Economia

Futuro presidente do BB fala em “privatizar o que for possível”

O economista Rubem de Freitas Novaes, indicado para a presidência do Banco do Brasil no governo de Jair Bolsonaro, afirmou hoje (22) que a orientação da próxima gestão será a busca por eficiência, o enxugamento e a privatização de ativos da instituição. Ele disse ter recebido essas recomendações diretamente do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e do próprio presidente eleito.

“A orientação é eficiência, enxugamento e privatização do que for possível. Vamos buscar bons resultados e tornar o banco cada vez mais competitivo, mas de uma maneira enxuta”, afirmou.

Novaes descartou, por enquanto, a possibilidade de privatização total do banco. Perguntado sobre quais braços de atuação do banco poderiam ser negociados, ele evitou adiantar o que tem em mente. “Isso está muito prematuro para eu detalhar. Primeiro, preciso tomar ciência da situação do banco, das pessoas que estão lá, pensar na formação da equipe”, disse.

Novaes, que já foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), defendeu ainda a venda de ativos do banco por meio da venda de ações no mercado de capitais, buscando oferecer aquilo que pode interessar os investidores.

“[Vamos] procurar fazer operações que mobilizem o mercado de capitais, com o máximo de transparência possível. Aquela fase de privatização em que você direcionava venda para determinados compradores, que montava aqueles consórcios de compra, [isso] está ultrapassado”, afirmou.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O que mais me me preocupa neste momento é que ninguém do futuro governo fala mais no combate ao crime organizado e nem em mudanças no Código Penal. Espero que aqueles discursos inflamados não tenha sido só para ganhar a eleição.

  2. O Bozo só pensa em privatização al invés de fazer isso porque não diminuí os bancos privados por os mesmos são os que mais lucram…..A ainda por cima sonegam impostos do gonverno.

    1. melhor ir procurar um emprego Luiz. Tem que privatizar tudo mesmo. Não tem cabimento um país com 450 estatais. Até estatal de trem bala, que nem existe aqui, esse país tem.
      Nos correios não tem nem embalagem, é ridículo isso.

    2. O estado brasileiro tem provado que não é bom gestor, tem os recursos naturais e financeiro, mas a corrupçao genaralizada corroe todas as autarquias, não sobrando nada pra o povo, que só serve pra pagamento de prejuízos e investimentos, portanto precisa urgentemente privatizar tudo, com cláusulas que atendam o social e com uma participação nos lucros. Só assim serão desalojados esses larápios de plantões dentro das autarquias e nos respectivos sindicatos.

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Tecnologia

Evento de jogos digitais e tecnologia será realizado neste final de semana em Natal

Natal sedia neste final de semana a primeira edição da Good Game Convention (GGCON), um dos maiores eventos voltados para jogos digitais e tecnologia do Nordeste. O evento será realizado nos dias 24 e 25 na Arena das Dunas.

A convenção terá um espaço destinado ao conhecimento e aos lançamentos. Em uma das áreas, o GG Talks, diversas palestras serão realizadas abordando temas para os interessados em aprender e conhecer mais sobre o mercado de games, programação, desenvolvimento e redes sociais.

A GGCON terá campeonatos de jogos como League of Legends, Counter Strike: Global Offensive, FIFA 18, Mortal Kombat, Injustice 2, Clash Royale e Just Dance, todos com premiações em dinheiro que somam mais de R$ 10.000,00

O público também poderá aproveitar as áreas Freeplay para conhecer e experimentar vários outros jogos novos e relembrar os jogos de sucesso dos anos 70, 80, 90 e 2000 na área Arcade, com fliperamas de jogos nostálgicos como Street Fighter e Mortal Kombat, além de oficina de VR (realidade virtual), com espaço para todos conhecerem a nova tecnologia do momento em termos de imersão.

Para essa edição estão confirmadas as presenças da apresentadora e streamer Nyvi Estephan; do caster e streamer Willian Moreira, o “Gordox”; e o jovem youtuber Thiago Elias, o “Calango”.

Serviço

GGCON 18
Dias: 24 e 25 de novembro
Horário: Abertura dos portões às 10h
Local: Arena das Dunas
Ingressos: Últimos GGPass disponíveis no www.ggconbr.com e na bilheteria

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Educação

Após bancada evangélica vetar educador, Bolsonaro anuncia colombiano para Educação

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou na noite desta quinta-feira (22) pelas redes sociais que o professor colombiano Ricardo Vélez Rodríguez será o futuro ministro da Educação.

“Gostaria de comunicar a todos a indicação de Ricardo Vélez Rodríguez, filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente Professor Emérito da Escola de Comando e estado Maior do Exército, para o cargo de Ministro da Educação”, escreve Bolsonaro no Twitter.

O nome do professor tem apoio da bancada evangélica, que na véspera vetou o educador Mozart Neves, presidente do Instituto Ayrton Senna, para o cargo.

À tarde, Bolsonaro se reuniu por três horas na Granja do Torto, em Brasília, com o procurador regional do Distrito Federal, Guilherme Schelb, que também era cotado para o cargo. Ao deixar o local, Schelb também admitiu ter apoio “muito significativo” da bancada evangélica e reafirmou ser a favor do movimento Escola Sem Partido.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Resumindo. O Bolsonaro não tem poder de decisão. Deixa um técnico por um aventureiro colombiano.
    E olha que sou evangélico…

  2. gostei disso não. Deveria colocar a pessoa que desse na cabeça dele e não ficar ouvindo opinião de ninguém. Foi por isso que votei nele, pq não era manipulado por ninguém… já to ficando preocupado com esse comportamento. Se continuar assim, em janeiro quando assumir vai ser igual a qualquer outro presidente que esse país já teve, controlado pelo congresso.

  3. A bancada evangélica ditando o q se deve oimu não ser ensinado nas escolas. Os católicos q votaram no coiso devem estar satisfeitos…..
    Q catástrofe.

  4. Oxente! Mas as escolhas para essas pastas não seriam amplamente técnicas? Já tem bancada ou cambada seja lá do que for, indicando ? País de m……. não vai mudar nunca.

    1. Pelomeno, leia a matéria petralha, já que não gosta de trabalhar. Se fosse Dirceu ou Dilma o nomeado você tava esborrotando de elogios. Kkkkkkkkkkkkk

    2. É a velha política com outro viés ideológico. Escola Sem Partido é apenas um novo modelo ideológico de alienação conservadora.

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Política

Moro convoca chefe da Inteligência da Receita na Lava Jato

Foto: Hedeson Alves/EFE/Agência Brasil

Além de delegados da Polícia Federal, o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, trouxe para a equipe de transição de governo’ em Brasília’ o auditor fiscal Roberto Leonel de Oliveira Lima, chefe da área de investigação da Receita Federal em Curitiba e cérebro do órgão na atuação na Operação Lava Jato – cujos avanços o ex-juiz quer consolidar nacionalmente.

Aos 58 anos, 33 deles na Receita, Leonel tem a confiança de Moro. Já haviam atuado paralelamente no caso Banestado. Ele comanda o Escritório de Pesquisa e Investigação (Espei) da 9.ª Região Fiscal, em Curitiba, base da Lava Jato. A área de Inteligência da Receita, chefiada por ele, é responsável pelo levantamento técnico-contábil da operação, que já revelou desvios de mais de R$ 40 bilhões na Petrobras.

A Receita forma, com a PF e o Ministério Público Federal, o tripé da força-tarefa da Lava Jato, cujo modelo Moro quer replicar pelo País no combate à corrupção e ao crime organizado.

Pilar menos aparente das investigações, os auditores têm sido fundamentais na análise das quebras de sigilos para rastrear o caminho do dinheiro da corrupção. São eles que produzem os relatórios de evolução patrimonial, movimentações financeiras e fiscais dos investigados.

O trabalho é feito em conjunto com policiais federais e procuradores têm ajudado por meio da identificação de serviços fictícios, uso de notas frias, contas secretas no exterior e bens em nome de terceiros ou empresas offshores, detectando rombos aos cofres públicos e sonegação fiscal. Um modelo integrado que Moro quer repetir em Brasília.

Roberto Leonel Lima entrou na equipe de Moro nesta terça-feira, 20. É mais um nome da Lava Jato que deve fazer parte do time que o futuro ministro está montando para 2019, em função ainda não definida. Pela experiência que tem no rastreamento de dinheiro, uma das possibilidades é que ele vá para o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O Coaf é um órgão que tem como missão produzir inteligência financeira e conter a lavagem de dinheiro, a ocultação de patrimônio e o financiamento de atividades criminosas ou terroristas. A missão de “seguir o dinheiro” torna o órgão estratégico para a gestão de Sérgio Moro.

Embora o presidente do Coaf seja nomeado pelo presidente da República, por indicação do Ministro da Fazenda, o governo estuda deixar que o órgão passe para a zona de influência do Ministério da Justiça. O ex-juiz da Lava Jato disse, em reunião há duas semanas no Ministério da Segurança Pública, que o deslocamento para a Justiça é fundamental e poderia conferir ao Coaf uma importância muito maior do que ela tem hoje na Fazenda, por estar mais relacionado à área de investigação.

Mesmo se não for no Coaf, Leonel é um nome com que Moro quer contar. Uma alternativa seria atuar no próprio ministério, cuja estrutura ainda está sendo desenhada.

Em entrevista ao Estadão, em 2016, o auditor afirmou que a Lava Jato revelou uma “enciclopédia de métodos de lavagem de dinheiro”. A “enciclopédia” incluía novos e mais complexos métodos de “branquear” o dinheiro e comprovou o uso de doação de empreiteira para igreja, doações partidárias e eleitorais oficiais, operações de câmbio para falsas importações, contratos de mútuo fictícios, empréstimo bancário fraudulento, contratos de consultorias e prestação de serviços fantasmas, contas em nome de empresas offshores, trusts e até a compra de um banco em paraíso fiscal.

Equipe

Até agora, os únicos nomes confirmados por Moro para o futuro governo são os de Maurício Valeixo, indicado como futuro diretor-geral da Polícia Federal, e Érika Marena, escolhida para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). Moro entendeu que são os melhores nomes dentro da máxima de sua gestão: fortalecer o combate à corrupção e ao crime organizado.

O futuro ministro admitiu que há alta probabilidade do general Santos Cruz ser escolhido para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, mas ainda não confirmou o nome.

Outros nomes que fazem parte da equipe de transição são o delegado aposentado Rosalvo Franco, ex-superintendente da PF no Paraná ao longo de três anos da Lava Jato, e Fabiano Bordignon, delegado-chefe da PF em Foz do Iguaçu, cotado para assumir o Departamento Penitenciário Nacional.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Eu acredito em dias melhores para a nossa nação. Talvez sobreviva, mas o crime tomará um tombo grande, principalmente o do colarinho branco.

  2. Não consigo entender como bilhões de reais rodando de conta em conta e a receita não perceber nada. Foi preciso o Moro junto com PF e MP formar uma força tarefa pra desbaratar parte dessa quadrilha de dinheiro público.

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Economia

Governo prevê crescimento menor da economia e inflação mais alta

A equipe econômica revisou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, de 1,60% para 1,40%, de acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos divulgada nesta quinta-feira, 22, pelo Ministério do Planejamento. No último Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, a projeção de mercado apontava para um crescimento de 1,36% neste ano.

Já a projeção do governo para a inflação medida pelo IPCA em 2018 passou de 4,1% para 4,3%. Na última pesquisa Focus, as estimativas dos analistas eram de um IPCA de 4,13% neste ano.

O Ministério do Planejamento também revisou a projeção para o IGP-DI de 2018, de 8,3% para 9,6%. A estimativa da pasta para a Selic média em 2018 passou de 6,46% para 6,44% ao ano. A projeção do governo para o câmbio médio em 2018 passou de R$ 3,65 para R$ 3,64. E a estimativa de alta da massa salarial nominal passou de 3,1% para 3,0% este ano.

Estadão Conteúdo

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Tecnologia

Natal recebe evento gratuito Playstation na Estada

Os fãs de games podem comemorar porque neste final de semana, de 23 a 25 de novembro, o projeto Playstation na Estrada, que já percorreu dezenas de cidades pelo Brasil, estará em Natal, no Natal Shopping, das 12h às 20h. Em parceria com a Miranda, o caminhão equipado com videogames, realidade virtual, brindes e descontos exclusivos, estará no estacionamento do shopping. O evento é gratuito e ideal tanto para os que estão por dentro desse universo, como para os que ainda não conhecem os jogos e querem se aprofundar.

O projeto Playstation na Estada é uma ação que teve início em São Paulo em junto desse ano e busca levar jogos às mais diversas cidades do país. Na primeira temporada a iniciativa foi a 14 cidades e, nessa segunda etapa da qual Natal participa, serão mais 14 cidades entre as regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. “A indústria de videogames tem crescido mais a cada ano em Natal e no mundo inteiro e atraído cada vez mais a atenção do público. A Miranda é parte de um grupo de parceiros direto da Playstation, e, por isso, conseguimos viabilizar esta oportunidade do público potiguar conhecer de perto os melhores produtos de games do mercado, como o Playstation VR, um óculos de realidade virtual que permite total imersão no jogo. Estamos muito felizes com esta parceria e ansiosos pela presença do público no evento”, afirma o gerente comercial da Playstation na Miranda, Chrystian Kennedy.

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Política

Juíza Gabriela Hardt, que substitui Moro na Lava Jato, deverá sentenciar Lula

A juíza Gabriela Hardt, que herdou os processos da Operação Lava Jato do ex-juiz federal Sérgio Moro, informou que fica no comando da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba até 30 de abril de 2019. A magistrada respondeu a uma manifestação da defesa do ex-presidente Lula, nos autos da ação penal do sítio de Atibaia, em que o petista é réu por suposta corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula questionava quem seria o seu julgador após a ida de Moro para o Ministério da Justiça de Bolsonaro.

“Esta magistrada foi designada para responder pela titularidade plena da 13.ª Vara Federal de Curitiba no período de 19 de novembro de 2018 a 30 de abril de 2019, segundo comunicação recebida no dia 19 de novembro de 2018 na caixa de correio eletrônico desta unidade, sendo portanto a responsável pela tramitação dos feitos relacionados à Operação Lava Jato até 30 de abril de 2019 ou até ulterior designação”, afirmou a juíza.

A ordem que mantém Gabriela na cadeira que foi de Moro até 30 de abril é do desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, corregedor regional da Justiça Federal da 4.ª Região. A defesa de Lula havia pedido que o corregedor fosse acionado para informar quem seria o responsável pela 13.ª Vara Federal de Curitiba após a saída de Moro.

O ex-juiz foi exonerado na segunda-feira, 19, após alguns dias de férias. A saída de Moro deixa vaga a cadeira de juiz da Lava Jato. Ao todo, 232 magistrados titulares poderão concorrer na seleção interna do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.

Na mesma segunda-feira, 19, os advogados do ex-presidente se manifestaram à Gabriela. A defesa informou à juíza que uma portaria editada pelo corregedor havia designado a magistrada para processar e julgar os processos distribuídos à 13.ª Vara Federal, com exceção daqueles ligados à Lava Jato, entre 8 de junho e 7 de dezembro.

Os advogados citaram que outra portaria da Corregedoria do Tribunal havia liberado Gabriela para assumir de forma plena a 13.ª Vara. Entre 5 e 18 de novembro de 2018, a magistrada poderia atuar também em processos ligados à Lava Jato. Ainda de acordo com a portaria, a partir do dia 19, a juíza Carolina Lebbos, da 12.ª Vara Federal, assumiria a 13.ª.

“Diante dos fatos novos ocorridos durante a instrução e forte no magno princípio do Juiz Natural e também para que o peticionário e sua defesa tenham ciência do Juiz(a) que irá sentenciar o feito, requer-se seja oficiado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região a fim de que seja encaminhado a estes autos a informação se há (a) magistrado(a) previamente designado(a) para atuar nos processos relativos à chamada Operação Lava Jato e, por conseguinte, nesta ação penal, à luz do pedido de férias e da posterior exoneração do juiz federal Sérgio Fernando Moro”, afirmou a defesa.

Ao responder a Lula, a juíza transcreveu parte do e-mail enviado a ela pelo corregedor da Justiça Federal da 4.ª Região na segunda-feira.

“Despacho: designo a magistrada para responder pela titularidade plena da 13ª Vara Federal de Curitiba, sem prejuízo da sua jurisdição de origem”, afirmou Ricardo Teixeira do Valle Pereira.

Neste processo, a força-tarefa do Ministério Público Federal acusa Lula de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter sido contemplado pelas empreiteiras OAS e Odebrecht e também pelo amigo pecuarista José Carlos Bumlai com um valor total de R$ 1,02 milhão para obras de reforma e melhorias do sítio Santa Bárbara, no município de Atibaia, interior de São Paulo. Lula nega ser o dono do imóvel. O petista está preso desde 7 de abril.

Na mesma decisão, Gabriela Hardt estabeleceu os prazos das alegações finais na ação. O Ministério Público Federal terá entre 30 de novembro e 10 de dezembro – nove dias -para apresentar seus argumentos derradeiros. Lula e os outros réus terão dez dias, entre 13 de dezembro e 7 de janeiro, considerando o recesso forense (de 20 de dezembro a 6 de janeiro).

Na Lava Jato até pelo menos abril, Gabriela deverá ser a juíza responsável por sentenciar o ex-presidente no caso do sítio de Atibaia.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkk, quero ver a doutora explicar direitinho de que ele está sendo acusado, inclusive que ele tá se fazendo de doido e querendo fazer os outros de esquerdopata petralha idiotizados.

    1. Chicu, acho que vc tá fazendo a mesma pergunta que LULADRAO fez a juíza, veja a resposta que ela deu a ele. Sei não, mas acho que essa puada vai ser maior. Kkkkjkk

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Educação

Relatório do Escola sem Partido é lido; pedido de vista adia votação

Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Depois de três semanas de obstrução de deputados da oposição, o projeto que ficou conhecido como Escola sem Partido (PL 7180/14 e apensados) teve um avanço no trâmite legislativo. O parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), foi lido na comissão especial e houve pedido de vista coletivo por duas sessões do Plenário da Câmara. Assim, o texto deverá estar apto para votação em breve. Ao total foram seis tentativas de leitura do substitutivo desde 30 de outubro.

Manifestantes continuaram lotando o plenário da comissão, com cartazes favoráveis e contrários ao texto. A reunião foi aberta às 10:38 e prosseguiu por cinco horas, com tentativas de obstrução por parte da oposição por meio da apresentação de questões de ordem – ou seja, de questionamentos sobre a condução dos trabalhos.

Em muitos momentos, o clima ficou tenso entre os deputados e também entre os manifestantes. Em alguns desses momentos, deputados da oposição acusaram o presidente da comissão especial, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), de cassar a palavra deles. Rogério negou e afirmou que os parlamentares da oposição queriam protelar os trabalhos.

Durante a reunião, a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) acusou os apoiadores da proposta de elegerem os professores como inimigos do Brasil e afirmou que esses parlamentares são os mesmos que votaram favoravelmente à Emenda do Teto de Gastos (EC 95) que, segundo ela, prejudica a educação no País. Ela afirmou que o texto fere a liberdade de cátedra – liberdade de ensinar – que é um dos desdobramentos do direito constitucional à liberdade de expressão.

Para o relator, deputado Flavinho, é mentira dizer que a proposta fere a liberdade de cátedra. “O projeto reforça o que é o preceito constitucional da liberdade de ensinar e aprender. Agora, não é um direito absoluto.”

Flavinho disse que há diferença entre professores e doutrinadores e que o projeto busca coibir a atuação desses. “Isso estava muito escondido, ninguém falava sobre doutrinação em escola. Apareceu o problema”, disse. Para ele, o projeto “traz luz sobre o problema” e ajuda a combater o bullying contra alunos e professores. Segundo o relator, os alunos e pais que se sentem lesados pelos doutrinadores devem poder produzir provas contra eles, por exemplo, filmando-os em sala de aula.

Decisão do STF

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que a oposição pretende continuar obstruindo os trabalhos na comissão especial até 28 de novembro, quando o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará lei estadual de Alagoas semelhante ao projeto do Escola sem Partido. Apesar de valer apenas para Alagoas, deputados da oposição afirmam que a decisão do plenário do Supremo – que tende a derrubar a lei – já indicará o entendimento da corte sobre o tema.

“Essa comissão não é maior do que a Constituição, não é maior do que a liberdade de ensinar e aprender”, disse Valente. “O Brasil não vai aceitar que cada sala de aula vire uma Gestapo [polícia na Alemanha nazista]. Vocês não querem escola sem partido, vocês querem escola de um partido único fascistóide”, completou.

Já o deputado Pr. Marco Feliciano (Pode-SP) afirmou que há perseguição e doutrinação nas salas de aula. “Em vez de as universidades brasileiras gerarem intelectuais, as universidades brasileiras geram mini-Che Guevaras [guerrilheiro líder da Revolução Cubana]. Os meninos entram nas universidades e viram revolucionários de iPhones nas mãos”, disse. Para ele, o debate sobre o Escola sem Partido já funcionou, porque o alerta para os alunos, pais e professores sobre a suposta doutrinação já foi feito.

Teor do texto

O novo substitutivo do deputado Flavinho mantém seis deveres para os professores das instituições de ensino brasileiras, como a proibição de promover suas opiniões, concepções, preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Além disso, está mantida a proibição, no ensino no Brasil, da “ideologia de gênero”, do termo “gênero” ou “orientação sexual”.

A principal mudança em relação ao parecer anterior é a inclusão de artigo determinando que o Poder Público não se intrometerá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatismo ou tentativa de conversão na abordagem das questões de gênero.

Opinião dos leitores

  1. Esses são uns palhaços. Só se aproveita nesse congresso em torno de 20 a 25%. O resto é resto.
    Aproveitadores, Corruptos, Corruptos , Mal educados. Dar vergonha assistir um secção na Congresso. A mesma coisa acontece aqui, com vereadores, deputados estaduais e os próprios senadores. VERGONHA NACIONAL.

  2. Escola com partido é tão imbecil, que o ladrão flagrado e delatado pra eles, são heróis inimputáveis. Fabricas de idiotas

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Economia

“Preço do combustível está na média global”, diz futuro presidente da Petrobras

Foto: Agência Brasil

 

Indicado para presidir a Petrobras no governo de Jair Bolsonaro, o economista Roberto Castello Branco afirmou hoje (22) que o

preço atual dos combustíveis no Brasil está na média praticada pelo mercado internacional. Ele desconversou, no entanto, se manterá a atual política de preços da estatal na próxima gestão.

“O preço [atual] com impostos e subsídios está na média global. Agora, vamos examinar o preço que a Petrobras cobra, como vai ser. Esse é um assunto que vou passar a estudar”, afirmou na saída do Centro Cultural Banco do Brasil, onde trabalha a equipe de transição do governo.

Desde 2016, a Petrobras segue uma política de variação do preço dos combustíveis que acompanha a valorização do dólar e a variação do custo do petróleo no mercado internacional. A falta de estabilidade dos preços dos combustíveis, com sucessivos aumentos, foi a principal queixa dos caminhoneiros que entraram em greve por quase duas semanas no fim de maio. A paralisação e os bloqueios de rodovias em 24 estados e no Distrito Federal causaram a indisponibilidade de alimentos e remédios nas principais cidades do país, escassez e alta de preços da gasolina, com longas filas para abastecimento. O movimento ainda resultou no pedido de demissão do então presidente da estatal, Pedro Parente.

Castello Branco é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e fez pós-doutorado na Universidade de Chicago (Estados Unidos), tradicional reduto do pensamento liberal na economia, que se caracteriza pela defesa do livre mercado. Ele também já integrou o conselho de administração da Petrobras. Defensor de maior concorrência no setor de petróleo, ele é contrário às políticas de controle de preço.

“Quando você fixa um preço abaixo do mercado, você afasta a concorrência, mas a um custo muito alto. Foi entre 2011 e 2014 que não só a Petrobras perdeu muito dinheiro, como ajudou a afundar a indústria do etanol, ajudou a ter mais carro na rua, com problema de trânsito e poluição de meio ambiente, uma série de externalidades negativas. E quando se cobra um preço acima do mercado também é prejudicial para a economia. A competição é sempre saudável”, afirmou.

Castello Branco também foi diretor do Banco Central e ex-integrante do conselho de administração da Vale. Para assumir a Petrobras, ele ainda precisará passar por uma aprovação formal pelo colegiado de administração da companhia.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Nosso salário está na média global?
    A gasolina lá fora, não tem etanol em sua composição. Porque o etanol sobe
    sempre que a gasolina sobe?

  2. Bom dizer que somos autosuficiente, portanto não devemos pagar o mesmo valor dos que não produzem nem o que consomem, pior que essa diferença que pagamos só serve para os ladrões fazerem a festa junto com esses petroleiros, que auxiliam no roubo, inclusive os defendem quando flagrados roubando.

    1. Verdade, 3,699 é um absurdo pra um combustível que não gasta nada pra se produzir. O gasto é somente na extração que é a mesma do petróleo. Quase o mesmo preço da gasolina que envolve muito processo pra ser produzida.

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Saúde

Ministério da Saúde confirma prorrogação das inscrições do Mais Médicos para 7 de dezembro

O Ministério da Saúde prorrogou para o dia 7 de dezembro o prazo de inscrição de profissionais brasileiros e estrangeiros com registro no Brasil que queiram participar da nova seleção do Programa Mais Médicos.

Segundo a pasta, a medida foi tomada devido à instabilidade no site do programa causada por ataques cibernéticos, que foram identificadas desde o primeiro dia de inscrição. O prazo para as inscrições terminaria no próximo domingo (25).

A prorrogação já havia sido anunciada mais cedo pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em Petrolina, Pernambuco. Com a mudança, o prazo para apresentação dos médicos nos municípios para a homologação do contrato também foi estendido. Agora os inscritos terão até o dia 14 de dezembro para entregar a documentação no município escolhido e iniciar o trabalho.

Além disso, a data prevista para início da apresentação dos médicos já inscritos nos municípios foi adiantada. Os médicos poderão se apresentar a partir de amanhã (23).

Sobre a instabilidade do site, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS) informou que está atuando para melhorar o sistema de inscrições. “O setor já identificou a maior parcela dos robôs e máquinas programadas que estão promovendo os ataques à página do Mais Médicos”, diz nota divulgada pela pasta.

Balanço das inscrições

De acordo com o Ministério da Saúde, até as 17h desta quinta-feira (22), segundo dia de inscrições, o número de candidatos ao programa com registro em Conselho Regional de Medicina (CRM) brasileiro chegou a 11.429. Desse total, 5.212 profissionais efetivaram a inscrição e 3.648 médicos já selecionaram o município de atuação. Os profissionais podem se inscrever no site do programa.

O edital do programa, publicado na última terça-feira (20), oferece 8.517 vagas para trabalhar em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas. Essas vagas eram ocupadas por médicos cubanos.

O programa Mais Médicos foi criado em 2013 para ampliar a assistência da população na atenção básica, levando médicos para regiões carentes de profissionais. Segundo o Ministério da Saúde, o programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios, além de 34 distritos sanitários especiais indígenas, e atende a cerca de 63 milhões de brasileiros.

Os profissionais do Mais Médicos recebem uma bolsa-formação no valor de R$ 11,8 mil e uma ajuda de custo inicial de R$ 10 e R$ 30 mil para deslocamento para o município onde vão trabalhar. Os profissionais que atuam no programa também têm a moradia e a alimentação custeadas pelas prefeituras.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Nobre Pato Amarelo, mesmo com certeza consistência dos seus argumentos, não tenha dúvidas de que o Brasil está mais que preparado para resolver seus problemas, lembre-se que temos um contingente de mais de 458.000 profissionais de saúde; em menos de 48, mais de 11.000 médicos procuraram se inscrever, mesmo com a tentativa de sabotagem, sabe-se lá de onde vem.

  2. O grande problema é que os jovens médicos brasileiros se negam a atuar nos rincões do Brasil e nas pequenas cidades do interior. Independentemente de qualquer questão ideológica, o fato é que quem vai sofrer mais uma vez é o povão que mais necessita de médicos e não os pode pagar ,

    1. Caro Pato Amarelo, como um médico prestará uma boa assistência em saúde em localidades onde não tem um hemograma para pedir, um rx para fazer?
      E a responsabilidade desses médicos se um paciente vai à óbito?
      É o quê, segundo a indústria dos processos médicos?
      Falta de visão de super homem?
      Basta nos “ rincões “ chegar um paciente com tosse!
      É o quê?gripe? Pneumonia? Virose?simulação?
      Precisa de médicos e de infraestrutura mínima para trabalhar!

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Saúde

Faculdades de Medicina antecipam formaturas para que alunos se inscrevam no Mais Médicos

Alunos da Universidade Vila Velha (UVV) se formaram com 15 dias de antecedência para participar do Mais Médicos Foto: Arquivo pessoal

Faculdades de Medicina da Bahia, do Ceará e do Espírito Santo decidiram antecipar a formatura de estudantes que terminam a faculdade neste ano para que eles consigam se inscrever no programa Mais Médicos . As inscrições para as 8.517 vagas estão abertas desde quarta-feira e vai até domingo. Com foco no edital, a Universidade Vila Velha (UVV) adiantou a colação de grau de uma turma de 50 pessoas que encerrariam os estudos na instituição no próximo dia 6 de dezembro. Os mais novos médicos foram graduados na manhã desta quarta-feira. O estudante Victor Bolonha, de 24 anos, foi um deles.

— Pedimos à reitoria para que isso acontecesse desde que soubemos do edital. Era urgente e fomos prontamente atendidos. A turma toda está interessada em aderir ao programa. Eu, por exemplo, estou tentando me inscrever. Consegui gerar meu registro junto do Conselho Regional de Medicina. Mas ainda falta conseguir acessar a plataforma — conta o recém-formado, que passou a madrugada tentando a inscrição por meio do site, que está instável desde ontem por conta do alto número de acessos e de ataques cibernéticos, segundo o Ministério da Saúde.

A rapidez na obtenção do registro junto ao CRM está relacionada à definição do Conselho Federal de Medicina para que os órgãos regionais atuem em esquema de força-tarefa e deem prioridade aos recém-formados , também por conta do edital do Mais Médicos.

O Ministério da Saúde estuda prorrogar o prazo para inscrição no programa. Foram registradas até a manhã desta quinta-feira, 6.394 inscrições na seleção emergencial para substituir profissionais cubanos. Segundo o ministério, tentativas de ataques de hackers tornaram o sistema lento, o que pode ter impedido profissionais de se cadastrarem.

Locais distantes

O presidente do Centro Acadêmico de Medicina da UVV, Paulo César Palhano, de 21 anos, destaca a mobilização dos estudantes e acredita que eles podem ajudar a preencher as vagas nas localidades mais longínquas:

— A universidade tem tradição em levar os estudantes para além do centro da cidade (o campus fica localizado em Vila Velha). Há um convênio que leva os alunos dos ciclos básico e clínico a aprenderem em 10 unidades de saúde distantes. Fazemos visitas e prestamos atendimentos a comunidades e em áreas rurais — conta Palhano, que não vê problemas na antecipação já que todos os formandos tinham cumprido os pré-requisitos necessários para finalizar o curso e estavam apenas aguardando a data marcada para a colação de grau.

Em nota, a instituição confirmou que a realização da formatura em data diferenciada visou auxiliar os alunos nas inscrições do Mais Médicos:

“O adiantamento da cerimônia de colação de grau do curso de Medicina em 2018/2 foi uma decisão da Instituição para apoiar os formandos que decidirem se inscrever em Programas de Residência Médica abertos ainda neste ano e, também, no Programa Mais Médicos, do Governo Federal”, diz a instituição.

Na Bahia, três faculdades também anteciparam a colação. O cronograma da Universidade Salvador (Unifacs) previa a cerimônia dos estudantes para a próxima quarta-feira, dia 28, mas a corrida contra o tempo do governo para preencher as vagas do Mais Médicos fez a instituição antecipar a data em uma semana.

A Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) também anteciparam o processo de formatura de seus alunos pelo mesmo motivo. Na Bahiana, os estudantes começaram a colar grau nesta terça-feira. A data prevista era a sexta-feira, 23. Os alunos da FTC colaram grau na semana passada, no dia 14, para que fosse possível dar entrada no pedido de inscrição no Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb).

Na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, cerca de 50 alunos da 112ª turma aderiram a um abaixo-assinado virtual que pede a antecipação da colação de grau da instituição, inicialmente marcada para 5 de dezembro. No texto que acompanha a petição online, o graduando Matheus Andrade, que representa os colegas de classe, menciona o edital do Mais Médicos como motivo principal para o pedido.

“Com a publicação do edital, surge uma oportunidade inestimável para o início de nossas atividades profissionais. No entanto, ele exige apresentação do diploma e registro do CRM até o dia 30 de novembro”, publicou Andrade. A mensagem do estudante foi finalizada com uma apelação: “Pedimos encarecidamente a vossa colaboração para que não percamos esta imensa oportunidade por conta de poucos dias”.

Em nota, a universidade informou que mudou a data para esta quinta-feira, 22, por considerar justa a solicitação dos estudantes e avaliar que “não havia prejuízo à formação dos profissionais”.

O Globo

 

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Política

Por que, finalmente, Fernando Mineiro tem razões para temer a perda da vaga para Beto Rosado

A novela em que se transformou a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados entre dois postulantes, Fernando Mineiro e Beto Rosado, tem ganhado contornos cada vez mais dramáticos.

A questão se dá em torno do deferimento da candidatura de Kerinho. Se a Justiça Eleitoral definir que ele atende aos critérios de elegibilidade, seus mais de 8 mil votos passam a ser considerados.

Pela regra de coligações, a de Beto Rosado alcançaria mais votos do que a de Mineiro, que perderia o direito ao mandato para o mossoroense.

O bom direito, como se diz, tem sido até aqui favorável a Mineiro.

Até aqui.

O Tribunal Superior Eleitoral, que vai decidir a questão, definiu recentemente que a série de documentos que constavam como faltosos de Kerinho tinha sido apresentada e dentro do prazo.

Para resumir: para ser candidato, você precisa entregar uma série de certidões. O sistema do TSE acusava que Kerinho não as tinha entregue, mas agora ele provou que entregou e, por falha do TSE, os documentos não foram incluídos.

Isso não resolveria a questão porque Kerinho ainda precisaria provar que está quites com a Justiça Eleitoral. Assim como os primeiros documentos, o sistema do TSE acusa que ele tem pendências. Sem resolvê-las, sua candidatura não será aceita.

E aqui chegamos ao xis da questão.

Às 20h33 de 14 de setembro, quando já estava na luta para provar que entregou todos os documentos, a defesa de Kerinho juntou uma certidão circunstanciada.

É um documento de 9 de agosto, cinco dias antes de expirar o prazo para apresentação dos documentos necessários para se habilitar à candidatura.

Nele, a juíza eleitoral Miriam Jácome de Carvalho, de São José de Mipibu, reconhece que as multas eleitorais em nome de Kerinho, em torno de R$ 60 mil, estavam parceladas, razão pela qual ela escreveu:

“Uma vez realizado o pagamento da primeira parcela e não havendo algum outro débito em aberto decorrente de multas eleitorais no nome do representado, expeça-se a certidão de quitação”.

O documento foi expedido no mesmo dia. Nele se lê que ele tem efeitos de ‘certidão positiva com efeito de negativa para fins de comprovação da quitação do eleitor’.

Agora, a defesa de Kerinho alega que, pela mesmo razão dos primeiros documentos, tal situação de legalidade não foi reconhecida por falhas do TSE.

Se confirmada a tese, o Tribunal Superior Eleitoral deverá reconhecer que o candidato juntou todos os documentos dentro do prazo e considerar isso ao julgar o pedido de registro de candidatura de Kerinho.

E, nesse cenário, Fernando Mineiro tem finalmente com o que se preocupar.

Após aguardar a respostas dos departamentos técnicos da Justiça Eleitoral, o caso voltou ao gabinete do ministro-relator, Jorge Mussi, que definirá se julga imediatamente ou determina mais diligências.

Opinião dos leitores

  1. Acho que os votos de Kerinho devem ser computados, independentemente, de haver irregularidades na sua candidatura, pois a razão disso é a vontade popular que se expressou nas urnas. Agora caso haja irregularidades e se fosse eleito, não assumiria e sim outro da coligação. A soberania popular deve prevalecer, quem votou não votou irregularmente.

  2. BG, a questão central é que mesmo tendo conseguido essa certidão circunstanciada, que no entender da defesa deve se tratar como quitação eleitoral, no dia 9 de agosto, Kerinho não a anexou junto aos documentos necessários no dia 14 de agosto, dia em que ele entregou "toda" a sua documentação ao TRE. No dia 28 de agosto, Kerinho foi intimado a apresentar a documentação, se omitiu. O TSE não é instancia para juntar documentação. KERINHO PERDEU O PRAZO E NÃO ENTREGOU SUA QUITAÇÃO ELEITORAL, POR SINAL ATÉ HOJE SEGUE SEM CONSEGUIR RETIRAR CERTIDÕES NO SITE DO TSE.

  3. Os dois são a mesma m***, acontece que um além disso, defende ladrão. Portanto o Beto é um mal pouco menor.

  4. Na carreira que vai e da forma como estão noticiando o embroglio, os meios de comunicações, fuxicos, fofocas e chafurdos vão julgar e dar a sentença final com a validação dos votos e por tabela a ascensão como eleito, o outro. Ficando o eleito de fato e de direito condenando a perda do mandato conquista no voto e quem sabe pela vontade de alguns ser multado por ter feito a coisa toda em conformidade com a lei.
    No Brasil é assim o certo é errado, e o errado é o certo, agora frente ao acontecido o tribunal eleitoral vir a público simplesmente pedir "desculpas" diante no gritante erro, e achar que tal atitude vai sanar o abissal erro praticado é algo impensável, portanto, a profundidade do ocorrido carece de uma ampla apuração e uma exemplar punição ao servidor ou servidores que erram, pois pelo andar da situação o único punido vai ser o eleito.
    E falando em um pedido de desculpas o mesmo si aceito pelo preterido a sua própria revelia, o mesmo terá que ser enviado aos mais de 90 mil eleitores que por opção livre e soberana lhe confiaram o voto.
    A minha indignação como tuda esta situação que até chega ser "circense" e é extensiva a qual eleito que fosse também enredado em uma situação similar, independente de agremiação partidária, nome ou sobrenome, pois é muito difícil alguém em sã consciência acreditar e/ou concordar que tudo isso faz parte do jogo democrático e que a aplicação da legislação é nestes termos é vergonhosos.
    Outrossim, gostaria de dizer que tenho lá minhas muitas diferenças de posições e de conceitos políticos como o eleito, inclusive não foi o meu federal, mas nada me impede de fazer a minha defesa em prol do direito justo e moral.
    Tem horas que muito me lembro de "Antônio Mocó" lá da serra de Cuité, que vez por outra dizia que de "urna de lona" não sai só voto. Imagem ele si vivo fosse o que diria desta fuzarca hoje em plena era digital.

    1. O problema é que na legislação brasileira nem sempre o eleito é o que tenha mais voto.
      Não tenho simpatia por nenhum, mais que os sistema eleitoral é exdrúxulo , ele é.

  5. Tá na hora da 'cumpanherada' fazer vigília e montar acampamento na porta do TRE. Esperando o quê?

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Meio Dia RN

ÁUDIO MEIO-DIA RN: programa desta quinta entrevistou o professor José Daniel Diniz Melo, novo reitor da UFRN, e a escritora Aneida Fulsang

Confira programa desta quinta-feira(22). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, teve como entrevistados o professor José Daniel Diniz Melo, novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a escritora Aneida Fulsang, que faz pesquisas sobre o autismo. Clique abaixo e ouça.

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Diversos

Em ‘agonia’, sindicatos demitem e vendem imóveis para sobreviver

Reforma trabalhista encerrou obrigatoriedade de pagamento da contribuição sindical (Everson Bressan/Futura Press/Folhapress)

Vigente há um ano, a reforma trabalhista ainda não trouxe resultados relevantes em termos de geração ou formalização de empregos. Enquanto especialistas dizem que o tempo é curto para medir seus resultados práticos, uma das consequências da nova legislação já pode ser observada nitidamente: a crise dos sindicatos. Com o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical, essas entidades hoje enfrentam dificuldades financeiras sem precedentes, recorrendo à venda do próprio patrimônio e à demissão de funcionários para se manterem.

Antes da mudança, trabalhadores eram obrigados a colaborar anualmente com um dia de salário em benefício do sindicato de sua respectiva categoria. Atualmente, o pagamento é optativo. Segundo dados do Ministério do Trabalho, os valores pagos por meio de imposto sindical caíram cerca de 85% (no acumulado de janeiro a setembro, foram arrecadados 1,9 bilhão de reais, em 2017, e 276 milhões de reais, em 2018). Apesar da queda brusca na receita, o número de sindicatos teve leve alta, de 16.517 no último ano para 16.663 na parcial mais recente.

De um lado, sindicalistas denunciam um “crime”, enquanto apoiadores do fim da arrecadação compulsória se dizem em defesa da “liberdade” do trabalhador. “A legislação eliminou o custeio dos sindicatos, sem nenhuma transição ou verba que substitua, foi um crime. Seguimos dando assistência jurídica gratuitamente, promovemos uma série de atividades coletivas, fazemos negociações que beneficiam tanto associados quanto não associados… e não podemos ter nosso custeio”, expõe Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

O sindicato presidido por Patah é justamente um símbolo do momento delicado: apesar de contar com uma base de mais de 450 mil trabalhadores e quase 80 anos no existência, enfrenta dificuldades para se viabilizar financeiramente e vendeu uma sede na rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo, por 10,3 milhões de reais no último mês de junho. A venda ocorreu pouco antes de o STF votar a questão do fim do imposto obrigatório, mantendo o padrão de contribuição facultativa. “Estamos nos adaptando à nova ordem, diante desse crime de não haver tempo de transição e toda a demagogia de que ‘nada pode ser obrigatório’. A política veio para cima do movimento sindical”, desabafa.

Deputado combate ‘monopólio’ e quer ‘darwinismo sindical’

Autor do projeto de lei que incluiu o item sobre a contribuição sindical na reforma trabalhista, o deputado federal Paulo Martins (PSC-PR) classifica como “patéticos” os argumentos dos sindicalistas. “Isso é ridículo, que tempo de transição eles pedem? Recebem dinheiro desde 1937, não se prepararam? Não deu tempo? O que eles querem é a manutenção da ‘teta’. Desmamar é mais difícil do que procurar retomar a ‘teta’ para continuar mamando. Querem subterfúgios jurídicos para manter esse regime que era um sustentáculo para aparatos do poder”.

Suplente na legislatura anterior, Martins foi eleito para um novo mandato e prepara projetos relacionados ao tema a serem apresentados já no início de 2019: “primeiro nós acabamos com esse absurdo de imposto compulsório, o trabalhador tem que pagar por aquilo que acha útil, é uma questão de liberdade. O próximo passo é dar fim à unicidade sindical. Essa história de que quando um sindicato recebe autorização de representar uma categoria, não podemos ter outro na mesma área. É assim que o sindicalista vira um ‘rei’, tem o monopólio e quem está descontente não tem opção. Quero que haja concorrência e o trabalhador possa escolher ser representado pelo sindicato que cobrar menos e entregar mais, ou até mesmo nem ter sindicato. Isso é liberdade, é o que chamo de ‘darwinismo sindical’, os melhores sobrevivem”.

Martins diz que as medidas não visam acabar com a representação social, mas sim aprimorá-las. “Acabando com o ‘monopólio’ de alguns, estamos lutando pela liberdade dos próprios sindicatos, e o trabalhador poderá contribuir voluntariamente se for bem representado. Sindicatos são importantes quando de fato lutam por direitos coletivos, mas o problema é quando atuam como braço de um partido. Foi assim com Getúlio Vargas, e por isso mesmo foi criado o imposto sindical. Depois se tornaram braço do `lulopetismo`, se focam na política e prejudicam os trabalhadores”, avalia. “A própria CUT e o Lula defendiam o fim da contribuição sindical no passado, entendiam que com imposto os sindicatos se tornariam aparelhos do governo.”

Sindicatos demitem funcionários e vendem imóveis

Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas nega qualquer contradição no discurso da entidade. “A CUT é sim contra o imposto sindical, nasceu dizendo isso. Mas defendemos que outra forma de contribuição seja discutida com os trabalhadores para que continuem sendo representados. Os sindicatos não conseguem sobreviver apenas com seus associados no Brasil, um país onde trabalhadores são pressionados e podem ser demitidos quando se sindicalizam. Se houvesse autonomia, talvez não precisássemos de outra fonte, mas existe perseguição”, afirma.

Freitas relata uma queda de arrecadação de cerca de 80% da CUT no último ano, o que culminou em um plano de demissão voluntária com a saída de aproximadamente 45% dos funcionários em âmbito nacional. Como medida para levantar recursos, a entidade tenta a venda da sua sede no Brás, centro de São Paulo. No início do ano, houve negociação do terreno com a Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo pastor Valdemiro Santiago, que estaria disposta a pagar 40 milhões de reais pelo imóvel.

“Houve essa negociação com a igreja, o que seria bom para as duas partes, mas não se concretizou. Hoje estamos em busca de novos interessados, queremos mudar para um lugar mais barato, não acho que diminuir a estrutura seja um grande problema. O mais grave é não ter recursos para lutar pelos direitos dos trabalhadores, temos todo um custo para contratar advogados, por exemplo. Ou para fazer um comício, que necessita de estrutura de som e demanda gastos com gasolina. Sem arrecadação, perdemos essa condição”, conta o sindicalista.

Organizada de forma similar à CUT e dependente de contribuições dos próprios sindicatos, a Força Sindical viu sua arrecadação despencar de 50,9 milhões de reais, em 2017, para 4,7 milhões de reais, neste ano. O quadro de funcionários caiu de 150, com atuação em todo o Brasil, para 16 – todos em São Paulo. Segundo o secretário-geral da organização, João Carlos Gonçalves, o “Juruna”, a sede, localizada no bairro paulistano da Liberdade, hoje se encontra à venda, seguindo o exemplo do resto da classe.

“Estão criminalizando o poder do trabalhador. O sindicato atende a todos os trabalhadores e suas conquistas beneficiam a todos. A reforma trabalhista se propôs a fortalecer o negociado sobre o legislado, mas quebrou as instituições que representam os trabalhadores na negociação. No momento temos que cortar custos, demitir funcionários e até médicos que atendem nos ambulatórios”, comenta Juruna.

Projeto propõe regulamentar a cobrança assistencial

Vinculado à Força Sindical, o deputado Bebeto Galvão (PSB-BA) é autor de proposta que regulariza a contribuição negocial, projeto apoiado por grande parte do movimento sindical como uma alternativa à queda de receitas. A finalidade se assemelha ao projeto de lei descrito a Veja pelo deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), ex-ministro do Trabalho na época da aprovação da Reforma Trabalhista.

“A reforma trabalhista não previa alteração na estrutura sindical, mas houve pressão de um clube de parlamentares, pois os sindicatos são a parte do movimento social brasileiro que mais realiza críticas sobre posições políticas. Da forma que ficou, o poder econômico prevalece sobre o equilíbrio das negociações entre patrões e empregados. Os defensores dizem que a reforma trabalhista fortalece os sindicatos, que podem negociar praticamente tudo: jornada de trabalho, férias, PLR… mas como vão fazer isso tudo se a lei impõe limites para que eles se financiem?”, questiona o deputado.

A proposta prevê que seja regularizada a “contribuição negocial”, também denominada como “assistencial”, já estipulada por alguns sindicatos. O valor seria aprovado anualmente, em assembleia à qual todos os trabalhadores de uma categoria seriam convocados, podendo variar a uma cobrança mensal de 0,1% a 1% do salário. No mesmo dia da assembleia, trabalhadores opostos à cobrança aprovada poderiam apresentar uma carta que os isentaria do pagamento. Os ausentes não teriam ferramentas para impedir a taxação, de acordo com o projeto original.

“A contribuição negocial não é impositiva, o trabalhador presente na assembleia pode se opor a pagar, e o valor é votado anualmente de acordo com as conquistas do sindicato. Assim, damos autonomia coletiva e permitimos que os sindicatos se sustentem financeiramente. Deve haver ampla publicização para que os trabalhadores estejam cientes e compareçam às votações, afinal as conquistas da categoria não são apenas dos sindicalizados. Quem se omitir, também deve ter responsabilidades”, pondera Galvão.

Contrário ao projeto, o deputado Paulo Martins (PSC-PR) considera a proposta “um abuso”: “as assembleias não conseguem reunir toda a categoria, é impossível. Com a contribuição negocial elas estabelecem uma pena para quem não estava presente. Qualquer contribuição que você impõe é uma pena, um sacrifício financeiro. Isso é ilegal e certamente os tribunais superiores vão derrubar. De forma nenhuma pode haver algo impositivo, devemos proporcionar liberdade ao trabalhador – decidir se vai querer pagar ou não”.

Entidades buscam reverter quadro com “modernização”

Na visão de Vagner Freitas, da CUT, apenas com pressão popular medidas em prol dos sindicatos poderão ser aprovadas no Congresso Nacional. “Temos um Congresso altamente conservador, dominado pelos empresários, e o próximo será assim também. Sabemos qual é o interesse dos congressistas, que é diferente do dos trabalhadores, mas a pressão vinda de fora pode mudar a opinião deles. A Reforma da Previdência está aí de exemplo: eles querem votar, mas não têm coragem porque o povo é contra. A mesma coisa vale para a questão do financiamento sindical, que só terá eco no Congresso caso os trabalhadores entendam que é uma questão importante para eles, já que apenas os sindicatos lutarão por seus direitos”.

Todos os sindicalistas ouvidos pela reportagem criticam o que chamam de “prática anti-sindical” em andamento no país. “Não podemos aceitar que os trabalhadores desconheçam os sindicatos e o que eles fazem, mas querem que seja assim. Muitas empresas estimulam os funcionários a manterem distância dos sindicatos, como se fossem inimigos. Houve caso de quem pagou ônibus para os trabalhadores irem até o sindicato assinar carta de oposição à contribuição”, relata Ricardo Patah, da UGT.

Diante da crise financeira, as entidades têm se mobilizado para se fortalecer. A própria UGT inicia, ainda em novembro, uma série de reuniões regionais para debater a “reestruturação sindical”, visando atrair novos associados. Eventos como os mutirões de emprego têm sido utilizados para divulgação dos trabalhos sindicais e campanhas de filiação.

Embora não abram detalhes sobre as medidas que adotarão, os sindicatos querem buscar um trabalho conjunto de renovação para sobreviver. “Só com as contribuições normais, não vamos conseguir subsistir. Precisamos de outro tipo de prestação de serviços, temos que nos modernizar. Estamos discutindo algumas modalidades que existem fora do Brasil, mas são questões ainda iniciais e que são temas polêmicos dentro dos próprios sindicatos. O que não podemos é depender desse Congresso conservador e governo fascista, temos que nos solidarizar”, indica o presidente da CUT.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Vida longa ao conterrânio Rogério Marinho. Se ficar provado que é igual a turma da Lava-Jato que seja punido. Algo de bom ajudou a fazer , REFORMA TRABALHISTA ( falta alguns ajustes ) .
    Vou continuar sindicalizado ao Sindicato dos Médicos, espontâniamente. Temos uma ótima diretoria.

  2. Novos tempos. Esse pessoal foi acostumado a não trabalhar e virarem sindicalistas profissionais. Agora acabou a mamata da contribuição sindical e do recebimento imoral da verba petista que através desses mamutes elegiam os mesmos para os diversos cargos públicos. Só para citar alguns exemplos, Lula, Mineiro e Fátima.

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Diversos

Site reúne lojas que garantem ofertas reais na Black Friday; veja lista

Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

Os idealizadores da Black Friday divulgaram a seleção de lojas parceiras oficiais do evento de descontos no Brasil. A lista traz lojistas que passaram por um processo de verificação que inclui o acompanhamento do histórico para descobrir se elas são mesmo seguras. A ideia é oferecer ao consumidor um meio rápido para consultar sites confiáveis e aproveitar as ofertas prometidos para o dia 23 de novembro. A listagem completa de lojas parceiras de 2018 está disponível no site blackfriday.com.br.

Usuários que acessarem o site oficial poderão selecionar uma variedade grande de lojas para comprar, de diversos segmentos. Americanas.com, Walmart, HP, Vaio, Quantum e Positivo são os carros-chefes para compra de smartphones, TVs e eletrônicos em geral, anualmente a categoria mais buscada na data.

Há também empresas de viagens, como a Azul Linhas Aéreas e o Submarino Viagens, entre outros estabelecimentos com presença online que irão oferecer descontos em vestuário, ótica e bebidas.

Segundo o BuscaDescontos, portal de ofertas e cupons promocionais que mantém o site oficial da Black Friday, uma iniciativa similar será realizada por ocasião da CyberMonday, segunda-feira que sucede a sexta-feira de ofertas com promoções exclusivamente no e-commerce.

Veja a seguir algumas lojas parceiras oficiais do site blackfriday.com.br:

Americanas.com (https://www.americanas.com.br/)

Walmart (https://www.walmart.com.br/)

Azul Linhas Aéreas (https://www.voeazul.com.br/)

Evino (https://www.evino.com.br/)

HP (https://www.lojahp.com.br/)

Super Muffato (https://www.supermuffato.com.br/)

Submarino Viagens (https://www.submarinoviagens.com.br/index.aspx)

Cão Cidadão (https://caocidadao.com.br/)

Polo Ar (https://www.poloar.com.br/)

STR (https://www.strar.com.br/)

Dafiti (https://www.dafiti.com.br/)

Kanui (https://www.kanui.com.br/)

Tricae (https://www.tricae.com.br/)

Natue (https://www.natue.com.br/)

Ecadeiras (https://www.e-cadeiras.com.br/)

E-Lens (https://www.e-lens.com.br/)

Eotica (https://www.eotica.com.br/)

Vaio (https://www.br.vaio.com/)

Quantum (https://www.meuquantum.com.br/)

Positivo (https://www.meupositivo.com.br/)

Globo, via Techtudo

Opinião dos leitores

  1. Um comentário fora do assunto da notícia:

    Nos bastidores está uma tendo briga de foice na escolha da diretoria do Sebrae, Robinson puxa de um lado e Fátima puxa de outro. Amanhã os empresários das entidades se reunem para ver o que fazer. O que era de se esperar e mais importante para o RN, seria uma diretoria técnica para atender o setor empresarial, mas tudo indica que a velha política com sua conhecida “politicagem” está querendo tomar conta do também Sebrae. É o RN retrocedendo enquanto todo Brasil muda de rumo.

    Relato de uma funcionária Anônima do Sebrae-RN

    1. Parabéns! Todos unidos contra qualquer sistema que queira nos impedir de crescer!
      Ninguém nos segura!
      Quando a classe trabalhadora, que acorda cedo e dorme tarde, se unir, não ficará pedra sobre pedra…o Mundo vai ver!

    2. Hoje é assim em todo sistema "S" não só no RN, mais no Brasil inteiro.
      O que tem de ex e falidos empresários de posse do sistema não brincadeira de criança.
      O empreguismo via nepotismo e outros tantos por favor com altos salários é coisa de primeiro mundo.

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Diversos

Sites de DNA ameaçam anonimato de doadores de esperma

DNA: especialistas do setor acham que dificilmente o doador conseguirá permanecer anônimo nos Estados Unidos (cosmin4000/Thinkstock)

Bastou um pouco de saliva e nove dias de pesquisa genealógica para que Ryan Kramer descobrisse a identidade de seu pai biológico, embora esse homem nunca tivesse feito um teste de DNA e pensasse que nunca seria localizado. Foi em 2005, quando começavam a aparecer os sites de análises de DNA. Ryan tinha 15 anos.

Treze anos depois, o auge dos testes particulares de DNA nos Estados Unidos permite que as pessoas nascidas de doações anônimas de gametas ou ovócitos identifiquem seu “doador” na maioria dos casos.

“É preciso ser ingênuo para acreditar que uma pessoa que doa esperma ou óvulos pode permanecer no anonimato nos Estados Unidos”, disse CeCe Moore, pioneira em genealogia genética e criadora da página de Facebook DNADetectives.

“A divulgação ocorrerá, é uma consequência inevitável”, disse à AFP Peter Schlegel, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. Para este especialista, dentro de cinco anos isto será parte da “conversa padrão” com doadores ou candidatas para a reprodução medicamente assistida (RMA).

Os doadores são identificados indiretamente, por sua proximidade genética a um primo distante que fez um teste de DNA. Com ao menos 10 milhões de pessoas analisadas nos Estados Unidos, o simples jogo de probabilidades significa que quase toda a população está associada com um dos perfis registrados.

O site que vendeu seu kit de DNA para Ryan calculou que dois homens em sua base de perfis tinham um ancestral comum com ele no século XVII.

Supondo que o doador teria o mesmo sobrenome pouco comum que estes dois desconhecidos, Ryan e sua mãe solteira, Wendy, consultaram então o registro estatal de Los Angeles na data de nascimento do doador, o único dado biográfico dado pelo banco de esperma. Bingo: apenas um nome tinha o sobrenome estranho.

Ao ser contatado, o homem disse a Ryan que estava “encantado de ser (seu) pai genético”. Agora estão em contato regularmente. “Ele foi o primeiro a encontrar seu doador pelo DNA”, diz Wendy Kramer, cujo site Donor Sibling Registry, criado em 2003 e que vincula filhos e doadores, hoje conta com 60.000 membros.

Seguir a pista

Os quatro sites que oferecem um serviço de testes e de coincidência de DNA (Ancestry, 23andMe, FamilyTreeDNA, MyHeritage, aos que se acrescenta o site de comparação aberto GEDmatch, usado pela polícia) atualmente têm tantos perfis que é raro não encontrar ao menos um primo distante lá.

A partir deste primo, as ferramentas de pesquisa genealógica (documentos civis públicos, obituários, censos, jornais, redes sociais…) ajudam a reconstruir a árvore genealógica de um ancestral comum e de lá ir descendo até o doador, cruzando por sexo, idade e lugar. Quanto mais informações, mais rápida é a pesquisa.

Ryan encontrou oito meios-irmãos desde 2017 através destes sites, incluindo cinco neste verão. No total, foram 16 desde 2005. A grande mudança ocorreu entre 2015 e 2017. As vendas de kits aumentaram e permitiram que os sites alcançassem uma massa crítica de perfis.

Foi nessa época que Erin Jackson ficou sabendo, aos 35 anos, que foi concebida por doação de esperma: analisou imediatamente seu DNA e encontrou um meio-irmão. “A semelhança era assustadora!”, afirmou. Depois, a partir de um primo de segundo grau, descobriu o nome de seu doador, que se recusou a estabelecer qualquer contato. Jackson, que mora em San Diego e criou o site de apoio We Are Donor Conceived (somos concebidos por doadores, em tradução livre), espera que o desaparecimento do anonimato das doações obrigue os bancos de esperma a limitar o número de filhos nascidos do mesmo doador, na ausência de regulamentos.

No Reino Unido, há um limite de 10 famílias por doador. Na França, onde o debate sobre o anonimato das doações de gametas vem acompanhado do da abertura da reprodução medicamente assistida a todas as mulheres, os testes de DNA são proibidos.

Mas os franceses evadem a proibição de entrega de kits e, em teoria, seria suficiente ter algumas centenas de milhares de perfis para começar a obter resultados. Este é já o caso no Reino Unido e, em menor escala, na Holanda, de acordo com CeCe Moore.

Exame

 

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