Educação

ANTECIPAÇÃO DE COLAÇÃO – SAÚDE: UnP diz que requerimentos de concluintes serão analisados individualmente, levando em conta “vários pontos”; veja quais em nota

Universidade Potiguar – UnP, em nota, destaca portaria, diz que “não procede a informação de que a instituição se negou a cumprir qualquer decisão prevista no Plano de Contingência do Governo Federal”, e informa exigências para antecipação de colação, após repercussão de nota de repúdio de turma de medicina, requerente.

Veja integra abaixo:

A Universidade Potiguar – UnP entende o momento vivenciado pela população mundial com o avanço da COVID-19 e a intenção dos órgãos competentes com esta decisão da antecipação da colação de grau dos alunos do último período dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia. Porém, desde a publicação da Medida Provisória 934, de 1º de abril, que estabeleceu normas excepcionais, decorrentes das medidas para o enfrentamento da situação de emergência de saúde pública e, logo a publicação da Portaria MEC 374/20, de 03 de abril, que foi revogada e substituída pela Portaria MEC 383/20, de 09 de abril, a UnP analisou a extensão da excepcionalidade, procedimentos e riscos para os estudantes, dado que as diretrizes não eram procedimentos ordinários.

O resultado desta análise gerou menos esclarecimentos e mais incertezas sobre o futuro dos estudantes, uma vez que todos deveriam ser selecionados e alocados em ações de enfrentamento da junto ao MS por tempo indeterminado, com registro profissional provisório gerado pelo MS e não por seus respectivos Conselhos Regionais. Diante deste panorama, os alunos foram devidamente orientados por suas coordenações de curso.

No entanto, a partir da nova Portaria nº 383/20, a instituição esclarece os seguintes pontos:

• Os alunos que estão em semestres concluintes e que tenham cumprido integralmente os processos institucionais podem, como previsto no Manual do Aluno, solicitar Colação de Grau por meio do Autoatendimento. O protocolo será analisado levando em conta, entre vários pontos, cumprimento da carga horária exigida de atividades complementares, pendências e/ou reprovações em disciplinas e participação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). Os requerimentos abertos serão respondidos após análise individual.

• Ainda é importante esclarecer que, de acordo com o disposto no Artigo 53, incisos II e V, da Lei nº 9.394/96, conhecida como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, compete às universidades fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes, bem como elaborar e reformar os seus estatutos. Por esta razão, a Medida Provisória 934/2020 estabeleceu de forma clara que as instituições de ensino superior “poderão” abreviar a duração dos cursos, pois se impusesse tal obrigação estaria ferindo a autonomia prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

• Por fim, a UnP reforça que não procede a informação de que a instituição se negou a cumprir qualquer decisão prevista no Plano de Contingência do Governo Federal.

A UnP entende a preocupação que o momento exige e está comprometida em auxiliar os esforços de contenção e combate à pandemia, tanto que nossos estudantes do último ano do curso de Medicina, junto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Secretaria Municipal de Saúde, estão participando de ações no combate à COVID-19 atuando via teleatendimento na triagem de casos suspeitos e orientação à população sobre a doença, de forma segura e adequada.

Como uma instituição de ensino séria e comprometida com a sociedade, a UnP seguirá estritamente o determinado pelos órgãos competentes. No entanto, considera que a formatação do plano de ação estratégica não observou o necessário envolvimento de todos os atores demandados, expondo parte deles – e a própria coletividade – a danos colaterais que virão a se somar a todos aqueles já causados pelo COVID-19.

Universidade Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Cortando meus comentários?
    Jornalismo imparcial ou está na folha da empresa mencionada?
    Eu achava que o Sr. fazia um jornalismo independente. Errei?

  2. O fato é que a Laureate está em avançado processo de insolvência no mundo todo e ainda é lucrativo aqui o Curso de Medicina, daí não quererem abrir mão de nenhum centavo das mensalidades.

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Educação

UERN diz que analisa requerimento de concluintes de medicina que pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), ciente do seu papel social e formativo, não tem medido esforços para contribuir com o controle da disseminação do novo coronavírus (COVID-19).

Desde o início da pandemia, a instituição tem seguido todos os protocolos do Ministério da Saúde, tendo sido a primeira Universidade no Rio Grande do Norte a suspender as atividades presenciais, a fim de evitar aglomeração de pessoas, principal forma de combate à disseminação do vírus.

Atualmente a Instituição possui 28 possíveis concluintes no curso de Medicina, que necessitam ainda integralizar conteúdos para que possam receber seus diplomas. Nesta segunda-feira (23), os estudantes do último período protocolaram o pedido de antecipação de colação de grau para que possam atuar como médicos diante da grave crise na saúde pública em decorrência da pandemia.

Veja mais: Com mais de 9000 horas cursadas, concluintes de medicina da UERN pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

A UERN está analisando o caso, respeitando todas as instâncias necessárias. A universidade entende que, diante deste cenário, a inserção de novos médicos no sistema de saúde pública é uma medida essencial e urgente, assim como, para garantir a validade da formação dos nossos estudantes, é importante que toda e qualquer decisão esteja embasada legalmente.

Opinião dos leitores

  1. Conto do vigario! Nao vai nenhum… querem mesmo é fazer residência. Todo ano é isso. Bando de oportunistas!!!

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Educação

Com mais de 9000 horas cursadas, concluintes de medicina da UERN pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

Foto: Ilustrativa

Graduandos do curso de medicina Universidade Estadual do Rio Grande do Norte(UERN) solicitam oficialmente a antecipação de colação de grau, e consequente certificado de conclusão de curso pelo cumprimento de 93,39% de horas realizadas na grade curricular, que corresponde a 9050 horas.

O pedido extraordinário, também atendendo ao clamor social, acontece após o Ministério da Saúde informar nos últimos dias que o governo vai permitir a antecipação da formatura de estudantes de medicina para reforçar os hospitais no combate ao novo coronavírus.

O curso de medicina da UERN possui uma das maiores grades curriculares do país e ultrapassa, com folga, as 7.200 horas mínimas exigidas pelo Ministério da Educação(MEC) para conclusão do curso.

A lista com 28 nomes de graduados da UERN destaca em requerimento que dentro da grade curricular, resta pendente apenas carga horário de estágio supervisionado. O documento da comissão dos concluintes de medicina foi assinado no dia 21 de março.

Ação do Governo Federal

Em videoconferência com prefeitos de capitais e cidades de grande porte, Mandetta discutiu medidas para otimizar o enfrentamento da pandemia no país.

“Nós vamos antecipar, agora, os meninos do sexto ano [de medicina] que falta um mês, dois meses para se formar. Vamos acelerar. Esse meninos são jovens, eles não têm experiência, mas podem fazer uma parte do atendimento. Não para colocá-los no CTI, mas eles podem ajudar muito”, disse.

O ministro afirmou anda que o governo dará ordem para que hospitais treinem médicos residentes que hoje cumprem funções em outras áreas para atuarem em CTIs. Segundo ele, o país tem hoje cerca de 70 mil desses profissionais recém-formados que poderiam ser aproveitados no enfrentamento ao vírus.

Opinião dos leitores

  1. Não sou a favor.Temos centenas de profissionais a espera do revalida, porquê não os convocam?

  2. Existe hoje no Brasil, mais de 900 médicos formados no exterior esperando o revalida, profissionais capacitados. Sou a favor que esses médicos sejam convocados.

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