Geral

EMOÇÃO NO RN: Mãe recebe alta e conhece filha nascida em parto de urgência durante internação por Covid

Foto: Divulgação

No dia 8 de junho Josefa Davidina deu entrada no Hospital Unimed, grávida de 8 meses, com diagnóstico de Covid, apresentando febre, mal estar, falta de ar… O quadro foi se agravando e Davidina precisou ser entubada na Unidade de Terapia Intensiva.

A esta altura, mãe e filha corriam risco. O parto precisou ser antecipado. No dia 17 de junho a criança, uma menina, de pouco mais de 2 quilos nasceu. Prematura, com 33 semanas, ela precisou de suporte respiratório e também foi para UTI, separada da mãe.

Com todos os cuidados e protocolos de segurança cumpridos pela família e pelo Hospital Unimed, a bebezinha Letícia, teve negativado o teste Covid. Oito dias depois do nascimento, ela teve alta, mas Davidina que permaneceu internada, sequer viu a filha.

Aos poucos, com o apoio de todo corpo clínico do HU, o organismo de Davidina começou a responder ao tratamento dado. Passados os 26 dias de UTI ela foi transferida para a enfermaria onde passou 12 dias.

Nesta sexta-feira (16), 38 dias após dar entrada no Hospital Unimed, Davidina recebeu alta e pôde finalmente segurar nos braços a filhinha que, neste sábado (17), completa um mês. Letícia, que teria Ana no nome, vai receber o composto – Vitória! E foi com festa e sensação de vitória que a família deixou o hospital nesta tarde para voltar pra casa, em Parnamirim. “A gente tem que viver o hoje mas com cuidado, não brinquem porque é muito sério! Hoje eu estou viva pra contar, mas muitas mães não estão e, muitas, os filhos também perderam.” – declarou Davidina ao se despedir.

 

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Geral

VÍDEO: Motoboys fecham parcialmente a ponte Newton Navarro em Natal em protesto contra aumento da gasolina

Motociclistas trabalhadores de serviços de entregas, entre os segmentos, de alimentos, realizaram um protesto na tarde desta quarta-feira(07), contra o aumento da gasolina fechando parcialmente a Ponte Newton Navarro, em Natal.

O grupo numeroso de motoboys realizou buzinaço e pediu respeito ao trabalhador, classificando o novo aumento do combustível no Rio Grande do Norte como “absurdo”.

Confira vídeo cedido abaixo:

Opinião dos leitores

  1. O PROBLEMA NÃO É O GOVERNO FEDERAL TIRAR OS IMPOSTO FEDERAIS, O QUE JÁ FOI FEITO. O PROBLEMA É COM O GOVERNO DO RN BAIXAR OU TIRAR O IMPOSTO ESTADUAL.

  2. Mas o bolsolero não tinha baixado o preço do seguro obrigatório das motos? Agora informando aos desinformados de que o preço que aumentou foi o da gasolina na refinaria (Petrobras), que quem manda e interfere é o presidente da republica Jail Falsomessias Bolsonero, o aumento NÃO FOI DA ALÍQUOTA DO ICMS.

    1. O imposto estadual chega a ser descabido e absurdo. Sua falsa informação só poderia vir de um eleitor de Fatão GD e Mulalivre.

  3. Vamos fazer motociata? 😂
    Se arroche, vem mais aumento por aí…faz arminha que a gasosa abaixa…
    É melhor jairseacostumando…
    Pah…👉👉👉👉

    1. Primeiro procura saber como se constrói o preço da gasolina na base dos impostos federais e estaduais. Ai talvez, você não venha aqui querer falar merda. Procura saber por quer o RN tem o 3º maior valor de combustível do Brasil.

    2. Na Paraíba os combustíveis são 1 real a menos, deve ser por causa da Sebosa do RN.

    3. Pior que tem 2 que ainda tentam argumentar que o problema da gasolina estar no preço que está é o ICMS do RN… haja alfafa para este gado…

    4. Quem anunciou o aumento de combustível, foi o governo do RN ou a Petrobrás? O gado é apanhando e dizendo que tá gostoso. É muito sadomasoquismo.

    5. Animais de argola na venta…o ICMS não aumentou…o aumento foi na refinaria…o Bozo que vcs amam aumentou o preço na REFINARIA.
      Faz arminha…👉👉👉

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Economia

Natal aparece entre as capitais que mais acumularam aumentos na cesta básica no 1º semestre, aponta Dieese

Foto: EBC

Em junho, o custo da cesta básica caiu em nove das 17 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas demais capitais analisadas na pesquisa, o custo da cesta básica subiu.

As maiores altas foram registradas em Fortaleza (1,77%), Curitiba (1,59%) e Florianópolis (1,42%). Já as maiores quedas ocorreram em Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%).

No mês de junho, a cesta básica mais cara do país era a de Florianópolis, onde o custo médio dos produtos que compõem a cesta chegavam a R$ 645,38. A cesta mais barata era a de Salvador, onde o custo médio era de R$ 467,30 em junho.

Considerando o primeiro semestre de 2021, dez capitais brasileiras acumularam aumentos no custo da cesta. Curitiba foi a capital onde houve o maior acúmulo, 14,47%, seguida por Natal, com 9,03%. Também ocorreram aumentos em Florianópolis, Porto Alegre, Vitória, Fortaleza, Belém, João Pessoa, Recife e Aracaju.

Nas demais capitais, o custo da cesta básica teve redução no primeiro semestre, com Belo Horizonte acumulando a maior baixa, -6,42%. Também ocorreram baixas em Salvador, Goiânia, Campo Grande, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Com base na cesta mais cara em junho, que foi a de Florianópolis, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 5.421,84, valor que corresponde a 4,93 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Vixe, sou de carne e osso kkk.
      Já disseram que eu sou o alter ego do BG. Só faltam dizer que eu tenho um caso, Votz.

  1. Aqui devido, a falta de sensibilidade da Governadora, que diante de uma crise, poderia diminuir o ICMS e o ISS , não fez e ainda prejudicou quem queria trabalha. Fecha tudo, a economia a gente ver depois.
    Tai o resultado.

    1. Deixa de conversar besteira: tem outros 14 Estados que tem a mesma alíquota de ICMS daqui ou até maior … O governo de Fátima eh ruim mas o do MINTOmaníaco das rachadinhas eh bem pior! Vai dizer que o preço da gasolina só eh alto aqui no RN Tb?

    2. Exato Calígula, ainda temos a gasolina mais cara de todo nordeste.
      Continue falando a verdade que isso fere de morte os adoradores de corruptos. Quem vive apoiado nas narrativas criadas nos porões fedorentos da política é que deve analisar sua opiniões desnecessárias e destoantes. Querer comparar o governo do RN com o governo federal é o mesmo que beber um vinho em garrafa de plástico e comparar com um legítimo siciliano reserva, dizendo que tem o mesmo sabor.

    3. Mané fulera e suas babaquices. Vai procurar o que fazer Otário despeitado.

    4. “….. poderia diminuir o ICMS e o ISS” .
      Estude um pouquinho mais, caro leitor: O ISS é um Imposto de competência M.U.N.I.C.I.PA.L, kkkkkkkkkk.

    5. Esse ant é PHD em babaquice.
      Tá é municipal né??
      Então não precisa pagar???
      Carga grande de impostos pra cima de quem trabalha, e tem mais, a culpa é de GD que vive aumentando as pautas a cada 15 dias.
      Ei ant.
      Ei disse de quem trabalha, me parece que não é o teu caso.
      Vc vive de conversar miolo de pote o dia inteiro.
      Rsrsrs….

    6. Paulo vc tá comendo muito capim cloroquinado omi… Deixe disso para não terminar de corroer seus poucos neurônios… Aí quando vc parar de ser tão GADO, pesquise sobre o valor da alíquota de ICMS dos Estados talkei!

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Economia

Com alta em maio, RN já acumula saldo de quase 8 mil empregos formais em 2021

FOTO: ELISA ELSIE – ASSECOM/RN

O Rio Grande do Norte registrou mais um mês de alta na geração de empregos no ano. Após três meses seguidos de alta, entre janeiro e março, e uma pequena redução em abril, o mês de maio volta a registrar salto positivo com mais 2.097 empregos formais gerados no Estado potiguar. O acúmulo no ano é de 7.798 novos postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nessa quinta-feira (01).

O setor de serviços mais uma vez puxou a alta com 1.045 novos postos, seguido do comércio (645), indústria (503) e agropecuária (123), que até então vinha em quedas sucessivas. O setor da construção civil, que no acumulado do ano tem 1.590 novas carteiras assinadas, foi o segmento que, neste mês de maio, registrou perdas de empregos, com 219 demissões. No balanço dos cinco primeiros meses do ano, todos os setores possuem salto positivo na geração de empregos, a exceção da agropecuária.

Com as altas de janeiro (+2.250), fevereiro (1.799) e março (2.116), a queda de 464 empregos em abril, e os 2.097 novos postos de trabalho em maio deste ano, o RN já recuperou praticamente a metade das 15.720 demissões entre março e maio de 2020, no auge da pandemia. Ainda em 2020, o Estado potiguar registrou saldo positivo de 1.769 novas vagas, fruto da reabertura econômica do segundo semestre. Novembro de 2020, por exemplo, registrou a maior alta dos últimos 24 anos, com 4.796 novas empregos.

Desde o mês de agosto, após o período mais nefasto da pandemia na economia, o RN registra seguidas altas na geração de empregos. Para efeito de comparação, entre 2015 e 2018, período da última gestão, foram perdidos mais de 18 mil postos formais de trabalho.

Opinião dos leitores

    1. Depois que Bolsonaro assumiu a presidência só aconteceu desgraça nesse país. Mas tem sempre quem gosta de merda e finge estar satisfeito. É o caso dessa senhora que se identifica como Calígula, que nao entende nem de concordância e defeca suas asneiras diáriamente por aqui, julgando entender de alguma coisa. Escute titia, preste atenção: o governo Bozo sempre se inspirou em Maduro, mas felizmente acabou. Se durar até as próximas eleições, será varrido sem dó nem piedade. A totalidade de seus crimes ainda não foi apurada. Não acredito em prisão, porque está provado que políticos ladrões, vigaristas e criminosos nunca são presos por aqui. Sobrará somente a lição e a vergonha de um dia ter votado nesse animal. Pegue a enxada e volte pro seu roçado. Aproveite pra fazer um cursinho pra aprender português.

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Saúde

Brasil tem ‘legião de bebês prematuros’ com alta de Covid em grávidas

Aline estava grávida se seis meses quando pegou covid. Em poucos dias, teve uma parada cardiorrespiratória e morreu. As bebês, gêmeas, estão internadas — Foto: Expedito Silva de Lima via BBC

Enquanto a barriga da Aline crescia, Expedito Silva de Lima construía com as próprias mãos a casa onde a família iria morar, em Baraúna, na Paraíba.

O casal ficou surpreso, mas feliz quando soube que teria gêmeas. Aline tinha três filhos de um relacionamento anterior e Expedito seria pai pela primeira vez. O dinheiro para manter a família era pouco, mas eles contavam com a ajuda de parentes.

“Minha irmã falou para eu morar na casa dela durante a gravidez, enquanto eu construía a nossa própria casa. Aqui é todo mundo vizinho, é uma vilinha”, conta o servente de pedreiro.

Mas os planos mudaram de repente, quando Aline, de 31 anos, começou a sentir dor de cabeça, febre e fraqueza. Fez o teste de Covid, mas, antes mesmo de receber o resultado positivo, começou a sentir falta de ar e deu entrada no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande.

Três dias depois, sofreu uma parada cardiorrespiratória e os médicos iniciaram uma cesárea de emergência. Foram seis horas tentando salvar mãe e bebês. As meninas nasceram sem respirar, foram reanimadas e levadas para a UTI neonatal. Mas a mãe morreu no mesmo dia, em 30 de maio.

As duas filhas, que nasceram com 26 semanas de gestação, continuam internadas sem previsão de alta.

“Foi um choque muito grande perder Aline assim. A gente não esperava”, diz Expedito. Ao ver as filhas na incubadora pela primeira vez, tão pequenininhas, ele sentiu um misto de emoções.

“Fiquei de coração aliviado de ver minhas filhas e de coração partido, porque perdi minha esposa.”

UTIs neonatais lotadas com ‘legião de prematuros’

Casos como o de Aline e as gêmeas prematuras estão se tornando rotina na vida de obstetras e pediatras em todo país. A epidemia de Covid-19 no Brasil já matou pelo menos 1.461 grávidas, sendo 1.007 apenas neste ano, segundo dados oficiais compilados pelo Observatório Obstetrício Covid-19.

Mas o número é bem maior, segundo especialistas, porque muitos casos de Síndrome Respiratória Aguda (Sars) acabam não sendo testados para Covid.

Além disso, as altas nos casos de infecção pelo coronavírus em 2021, com a variante P.1 como cepa prevalente, têm provocado uma “avalanche” de nascimentos de bebês prematuros, lotando maternidades e UTIs neonatais em diferentes cidades do país, segundo neonatologistas e obstetras ouvidos pela BBC News Brasil.

A P.1, primeiro identificada em Manaus e rebatizada de Gamma pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é mais transmissível e capaz de driblar parcialmente anticorpos produzidos pela vacina ou por infecções anteriores de Covid.

Enquanto em 2020 foram reportados 6.805 casos de grávidas infectadas pelo coronavírus, só nos primeiros cinco meses de 2021 o número foi de 7.679.

“Estamos enfrentando um problema terrível de superlotação, principalmente nos leitos de UTI neonatal Covid, porque a gente não pode misturar. É uma legião de prematuros e, muitas vezes, órfãos de mãe”, diz à BBC News Brasil a obstetra Melania Amorim, do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, hospital que realiza cerca de 600 partos por mês na Paraíba.

“Houve aumento muito grande esse ano de internações e casos de Covid-19 em gestantes. Se tem aumento em gestantes, também temos número maior dos nascimentos prematuros.”

Pesquisas apontam que a Covid-19 aumenta o risco de morte neonatal e de parto prematuro. E, em alguns casos, quando a grávida desenvolve quadro muito grave da doença, os médicos precisam fazer cesárea de emergência e antecipar a gestação, como ocorreu com Aline.

“A gente tenta levar a gestação adiante, mesmo com a grávida intubada, estabilizando o quadro dela. Mas em alguns casos, é necessário interromper prematuramente, para tentar salvar a vida da mãe e dos bebês”, explica Melania Amorim.

A obstetra paraibana coordena uma pesquisa que envolve sete hospitais em três estados do Nordeste – Pernambuco, Ceará e Paraíba. Entre esses hospitais estão o ISEA, em Campina Grande, a Maternidade Frei Damião, em João Pessoa, e o hospital da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza.

“Posso dizer com toda certeza que em todos esses centros a taxa de nascimentos prematuros disparou por conta da Covid-19”, diz.

“Já aconteceu de ter que recorrer a hospitais de cidade vizinha para arrumar leito para bebê prematuro nascido em cesárea de emergência.”

Superlotação no Sul

E o problema não é localizado no Nordeste. O principal hospital de Porto Alegre está com a UTI neonatal lotada por causa da disparada no número de prematuros nascidos de mães com Covid.

“A gente nunca tem leito agora na UTI neonatal. Houve um aumento de nascimentos prematuros em função da Covid materna. Diria que a situação está pior mesmo desde abril”, diz à BBC News Brasil Rita de Cássia Silveira, diretora da UTI neonatal do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

Por ser um hospital de referência, o HCPA costuma receber casos graves de bebês com problemas genéticos que chegam de diferentes cidades do Rio Grande do Sul e até de outros estados.

Mas, devido à superlotação causada pela Covid-19, transferências foram suspensas.

Segundo Silveira, houve um aumento de 20% do número de partos prematuros no hospital em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Estamos lotados, mas tivemos outro dia que produzir uma vaga, porque chegou um bebê transferido por determinação judicial”, conta a neonatologista, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Outras maternidades sofreram superlotação de UTIs com bebês prematuros e grávidas em estado grave entre março e abril, no pico da segunda onda de Covid.

Foi o caso da Maternidade de Campinas, no estado de São Paulo, que ultrapassou 100% de ocupação nesses dois meses. Nesse período, três mulheres morreram ainda grávidas ou logo depois de dar luz aos bebês.

“Chegamos a ter um grande número de internações de gestantes e puérperas suspeitas ou infectadas pelo coronavírus entre março e abril”, disse o diretor do hospital, Marcos Miele.

Parto na UTI e múltiplas mortes por dia

Melania Amorim diz que perdeu as contas do número de grávidas intubadas que teve que operar com urgência para salvar os bebês em 2020 e 2021.

Tanto no ISEA, na Paraíba, quanto no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, partos prematuros tiveram que ocorrer nas UTIs, porque transferir a mulher para o centro cirúrgico significaria risco adicional de queda da oxigenação.

“Nossas interrupções, o obstetra tem feito na CTI quando é urgência urgentíssima e a gestante não tem condição de transferência dado seu comprometimento pulmonar”, diz Rita de Cássia Silveira, diretora de neonatologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

“Outro dia operamos uma mãe grávida de gêmeos que entrou em trabalho de parto na CTI. Fizemos a cesárea lá mesmo por causa da gravidade. A mãe continua internada em estado grave. As gêmeas se recuperam bem, mas nasceram com 29 semanas.”

Já Melania Amorim se lembra emocionada do dia em que perdeu duas grávidas com Covid num espaço de poucas horas, há três semanas. As duas estavam na UTI e tiveram que passar por cesáreas de emergência porque o quadro de saúde se deteriorou de repente.

Os bebês, todos prematuros, sobreviveram e se recuperam na UTI. Um deles será criado pela avó. Os outros dois, gêmeos, ficarão com o pai.

“O problema dessa pandemia, com essas mortes a granel, é que não tem tido tempo de a gente elaborar o luto. Mal há uma morte e já temos que lidar com outra”, lamenta a obstetra.

“Escolhi essa especialidade pensando em lidar com a vida. Trabalho em UTI há muitos anos, mas mesmo assim o desfecho costuma ser feliz. Mortes maternas não deveriam acontecer e de repente é uma atrás da outra.”

As consequências para a vida da prematuridade

Um bebê é considerado prematuro quando nasce com menos de 37 semanas de gestação. Quanto mais prematuro e menor o bebê, maiores os riscos de morte e complicações de saúde.

“Abaixo de 30 semanas é um ponto de corte bastante significativo para maior gravidade associada à prematuridade. A gravidade é proporcional à baixa idade gestacional”, diz Rita de Cássia Silveira, diretora de neonatologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

As especialistas ouvidas pela BBC News Brasil destacam que as consequências da prematuridade não se encerram com a morte ou sobrevivência do bebê. Muitos podem ter problemas de saúde, de cognição e desenvolvimento ao longo da vida.

“Prematuridade não é algo que passa desapercebido na vida de uma criança. Tem consequências de longo prazo significativas dependendo do grau de prematuridade”, diz a neonatologista.

“Ou seja, quanto menor a idade gestacional, quanto menor o peso, maior o risco de atraso no neurodesenvolvimento, de atraso no crescimento, de baixa imunidade, reinfecções nos primeiros anos de vida, dificuldades alimentares…”, elenca.

Os bebês prematuros nascidos em centros de referência ainda conseguem receber tratamentos que evitem complicações após o parto. Mas, com as UTIs desses centros lotadas, muitas mulheres grávidas com Covid acabam ficando desassistidas.

“Quando há risco de nascer com prematuridade, a gente pode fazer corticoide para acelerar a maturidade do pulmão do bebê. Quando está vendo que o risco de nascimento prematuro é iminente, pode fazer sulfato de magnésio para proteção neurológica, para diminuir o risco de hemorragia cerebral ou disfunção motora grosseira”, explica a obstetra Melania Amorim.

“Mas têm as grávidas que não chegam aos serviços de referência ou nascimentos que acontecem no meio do caminho, na ambulância ou no pronto-socorro. E aí não dá para fazer intervenções para melhorar a vida e prognósticos.”

Bebês criados por pais, avós…

E, em alguns casos, a criança que sobrevive pode precisar de acompanhamento médico especializado e fisioterapia. Essas dificuldades se somam ao fato de vários desses bebês terem perdido as mães.

“Vamos ter um número enorme de prematuros sendo criado pelas avós, companheiros ou companheiras, pelas tias… E a gente sabe que esses prematuros podem ter uma série de sequelas”, diz Melania Amorim.

Para as mães que sobreviveram, os próprios efeitos prolongados da Covid dificultam os cuidados com os filhos prematuros.

A neonatologista Rita de Cássia Silveira se lembra de uma paciente que simplesmente não se lembra e não aceita que teve um bebê. A mulher precisou ser intubada e passar por cesárea com 33 semanas de gestação, em março deste ano.

Quando retiraram a ventilação mecânica, ela não se lembrava sequer que tinha engravidado. Mesmo depois de acompanhamento psiquiátrico e psicológico, a memória sobre a gestação não retornou. Para piorar, o pai do bebê, que também havia sido internado com Covid, morreu.

A criança, um menino, sobreviveu e está sendo cuidado pela avó.

“A paciente não lembra de ter tido filho. Ela esqueceu. Não lembra nada, diz que a criança não é dela. É uma jovem de 28 anos, que ficou com sequela na perna. Ela agora manca e os músculos estão acabados, fracos. Muito triste”, recorda a neonatologista.

Para as especialistas ouvidas pela BBC News Brasil, o impacto dos nascimentos prematuros provocados pela Covid-19 continuarão a ser sentidos após o fim da pandemia.

“Os pediatras e as políticas públicas de saúde vão ter que voltar uma atenção especial para o acompanhamento dessa geração de prematuros e, muitos deles, infelizmente, órfãos da Covid”, diz a obstetra Melania Amorim, de Campina Grande.

Enquanto isso, lá em Baraúna, Expedito se prepara para receber as filhas gêmeas, que vai ter que criar sem a ajuda da companheira.

“Meu maior desejo é elas duas do meu lado. Quando receberem alta, não vou me separar delas.”

Ele pretende terminar a casa simples que construía para viver com Aline e diz que vai “trabalhar de sol a sol” para as gêmeas terem o que precisam. Sem emprego fixo, garante que “aceita qualquer bico e serviço”.

“Vou batalhar por elas duas. Vou dar o máximo de mim para dar o melhor a elas.”

G1, via BBC

 

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Economia

Mercado financeiro passa a prever alta de 5% no PIB em 2021

Os analistas do mercado financeiro elevaram novamente a estimativa de inflação em 2021, ao mesmo tempo em que passaram a ver um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% neste ano.

As previsões do mercado constam no relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

No caso do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, os economistas do mercado financeiro subiram a estimativa para o crescimento de 4,85% para 5%. Foi a nona alta seguida do indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 2,20% para 2,10%.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia da Covid-19, que derrubou o PIB em 2020.

Entretanto, a economia tem mostrado forte reação nos últimos meses com a recuperação da atividade mundial e a alta dos preços das “commodities” (produtos básicos, como alimentos, minério de ferro e petróleo). O mercado também elevou estimativa para taxa básica de juros no fim do ano (veja mais abaixo).

Taxa básica de juros

O mercado financeiro elevou de 6,25% para 6,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas passaram a projetar uma alta maior dos juros neste ano.

Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano.

Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 6,50% ao ano, o que pressupõe estabilidade do juro básico da economia no ano que vem.

Com G1

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao povo brasileiro que mesmo sofrendo com todo negacionismo produz e se protege do jeito que pode!

  2. É sempre bom ler algo sobre crescimento econômico e aumento do PIB antes de fazer comentário. Não existe crescimento bom para todos. A redução das desigualdades vem naturalmente com o processo de desenvolvimento, que é diferente de crescimento. O crescimento econômico é condição prévia para o desenvolvimento e este é representando pelas políticas públicas financiadas com os recursos acumulados durante o crescimento.

  3. Vai crescer o preço da luz, da gasolina, das carnes, do arroz, do óleo, do feijão, do gás e não vai ser só 5% não

    1. Quando o Brasil era assaltado pela corrupção adotada como forma de governo pela esquerda, você nunca reclamou. Agora acha ruim?
      Só para desenhar:
      2015 – Dilma as ESTATAIS deram PREJUÍZO de R$ 32 bilhões (PREJUÍZO)
      2020 – Bolsonaro as ESTATAIS deram LUCRO de R$ 109 bilhões (LUCRO)
      Entendeu a diferença? Se quiser tem muito mais…

  4. Crescimento fictício!
    Crescimento bom, tem que ser igual pra todos.
    Para esse governo, para o país crescer, as pessoas tem que morrer assim que se aposentam, tem que comer restos de comida e serem devolvidos a miséria.

    1. Esse só gosta de noticia ruim.. infelizmente uma boa notícia neh?

    2. Exato Tomaz, mas isso você pode vivenciar na prática, em Cuba e na Venezuela todos vivem na igualdade social. Exceto as famílias dos Castro e Maduro, dos donos daqueles países democráticos, todos usufruindo do melhor que as riquezas de seus países propiciam. Já o povo, estão todos iguais na falta de emprego, sem desenvolvimento, sem perspectivas, iguais nas esmolas do governo, dando 01 saco de farinha para misturar com água, seja o coveiro ou o médico.

  5. Parabéns Presidente Bolsonaro.
    A asquerosa pira.
    Brasil acima de tudo, Deus acima de todos e Mito reeleito e zefini kkk

    1. kkkkkkkkkkkk
      Não chega ao segundo turno. Prepare-se pra invadir o TSE. E levar muita porrada.

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Política

Irmã de Bolsonaro que estava internada com Covid-19 tem alta, diz hospital

Foto: Divulgação

Vânia Rubian Bonturi Bolsonaro, irmã mais nova do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que estava internada após testar positivo para a Covid-19, teve alta após apresentar uma melhora significativa no quadro clínico. A informação foi confirmada ao G1 pelo hospital em que ela estava nesta quinta-feira (27).

Vânia estava na enfermaria do Hospital São João, em Registro, no interior de São Paulo, desde o dia 18 deste mês. O médico clínico-geral Petrônio Bezerra dos Santos, responsável pelo tratamento dela, já havia informado ao G1 que Vânia estava respondendo bem ao tratamento, que realizou exames na manhã desta quarta-feira e que havia grande possibilidade de ela receber alta, o que ocorreu durante a tarde.

Vânia Bolsonaro é a filha mais nova de Olinda Bonturi Bolsonaro e tem cinco irmãos mais velhos: Angelo, Maria Denise, o presidente Jair Messias, Solange e Renato. Ela mora em Cajati, cidade que fica a 41 quilômetros de Registro, no Vale do Ribeira, no interior paulista. Vânia é dona de uma rede de lojas de varejo de móveis e eletroeletrônicos com unidades em pelo menos dez cidades da região.

G1

Opinião dos leitores

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Saúde

Fiocruz: 8 estados têm alta de casos graves de Síndrome Respiratória; RN no grupo de indícios de interrupção da tendência de queda

Seguem alguns dados da nova edição do Boletim do InfoGripe, da Fiocruz, que monitora a situação no país de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O novo boletim alerta que muitos estados, que tiveram redução de casos nas semanas anteriores, apresentam tendência de reversão ou aumento.

A análise é referente ao período de 9 a 15 de maio de 2021. A incidência de doenças respiratórias, que em casos graves demandam hospitalização ou até mesmo óbitos, são atualmente em grande parte devido a infecções por Covid-19.

A análise mostra que oito dos 27 estados apresentam sinal de crescimento. São os casos de Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Entre os demais, observa-se indícios de interrupção da tendência de queda na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, e São Paulo. Também verificada tendência de estabilização em Minas Gerais, e Piauí, embora nesses dois estados os indícios não sejam tão claros quanto nos anteriores.

“É importante ter redução sustentada de número de casos para uma recomposição do sistema de saúde, inclusive com vistas a reduzir taxa de ocupação de leitos”, destaca o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Ancelmo Gois – O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Parabéns aos que compareceram à “parada do orgulho gado” do dia 1º de maio! Vocês são espetaculares! Conseguiram reverter a curva de queda de casos novos! Mas valeu a pena idolatrar o ídolo de vocês! Da próxima vez peçam para o “messias da cloroquina” ungir vocês para vcs não pegarem nem espalharem a covid!

    1. calma mané, a parada gay tá chegando, aí vc ficará todo orgulhoso. Kkkk

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Geral

REAL: Alta de juros já torna moeda brasileira atraente, diz Bradesco Asset

Foto: Vecteezy

O status do real como financiador de operações de arbitragem com taxas de juros acabou, e a moeda brasileira pode voltar a se beneficiar de diferenciais de taxas nos próximos meses, conforme o país caminha para dar mais um passo no processo de normalização da política monetária, disse André Nogueira Fontenelle, responsável pelos fundos multimercados macro da Bradesco Asset Management (Bram).

“Se você pegar o ‘forward’ de seis, 12 meses, o real já figura como uma das moedas mais atraentes do ponto de vista de juros, como sendo uma moeda atraente”, disse Fontenelle, referindo-se às taxas embutidas em NDFs –contratos a termo sem entrega física e um dos canais pelos quais investidores estrangeiros operam a moeda brasileira.

“O Brasil passou a ser financiador das posições de ‘carry’, mas acho que isso acabou. Agora o Brasil (o real) vai figurar do lado moderado.”

Com o histórico de juros elevados no Brasil, o real tradicionalmente era uma das moedas preferidas para “carry trade” –estratégia que consiste na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo (iene japonês, por exemplo) e compra de contratos futuros da divisa de juro maior (real). O investidor, assim, ganha a diferença de taxas.

Mas, com a queda da Selic de 14,25% em outubro de 2016 para 2% em agosto de 2020 (patamar mantido até março passado), o real não apenas deixou de oferecer diferencial de retornos atrativo como passou a contabilizar juro real negativo. Isso causou uma reversão de seu status –de beneficiário, passou a financiar as operações de “carry trade”– e tornou a moeda doméstica alvo fácil de operações de “hedge” via venda de reais.

Contudo, atualmente o juro embutido na taxa de câmbio do NDF de real de um ano está em torno de 4,4%. Medida similar baseada em contratos futuros do peso mexicano é de 4,3%, apesar de o juro básico mexicano (4%) ser consideravelmente maior que o brasileiro (2,75%).

“Se você chegar a 6,5% mesmo (Selic), acho que vai ser um evento positivo no comparativo. Nosso único problema nessa questão é a volatilidade, que está muito fora dos padrões”, afirmou o gestor, segundo o qual o chamado “sharpe ratio” (risco ajustado pelo retorno) ainda está contra o real.

Mas Fontenelle lembrou que mesmo a volatilidade está em queda. A volatilidade implícita de dois meses do real está em 16,9%, a alguma distância das máximas em torno de 19,5% de março e perto de mínimas desde fevereiro. Ainda assim, entre os principais pares emergentes apenas a lira turca (19,2%) tem volatilidade mais alta.

As causas da volatilidade mais elevada do real, segundo o executivo, ainda seguem um “mistério” em pelo menos 80%.

A Bram ainda tem uma pequena posição favorável ao real nos fundos multimercados macro. “Se, por exemplo, a gente tivesse a volatilidade do real em linha com a dos pares emergentes, a gente estaria com uma posição maior.”

Aposta nos juros

Os temas que ajudaram os ativos domésticos em abril devem prosseguir em maio, o que pode manter o alívio experimentado pelos preços no mês passado, disse Fontenelle.

Segundo o gestor, três fatores ampararam os mercados locais em abril: amadurecimento do ciclo de normalização monetária, acalmada nos Treasuries e a aprovação do Orçamento após acordo entre governo e Congresso.

“O real teve ainda um efeito das commodities de maneira geral. Tudo que a gente exporta teve um mês positivo… Acho que tudo isso (todos os elementos citados) me parece que continua”, afirmou.

“Acho que o Copom em si ajuda a tirar mais prêmio da curva (de juros). A gente vai ter, na nossa visão, um mercado de commodities ainda pressionado (para cima) pela atividade global. E talvez a gente vá ter discussões positivas do ponto de vista político.”

Dentre os três mercados –renda fixa, ações e câmbio–, os fundos multimercados da Bram estão privilegiando posições doadas em juros, com “basicamente” posição em prefixados, sobretudo no vencimento de DI janeiro 2024. Como hedge, os fundos carregam posição tomada em DI janeiro 2029.

“É mais um hedge mesmo, o net da posição é bem aplicado e aumentamos ao longo do mês passado”, disse o executivo.

Fontenelle explicou que o excesso de prêmio percebido na curva de juros se deve mais ao fiscal do que a eventual leitura de uma política monetária “atrás da curva”. E como, segundo ele, o noticiário fiscal trouxe recentemente algum alívio, há razão para acreditar que os preços poderão devolver parte dos excessos.

“A parte curta da curva está razoavelmente justa. (O janeiro) 2022 acho que tem prêmio, mas não alto. Para 2023, 2024, há altas (da Selic) a perder de vista. É um prêmio exagerado.”

Mesmo que o tema fiscal domine, há na curva algum desconforto do lado da inflação. “Existe um certo nervosismo, agora vem bandeira vermelha… Isso traz ansiedade, e o mercado acaba precificando (aumento de juros) para cima”, disse.

Mas Fontenelle vê os discursos oficiais do Copom amenizando a inquietação do mercado. Com isso, o gestor estima que a Selic terminará o ciclo entre 5,5% e 6% ao ano –abaixo da taxa de 8,5% embutida na curva de DI para o fim de 2022.

CNN Brasil, com Reuters

Opinião dos leitores

  1. tem que voltar pra pelo menos 6% pra ver se esse dólar cai com a volta dos investidores estrangeiros… o risco brasil é muito alto pra investir aqui abaixo disso

  2. No mundo da fantasia desse blog e de alguns cabeças de touro, o Brasil só fica atrás dos EUA 🇺🇸.

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Saúde

Bruno Covas recebe alta da UTI e irá para leito em terapia semi-intensiva

Ricardo Nunes (MDB) e Bruno Covas (PSDB) durante a posse na cidade de São Paulo em janeiro de 2021. — Foto: Divulgação/Rede Câmara

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta terça-feira (4) e aguarda a liberação de leito na unidade sem-intensiva do Hospital Sírio-Libanês, no centro da capital paulista, onde está internado desde o último domingo (2).

A informação foi divulgada pela equipe médica que acompanha o prefeito em coletiva de imprensa no início da tarde.

Covas foi extubado no fim da tarde desta segunda-feira (3), após o sangramento que teve no estômago ser estancado.

Segundo o infectologista David Uip, um dos responsáveis pelo tratamento do prefeito, Covas dormiu a noite toda, passa bem mas não há “qualquer previsão de alta”.

Ainda de acordo com o especialista, a equipe médica considera o sangramento como um evento pontual que já foi combatido.

“Entendemos o sangramento como evento pontual. Faz parte do acompanhamento de doentes crônicos que tenham eventos pontuais. No caso, foi um sangramento gástrico, mas poderia ter sido uma infecção ou qualquer outra contingência. Como tal, este procedimento foi enfrentado. Foi enfrentado o sangramento, foi estancado o sangramento, o paciente foi para uma unidade de terapia intensiva e acaba de ter alta”, afirmou Uip.

Na manhã desta segunda, o prefeito havia sido transferido para a UTI e intubado depois que um exame de endoscopia encontrou um sangramento causado por uma úlcera em cima do tumor original, na cárdia, a passagem do esôfago para o estômago.

Jogo do Santos

Durante a coletiva, os médicos afirmaram que Covas está disposto, fazendo piadas e manifestou preocupação em conseguir acompanhar a partida entre seu time, Santos, e o The Strongest, da Bolívia, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América.

“Neste momento a nossa grande preocupação é superar a intercorrência e a grande preocupação do Bruno é com relação ao jogo do Santos hoje na Libertadores. Essa foi a grande angústia que ele teve. Ficou muito feliz que ia sair da UTI”, disse o médico Artur Katz.

“Esta animado, revigorado, fazendo piadas. Mesmo diante das dificuldades, procura descontrair”, completou Tulio Pfiffer.

Quimioterapia

Por conta do sangramento, as sessões de quimioterapia e imunoterapia que o prefeito faria na segunda (3) foram suspensas e seguem sem previsão de serem retomadas.

“Aquilo que estava previsto que era a segunda sessão de quimioterapia obviamente foi adiada e vai depender de outros fatores, inclusive a recuperação do sangramento. Além do estancamento do sangue, ele teve que receber unidades de sangue. Foi um sangramento agudo. O prefeito neste momento está normal, sentado em uma cadeira, conversando habitualmente”, afirmou Katz.

Entretanto, o oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer afirmou que a interrupção temporária não implicará em prejuízos para o tratamento contra o câncer.

“Sempre que tem intercorrência pontual, faz a pausa do tratamento oncológico, espera recuperar e restabelecer, e depois retoma com calma o tratamento oncológico. A pausa se fez necessária, mas não traz prejuízo em médio ou longo prazo em relação ao tratamento”, afirmou Pfiffer.

Bruno Covas foi internado no domingo para realizar exames de sangue, de imagens e endoscópico, com o objetivo de prosseguir o tratamento quimioterápico e imunoterápico. A endoscopia demonstrou sangramento no local do tumor inicial, que foi controlado com medidas de hemostasia local.

Os médicos também afirmaram que a intubação foi feita para proteger as vias aéreas do prefeito e evitar alguma laceração no momento da endoscopia.

“O evento foi controlado com sucesso. A intubação foi estratégia para evitar que os coágulos fossem aspirados e contaminassem a via aérea. Foi uma intubação para proteger a via aérea durante o evento. É diferente da intubação de quem tem insuficiência respiratória por Covid ou alguma coisa assim. Não houve alteração da função respiratória”, afirmou Artur Katz.

Internação

Por causa dos efeitos colaterais do tratamento contra o câncer, Bruno Covas anunciou um pedido de afastamento do cargo por 30 dias.

A licença foi divulgada em comunicado publicado nas redes sociais no domingo (2) e publicada no Diário Oficial do município nesta terça (4), após a Câmara receber o ofício.

Com a decisão, o vice-prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), assumiu a gestão da cidade.

Tratamento

Bruno Covas foi internado em 15 de abril para a realização de exames de controle, que descobriram novos focos de tumor nos ossos e no fígado. Durante a internação, ele apresentou uma piora no quadro de saúde e foi diagnosticado com líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem os pulmões.

Drenos foram colocados para a retirada do líquido, uma suplementação nutricional também foi iniciada e Covas teve alta em 27 de abril.

‘Luta pela vida’

Em 26 de abril, Covas disse nas redes sociais que “continua a luta pela vida” e com “vontade gigante de vencer”.

Em uma postagem para homenagear o filho Tomás, de 15 anos, o prefeito escreveu que vai “enfrentar, combater e vencer” a doença.

Primeiro diagnóstico em 2019

O prefeito licenciado foi internado pela primeira vez em outubro de 2019, quando chegou ao hospital com erisipela (infecção), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia.

Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.

Covas passou por oito sessões de quimioterapia, que fizeram com que o tumor regredisse. Mas, segundo a equipe médica, não foram suficientes para vencer o câncer. Após novos exames, o prefeito iniciou o tratamento com imunoterapia.

Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais e continuar no cargo, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença.

Ele tirou uma licença de 10 dias, quando passou a ser submetido a sessões de radioterapia. Na época, estavam previstas 24 sessões de radioterapia complementares para o tratamento.

Em abril deste ano, exames apontaram novos pontos de câncer nos ossos e no fígado.

G1

 

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Saúde

(FOTO): Paciente de 100 anos recebe alta no Hospital João Machado em Natal após enfrentar a Covid-19

Foto: Divulgação

Referência em assistência psiquiátrica em todo o Rio Grande do Norte, desde abril do ano passado o Hospital João Machado, em Natal, também vem atuando como um grande reforço no combate à pandemia da Covid-19. Atualmente, a unidade hospitalar conta com 45 leitos de UTI e 15 leitos clínicos exclusivos para tratamento da doença.

Em um desses leitos a paciente, Beatriz de Lima, de 100 anos de idade, recebeu alta no último domingo (11) após internação e tratamento. A família relata que no hospital João Machado ela recebeu atendimento qualificado e que contar a história dela é uma forma de trazer esperança para quem está em tratamento.

De acordo com Leidiane Queiroz, diretora geral do Hospital João Machado, “a equipe se orgulha do crescimento tecnológico e assistencial da instituição no último ano, a fim de melhor atender a população. As melhorias são visíveis em todos os setores. É um investimento duradouro e que ficará de legado para a rede hospitalar estadual”.

 

Opinião dos leitores

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Saúde

Coopmed-RN comemora alta no desempenho do Hospital Giselda Trigueiro

A Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte – Coopmed-RN, comemora os resultados no tratamento em UTI de pessoas atingidas pela Covid-19 do Hospital Giselda Trigueiro (HGT), que foi classificado com desempenho acima da média nacional, de acordo com levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

A Coopmed-RN é responsável por 100% das escalas dos médicos que lá atuam e tem atendido a alta demanda de médicos nas unidades de Terapia Intensiva de todo Estado.

De acordo com o presidente da Coopmed-RN, Dr Victor Vinícius Almeida Ferreira, esse resultado é fruto do empenho de toda equipe que presta serviços ao hospital. “O resultado conquistado veio por ter uma equipe médica alinhada com os demais profissionais que lá atuam, além de um bom preparo para atuar na linha de frente da Covid-19”, destaca e acrescenta que a Cooperativa não mede esforços no enfrentamento à pandemia atual.

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Política

Reforma fortalece tríade de ministros: Fábio Faria, almirante Rocha e general Ramos estão em alta após mudanças na esplanada

Foto: Cleverson Oliveira/Mcom

A reforma ministerial reconfigurou a relação de poder no Palácio do Planalto com a chegada de dois ministros civis ao quarto andar, restringindo o espaço dos militares. Mesmo assim, o núcleo mais forte do entorno do presidente Jair Bolsonaro, após a dança das cadeiras, é uma tríade com dois militares e um civil. O grupo mais influente junto a Bolsonaro contempla o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o agora ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, e o secretário especial de Assuntos Estratégicos (SAE) e secretário interino de Comunicação, almirante Flávio Rocha, o “ministro sem pasta”.

Com o tempo, esse grupo deve agregar mais um civil: a nova ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. À medida que a campanha eleitoral se aproximar, e o presidente ficar mais dependente do Centrão, a ministra indicada pelo bloco, e responsável pela articulação política, deverá se fortalecer, apostam aliados.

É sintomático o avanço dos civis na sede do Executivo. Até o ano passado, os quatro ministros palacianos eram militares: Ramos, então ministro da Secretaria de Governo (Segov); Walter Braga Netto, então na Casa Civil, e agora remanejado para o Ministério da Defesa; Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral (SG) da Presidência, que entrava na contabilidade como egresso da Polícia Militar, e atualmente despacha no Tribunal de Contas da União (TCU).

Foto: Alan Santos/PR

O novo desenho palaciano agora contempla dois deputados licenciados no quarto andar: Onyx Lorenzoni (DEM-RS), ex-Casa Civil que voltou ao palácio realocado na SG; e a novata Flávia Arruda (PL-DF), que recentemente assumiu a Segov e tem potencial para formar dupla com Faria no concorrido núcleo duro do presidente.

De longe, o ministro civil, da chamada “ala política”, mais influente junto a Bolsonaro é Fábio Faria. No jargão palaciano, ministro forte é aquele que está a um lance de escadas do presidente. Por isso, embora tenha gabinete no Bloco R da Esplanada, Fábio Faria ganhou uma sala no segundo andar do palácio, e passe livre ao gabinete presidencial, no terceiro andar.

O deputado licenciado é combativo nas redes sociais se o assunto é a defesa do governo e do presidente, mas é considerado um político de trato afável e perfil conciliador, nas reuniões privadas.

Foto: Marcelo Casal Jr./Ag.Brasil

Mais que combativo, Faria é quem orienta os demais auxiliares sobre a linha de defesa do governo nas redes sociais. Ele foi o primeiro ministro a reagir nas redes sociais à decisão do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) que obrigou o Senado a instalar a CPI da Covid, iminente palanque preferencial da oposição. A CPI vai comprovar uma “atuação responsável e íntegra”, registrou Faria no Twitter.

O ministro é o autor da ideia de criar um “vacinômetro” e articulou o recente jantar de Bolsonaro com empresários, em São Paulo, como reação à carta de banqueiros e economistas com críticas à condução da economia e da crise sanitária. Ele também se aproximou do almirante Flávio Rocha, e costurou para que o militar assumisse a Secretaria de Comunicação no lugar do empresário Fabio Wajngarten.

Segundo o próprio Ramos e outras fontes, o auxiliar mais próximo de Bolsonaro é o almirante Flávio Rocha, que passou a acumular a SAE, que tem status de ministério, com a Secom. A relação de Rocha com o presidente remonta há pelo menos 20 anos. Eles se conhecem desde quando o almirante era assessor parlamentar da Marinha e frequentava o gabinete do então deputado Jair Bolsonaro.

Por fim, o general Luiz Eduardo Ramos, amigo de Bolsonaro desde os tempos da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), sobreviveu às várias tentativas do Centrão, e também de fogo amigo no governo, de derrubá-lo do cargo. Diante do acirramento da crise política, cedeu a função de interlocutor do Planalto com o Congresso, mas “caiu para cima”, na Casa Civil.

Faria, Ramos e o almirante encabeçam o grupo de ministros das alas política e militar que atuam nos bastidores para neutralizar a chamada ala ideológica, de onde emergem as crises mais estridentes do governo. Três expoentes dessa ala já sofreram degola: o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, o ex-chanceler Ernesto Araújo e o ex-Secom Fabio Wajngarten. O assessor especial da área internacional, Filipe Martins, é um remanescente do grupo, mas que está na linha de tiro dos ministros políticos e militares.

Heleno e Onyx são apontados como ministros com menos influência na tomada de decisões estratégicas. Contudo, têm lugares cativos junto a Bolsonaro pelo histórico de lealdade e confiança. Em contrapartida, o novo ministro da Defesa, Braga Netto, pode perder influência nas decisões estratégicas ao se deslocar para a Esplanada. “Com ele, agora, não é mais só descer as escadas para falar com Bolsonaro”, pondera uma fonte militar. Braga Netto, entretanto, joga em dupla com Ramos, e tem laços estreitos com Bolsonaro.

Ex-presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), e ex-primeira-dama do Distrito Federal, Flávia Arruda é o primeiro nome que o Centrão emplaca no primeiro escalão. Ela é próxima do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mas foi alçada ao posto pelo ministro Ramos, graças à sintonia fina estabelecida com o general quando era presidente da CMO. “Creditaram a indicação da ministra ao Arthur Lira, mas na realidade ele soube pela Flávia que ela estava sendo indicada”, disse Ramos ao Valor. “Quem escolheu a Flávia foi o presidente da República, a partir de quatro nomes que eu apresentei a ele.”

Em paralelo, Flávia tem tudo para agradar Bolsonaro: primeiro de tudo, a confiança de Ramos. Além disso, ela é discreta, quer fugir dos holofotes para não irritar o presidente. E, nos bastidores, é considerada hábil e conciliadora.

Se tiver atuação decisiva para costurar uma saída política para o impasse envolvendo a Lei Orçamentária de 2021, que descarte o veto presidencial, a ministra tende a se consolidar no núcleo forte do entorno presidencial, diz um expoente do Centrão.

Ao fim e ao cabo, porém, quem realmente tem voz e poder de ação no governo continua sendo o núcleo da “copa e cozinha”: os filhos – senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) -; o titular da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Pedro Nunes; e o chefe de gabinete, Célio Faria. “Esse é o grupo que realmente manda”, resume uma fonte palaciana.

Valor

 

 

Opinião dos leitores

  1. Esses três tem fama máscaras quem manda no governo e controlam Bolsonaro com chicote e esporas são outros: Ciro Nogueira, Waldemar Costa Neto, Artur Lira, Roberto Jefferson. A turminha do Bozo.

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Diversos

Alta de mortes por Covid-19 pressiona sistema funerário em capitais

Foto: André Pera/Pera Photo Press/Estadão Conteúdo (17.mar.2021)

Com a alta de mortes por Covid-19 e a iminência de colapso do sistema de saúde de todo o Brasil, o sistema funerário tem sentido a pressão em ao menos quatro capitais. A CNN consultou prefeituras de seis capitais, de diferentes regiões, de Estados com mais de 80%de taxa de ocupação dos leitos de UTI: São Paulo, Porto Alegre, Porto Velho, Campo Grande, Salvador e Rio de Janeiro.

Somente na cidade de São Paulo, o número de sepultamentos nos 22 cemitérios da cidade chegou a 336 na terça-feira (16) – o mais alto dos últimos sete dias, segundo dados do Serviço Funerário do Município de São Paulo (SFMSP).

Ainda na capital paulista, o mês de março já soma 4.490 sepultamentos, independentemente da causa da morte. O número de sepultamentos de fevereiro foi de 5.962. Em janeiro, foram 6.677 enterros.

Em fevereiro, o serviço funerário da prefeitura de São Paulo havia anunciado o reforço no sistema com dez carros de translado e 30 novos sepultadores que estão alocados nas unidades que realizam maior número de sepultamento.

Nesta quinta-feira (18), a CNN revelou que, de acordo com um contrato de aditamento, um acréscimo de 35 funcionários terceirizados foi feito para realização de sepultamentos. A Comissão Permanente de Licitação do Serviço Funerário do Município solicitou ainda, com urgência, a contratação de locação com início imediato de seis mini-escavadeiras com operador e combustível, para serviços de abertura de covas para sepultamento e de exumação de ossos.

Em abril do ano passado, cerca de 13 mil covas foram abertas em São Paulo para aumentar a capacidade de enterros e câmaras refrigeradas para armazenamento de corpos foram adquiridas. Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que as 13 mil valas abertas em 2020 já foram utilizadas, uma vez que em média, por mês, mais de 7.500 pessoas morrem na cidade.

“É importante ressaltar que 13 mil valas atenderam sepultamentos gerais, não só casos de Covid”, diz a nota. Segundo a prefeitura, cada cemitério segue um cronograma próprio de abertura de valas e não há registros de filas ou dificuldade para contratar os serviços fúnebres. “A autarquia tomou medidas como reforço em sua frota de veículos, contratação de novos sepultadores e o reajuste no contrato correspondente aos serviços de logística com o intuito de aumentar a mão de obra e otimizar serviços de distribuição e recebimento de materiais.”

A CNN checou a situação em mais cinco capitais. Confira a situação de cada uma:

Porto Alegre

Em Porto Alegre, o número de sepultamentos apenas nos primeiros 15 dias de março chegou a 1.015, segundo dados da Central de Atendimento Funerário. De acordo com as projeções, se essa média estabilizar, a cidade pode chegar a 2 mil sepultamentos até o final deste mês.

Em janeiro, o número de sepultamentos foi de 1.102 e, em fevereiro, 1.143. De acordo Associação Sulbrasileira de Cemitérios e Crematórios (Abrasce), há cerca de 5 mil vagas disponíveis para sepultamento na região de Porto Alegre, com possibilidade de abertura de mais 80 mil.

No entanto, segundo o presidente da associação, Gerci Perrone Fernandes, o setor teme um surto de Covid-19 entre os colaboradores que trabalham nos sepultamento.

“Aí entraremos em colapso. Nesse momento, a questão da vacinação desse grupo de trabalhadores é o que mais nos aflige. A quantidade de óbitos também tem aumentado diariamente, nossa geração nunca viveu essa situação”, disse. Cerca de mil funcionários de cemitérios e funerárias atuam na capital gaúcha.

Nesta terça-feira (17), o estado do Rio Grande do Sul bateu recorde de mortes por Covid-19. Foram 502 óbitos em 24 horas – no total, o estado caminha para 16 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Os dados divulgados pela Central de Atendimento Funerário englobam 23 empresas funerárias permissionárias que atuam em Porto Alegre.

Porto Velho

Rondônia sente o impacto do colapso no maior cemitério público do estado, o Santo Antônio, localizado na capital Porto Velho. Segundo a prefeitura, o local teve a ocupação acelerada por conta dos óbitos causados pela Covid-19.

A capital concluiu os procedimentos licitatórios para a compra de 1.800 gavetas destinadas a novos sepultamentos, uma vez que as vagas para enterros estão acabando, informou a prefeitura.

De acordo com o secretário Wellen Prestes (Semusb), responsável pelo cemitério, de março de 2020 a fevereiro deste ano, 946 pessoas vítimas de Covid-19 foram sepultadas no cemitério Santo Antônio. A média de sepultamentos diários tem sido de 10 a 12; antes da pandemia, eram em média de 3 a 4 sepultamentos por dia.

O cemitério tem 250 mil metros quadrados, atingiu sua capacidade máxima e não pode ser ampliado. Para disponibilizar mais vagas, a prefeitura trabalha com a perspectiva de uma Parceria Público Privada (PPP) para construir um novo cemitério público em Porto Velho.

Salvador

De acordo com a prefeitura de Salvador, a cidade ainda não vive o colapso funerário e a situação está controlada nos cemitérios do município, mas a atual gestão abriu licitação para construir mais 1.125 gavetas funerárias.

“Hoje, a prefeitura tem, mais ou menos, 620 [vagas] disponíveis nos nossos cemitérios. Tem corpos que serão exumados ao longo de março, teremos mais vagas. Não é por risco de colapso que a gente está construindo mais gavetas”, afirmou o prefeito Bruno Reis (DEM).

A média histórica de sepultamentos, em Salvador, antes da pandemia, era em torno de 12 por dia e a média atual, durante a pandemia, é de 17 sepultamentos diários. Em junho de 2020, foram 313 sepultamentos. Até o dia 17 de março, a cidade já havia registrado 400 sepultamentos no mês.

Campo Grande

A capital do Mato Grosso do Sul também tem sentido o impacto do aumento de mortes no sistema funerário. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em 2020, o número de sepultamentos na capital ficou em 1.400, sendo 959 em cemitérios privados e 441 sepultamentos sociais (de pessoas carentes).

Considerando apenas os enterros de pessoas carentes houve aumento de 59% (em 2019, foram 277).

Em 2021, nos meses de janeiro e fevereiro, foram 172 sepultamentos privados e 67 sociais. Segundo projeção da secretaria, a cidade pode atingir 1.434 enterros (entre sociais e privados) até o final deste ano.

O sistema de saúde do Mato Grosso do Sul já está em colapso, com 102% dos leitos de UTI ocupados. O setor funerário do estado alega que tem dado conta da demanda e, até o momento, não enfrenta crise ou falta de materiais para produção de caixões.

Rio de Janeiro

O total de sepultamentos em todos os cemitérios da cidade do Rio de Janeiro (13 públicos e oito privados), independentemente da causa da morte, foi de 7.375 em janeiro. Em fevereiro, foram 5.943.

Durante os primeiros 11 dias de março, o total de enterros está em 2.286, segundo dados da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos.

A CNN questionou a secretaria sobre quantas covas disponíveis há atualmente e se há o registro de espera, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços Funerários do Rio de Janeiro, Leonardo Martins, afirmou que existem aproximadamente 400 covas disponíveis para uso imediato, contando apenas os cemitérios públicos da capital carioca.

“Vale lembrar que temos sepultamentos em jazigos próprios (familiares) e cremação, os cemitérios ainda exumam sepulturas diariamente, o que reforça o estoque diário”, destaca Martins.

Sobre a previsão de abertura de novas covas, o presidente do sindicato ressalta que a informação precisa deve ser confirmada com a secretaria municipal, mas afirma que “várias construções foram realizadas”.

Ele destaca que os sepultamentos estão ocorrendo sem filas ou atrasos e que há aproximadamente 400 trabalhadores no serviço funerário, sem contar os colaboradores que atuam nos cemitérios privados.

Suspensão de férias e protocolo para ‘situação extrema’

Em entrevista à CNN, o presidente da Associação de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), Lourival Panhozzi, afirmou que o setor “está à beira do colapso”. “Se chegarmos ao nosso limite, estaremos à beira do fim do mundo, a situação vai ficar muito crítica”, disse.

Diante do atual cenário e para dar conta da demanda de sepultamentos, a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) emitiu um comunicado na última semana que orienta as empresas funerárias a suspenderem as férias dos funcionários ligados diretamente “a toda a cadeia de atividade funerária” devido a atual situação da pandemia.

A associação orienta ainda um estudo sobre disponibilidade e criação de vagas em cemitérios das cidades brasileiras e a adequação do estoque de urnas para sepultamento.

Segundo o órgão, deve-se “buscar, por todos os meios, adequar seu estoque para que atenda por 30 dias um número de funerais três vezes superior ao registrado antes do estado de pandemia”.

De acordo com a associação, um novo protocolo de atendimento funerário para suporte em situação extrema está sendo preparado caso as medidas de restrição impostas pelos governos estaduais não tenham efeito na redução das mortes por Covid-19.

Temendo a falta de caixões para sepultamento, a Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil (Afub) tem alertado para a falta de matéria-prima (aço e MDF) e alta nos preços praticados.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. O Sistema Funerário e dos donos de Cemitérios vem a público para agradecer o apoio do Presidente Bolsonaro, que tem contribuído significativamente pelo crescimento dos nossos negócios, aumentando o número de empregos e a renda em nosso setor.
    OBRIGADO PRESIDENTE!!!

    1. Deviam agradecer primeiro ao vírus e segundo aos governadores q fecharam hospitais, leitos de uti e desviaram o dinheiro da pandemia e gastaram até com propaganda enganosa

  2. Existe outra cause morte no Brasil?
    Alguém que tem acesso as informações poderia publicar, sem manipulação, as mortes por infarto, avc, pneumonia, câncer, dengue, H1N1, e as demais causa entre as 10 que mais matam em 2018, 2019, 2020 e 2021?
    Se não estiver errado as demais causa de mortes, simplesmente vão ter uma redução de 50% ou mais em 2020 e 2021. Todos agora morrem de covid!
    Pode incluir até acidente de trânsito que misteriosamente teve uma inexplicável redução.
    Será que é proibido falar sobre esse comparativo? Vai ser censurado?

    1. Na média, em 2019 (sem Covid), os cartórios registraram 3.291 óbitos por dia. Agora acrescente mais 3.000 por dia de Covid. Vai estudar antes de postar lorota por aqui.

    2. Eu tenho dó de uma família que perdeu seu ente querido, uma só morte na estatística já é entristecedor…

  3. Isso eh mentira e exagero da mídia talkei! Todos conspiram contra nosso amado e sagrado presidente e eu só acredito nas palavras que saem da boca sacrossanta dele talkei! Muuuuuu

    1. Homi deixe de conversar merda, se num tem o q falar fecha essa fossa

    2. Maria, eu Fiz uma ironia com o MINTOmaníaco e seus seguidores idólatras rsrs

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Economia

Dólar bate R$ 5,80 um dia após Fachin anular condenações de Lula

Foto: REUTERS/Thomas White

O dólar opera em forte alta nesta terça-feira (9), acima de R$ 5,80, após fechar em R$ 5,7788 na véspera repercutindo a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Às 9h33, a moeda norte-americana subia 0,74%, vendida a R$ 5,8213. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,8443. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, o dólar avançou 1,7%, cotada a R$ 5,7788 – maior valor desde 15 de maio de 2020. No mês, a moeda acumula avanço de 3,11%. No ano, de 11,40%.

Cenário

Com a decisão de Fachin, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível para as eleições presidenciais de 2020. A decisão de Fachin será posteriormente avaliada pelo plenário do STF.

No fim de semana, a imprensa publicou levantamento do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) segundo o qual Lula teria mais potencial de voto do que Bolsonaro.

O receio de investidores de que o governo enverede por um caminho mais populista aumentou nas últimas semanas, depois de uma série de episódios em que, para o mercado, o presidente Jair Bolsonaro agiu deixando de lado princípios de uma política econômica liberal.

Destaque para a decisão do presidente de trocar o comando da Petrobras e os alertas feitos por ele de atuação em outras estatais e setores da economia, como energia.

Os mercados esperam ainda pela PEC Emergencial, que será discutida nesta terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário da Casa na quarta, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

G1

Opinião dos leitores

  1. Que absurdo não é mesmo? Tava tudo indo tão bem com o dólar baixo e a bolsa nas alturas!!

    Ou não?

  2. Eita!
    Preparem que até o dia 20 a gasolina tem que chegar a R$8,50 e como esse governo incopetente já tem uma desculpa pra enfiar a não no bolso do brasileiro e transferir pros ricos, agora vai sem dó nem piedade.

  3. Quando Lula ganhou as eleições em 2003 dólar chegou a 4 reais. Presidente da FIESP disse q empresarios deixariam o país(como se tivessem condições de competir la fora, acostumados com os benefícios fiscais e juros subsidiados(alguns)). Depois o dólar recuou abaixo de 3 reais.

  4. Nenhum juiz, nenhum desembargador, nenhum ministro do STJ votou pela absolvição do maior corrupto da história do Brasil. Sabe pq? Pq Estão PROVADOS nos processos todos os crimes com os seus comparsas( que serão beneficiados com essa esdrúxula decisão). A solução q Fachin encontrou para livrar o ex presidente foi anulando todos os processos com uma tese rejeitada várias vezes pelo STF. Simples assim.
    Os crimes foram praticados e provados.

    1. Não tem nada provado. Cadê as provas?
      Lula vem aí e quem não aguentar que se deite e chore na cama que é lugar quentinho.

    2. Se o cidadão pensa que, quem votou no larápio e se convenceu que ele é um dos maiores pilantras, vai votar novamente, está enganado.

  5. Esse canalha, cachaceiro, semi-analfabeto, corrupto e lavador de dinheiro continua prejudicando o Brasil. Até quando? Aviso aos incautos: essa palhaçada do Fachin não analisou o mérito das ações, ateve-se apenas à competência da Vara que o julgou. As provas continuam TODAS lá, válidas e provando que esse sujeito foi o maior bandido que já surgiu na política brasileira. E não serão detalhes processuais que irão mudar essa realidade.

    1. Toma uma maracujina porque você está muito nervosinho a essa hora da manhã. Pra relaxar, faz o seguinte mantra:
      Olê, olē, olē, olá, Lulaaa! Lula!
      Repita esse mantra treze vezes por dia e seja feliz.
      Paz e amor, irmão ✌️

    2. Fica na tua palestrante de butiquim.
      Teu miliciano deu um prejuízo de 100 bi 10 dias atrás e você não vomitou pelos dedos.
      O mercado reagiu assim, com receio do teu miliciano cair no populismo.
      Auxiliar de estagiário de direito.

    3. Descrição "cagada e cuspida" de dois indivíduos carimbadinhos com legenda na testa: JAIR e FLÁVIO. Foi o que surgiu na cachola imediatamente, no exato momento em que ouvi esses adjetivos tão bem escolhidos.

    4. CADÊ AS PROVAS? ALGUÉM MOSTRE AS PROVAS? CONTA BANCARIA, ESCRITURA PÚBLICA DOS IMÓVEIS ETC… O MORO FEZ PARTE DE UM ESQUEMA PARA NÃO DEIXAR O PT VOLTAR, SÓ QUE ELES NÃO CONTAVAM QUE O GENOCIDA DO BOLSONARO IRIA PARA DISPUTA REAL, APOSTA DELES ERA A POLARIZAÇÃO PT X PSDB, SÓ QUE O DISCURSO ANTI PARTIDO FEZ OS INCAUTOS ACHAREM QUE BOLSONARO ERA O NOVO O ANTÍTESE DA POLARIZAÇÃO. AI NÃO TIVERAM COMO VOLTAR ATRÁS E SEGUIRAM O PLANO. TANTO QUE MORO VIROU MINISTRO COM A PROMESSA, OBVIO NÃO CUMPRIDA POR BOLSANARO DE TORNA-LO MINISTRO DO STF, E AINDA CORRE O RISCO DE SER PRESO. PQ O FACHIN FIZ ISSO PARA LIVRA O MORO E O PRÓPRIO STF

    1. Um dia antes o dólar estava custando R$ 1,00 e a gasolina R$ 0,50, ?

    2. Um dia antes o dólar estava custando R$ 1,00 e a gasolina R$ 0,50, ?
      BG do control C, control V

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Saúde

Doria diz que SP entrou na pior semana desde o início da pandemia e não descarta nenhuma medida

Foto: Reprodução/Globonews

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta terça-feira (2) que o estado está na pior semana desde o começo da pandemia. Doria participou do início da vacinação drive-thru no estádio do Morumbi, na Zona Sul da capital, e falou sobre a situação da doença no estado.

“Entramos na pior semana da Covid-19 da história da pandemia desde 26 de fevereiro. Isso não apenas em São Paulo, os demais estados também, eu tenho falado com governadores de outros estados. Há uma preocupação generalizada”, disse o governador.

Questionado sobre se ele adotaria o lockdown para evitar maior propagação da doença, o governador diz que não descarta nenhuma medida.

“Não se descarta nenhuma medida, desde que elas sejam embasadas pela ciência e pela saúde”, afirmou Doria.

O estado de São Paulo registrou nesta terça o maior número de mortes por Covid-19 em 24h desde o início da pandemia, com 468 novos óbitos, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. Com os novos registros, o estado chegou a 60.014 mortes provocadas pela doença.

As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.

O governador disse que o Centro de Contingência irá se reunir nesta terça e o que for decidido será anunciado nesta quarta-feira (3).

A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e minimiza as diferenças das notificações, é de 259 óbitos por dia nesta terça. O número representa uma alta de 18% em comparação com o valor registrado há 14 dias, o que para os especialistas indica tendência de estabilidade. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.

Nos últimos dias, o estado vem batendo recordes sucessivos de pacientes internados com quadros mais graves da doença. No sábado (27), o total de pacientes internados em UTI superou o valor de 7 mil pela primeira vez desde o início da pandemia.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o maior valor anterior durante o primeiro pico da doença havia sido registrado em 29 de julho, com 6.250 pacientes em UTI. A gestão estadual vê risco de colapso no sistema de saúde nas próximas semanas.

Aumento de novas internações

As novas internações por Covid-19 aumentaram 18,3% no estado de São Paulo na última semana, em relação à semana anterior. A velocidade do aumento verificado nos últimos dias preocupa autoridades sanitárias, que temem colapso no sistema de saúde do estado.

Na semana entre 14 e 20 de fevereiro, em média 1.541 pacientes eram internados por dia no estado. Já na semana entre 21 de fevereiro e o último domingo (28), o valor saltou para 1.823 por dia.

“Precisamos da colaboração da população. Não adianta abrir mais leitos. Nós estamos expandindo. Estamos fazendo a nossa parte, mas nós temos a limitação, tanto de espaço, mas também de recursos humanos”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, nesta segunda.

De acordo com o secretário, as pessoas precisam colaborar para evitar aglomerações que possam disseminar o contágio pelo vírus.

Medidas mais duras

Diante da piora da epidemia em todo país, autoridades e saúde e conselho de secretários pedem que medidas mais duras de restrição à circulação de pessoas sejam tomadas.

No estado de São Paulo, começou a valer na sexta-feira (26) a restrição de circulação das 23h às 5h, batizada pela gestão João Doria (PSDB) de “toque de restrição”. O objetivo é aumentar a fiscalização no período noturno para coibir aglomerações e festas clandestinas.

A medida, no entanto, não tem poder de proibição, e é diferente de um “lockdown”. Após a lotação de leitos, algumas prefeituras como a de Araraquara e de municípios do ABC paulista já decidiram adotar proibições que vão além do que é determinado pelo governo estadual.

G1

Opinião dos leitores

  1. Incompetente mentiroso. São Paulo tem os piores números do covid. Essa praga só quis vender uma vacina meia boca pros desesperados

  2. Governadorzinho meia boca.
    Fraco!
    Só leva o tempo em aumentar impostos e fazer politicagem com a vacina, esquece de governar.

  3. Esse aí gosta de ir pra Miami, enquanto a população se lasca. É só propaganda, você pensa que SP tá uma maravilha, quando ver, o Estado de SP é o pior em número de mortes no Brasil. A responsabilidade é sua Governador.

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