainda de acordo com o órgão, a sugestão é proteger os pertences da água, envoltos em sacos plásticos.

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