Economia

Inflação: 'Só com o fechamento das urnas parece ter virado problema para o Banco Central'

A inflação está acima de 6% desde março, mas só com o fechamento das urnas parece ter virado problema para o Banco Central. É isso o que demonstra o aumento dos juros em 0,25 ponto, três dias depois das eleições, e o aumento do passo para 0,5 ponto na decisão de ontem do Copom. A presidente Dilma tomou posse com juros em 10,75%. Chegará ao segundo mandato com a taxa em 11,75%.

A última vez que o IPCA esteve no centro da meta de inflação foi em agosto de 2010. De lá para cá, o índice esteve acima do limite máximo de tolerância, 6,5%, por 14 meses. Permanece acima desse teto desde agosto, e em outubro, último dado disponível, marcava 6,59%. Durante toda a campanha eleitoral, o governo e o Banco Central colocaram panos quentes sobre a questão. A oposição e os economistas que alertavam para os seus riscos eram os pessimistas.

De uma hora para outra, o BC passou a ficar preocupado com a alta do dólar e as consequências do seu enorme programa de swap cambial, que já passa de US$ 100 bilhões em contratos em aberto. Para não vender reservas — um dado usado como bandeira durante as eleições — a autoridade monetária usou os swaps, que carregam em si um risco fiscal. O BC aposta na baixa da moeda americana, mas se ela subir, terá que liquidar a diferença em reais.

O que muita gente dizia, durante todo esse tempo, era que o forte déficit em conta-corrente, na casa de 4% do PIB, era incompatível com o real valorizado. Agora, a forte pressão sobre a nossa moeda força o BC a subir juros e atrair mais capital especulativo para o país.

A alta dos preços agrícolas ameaça se tornar um novo choque. Ontem mesmo, o BC divulgou o seu índice de commodities, que apontou alta de 3,14% nos preços agropecuários em novembro. Nos últimos três meses, a alta acumulada em itens como carne bovina, trigo, açúcar, milho, entre outros, chega a 13,27%. Soma-se a isso o aumento do preço da gasolina, a escalada da energia elétrica e de outros preços administrados, e percebe-se que o cenário para a inflação é desconfortável.

Uma economia que terá crescimento zero em 2014, inflação de 6,5% e juros de 11,75%, só pode estar em forte desequilíbrio. Essa era a realidade do debate econômico, que foi minimizada durante a campanha, com a conivência do Banco Central.

Miriam Leitão, O Globo

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Economia

Índice Geral de Preços(IGP-10) tem inflação de 0,31% em setembro

A inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) avançou 0,31% em setembro. No mês anterior, o indicador havia registrado deflação de 0,55%. Apesar do aumento em relação a agosto, a taxa é inferior à verificada no mesmo período do ano passado, quando ficou em 1,05%. As informações são da Agência Brasil.

O IGP-10, que é calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, acumula inflações de 2,01% no ano e 4,04% em 12 meses, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas).

A alta do índice na passagem de agosto para setembro foi provocada por avanço da taxa dos preços no atacado e no varejo. O subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que avalia o atacado, passou de uma deflação de 0,91% em agosto para uma inflação de 0,35% em setembro. O subíndice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, passou de 0,01% em agosto para 0,26% em setembro.

Por outro lado, o subíndice de Custo da Construção, que analisa as variações de preços de materiais de construção e mão de obra, caiu de uma inflação de 0,45% em agosto para uma taxa de 0,15% em setembro.

Folha Press

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Diversos

Inflação: batata e tomate voltam ao topo dos vilões entre os alimentos

A seca prolongada fez com que os preços de alimentos voltassem a acelerar com força em março. No topo das altas do IPCA estão a batata inglesa e o tomate. Os dois fazem parte de um trio, ao qual pertence ainda a cebola, e que fazem especialmente mal ao bolso dos consumidores. Como é difícil uma dona de casa voltar para casa sem um dos três, eles acabam balizando também o preço de outros alimentos. O resultado é uma percepção mais clara para o consumidor da alta nos preços. Em março, a batata inglesa subiu 35,05% depois de cair 9% em fevereiro. O tomate, que se tornou um dos alimentos folclóricos no ano passado pela forte alta de preços, subiu 32,85%. No mês anterior, tinha subido 10,70%. A cebola avançou 2,59%, desacelerando, após alta de 3,38%.

Os produtos in natura (hortaliças, legumes e frutas) são muito sensíveis ao clima e tendem a aumentar em época de chuva ou seca. Os alimentos em geral já sobem 7,14% nos últimos 12 meses. Em Porto Alegre, eles avançam 9,47%, em Curitiba, 8,14%, no Rio 8,84% e em São Paulo, 8,57%. Por outro lado, a menor variação ocorre em Belém, onde sobem 1,43%.

O Globo

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Economia

Copa e Olimpíadas vão pressionar inflação no Brasil, prevê BC

Os megaeventos esportivos – a Copa do Mundo e as Olimpíadas – encarecerão os produtos consumidos pelos brasileiros. O impacto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 2 pontos percentuais entre 2007 e 2023. O Banco Central fez a projeção para o período por levar em consideração o ano do anúncio de que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de Futebol de 2014 até sete anos após a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Segundo um estudo publicado no relatório trimestral de inflação, o comportamento dos preços no Brasil será pior do que o visto nos outros países que sediam grandes eventos esportivos porque acumulará duas grandes competições. Normalmente, os países que recebem um evento tem um impacto que chega a 1 ponto percentual na inflação.

“Megaeventos esportivos, como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo de Futebol, podem ter impactos significativos na economia do país anfitrião”, diz o texto do BC. “Enquanto o evento em si tem duração de algumas semanas, os preparativos têm início vários anos antes e envolvem investimentos que podem ter efeitos econômicos de longo prazo.”

O Globo

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Economia

Alta da gasolina pressiona a inflação

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu variação de 0,72%, na primeira prévia de dezembro, o que representa um aumento de 0,04 ponto percentual sobre o resultado apurado no fechamento de novembro (0,68%). Essa alta reflete, principalmente, o avanço no grupo transportes (de 0,11% para 0,28%), com destaque para o reajuste da gasolina (de -0,21% para 0,61%).

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram acréscimos. Além do grupo transportes, os preços na média subiram com mais intensidade do que na pesquisa passada nos seguintes grupos: alimentação (de 0,92% para 0,96%); educação, leitura e recreação (de 0,55% para 0,70%) e comunicação (de 0,91% para 0,93%).

Em movimento inverso, houve decréscimos nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,42%); despesas diversas (de 1,22% para 1,09%); habitação (de 0,82% para 0,80%) e vestuário (de 0,87% para 0,83%).

Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: tarifa de eletricidade residencial (de 2,80% para 2,58%); passagem aérea (de 18,88% para 19,20%); aluguel residencial (de 0,95% para 1,01%); tomate (de 11,17% para 14,97%) e refeições em bares e restaurantes (de 0,63% para 0,48%).

Agência Brasil

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Economia

Alimento, com o tomate liderando, e aluguel puxam inflação no fechamento de outubro

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,55%, no fechamento de outubro, com alta de 0,06 ponto percentual em relação à última apuração (0,49%) e 0,17 ponto percentual acima do índice registrado na primeira semana do mês (0,38%). No ano, a taxa acumula alta de 4,20% e, em 12 meses, 5,36%.

A pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que seis dos oito grupos apurados tiveram aumento maior do que o registrado na terceira prévia do mês. O índice mais alto foi constatado no item alimentação que subiu de 0,79% para 0,93% com destaque para as hortaliças e legumes com elevação de 0,91% ante uma queda de 4,34%.

Ocorreram acréscimos também em saúde e cuidados pessoais (de 0,43% para 0,57%), despesas diversas (de 0,14% para 0,25%), comunicação (de 0,38% para 0,47%), habitação (de 0,57% para 0,58%) e educação, leitura e recreação (de 0,49% para 0,50%).

Os cinco itens que mais influenciaram o aumento do IPC-S foram: tomate (de 15,82% para 24,76%), o aluguel residencial (de 0,77% para 0,80%), refeições em bares e restaurantes (de 0,62% para 0,44%), plano seguro-saúde (de 0,67% para 0,67%) e tangerina (de 22,19% para 34,80%).

O impacto desses aumentos, no entanto, foram minimizados pelo recuo de 0,01% em transporte ante uma alta de 0,02%. Nesse grupo, os serviços de oficina subiram de 1,04% para 0,51%, e a gasolina teve queda de 0,63% ante um recuo de 0,70%. Além disso, na classe vestuário houve um decréscimo com a taxa passando de 0,75% para 0,72% sob o efeito, principalmente, dos calçados (de 0,43% para 0,23%).

Agência Brasil

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Economia

Inflação de alimentos e bebidas tem forte aceleração em prévia de outubro; carne é vilã

 A alta de 0,70% dos preço dos alimentos e bebidas foi a principal surpresa na prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15, dizem analistas. Isso porque houve uma forte aceleração diante do resultado de setembro (0,04%). A carne foi a maior vilã, com alta de 2,36%.

O IPCA-15, divulgado nesta sexta-feira (18) pelo IBGE, apresentou alta de 0,48%, acima da expectativa de especialistas, que projetavam variação de 0,42%.

Adriana Molinari, analista de inflação da consultoria Tendências, afirma que a alta no alimentos ocorre com a pressão cambial de agosto e o maior preço de diversas commodities no mercado externo.

“Além disso, as quedas nos preços de produtos ‘in natura’ [como ovos, frutas e legumes] já mostram um menor fôlego, indicando o fim das pressões baixistas em alimentação no domicílio”, afirma

Molinari também cita que houve uma queda menor do preço do que o esperado de itens como tubérculos, raízes, legumes, cereais, leguminosas e oleaginosas. “A redução maior era esperada pela fator sazonal e também porque era aguardada uma devolução mais acentuada das contundentes altas que ocorreram no início do ano”, diz.

Segundo ela, o subgrupo alimentação fora do domicílio acelerou e contribuiu com o avanço do grupo.

No caso da carne bovina, a maior vilã do período, afirma que houve aumento das exportações do produto, com a questão cambial, o que fez com que houvesse redução da oferta no mercado interno.

GASOLINA

Os analistas da consultoria LCA avaliam que o IPCA continuará acelerando no restante de outubro. “Projetamos nova pressão do grupo alimentação e bebidas, trazendo novas altas de frutas, carnes, pescados, aves e ovos, panificados e tomate”.

Além disso, a consultoria espera o reajuste da gasolina, um pleito da Petrobras, no dia 20 deste mês. “O que justifica, em boa medida, o importante diferencial entre este IPCA-15 (+0,48%) e o IPCA fechado de outubro, que teve sua projeção elevada de 0,58% para 0,67%”.

A consultoria Tendências projeta o aumento da gasolina nos últimos dois meses do ano. Apesar disso, a analista da consultoria, afirma que outubro seria um período favorável para conceder o reajuste, uma vez que o índice acumulado em 12 meses está abaixo de 6%, em 5,75%. O teto da meta do governo é 6,5%.

“Do ponto de vista da inflação, é o melhor momento para sair o reajuste”, afirma, lembrando que a inflação, apesar disso, está longe do centro da meta, de 4,5%.

Molinari destaca ainda que os preços administrados (como energia e tarifas de ônibus) têm contribuído para uma inflação abaixo do teto da meta, com variação de 1% nos últimos 12 meses. O percentual é bem inferior ao daqueles com preço livre, que estão em 7% no mesmo período.

Ela destaca ainda que a alta está disseminada. O índice de difusão registrou piora, passando de 57,81% para 65,75%. “Isso indica que a disseminação da alta de preços não ficou concentrada apenas nos componentes de alimentação”, afirma.

Folha

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Diversos

Passagem aérea fica 17% mais cara e é vilã da inflação

Apesar da aceleração dos preços de importantes alimentos, vestuário e itens de habitação, o grande vilão da inflação em setembro foi o aumento das passagens aéreas, num momento de intensa procura e alta de custos, reflexo do preço mais elevado do combustível – que tem cotação em dólar.

Para o consumidor, os bilhetes ficaram 16,9% mais caros em setembro, após uma queda de 0,61% em agosto.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, o combustível é o item de maior peso no custo total das companhias aéreas, que embutiram o aumento no preço das passagens. “As companhias alegam que não repassaram tudo, mas algum repasse ocorreu”, afirmou.

Sozinho, o reajuste dos bilhetes aéreos correspondeu a 0,08 ponto percentual do IPCA de 0,35% -ou 24% do índice. Foi o produto que individualmente pesou mais na inflação de setembro -em seguida, veio o pão francês, com impacto de 0,04 ponto percentual, que também sobe na esteira da alta do dólar e do maior custo da importação de trigo.

A coordenadora do IBGE disse que, mesmo em período de baixa temporada, a demanda por passagens aéreas ficou aquecida por conta de dois eventos que movimentaram muitos turistas: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, e o festival de música Rock in Rio.
Nesse cenário de maior procura por bilhetes, ficou mais fácil para as companhias repassarem o custo maior com o combustível.

Com o aumento das passagens aéreas, o grupo transporte saiu de uma deflação de 0,06% em agosto para uma alta de 0,44% em setembro -a de maior peso no IPCA do mês.

Apesar do forte reajuste em setembro, as passagens acumulam uma queda de 14,37% de janeiro a setembro. Em 12 meses, porém, a variação ficou positiva em 13,94%. O índice pega os meses finais de 2012, habitualmente cresce a procura por passagens áreas no fim do ano e os preços sobem.

Ônibus

O grupo transportes subiu também por conta do fim do efeito benéfico da retirada dos reajustes de ônibus nas principais capitais, após a onda de protestos de junho. O impacto, que conteve a inflação, ficou concentrado em julho e agosto, quando as tarifas recuaram 3,32% e 0,20%, respectivamente.

Dentre as 11 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, apenas Fortaleza e Curitiba aumentaram as passagens de ônibus neste ano. Em Porto Alegre, onde começaram os primeiros focos de protesto contra o elevado custo do transporte público, os ônibus caíram 1,75%. Em Salvador, houve retração de 7,14% graças à redução da passagem aos domingos.
Em São Paulo, os preços ficaram estáveis, assim como nas demais áreas pesquisadas.

Gasolina

Beneficiada pela safra recorde de cana e a consequente elevada produção de etanol, a gasolina ficou 0,42% mais barata em setembro. O derivado de petróleo recebe adição de 25% do biocombustível. Já o etanol recuou 0,72%.

Tal cenário, dizem analistas, abre caminho para um aumento da gasolina, pleiteado há meses pela Petrobras e sempre postergado pelo governo para não pressionar ainda mais a inflação.
Com o IPCA em 12 meses abaixo do teto da meta e no menor nível do ano (5,86%) e o recuo do preço dos combustíveis, abre-se uma janela para um reajuste em outubro, previsto pela LCA e outras consultorias.

A queda do etanol ajuda ainda a Petrobras. Com preço menor, o álcool fica mais competitivo em vários Estados, o que tende a reduzir o consumo de gasolina e a necessidade de importação do produto pela estatal.

Folha

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Economia

Inflação em maio é a menor em quase um ano, mas fica no teto da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, subiu 0,37% em maio, a menor taxa para um mês desde junho de 2012, quando tiveram início os reajustes mais intensos dos alimentos. Em abril, a inflação tinha ficado em 0,55%.

No acumulado dos últimos 12 meses, os preços ficaram no teto da meta do governo (6,50% até maio). O objetivo do governo é que a inflação fique em 4,5%, mas tem uma tolerância de mais ou menos 2 pontos percentuais. Em abril, o indicador havia ficado em 6,49%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A inflação se manteve no teto da meta do governo em maio, deixando pouco espaço para o Banco Central permitir uma alta adicional do dólar. (mais…)

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Economia

Inflação dos namorados medida pela FGV cresceu mais que IPC em 12 meses

O Dia dos Namorados deste ano não será igual ao do ano passado, e a razão é simples: a “inflação dos namorados” está em alta. Segundo explicou hoje (6) à Agência Brasil o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), os preços dos presentes e serviços consumidos para comemorar a data evoluíram 6,84% nos últimos 12 meses.

A “inflação dos namorados” superou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV entre junho de 2012 e maio de 2013, que alcançou 5,96%. “Isso mostra que boa parte daquilo que é usado como presente ou serviço, que é consumido na ocasião, está avançando muito [nos preços]”, segundo Braz. Ele observou que, desde o ano passado, quando a FGV iniciou esse tipo de sondagem, o item serviços chama a atenção.

No ano passado, hotelaria e motel foi o item que teve destaque. Já este ano, a variação ficou abaixo da inflação (3,71%). “Mas quando você olha show musical, restaurante, excursão, com certeza eles estão acumulando aumento real e estão pesando no bolso de quem preferir comemorar a data com algum desses serviços”, disse Braz. Os aumentos apurados pela FGV atingiram 15,06%, para show musical; 11,52%, para excursão; e 8,61% para restaurantes.

O economista destacou que, entre os presentes, a parte de vestuário se apresenta como uma boa opção, porque as variações de preços são baixas em comparação a 2012. “Mas quem optar em dar uma bijuteria, por exemplo, pode se surpreender, porque os preços subiram mais de 11%”. A inflação apurada em bijuterias em geral foi 11,99%.

André Braz observou, entretanto, que apesar dos aumentos, os namorados podem aproveitar o próximo dia 12, desde que tenham criatividade. “Dá para comemorar a data sem gastar muito dinheiro. Mas o casal vai ter que usar um pouco a criatividade. Mas, pelo menos o jantar, com certeza, vai ser mais caro que o pago em 2012”.

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Economia

Queda em popularidade por causa de inflação fez Dilma apoiar o Banco Central

Pesquisas reservadas entregues ao Palácio do Planalto mostraram que a maior ameaça aos planos de reeleição da presidente Dilma Rousseff vem do risco de descontrole da inflação, informação que reforçou a decisão da petista de priorizar o combate à alta de preços neste ano.

Segundo a Folha apurou, sondagens feitas em abril registraram uma queda de até dez pontos na popularidade de Dilma num momento em que o avanço dos preços caiu na boca da população, com a inflação elevada sendo simbolizada pelo tomate mais caro nos supermercados.

A presidente, que já se mostrava preocupada com o tema depois das críticas da oposição ao risco de descontrole inflacionário no país, decidiu mudar o tom de seus discursos contra o perigo da alta de preços.

Em março, ela havia afirmado que não concordava com medidas econômicas anti-inflacionárias que “matavam o doente”.

Segundo assessores, a mudança de tom já surtiu efeito. Uma nova rodada de pesquisas, levada ao Planalto nas últimas semanas, teria mostrado uma recuperação da popularidade da petista nesse tema, em alguns casos de até oito pontos percentuais.

A equipe de Dilma diz que não foi só o discurso que fez diferença, mas também o início do recuo da inflação e da alta de juros feita pelo Banco Central em abril -de 0,25 ponto- e na semana passada -de 0,50 ponto, fazendo a taxa atingir 8% ao ano.

APOIO INTEGRAL

A decisão do BC de elevar a dose de aumento de juros, por sinal, contou com o “apoio integral” da presidente Dilma, dentro da avaliação de que é preciso garantir a queda da inflação neste e, principalmente, no próximo ano, da eleição presidencial.

Assessores mais próximos de Dilma, porém, avaliavam que o PIB fraco do primeiro trimestre (0,6%) recomendava a manutenção da alta de juros feita em abril, de 0,25 ponto percentual.

Um deles disse à Folha que o BC foi “muito severo” e que não há o “menor risco” de a inflação sair do controle. Outro, questionado sobre o que achava da decisão do banco, afirmou que o “Financial Times” –jornal britânico que tem criticado a política econômica do governo Dilma– deve ter gostado muito.

Um terceiro disse avaliar que o BC nem precisava subir os juros, mas que esse não é pensamento da chefe e que ela decidiu fechar com o presidente da instituição, Alexandre Tombini, a quem hipotecou “apoio integral”.

Da Folha

Opinião dos leitores

  1. O POVO ESTÁ PERCEBENDO QUE O GOVERNO DILMA/LULA SÃO INCOMPETENTES PARA CONTROLAR A INFLAÇÃO E QUE ESTÃO ENGANANDO O POVO BRASILEIRO COM MANIPULAÇÃO DOS ÍNDICES DE INFLAÇÃO.
    NOSSAS INDÚSTRIAS ESTÃO PERDENDO COMPETITIVIDADE, O SALDO DA BALANÇA DE PAGAMENTO É UM DOS MENORES DOS ÚLTIMOS ANOS.
    A DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO ESTÁ AUMENTANDO ASSIM COMO O CONSUMO DE PRODUTOS PRODUZIDOS NA CHINA AFETANDO OS EMPREGOS AQUI NO BRASIL. Há PERDAS DE DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA E NO PODER DE COMPETIÇÃO DA NOSSAS INDÚSTRIAS E CONSEQUENTEMENTE PERDAS DE RECEITA NA EXPORTAÇÃO.
    PRECISAMOS DIVULGAR A TODOS OS BRASILEIROS ESTÁS INFORMAÇÕES POIS NUM PAIS DEMOCRÁTICO NÃO PODE IMPERAR SOMENTE O PONTO DE VISTA E A POLÍTICA GOVERNAMENTAL.
    ACORDA BRASIL!!!!!!

  2. Será que nossas forças armadas nao tem nenhum General competente o bastante pra assumir esse governo , fazer uma reforma nas nossas, leis deixando mais severas pra bandidos e botar esses PTralhas em seus devidos lugares.

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Economia

Nova alta da Selic dificulta recuperação de uma indústria já estagnada, diz CNI

A alta de 0,5 ponto percentual na taxa Selic é ineficiente para combater a inflação e prejudica a recuperação da economia e dos investimentos, criticou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em comunicado, a entidade alegou que a elevação da taxa básica de juros impõe mais dificuldades para a indústria, que já está estagnada, retomar o crescimento.

“Como acaba de mostrar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, a indústria permanece estagnada. Segundo a CNI, neste cenário, o aumento nos juros é ainda mais prejudicial ao setor, justamente o de maior capacidade de recuperação e de contribuição à retomada da economia. Sem uma participação expressiva da indústria, o país cresce pouco”, ressaltou.

Segundo a CNI, a inflação alta no Brasil decorre de problemas estruturais da economia brasileira, como o elevado custo dos serviços, setor que não sofre concorrência das importações e repassa rapidamente os aumentos de custos para os consumidores. A entidade cobrou medidas complementares, além da política monetária, para lidar com o problema.

“Para a CNI, a elevação isolada dos juros não é a melhor forma de enfrentar essa equação, porque prejudica a expansão dos investimentos e dificulta o aumento da oferta”, concluiu o comunicado.

Da Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Economia

Inflação semanal cai em cinco capitais

Cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) tiveram redução do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na segunda apuração do mês. O índice nacional ficou em 0,38%, com queda de 0,07 ponto percentual em relação ao da semana anterior.

A maior queda foi registrada em Salvador, onde a taxa passou de 0,44%, na semana encerrada em 7 de maio, para 0,05% na última medição, de 15 de maio. Os itens transporte e habitação se destacaram na capital baiana como pressões para a redução da inflação.

Em Belo Horizonte, houve queda de 0,70% para 0,54%, com a desaceleração das variações de preço no vestuário e em saúde e cuidados pessoais. Também houve decréscimo no Rio de Janeiro, de 0,51% para 0,39%, no Recife, de 0,55% para 0,47%, e em Porto Alegre, de 0,35% para 0,24%.

Brasília foi na contramão e apresentou alta da inflação, de 0,44% para 0,64%, assim como São Paulo, onde a taxa subiu de 0,36% para 0,42%. Nas duas capitais, os componentes vestuário, habitação, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação e transportes apresentaram aumento das variações de preço.

Da Agência Brasil

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Economia

Inflação brasileira em 2013 deve ficar entre 5% e 6%, diz ministro

O Brasil deve ter uma “inflação de base” entre 5% e 6%”, acima da meta prevista pelo Banco Central (BC) de 4,5%, de acordo com informações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira. No entanto, ele falou que não há risco inflacionário no futuro próximo.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses terminados em março ultrapassou o teto da meta de 6,50% e ficou em 6,59%. Conforme o ministro, o processo de redução da inflação é leno, mas deve ocorrer, mas será preciso que a competitividade da economia se recupere como um todo.

 

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Economia

Sinal amarelo: A volta da inflação ameaça economia brasileira

O pisca-pisca do sinal amarelo anunciando o ameaçador retorno do descontrole inflacionário à economia brasileira é por demais preocupante.

Boa parte da população brasileira não sabe o que é isso. Refiro-me à parcela da população nascida neste milênio e que, até pouco tempo, desfrutava da situação de estabilidade econômica resultante da bem sucedida execução do chamado Plano Real, adotado em 1994.

Antes dele, sobreviver numa economia incapaz de se organizar e, menos ainda, de se planejar, era um desafio bem maior do que este que começamos a enfrentar e que, para o bem de todos, torço para que o governo consiga debelar.

A minha geração sobreviveu ao “império da inflação descontrolada”, Deus sabe como. A classe pobre viveu momentos de aperto sem precedentes. Houve um momento em que o dinheirinho suado que conseguíamos ter no bolso se desvalorizava à razão de 80% ao mês. Ufa.

Por mais de uma vez, vi com os meus próprios olhos, senti no próprio bolso, investidas governamentais tentando, sem êxito, domar o monstro. Não foi só uma nem duas vezes que vi a população brasileira ir dormir com uma moeda de mil e acordava com essa mesma moeda valendo 1. Por que isso acontecia?

Na linguagem dos economistas, não sei como explicar. Mas, na prática, o que acontecia era o seguinte: Na tentativa de conter a explosão dos preços, por decreto, com uma simples canetada, o governo cortava três zeros da moeda vigente, congelava salários e só alguns dias depois a gente percebia que tudo tinha sido em vão. A inflação ressurgia vitoriosa e, cada vez mais ameaçadora.

Até hoje – como não entendo as teorias que embasam a economia – na verdade não sei como, nem de que forma, foi construído o milagre do tal Plano Real. Só sei que, na realidade, dele resultou o milagre de fortalecer a nossa moeda e de controlar o processo inflacionário. Foi prazeiroso sentir o gosto de estar num pais, mais do que estar, de ser de um país – o Brasil – com moeda forte, valorizada e respeitada.

Ver, agora, menos de 20 anos depois, que a ameaça da inflação ressurge sem dó nem piedade é, portanto, por demais preocupante. Por várias razões. Mas, principalmente, porque, para enfrenta-la, torna-se indispensável, um absoluto controle dos gastos públicos em todas as áreas, num momento em que, grande parte da riqueza nacional está sendo direcionada para a construção de obras voltadas para a Copa do Mundo de 2014.

Então, já viu. O custo maior vai ser pra todos nós.

Novo Jornal 

Opinião dos leitores

  1. Ai como está fazendo falta a dinheirama desviada pela quadrilha do governo. Não sabemos ainda porque é culpa da governadora Rosalba pelo aumento do preço do tomate lá no Rio Grande do Sul governado pelo PT. O tomate lá deveria está a preço de banana, mas infelizmente, o governador de lá, defensor de terrorista, não tem do que falar, afinal, os petralhas estão pode de ricos e com medo de perderem a boquinha nas tetas do Poder, vem com essa discurseira de sempre, como dizem: "A culpa é da ZELITES". Torcemos para que os pobres tenham vez e voz e deixem de ser manipulados pelo Bolsa Família e não só tenham acesso a água e pão que não sustentam ninguém, mas que tenham acesso a melhores aliemtnos, saúde, educação e moradia gignas, além de terem a seu favor um governo menos ladrão, que devolva o povo os bilhões que lhe foram roubados, onde contatata-se hoje que tal cambada de ladrão e toda sorte de safados que aboletou-se no Poder, nunca se viu antes como dizem eles, na História "DESTEPAIZ".

  2. A oposição não consegue se erguer porque só aposta em proposta vazia, como a da última semana onde colocou o tomate nas alturas, e hoje já se encontra abaixo da metade do preço da semana passada. O PIG são aqueles que estamparam o tomate no peito, junto com alguns comentários aqui de plantão, que torcem para que os pobres não tenham acesso fácil à água e pão. Falar de quem trabalha é fácil, de quem não faz nada o povo não quer nem saber. FORA ROSALBAAAA….

  3. E AINDA A SRA. DILMA OSTENTA ALTÍSSIMOS ÍNDICES DE APROVAÇÃO. VÁ ENTENDER… NA REALIDADE O BRASILEIRO MERECE MESMO, ENQUANTO O PT ASSALTA O PAÍS OS BRASILEIROS ACHAM ÓTIMO E CONTINUAM COLOCANDO-OS NO PODER.

  4. PIG = Partido da Imprensa Golpista. 80% da Imprensa no Brasil está comprada pelo PT, ou seja, essa Imprensa agora pertence ao PIC = Partido da Imprensa Comprada. É louvável que se dê nome aos órgão de Imprensa pertencentes ao PIG, pois precisamos combater esse tipo de Imprensa que na surdina dos porões repletos de imundície e imoralidade, tramam contra o povo e a Pátria brasileira. O governo que comprou todo mundo e está com todo mundo ao seu favor não tem mais em que colocar a culpa pela sua falta de competência e está sempre colocando a culpa no PIG. Fora Golpistas!

  5. esse asistencialismo do PT e toda essa corrupção que vemos no Brasil uma dia vai estourar e quem vai pagar somos nós contribuinte…….. o PT e o PMDB vão destruir nosso país.

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Finanças

Inflação oficial acelera e é a maior em 1 ano, diz IBGE

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, acelerou de 0,21% em março  para 0,64% em abril, segundo informou, nesta quarta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o maior índice mensal desde abril de 2011, quando o indicador havia ficado em 0,77%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,87% e, em 12 meses, de 5,10%.

Em abril, entre os grupos de gastos pesquisados pelo IBGE, os cigarros tiveram o maior destaque. Os preços subiram 15,04% – no início do mês, houve reajuste médio de 25%. “Com 0,12 ponto percentual, constituíram-se no principal impacto no mês.” O item cigarros e os salários dos empregados domésticos, que tiveram alta de 1,38% de março para 1,86% em abril, exerceram a maior influência na variação de preços do grupo de despesas pessoais, que foi a maior do mês entre os pesquisados, de 2,23%.

Para o cálculo do IPCA, os gastos dos brasileiros são dividos em grupos de despesas pessoais, alimentação e bebidas, habitação, atigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, educação e comunicação.

Os preços relativos a habitação também subiram, de 0,48% em março para 0,80% em abril. Dentro desse grupo, ficaram mais caros artigos de limpeza (alta de 0,59% para 1,38%) e  aluguéis (alta de 0,45% para 0,82%).

Já comunicação, outro grupo de gastos, passou de uma queda de 0,36% para uma alta de 0,46% devido ao reajuste das ligações da telefonia fixa para móvel. Também tiveram aumento de preços as contas de telefone celular (de 0,00% para 1,00%), por conta do reajuste médio de 6% nas tarifas de uma das operadoras a partir de 15 de abril.

Houve desaceleração na variação de preços de gastos com transportes (de 0,16% para 0,10%), com os maiores destaques partindo de automóvel novo (de  -0,06% para  0,55%) e da gasolina (de 0,11% para  – 0,27%).

A que de preços do grupo artigos de residência foi intensifica, de -0,40% para – 0,79%. A maior pressão para baixo partiu do item mobiliário, cuja variação de preços passou de uma alta de 0,31% para  uma queda de 0,49%, com influência da redução do IPI.

Na contramão da maioria, os alimentos ficaram mais caros, passando de 0,25% para 0,51%, o dobro da variação do mês anterior. O destaque ficou com o preço do feijão carioca, cujos preços subiram 12,66% devido ao período de menor oferta.

Fonte: Globo.com

 

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