Justiça determina fechamento de clínica Optoclim na Grande Natal por exercício ilegal da medicina

Foto: Divulgação/Cremern

Na tarde dessa terça-feira (13), o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN teve deferida a tutela de urgência, nos autos da Ação Civil Pública, em trâmite na 5ª Vara Federal, pelo Juiz Ivan Lira de Carvalho, contra representantes da CLÍNICA OPTOCLIM. A decisão judicial aceitou o pedido, suspendendo toda e qualquer atividade privativa da clínica em Natal e Parnamirim até julgamento final da ação.

O Cremern recebeu denúncia no último mês de agosto, no sentido de que na CLÍNICA OPTOCLIM possui um centro optométrico, situado em Parnamirim e na zona norte de Natal, e estaria sendo exercida ilegalmente a medicina, inclusive realizando exames de vista, comprovadas através das propagandas dos serviços oferecidos nas mídias sociais. O Conselho de Medicina ajuizou a ação visando preservar o princípio constitucional do direito à saúde, em face da atuação dos técnicos da óptica, ou optometristas, e da vedação da prática, por esses profissionais, de atividades privativas de médicos oftalmologistas.

A ação teve como base os Decretos 20.931/1932 e 24.492/1934, que regulam e fiscalizam o exercício da medicina, dispõem que: DECRETO 20.931/1932 Art. 38. É terminantemente proibido aos enfermeiros, massagistas, optometristas e ortopedistas a instalação de consultórios para atender clientes, devendo o material aí encontrado ser apreendido e remetido para o depósito público, onde será vendido judicialmente a requerimento da Procuradoria dos leitos da Saúde Pública e a quem a autoridade competente oficiará nesse sentido. O DECRETO 24.492/1934 Art. 13. É proibido ao proprietário, sócio gerente, ótico prático e demais empregados do estabelecimento, escolher ou permitir escolher, indicar ou aconselhar o uso de lentes de grau, sob pena de processo por exercício ilegal da medicina, além das outras penalidades previstas em lei. Art. 14. O estabelecimento de venda de lentes de grau só poderá fornecer lentes de grau mediante apresentação da fórmula ótica de médico, cujo diploma se ache devidamente registrado na repartição competente.

O Processo Nº: 0806210-77.2020.4.05.8400 foi elaborado pela Assessoria Jurídica do Cremern, tendo os advogados Klevelando Santos e Tales Rocha Barbalho como responsáveis.

“O Cremern está atento a qualquer tentativa de exercício ilegal de Medicina e seguirá tomando as medidas cabíveis”, encerra o texto da assessoria.

Egresso de Medicina da Uern é um dos vencedores de prêmio nacional de inovação em saúde

Foto: Divulgação

O egresso do curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Diego Ariel foi um dos 11 vencedores do prêmio Euro Inovação na Saúde, promovido por uma empresa farmacêutica multinacional. O ortopedista desenvolveu um projeto de uma mesa de tração ortopédica, um dispositivo portátil e de baixo custo que auxilia em vários procedimentos ortopédicos e traumatológicos.

Foram mais de 1.600 projetos inscritos na fase inicial. O egresso da Uern ficou entre os 11 vencedores na final, cujo resultado foi divulgado no último dia 24.

O grande vencedor, o médico cearense Edmar Maciel, recebeu um prêmio de 500 mil euros pelo projeto “A pele de tilápia: um novo biomaterial para tratamento de queimaduras, feridas, cirurgias ginecológicas e medicina regenerativa”. Os outros 10 finalistas foram premiados com 50 mil euros cada.

“Como egresso da Uern, fico bastante feliz em saber que mesmo com poucos recursos, a Universidade consegue formar bons profissionais e que, mesmo sem os insumos de universidades maiores, ainda conseguimos nos destacarmos na ciência nacional”, reconheceu o ortopedista.

As mesas de tração ortopédicas são usadas em diversos procedimentos cirúrgicos. No projeto, Diego Ariel criou um modelo de baixo custo, de fácil de transporte e manipulação e que facilita o ensino de técnicas operatórias que necessitem de tal dispositivo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Afonso disse:

    Universidades públicas são uma baderna. Tás vendo.

Estudo em Bangladesh destaca eficácia da ivermectina no tratamento da COVID-19 de leve a moderado

Foto: Ilustrativa

Após Egito e Brasil, mais um estudo destaca a eficácia da Medicina contra a covid. Conforme destaque, Colégio de Médicos e Cirurgiões do Jornal de Bangladesh aceitou a primeira série de estudos de caso de autoria do Dr. Tarek Alam trabalhando com o Colégio Médico de Bangladesh.

O TrialSite apresentou esses resultados após uma entrevista com o Dr. Alam. Intitulada ” Uma série de casos de 100 pacientes positivos para COVID-19 tratados com combinação de ivermectina e doxiciclina “, a conclusão revisada por pares sugere que a combinação de ivermectina e doxiciclina é muito eficaz na eliminação viral de pacientes com COVID-19 leve a moderadamente doentes. Veja abaixo íntegra de matéria local, traduzida via Google.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jeam disse:

    Os Autralianos desde fevereiro que estudam a IVERMECTINA infelizmente qui na possilca Brasil fizeram a maior bagunça e não estudaram em comprovaram nada..só média para aparecerem..

  2. joao disse:

    Sindrome de país subalterno.. precisamos de pesquisas de fora sobre a ivermectina para comprovar o que ja se fazia aqui sob muitas criticas…. Essas pesquisas apenas demonstram que o tratamento precoce nos primeiros sintomas salvam vidas… e que o fique em casa sem tratamento pode ter difundido a doenca e matado muita gente nos primeiros meses. Nao é a toa que desde maio os indices estabilizaram e depois caíram graças os protocolos de algumas prefeituras.. Medicina de observacao pode ser melhor que a medicina de papel e de nomes.

    • Raimundo disse:

      Mandetta falava p procurar o médico só se estivesse com falta de ar

Nobel de Medicina diz que novo coronavírus surgiu em laboratório

FOTO: RECORD TV EMISSORAS

Em entrevista ao podcast Pourquoi Docteur? (Por que, doutor?, em português), o francês Luc Montagnier, vencedor do Nobel de Medicina de 2008, afirma que o coronavírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, foi criado em um laboratório de Wuhan, na China. “A história de que ele surgiu em um mercado de peixes é lenda”, diz.

Premiado em 2008 com o Nobel pela descoberta do vírus HIV nos anos 1980, Montagnier disse que o laboratório da cidade de Wuhan se especializou nesse tipo coronavírus desde o início dos anos 2000 e, apesar de ser um local de alta segurança, teria deixado escapar a nova cepa do vírus.

O professor, que diz ter analisado a sequência do vírus com seu colega matemático Jean-Claude Perrez, afirma que pesquisadores indianos já haviam tentado publicar um estudo completo mostrando que o SARS-CoV-2 possui sequências do HIV, o vírus causador da aids.

Questionado se tal mutação não poderia ser natural, Montaigner foi categórico. “Não. Esse tipo de mutação precisa de ferramentas, não acontece na natureza”. Mas o cientista não acredita que os chineses tenham criado o vírus para ser uma arma biológica. “Acredito que estavam em busca de uma vacina contra o HIV e usaram um coronavírus como vetor”, explicou.

A fala de Montaigner despertou reações na comunidade científica. “É uma análise errada”, disse Simon Wain Hobson, virologista molecular do Instituto Pasteur, de Paris, em entrevista à RFI (Radio France Internationale).

“É muito simples. O genoma do novo coronavirus é particularmente rico em duas bases em seu genoma, e o HIV é rico em uma delas. Olhando a sequência genética, pode-se chegar à conclusão de que há similaridades”, explica Hobson. “As conclusões de Montaigner estão erradas”, completou.

“Trabalhamos com informações disponíveis e publicadas, então só posso comentar em cima destas informações previamente catalogadas. Tudo leva a pensar que [a covid-19] seja uma infecção natural. Ou seja, vem do mundo animal, e o ponto de partida seria um outro mamífero”, afirma o virologista.

R7

https://noticias.r7.com/saude/nobel-de-medicina-diz-que-novo-coronavirus-surgiu-em-laboratorio-17042020

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro Henrique disse:

    Depois que o cara ganha o Nobel desanda a falar besteira. Alguém lembra de Watson do DNA? Disse tanta besteira racista que foi isolado da comunidade científica.

  2. Manoel disse:

    E a economia da China desabou só 6% no trimestre. Tá "certo".

  3. Rocha Neto disse:

    Que pena! O próprio ser humano criando armas biológicas para a sua própria destruição. Final dos tempos, tudo está escrito no livro de nossas vidas.

  4. Severo disse:

    Gripe aviária e suína também, esses primeiros a china não conseguiu o intento de abalar as estruturas do 1o mundo e paises que não tem alinhamento com os chineses.

  5. Eduardo Peixoto disse:

    Será que algum órgão de imprensa, influenciador digital ou blog amestrado vai ter coragem de contestar essa afirmação? Acredito que sim.

  6. Zanoni disse:

    É ou não é chinês o vírus assassino?

ANTECIPAÇÃO DE COLAÇÃO – SAÚDE: UnP diz que requerimentos de concluintes serão analisados individualmente, levando em conta “vários pontos”; veja quais em nota

Universidade Potiguar – UnP, em nota, destaca portaria, diz que “não procede a informação de que a instituição se negou a cumprir qualquer decisão prevista no Plano de Contingência do Governo Federal”, e informa exigências para antecipação de colação, após repercussão de nota de repúdio de turma de medicina, requerente.

Veja integra abaixo:

A Universidade Potiguar – UnP entende o momento vivenciado pela população mundial com o avanço da COVID-19 e a intenção dos órgãos competentes com esta decisão da antecipação da colação de grau dos alunos do último período dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia. Porém, desde a publicação da Medida Provisória 934, de 1º de abril, que estabeleceu normas excepcionais, decorrentes das medidas para o enfrentamento da situação de emergência de saúde pública e, logo a publicação da Portaria MEC 374/20, de 03 de abril, que foi revogada e substituída pela Portaria MEC 383/20, de 09 de abril, a UnP analisou a extensão da excepcionalidade, procedimentos e riscos para os estudantes, dado que as diretrizes não eram procedimentos ordinários.

O resultado desta análise gerou menos esclarecimentos e mais incertezas sobre o futuro dos estudantes, uma vez que todos deveriam ser selecionados e alocados em ações de enfrentamento da junto ao MS por tempo indeterminado, com registro profissional provisório gerado pelo MS e não por seus respectivos Conselhos Regionais. Diante deste panorama, os alunos foram devidamente orientados por suas coordenações de curso.

No entanto, a partir da nova Portaria nº 383/20, a instituição esclarece os seguintes pontos:

• Os alunos que estão em semestres concluintes e que tenham cumprido integralmente os processos institucionais podem, como previsto no Manual do Aluno, solicitar Colação de Grau por meio do Autoatendimento. O protocolo será analisado levando em conta, entre vários pontos, cumprimento da carga horária exigida de atividades complementares, pendências e/ou reprovações em disciplinas e participação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). Os requerimentos abertos serão respondidos após análise individual.

• Ainda é importante esclarecer que, de acordo com o disposto no Artigo 53, incisos II e V, da Lei nº 9.394/96, conhecida como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, compete às universidades fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes, bem como elaborar e reformar os seus estatutos. Por esta razão, a Medida Provisória 934/2020 estabeleceu de forma clara que as instituições de ensino superior “poderão” abreviar a duração dos cursos, pois se impusesse tal obrigação estaria ferindo a autonomia prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

• Por fim, a UnP reforça que não procede a informação de que a instituição se negou a cumprir qualquer decisão prevista no Plano de Contingência do Governo Federal.

A UnP entende a preocupação que o momento exige e está comprometida em auxiliar os esforços de contenção e combate à pandemia, tanto que nossos estudantes do último ano do curso de Medicina, junto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Secretaria Municipal de Saúde, estão participando de ações no combate à COVID-19 atuando via teleatendimento na triagem de casos suspeitos e orientação à população sobre a doença, de forma segura e adequada.

Como uma instituição de ensino séria e comprometida com a sociedade, a UnP seguirá estritamente o determinado pelos órgãos competentes. No entanto, considera que a formatação do plano de ação estratégica não observou o necessário envolvimento de todos os atores demandados, expondo parte deles – e a própria coletividade – a danos colaterais que virão a se somar a todos aqueles já causados pelo COVID-19.

Universidade Potiguar

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diego Rafael disse:

    Estou lendo isso mesmo?

    Comentários cortados ???

  2. Dimas disse:

    Cortando meus comentários?
    Jornalismo imparcial ou está na folha da empresa mencionada?
    Eu achava que o Sr. fazia um jornalismo independente. Errei?

  3. Dimas disse:

    Vale notar que as ações da Laureate já foram cotadas a quase o dobro de hoje.

  4. Dimas disse:

    O fato é que a Laureate está em avançado processo de insolvência no mundo todo e ainda é lucrativo aqui o Curso de Medicina, daí não quererem abrir mão de nenhum centavo das mensalidades.

MEC flexibiliza regras para formatura antecipada de estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia

Foto ilustrativa: Adriana Horvath

O Ministério da Educação publicou uma portaria nesta segunda-feira (13) flexibilizando as regras para que estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia antecipem suas formaturas.

portaria publicada na semana passada permitia que os estudantes do último semestre destes cursos pudessem antecipar a formatura apenas se fossem atuar no combate ao novo coronavírus. O novo texto retira essa condição e todos os alunos do período serão beneficiados.

A nova portaria mantém a autorização de antecipar a formatura desde que cumprida 75% da carga horária prevista para o internato médico ou estágio supervisionado.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Arthur disse:

    Só no processo seletivo temporário da SESAP, foram quase 500 enfemeiros desempregados inscritos, ainda querem colocar mais gente no mercado? Daqui a pouco vai ter estagiário no lugar de pós-graduados.

COVID-19: Antecipar expedição de certificado de conclusão de curso de medicina é decisão exclusiva da Universidade, diz TRF-5

Em dois processos distintos, estudantes de medicina em fase final do curso solicitaram ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 o direito de obrigar a universidade a antecipar a expedição de certificado de conclusão do curso. O objetivo, segundo os estudantes, e, com o documento emitido pelas instituições de ensino, se inscrever na seleção do Programa Mais Médicos e, após aprovação, atuar no combate à pandemia do Novo Coronavírus (Sars-COV-2). Os pedidos foram negados em dois agravos de instrumento, um sob relatoria do desembargador federal Manoel Erhardt, da Quarta Turma de Julgamento, e o outro de relatoria do desembargador federal Paulo Cordeiro, da Segunda Turma. Os desembargadores mantiveram as decisões liminares já proferidas na Justiça Federal do Ceará (JFCE) e na do Rio Grande do Norte (JFRN).

Em resumo, os magistrados entenderam que a pandemia do Novo Coronavírus não pode servir como justificativa para antecipar judicialmente a concessão de certificados de conclusão, desrespeitando as leis e a autonomia universitária prevista na Constituição Federal. Nos dois casos, embora estejam no estágio final da graduação, os estudantes ainda não cumpriram a carga horária total exigida pelas universidades e faculdades. Além disso, cabe exclusivamente à Universidade a decisão de antecipar ou não expedição do certificado.

No agravo de instrumento 0802823-34.2020.4.05.0000, o desembargador federal Manoel Erhardt negou o pedido de tutela feito por estudantes de medicina da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), mantendo decisão liminar anterior da 4ª Vara Federal do Ceará. No recurso ao Segundo Grau e no mandado de segurança na JFCE, os alunos queriam obrigar a instituição de ensino a expedir o certificado de conclusão do curso de Medicina.

Ao enfrentar o tema, o desembargador Manoel Erhardt avaliou o teor da decisão do Primeiro Grau. “Compulsando os autos, entendo que não merece reparos, ao menos neste juízo prefacial, a decisão ora agravada. O juízo de piso sustentou sua decisão na ilegalidade da medida pretendida pelos impetrantes, por falta de amparo normativo, uma vez que eles próprios reconhecem não haverem completado a carga horário integral do curso de Medicina. A pandemia de coronavírus não pode servir de pretexto para descumprir a lei, e conceder a pretensos concludentes de medicina títulos a que não fazem jus, porque não integralizaram o número de horas que a Universidade exige para a conclusão do curso de Medicina”, afirmou o relator, citando trecho da decisão da 4ª Vara Federal do Ceará.

“Embora não se olvide da nobre intenção dos impetrantes, nem, muito menos, da gravidade da crise sanitária causada pela pandemia do Novo Coronavírus, não se verifica ato ilegal a ser reprimido, uma vez que se limitou o Reitor da Universidade de Fortaleza a cumprir a Lei”, analisou o magistrado. O desembargador ainda destaca que não há previsão legal para abreviação de cursos em tempos de crises por meio de processos judiciais. “Inexiste, contudo, ato normativo editado autorizando a abreviação de cursos universitários nestes tempos de crise, evidenciado pelo decreto de calamidade pública aprovado pelo Congresso Nacional, o que desautoriza a adoção imediata de semelhante medida. Ainda que se esteja diante de um exponencial aumento de demanda dos setores público e privado de saúde, não é dado ao Poder Judiciário substituir-se às autoridades competentes na adoção de medidas hábeis a debelar a crise”, declarou Erhardt na decisão liminar proferida no dia 20 de março.

Decisão exclusiva da Universidade

No agravo de instrumento 0802837-18.2020.4.05.0000, o desembargador federal Paulo Cordeiro negou provimento ao agravo de instrumento interposto por estudante de medicina no último período da graduação. Ele desejava a imediata expedição de certificado de conclusão de curso pela Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande de Norte – EMCM/RN. O objetivo também era a inscrição na Seleção do Programa Mais Médicos e participar do combate à pandemia causada pelo Novo Coronavírus.

A decisão do magistrado manteve o entendimento da 9ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, que já havia indeferido o pedido. “O que se verifica, na espécie, é que o impetrante ainda não concluiu todas as disciplinas de sua graduação, restando pendente 800 (oitocentas) horas relativas ao Internato em Pediatria (400 horas) e ao Internato em Ginecologia-Obstetrícia (400 horas) – cf. histórico escolar constante no documento de ID nº 6741188”, relatou Cordeiro.

Nos autos do recurso, o estudante alegou que a Universidade Federal da Bahia está autorizando administrativamente a colação de grau dos acadêmicos do 6º ano do curso de medicina, tendo em vista a situação caótica que o País está vivenciando com relação ao Coronavírus, e a necessidade de profissionais da saúde para ingressar no Programa do Governo Federal Mais Médicos.

Em sua decisão proferida no dia 20 de março, o desembargador Paulo Cordeiro explicou que cabe exclusivamente à Universidade a decisão de antecipar ou não expedição do certificado e não poderia o Poder Judiciário desrespeitar, neste caso, a autonomia universitária, prevista no artigo 207 da Constituição Federal. “Nesse contexto, tem-se que a decisão final acerca da abreviação da duração do curso (art. 47, §2º, da Lei nº 9.394/1996) deve ficar a cargo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, a qual já se comprometeu em convocar o Colegiado do Curso mediante reunião extraordinária cuja pauta contemplará as solicitações de colação de grau antecipadas, diante da suspensão das atividades acadêmicas ocasionadas pelo estado de emergência internacional decorrente do surto de coronavírus (ID nº 6741207 – página 2)”, escreveu o relator.

Agravos de Instrumentos
0802823-34.2020.4.05.0000
0802837-18.2020.4.05.0000

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Couro disse:

    Erra o estado em não disponibilizar pra saúde debilitada, profissionais que já cumpriram sua carga horária academica, e que poderiam ficar no pelotão de frente, preservando os profissionais com mais experiências e idade, pra combater casos de mais complexidades e com mais gravidades. Na Itália 14% dos infectados são esses soldados da saúde, com isso, estão desfalcando os quadros já limitados. Imagina com nossa realidade de números de médicos já insuficientes.

  2. Paulo disse:

    Acho que essa galerinha aí quer pegar o canudo e ficar em casa. Se permanecerem como estudantes, são obrigados a ficarem nos hospitais e ajudar no combate ao covid 19. Verdade seja dita!

UERN diz que analisa requerimento de concluintes de medicina que pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), ciente do seu papel social e formativo, não tem medido esforços para contribuir com o controle da disseminação do novo coronavírus (COVID-19).

Desde o início da pandemia, a instituição tem seguido todos os protocolos do Ministério da Saúde, tendo sido a primeira Universidade no Rio Grande do Norte a suspender as atividades presenciais, a fim de evitar aglomeração de pessoas, principal forma de combate à disseminação do vírus.

Atualmente a Instituição possui 28 possíveis concluintes no curso de Medicina, que necessitam ainda integralizar conteúdos para que possam receber seus diplomas. Nesta segunda-feira (23), os estudantes do último período protocolaram o pedido de antecipação de colação de grau para que possam atuar como médicos diante da grave crise na saúde pública em decorrência da pandemia.

Veja mais: Com mais de 9000 horas cursadas, concluintes de medicina da UERN pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

A UERN está analisando o caso, respeitando todas as instâncias necessárias. A universidade entende que, diante deste cenário, a inserção de novos médicos no sistema de saúde pública é uma medida essencial e urgente, assim como, para garantir a validade da formação dos nossos estudantes, é importante que toda e qualquer decisão esteja embasada legalmente.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cabo Silva disse:

    Conto do vigario! Nao vai nenhum… querem mesmo é fazer residência. Todo ano é isso. Bando de oportunistas!!!

  2. Arruda disse:

    É gopi é gopi é gopi é gopi é gopi é gopi.
    Dalhe MITO!!

Em procedimento raro, médicos do DF operam bebê durante o parto

Foto: Divulgação

Recém-nascido tinha uma má-formação grave no pulmão que o impediria de respirar ao nascer. Equipe de 15 médicos fez cirurgia em 20 minutos. Foi um intenso planejamento para salvar uma vida que acabava de chegar ao mundo. No último dia 17 de fevereiro, uma equipe médica de Brasília, com 15 especialistas, realizou um procedimento raro para salvar um bebê na hora do parto.

O recém-nascido tinha uma má-formação grave no pulmão direito, que o impediria de respirar ao ser retirado do útero. Para garantir que ele sobrevivesse, foi feita uma cirurgia conhecida como EXIT (Terapia Intraparto Fora do Útero), quando parte do corpo do bebê ainda está no útero da mãe e ele segue ligado pelo cordão umbilical à genitora.

O procedimento foi realizado no Hospital Brasília e deveria ser concluído em até uma hora, para evitar risco de morte ao bebê. A equipe de especialistas conseguiu realizar a cirurgia no recém-nascido em 20 minutos, e o parto, uma cesárea, durou quase quatro horas. O recém-nascido ficou 10 dias internado, dois dias na reabilitação e já recebeu alta. O bebê e a mãe estão em casa e passam bem.

Lívia Gardênia, a mãe do bebê, lembra que, no início da gestação, queria um parto natural. “Descobrimos o cisto com 26 semanas de gestação, em uma ecografia de rotina. Não foi muito alarmante pois se tratava de um cisto bem pequeno e o pulmão ainda estaria em formação, ele poderia desaparecer. Continuamos fazendo as ecografias e acompanhando, mas não sumiu e só aumentou”, diz.

Ela conta que ficou assustada com o cisto que impediria a respiração do seu bebê. “Gostaríamos que estivesse tudo perfeito. O que aliviava é que descobrimos o problema com antecedência e algo poderia ser feito para salvar a vida do meu filho”, explica. Os médicos esperaram o máximo possível para fazer o procedimento.

A cirurgia passou a ser organizada pelo cirurgião pediatra Wallace Acioli a partir da 34ª semana. Em acompanhamentos semanais com a mãe, foi definido o dia exato para a operação. “Ela não poderia entrar em trabalho de parto, a criança tinha que estar a termo e, ao mesmo tempo, o cisto não poderia crescer até pressionar o pulmão e o coração.”

Enquanto isso, a equipe que faria o procedimento foi sendo definida com cirurgiões pediatras, cardiopediatras, anestesistas, intensivistas, obstetras e um radiologista. Na verdade, eram praticamente duas equipes: uma para cuidar da mãe e outra para o bebê.

Parto

Para fazer o procedimento, os médicos realizaram a primeira etapa de um parto cesariana, retirando parte do corpo do bebê do útero, mas não cortaram o cordão umbilical. Com o corpo ainda ligado à mãe, de maneira a garantir a circulação fetal e a oxigenação do sangue pela conexão com a placenta, o cisto foi retirado e, quando o o bebê tinha capacidade para respirar sozinho, o cordão umbilical foi cortado. Mãe e filho ficaram anestesiados durante a cirurgia.

“É um procedimento raro, e a principal dificuldade é conseguir congregar tantos profissionais especializados, além de manter o neném sem respirar”, conta Acioli. “Para manter a circulação fetal, o bebê não pode chorar. Ele recebe a anestesia em parte pela circulação da mãe, em parte por outro anestesista. Apenas o tronco fica fora do útero durante a cirurgia”, explica.

Ele diz que o EXIT é recomendado nas situações em que o paciente não consegue respirar sozinho ao nascer. Nesse caso específico, Acioli conta que a massa pulmonar a ser retirada era grande, o que tornou o procedimento mais complicado. “Durante a cirurgia, o desafio é controlar o estresse e garantir a precisão. Quando acaba e dá tudo certo, com a mãe e a criança bem, a sensação de alívio é muito boa”, completa.

Metrópoles

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Plinio disse:

    Isso sim é notícia a ser divulgada. Precisar mostrar o lado positivo, produtivo, profissional e eficiente do brasileiro.
    Parabéns aos eficientes e competentes médicos e equipe que salvaram mais uma vida.

  2. Lenio disse:

    Parabéns a toda essa equipe Médica e de Enfermagem por esse maravilhoso trabalho de salvar vidas.
    Deus os abençoe!

MPF arquiva notícia de fraude de cota racial para ingresso em Medicina na UFRN

Foto: Oscar Cowley – Ascom PR/RN

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou representação criminal contra candidata que ingressou no curso de Medicina da UFRN alegando ser parda. Visualmente, a partir de imagens de redes sociais, a pele da candidata aparenta ser branca.

Segundo Kleber Martins, procurador da República responsável pelo caso, concluir que a candidata cometeu o crime de falsidade ideológica tendo por base apenas o documento em que se declara como parda e a visualização de sua pele é praticamente inviável. Há uma contradição entre a lei criminal (art. 299 do Código Penal) e a lei que prevê o critério étnico-racial (Lei nº 12.711/2012).

Enquanto aquela exige que o criminoso tenha certeza absoluta que está mentindo na declaração, esta permite que o candidato se autodeclare como pertencente à etnia merecedora da cota, deixando ampla margem para a subjetividade. “É nesse espaço de subjetividade que há lugar tanto para a mentira (configuradora do crime) quanto para o erro ou o mero descompromisso no preenchimento do documento (não configuradores do crime, mas capazes de levar à desclassificação do candidato)”, explicou.

Matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

Justiça obriga UFRN a matricular em Medicina estudante que questionou classificação no Sisu, destaca reportagem

Foto: Igor Jácome/G1

A Justiça determinou que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte garanta a matrícula no curso de Medicina de uma estudante que questiona a classificação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). De acordo com o processo que tramita na Justiça Federal, a candidata teve nota de 769,21 – maior que a dos três últimos colocados na ampla concorrência para o curso. A decisão é liminar.

Mais detalhe aqui no Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Deco disse:

    BG, essa foto do prédio da reitoria é recente??
    Se for é uma pena. Tamanha Sujeira mostra um descaso com uma edificação outrora tão elegante!!!
    Proponho um mutirão dos alunos, professores e funcionários para fazer uma limpeza dar uma melhorada na aparência.

  2. Everton disse:

    Começou a putaria, medicina rara e difícil como é, vale a pena apelar para o judiciário.

Jovem é aprovada em Medicina na UERN durante tratamento de câncer e quer ser oncologista

Liliany Mirelly Bezerra Alves, 21 anos, passou em Medicina durante tratamento de câncer — Foto: Cedida

Mais uma bela reportagem no portal G1-RN nesta quinta-feira(30), destaca uma história envolvendo a aprovação no Sisu de uma nova universitária no estado, coincidentemente,  no curso de Medicina.

Trata-se de uma potiguar de 21 anos, apta a cursar Medicina da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), em meio a aprovação no curso durante um tratamento contra o câncer. Agora, o sonho dela é poder se especializar em oncologia para poder ajudar pacientes que enfrentarem a mesma doença que ela enfrentou nos últimos três anos.

Veja mais: Reportagem conta superação de filha de diarista aprovada em medicina na UFRN

O sonho da jovem, que vive em Mossoró, vem de muito tempo, da infância. Em 2014, no último ano do Ensino Médio, Liliany começou a fazer provas para tentar entrar no curso e, continuou estudando mesmo sem conseguir na primeira tentativa. No entanto, em 2016, aos 18 anos, descobriu uma Leucemia Linfoide Aguda (câncer no sangue), que suspendeu temporariamente a realização do sonho. Era preciso se dedicar primeiro à saúde. De acordo com ela, foram três anos de quimioterapias, cirurgia e várias transfusões de sangue. O tratamento ocorreu no Hospital do Câncer em Mossoró. Agora ela está em remissão e precisa passar por avaliação médica a cada três meses. Perto do final do tratamento, no meio de 2019, o médico permitiu o retorno dela ao cursinho preparatório para o Enem.

Leia reportagem aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Parabéns
    Deus no comando.
    Não escolhe os capacitados
    Capacita os escolhidos.

  2. Tutu disse:

    Parabéns Liliany, tenho certeza que você será uma ótima médica, quando tudo parece terminar Deus faz o recomeço em nossa vidas. Saúde e parabéns novamente.

Reportagem conta superação de filha de diarista aprovada em medicina na UFRN

Fotos: Cleíldo Azevedo/Inter TV Cabugi

É destaque no portal G1-RN. Desde o resultado do Sistema Unificado de Seleção (Sisu), divulgado na terça-feira (28), a família de Raíssa Nascimento, de 21 anos, vive momentos de um sonho de infância da jovem. Moradora do bairro Guarapes, localidade pobre da Zona Oeste de Natal, e filha de diarista e pai de desempregado, ela foi aprovada no curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o mais concorrido da instituição.

“Eu tive muita ajuda da família, das minhas primas, dos meus professores, muito apoio. Principalmente quando se trata de uma pessoa negra, pobre e da periferia, se você não tiver ajuda de terceiros, você não vai pra frente. Foi difícil, foi. Mas a gente vai tentando e no final consegue”, disse Raíssa, que sempre estudou em escola pública.

Leia reportagem na íntegra aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fernando Antônio Ribeiro Bastos disse:

    A mediocridade de muitos com a ignorância e a famigerada radicalização política, faz com que alguns tentem apagar o BRILHO desta grande batalhadora e vencedora Raíssa. Parabéns, siga seus objetivos e que Deus ilumine seu caminho.

  2. mauricio disse:

    A classe médica pira, pois sobquerem seus filhos filhos la, ninguem quer cotas mas tb não querem melhorar a educação, então no momento só existe essa maneira de se ter uma chance

    • Dilma disse:

      Deixa de ser idiota, conheço centenas de médico que vieram de pobreza extrema, hoje fazem parte da elite. E não tem esses objetivos equivocados

  3. Ana Maria disse:

    Parabéns, sucesso você com certeza sera uma excelente profissional, desejo toda felicidade nessa nova trajetória profissional.

  4. Mily disse:

    Parabéns Raíssa! Sucesso em sua caminhada.

  5. Verdade disse:

    Chora não Bolsominiom.

    Evidente que todos não são iguais, mesmo a lei tentando garantir. "Todos são iguais perantea lei." Art.5 da CF.

    Essas são algumas possibilidades possíveis graças as conquistas das quotas, dos incentivos dos amigos, da existência mesmo precária das escolas públicas e da educação como direito.
    Parabéns linda.

    A sua força mostra que a realidade social individual e desa família pode mudar. tem determinação de superar os obstáculos.

    • Minion de Peixeira disse:

      Essa nobre moça prova justamente que não se precisa de vitimização ou quotas.

    • Dúvida disse:

      Verdade, ninguém é igual perante a lei como diz na CF, mas se as pessoas quiserem e lutarem ai sim podemos TODOS sermos iguais, basta parar de vitimização e com esta palhaçada.

      No momento que diz que negros precisam de cotas, ai sim é onde está o racismo, pois se tiver um negro e um branco, ambos pobres, qual a diferença? o negro será menos inteligente que o branco?

      Ou se um negro que sempre estudou em escola privada, que os pais tem uma renda de mais de R$30.000,00 mensais, e o loirinho do olho azul, favelado, filho de catador de latas, com notas iguais ao do negro não entrar na faculdade/concurso por motivo de cotas.

    • Verdade disse:

      Chora não BêBê.

      Rayssa só passou em medicina devido o apoio da família, da escola pública, de seus professores e dos amigos.

      Com tudo isso sem a existir a escola pública, educação enquanto direito, e a política de QUOTAS essa menina não teria passado em medicina ou outro curso.

    • Romualdo disse:

      Ela usou duas cotas, tomem tento, competir com quem estuda no ar-condicionado e é bem nutrido é de lascar.

  6. Bento disse:

    Parabéns nao existe lutas sem sacrifício.
    Agora a Vitória para coroar o esforço dela e de todos para atingir o objetivo

  7. natalsofrida disse:

    Alguém conhece algum negro que foi impedido de estudar?
    Muda Brasil! Somos todos brasileiros, negros, brancos etc, essa ideologia de separar o Brasil, não cola mais. Conheço muitos brancos, pardos e mestiços, que passaram pelos mesmos problemas, sem essa de vitimização.
    Vamos mudar a cabeça desses jovens, essa de tentar separar os de cor dos brancos não é legal
    Parabéns a nossa conterrânea.

    • Mily disse:

      Ótima colocação!

    • JBS disse:

      Existe diferença sim…..no Natal shopping ou UFRN sou negro, só na minha vizinhança é que não tem diferença, pois somos todos pobres. Racismo e preconceito ela vai passar na UFRN sim…sou do direito e senti na pele. O Brasil nunca foi igualitário ou justo. Vai ler imbecil…

  8. BOSCO disse:

    Sou pai ! Conheço de perto uma história similar! Que Deus a abençoe e a cubra de graças! Um sonho realizado !

  9. Souza disse:

    Parabéns à essa jovem. Com certeza será uma excelente profissional.
    Pessoas como essa é que merecem toda ajuda que possa ser oferecida.

Após atingir ponto de corte em Medicina, aluno conquista direito a concluir o Ensino Médio no RN

Foto: Ilustrativa

Um estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Norte (IFRN) conquistou na justiça o direito a conclusão do Ensino Médio após resultado conquistado no ENEM 2019. A decisão atende pedido da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) que demonstrou que o aluno atingiu nota suficiente para ingressar nos cursos de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Estado de Pernambuco (UFPE) no Sisu 2020. Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Oswaldo disse:

    Famosa furada de fila e quem deveria defender o cidadão que passa cumpre as regras, é quem pleiteia a desordem.
    Não por acaso somos os piores índices de educação do mundo!

FOTOS: Jovem em SP dormiu no carro para se formar em Medicina

Fotos: Arquivo pessoal

Quando Erick de Moraes escreveu um post no Facebook não imaginou que teria tanta repercussão. A história de superação do jovem que saiu do Parque Imperial, em Barueri-SP, e conseguiu se formar em medicina viralizou.

Filho de serralheiro e de diarista, o sonho de ser médico parecia distante. Um aluno mediano no curso técnico, precisou se esforçar muito para conseguir uma vaga em uma universidade.

O primeiro passo foi recuperar as lacunas da formação básica. “Fiz cursinho popular e comecei do básico mesmo, eles me ajudaram muito, mas não tinha condições financeiras de pagar a passagem e me manter ali”, conta. O jeito foi montar um plano de estudos e se dedicar em casa mesmo.

Deu resultado. As notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram boas e a situação financeira da família permitiu uma bolsa integral no ProUni (Programa Universidade para Todos). Erick até se esforçou em cursar administração de empresas no Mackenzie, mas a vontade de ser médico falou mais alto.]

Abandonou o curso para desespero da família. “Tive uma discussão séria com o meu pai, que não entendeu que eu realmente queria estudar, ele achava que eu ficaria encostado”, conta. Depois da briga, foi morar no interior na casa de um tio.
O esforço não foi em vão e o jovem conquistou uma vaga no curso de medicina na Universidade Anhembi Morumbi. A alegria da conquista logo se misturou com a luta para continuar no curso de período integral.

“Eu recebia a bolsa que tinha direito pelo ProUni, mas não tinha como trabalhar, o que era um problema pra mim, tinha de me virar com marmita e com os livros”, lembra. Também precisou interromper a faculdade para trabalhar e juntar dinheiro.

“Comprei um carro, que usava para chegar nos locais mais distantes da residência, mas o dinheiro que juntei não foi suficiente para me manter até o final da faculdade”. Para fazer continuar, valia dormir no carro e tomar banho na academia.

“Sofri por ser pobre em um curso de elite, ouvi de um colega que eu jamais sairia da pobreza, não foi fácil, mas estou aqui, com o diploma na mão”, orgulha-se.
Para ajudar estudantes como ele, Erick criou o canal Médico da Quebrada com dicas para jovens que como ele sonham alto e vão à luta para concretizar seus objetivos.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Cor de pele jamais deveria ser critério para entrar na universidade. O mérito tem que ser o do conhecimento. Abaixo o sistema de cotas.

  2. Henrique Amorim de Toledo disse:

    Mas o bom é ter cota, ocupar o lugar de quem estudou muito, hoje estamos vendo alunos entrando em curso superior com notas 6 proveniente do ensino público, enquanto outros com 8,5 sem cotas ficam de fora.
    O resultado é que 68% dos cotistas desistem dos cursos por não ter capacidade de acompanhar ou ficam esperando a aprovação sem esforço para receber o diploma sem mérito. Aqueles que se formam sem esforço tem tudo para ser um profissional muito abaixo da média aceitável.
    Enquanto outros como Erick dão o sangue, correm atrás, faz todo tipo de sacrifício e chegam ao objetivo. Mérito próprio, vitória incontestável. Com o caminho trilhado pessoas como Erick terão muito mais chances de se tornar um profissional renomado e reconhecido.
    Parabéns pelo exemplo Erick, você será um médico que o paciente vai poder confiar.

    • Minion alienado disse:

      O bom é a pessoa que teve todas as condições favoráveis na vida competir desigualmente com o aluno da periferia, pobre e marginalizado para depois vir com o discurso frágil contra as cotas. Ao invés de criticar as cotas batalhe por uma educação pública de qualidade e que eduque o cidadão como fazem os IF.

  3. Rico disse:

    Conheço vários profissionais que no século passado não tinha condições nem de pagar a casa do estudante, grande parte vindo do regiões do interior do RN, hj são médicos de renome, engenheiros, juízes… enfim profissionais de destaques em todas as áreas profissional, com certeza a limitação financeira é um obstáculo enorme, mas com esforço se chega ao ápice.

Agora é pra valer: Alunos do curso de Medicina da UnP entram com ação na Justiça contra a perda de mais de duas mil horas-aulas na grade curricular

Foto: Divulgação

O advogado Francisco Marcos de Araújo ingressou na Justiça com uma ação, em nome dos estudantes do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), para a reposição de mais de uma duas mil horas-aulas que foram suprimidas pela instituição este ano. De acordo com Araújo, a UnP cancelou convênios de estágios, demitiu professores experientes e diminuiu as aulas de laboratório, comprometendo a parte prática do curso. Confira todos os detalhes no Justiça Potiguar clicando aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Erllon disse:

    Mecheram para lá, mecheram para cá, tiraram os melhores, ficaram as borréias. Pessoas que pensão primeiro em sí, segundo na instituição e por último no aluno. A principal peça defeituosa dessa instituição não foi trocada, Aquela que sempre buscou agir pelo lado da politicagem.

  2. Angelo disse:

    UnP sendo UnP. Ela fez e faz isso com todos os cursos. Só que dessa vez achou um perfil de aluno que gosta de cumprir programas.
    Ja vi essas reduções de carga horária em diversos cursos. Agora pergunta se houve redução de valor de mensalidade.

  3. TALES disse:

    Imaginem os médicos formados por essa "Universidade", menos 2.000 horas de aulas? será que terminam o curso sabendo fazer uma massagem cardíaca?

  4. Ivan disse:

    O q estão esperando p/suspender o curso é buscar colocação em outra universidade?

  5. Getro disse:

    É a conta do PT chegando……

  6. Getro disse:

    O pior é que começou a chegar a amortização, ou seja, a prestação em si que gira em torno de R $ 2.000,00( mensal), o pessoal não conseguia pagar nem os 51 reais de juros trimestral.

  7. EMJ disse:

    Impressionante como uma péssima gestão poderá destruir o único curso da UNP que ainda era muito lucrativo. Estão visando lucros e se auto-destruindo…

  8. Cidadão Atento disse:

    PRIVATIZA QUE É BOM!
    TUDO QUE É PRIVATIZADO NÃO É MELHOR?

    • Ceará-Mundão disse:

      O fato de ser uma instituição privada é que permitiu aos alunos reivindicarem seus direitos por via judicial. Há incontáveis problemas nas instituições públicas, sempre acobertardos pelo próprio corporativismo dos seus servidores. Nem mesmo o recurso à justiça é eficaz para a solução desses problemas. Quando afeta o nosso bolso, quando estamos pagando a coisa é bem diferente.

  9. Flavio disse:

    A qualidade do ensinou piorou muito nesses últimos dois anos. Inúmeros professores com excelentes qualificações foram demitidos e substituídos por professores mais novos com pouca experiência e quase sempre sem qualificação, assim fica difícil.

  10. Cabo Silva disse:

    Passem na SECRETARIA e CANCELEM a matrícula, ora pois!

    • Danilo disse:

      isso não é academia e nem curso de inglês pra trancar assim não amigo.

    • Everton disse:

      Rapaz, diante do tutu investido e da ausência de ofertas privadas, não dá certo fazer isso.

  11. José disse:

    Quando a Laureate e seus boçais gestores locais sairem de cena o quadro muda!
    Povo que só vê dinheiro e apadrinhamento. Existem umas histórias cabeludas de promoções via favores não muito ortodoxos.

    • Erllon disse:

      Que a vara dos momos que o diga. Taí o fumo entrando agora. Pior que teve gente que para atender esses requisitos até mudou de religião.

  12. clara disse:

    Mas a saída é fechar as federais….

  13. Bernardo disse:

    A UnP depois que foi vendida, entrou em decadência