Serasa oferece renegociação de dívidas para inadimplentes; ação mira cerca de 20 milhões de consumidores

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Serasa lança a partir desta quarta-feira(16) uma ação para facilitar o pagamento de dívidas, com desconto de até 50% nos valores devidos. Segundo a consultoria, a ação tem potencial para que até 20 milhões de consumidores deixem de ter o nome negativado.

A iniciativa possibilita a renegociação de dívidas especialmente com lojas, bancos e empresas de telefonia e internet. As renegociações acontecem exclusivamente com dois parceiros da Serasa: a Ativos S.A e a Recovery.

Para consultar as possibilidades de negociação, o consumidor deve acessar a plataforma da Serasa Limpa Nome. Lá é possível consultar se há dívidas pendentes a partir do número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). É possível também fazer a negociação por aplicativo de celular.

Inadimplência

Segundo balanço divulgado no início do mês pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 26,7% das famílias brasileiras tinham contas em atraso em agosto e 67,5% estavam endividadas.

Agência Brasil

Pandemia “não será a tábua de salvação das empresas que já estavam em vias de perder a concessão por estarem extremamente inadimplentes”, avisa ministro da Infraestrutura

Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus para a economia e, consequentemente, para empresas concessionárias do setor de infraestrutura, não servirão de “tábua de salvação” para aquelas que, antes da pandemia, já estavam inadimplentes.

A afirmação foi feita nesta terça-feira (5) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante debate virtual promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, a pandemia não servirá de desculpa para promover o “reequilíbrio da ineficiência”.

“Pandemia é uma situação de força maior, mas não será a tábua de salvação das empresas que já estavam em vias de perder a concessão por estarem extremamente inadimplentes, com problemas para executar os contratos. Vamos verificar, caso a caso, cada situação de reequilíbrio econômico e financeiro. Já temos o ferramental para fazer esse reequilíbrio e estávamos atentos às concessionárias que já estavam em situação de inadimplência, doentes antes mesmo da pandemia”, disse o ministro.

Pacto pela infraestrutura

Freitas destacou a necessidade de diferentes setores do poder público atuarem de forma conjunta, criando um ambiente favorável para a retomada de negócios e investimentos. Segundo ele, há no mundo liquidez para investimentos. No entanto, acrescentou, esses recursos – que serão disputados por diversos países – só terão como destino o Brasil, caso o país seja rápido no sentido de restabelecer um ambiente seguro para investimentos.

“Vamos concorrer com projetos do mundo inteiro. Todos países estão fazendo esforços para captar investimentos. A liquidez está lá e temos de atuar para captar esses investimentos”, argumentou.

Nesse sentido, Freitas destacou a relevância do Plano Pró-Brasil para integrar e aprimorar ações estratégicas para recuperação e retomada do crescimento socioeconômico em resposta aos impactos relacionados à pandemia do novo coronavírus. “Muito se falou desse plano, que ainda é mal compreendido. Ele nasceu do pacto pela infraestrutura, pensado lá atrás”, disse.

O ministro ressalta que o plano é um pacto pela infraestrutura. “Ele tem de engajar várias partes em uma grande coalizão, tendo como vertente o ambiente de negócio e a segurança jurídica, para trazer o investidor para cá. Esse plano tem de ser uma coisa de todos os poderes. Havendo esse engajamento, seremos bem-sucedidos”. Ele enfatizou que acredita que o plano vai unir todos os poderes.

“Mas se faltar velocidade vamos perder essa guerra global, e a liquidez vai para outro lugar, que não nossos projetos. Temos de ser rápidos para restabelecer o ambiente”, complementou o ministro ao defender que o cronograma de concessões e projetos sejam mantidos, o que, segundo ele, só será possível por meio de um diálogo eficiente e parceiro abrangendo governo e órgãos de controle.

Saneamento

Para o ministro, investimentos privados em concessões de infraestrutura são fundamentais para a retomada da atividade econômica, de forma a reverter o ambiente difícil criado pela pandemia que, acrescenta ele, deixou “evidente que muitas cidades precisam ser saneadas”. Freitas disse prever “uma explosão de investimentos nesse setor que tanto interesse desperta na iniciativa privada”.

Agência Brasil

 

Número de brasileiros inadimplentes cresce em novembro e volta a superar 63 milhões

O número de brasileiros com nome sujo em razão de atrasos no pagamento de contas teve alta de 6,03% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. É o que aponta o levantamento divulgado nesta segunda-feira (10) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Segundo o SPC, trata-se da maior alta para meses de novembro desde 2011, quando o avanço foi de 8,10%.

Com o avanço da inadimplência, o país encerrou novembro com aproximadamente 63,1 milhões de brasileiros com o CPF negativado, segundo estimativa da CNDL e SPC. Apesar da alta, o número de inadimplentes segue abaixo do recorde de 63,6 milhões registrados em junho.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inadimplência do consumidor continua elevada pois a recuperação econômica segue lenta e ainda não se refletiu em melhora nos níveis de renda e nem em queda considerável do desemprego. “Os dois pilares fundamentais, que são emprego e renda, ainda enfrentam percalços. Por isso que o fim da recessão não foi o suficiente para melhorar as finanças do brasileiro. O ambiente econômico vem esboçando uma retomada gradual e bastante lenta e frustrou as expectativas de que o ano de 2018 seria o da consolidação dessa recuperação”, afirma.

Inadimplência cresce mais entre idosos

Segundo o levantamento, o crescimento da inadimplência é mais expressivo conforme aumenta a idade do consumidor. Em novembro, aumentou em 11,8% o número de inadimplentes com idade entre 65 e 84. As altas também foram acima da média nas faixas etárias entre 50 e 64 anos (8,5%), acima de 85 anos (7,7%) e dos 40 aos 49 anos (7,1%).

Entre os brasileiros entre 30 e 39 anos, a alta foi menor, de 3,9%. Já entre a população mais jovem, a inadimplência apresentou queda de 22,3%, na faixa etária de 18 a 24 anos, e recuo de 4% levando em conta os consumidores de 25 a 29 anos.

Dívidas bancárias lideram ranking

As dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, foi a líder no ranking de crescimento, com alta de 10% em novembro. Em seguida ficaram os atrasos com serviços de internet, TV por assinatura e telefonia, cuja alta foi de 9%. Já as contas básicas para o funcionamento da residência, como água e luz, cresceram 7,1% no volume de atrasos.

O único setor a apresentar queda na quantidade de dívidas não pagas foi o comércio, que teve recuo de 6,6%.

De modo geral, as dívidas com instituições financeiras continuam ocupando a maior fatia do total de dívidas que estão em atraso no país: 51% das pendências são devidas a essas empresas. Na sequência, estão os serviços de comunicação (15%), crediário no comércio (17%) e contas de água e luz (9%).

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chico disse:

    Se a petralhada não tivessem roubados mais de 100 bilhões, com certeza não teria um inadimplemento desse. Pior que tem idiotários que defendem essa láia de escremento de gente

    • Breno disse:

      Esse Chico tem um cheiro de Ceará-Mundão da moléstia.
      Anda escondido com vergonha do seu candidato corrupto, mas nao tira o PT da boca.

Barra de Cunhaú: Caern inicia ação para regularização de inadimplentes

SONY DSCA Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) iniciou uma ação de combate à inadimplência em Barra de Cunhaú, que é vinculada à cidade de Canguaretama. O primeiro passo foi convocar por meio de carta convite, os usuários que estavam com faturas em atraso, para que fossem ao escritório da Caern em Canguaretama, negociar o parcelamento dos débitos, inclusive com benefícios como redução de multas e juros, de acordo com cada caso.

Nesta segunda etapa, uma equipe da companhia está percorrendo os imóveis de Barra de Cunhaú para realizar a suspensão dos serviços dos clientes que não buscaram a negociação dos valores em atraso. Segundo o coordenador comercial da Regional Litoral Sul da Caern, Joab Lima, as equipes tentam novamente, antes do corte, negociar a dívida. “Eles estão munidos de notebook para que o cliente que queira ficar em dia, possa negociar e não ter o corte do serviço”, explica.

Para se ter uma ideia, Barra de Cunhaú tem 841 ligações de água da Caern, e somente na rota de visitas aos inadimplentes que iniciou nesta terça-feira (29), as equipes estão percorrendo 136 imóveis, cujos valores da dívida somam o montante de R$111,6 mil. Em alguns casos, as equipes estão encontrando dificuldade de realizar o corte, sendo necessário a ajuda de força policial.

“Vários clientes já nos procuraram para negociar a dívida, esta ação está sendo feita apenas nos casos extremos em que não houve negociação”. Joab explica, ainda, que até 2013 esteve em vigor um decreto municipal que determinava a cobrança de tarifa social (valor reduzido) para os moradores de Barra de Cunhaú, inclusive com valores que foram congelados e nunca foram pagos, mesmo tendo havido cobrança regular da Companhia.

Este decreto foi revogado em virtude da instalação de hidrômetros na área, permitindo a cobrança real de acordo com o consumo do mês, mantendo apenas como tarifa social as famílias que se enquadravam no perfil da tarifa.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Emídio disse:

    Prezado Bruno,
    Temos casa na Barra, vamos lá todo mês.
    Gostaríamos mesmo de saber da CAERN das providências para o esgoto das ruas de cima que são colocadas na rua de baixo e termina que o esgoto vai para o rio. A CAERN é sabedora e não adota nenhuma providência.
    Com a palavra a CAERN.

  2. ELVIS disse:

    O problema é o seguinte: o povo quer água de graça como era antigamente, mesmo o valor sendo irrisório muitos não querem pagar…sou veranista daquela praia e escuto várias pessoas dizendo que não pagarão de jeito nenhum, que a obrigação é da Caern em fornecer a água, porque antes era de poço e distribuida gratuitamente. Parabéns para a Caern, cobrem quem deve e em contrapartida forneçam um serviço eficiente também no verão.

  3. sebastião disse:

    boa noite sei que vocês são informados mas na verdade não esta sendo feito desse jeito não sou contra as cobranças sô acho que o modo que estão sendo feitas e que estão erradas porque se eles presta um serviço tem que ser pago mas de forma que todos possam pagar eu mesmo vinha pagando uma conta desde que foi ligado minha água então o mês passado me cobraram 4 vezes mas o valor que vinha pagando quando cheguei la para conversa com um funcionário ele me falou que eu tinha que pagar pois eles estavam certos pois eu tenho o medidor pois se não iriam cortar a água ou melhor o abastecimento vou só da um exemplo como eles fazem as cobranças individuas ou melhor errada na minha casa que tem três pessoas morando e eu pago R$ 28.07 e e só uma casa de morra da mas uma pousada com 16 quartos piscinas de 15 mil litros mas jardins e pagam 53,00 R$.mas mesmo assim eu tava pagando nos últimos messes 28,07 R$ e o mês passado me cobraram 108,00 como explica fui la falar com o funcionário sabe o que ele me respondeu page que eu não posso fazer nada.e esse mês ele me cobra 28,07 R$ e brincadeira. caern.

  4. mario disse:

    boa noite acho que estas informações na verdade não estão totalmente correta desde que a Caern tomou conta da água de barra do cunha no mandato do prefeito Jurandir que alguns moradores recorreram a justiça pela cobrança indevida que eles estavam fazendo diante disso alguns moradores se negaram apagar coisa que não e correto porque nos sabemos que tem que pagar mas porque na verdade quando você chega no escritório para negociar tem um funcionário muito mal educado que se acha o dono do mundo.e pelo que eu vi na~tem nada de acordo o que eles querem e que pagem.pagar sim mas de acordo com o consumo.