Polícia

PF apreende celular de secretário e faz buscas na prefeitura do Recife em investigação sobre compra de respiradores sem licitação; veja detalhes

Foto: Divulgação/PF

Uma operação da Polícia Federal que investiga a compra de respiradores pela prefeitura do Recife, através da Secretaria de Saúde, com dispensa de licitação, cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (28). Entre outros locais, os policiais estiveram na sede prefeitura e na casa do secretário de Saúde da capital, Jaílson Correia, que teve o celular apreendido, segundo o assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro.

Esta foi a segunda fase da Operação Apneia, deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU).

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, na sede da empresa que vendeu os respiradores, e Pernambuco nesta quinta-feira (28). No Recife, os mandados foram para os bairros do Recife, onde fica a prefeitura, e do Espinheiro, onde mora o secretário de Saúde.

Segundo as investigações, empresas com débitos com a União superiores a R$ 9 milhões se utilizaram de uma microempresa “fantasma”, que estava no nome da ex-companheira do proprietário de fato. A PF constatou que a firma não existe em seu endereço de cadastro, além de não ter funcionários ou bens em seu nome.

O total contratado com a prefeitura de Recife ultrapassava o patamar de R$ 11 milhões, segundo a Polícia Federal. No entanto, a empresa tinha um capital social de apenas R$ 50 mil e não poderia faturar mais que R$ 360 mil por ano. Dos respiradores comprados, 35 foram entregues.

“Pelos dados que conseguimos identificar, [a empresa] não teria condições de dar suporte a esse contrato”, afirmou o delegado federal, Daniel Silvestre.

Em nota, a prefeitura do Recife apontou que os policiais federais estiveram na Secretaria de Saúde da capital, onde apreenderam um celular. A compra dos respiradores de uma empresa de São Paulo foi cancelada na sexta-feira (22). Cada respirador foi comprado a R$ 21,5 mil

“A referida compra foi cancelada pela Secretaria de Saúde e o único valor pago, de R$ 1,075 milhão, já foi devolvido pela empresa à Prefeitura, no último dia 22. Portanto, não há possibilidade de haver qualquer prejuízo à Prefeitura do Recife. Todos os procedimentos da Secretaria de Saúde estão sendo realizados dentro da legalidade e todos os processos de aquisição da pandemia estão sendo enviados, desde abril, por iniciativa da própria Prefeitura, ao Tribunal de Contas do Estado”, afirmou.

A prefeitura afirmou, ainda, que a Secretaria de Saúde e todos os órgãos “continuam à disposição dos órgãos de controle para prestar qualquer esclarecimento”.

Os secretários municipais também divulgaram nota em apoio ao titular de Saúde, Jaílson Correia, afirmando que o colega é referência “como ser humano e como gestor público”.

“Nós, secretários da Prefeitura [do Recife], vimos a público para prestar nosso irrestrito apoio e solidariedade ao colega Jaílson Correia. Médico e cientista que tem sua competência reconhecida pelos recifenses. Conhecemos sua seriedade e honestidade. Jaílson jamais cometeria uma ilegalidade. Seu trabalho e compromisso com o povo já salvou muitas vidas nessa pandemia”, disse o texto conjunto.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em sigilo na segunda-feira (25), ocasião em que a PF constatou que, dos 35 respiradores devolvidos pela prefeitura para a empresa fornecedora, apenas 25 se encontravam no depósito localizado no Recife, tendo os demais sido comercializados.

“Descobriu-se que [os respiradores devolvidos] estava em um depósito no bairro de Casa Forte, aqui no Recife. Contudo, esse depósito pertence a outra empresa, que provavelmente foi contratada pela fornecedora”, disse Silvestre.

Há indícios de que um dos aparelhos tenha sido adquirido por uma prefeitura do interior do estado pelo triplo do valor que constava no contrato com a Prefeitura de Recife. A Justiça Federal determinou que os respiradores encontrados pela PF não sejam comercializados ou transportados para outras localidades até a realização das auditorias pertinentes.

O MPF apontou que inciou a investigação após a representação do Ministério Público de Contas (MPCO), feita pelo procurador Cristiano Pimentel, e que vai analisar as possíveis evidências colhidas para dar sequência à investigação dos aspectos criminais referentes ao caso.

Caso se comprovem as irregularidades, os envolvidos podem responder pelos crimes de dispensa indevida de licitação, uso de documento falso, sonegação fiscal e previdenciária, bem como por associação criminosa e peculato.

Respiradores sem utilização

Na nota, a PF apontou que chamou a atenção o fato de que os respiradores que haviam sido comprados pela prefeitura do Recife não foram utilizados. Eles estavam parados há uma semana, “mesmo com a notória demanda pela utilização desse equipamento, e diante de uma verdadeira corrida por bens dessa natureza”.

Na ocasião, a Secretaria de Saúde afirmou que a fornecedora não comprovou a homologação da Anvisa e, com isso, os equipamentos não podiam ser usados, segundo os investigadores.

“Ao mesmo tempo, em conta de rede social do proprietário da fabricante dos respiradores, observou-se que os aparelhos, ao menos até o início do mês de maio do presente ano (quando já haviam sido entregues unidades à PCR), teriam sido testados somente em animais”, disse a PF.

Pedido de explicação

Na sexta-feira (22), a PF solicitou que a prefeitura apresentasse documentos sobre dispensa de licitação para a compra de máscaras cirúrgicas, toucas, aventais descartáveis e camas hospitalares para as ações contra o novo coronavírus. Segundo a corporação, a administração municipal assinou contratos, de mais de R$ 15 milhões, com a empresa Delta Med.

A PF informou, na sexta, que estava atuando no caso por causa de uso de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) na aquisição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Uma equipe da corporação esteve na sede da prefeitura, no Cais do Apolo, no Centro, para entregar o ofício com a solicitação.

Covid-19 em Pernambuco

Mais 794 casos e 98 óbitos devido à Covid-19 foram confirmados em Pernambuco nesta quinta-feira (28). Com isso, o estado passou a ter 30.713 confirmações e 2.566 mortes por essa doença causada pelo novo coronavírus. Esses números são contabilizados desde o início da pandemia, em março.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Duas coisas que a esquerda sabe fazer com precisão: falar mal do Bolsonaro e roubar recursos públicos

    1. Tá certo véio, mas falar mal das atitudes e crimes de Bolsonauro não é exclusividade da esquerda e sim das pessoas decentes.

  2. Enquanto governantes desviam verbas que seriam usadas no combate à pandemia, vc´s ficam indignados com as falas do PR…Vão se f…vagabundos…PF nesses assassinos genocidas que roubam o dinheiro da saúde nesse momento…

    1. Quem fala, o presidente até parece que esta fazendo algo útil nessa pandemia. Sou contra o roubo, se estiverem roubando, que prendam, assim como o presidente e seus filhos. Se dependesse de Bolsonaro, o caso estaria instalado, pois, ele queria aglomeração.

    2. Quem for podre que se quebre, seja lá quem for. E quem não tem nada a esconder também não deveria ter nada a temer, simples assim.

    3. Calma ivan, vai chegar nele, é só aguardar um pouco, essa quadrilha familiar cai na arapuca. Por enquanto só alguns atos estarrecedor como compra de estejra por 44 mil reais, enquanto a população morre de covid sem assistência hospitalar. Mas pelo jeito você acha normal, né?

    4. Se o tempo que a Globo dedica a falar mal de Bolsonaro fosse usado para conscientizar a população, talvez a pandemia já tivesse passado.

    5. E sua indignação contra rachadinhas, Val do Açaí, superfaturamento de notas fiscais de gasolina, Queiroz e etc está onde?

    6. Amigão, uma coisa não inviabiliza a outra! Você pode se indignar com a roubalheira de políticos e com as idiotices e arroubos autoritários do presidente, não é jogo de futebol!

    7. Desvio de dinheiro público é horrível, em tempos de pandemia é execrável, as penas deveriam ser aumentadas, se é que alguém será condenado por isso (não duvido de nada). No entanto, o discurso do presidente é chulo, provocador, preconceituoso, inoportuno, politica e gramaticalmente incorreto, inconsistente e abominável sob todos os aspectos, principalmente nesse momento de crise quando ele e seus ministros deveriam estar TRABALHANDO.

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Jornalismo

ATÉ VOCÊ MARCOS? O Sucessor de Allyson: como PF e MPF descrevem o papel do novo prefeito de Mossoró no esquema de propinas da saúde

Por: Blog do Dina

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram Marcos Antônio Bezerra de Medeiros como o “ponto de contato” entre a distribuidora de medicamentos Dismed e a Prefeitura de Mossoró no esquema investigado pela Operação Mederi. Gravações captadas em escuta ambiental no escritório da empresa, em Serra do Mel, registraram os sócios da Dismed discutindo o pagamento de propina ao então vice-prefeito e o planejamento de financiar sua campanha eleitoral com dinheiro desviado de contratos públicos de saúde. Marcos Medeiros é prefeito de Mossoró desde o dia 27 de março de 2026, quando Allyson Bezerra renunciou para disputar o governo do estado.

Foto: Reprodução

Se os indícios levantados pela investigação federal se confirmarem, Marcos Medeiros pode responder por corrupção passiva — pena de dois a doze anos de reclusão — e por integrar organização criminosa, conforme a Lei 12.850/2013. Nas peças em que PF e MPF ajuízam perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, lista-se o seu nome entre os 28 investigados alvejados nos mandados de busca e apreensão cumpridos em 27 de janeiro de 2026.

O Blog do Dina apurou o conteúdo da representação criminal, documento que ainda não havia sido analisado publicamente com foco no papel de Marcos Medeiros no esquema.

A defesa de Marcos Medeiros foi procurada para comentar essa reportagem. O Blog do Dina enviou perguntas a partir das dúvidas abertas com o papel descrito pelos investigadores sobre Marcos. Em resposta, a defesa enviou a seguinte nota:

Marcos Medeiros, por sua defesa, reafirma que não praticou qualquer irregularidade no exercício de suas funções e confia que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.

Antes de ser eleito vice-prefeito de Mossoró em outubro de 2024, Marcos Medeiros ocupou cargos no coração administrativo da saúde municipal. Foi secretário substituto da Secretaria Municipal de Saúde e secretário interino do Fundo Municipal de Saúde — os postos que, segundo o MPF, eram a engrenagem central do esquema investigado.

A Dismed, distribuidora de medicamentos com sede em Mossoró, recebeu R$ 13,6 milhões da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2025. O pico foi em 2024: R$ 5,86 milhões em um único ano.

Dismed recebeu R$ 5,86 mi de Mossoró em 2024 — o maior volume da série

Valores pagos pela Prefeitura de Mossoró à Dismed Distribuidora de Medicamentos, por período. O pico de 2024 ocorreu enquanto o inquérito policial da Operação Mederi já corria há quase um ano.

IPL Inquérito aberto em 24/11/2023 → contratos em 2024 atingem o pico histórico → Marcos Medeiros é escolhido como vice de Allyson

Fonte: Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5), com base em dados do TCE-RN. Valor de 2025 refere-se ao período até mai/2025 (data das escutas ambientais). Período 2021–2023 representa valor agregado (R$ 4,82 mi total; breakdown anual pendente de confirmação via TCE-RN).
A representação criminal de que Marcos e outros envolvidos são alvos descreve o papel do atual prefeito de Mossoró nesses contratos sem meias palavras:

“Mencionado como ponto de contato com os sócios da Dismed, circunstância confirmada pelos registros de mensagens e ligações de WhatsApp.”

A Polícia Federal abriu o inquérito em 24 de novembro de 2023. Investigava uma distribuidora de medicamentos que havia movimentado dezenas de milhões de reais junto a prefeituras do Rio Grande do Norte — e cujos sócios mantinham contato com o servidor que controlava os contratos dentro da Secretaria de Saúde de Mossoró.

Em 2024, enquanto o inquérito corria, a Dismed recebeu o maior volume de recursos de sua história junto à prefeitura: R$ 5,86 milhões em um único ano — o pico de uma série que somaria R$ 13,6 milhões entre 2021 e 2025.

Foi nesse mesmo ano que Allyson Bezerra escolheu Marcos Medeiros como seu candidato a vice-prefeito.

Marcos venceu as eleições de outubro de 2024. A investigação seguia em sigilo. Os contratos com a Dismed continuaram.

A rede de conexões da Operação Mederi — núcleo de Mossoró

Relações documentadas entre investigados, empresa e órgão público, conforme Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5).

Passe o cursor sobre os nós para ver detalhes. Arraste para reorganizar.

Fonte: RepNotCrim 0006371 (pgs. 36, 98, 100, 307, 309, 311) + IPL Parte 2 (pgs. 703–705). Conexões baseadas em evidências documentais: escutas ambientais, registros de WhatsApp, análise financeira do TCE-RN e COAF.

Em 6 de maio de 2025, os sócios da Dismed, Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, estavam no escritório da empresa em Serra do Mel. Conversavam sobre os contratos de Mossoró — um milhão e meio de reais que a prefeitura havia pago à distribuidora — e simulavam, em voz alta, o que diriam a Marcos em um encontro que planejavam ter com ele.

A transcrição da escuta ambiental registra Oseas narrando o que diria ao então vice-prefeito:

“MARCOS, eu queria combinar com você duas coisas: do jeito que tá não tá ganhando eu nem você! Desse aqui eu fui em cima, fui abaixo, fui em cima, fui abaixo e deu pra arrumar cem conto pra vocês, tá certo? Tô tirando do meu lucro! Agora, MARCOS, eu queria que… tá aqui, um milhão e meio se fosse como a gente trabalhava antes você botava duzentos e tantos no bolso, meu filho!”

O MPF não deixou a frase passar sem interpretação. Na análise de prova, o órgão registra: “A referência a ‘como a gente trabalhava antes’ sugere claramente um relacionamento pretérito entre as partes, presumivelmente quando MARCOS ANTÔNIO ocupava função na Secretaria de Saúde. A menção a valores que ‘você botava duzentos e tantos no bolso’ indica que havia recebimento de valores por parte de MARCOS ANTÔNIO BEZERRA DE MEDEIROS em período anterior.”

O que as escutas registraram sobre Marcos Medeiros

Trechos das gravações ambientais no escritório da Dismed em Serra do Mel (mai/2025), reproduzidos na Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000.

MARCOS, eu queria combinar com você duas coisas: do jeito que tá não tá ganhando eu nem você! Desse aqui eu fui em cima, fui abaixo, fui em cima, fui abaixo e deu pra arrumar cem conto pra vocês, tá certo? Tô tirando do meu lucro! Agora, MARCOS, eu queria que… tá aqui, um milhão e meio se fosse como a gente trabalhava antes você botava duzentos e tantos no bolso, meu filho!

Contexto: Oseas Monthalggan simula o que diria a Marcos em reunião planejada. A frase “como a gente trabalhava antes” levou o MPF a concluir que havia repasse anterior, quando Marcos estava na Secretaria de Saúde.

Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.

Quem fala: José Moabe. O MPF classificou esta fala como não deixando “muita margem a outras interpretações”.

Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você.

Plano total: acumular R$ 500 mil ao longo de um ano para a campanha de Marcos. Quando Moabe mencionou a campanha de Allyson ao governo do estado, Oseas respondeu: “Pra dele, homi!” — distinguindo os dois destinatários.

Transcrições reproduzidas a partir da Informação Policial nº 99/2025, incorporada à Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5, págs. 36, 100, 307). Escuta ambiental autorizada judicialmente no escritório da Dismed em Serra do Mel/RN.

Dias depois, os mesmos interlocutores voltaram ao tema. Em uma sequência de três gravações, Oseas e Moabe discutiram a estratégia para financiar a campanha eleitoral de Marcos — que, naquele momento, exercia o cargo de vice-prefeito de Mossoró há quatro meses e era apontado como o sucessor natural de Allyson Bezerra na prefeitura.

Moabe propôs uma conta que, segundo o MPF, “não deixa muita margem a outras interpretações”:

“Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.”

E mais adiante, na mesma conversa:

“Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você.”

Oseas confirmou: “Pra campanha!”

O plano total era acumular R$ 500 mil ao longo de um ano — dinheiro reservado para a campanha de Marcos. Quando Moabe mencionou a campanha de Allyson ao governo do estado, Oseas foi direto: “Pra dele, homi!” — distinguindo os dois destinos.

A PF, ao analisar as gravações, identificou “MARCO” como “provavelmente o atual vice-prefeito da cidade de Mossoró/RN, Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, futuro candidato a cargo eletivo e destinatário de valores a título de propina a ser oferecida pelos representantes da Dismed Distribuidora.”

O que tornaria o caso de Marcos Medeiros distinto dos demais é uma linha registrada nos autos: os contatos entre ele e Oseas não cessaram quando ele deixou a Secretaria de Saúde.

Os autos da investigação revelam a troca de mensagens e ligações pelo WhatsApp entre o sócio da Dismed e o então vice-prefeito. “Tais diálogos”, registra o documento, “ocorreram já no ano de 2025, quando Marcos Antônio já havia assumido como vice-prefeito e não ocupava mais nenhuma função na Secretaria de Saúde.”

O MPF avalia: “A manutenção do contato, mesmo após a mudança de função administrativa, sugere que o relacionamento transcende questões meramente administrativas ou profissionais.”

A representação criminal descreve o papel estrutural de Marcos Medeiros no esquema com uma precisão que vai além das escutas:

“A contribuição de Marcos Antônio Bezerra de Medeiros na estrutura seria a de servir como ponto de contato e interlocução entre as empresas fornecedoras e a administração municipal. Durante o período em que ocupou cargos na Secretaria de Saúde, teria facilitado as contratações e mantido o fluxo de pagamentos que beneficiava o esquema. Após assumir como vice-prefeito, teria continuado, conforme referido naqueles diálogos, como interlocutor relevante, o que sugere manutenção de sua influência sobre as decisões relacionadas aos contratos.”

Em 27 de janeiro de 2026, quando a Polícia Federal cumpriu os mandados da fase ostensiva da Operação Mederi, dois endereços em Mossoró foram alvos de busca e apreensão vinculados ao nome de Marcos Medeiros. Um mandado de busca pessoal também foi expedido em seu nome.

Cinquenta e nove dias depois, Marcos Bezerra de Medeiros tomava posse como prefeito de Mossoró.

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Cidades

CARTAS MARCADAS? Licitação de publicidade do Governo está parada há quase 40 dias

Foto: Reprodução

O Governo do RN realizou a abertura dos envelopes da licitação de publicidade no dia 30 de março de 2026, ou seja, há quase 40 dias, e até hoje não julgou as propostas das agências participantes.

Diversas agências do RN e de todo o Brasil participaram do certame, entregaram suas propostas e aguardam o julgamento. Já são quase quarenta dias e o julgamento das propostas sequer se iniciou. Serão escolhidas 5 agências para atender às demandas do Governo, uma outra para o Detran e mais uma para o Idema.

Uma licitação deste porte exige meses de trabalho por parte das agências, que mobilizam suas equipes e investem pesado para apresentar um trabalho de excelência na concorrência.

O Governo do RN, além de não julgar as propostas e nem dar sequência ao certame, sequer deu uma satisfação oficial às quinze agências participantes, deixando todo mundo no escuro.

O que está acontecendo? Tem alguma carta marcada? Estão querendo anular a licitação? Por qual motivo? Alguém que deveria entrar ficou de fora? A sociedade (
e os órgãos de controle quer saber.

Fica só a pergunta, será que o publicitário Bruno Oliveira está no meio?

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Política

MEIO/IDEIA: Flávio tem 45,3% e Lula 44,7% no 2º turno

Foto: Reprodução

Levantamento da Meia/Ideia divulgado nesta 4ª feira (6.mai.2026) mostra que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 45,3% das intenções de voto em um eventual 2º turno. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pontua 44,7%. Os 2 estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05356/2026. Custou R$ 27.600 e foi pago pelo Canal Meio. Leia a íntegra (PDF – 4,47mB).

A pesquisa testou um cenário de 1º turno. A Meia/Ideia perguntou: “Em qual desses candidatos você votaria para presidente da República se a eleição fosse hoje?”. Eis como os entrevistados responderam:

Poder360

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Política

Vereador Rafael Correia propõe censo animal em Extremoz para fortalecer políticas públicas

Foto: Divulgação

O vereador de Extremoz, Rafael Correia, apresentou ao Poder Executivo Municipal uma importante proposição legislativa solicitando a realização de um censo populacional de animais de pequeno e grande porte em todo o município.

A proposta, encaminhada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ao Centro de Zoonoses, visa mapear com precisão a realidade da população animal na cidade, incluindo cães, gatos, cavalos, bovinos e outros animais de relevância.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa é essencial para garantir a formulação de políticas públicas eficazes e direcionadas. “Não se consegue fazer políticas públicas sérias sem dados concretos. Precisamos conhecer a realidade do município para agir com responsabilidade e eficiência”, destacou Rafael Correia.

O levantamento também prevê a identificação específica dos chamados “pets comunitários” animais em situação de rua bem como sua distribuição territorial dentro do município.

A proposta ainda sugere que, caso o município não disponha de equipe técnica suficiente, seja realizada a contratação de empresa especializada para a execução do estudo, assegurando qualidade e precisão nos dados coletados.

A indicação reforça a necessidade de transparência, recomendando que os dados obtidos sejam amplamente divulgados à população, servindo de base para ações estratégicas nas áreas de saúde pública, controle de zoonoses, campanhas de castração e programas permanentes de bem-estar animal.

Rafael Correia tem se destacado pela atuação firme em defesa da causa animal no município. Ao longo de seus mandatos, o parlamentar já foi autor de diversas iniciativas legislativas voltadas ao tema, como a lei que proíbe o uso de fogos de artifício com estampido, protegendo animais e pessoas sensíveis ao barulho, além de pleitos importantes como a solicitação de implantação de um hospital veterinário municipal.

A proposta do censo animal surge como mais um passo estruturante para consolidar políticas públicas modernas e eficazes, alinhadas às necessidades da população e ao respeito aos animais.

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Acidente

Homem morre ao sofrer choque enquanto manuseava bomba no interior do RN

Foto: Reprodução

Um homem morreu após sofrer um choque elétrico enquanto manuseava uma bomba d’água na zona rural do município de Ouro Branco, no Seridó Potiguar. O caso aconteceu nessa terça-feira (5). A vítima foi identificada inicialmente como Joaquim Silva.

Segundo as informações, ele havia saído de casa para o local onde costumeiramente fazia esse manuseio. Com a demora dele para voltar, familiares decidiram ir atrás e encontraram o homem já sem vida.

Portal da Tropical

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Brasil

MEIO/IDEIA: 39,4% dos brasileiros defendem nome técnico para vaga no STF

Foto: Reprodução

A próxima indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal) deveria ser de um nome técnico e sem ligação com o governo, segundo 39,4% dos brasileiros. Os dados são da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (6).

O levantamento aponta também que 37% dos brasileiros defendem que o presidente mantenha uma indicação de cunho político e ligações com o governo.

Para 13,2% dos brasileiros, a vaga aberta do STF deve ser negociada com o Senado. Outros 5% acreditam que uma mulher deve ser indicada. Do total de entrevistados, 5,4% não souberam responder.

Metodologia

A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 1 e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O código de registro no TSE é BR-05356/2026

CNN

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Política

R$ 100 mil de cachê em evento com verba pública levam Daniela Mercury ao banco dos réus

Foto: Reprodução

A cantora Daniela Mercury se tornou ré em uma ação judicial que investiga o uso de recursos públicos em um show realizado no Dia do Trabalhador de 2022, em São Paulo. O caso envolve o pagamento de cachê de R$ 100 mil à artista e apura se houve irregularidades na contratação e no contexto da apresentação, conforme informações do Diário do Poder.

De acordo com informações do processo, o evento ocorreu em 1º de maio de 2022, na Praça Charles Miller, e teria custado cerca de R$ 170 mil aos cofres públicos, sendo R$ 100 mil destinados à cantora. Outros artistas e a produtora responsável também são citados na ação.

Segundo os autos, a investigação busca esclarecer se houve uso indevido de recursos públicos em um evento que, conforme alegações apresentadas no processo, teria assumido caráter político fora do período eleitoral.

A ação foi movida pelo deputado estadual Gil Diniz, que aponta possíveis irregularidades e classifica o caso como um “showmício”. O processo segue em tramitação na Justiça paulista.

Em manifestação no processo, a defesa da produtora responsável pela contratação afirma que não houve ilegalidade e sustenta que eventuais posicionamentos da artista durante a apresentação estão amparados pela liberdade de expressão.

Opinião dos leitores

  1. Imaginem as prefeituras de nosso estado pagando até 1 milhão para o cantor ficar citando o nome do prefeito a cada musica que canta.

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Política

[VÍDEO] Deputado do PT chama Érika Hilton de “deputado” em sessão e gera reação nas redes

Imagens: Reprodução/Portal do Paulo Mathias

O deputado federal Alencar Santana (PT) chamou a deputada Érika Hilton de “deputado” durante uma fala no Congresso Nacional, o que gerou repercussão nas redes sociais nesta semana.

De acordo com registros da sessão, o parlamentar citava integrantes da base quando se referiu a “deputado Reginaldo Lopes e deputado Érika Hilton”, chamando atenção pelo uso do termo no masculino, segundo informações do Portal do Paulo Mathias.

A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde usuários criticaram a forma de tratamento direcionada à deputada, que é uma mulher trans. Segundo comentários publicados online, apoiadores de Érika Hilton apontaram falta de respeito na referência feita durante o discurso.

 

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Política

Lula veta aumento de pena para roubo com lesão grave e decisão gera reação

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) vetou o aumento de pena para casos de roubo com resultado de lesão grave, previsto em projeto aprovado pelo Congresso. A decisão foi justificada pelo governo com base na necessidade de manter proporcionalidade entre os crimes previstos na legislação penal.

De acordo com o texto analisado, o trecho vetado previa elevar a pena atual, que varia de 7 a 18 anos, para um intervalo de 16 a 24 anos nos casos em que a vítima sofresse lesões graves durante o assalto.

Em justificativa oficial, o governo argumentou que o aumento poderia gerar distorções no sistema penal, especialmente em comparação com crimes como o homicídio qualificado.

A decisão provocou reação de parlamentares e especialistas em segurança pública, conforme informações do Diário360. Segundo críticos, o veto pode ser interpretado como um sinal de enfraquecimento no combate à criminalidade violenta.

Por outro lado, há quem defenda que o sistema penal deve manter coerência e proporcionalidade entre as penas, evitando desequilíbrios legais.

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Geral

Fim da escala 6×1 pode deixar o Brasil sem voos internacionais, alerta CEO da LATAM Airlines Brasil

Foto: Reprodução

O CEO da LATAM Airlines Brasil, Jerome Cadier, afirmou que o possível fim da escala de trabalho 6×1, em discussão no Congresso, pode inviabilizar voos internacionais no Brasil. Segundo ele, mudanças que incluam pilotos e tripulantes podem impedir operações com duração superior a oito horas.

De acordo com Jerome, parte dos projetos prevê a inclusão de aeronautas nas novas regras de jornada, o que limitaria o tempo de trabalho e afetaria diretamente voos intercontinentais.

Segundo ele, a maioria das rotas internacionais operadas no país ultrapassa esse limite, o que poderia comprometer a operação das companhias aéreas.

Em nota e entrevistas, o CEO defendeu que pilotos e comissários fiquem fora das mudanças, por questões operacionais ligadas à segurança e à duração das viagens.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo indicam que mais da metade dos trabalhadores do setor atua hoje no modelo 6×1, e a mudança para 5×2 poderia elevar custos operacionais em cerca de 20%.

Opinião dos leitores

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