Amazônia: EUA dizem não concordar com ajuda do G7 para incêndios e fala que forma mais construtiva é “coordenação com o governo brasileiro”

FOTO: GABRIELA BILÓ/ ESTADÃO CONTEÚDO/27.08.2019

O governo dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira que não concorda com a ajuda de US$ 20 milhões — aproximadamente R$ 83 milhões — oferecida pelo G7 ao Brasil para combater os incêndios que se alastram pela Amazônia nas últimas semanas.

“Não concordamos com a iniciativa do G7 que não incluiu consultas com (o presidente) Jair Bolsonaro. A forma mais construtiva de auxiliar os esforços em andamento do Brasil é em coordenação com o governo brasileiro”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Garrett Marquis, em mensagem postada no Twitter.

O Brasil já havia recusado o auxílio financeiro oferecido pelo G7 em anúncio feito pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

Em um primeiro momento, Bolsonaro disse que só aceitaria a ajuda se ela viesse acompanhada de um pedido de desculpas de Macron por tê-lo chamado de mentiroso. Depois, o Palácio do Planalto não incluiu o pedido nas condições estabelecidas pelo governo brasileiro para aceitar o dinheiro disponibilizado pelo G7.

Questionado por vários líderes mundiais sobre uma possível omissão do Brasil no combate aos incêndios na Casa Branca, Bolsonaro ganhou o apoio de Trump, que elogiou o trabalho do governo na crise.

“Cheguei a conhecer bem o presidente Bolsonaro nas nossas relações com o Brasil. Ele está trabalhando muito duro nos incêndios da Amazônia e, em todos os aspectos, está fazendo um grande trabalho para as pessoas do Brasil”, disse Trump no Twitter.

EFE

VÍDEO: Governo conseguiu isolar Macron e reverter situação a seu favor no G7

Na abertura do encontro do G7, presidente francês diz querer “ações concretas” sobre as queimadas na Amazônia, mas admite que pode não conseguir consenso. A chefe de governo alemã Angela Merkel aparece em vídeo, divulgado pela Bloomberg, afirmando que ligará para o o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, na próxima semana, “para que ele não tenha a impressão de que estamos trabalhando contra ele”. O primeiro-ministro inglês Johnson diz em seguida que acha isso “importante” e até o francês Emmanuel Macron, que tem feito discursos públicos agressivos contra o Brasil, expressa seu apoio à ligação. “Eu vou ligar”, confirmou Merkel.

Além de Merkel e Macron, também estavam à mesa o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o premiê italiano, Giuseppe Conte.

Macron – que ficou isolado no discurso agressivo contra o Brasil – afirmou depois, em entrevista, que acordaram sobre o envio de ajuda aos países afetados pelos incêndios na Região Amazônica “o mais rápido possível”. O G7 nem sequer levou em conta sua proposta de boicote a produtos brasileiros.

Embora 60% da Região Amazônica se situe no Brasil, a maior floresta do mundo também se estende por oito outros países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, e até mesmo o departamento ultramarino da França, Guiana Francesa.

Macron, que enfrenta problemas de aprovação dos franceses está em plena campanha eleitoral municipal, também ameaçou não ratificar o acordo de livre-comércio assinado entre a União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

Com acréscimo de informações de O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. fernando disse:

    Tem que ser muito idiota pra acreditar nessa conversa.

  2. Robério Mauricio da Silva disse:

    França pais perde pra quem? brincadeira, idiota além de oportunista na defesa de seu mito. kkkkkk

  3. Amazonas disse:

    Na briga do dois quem saiu ganhando foi a Amazonas

  4. Otávio Salles disse:

    Trabalhar com a verdade é uma arma muito forte. Tanto no Brasil como pelo mundo.
    Macron usou de subterfúgios inconsistentes para tentar se dar bem numa situação onde a França poderá perder ganhos com o contrato do Brasil com a União Europeia.
    Bolsonaro tem muito defeitos, não mede as palavras, excede nos comentários, mas ainda trabalha com a moeda da verdade e isso vem causando muito estrago em todos que criam situações sem sustentação real. A cada semana é uma guerra contra o governo baseado em coisas criadas. Dá trabalho, mas logo são desmascarados.
    Enquanto isso a delação e revelações bombásticas de Palocci vem sendo propositalmente esquecida pela mídia que trabalha para voltar a receber os graciosos recursos públicos e ataca o governo impiedosamente com versões. A mídia começa a cair no mesmo ralo dos institutos de pesquisas que perderam completamente a credibilidade e suas notícias só servem como meio para piadas

  5. Ivan disse:

    Macron foi fazer um giro, fez um giral…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkPateta

G7 diz que valor para combate a incêndios na Amazônia é de R$ 82 milhões

FOTO: NASA via EFE / 21.8.2019

O G7 anunciou nesta segunda-feira (26) que o valor mobilizado para o combate aos incêndios na Amazônia é de US$ 20 milhões (cerca de R$ 82 milhões).

O anúncio se trata de uma correção da quantia inicialmente divulgada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que havia dito que os membros doariam 20 milhões de euros — e não dólares — para a luta contra as queimadas. Se liberado em euros, o valor equivaleria a cerca de R$ 91 milhões.

Plano para países afetados

A medida compõe a primeira etapa de um plano em parceria com os países afetados para que essa região disponha dos meios necessários “agora que mais necessita”, disse Macron, em entrevista coletiva ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera.

Além disso, Macron afirmou que a França oferecerá meios militares para as tarefas de controle do incêndio.

“No próximo mês, construiremos uma iniciativa para a Amazônia que será apresentada oficialmente na Assembleia Geral da ONU com todos os países da região”, manifestou.

Já Piñera se declarou “muito contente” pelo acordo com as democracias mais industrializadas e com os países amazônicos para o combate aos incêndios e lembrou que agora é muito necessário o reforço de cooperação pela Amazônia.

A segunda etapa, diante da Assembleia Geral da ONU, contará com a colaboração do Chile para iniciar o processo de reflorestamento, “respeitando a soberania, mas cooperando para cuidar melhor” da biodiversidade”, comentou Piñera.

R7, com EFE

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cade as respostas disse:

    Vou repetir as perguntas pertinentes que Renan fez nesse site, ele postou:
    VAMOS AOS FATOS:
    Informações OFICIAIS começam a ser divulgadas, pois até o final do ano de 2016, eram proibidas, escondidas, ignoradas, manipuladas.
    Dados do INPE revelam que a Amazônia teve 125 mil quilômetros quadrados desmatados nos 8 anos do governo Lula.
    O recorde foi em 2004, quando o INPE registrou em apenas um ano desmatamento de 27,7 mil quilômetros quadrados, equivalente ao Estado de Alagoas, SEM QUE TENHAMOS OUVIDO PROTESTOS DE ONGs ou líderes europeus.
    O Instituto Imazon diz que nos últimos 12 meses foram desmatados 05 mil km2, ou seja, 66% a MENOS que a média anual do governo Lula.
    Qual a fonte? Consultem os sites, blogs, está na mídia.
    Estão entendendo que a mídia paga fez? Omitiu os fatos, não revelou os acontecimentos, afinal eram agraciadas com os repasses milionários dos recursos públicos e ficavam omissas, caladas e indiferentes ao que acontecia na Amazônia.
    Não vi ninguém contestar, pois a situação da Amazônia era de "venda territorial" do Brasil, tudo nas mãos das ONGs, muitas estrangeiras, que apenas exploravam o solo brasileiro sem repor -1 árvore. Se estivessem repondo a vegetação, não existiria tanto desmatamento.

    • Said disse:

      Parabéns pela postagem, é isso mesmo onde rola dinheiro fácil rola sacanagem,vamos mudar essa triste realidade.