Imprimir dinheiro para enfrentar crise provocada pelo coronavírus é perigoso, diz presidente do Banco Central

Foto: Raphael Ribeiro

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, nesta quinta-feira (9/4), que a ideia de imprimir dinheiro como solução para o enfrentamento dos efeitos da pandemia da COVID-19 na economia, além de ser perigosa, não lhe agrada.

“Acho que o argumento de que eu vou imprimir dinheiro porque a inflação está relativamente baixa é um argumento perigoso. Temos um sistema de meta de inflação que tem assimetrias, se você imaginar que quando está embaixo vai imprimir dinheiro para atingir a meta, isso faz com que o equilíbrio de juros neutros seja um pouco mais alto”, disse em entrevista para o portal UOL.

A sugestão de impressão de real surgiu do ex-ministro da Fazenda e atual secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, durante entrevista para a BBC. Ele admitiu que a medida seria uma opção possível, embora não seja sua escolha para sair da crise. “É uma ideia, estamos sempre dispostos às ideias, mas hoje nós não entendemos que seja a melhor saída”.

Campos Neto adiantou que o Ministério da Economia estuda novos projeto com o objetivo de atender microempresários durante a pandemia de coronavírus. Uma das ideias, que deverá ser anunciada em breve, seria a distribuição de recursos por máquinas de cartão. “Existem outros projetos. Isso ainda está sendo tocado pelo Ministério da Economia”, disse.

Já para as empresas maiores, ele destacou que dois modelos são estudados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). “Mas vale lembrar que, para essas empresas maiores, com muita dívida, não adianta só ficar colocando dívida, em algum momento é necessário colocar equity”, disse o presidente da autoridade monetária. Em outras palavras, “colocar equity” seria a compra de participação de empresas em dificuldades.

Segundo o presidente do BC, antes mesmo da crise chegar, foi identificado que haveria uma ruptura no setor de serviços. “Por isso fizemos a primeira liberação de compulsório. Na época, fui criticado porque disseram que tinha que olhar juros e não compulsório. Eu informei ao Congresso que havia uma ruptura no setor de serviços, que é particularmente difícil de se recuperar.”, comentou.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro Melo disse:

    Vou mandar a mala preta , também quero papai!

Prévia da inflação registra menor índice para fevereiro desde o Plano Real

FOTO: EBC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,22% em fevereiro deste ano. Essa é a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. O IPCA-15 de fevereiro também ficou abaixo do registrado em janeiro (0,71%). Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido de 0,34%.

Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxas de 0,93% no ano e de 4,21% em 12 meses.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três apresentaram deflação (queda de preços) na prévia de fevereiro, entre eles alimentação e bebidas, cujos preços recuaram 0,10%. A queda de preços de 5,04% das carnes foi o principal responsável por esse comportamento dos alimentos.

Também tiveram deflação os itens de vestuário (-0,83%) e de saúde e cuidados pessoais (-0,29%).

Já os gastos com educação foram os que mais impulsionaram a inflação na prévia de fevereiro, ao subirem 3,61%, devido principalmente ao reajuste sazonal dos cursos regulares (4,36%), que costuma ocorrer nessa época.

Outros grupos com inflação foram habitação (0,07%), artigos de residência (0,17%), transportes (0,20%), despesas pessoais (0,31%) e comunicação (0,02%).

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jailson disse:

    A economia está no buraco! As pessoas estão consumindo só o necessário p sobreviver.

    • Neco disse:

      É pelo que o vc torce.

    • Ceará-Mundão disse:

      No RN? Porque no Brasil a coisa vem melhorando continuamente. E só não estamos muito melhor por causa da torcida contrária dessa oposição nojenta e irresponsável desses esquerdopatas adoradores de bandidos. Não fossem esses anti-patriota, estaríamos no "céu".

    • Pedro disse:

      O Estadi está sendo governado pelo PT. Aonde a esquerda chega, traz consigo o atraso e ainda tem os lunáticos que torcem contra. Nas demais regiões do país a economia está se estabilizando positivamente. Aqui, no RN, não se pode esperar melhoras com o desgoverno Fátima Bezerra. Deu pra entender, ou é preciso desenhar?

Inflação pelo Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) cai de 1,07% para 0,01% em fevereiro

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) registrou variação de 0,01% em fevereiro deste ano. A taxa é menor que as observadas em janeiro (1,07%) e em fevereiro de 2018 (0,40%).

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado, o IGP-10 acumula 1,08% no ano e 7,39% em 12 meses.

A queda de janeiro para fevereiro foi provocada pela deflação (queda de preços) no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o segmento, teve deflação de 0,19% em fevereiro. Em janeiro, houve inflação de 1,38%.

O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, também caiu, mas continuou registrando inflação, ao passar de 0,51% em janeiro para 0,43% em fevereiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,24% em janeiro para 0,43% em fevereiro.

Agência Brasil

Com queda da carne, inflação vai a 0,21%, a menor para janeiro desde 1994

(Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Depois de avançar a 1,15% em dezembro por conta dos preços da carne, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para 0,21% em janeiro, divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o menor resultado registrado no mês desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registrou 4,19%.

O valor de janeiro ficou abaixo do esperado pelo mercado. A expectativa do Top 5 do Boletim Focus, por exemplo, formado pelo grupo dos economistas que mais acertam, era de um avanço de 0,32%, igual ao verificado em janeiro do ano passado.

“Foi um resultado surpreendente. Prevíamos uma taxa de 0,4%, o dobro do que veio. Erramos na magnitude dos movimentos. O IBGE registrou para carne bovina, por exemplo, recuo de 4% e a gente esperava queda um pouco mais tímida, em torno de metade disso”, diz André Braz, especialista em inflação do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

O recuo no preço das carnes foi o grande responsável pela desaceleração geral dos preços, segundo o gerente de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov. Esse movimento pode ser visto na variação do grupo Alimentação e Bebidas, que foi de 3,38% em dezembro para 0,39% em janeiro.

Após a alta de 18,06% no mês anterior, as carnes apresentaram queda de 4,03% no IPCA de janeiro, contribuindo com o maior impacto negativo no índice do mês (-0,11 p.p.), segundo ele.

“Tivemos uma alta muito grande no preço das carnes, nos últimos meses do ano passado, devido às exportações para a China e alta do dólar que restringiram a oferta no mercado interno. Agora, percebemos um recuo natural dos preços, na medida em que a produção vai se restabelecendo para atender ao mercado interno”, disse Kislanov em nota.

Para Braz, do Ibre, a variação dos preços no início do ano antecipa parte da devolução pelas altas registradas no final de 2019. “Lembrando que, apesar de ser um bom número, ainda não neutraliza a sensação do consumidor. Isso porque os aumentos acumulados ainda superam muito essa pequena devolução registrada em janeiro”, diz.

Esse efeito de devolução deve continuar. “Não se limita a esse mês. Em fevereiro, queda deve ser mais acentuada, porque a carne pode continuar caindo”, completa Braz.

IPCA – Brasil – Variação 12 meses

O grupo Habitação teve a maior alta entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados (0,55%), assim como o maior impacto na inflação mensal (0,08 ponto percentual p.p.). Segundo o IBGE, isso aconteceu por causa dos preços de condomínio (1,39%) e aluguel residencial (0,61%).

Outros cinco grupos também apresentaram alta, com destaque para os Transportes, que com uma revisão do IBGE se tornaram o grupo com maior peso na cesta de e Transportes (veja mais na tabela abaixo).

O resultado dos Transportes (0,32%) foi puxado pela gasolina (0,89%) e o etanol (2,59%). O peso dos impostos nos preço dos combustíveis foi o estopim de uma divergência pública, nesta semana, entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores.

Os preços dos ônibus urbanos variaram 0,78%, devido aos reajustes nas tarifas em várias regiões. Já o maior impacto negativo (-0,05 p.p.) veio das passagens aéreas (-6,75%), que haviam apresentado alta de 15,62% no índice de dezembro.

No lado das quedas, a contribuição negativa mais intensa (-0,04 p.p.) veio de Saúde e cuidados pessoais (-0,32%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,48% em Vestuário e a alta de 0,35% em Despesas pessoais, destaca o IBGE.

Nova estrutura

Nos cálculos da inflação de janeiro, o IBGE usou pela primeira vez a estrutura atualizada pela edição 2017/2018 da nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que acompanha as mudanças nos hábitos de consumo da população. Com a atualização, 56 novos produtos e serviços passam a fazer parte do cálculo, incluindo aplicativos de transporte e serviços de streaming, como Uber e Spotify.

Entraram também na conta despesas relacionadas à vida saudável e estética, tratamento e higiene de animais domésticos e até o consumo de macarrão instantâneo. Outros itens, porém, perderam espaço ou foram excluídos, como aparelhos de DVD, assinatura de jornais e máquinas fotográficas.

Kislanov observa que nenhum dos novos itens da cesta impactaram o indicador em janeiro, mas cita algumas variações: o transporte por aplicativo, cujos preços foram coletados pelo robô criado pelo IBGE, recuou 0,54%, com a maior queda em São Paulo (-2,89%) e maior alta em Goiânia (1,99%).

Já os serviços de streaming não variaram. Higiene de animais domésticos registrou alta de 0,19%, cabeleireiro e barbeiro de 0,20% e sobrancelha, 0,26%.

Para 2020, a projeção dos especialistas de instituições financeiras ouvidos pelo último Boletim Focus é que a inflação fique em 3,40%. A meta é de 4%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Exame

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Josiel disse:

    Com aumento de 6 (seis) reais no salário Mínimo, dá mesmo pra comemorar que a carne suba ou desça.
    A alienação faz o cego ver miragens no deserto onde só existe areia e vento.

  2. Alisson disse:

    Chupa petralhas… Falem o que quiser… Vcs não sabem o que falam mesmo…kkkkkkkk

  3. marcus disse:

    Sou fã do MITO!

  4. Ivan disse:

    Chupa essa manga seu adorador de bandido desviador de verba pública!!!!

  5. Bento disse:

    Eíiiiiiiiiiitttttaaaaa Presidento porreta.

    • José disse:

      Não entendi, na hora que a carne aumentou, a culpa não era do presidente, era a lei do mercado, agora que se estabiliza, foi obra do Presidente.

    • Minion alienado disse:

      Eita vida de 🐄 🐮 Parece que o Messias está na terra e gosta de 🍊

Bolsonaro diz que governo deve autorizar novo reajuste no salário mínimo de 2020 para repor a inflação

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (14) que o governo deve autorizar um novo reajuste para o salário mínimo de 2020, para repor a inflação de 2019. O cálculo do governo que elevou o valor de R$ 998 para R$ 1.039 considerou uma inflação mais baixa do que a registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou 2019 com alta de 4,48%, de acordo com os dados divulgados na semana passada. Por lei, esse é o índice usado para o reajuste do salário mínimo, embora a inflação oficial seja a medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2019 em 4,31%.

A alta no preço da carne teve um peso grande no aumento dos indicadores. Nesta tarde, Bolsonaro vai se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para definir o novo valor e como a medida será encaminhada ao Congresso, que ainda precisa votar a Medida Provisória que definiu o primeiro valor do salário mínimo.

“Acho que tem brecha para a gente atender [o reajuste]. A inflação de dezembro foi atípica [com] pico por causa do preço da carne. A ideia é [repor] a inflação, o mínimo, né?! Agora, cada um real [de reajuste] aumenta mais ou menos R$ 300 milhões no orçamento. A barra é pesada. Apesar de ser pouco o aumento, R$ 4 ou R$ 5, mas tem que recompor”, disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira.

INSS e reformas

O governo pretende ainda anunciar nesta semana medidas para diminuir a fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com Bolsonaro, uma dessas medidas deve ser a contratação de servidores ou militares da reserva.

“A gente pretende contratar, a lei permite, servidores ou militares da reserva pagando 30% a mais do que eles ganham, para a gente romper essa fila que aumentou muito por ocasião da tramitação da reforma da Previdência”, explicou o presidente.

Sobre as reformas tributária e administrativa que o governo deve enviar esse ano ao Congresso, Bolsonaro disse que está confiante na aprovação, “sem muito atrito” com o Lesgislativo. “A minha ideia é fazer da melhor maneira possível para que possa ser aprovada sem muito atrito. A economia está recuperando, mas se nós pararmos na reforma [da Previdência] pode perder o que ganhou até agora. O Congresso está bastante consciente disso, acredito que não tenhamos grande dificuldades se apresentarmos boas propostas”, disse.

Agência Brasil

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação este ano para 3,58%

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) caiu de 3,60% para 3,58%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve se manter em 4,5% ao ano até o fim de 2020. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6,25%. E para 2022 e 2023, as instituições estimam que a Selic termine os dois períodos em 6,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – se mantém em 2,30% para 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 também continuam em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,04 para o fim deste ano e R$ 4,00 para 2021.

Agência Brasil

Alta no preço da carne pressionará inflação só até fim do ano, prevê Banco Central

Foto: Holger Langmaier/Pixabay

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada na terça-feira (17) pelo BC (Banco Central) trouxe uma informação que pode representar um alívio para o brasileiro que não dispensa um pedaço de carne nas refeições do dia a dia.

A alta no preço da carne, impulsionada pelas exportações para a China, ficará concentrada apenas em novembro e dezembro de 2019, não impactando nas projeções para a inflação em 2020, afirma o documento, que explica quais foram as variáveis analisadas na última reunião do ano e traz pistas para o mercado fazer suas próprias projeções.

“Os economistas do Banco Central estão apostando que o reajuste no preço da carne é algo passageiro. E, de fato, é uma tendência natural de mercado que exista uma demanda muito grande em um determinado período e depois ocorra o desaquecimento”, diz Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de Gestão de Financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para o economista, o Brasil tem condições de atender tanto o mercado interno quanto o externo. “O preço pode até subir um pouco nos próximos meses, mas depois vai estabilizar e ficará num nível administrável”, comenta.

No final de dezembro, o quilo da carne bovina era cotado a R$ 15,79, segundo levantamento feito pelo Cepea/Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Esse valor refere-se ao quilo da carcaça casada dianteiro (carne de segunda), traseiro (carne de primeira) e a ponta de agulha (costela).

Thiago Bernardino Carvalho, pesquisador de pecuária do Cepea, diz que 80% da carne produzida no Brasil é consumida pelo mercado interno.

“Em cada cinco bifes produzidos, quatro ficam por aqui. O aquecimento do mercado interno dependerá do fortalecimento da nossa economia”, afirma Carvalho.

O pesquisador conta que a oferta de carne bovina estava mais restrita no Brasil, principalmente no segundo semestre.

“Somada uma oferta restrita com uma demanda forte da China, consequentemente houve aumento nas exportações e gerou um reflexo por aqui.”

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flávio Laranjeiras disse:

    E depois morreu e foi para o céu, é assim?…..conversa sem pé nem cabeça

Inflação oficial sobe para 0,51% em novembro deste ano; alta de 8,09% no preço das carnes influenciou, diz IBGE

Foto: Agência Brasil

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,51% em novembro deste ano. A taxa é superior às registradas em outubro desde ano (0,10%) e em novembro do ano passado, quando havia sido observada uma deflação (queda de preços) de 0,21%.

Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015 (1,01%). Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de 3,12% no ano e de 3,27% em 12 meses.

Alta do preço das carnes puxa inflação em novembro no país, diz IBGE

A alta de 8,09% no preço das carnes foi o item que mais influenciou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em novembro deste ano. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%).

Os alimentos e bebidas tiveram uma alta de preços de 0,72%. Além das carnes, também contribuíram para a inflação os cereais, leguminosas e oleaginosas (1,65%), óleos e gorduras (1,33%), os produtos panificados (0,71%) e as carnes industrializadas (0,69%). Com isso, se alimentar em casa ficou 1,01% mais caro em novembro.

A alimentação fora de casa teve alta de preços de 0,21% no período. Por outro lado, tiveram queda de preços alimentos como tubérculos, raízes e legumes (-12,15%), hortaliças (-2,20%) e leites e derivados (-0,93%).

Alguns itens não alimentícios também tiveram impacto importante sobre a inflação neste mês, como as loterias (24,35%), a energia elétrica (2,15%), o plano de saúde (0,59%) e o etanol (2,46%).

Grupos de despesas

Entre os grupos de despesas, os principais impactos vieram da alimentação (0,72%), despesas pessoais (1,24%) e habitação (0,71%). Também tiveram inflação os grupos transportes (0,30%), vestuário (0,35%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e educação (0,08%).

Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesas artigos de residência (-0,36%) e comunicação (-0,02%).

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diogo disse:

    No bumbum do povo.

  2. Gilberto disse:

    8% é brincadeira. Comprava colchão mole de R$21,00 e já está R$25,00, com o açougueiro falando que não garante esse valor para a próxima semana. Só aí vão quase 20% de aumento. Vai entender esses números do IBGE.

  3. Ferreira disse:

    Vamos todos fazer arminha que o preço da CARNE, GÁS E COMBUSTÍVEL BAIXA.

Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M) acumula inflação de 3,97% em 12 meses

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou inflação de 0,30% em novembro. A taxa é inferior ao 0,68% de outubro, mas superior ao índice de novembro do ano passado (-0,49%).

Com o resultado de novembro deste ano, o IGP-M acumula inflação de 5,11% no ano e de 3,97% em 12 meses.

A queda da taxa de outubro para novembro foi puxada pelos preços no atacado. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, caiu de 1,02% em outubro para 0,36% em novembro.

O varejo e a construção tiveram alta no período. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve inflação de 0,20% em novembro, após uma deflação (queda de preços) de 0,05% em outubro.

Já a inflação do Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,12% em outubro para 0,15% em novembro.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Caio disse:

    A inflação já voltou a assustar. Foi só o dólar disparar… gasolina subiu, carne subiu, gás subiu e etc etc etc

Prévia da inflação fica em 0,14% em novembro, menor taxa para o mês desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,14% em novembro, mostrando aceleração em relação à taxa de 0,09% registrada em outubro, segundo divulgou nesta sexta-feira (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior variação mensal do índice desde maio (0,35%). Apesar da ligeira alta, trata-se do menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa foi de -0,11%. Em novembro de 2018, a taxa foi de 0,19%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,83% e, em 12 meses, de 2,67%, abaixo dos 2,72% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, indo ainda mais abaixo do piso da meta para 2019, reforçando as apostas de uma nova redução na taxa básica de juro, em dezembro.

Combustíveis e carne ficaram mais caros

A aceleração em novembro foi puxada pelos preços de transportes (0,30%), impactados pelo aumento da gasolina (0,80%) e do etanol (2,53%). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a um aumento de 1,07%. Já as passagens aéreas tiveram alta de 4,44%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas, por sua vez, apresentaram alta de 0,06% em novembro, após três meses consecutivos de deflação. Somente as carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no índice geral do mês. Em 12 meses, a alta chega a 7,76%, mais do que o dobro da inflação.

Por outro lado, destacam-se as quedas dos preços da cebola (-18,60%), do tomate (-8%), da batata-inglesa (-7,92%) e do leite longa vida (-1,67%).

Também houve alta nos grupos vestuário (0,68%), despesas pessoais (0,40%).

Dos 9 grupos de produtos e serviços, 3 apresentaram deflação em novembro. Veja abaixo a inflação por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

Alimentação e Bebidas: 0,06% (0,02 ponto percentual)
Habitação: -0,22% (-0,04 p.p.)
Artigos de Residência: -0,06% (0 p.p.)
Vestuário: 0,68% (0,04 p.p.)
Transportes: 0,30% (0,06 p.p.)
Saúde e Cuidados Pessoais: 0,20% (0,02 p.p.)
Despesas Pessoais: 0,40% (0,04 p.p.)
Educação: 0,04% (0 p.p.)
Comunicação: -0,02% (0 p.p.)

Preço da energia é destaque de queda

O grupo habitação apresentou a maior variação negativa (-0,22%) e ajudou a segurar a inflação em novembro, com impacto de -0,04 ponto percentual no índice geral, favorecido principalmente pela queda no preço médio da energia elétrica (-1,51%), impactada pela redução nas tarifas de concessionárias de São Paulo, Brasília e Goiânia.

“Além disso, em novembro, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, cujo valor da cobrança adicional foi reajustado de R$ 4,00 para R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em outubro, estava em vigor a bandeira amarela, em que a cobrança adicional foi de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora”, destacou o IBGE.

Também tiveram queda nos preços artigos de residência (-0,06%) e comunicação (-0,02%).

Perspectivas e meta de inflação

Com o ritmo de recuperação ainda lento da economia e demanda fraca, a inflação segue comportada e abaixo do piso da meta para 2019.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 5% ao ano – a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

O mercado espera uma inflação de 3,31% em 2019, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2020, a projeção dos analistas é de uma inflação de 3,60%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

O mercado segue prevendo mais corte nos juros, com a Selic encerrando 2019 em 4,5% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção passou de 4,5% para 4,25% ao ano, de modo que o mercado passou a estimar corte nos juros também no ano que vem.

A previsão de crescimento da economia brasileira neste ano está em 0,92%, segundo a pesquisa Focus.

O resultado oficial do PIB do 3º trimestre será divulgado pelo IBGE no dia 3 de dezembro. No 1º trimestre, houve queda de 0,1% e, no 2º trimestre, alta de 0,4%.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rosi Sampaio disse:

    Mito só Deus! Esse sim, merece todo o nosso respeito, amor e devoção. Amém.

  2. Campeão disse:

    Da lhe MITO!
    Lula ta solto babacas e lascado.
    CHUPA!!
    Dilma Rousseff e Lula condenado da Silva.

    • Dudé disse:

      Inflação baixa pq NINGUEM TEM DINHEIRO PARA COMPRAS.

    • Mocego da Raiva disse:

      Entendi dudé, partindo desse seu raciocínio, então no final do governo de querida estocadoura de vento, tava todo mundo endinheirado nera??
      Naquele momento a inflação ja estava beirando 10% . Portanto, todo mundo quase rico.
      Kkķ

Inflação está bastante baixa e estável no curto, médio e longo prazo, afirma presidente do Banco Central (BC), Campos Neto

Foto: Marcello Casal/Agencia Brasil

A inflação está bastante baixa e estável no curto, médio e longo prazo, afirmou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, nesta terça-feira (19).

“A inflação está bastante baixa e bastante estável tanto no curto, médio e longo prazo”, disse aos senadores. Segundo Campos Neto, a inflação está baixa em todo o mundo. Além disso, ele citou que no Brasil há o efeito da estratégia do governo de estimular os investimentos privados, no lugar do público, e de ajuste nas contas públicas.

“O Brasil está se reinventando com dinheiro privado e o mercado tem finalmente a compreensão de que o governo tem um programa fiscal sério que vai atingir o equilíbrio das contas públicas”, afirmou.

Campos Neto afirmou que os investimentos somente públicos são ineficientes. “O dinheiro público como máquina de crescimento bateu no muro”, disse.

Cheque especial

O presidente do BC reafirmou que tem um projeto para redesenhar o cheque especial, considerado “um produto muito regressivo”, com peso maior de juros sobre quem tem menor renda.

Campos Neto também afirmou que nos próximos dias será lançado um mutirão de renegociação de dívidas com os bancos. No início do mês, em audiência na Câmara dos Deputados, ele disse que está negociando a abertura de agências aos sábados ou após o horário normal de funcionamento para renegociar dívidas. Em troca pela renegociação, os clientes terão que fazer um curso de educação financeira.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Filgueira disse:

    ALGUÉM PODE ME EXPLICAR PORQUE NAO SINTO ISSO QUANDO VOU PAGAR MINHAS CONTAS?
    E POR QUE NAO VEJO ISSO NO CAIXA DO SUPERMERCADO?

Prévia da inflação é de 0,09% na menor taxa para outubro desde 1998, aponta IBGE

Foto: Ilustrativa

A prévia da inflação de outubro é de 0,09%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi divulgado nesta terça-feira (22) e é o menor registrado para outubro desde 1998, quando foi de 0,01%. O IPCA-15 é a inflação oficial do país.

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta acumulada este ano está em 2,69%. Nos últimos 12 meses, ficou em 2,72%.

Os grupos de saúde e cuidados pessoais, com 0,85%, e transportes, com 0,35%, foram os responsáveis por puxar o IPCA-15 para cima em outubro.

As principais quedas, que determinaram deflação, ficaram por conta de alimentação e bebidas (-0,25%), habitação (-0,23%) e artigos de residência (-0,21%).

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Hulkenberg disse:

    Quem lembra em quanto já estava a inflação no governo de querida??
    Kkkkkkk
    PT ladrão nunca mais.
    Tchau!
    Corruptos canalhas.

  2. Santos disse:

    Quando nós iremos ,de fato, constatar no bolso? O glp residencial entra no cálculo da inflação?

  3. Fica na Cadeia disse:

    O povo fica com a realidade, a esquerda com a mediocridade das narrativas mentirosas e contra o melhor para o Brasil.
    Quem apoia o foro de São Paulo não tem amor a pátria.

  4. Ana Célia Barbosa disse:

    E vai continuar assim, baixando …….. graças ao governo Bolsonaro.

  5. toni disse:

    GENTE PELO AMOR DE DEUS ESSE IBGE TA DE SACANAGEM NÃO ACREDITEM NESSA MENTIRA ESTAMOS SENDO ENGANADOS HA MUITO TEMPO ESSA INFLAÇÃO E MENTIROSA EU DISSE MENTIROSA ELES NÃO PODEM DIVULGAR A REAL DA INFLAÇÃO SE NÃO VAI SER UM DEUS NOS ACUDA BASTA VOÇE VER OS PREÇOS NOS SUPERMERCADOS EU FAÇO A FEIRA TODO MES E VEJO A DIFERENÇA DE PREÇO EU TO DE OLHO ACORDA BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Salviano Torentino disse:

      Acho que você está trocando os governos.
      O IBGE hoje tem liberdade de divulgar as informações o que não acontecia até pouco tempo atrás. Impressiona ver o quanto vocês se apoiam em mentiras e querem impor as narrativas contra os fatos.
      O 85% do povo está vacinado contra essa chuva de cretinisse jogada na mídia, com discurso oposto a realidade.

  6. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Não pode …os PTralhas MORREM

    • Rivanaldo disse:

      É muito fácil governar assim. Se der certo é mérito deles, se der errado a culpa é do PT, do foro de São Paulo, da Venezuela ou de Cuba. 🙁

Estimativa de inflação cai pela 11ª vez seguida para 3,26%

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Instituições financeiras reduziram, pela 11ª vez seguida, a estimativa para a inflação este ano. Segundo pesquisa do Banco Central (BC) feita ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, desta vez passou de 3,28% para 3,26% em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,73% para 3,66%, na quarta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Com expectativa de inflação em queda, o mercado financeiro reduziu a previsão para a Selic ao final de 2019. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,50% ao ano. A previsão da semana passada era 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,50% ao ano.

O mercado financeiro não alterou a expectativa para o fim de 2020: 4,75% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano, a mesma previsão há duas semanas. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,87% para 0,88% em 2019.

As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santod disse:

    Só não cai o preço da gasolina.

IBGE inclui 56 itens no cálculo da inflação; veja o que entra e sai do IPCA a partir de 2020

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os gastos com transportes passam a ser, a partir de janeiro do ano que vem, o principal componente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Pela primeira vez, o grupo ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA.

A mudança do cálculo do IPCA será feita devido à divulgação, na semana passada, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, a qual avalia o peso de cada gasto dentro do orçamento das famílias brasileiras. Atualmente, o cálculo do IPCA é feito com base na POF 2008-2009.

Os alimentos, que respondiam por 22,1% do IPCA passarão a representar 19%. Já os transportes, que correspondiam a 22% passam a compor 20,8% do índice.

Em seguida aparecem os gastos com habitação, que eram 14,3% do índice e passam a ser 15,2% e saúde e cuidados pessoais, que passam de 11,1% para 13,5%. Os demais componentes passam a responder pelos seguintes percentuais da taxa: despesas pessoas, 10,6%; comunicação, 6,2%; educação, 6%; vestuário, 4,8%, e artigos de residência, 4%.

De acordo com o IBGE, 377 produtos e serviços serão analisados no novo IPCA, com a inclusão de 56 novos itens que refletem novos hábitos de consumo dos brasileiros, como transporte por aplicativo, integração transporte público, serviços de streaming e combo de telefonia, internet e TV por assinatura, além de cuidados com animais de estimação.

Outros produtos e serviços que perderam espaço no consumo dos brasileiros serão excluídos do cálculo, como aparelho de DVD, assinatura de jornal, máquina fotográfica, revelação de fotos e fotocópias.

Cidades

Entre as 16 cidades e regiões metropolitanas que são analisadas pelo IPCA, São Paulo continua tendo o maior peso, respondendo 32,3% da taxa nacional – antes eram 30,7%; Belo Horizonte com 9,7% teve queda na participação, que era 10,9%, mas ultrapassou o Rio de Janeiro, cuja participação recuou de 12,1% para 9,4%.

Além de Rio de Janeiro e Belo Horizonte, tiveram queda na participação do IPCA as cidades de Salvador, de 6,1% para 6%; São Luís, de 1,9% para 1,6%; Belém, de 4,2% para 3,9%, e Recife também de 4,2% para 3,9%.

Por outro lado, aumentaram sua participação Porto Alegre, de 8,4% para 8,6%; Curitiba, de 7,8% para 8,1%; Goiânia, de 3,6% para 4,2%; Brasília, de 2,9% para 3,2%; Fortaleza, também de 2,9% para 3,2%; Vitória, de 1,8% para 1,9%; Campo Grande, de 1,5% para 1,6%; Aracaju, de 0,8% para 1%, e Rio Branco, de 0,4% para 0,5%.

INPC

Já o INPC, que calcula a cesta de compras para famílias com renda até cinco salários mínimos e é comumente usado em acordos coletivos para reajustes salariais, também teve os pesos dos gastos recalculados.

A alimentação continua sendo o principal componente, respondendo por 21,5% do índice, seguida por transportes, 20%; habitação, 17%; saúde e cuidados pessoais com 11,9%; despesas pessoais, 8%; comunicação, 6,6%; vestuário, 5,7%; artigos de residência, 4,9%, e educação com 4,3%.

Agência Brasil

 

Inflação para famílias de baixa renda recua em setembro, diz FGV

Foto: Agência Brasil

A inflação para famílias de baixa renda recuou em setembro, segundo o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1), divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda-feira (7).

A inflação registrou taxa de -0,09% no mês, frente a 0,11% em agosto.

Habitação, alimentação, transportes e comunicação registraram queda no período. Os itens com maior queda nos preços foram tarifa de eletricidade residencial, bebidas alcoólicas, álcool combustível e tarifa de telefone residencial.

O indicador também apontou recuo em comparação com o mesmo período de 2018, quando a inflação ficou em 0,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registrou taxa de 3,8%. De janeiro a setembro, a variação ficou em 3,19%.

O indicador mede o impacto da inflação para as famílias que recebem de um (R$ 998) a 2,5 (R$ 2.495) salários mínimos.

R7

 

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. toni disse:

    voces tão de sacanagem a inflação recuol para o povão baixa renda ora vai enganar outro ne porraaaaaaaaaaaaaa!!!!!!! to putooooooooo!!!!! puta que o pariu tou iradoooooooooo!!!!!!!! grgrgrgrgrgrgrgrgrgrgrgrgrgrgrgg!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Martha Aulete disse:

    E o PT, hein?
    Aquilo que o PT VENERA mesmo e ama profundamente, de verdade — ler, estudar e praticar — é sua mais que divina e dedicada Filosofia: o Roubanismo.

Mercado financeiro reduz estimativa para inflação e taxa Selic em 2019; veja previsões com novas quedas até 2022

Foto: Agência Brasil

Instituições financeiras reduziram, pela oitava vez seguida, a estimativa para a inflação neste ano.

De acordo com pesquisa do Banco Central (BC) ao mercado financeiro, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,44% para 3,43%, em 2019.

Para 2020, a estimativa caiu de 3,80% para 3,79%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Na semana passada, a expectativa estava em 5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano.

O mercado financeiro não alterou a estimativa para o fim de 2020: 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano. Na semana passada, a previsão era 6,75% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Crescimento da economia

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é mantida em 0,87% em 2019, há quatro semanas consecutivas.

As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2%, em 2020; e 2,50%, em 2021 e 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,95 para R$ 4 e, para 2020, de R$ 3,90 para R$ 3,91.

Agência Brasil