Educação

VÍDEO: Filho de lavadeira é aprovado em 1º lugar em medicina na UFRN

(ASSISTA AQUI)

Luiz Gustavo de Oliveira, de 19 anos, natural de Caicó, filho de uma lavadeira, foi classificado em primeiro lugar no curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN) via Sisu.

Reportagem da InterTV Cabugi conta que o jovem teve que se desdobrar para buscar a aprovação, abdicando, inclusive, de finais de semana, e tendo ajuda de familiares e uma bolsa de estudo para conseguir o objetivo da aprovação.

Opinião dos leitores

  1. Mais um caicoense humilde brilha nas letras demonstrando que o conhecimento liberta o ser humana.
    Lembro bem do tetraplégico que numa cadeira de rodas em 1974 também enalteceu a cidade de Caicó com aprovação em medicina sendo na época a maior média do Norte e Nordeste

  2. Todo Caicoense Raiz sabe que “O sabor da Vitória depende da intensidade da Luta!” Parabéns Guerreiro Conterrâneo!

  3. Parabéns! Faça sempre o bem para as pessoas que estará cumprindo os ensinamentos de Deus. Boa sorte!

  4. São nossas superações, fico sem palavras, contudo, é um Guerreiro e vencedor…com o futuro bastante promissor!!

  5. Meu conterrâneo, um guerreiro batalhador, não conheço mais desejo sorte e felicidades, vá em guerreiro

    1. Está provando que será profissional de suma competência. Seguia em frente.

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Diversos

FOTOS: Estudante de medicina de 25 anos morre de Covid-19 menos de 48 horas após perder o pai para a doença em Natal

Fotos: Redes sociais/Arquivo da família

Em menos de 48 horas, pai e filha morreram vítima da Covid-19 em Natal. Estudante de medicina e com apenas 25 anos de idade, Emilly Cavalcante Belarmino não resistiu à doença e faleceu na madrugada desta quarta-feira (31) em Natal, após perder o pai – o médico e ex-prefeito de Ruy Barbosa – João Joaquim Cavalcante Neto, de 61 anos, na segunda (29).

Emilly Belarmino cursava o 5º ano de Medicina na Argentina e estava no Brasil desde o segundo semestre de 2020, por causa da pandemia. Reportagem completa do G1-RN aqui.

Opinião dos leitores

  1. Também soube que tinha tomado as duas doses,a secretaria de saúde tem que investigar,ou então a vacina não é tão segura.Será que estava sem ação imunizante?
    instigante….

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Política

Estudantes de medicina publicam manifesto ao Governo do RN

Os últimos decretos estaduais e a forma como o estudante da saúde vem sendo negligenciado no Estado fez com que estudantes redigissem um manifesto ao Governo do Estado por atenção. Em carta, queixam-se que continuam sem “atuar nas práticas internas e sem receber a vacinação”. Leia íntegra abaixo:

“Excelentíssima senhora Governadora do Rio Grande do Norte, Vice Governador e secretários de saúde,

Estamos vivendo um cenário mundial sem procedência histórica nos últimos 100 anos, que trouxe mudanças no cotidiano de toda a sociedade e, no nosso Estado não poderia ser diferente. Observamos e confirmamos o esforço do Governo Estadual na luta diária pela preservação da vida, manutenção da saúde, economia e educação em face à realidade da Covid-19.

Todo esse tempo, desde o surgimento dessa doença, foi possível perceber a importância dos profissionais da saúde em todo o mundo. Não à toa, a eles foi conferido o título de “heróis”, pois deram o sangue e a “vida pela vida” dos pacientes. Com isso, fica cada vez mais claro o quão indispensáveis são esses trabalhadores. Nós, enquanto estudantes da área da saúde, solicitamos que sejamos reconhecidos, na prática, como profissionais desse segmento. Somos nós, Governadores, os responsáveis pela maior parte dos atendimentos nos centros de saúde que nos recebem; somos a mão-de-obra que sempre fez, e faz, a diferença na saúde dos municípios e regiões que ofertam nossos cursos, especialmente a grande Natal.

Consideramos que, atualmente, a saúde estadual sofre um enorme desfalque, com as medidas presentes no “Decreto n° 30.383, de 26 de fevereiro de 2021”, publicado no diário oficial do Rio Grande do Norte, e com orientações via SESAP/RN, quando elas se referem a proibição dos nossos estágios. Por isso, solicitamos que o decreto seja revisto, possibilitando a manutenção das nossas atividades educacionais práticas, pois enquanto estudantes da área da saúde, temos muito a agregar ao Sistema Único de Saúde do Estado.

Em nossos campos de práticas, somos responsáveis pelos mais diversos tipos de atendimento. Atuamos em todos os níveis da atenção: desde a unidade básica de saúde, na atenção básica, até o hospital, na atenção terciária; ficando responsável por todos os serviços prestados nesses locais.

Dentre os serviços que prestamos, destacam-se, na atuação à saúde da mulher, a realização do pré-natal das gestantes, a coleta de preventivos, os rastreios dos diversos tipos de câncer que acometem essa população, como mama, aparelho reprodutor e gastrointestinal. Atuamos, também, na saúde infanto-juvenil, atendendo pré-natal, puericultura, promovendo a amamentação, estimulando a vacinação correta, orientando sobre a importância do estudo e zelando pelo desenvolvimento e crescimento saudável. Com relação à saúde do idoso, somos nós que fazemos a renovação das receitas dos seus medicamentos, o rastreio e controle das comorbidades, como diabetes, hipertensão, problemas no colesterol e obesidade. Bem como no tratamento contra o tabagismo, etilismo e outros vícios, sempre estimulando os hábitos saudáveis. Temos uma ação significativa na área de saúde mental, tratando os pacientes de forma mais humana, praticando a escuta ativa e intervindo de acordo com a realidade de cada um. Nessa área, tratamos os pacientes depressivos, ansiosos, com ideação suicida, com transtornos de personalidade, com vícios e anseios, todos do mesmo modo, sem preconceito e sem estigmas, proporcionando o acolhimento social. Além disso, desde o início da graduação somos fundamentais na promoção da educação em saúde continuada para o público e na aplicação de projetos de intervenção nas UBS ou demais cenários. Levamos o conhecimento teórico para a prática, buscando sempre o benefício do cidadão. No que diz respeito à atenção hospitalar e de urgência, realizamos todos os tipos de atendimentos, desde a dor de cabeça, a dor nas costas, até as manobras de ressuscitação e procedimentos cirúrgicos de emergência, auxiliando nossos preceptores. Em todos esses momentos, prestamos um atendimento humanizado e empático para o paciente e seus familiares.

Somos nós que atuamos, simultaneamente, em todos os cenários, da mesma forma. Pode ser UBS, UPA, Hospital de Campanha, com leito ou sem leito, fazemos o que está ao nosso alcance e o que não está tentamos até o limite. Otimizamos o serviço, realizamos procedimentos básicos e complexos (com supervisão), possibilitando que mais pessoas tenham acesso à saúde.

Grandioso é o impacto da nossa mão de obra no serviço de saúde municipal e estadual. E maior ainda é o prejuízo que esses locais têm com a nossa ausência. Por isso, não podemos esconder nossa insatisfação frente a omissão que está ocorrendo. Entendemos a situação gravíssima que o Estado e o País estão vivenciando, longe de nós pensamentos negacionistas, mas pedimos razoabilidade e plausibilidade nas ações tomadas, pois estamos sendo retirados dos nossos locais de prática estadual e institucional, perdendo a oportunidade de aprender, de ter um ensino de qualidade e, principalmente, de contribuir para a melhoria da saúde do Rio Grande do Norte, justamente nesse momento em que o conhecimento científico da área da saúde mostra-se cada vez mais necessário.

Esperamos do Governo, em seus decretos e documentos, medidas, como a aceleração do nosso processo de vacinação, consoante as orientações do Ministério da Saúde (“Informe Técnico do MS – Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19”, publicado em 18/01/2021) e não medidas que dificultem o nosso processo de aprendizado ou que diminuam o nosso serviço prestado.

Com relação ao processo de imunização, não temos tido acesso aos imunizantes, mesmo isso nos sendo garantido pelo informe do Ministério da Saúde e pelo “RN + Vacina”. No anexo 1 do “Informe Técnico – Campanha Nacional de Vacinação Contra a Covid-19”, é descrito os grupos prioritários da seguinte forma:

Trabalhadores da Saúde: […]A vacina também será ofertada para acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio Hospitalar, Atenção Básica e clínicas […]. (BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Técnico: Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Janeiro, 18/2021.)

No entanto, desde a data da referida nota técnica, não fomos inseridos em nenhum protocolo ou calendário regional para o processo de vacinação, mesmo estando cadastrados no “RN + Vacinas” e lá constando que somos do grupo 1. Além disso, não temos tido acesso às vacinas, apesar de todas essas recomendações. Desse modo, solicitamos que os estudantes da saúde sejam incluídos, na prática, no processo de imunização. Reconhecemos que a disponibilidade de imunizantes não é a ideal, mas somos do grupo prioritário, além de sermos sim indispensáveis para a aplicação de vários serviços do SUS.

Diante do exposto, vale ressaltar que, é do nosso conhecimento, que uma parcela incipiente dos alunos conseguiram a imunização, porém por dois motivos: 1) um pequeno grupo que estava atuando no rodízio do Hospital Giselda Trigueiro e da Liga Contra o Câncer, durante a primeira fase da vacinação; 2) outro grupo ainda menor de alunos conseguiram a imunização seguindo orientações fora dos protocolos publicados, ou seja, de forma não orientada.

Atualmente, estamos impedidos do acesso ao ensino prático dentro das áreas controladas das instituições (UNP, por exemplo), que seguiam todo padrão e protocolo coerente com o distanciamento social, medidas de segurança e orientações individuais de saúde; e por outro lado, é solicitado nosso auxílio no campo prático de saúde municipal, onde somos os únicos profissionais desprotegidos, sem a vacinação.

Nosso objetivo não é abandonar os estágios práticos, mas sim frequentá-los com a segurança de termos sido vacinados, pois precisamos desses locais para a nossa formação e, os pacientes e o Estado precisam da nossa contribuição. Inclusive, buscamos sempre atuar em estágios extracurriculares, como ligas acadêmicas e projetos de extensão, os quais atuam no sistema público de saúde, proporcionando benefícios a gestão e a população. Contudo, esses projetos estão impedidos, pelo decreto atual, de realizar seus processos seletivos, mesmo com todo o distanciamento e medidas de proteção. Isso resulta em um prejuízo, para o local do estágio, de 60 alunos que poderiam estar realizando atendimento público gratuito e de excelência, junto aos preceptores. Isso em apenas um estágio, fora todos os outros. Perdem com isso os acadêmicos; a população; os profissionais de saúde, que vão ficar sobrecarregados; e o Estado.

Nós, graduandos de Medicina, principalmente os dos anos finais do curso (6o ao 12o semestre), clamamos, com urgência, para sermos notados pelo governo do Estado do Rio Grande do Norte. Pois, atualmente, somos muito prejudicados com as medidas que
interrompem nossos estágios e que não permitem a nossa vacinação. Solicitamos respostas em relação a esses problemas.

Queremos deixar claro que muitas vidas dependem dessa parceria entre órgãos públicos e as Instituições de ensino dos Cursos de Medicina, em que vidas dependerão desse nosso processo de capacitação.

Temos a certeza de que o Sistema de Saúde Estadual, como parceiro histórico em nossa formação, continua precisando de nossa ajuda. Por isso, pedimos a nossa vacinação e o retorno das nossas vivências.

Natal, 03 de março de 2021,
Graduando do curso de Medicina”.

Opinião dos leitores

  1. O único curso de medicina que o governo do estado pode exercer alguma ação é o da UERN. Os demais, tratem com as suas respectivas Instituições de ensino e com seus representantes: legais diretor de curso, pró-reitoe acadêmico e reitor.

  2. De fato vcs são estudantes em estágio, não são médicos com CRM, estão afastados dos locais de estágio, sendo assim não se configura como público prioritário de linha de frente pois estão, como informado afastados dos estágios….deixe nossos heróis trabalharem…..

    1. Do jeito que você tratou o assunto, ficou parecendo que os estagiários atrapalhariam os médicos. É isso que você pensa? Se for, procure informar-se melhor antes de julgar.

      Não se pode negar o quanto essa força de trabalho faz falta para os pacientes e para o serviço de saúde, principalmente neste momento de grandes demandas.

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Saúde

Conselho Regional de Medicina do DF publica nota contrária ao lockdown

Após o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretar lockdown (fechamento) para conter o avanço da covid-19, o Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), enviou, nesta segunda-feira 1º, nota contrária às medidas de sanitárias implementadas pelo governo. O conteúdo também está no site oficial da entidade. O Estadão apurou ainda que o conselho enviará o mesmo posicionamento também às assessorias dos deputados federais.

Na nota, o CRM diz que “tal medida já se mostrou ineficaz, condenada até mesmo pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) nas palavras do Dr. David Nabarro: ‘O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres’”. Como o Estadão mostrou em outubro do ano passado, por meio do projeto Comprova, a frase do enviado da OMS foi retirada de contexto em publicações na internet para sugerir que a entidade condena o lockdown.

Na ocasião, David Nabarro de fato destacou os impactos econômicos e sociais negativos dos lockdowns. Isso não significa, no entanto, que a OMS seja contrária à medida ou que a considere ineficaz. Na mesma entrevista, Nabarro afirmou que os lockdowns são justificados em momentos de crise, para reorganizar os sistemas de saúde e proteger os profissionais que estão na linha de frente do combate à doença. A ideia desta prática é “achatar a curva” de contágio, evitar a superlotação de hospitais e, depois, permitir a reabertura das economias.

O Conselho do DF cita o Amazonas como exemplo negativo da medida. “Estado com maior índice de isolamento social do Brasil, apresentou o maior número de internações e mortes por covid-19, cerca de 30-45 dias após o primeiro lockdown, sendo ainda mais imediato, após o segundo, configurando mais uma evidência do fracasso dessas medidas extremas de restrição”, diz o texto. Especialistas em saúde têm defendido o lockdown como forma de conter o avanço do vírus, em fases mais descontroladas da pandemia.

Para o CRM, ações preventivas eficazes estão relacionadas a campanhas de educação sobre medidas individuais de higiene, uso de máscaras, distanciamento social, vacinação populacional e ostensiva fiscalização por parte do governo, mas “nunca pela decretação de lockdown”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) desde o início da pandemia considera que o lockdown é uma das formas conhecidas de combate ao coronavírus. Em 1º de abril de 2020, Michael Ryan, diretor-executivo do Programa de Emergências da entidade, afirmou: “Além das medidas de lockdown, precisamos de estratégias abrangentes baseadas em vigilância, em intervenção de saúde pública, detecção de casos, testagem, isolamento, quarentena, e fortalecer nossos sistemas de saúde para absorver o golpe”.

O Distrito Federal é uma das unidades da Federação que, nos últimos dias, elevaram as medidas de restrição para o comércio. O movimento é uma reação ao aumento da ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em várias regiões, em um momento em que a vacinação ainda não deslanchou. Dados do Ministério da Saúde mostram que no Distrito Federal 295.615 pessoas já se contaminaram com a covid-19, ou 9,8% da população. Deste total, 4.831 pessoas morreram (1,6% dos contaminados).

Na última quinta-feira, o governador já havia decidido restringir o funcionamento dos estabelecimentos comerciais das 20 horas às 5 horas. Na sexta-feira, porém, com os leitos de UTIs específicos para pacientes de covid-19 com 98% de ocupação, Ibaneis decidiu intensificar as restrições.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Já disse!!
    Se isso desse certo, no país de Gales não tinha um caso.
    E aqui nossos vizinhos argentinos, ficaram entocados dentro fr casa igual a Fátima, e não deu certo.
    Esses incompetentes querem se esquivar da responsabilidade.
    No Brasil todo, só tem um que tem coragemde falar a verdade.
    Adivinha quem é!!!
    O resto é tão somente o resto.
    Frouxos!!!!
    Apertado só as calças.

  2. Simples! Não fazemos o lockdown no DF e caso o número de casos se agrave o Registro de cada médico que apoiou essa pataquada será cassado. O que acham?

  3. Todos os países que fizeram lockdown , tais como Israel, Alemanha, Portugal, Nova Zelândia, Austrália… Todos são países com cientistas e médicos burros ora! Afinal, segundo o que o CRM/DF interpretou da OMS, o lockdown não serve pra nada talkei! Esses países são tão burros e ricos que fizeram lockdown só pra ficarem mais pobres talkei!

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Denúncia

Alunos de medicina da UNP procuram Blog revoltados

Alunos de medicina da Universidade Potiguar(UnP) reivindicam o retorno das aulas presenciais, urgentemente. Alegam que as aulas nas escolas particulares já retornaram, inclusive, de crianças, obedecendo todos os protocolos sanitários, e cobram pela volta definitiva, sob a reclamação de muita perda.

Os alunos destacam, especialmente, a necessidade das aulas presenciais de forma permanente, já que outras faculdades retornaram a sua normalidade em seus cursos. “Chegamos ao ponto de precisar contar com a gentileza de alunos que conseguem acompanhar uma aula presencial e nos disponibilizam o conteúdo gravado”, relevam os alunos.

Segundo os reclamantes, de identidades preservadas, nesta segunda-feira(08), por exemplo, o número de alunos para aula presencial agendado em um anúncio pelo aplicativo, acabou sendo limitado. Uma outra parte, portanto, ficou sem a possibilidade de assisti-la no ambiente físico.

Os alunos pedem uma justificativa da UnP para essa limitação das aulas presenciais. “Entendemos e respeitamos quem possa ter sua limitações familiares ou até comorbidades, compreendemos que acompanhem as aulas de maneira híbrida, mas quem possa estar presente, possa assistir uma aula de melhor qualidade, e possa ter o direito de vivenciar”, disse uma aluna.

Por fim, os alunos classificam o retorno com controle de alunos(limitado) na universidade como um dia de ‘ángústia’. Ainda reclamam da disponibilidade emocional e financeira que depositaram na instituição, que relatam como de um bom histórico, mas que ‘nos últimos tempos’ estaria se perdendo quanto a sua organização e qualidade.

Opinião dos leitores

  1. O blog, pelo alcance e responsabilidade com a informação, deveria incluir a versão da Unp na matéria, aí estaria contribuindo com o fato, não criando uma disputa. Até acho que aulas presenciais tem que ser realizadas seguindo os cuidados necessários, que a mesma medicina tem ajudado a estabelecer na sociedade, mas nem sabemos pq a universidade criou essa forma de revezamento, seria bom informar.

  2. Se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. Nas universidades públicas, não há aulas devido à aversão dos seus professores ao trabalho. Nas privadas, não há aulas para aumentar seu lucro em função da brutal redução dos custos.

    1. Seu dedo podre, respeite os professores da federal! Acha que a UFRN se resume a uns 3 cursos de baderneiros. Você deveria ter vergonha de digitar isso, muitos médicos conceituados da cidade também lecionam lá!
      Esse honesta do seu título é uma grande ironia.

  3. A conversa da UNP é que as aulas são remotas e síncronas, mas não liberam acesso nem do professor que tem que entrar no meet pra dar aula a duas turmas ao mesmo tempo só que o app do google, nao da unp, não comporta isso, resultado: 8000 reais pra não conseguir assistir!

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Saúde

Conheça mais sobre os renomados médicos convidados que irão participar nesta terça-feira da grande live “Formule: Aprendendo Medicina com a Covid-19”

Foto: Divulgação

Conheça um pouco mais sobre os renomados médicos convidados que irão participar nesta terça-feira (22/12) às 19:30h da grande live FORMULE: APRENDENDO MEDICINA COM A COVID-19

➡️ Dr Luiz Alberto Marinho (CRM 933/RN)
Médico – infectologista, com mestrado. Especialização em imunologia clínica-alergologia. Professor aposentado da UFRN e da Universidade potiguar (2009 até 2019). Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do hospital Unimed/Natal.

➡️ Dr Fernando Suassuna (CRM 1026 / RQE 1793)
médico infectologista e imunologista, coordenador de curso de graduação em medicina e de residência médica em Infectologia, além de chefe do departamento de Infectologia e coordenador do curso de medicina da Universidade Potiguar.

➡️ Dr Marcos Dias Leão (CRM 2037/RN)
Médico hematologista e oncologista , Doutorado em Medicina, médico e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Universidade Potiguar.

A transmissão irá ocorrer de forma simultânea pelo nosso canal do youtube
Formule Farmácia e pelo nosso instagram @formulefarmacia.

Aproveita e envia para alguém que você acha que não pode perder esta Live ?

Fotos: Divulgação

Opinião dos leitores

  1. E a IVERMECTINA? PORQUE NÃO ESTÁ MAIS RESOLVENDO? QUEM CHUPAR PICOLÉ CASEIRO DE CAICÓ, TOMAR CALDO DE CANA, BEBER COCA COLA, FAZ O MESMO EFEITO DA IVERMECTINA.

    1. Fundamente científicamente.
      Não vale canelada de imprensa.
      Já leu algum trabalho científico internancional?
      Quais são os seus títulos?

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Diversos

Justiça determina fechamento de clínica Optoclim na Grande Natal por exercício ilegal da medicina

Foto: Divulgação/Cremern

Na tarde dessa terça-feira (13), o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN teve deferida a tutela de urgência, nos autos da Ação Civil Pública, em trâmite na 5ª Vara Federal, pelo Juiz Ivan Lira de Carvalho, contra representantes da CLÍNICA OPTOCLIM. A decisão judicial aceitou o pedido, suspendendo toda e qualquer atividade privativa da clínica em Natal e Parnamirim até julgamento final da ação.

O Cremern recebeu denúncia no último mês de agosto, no sentido de que na CLÍNICA OPTOCLIM possui um centro optométrico, situado em Parnamirim e na zona norte de Natal, e estaria sendo exercida ilegalmente a medicina, inclusive realizando exames de vista, comprovadas através das propagandas dos serviços oferecidos nas mídias sociais. O Conselho de Medicina ajuizou a ação visando preservar o princípio constitucional do direito à saúde, em face da atuação dos técnicos da óptica, ou optometristas, e da vedação da prática, por esses profissionais, de atividades privativas de médicos oftalmologistas.

A ação teve como base os Decretos 20.931/1932 e 24.492/1934, que regulam e fiscalizam o exercício da medicina, dispõem que: DECRETO 20.931/1932 Art. 38. É terminantemente proibido aos enfermeiros, massagistas, optometristas e ortopedistas a instalação de consultórios para atender clientes, devendo o material aí encontrado ser apreendido e remetido para o depósito público, onde será vendido judicialmente a requerimento da Procuradoria dos leitos da Saúde Pública e a quem a autoridade competente oficiará nesse sentido. O DECRETO 24.492/1934 Art. 13. É proibido ao proprietário, sócio gerente, ótico prático e demais empregados do estabelecimento, escolher ou permitir escolher, indicar ou aconselhar o uso de lentes de grau, sob pena de processo por exercício ilegal da medicina, além das outras penalidades previstas em lei. Art. 14. O estabelecimento de venda de lentes de grau só poderá fornecer lentes de grau mediante apresentação da fórmula ótica de médico, cujo diploma se ache devidamente registrado na repartição competente.

O Processo Nº: 0806210-77.2020.4.05.8400 foi elaborado pela Assessoria Jurídica do Cremern, tendo os advogados Klevelando Santos e Tales Rocha Barbalho como responsáveis.

“O Cremern está atento a qualquer tentativa de exercício ilegal de Medicina e seguirá tomando as medidas cabíveis”, encerra o texto da assessoria.

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Diversos

Egresso de Medicina da Uern é um dos vencedores de prêmio nacional de inovação em saúde

Foto: Divulgação

O egresso do curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Diego Ariel foi um dos 11 vencedores do prêmio Euro Inovação na Saúde, promovido por uma empresa farmacêutica multinacional. O ortopedista desenvolveu um projeto de uma mesa de tração ortopédica, um dispositivo portátil e de baixo custo que auxilia em vários procedimentos ortopédicos e traumatológicos.

Foram mais de 1.600 projetos inscritos na fase inicial. O egresso da Uern ficou entre os 11 vencedores na final, cujo resultado foi divulgado no último dia 24.

O grande vencedor, o médico cearense Edmar Maciel, recebeu um prêmio de 500 mil euros pelo projeto “A pele de tilápia: um novo biomaterial para tratamento de queimaduras, feridas, cirurgias ginecológicas e medicina regenerativa”. Os outros 10 finalistas foram premiados com 50 mil euros cada.

“Como egresso da Uern, fico bastante feliz em saber que mesmo com poucos recursos, a Universidade consegue formar bons profissionais e que, mesmo sem os insumos de universidades maiores, ainda conseguimos nos destacarmos na ciência nacional”, reconheceu o ortopedista.

As mesas de tração ortopédicas são usadas em diversos procedimentos cirúrgicos. No projeto, Diego Ariel criou um modelo de baixo custo, de fácil de transporte e manipulação e que facilita o ensino de técnicas operatórias que necessitem de tal dispositivo.

Opinião dos leitores

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Saúde

Estudo em Bangladesh destaca eficácia da ivermectina no tratamento da COVID-19 de leve a moderado

Foto: Ilustrativa

Após Egito e Brasil, mais um estudo destaca a eficácia da Medicina contra a covid. Conforme destaque, Colégio de Médicos e Cirurgiões do Jornal de Bangladesh aceitou a primeira série de estudos de caso de autoria do Dr. Tarek Alam trabalhando com o Colégio Médico de Bangladesh.

O TrialSite apresentou esses resultados após uma entrevista com o Dr. Alam. Intitulada ” Uma série de casos de 100 pacientes positivos para COVID-19 tratados com combinação de ivermectina e doxiciclina “, a conclusão revisada por pares sugere que a combinação de ivermectina e doxiciclina é muito eficaz na eliminação viral de pacientes com COVID-19 leve a moderadamente doentes. Veja abaixo íntegra de matéria local, traduzida via Google.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Os Autralianos desde fevereiro que estudam a IVERMECTINA infelizmente qui na possilca Brasil fizeram a maior bagunça e não estudaram em comprovaram nada..só média para aparecerem..

  2. Sindrome de país subalterno.. precisamos de pesquisas de fora sobre a ivermectina para comprovar o que ja se fazia aqui sob muitas criticas…. Essas pesquisas apenas demonstram que o tratamento precoce nos primeiros sintomas salvam vidas… e que o fique em casa sem tratamento pode ter difundido a doenca e matado muita gente nos primeiros meses. Nao é a toa que desde maio os indices estabilizaram e depois caíram graças os protocolos de algumas prefeituras.. Medicina de observacao pode ser melhor que a medicina de papel e de nomes.

    1. Mandetta falava p procurar o médico só se estivesse com falta de ar

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Saúde

Nobel de Medicina diz que novo coronavírus surgiu em laboratório

FOTO: RECORD TV EMISSORAS

Em entrevista ao podcast Pourquoi Docteur? (Por que, doutor?, em português), o francês Luc Montagnier, vencedor do Nobel de Medicina de 2008, afirma que o coronavírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, foi criado em um laboratório de Wuhan, na China. “A história de que ele surgiu em um mercado de peixes é lenda”, diz.

Premiado em 2008 com o Nobel pela descoberta do vírus HIV nos anos 1980, Montagnier disse que o laboratório da cidade de Wuhan se especializou nesse tipo coronavírus desde o início dos anos 2000 e, apesar de ser um local de alta segurança, teria deixado escapar a nova cepa do vírus.

O professor, que diz ter analisado a sequência do vírus com seu colega matemático Jean-Claude Perrez, afirma que pesquisadores indianos já haviam tentado publicar um estudo completo mostrando que o SARS-CoV-2 possui sequências do HIV, o vírus causador da aids.

Questionado se tal mutação não poderia ser natural, Montaigner foi categórico. “Não. Esse tipo de mutação precisa de ferramentas, não acontece na natureza”. Mas o cientista não acredita que os chineses tenham criado o vírus para ser uma arma biológica. “Acredito que estavam em busca de uma vacina contra o HIV e usaram um coronavírus como vetor”, explicou.

A fala de Montaigner despertou reações na comunidade científica. “É uma análise errada”, disse Simon Wain Hobson, virologista molecular do Instituto Pasteur, de Paris, em entrevista à RFI (Radio France Internationale).

“É muito simples. O genoma do novo coronavirus é particularmente rico em duas bases em seu genoma, e o HIV é rico em uma delas. Olhando a sequência genética, pode-se chegar à conclusão de que há similaridades”, explica Hobson. “As conclusões de Montaigner estão erradas”, completou.

“Trabalhamos com informações disponíveis e publicadas, então só posso comentar em cima destas informações previamente catalogadas. Tudo leva a pensar que [a covid-19] seja uma infecção natural. Ou seja, vem do mundo animal, e o ponto de partida seria um outro mamífero”, afirma o virologista.

R7

https://noticias.r7.com/saude/nobel-de-medicina-diz-que-novo-coronavirus-surgiu-em-laboratorio-17042020

Opinião dos leitores

  1. Depois que o cara ganha o Nobel desanda a falar besteira. Alguém lembra de Watson do DNA? Disse tanta besteira racista que foi isolado da comunidade científica.

  2. Que pena! O próprio ser humano criando armas biológicas para a sua própria destruição. Final dos tempos, tudo está escrito no livro de nossas vidas.

  3. Gripe aviária e suína também, esses primeiros a china não conseguiu o intento de abalar as estruturas do 1o mundo e paises que não tem alinhamento com os chineses.

  4. Será que algum órgão de imprensa, influenciador digital ou blog amestrado vai ter coragem de contestar essa afirmação? Acredito que sim.

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Educação

ANTECIPAÇÃO DE COLAÇÃO – SAÚDE: UnP diz que requerimentos de concluintes serão analisados individualmente, levando em conta “vários pontos”; veja quais em nota

Universidade Potiguar – UnP, em nota, destaca portaria, diz que “não procede a informação de que a instituição se negou a cumprir qualquer decisão prevista no Plano de Contingência do Governo Federal”, e informa exigências para antecipação de colação, após repercussão de nota de repúdio de turma de medicina, requerente.

Veja integra abaixo:

A Universidade Potiguar – UnP entende o momento vivenciado pela população mundial com o avanço da COVID-19 e a intenção dos órgãos competentes com esta decisão da antecipação da colação de grau dos alunos do último período dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia. Porém, desde a publicação da Medida Provisória 934, de 1º de abril, que estabeleceu normas excepcionais, decorrentes das medidas para o enfrentamento da situação de emergência de saúde pública e, logo a publicação da Portaria MEC 374/20, de 03 de abril, que foi revogada e substituída pela Portaria MEC 383/20, de 09 de abril, a UnP analisou a extensão da excepcionalidade, procedimentos e riscos para os estudantes, dado que as diretrizes não eram procedimentos ordinários.

O resultado desta análise gerou menos esclarecimentos e mais incertezas sobre o futuro dos estudantes, uma vez que todos deveriam ser selecionados e alocados em ações de enfrentamento da junto ao MS por tempo indeterminado, com registro profissional provisório gerado pelo MS e não por seus respectivos Conselhos Regionais. Diante deste panorama, os alunos foram devidamente orientados por suas coordenações de curso.

No entanto, a partir da nova Portaria nº 383/20, a instituição esclarece os seguintes pontos:

• Os alunos que estão em semestres concluintes e que tenham cumprido integralmente os processos institucionais podem, como previsto no Manual do Aluno, solicitar Colação de Grau por meio do Autoatendimento. O protocolo será analisado levando em conta, entre vários pontos, cumprimento da carga horária exigida de atividades complementares, pendências e/ou reprovações em disciplinas e participação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). Os requerimentos abertos serão respondidos após análise individual.

• Ainda é importante esclarecer que, de acordo com o disposto no Artigo 53, incisos II e V, da Lei nº 9.394/96, conhecida como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, compete às universidades fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes, bem como elaborar e reformar os seus estatutos. Por esta razão, a Medida Provisória 934/2020 estabeleceu de forma clara que as instituições de ensino superior “poderão” abreviar a duração dos cursos, pois se impusesse tal obrigação estaria ferindo a autonomia prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

• Por fim, a UnP reforça que não procede a informação de que a instituição se negou a cumprir qualquer decisão prevista no Plano de Contingência do Governo Federal.

A UnP entende a preocupação que o momento exige e está comprometida em auxiliar os esforços de contenção e combate à pandemia, tanto que nossos estudantes do último ano do curso de Medicina, junto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Secretaria Municipal de Saúde, estão participando de ações no combate à COVID-19 atuando via teleatendimento na triagem de casos suspeitos e orientação à população sobre a doença, de forma segura e adequada.

Como uma instituição de ensino séria e comprometida com a sociedade, a UnP seguirá estritamente o determinado pelos órgãos competentes. No entanto, considera que a formatação do plano de ação estratégica não observou o necessário envolvimento de todos os atores demandados, expondo parte deles – e a própria coletividade – a danos colaterais que virão a se somar a todos aqueles já causados pelo COVID-19.

Universidade Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Cortando meus comentários?
    Jornalismo imparcial ou está na folha da empresa mencionada?
    Eu achava que o Sr. fazia um jornalismo independente. Errei?

  2. O fato é que a Laureate está em avançado processo de insolvência no mundo todo e ainda é lucrativo aqui o Curso de Medicina, daí não quererem abrir mão de nenhum centavo das mensalidades.

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Saúde

MEC flexibiliza regras para formatura antecipada de estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia

Foto ilustrativa: Adriana Horvath

O Ministério da Educação publicou uma portaria nesta segunda-feira (13) flexibilizando as regras para que estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia antecipem suas formaturas.

portaria publicada na semana passada permitia que os estudantes do último semestre destes cursos pudessem antecipar a formatura apenas se fossem atuar no combate ao novo coronavírus. O novo texto retira essa condição e todos os alunos do período serão beneficiados.

A nova portaria mantém a autorização de antecipar a formatura desde que cumprida 75% da carga horária prevista para o internato médico ou estágio supervisionado.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Só no processo seletivo temporário da SESAP, foram quase 500 enfemeiros desempregados inscritos, ainda querem colocar mais gente no mercado? Daqui a pouco vai ter estagiário no lugar de pós-graduados.

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Saúde

COVID-19: Antecipar expedição de certificado de conclusão de curso de medicina é decisão exclusiva da Universidade, diz TRF-5

Em dois processos distintos, estudantes de medicina em fase final do curso solicitaram ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 o direito de obrigar a universidade a antecipar a expedição de certificado de conclusão do curso. O objetivo, segundo os estudantes, e, com o documento emitido pelas instituições de ensino, se inscrever na seleção do Programa Mais Médicos e, após aprovação, atuar no combate à pandemia do Novo Coronavírus (Sars-COV-2). Os pedidos foram negados em dois agravos de instrumento, um sob relatoria do desembargador federal Manoel Erhardt, da Quarta Turma de Julgamento, e o outro de relatoria do desembargador federal Paulo Cordeiro, da Segunda Turma. Os desembargadores mantiveram as decisões liminares já proferidas na Justiça Federal do Ceará (JFCE) e na do Rio Grande do Norte (JFRN).

Em resumo, os magistrados entenderam que a pandemia do Novo Coronavírus não pode servir como justificativa para antecipar judicialmente a concessão de certificados de conclusão, desrespeitando as leis e a autonomia universitária prevista na Constituição Federal. Nos dois casos, embora estejam no estágio final da graduação, os estudantes ainda não cumpriram a carga horária total exigida pelas universidades e faculdades. Além disso, cabe exclusivamente à Universidade a decisão de antecipar ou não expedição do certificado.

No agravo de instrumento 0802823-34.2020.4.05.0000, o desembargador federal Manoel Erhardt negou o pedido de tutela feito por estudantes de medicina da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), mantendo decisão liminar anterior da 4ª Vara Federal do Ceará. No recurso ao Segundo Grau e no mandado de segurança na JFCE, os alunos queriam obrigar a instituição de ensino a expedir o certificado de conclusão do curso de Medicina.

Ao enfrentar o tema, o desembargador Manoel Erhardt avaliou o teor da decisão do Primeiro Grau. “Compulsando os autos, entendo que não merece reparos, ao menos neste juízo prefacial, a decisão ora agravada. O juízo de piso sustentou sua decisão na ilegalidade da medida pretendida pelos impetrantes, por falta de amparo normativo, uma vez que eles próprios reconhecem não haverem completado a carga horário integral do curso de Medicina. A pandemia de coronavírus não pode servir de pretexto para descumprir a lei, e conceder a pretensos concludentes de medicina títulos a que não fazem jus, porque não integralizaram o número de horas que a Universidade exige para a conclusão do curso de Medicina”, afirmou o relator, citando trecho da decisão da 4ª Vara Federal do Ceará.

“Embora não se olvide da nobre intenção dos impetrantes, nem, muito menos, da gravidade da crise sanitária causada pela pandemia do Novo Coronavírus, não se verifica ato ilegal a ser reprimido, uma vez que se limitou o Reitor da Universidade de Fortaleza a cumprir a Lei”, analisou o magistrado. O desembargador ainda destaca que não há previsão legal para abreviação de cursos em tempos de crises por meio de processos judiciais. “Inexiste, contudo, ato normativo editado autorizando a abreviação de cursos universitários nestes tempos de crise, evidenciado pelo decreto de calamidade pública aprovado pelo Congresso Nacional, o que desautoriza a adoção imediata de semelhante medida. Ainda que se esteja diante de um exponencial aumento de demanda dos setores público e privado de saúde, não é dado ao Poder Judiciário substituir-se às autoridades competentes na adoção de medidas hábeis a debelar a crise”, declarou Erhardt na decisão liminar proferida no dia 20 de março.

Decisão exclusiva da Universidade

No agravo de instrumento 0802837-18.2020.4.05.0000, o desembargador federal Paulo Cordeiro negou provimento ao agravo de instrumento interposto por estudante de medicina no último período da graduação. Ele desejava a imediata expedição de certificado de conclusão de curso pela Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande de Norte – EMCM/RN. O objetivo também era a inscrição na Seleção do Programa Mais Médicos e participar do combate à pandemia causada pelo Novo Coronavírus.

A decisão do magistrado manteve o entendimento da 9ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, que já havia indeferido o pedido. “O que se verifica, na espécie, é que o impetrante ainda não concluiu todas as disciplinas de sua graduação, restando pendente 800 (oitocentas) horas relativas ao Internato em Pediatria (400 horas) e ao Internato em Ginecologia-Obstetrícia (400 horas) – cf. histórico escolar constante no documento de ID nº 6741188”, relatou Cordeiro.

Nos autos do recurso, o estudante alegou que a Universidade Federal da Bahia está autorizando administrativamente a colação de grau dos acadêmicos do 6º ano do curso de medicina, tendo em vista a situação caótica que o País está vivenciando com relação ao Coronavírus, e a necessidade de profissionais da saúde para ingressar no Programa do Governo Federal Mais Médicos.

Em sua decisão proferida no dia 20 de março, o desembargador Paulo Cordeiro explicou que cabe exclusivamente à Universidade a decisão de antecipar ou não expedição do certificado e não poderia o Poder Judiciário desrespeitar, neste caso, a autonomia universitária, prevista no artigo 207 da Constituição Federal. “Nesse contexto, tem-se que a decisão final acerca da abreviação da duração do curso (art. 47, §2º, da Lei nº 9.394/1996) deve ficar a cargo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, a qual já se comprometeu em convocar o Colegiado do Curso mediante reunião extraordinária cuja pauta contemplará as solicitações de colação de grau antecipadas, diante da suspensão das atividades acadêmicas ocasionadas pelo estado de emergência internacional decorrente do surto de coronavírus (ID nº 6741207 – página 2)”, escreveu o relator.

Agravos de Instrumentos
0802823-34.2020.4.05.0000
0802837-18.2020.4.05.0000

Opinião dos leitores

  1. Erra o estado em não disponibilizar pra saúde debilitada, profissionais que já cumpriram sua carga horária academica, e que poderiam ficar no pelotão de frente, preservando os profissionais com mais experiências e idade, pra combater casos de mais complexidades e com mais gravidades. Na Itália 14% dos infectados são esses soldados da saúde, com isso, estão desfalcando os quadros já limitados. Imagina com nossa realidade de números de médicos já insuficientes.

  2. Acho que essa galerinha aí quer pegar o canudo e ficar em casa. Se permanecerem como estudantes, são obrigados a ficarem nos hospitais e ajudar no combate ao covid 19. Verdade seja dita!

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Educação

UERN diz que analisa requerimento de concluintes de medicina que pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), ciente do seu papel social e formativo, não tem medido esforços para contribuir com o controle da disseminação do novo coronavírus (COVID-19).

Desde o início da pandemia, a instituição tem seguido todos os protocolos do Ministério da Saúde, tendo sido a primeira Universidade no Rio Grande do Norte a suspender as atividades presenciais, a fim de evitar aglomeração de pessoas, principal forma de combate à disseminação do vírus.

Atualmente a Instituição possui 28 possíveis concluintes no curso de Medicina, que necessitam ainda integralizar conteúdos para que possam receber seus diplomas. Nesta segunda-feira (23), os estudantes do último período protocolaram o pedido de antecipação de colação de grau para que possam atuar como médicos diante da grave crise na saúde pública em decorrência da pandemia.

Veja mais: Com mais de 9000 horas cursadas, concluintes de medicina da UERN pedem antecipação da colação para suporte a Saúde no combate ao coronavírus

A UERN está analisando o caso, respeitando todas as instâncias necessárias. A universidade entende que, diante deste cenário, a inserção de novos médicos no sistema de saúde pública é uma medida essencial e urgente, assim como, para garantir a validade da formação dos nossos estudantes, é importante que toda e qualquer decisão esteja embasada legalmente.

Opinião dos leitores

  1. Conto do vigario! Nao vai nenhum… querem mesmo é fazer residência. Todo ano é isso. Bando de oportunistas!!!

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Nacional

Em procedimento raro, médicos do DF operam bebê durante o parto

Foto: Divulgação

Recém-nascido tinha uma má-formação grave no pulmão que o impediria de respirar ao nascer. Equipe de 15 médicos fez cirurgia em 20 minutos. Foi um intenso planejamento para salvar uma vida que acabava de chegar ao mundo. No último dia 17 de fevereiro, uma equipe médica de Brasília, com 15 especialistas, realizou um procedimento raro para salvar um bebê na hora do parto.

O recém-nascido tinha uma má-formação grave no pulmão direito, que o impediria de respirar ao ser retirado do útero. Para garantir que ele sobrevivesse, foi feita uma cirurgia conhecida como EXIT (Terapia Intraparto Fora do Útero), quando parte do corpo do bebê ainda está no útero da mãe e ele segue ligado pelo cordão umbilical à genitora.

O procedimento foi realizado no Hospital Brasília e deveria ser concluído em até uma hora, para evitar risco de morte ao bebê. A equipe de especialistas conseguiu realizar a cirurgia no recém-nascido em 20 minutos, e o parto, uma cesárea, durou quase quatro horas. O recém-nascido ficou 10 dias internado, dois dias na reabilitação e já recebeu alta. O bebê e a mãe estão em casa e passam bem.

Lívia Gardênia, a mãe do bebê, lembra que, no início da gestação, queria um parto natural. “Descobrimos o cisto com 26 semanas de gestação, em uma ecografia de rotina. Não foi muito alarmante pois se tratava de um cisto bem pequeno e o pulmão ainda estaria em formação, ele poderia desaparecer. Continuamos fazendo as ecografias e acompanhando, mas não sumiu e só aumentou”, diz.

Ela conta que ficou assustada com o cisto que impediria a respiração do seu bebê. “Gostaríamos que estivesse tudo perfeito. O que aliviava é que descobrimos o problema com antecedência e algo poderia ser feito para salvar a vida do meu filho”, explica. Os médicos esperaram o máximo possível para fazer o procedimento.

A cirurgia passou a ser organizada pelo cirurgião pediatra Wallace Acioli a partir da 34ª semana. Em acompanhamentos semanais com a mãe, foi definido o dia exato para a operação. “Ela não poderia entrar em trabalho de parto, a criança tinha que estar a termo e, ao mesmo tempo, o cisto não poderia crescer até pressionar o pulmão e o coração.”

Enquanto isso, a equipe que faria o procedimento foi sendo definida com cirurgiões pediatras, cardiopediatras, anestesistas, intensivistas, obstetras e um radiologista. Na verdade, eram praticamente duas equipes: uma para cuidar da mãe e outra para o bebê.

Parto

Para fazer o procedimento, os médicos realizaram a primeira etapa de um parto cesariana, retirando parte do corpo do bebê do útero, mas não cortaram o cordão umbilical. Com o corpo ainda ligado à mãe, de maneira a garantir a circulação fetal e a oxigenação do sangue pela conexão com a placenta, o cisto foi retirado e, quando o o bebê tinha capacidade para respirar sozinho, o cordão umbilical foi cortado. Mãe e filho ficaram anestesiados durante a cirurgia.

“É um procedimento raro, e a principal dificuldade é conseguir congregar tantos profissionais especializados, além de manter o neném sem respirar”, conta Acioli. “Para manter a circulação fetal, o bebê não pode chorar. Ele recebe a anestesia em parte pela circulação da mãe, em parte por outro anestesista. Apenas o tronco fica fora do útero durante a cirurgia”, explica.

Ele diz que o EXIT é recomendado nas situações em que o paciente não consegue respirar sozinho ao nascer. Nesse caso específico, Acioli conta que a massa pulmonar a ser retirada era grande, o que tornou o procedimento mais complicado. “Durante a cirurgia, o desafio é controlar o estresse e garantir a precisão. Quando acaba e dá tudo certo, com a mãe e a criança bem, a sensação de alívio é muito boa”, completa.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Isso sim é notícia a ser divulgada. Precisar mostrar o lado positivo, produtivo, profissional e eficiente do brasileiro.
    Parabéns aos eficientes e competentes médicos e equipe que salvaram mais uma vida.

  2. Parabéns a toda essa equipe Médica e de Enfermagem por esse maravilhoso trabalho de salvar vidas.
    Deus os abençoe!

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Educação

MPF arquiva notícia de fraude de cota racial para ingresso em Medicina na UFRN

Foto: Oscar Cowley – Ascom PR/RN

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou representação criminal contra candidata que ingressou no curso de Medicina da UFRN alegando ser parda. Visualmente, a partir de imagens de redes sociais, a pele da candidata aparenta ser branca.

Segundo Kleber Martins, procurador da República responsável pelo caso, concluir que a candidata cometeu o crime de falsidade ideológica tendo por base apenas o documento em que se declara como parda e a visualização de sua pele é praticamente inviável. Há uma contradição entre a lei criminal (art. 299 do Código Penal) e a lei que prevê o critério étnico-racial (Lei nº 12.711/2012).

Enquanto aquela exige que o criminoso tenha certeza absoluta que está mentindo na declaração, esta permite que o candidato se autodeclare como pertencente à etnia merecedora da cota, deixando ampla margem para a subjetividade. “É nesse espaço de subjetividade que há lugar tanto para a mentira (configuradora do crime) quanto para o erro ou o mero descompromisso no preenchimento do documento (não configuradores do crime, mas capazes de levar à desclassificação do candidato)”, explicou.

Matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

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