Economia

Dólar dispara e supera R$ 5,66 após governo anunciar auxílio de R$ 400

Foto: PIXABAY

O dólar e os juros futuros disparavam nos primeiros negócios desta quinta-feira (21), com a moeda norte-americana superando R$ 5,66. Na abertura da sessão, a moeda norte-americana saltava 1,81%, a R$ 5,6629, às 9h11, após máxima de R$ 5,6753.

A alta é motivada por uma reação do mercado depois do indicativo de derrota do ministro da Economia, Paulo Guedes, na batalha contra os planos de romper o teto de gastos com o pagamento do Auxílio Brasil, programa idealizado para substituir o Bolsa Família, no valor de R$ 400.

Guedes disse que o governo avalia se o benefício temporário que irá vitaminar o novo Bolsa Família será pago fora do teto, o que demandaria uma licença para um gasto de cerca de R$ 30 bilhões, ou se haverá opção por uma mudança na regra constitucional do teto de gastos para acomodá-lo.

O chefe da Economia afirmou ainda que caberá ao relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), viabilizar uma fórmula que garanta o pagamento de um benefício social de R$ 400 em 2022 respeitando o arcabouço fiscal do país.

Para piorar, o BC (Banco Central) não anunciou venda líquida de dólares — seja na forma de swap cambial, seja de moeda física — para esta quinta, mas dada a disparada do dólar agentes financeiros não descartam que a autoridade monetária intervenha de surpresa no mercado.

E o exterior tampouco ajuda, num dia de queda das bolsas de valores e de moedas emergentes, em meio a renovados temores relacionados ao mercado imobiliário chinês. Os juros futuros também apresentam forte aumento nos prêmios, com o DI com prazo de vencimento em janeiro 2025 avançando 60 pontos percentuais, a 11,5% ao ano.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Operações do Pix à noite terão limite de R$ 1 mil a partir desta segunda-feira (4); saiba as novas regras

Foto: © Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A partir de hoje (4), as transferências e pagamentos feitos por pessoas físicas entre as 20h e as 6h terão limite de R$ 1 mil. A medida foi aprovada pelo Banco Central (BC) em setembro, com o objetivo de coibir os casos de fraudes, sequestros e roubos noturnos.

As contas de pessoas jurídicas não foram afetadas pelas novas regras. A restrição vale tanto para transações por Pix, sistema de pagamento instantâneo, quanto para outros meios de pagamento, como transferências intrabancárias, via Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC), pagamentos de boletos e compras com cartões de débitos.

O cliente poderá alterar os limites das transações por meio dos canais de atendimento eletrônico das instituições financeiras. No entanto, os aumentos serão efetivados de 24 horas a 48 horas após o pedido, em vez de ser concedidos instantaneamente, como era feito por alguns bancos.

As instituições financeiras também devem oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Ainda será permitido o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.

Na semana passada, o BC estabeleceu medidas adicionais de segurança para o sistema instantâneo de pagamentos, que entrarão em vigor em 16 de novembro. Uma delas é o bloqueio do recebimento de transferências via Pix a pessoas físicas por até 72 horas, caso haja suspeita de que a conta beneficiada seja usada para fraudes.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Selic será elevada até o patamar necessário para atingir meta da inflação, diz presidente do Banco Central, que reclama que ‘Petrobras aumenta preços muito rápido’

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

A uma semana para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que preços como o da gasolina, que têm pressionado a inflação, sofrem impacto da alta do dólar e lembrou que a Petrobras repassa esses custos com mais frequência que o que ocorre em muitos países.

No mesmo dia, o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, que participou de audiência na Câmara dos Deputados, culpou os tributos estaduais pelos preços elevados dos combustíveis. Em alguns estados, a gasolina já passou de R$ 7 o litro.

Campos Neto explicou que a inflação sofreu sucessivos choques nos últimos meses, como o preço dos commodities e, mais recentemente, da crise hídrica, que afetou os preços de energia.

Segundo ele, a parte de energia inclui os preços de petróleo e etanol, que também tiveram impacto da desvalorização cambial, o que fez com que o preço de commodities em reais tivesse efeito maior no país.

— A parte de passar esse preço de commodities para o preço interno no Brasil, o mecanismo é um pouco mais rápido, lembrando que a Petrobras, por exemplo, passa preços muito mais rápido do que a grande parte dos outros países. A gente tem olhado isso também.

‘Alta frequência’

Ele participou de evento do BTG nesta terça-feira. E explicou que, diante da alta nos preços, a taxa básica de juros, a Selic, será elevada até o patamar necessário para atingir a meta de inflação.

Atualmente, a taxa está em 5,25% ao ano, e a sinalização do BC é que deve subir mais um ponto percentual na próxima reunião. Mas Campos Neto deixou claro que não vai mudar a política monetária por questões pontuais.

— Algumas coisas a gente tem comunciado, já tinha antecipado, algumas coisa de disseminação estão um pouco piores na ponta, mas a gente tem um plano de voo que a gente olha no horizonte mais longo. Isso não significa que você não vai atingir o objetivo de estabilizar, de fazer a convergência da inflação na frente, mas significa que não obrigatoriamente tem a necessidade de reagir a dados de alta frequência — disse Campos Neto.

Mercado vê inflação a 8% em 2021

Na semana passada, o IBGE divulgou que a inflação subiu 0,87% em agosto, o que resulta em um índice de 9,68% em 12 meses.

Assim como a inflação, as expectativas do mercado para o índice também vem subindo nas últimas semanas. Segundo o relatório Focus, que reúne as projeções de mercado, o IPCA deve ficar em 8% este ano e 4,03% no próximo. Se concretizado, ambos estariam acima das metas de inflação, de 3,75% e 3,5%, respectivamente.

Campos Neto também voltou a dizer que o pano de fundo fiscal é melhor do que o esperado no início da pandemia, mas ressaltou que há ruídos porque o mercado percebe um risco fiscal atrelado ao processo eleitoral.

— Tem um ruído atrelado ao fato de que vários programas que o governo tem feito, existe uma percepção por parte do mercado que esses programas estão associados a uma intenção de fazer um Bolsa Família que está ligado ao processo eleitoral. A gente entende que quando for virada a página esse tema, que deve acontecer em breve, as pessoas vão focar um pouco mais no pano de fundo — disse.

Nas últimas semanas, o governo tem discutido uma solução para abrir espaço no Orçamento para a criação do Auxílio Brasil, que deve substituir o Bolsa Família. Entre os pontos debatidos, está a questão do pagamento dos precatórios, que causou incerteza no mercado e ainda está sem solução.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Que estranho um governo que se dizia liberal criticar a política de preços de uma Empresa? O problema maior não é a Petrobras acompanhar a variação no mercado internacional do preço do barril de petróleo e sim a enorme desvalorização de nossa moeda que foi uma das maiores no último ano, fruto de uma política de juros baixos e que causou uma inflação sem controle especialmente de commodities.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PIX poderá ter restrição de horário por segurança, diz presidente do Banco Central

Foto: Infoglobo

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que o órgão vai anunciar uma série de medidas para coibir práticas criminosas realizadas por meio do PIX. Uma das novidades seria a possibilidade de bloquear transferências em horários específicos, como a madrugada. O GLOBO apurou que as medidas serão apresentadas na próxima semana.

Campos Neto diz que a tecnologia do PIX é segura e rebateu críticas de que a instantaneidade do sistema de transferências bancárias incentive práticas criminosas. Segundo ele, a nova modalidade de pagamentos é mais segura e tem maior rastreabilidade que meios tradicionais de pagamento.

— O PIX foi um grande ganho para as pessoas de maneira geral, a gente vê novos modelos de negócio (que se viabilizaram com a ferramenta). Ele substitui outras formas de pagamento. A gente vê mais recentemente na mísia uma associação dele com formas de criminalidade, me alguém sofrer sequestro relâmpago, pode (haver pedido de resgate) por DOC, por TED — disse.

O QUE É PIX E COMO VAI FUNCIONAR O NOVO SISTEMA DE PAGAMENTO EM 15 PONTOS

O que é o Pix?

É um meio de pagamentos criado pelo Banco Central que permite fazer transferências e pagamentos instantâneos 24 horas por dia e sete dias por semana. A promessa é que o novo seviço seja mais simples que os atuais TED e DOC. O Pix começou a funcionar no dia 16 de novembro.

Como acesso o Pix?

O Pix estará disponível em qualquer plataforma que a instituição financeira escolher. No entanto, o BC espera que o celular seja o canal mais usado. Em um primeiro momento, será necessário ter acesso à internet, mas o BC prevê que um serviço off-line esteja disponível em 2021.

Quem poderá utilizar o Pix?

Qualquer pessoa ou empresa que tenha uma conta corrente, conta de depósito ou conta de pagamento pré-paga. Para transferências entre pessoas físicas e pagamento de pessoas físicas para empresas, o Pix será gratuito. Para MEIs, venda com finalidade comercial poderá ser tarifada.

O que é uma chave Pix?

A chave é um meio de identificar a conta do usuário. Há quatro tipos: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular e uma chave de segurança aleatória de números e letras. Na hora de fazer transferência, em vez de o usuário ter que informar nome, CPF, número da conta e da agência, como é feito atualmente, basta colocar a chave Pix.

Como cadastrar as chaves?

O registro será feito pelo site ou app da instituição onde o cliente tem conta. É preciso confirmar a posse da chave e vinculá-la à conta do Pix. Por exemplo, no caso do uso do e-mail ou do celular como chave, o usuário receberá um código por SMS ou por e-mail que deverá ser inserido no app para confirmar a identificação.

Quantas chaves Pix posso cadastrar?

Pessoas físicas podem ter cinco chaves para cada conta da qual sejam titulares. Para empresas, o limite é de 20 chaves por conta. O cadastramento de chave promete facilidade e rapidez no uso diário do Pix, mas não é obrigatório.

Como fazer uma transferência?

O Pix vai aparecer no aplicativo do banco ou da fintech, ao lado do TED e do DOC. Ao selecionar a opção, quem estiver usando o serviço poderá digitar uma identificação de quem vai receber o dinheiro, a chave Pix (CPF, e-mail ou telefone celular). Quem for enviar recursos, coloca o montante a ser transferido e aprova a transação. Quem recebe pode gerar um QR code e enviá-lo ao pagador.

Qual a diferença entre Pix, DOC e TED?

Nas transferências TED/DOC, o pagador precisa digitar os dados do recebedor, como seu banco, CPF/CNPJ, número da agência e tipo de conta. O serviço só está disponível em dias úteis e em determinados horários. Além disso, no caso do DOC, o valor só fica disponível horas depois ou no dia útil seguinte. No Pix, o pagador inclui a chave Pix no celular ou lê o QR Code do recebedor e ambos recebem uma notificação de operação concluída. O Pix é aceito em qualquer dia e horário.

Haverá limite de transação no Pix?

O BC não estabeleceu um limite para o Pix, mas as instituições financeiras poderão impor valores máximos para cada transação. Estes, porém, não poderão ser inferiores aos limites estabelecidos para outras opções de pagamento.

Quanto o Pix vai custar?

Não haverá cobrança para pessoas físicas no caso do recebimento e envio de recursos. Mas, caso recebam dinheiro ao fazer uma compra ou se usarem os canais de atendimento do banco, quando houver meios eletrônicos disponíveis, a instituição financeira poderá cobrar tarifa. MEIs e autônomos seguem as mesma regras. Se a conta Pix for usada apenas para fins comerciais, pode ser cobrada tarifa a partir da 31ª transação de recebimento. No caso de pessoas jurídicas, podem ser tarifados tanto o pagador como o recebedor.

Como fazer um pagamento via Pix?

Para fazer compras, o Pix também poderá ser usado via QR Code. O consumidor abre o aplicativo do banco ou da fintech, seleciona a opção Pix e direciona a câmera do celular para o QR Code disponibilizado pelo estabelecimento comercial, que também pode, assim como em transferências, informar sua chave Pix

O que é possível pagar com Pix?

É possível fazer compras e pagamento de prestadores de serviço que também tenham Pix. Pode-se usar o Pix para pagar contas de luz, taxas e multas a órgãos federais. O Tesouro Nacional ainda está desenhando o calendário para o pagamento de taxas como inscrições de vestibular e emissões de passaporte. Também está sendo desenvolvida uma ferramenta para facilitar a compra de imóveis e carros.

O Pix é seguro?

As informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário e as medidas de segurança já adotadas pelas instituições financeiras em TEDs e DOCs serão utilizadas no Pix. Em caso de erro em uma transação, valem as regras atuais. Se ocorrer o envio de um valor errado, será necessário negociar com o recebedor para que o montante seja devolvido.

Como é o Pix no mundo?

Tecnologias similares ao Pix estão disponíveis em 56 países. No México, por exemplo, ele também foi implementado por órgãos federais. Já nos EUA e na China, foram empresas privadas. A Austrália tem um modelo híbrido, público e privado. Reino Unido e Chile foram os primeiros a adotar a tecnologia. Em algumas metrópoles globais, a principal mudança causada pela expansão desse tipo de meio de pagamento foi a drástica redução na circulação de papel-moeda.

Qual o papel do Banco Central?

O Banco Central provê a infraestrutura do Pix, uma base de dados centralizada com os dados das contas dos recebedores. Dessa maneira, os participantes do sistema de pagamento podem aproveitar a infraestrutura única para acelerar o processo de transferência e pagamento

O presidente do BC afirmou que o aumento da mobilidade em meio às medidas de relaxamento e fim de quarentena nos estados explica parte do aumento de golpes feitos por meio do PIX, especialmente devido ao aumento de movimento em bares e restaurantes à noite.

Qual a melhor chave do Pix? Especialistas recomendam celular ou CPF

— A gente deve anunciar um conjunto de medidas para fazer com que o PIX seja mais seguro, para que as pessoas possam decidir melhor como usar o PIX, bloquear em horários específicos (…) — afirmou, sem dar detalhes sobre quando as medidas serão implementadas.

— Quando alguém faz o PIX a uma outra pessoa, para obter o recurso ela precisa de uma conta . Pode ser para uma conta laranja, e temos feito medidas para fazer com que as contas laranjas não aconteçam, ou da própria pessoa. Se for da pessoa, a gente tem os dados de quem fez o crime — explicou Campos Neto.

O presidente da autoridade monetária afirmou que é mais rápido rastrear destinatários de recursos com o PIX do que o de DOCs ou TEDs, por exemplo.

As declarações foram feitas em evento realizado pela Federação Brasileira de Bancos e pela Esfera BR em São Paulo.

O Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Plenário do STF forma maioria a favor da lei de autonomia do Banco Central

Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor da lei de autonomia do Banco Central nesta quinta-feira (26).

O plenário retomou nesta tarde o julgamento de ação movida pelo PT e pelo PSOL, que questiona o projeto aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro deste ano.

Relator da ação, o ministro Ricardo Lewandowski votou contra a autonomia do BC na quarta-feira. Segundo ele, “houve alteração na medida que busca tirar este órgão da órbita da presidência da república. A lei ao dispor sobre nomeação e exoneração dos presidentes e diretores, por ter vindo de iniciativa parlamentar, violou a Constituição.”

No mesmo dia, o ministro Luís Roberto Barroso discordou do relator ao dizer que a lei em questão é constitucional e que as instituições devem servir ao país e não a governos. Nesta quinta, os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Carmem Lúcia concordaram com Barroso.

A ministra Rosa Weber votou com o relator quanto à inconstitucionalidade formal da lei. “Entendo vício de iniciativa, da aprovação de proposição parlamentar. Por isso, e na inviabilidade de entender sanado o vício detectado em tema insuscetível à Constituição, declaro a inconstitucionalidade formal da lei complementar sem emitir juízo de valor quanto à escolha efetuada pelo parlamento”.

O que muda?

A principal mudança das novas regras é a adoção de mandatos de quatro anos para o presidente e diretores do BC, que ocorrerão em ciclos não coincidentes com a gestão do presidente da República.Hoje, sem um prazo definido, o líder do Executivo pode nomear o presidente do BC e retirá-lo do cargo quando quiser.

Para os defensores da proposta, essa regra blinda a política monetária de influências político-partidárias e traz mais credibilidade ao BC frente aos investidores estrangeiros.

A discussão vem enquanto o país passa por um momento de escalada da inflação, o que exige da autarquia federal ação por meio da política monetária, para tentar controlar os preços. A ferramenta usada nesses casos é a alta da taxa básica de juros, visando reduzir a quantidade de dinheiro em circulação.

O medo de investidores é que, diante da necessidade de subir os juros, o BC seja influenciado a não fazê-lo, como já aconteceu no passado. Uma interferência do tipo desancoraria as expectativas do mercado e acabaria prejudicando a economia.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Credibilidade fiscal permite juros menores, diz presidente do Banco Central

Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje (13) que o crescimento da inflação no país foi influenciado, entre outros fatores, pela desvalorização do real e também pelo aumento no preço das commodities (produtos básicos com cotação internacional).

De acordo com Campos Neto, esse movimento inflacionário começou em 2020 e ainda repercute neste ano. O presidente do BC citou, além desses fatores, a crise hídrica no país, com aumento no preço das bandeiras tarifárias, além de efeitos climáticos.

O mercado financeiro aumentou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 6,79% para 6,88%. A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Ao avaliar a alta no preço das commodities, o presidente do BC disse que durante a pandemia de covid-19 houve um aumento natural, uma vez que as pessoas ficaram mais tempo em casa e passaram a consumir mais bens dos que serviços, gerando uma alta no preço de produtos e uma diminuição no valor dos serviços.

Auxílio emergencial

Segundo Campos Neto, com a retomada da atividade econômica, há uma tendência de que esse balanço se equalize. Porém, ele disse que outros fatores podem interferir na inflação e citou o auxílio emergencial como um deles.

De acordo o presidente do BC, o auxílio trouxe um “choque de demanda” que se transformou em consumo e impactou a inflação de curto prazo, o que influiu na decisão do BC de elevar a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 5,25% ao ano.

“Esse movimento de curto prazo teve algum alastramento [na inflação]. Então, entendemos que era necessário um movimento de ajuste para que essa inflação não contamine o ambiente inflacionário e não desancore as expectativas”, disse ao participar do 4º Encontro Folha Business, transmitido pela internet.

Equilíbrio fiscal

Ao falar sobre a situação econômica do país, o presidente do BC disse que alguns setores como o de serviços estão se recuperando dos impactos da pandemia. Mas acrescentou que é impossível para qualquer BC do mundo fazer o trabalho de segurar expectativas de inflação sem que o quadro fiscal esteja sob controle.

Campos Neto disse que o mercado projeta um crescimento da economia de 5,3%, neste ano, e que os números da dívida bruta do país ficaram em cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país), quase no mesmo patamar antes da pandemia e abaixo da previsão de 100% feita por alguns analistas.

Entretanto, ele avalia que há “ruídos” no mercado financeiro sobre o controle das contas públicas, o que tem levado a correção de preços de ativos, como dólar e ações.

Ele citou o debate sobre o pagamento dos precatórios, o desenho do novo Bolsa Família e o incentivo financeiro a setores específicos da economia. “Esses temas geraram um ruído onde o mundo financeiro, os agentes econômicos passaram a ter uma percepção ou, pelo menos, um risco de que o fiscal não está melhorando tanto e os preços corrigiram em relação a isso”, disse.

Segundo Campos Neto, o país tem que passar uma mensagem de credibilidade fiscal para que o BC possa atuar com um nível de juros mais baixo. “A coisa mais importante em um país que tem o nível de dívida que o Brasil tem é passar uma mensagem de credibilidade fiscal. É essa mensagem é que vai permitir o BC fazer o trabalho com o menor nível de juros e maior eficiência”, afirmou.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Banco Central faz atualização e Pix poderá ser usado em aplicativos de mensagens e compras on-line

Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira(22) uma atualização do Pix para ampliar o uso do sistema de pagamentos instantâneos. Com as alterações, será possível fazer transferências por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, além de pagar as compras feitas pela internet.

Para isso, uma resolução do BC, anunciada hoje, regulamenta regras para as instituições financeiras participantes do open banking (sistema de compartilhamento de dados). Somente essas instituições poderão oferecer os novos serviços. Foram definidos os requisitos técnicos e os procedimentos operacionais para o compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento de Pix. A chamada iniciação ocorre quando a instituição que faz a transação do pagamento com Pix é diferente do banco que detém a conta do usuário pagador. Ou seja, o usuário poderá efetuar o pagamento por meio de outro aplicativo que não é o do seu banco onde a conta com a chave Pix foi cadastrada.

A previsão é que o serviço, que é uma nova modalidade para pagamentos instantâneos no Pix, comece a funcionar a partir do dia 30 de agosto.

Novidades

O serviço vai permitir a movimentação de contas bancárias a partir de diferentes plataformas e não apenas pelo aplicativo ou site do banco. Ou seja, com a atualização, será possível efetuar o pagamento com Pix usando o serviço de outras instituições.

Entre as inovações também está a possibilidade de realizar uma transferência por meio de aplicativos como os de mensagens ou mesmo pelas redes sociais.

Outro uso possível pode ocorrer no caso do pagamentos de compras online. Com a nova modalidade, quem comprar um produto pela internet poderá ser automaticamente direcionado para a tela de pagamento da transação no aplicativo do seu banco. Nesse caso, após a conclusão da transação, o cliente será redirecionado automaticamente de volta para a loja virtual ou aplicativo.

A resolução do BC atualiza as regras do Pix e estabelece que as mudanças ocorrerão por fases, de modo que as instituições tenham tempo suficiente para efetuar os ajustes nos seus sistemas para cada uma das forma de iniciação de pagamento por Pix: inserção manual, chave Pix, QR Code estático e dinâmico e diretamente com os dados do recebedor.

Apenas instituições autorizadas pelo BC poderão exercer a função de iniciadoras de Pix. E o usuário terá que autorizar o compartilhamento de dados.

Agência Brasil

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

VOCÊ NÃO LEU ERRADO: Banco Central é alvo de críticas por excesso de transparência

Foto: Alliance/DPA

Por muito tempo, o Banco Central (BC) foi chamado de caixa preta. Ultimamente, porém, as queixas são por excesso de transparência. Operadores e analistas do mercado reclamam, de forma reservada, da sinalização explícita sobre o rumo dos juros no médio prazo.

As críticas chegaram aos ouvidos do BC, que resolveu responder. “Achamos que a transparência é importante”, disse o presidente do BC, Roberto Campos Neto, num evento recente. “Os ruídos que a transparência causa são curados com mais transparência, não com menos.”

O que incomoda é que, desde a sua reunião de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) vem indicando um ajuste parcial da taxa de juros, ou seja, a manutenção de algum grau de estímulo monetário ao final deste ano. Há grande chance de a sinalização acabar neste mês, mas a polêmica segue.

O argumento central dos que reclamam do excesso de transparência é que o BC não consegue prever com muita exatidão o que vai fazer seis meses adiante. Assim, apenas sinaliza fraqueza ao se apegar antecipadamente a um cenário de menos alta de juros. Isso, segundo esse raciocínio, levou a uma maior desancoragem das expectativas de inflação. “O mau uso da transparência acaba sendo contraproducente”, afirma um economista do mercado.

Nas últimas décadas, os bancos centrais caminharam do segredo quase absoluto das suas operações para uma transparência crescente. O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano) Alan Greenspan se orgulhava por ser opaco nos seus pronunciamentos. No Brasil, até a criação do Copom, em 1996, o Banco Central dizia que se comunicava pela sua mesa de juros.

“A transparência ajuda na política monetária”, afirma o economista José Julio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre-FGV. “Quando o participante do mercado entende o que o banco central está fazendo, antecipa os movimentos, já caminha na direção desejada.”

Senna reconhece que há uma dosagem ótima para a transparência, que, se for ultrapassada, poderia ser contraproducente. Mas pondera que a sinalização de ajuste parcial dos juros foi correta – as críticas, segundo ele, devem-se a um mau entendimento em setores do mercado sobre o que foi de fato sinalizado pelo BC.

Para ele, o Banco Central não assumiu um compromisso imutável com um ajuste parcial de juros. Na verdade, disse que, com o cenário traçado na última reunião do Copom, incluindo projeções de inflação e balanço de riscos, antecipava um ajuste parcial de juros.Isso é parte do regime de metas de inflação, que especialistas chamam de “inflation forecast targeting”, ou mirar as projeções de inflação. “Se as coisas mudarem até lá, o Copom fará diferente.” O Copom, ressalta o economista, comprometeu-se a fazer o que for necessário para cumprir a meta de inflação.

O economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, cita um dos grandes teóricos de política monetária, Alan Blinder, que defende a transparência em um livro clássico sobre a operação dos bancos centrais. “Sistemas de metas de inflação, por essência, necessitam de transparência”, afirma. “Agora, o ponto exato é difícil afirmar.” No caso atual, diz, a comunicação do BC deixa espaço para adequar a sua ação a riscos inflacionários, que ele vê como crescentes.

Um especialista em política monetária diz que há limites para a transparência, dadas as complexidades de operar a política monetária no mundo real, sobretudo a dificuldade de os mercados entenderem mensagens cheias de nuances e de ressalvas sobre incertezas. Mas, para ele, no caso da sinalização de ajuste parcial, o problema não foi exatamente a sinalização em si. “Grande parte do mercado não gosta ou concorda com a leitura do BC sobre o cenário prospectivo – e reclama por isso.”

Uma discussão viva é sobre a diferença entre transparência e explicitude nas decisões futuras de política monetária. Transparência é abrir dados, projeções, toda a sorte de informações. Outra coisa é ser explícito sobre a trajetória futura dos juros, que os agentes do mercado, inevitavelmente, entendem como compromisso. O Banco Central enfrenta um equilíbrio delicado: na medida em que esvazia o caráter de compromisso da trajetória de juros, dilui-se o efeito pretendido de influenciar a visão do mercado sobre qual será a trajetória dos juros no futuro.

A confusão que setores do mercado fazem entre compromisso e sinalização condicional não é nova. Em março de 2018, o Banco Central, na gestão Ilan Goldfajn, começou a ser mais transparente sobre os passos futuros, e deu uma sinalização condicional de um corte de juro de 0,25 ponto percentual para a reunião seguinte. Mas, como o cenário ficou menos positivo, manteve o juro inalterado em 6,5% ao ano – e sofreu críticas por não cumprir o seu “compromisso”.

Em entrevista ao Valor na época, Ilan explicou a comunicação do BC. “Estou querendo ir na direção de bancos centrais mais maduros. Eles divulgam a trajetória esperada de juros, e não só da inflação. Há um entendimento de que um “guidance” [sinalização para os juros] muda se as condições mudam. Estávamos tentando fazer a mesma coisa, com um pouco menos de ambição. Estávamos tentando dizer isso para a próxima reunião, para as próximas duas reuniões.”

De lá para cá, o BC passou a sinalizar seus passos mais imediatos, mas isso não gerou ruído. Em março, disse que subiria os juros em 0,75 ponto na reunião seguinte, de maio; em maio, voltou a sinalizar 0,75 ponto para o encontro subsequente, neste mês. O que gerou confusão, agora, é a sinalização mais de médio prazo, com foco no fim do ano.

Esse aprendizado, que ocorre ao longo do tempo, é que está por trás da aposta de Campos Neto na ampliação de transparência, mesmo com custo de ruídos.

Valor

Opinião dos leitores

  1. Tem que manter a transparência e independência do Banco Central! A independência do BC foi uma das poucas coisas boas que o governo do MINTO aprovou até agora…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Banco Central prevê criação de moeda digital que poderá ser usada no comércio

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira as primeiras diretrizes para o projeto de emissão de moeda digital e incluiu entre elas a previsão de uso em comércios. As normas são a conclusão da primeira etapa de estudos iniciada em agosto do ano passado.

De acordo com o BC, uma possível moeda digital precisará aumentar a eficiência dos pagamentos em varejo, contribuir para novos modelos de negócio e facilitar a integração econômica do Brasil com outros países.

Para isso, as diretrizes estabelecidas pela autoridade monetária preveem o uso da moeda digital para pagamentos no varejo, a capacidade de ser transacionada online e offline e que a emissão será feita pelo Banco Central “como uma extensão da moeda física”.

Esquema diferente de outras criptomoedas

Uma moeda digital emitida pelo Banco Central é diferente de outras criptomoedas, como o bitcoin, porque tem garantias de uma instituição por trás.

O coordenador do trabalho sobre moeda digital no Banco Central, Fabio Araujo, ressaltou que os criptoativos não têm características de moeda, como servir de meio de troca, reserva de valor e unidade de conta.

— É importante deixar bem claro que a opinião do Banco Central sobre criptoativos continua a mesma, são ativos arriscados, não são regulados pelo BC e precisam ser usados com muita cautela pelo público — explicou.

Ainda entre as diretrizes apresentadas, o BC prevê que a moeda digital não terá remuneração, ou seja, não pagará juros como os títulos públicos.

Além disso, ela precisará ter segurança jurídica, aderir às regras de proteção de dados e se adequar às recomendações internacionais para prevenção de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Pix: Banco Central propõe quatro saques em loja gratuitos por mês e limite de R$ 500

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Banco Central (BC) publicou nesta segunda-feira uma proposta de regras para a operação do Pix Saque e do Pix Troco, serviços que permitirão o saque de dinheiro em estabelecimentos comerciais. A proposta foi colocada em consulta pública e está aberta à contribuições da sociedade.

Entre as regras dispostas pelo BC, os usuários poderão fazer até quatro saques gratuitos por mês com limite de R$ 500 por dia. Ultrapassada a quantidade de saques gratuitos, as instituições financeiras responsáveis pela operação poderão cobrar uma tarifa.

A consulta pública termina no dia 9 de junho e a expectativa do BC é que os serviços estejam disponíveis em agosto deste ano.

De acordo com a autoridade monetária, a operação será muito parecida a de um pagamento por Pix que já pode ser realizado em alguns comércios.

O Banco Central provê a infraestrutura do Pix, uma base de dados centralizada com os dados das contas dos recebedores. Dessa maneira, os participantes do sistema de pagamento podem aproveitar a infraestrutura única para acelerar o processo de transferência e pagamento

O usuário vai utilizar o seu celular e, logado em sua conta bancária, vai ler um QR code disponibilizado no caixa. O próximo passo é escolher o quanto quer sacar e aprovar a transação.

Depois disso, em vez de receber um produto, vai ficar com o dinheiro em espécie do caixa do estabelecimento.

Pix Troco

No caso do Pix Saque, a transação envolve apenas dinheiro. Já no Pix Troco, o saque é conjugado com uma compra. O usuário compraria um produto no mercado e, na hora de pagar, faria a transação em um valor um pouco maior, recebendo a diferença de volta em dinheiro.

Além dessas regras, a proposta do BC define que os comércios poderão estabelecer suas próprias normas, como definir os dias da semana em que o serviço estará disponível, se irão ofertar um ou ambos os serviços e como será feito o saque, por exemplo, se só será em notas de R$ 10 ou de R$ 50.

O chefe do departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro, Angelo Duarte, afirmou que a disponibilização do Pix Saque vai beneficiar as áreas que atualmente não tem um ponto de retirada de dinheiro, como periferias das grandes cidades e pequenos municípios no interior.

— No caso das grandes cidades, as pessoas têm que se deslocar distâncias grandes . Nas pequenas cidades, tem que às vezes se deslocar para outra cidade, que leva inclusive a efeitos econômicos para os municípios que não tem esse serviços — explicou.

Saque em qualquer banco

A norma do Banco Central também prevê que o Pix Saque ficará disponível para instituições financeiras, como bancos e cooperativas, além de instituições especializadas em serviços de saque, como redes de caixa eletrônico 24 horas.

— Além de atender seus próprios clientes, essa instituição poderá atender clientes de todo o sistema financeiro nacional. Claro que recebendo remuneração, tarifa de intercâmbio, para que aproveite a infraestrutura instalada e que se remunere com essa estrutura existente — disse Carlos Eduardo Brandt, chefe adjunto de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro no BC.

O BC avalia que os serviços darão mais conveniência ao usuário e ajudarão a aumentar a competição, com mais pontos de oferta do serviço de saque.

“As duas inovações trarão mais conveniência aos usuários, ampliando a capilaridade do serviço de saque; e o aumento da competição ao proporcionar melhores condições de oferta e de precificação dos serviços de saques, principalmente pelas instituições digitais e todas as demais instituições que não contam com rede própria de agências ou de ATMs”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Tremenda picaretagem, antes dizia que era ilimitado; transferência, pagamento e etc.
    Como acreditar neste país ?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Televisão

Após o BBB21, Gil do Vigor entrega novo sonho: ‘Ser Presidente do Banco Central’

Foto: Isabella Pinheiro/Gshow

No fim de 2020 o pernambucano Gilberto Nogueira tinha dois grandes sonhos: ser aprovado na seleção para o PhD nos Estados Unidos na área da Economia e participar do BBB21. Cinco meses depois, com as duas realizações na bagagem, Gil do Vigor, como o doutorando ficou conhecido no reality, já tem novos planos.

Em entrevista exclusiva para a #RedeBBB, Gil revela, em primeira mão, qual seu principal sonho, após concluir o PhD.

“Ser Presidente do Banco Central. Seria extraordinário. A emissão de moeda, o estudo do mercado financeiro. A moeda influencia vários fatores, como desemprego e inflação. Eu sou apaixonado, não é minha área de pesquisa hoje mas eu tenho muito prazer de estudar e falar”, explica.

O pernambucano revela que já havia pensado sobre o assunto, mas tinha outras prioridades.

“Nunca foi um objetivo de vida, mas hoje em dia eu penso que trabalhar e presidir o Banco Central seria um sonho, que nunca foi palpável. Tem muitos economistas grandiosos no Brasil, é um trabalho de alta responsabilidade”.

O ex-brother conta que apesar de continuar avançando nos estudos, ainda não se vê capaz de assumir um cargo desse nível e que ainda vai precisar se capacitar muito para poder focar no próximo sonho.

“Com certeza depois do PhD eu tenha capacidade. No momento, eu não me sinto capacitado para funções de grande porte na economia. Estou seguindo a linha acadêmica e preciso me desenvolver muito e quem sabe um dia possa dar mais esse passo”

Assunto mais popular

Personagem marcante na trajetória do BBB21, Gilberto ajudou a popularizar a economia. O brother conta que assim que saiu descobriu que por abordar o tema na casa, o assunto teve muita procura.

“A Economia hoje é um curso muito mais entendido, procurado. As pessoas estão querendo saber mais e, com isso, fazem com que seja um assunto muito mais fácil de se entender do que era antigamente. Muitos professores renomados começaram a falar sobre mim, me chamaram para conversar que eu nunca imaginei que poderia participar. Estou de fato muito chocado com o que tem acontecido, tem sido extraordinário”, finaliza Gil.

Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

PIB: Atividade econômica cresce 1,7% em fevereiro, diz Banco Central

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A atividade econômica registrou crescimento, em fevereiro, pelo décimo mês consecutivo. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC).

Em fevereiro, o índice apresentou alta de 1,7% na comparação com janeiro, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). Em relação a fevereiro de 2020, a expansão ficou em 0,98% (sem ajustes).

No primeiro bimestre comparado ao mesmo período de 2019, foi registrado crescimento de 0,23%. Em 12 meses terminados em fevereiro de 2021, houve retração de 4,02%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Mas o indicador oficial, com metodologia diferente do IBC-Br, é o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado trimestralmente.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Uma noticia como essa estraga o dia da turma que vive de politicagem, tentando prejudicar o Brasil para tentar derrubar o presidente. O jeito é apelaram para mentiras.

    1. Sossega, militonto! Estais vendo pelo em casca de ovo.

  2. tá bom de aumentar essa taxa de juros antes que o dólar chegue a 10 reais. Quando a taxa de juros é muito baixa, os investidores estrangeiros retiram os dólares do Brasil, aumentando assim o valor do dólar em relação ao real.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Vacinação pode levar a retomada ‘robusta’ da atividade econômica do país no segundo semestre, diz Banco Central

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O Banco Central (BC) avalia que ainda há muita incerteza sobre o ritmo da atividade econômica do primeiro semestre do ano, mas que há a possibilidade de uma “retomada robusta” na segunda metade de 2021 com a ampliação da vacinação no país.

A informação consta na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que elevou a taxa básica de juros de 2% para 2,75% ao ano e foi divulgada nesta terça-feira.

De acordo com o BC, a retomada econômica vinha “surpreendendo positivamente”, mas ainda não existem dados concretos sobre o impacto do recente aumento de casos e mortes por Covid-19 na economia, o que trouxe muita incerteza para o primeiro semestre do ano.

“O Comitê avaliou que uma possível reversão econômica devido ao agravamento da pandemia seria bem menos profunda do que a observada no ano passado, e provavelmente seria seguida por outra recuperação rápida”, diz a ata.

“Para o Comitê, o segundo semestre do ano pode mostrar uma retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”, completa o comunicado.

Projeção de inflação

As projeções de inflação do Copom estão em 5% para 2021 e 3,5% em 2022. Nesse cenário a Selic chegaria a 4,5% ao ano em 2021 e 5,5% em 2022. Se essas expectativas se confirmarem, o BC vai conseguir cumprir a meta de inflação, que é de 3,75% ao ano com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A ata do Copom também apresentou mais detalhes sobre a decisão de subir juros e a preocupação com a alta da inflação. O documento mostra que o BC se atentou ao aumento das projeções de inflação, que chegaram a bater 4,6% na semana do Copom e subiram para 4,71% na última segunda-feira.

“O Comitê ponderou que, apesar da recente aprovação de reformas importantes, que trarão benefícios no médio prazo, os riscos fiscais de curto prazo seguem elevados devido ao agravamento da pandemia, implicando um viés de alta nessas projeções” — mostra trecho da ata.

Apesar de continuar avaliando que a alta da inflação é temporária, o BC ressaltou o efeito do aumento do preço de commodities, como os combustíveis, e ressaltou o nível do IPCA, que chegou a 5,20% no acumulado de 12 meses em fevereiro.

“Finalmente, acerca da dinâmica recente da inflação, o Comitê apontou que, apesar do diagnóstico de que os choques atuais são temporários, o modelo de metas prevalente no país considera a inflação cheia no ano-calendário. Todos esses fatores contribuíram para uma postura mais assertiva na condução da política monetária”, diz a ata.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Uma notícia como essa destrói o dia da turma que torce pelo pior. Os inimigos do Brasil não suportam boas notícias nem boas perspectivas. Suas más intenções são claríssimas.

  2. Por que o governo federal foi contra as vacinas? por que até outro dia continuava fazendo corpo mole? oq passa pela cabeça do pessoal de eventos? por que continuam defendendo um presidente que sabotou a vacinação o quanto pôde? o presidente sabotando vacina prejudicou muito mais a economia do que os lockdowns dos governadores.

    1. Nunca foi conta vacina. Pare de mentir. Só esperou que existissem.

    2. Por que a governadora não distribui as vacinas que está recebendo? Por que não abriu leitos hospitalares? Por que torrou 5 milhões com respiradores que NUNCA chegaram? O que ela fez com os bilhões quexrecebeu do governo federal? Por que estamos com falta de leitos hospitalares mesmo após UM ANO de vírus? Por que ela proibe o tratamento precoce? Onde está a justificativa científica desse "lockdown"? O que essa governadora já fez pelo RN até o momento? O que seria desse estado sem a ajuda que já recebeu do governo federal?

    3. Kkkkk. Sério Ricardo que o MINTOmaníaco nunca apostou em plantar o medo de vacinas no povo dizendo que poderia virar "jacaré"? Sério que ele não fez campanha anti vacina? Sério que ele não falou que JAMAIS compraria a "vachina", MESMO APROVADA PELA ANVISA?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Com mais de 50 anos de atuação no RN e pelo país, CHB entra processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central

Depois de mais de 50 anos sendo a única instituição financeira privada do Rio Grande do Norte, a CHB, não resistiu as inúmeras crises que assolam o Brasil e o estado nos últimos anos, com reforço da pandemia, e entrou nesta quinta-feira(11) em processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Entre os motivos: alto índice de inadimplência, justiça morosa e sempre pró-devedor, baixa dos preços dos ativos imobiliários, dificuldade de venda de imóveis retomados, engessamento dos órgãos reguladores e agora a Pandemia.

Com mais de 50 anos atuando com foco no Rio Grande do Norte e no Nordeste, a CHB é reconhecida nacionalmente e coleciona e já colecionou parceiros comerciais de grandes grupos empresariais de atuação nacional dos setores de construção civil e mercado financeiro, viabilizando a construção e aquisição de quase 50 mil residências, gerando empregos e, contribuindo com o desenvolvimento do estado.

Opinião dos leitores

  1. A morosidade da justiça é sem duvida um dos maiores gargalos para quem investe nesse país. Lamentável o que ocorreu com a CHB, me solidarizo com seus prpietarios, realmente não é fácil

  2. Lamentável, uma empresa de 50 anos gerando emprego no nosso estado está nesta situação.
    Muito difícil uma empresa privada se sustentar num país desorganizado e sem planejamento. Sem rumo. Não tem metas claras

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Pix: Banco Central aumenta limite de transferências eletrônicas e igual ao limite do TED; entenda

Foto: FramePhoto / Agência O Globo

Uma mudança promovida pelo Banco Central (BC) fará com que os correntistas movimentem mais dinheiro via Pix, sistema de pagamentos instantâneos. Agora, os limites máximos do Pix deverão ser iguais aos da transferência eletrônica direta (TED) e do limite de cartão de débito.

Estes estão entre critérios definidos pelo BC para estabelecer limite de valores nas transações Pix. Até 28 de fevereiro, ao fazer um Pix para contas de mesma titularidade ou de outras pessoas, o limite dessa transferência era de 50% do teto oferecido para fazer uma TED (que pode variar de instituição para instituição).

Para compras, passará a valer o limite máximo do cartão de débito. Até agora, as instituições financeiras fixavam o teto de envio do Pix com base num percentual do limite diário e mensal para a TED ou para a compra no cartão de débito.

Os valores máximos de movimentação continuarão definidos pela instituição financeira, com base no horário, o dia da semana, o canal usado e a titularidade da conta, com o objetivo de garantir a segurança do usuário. Segundo o BC, os valores máximos continuarão a ser estabelecidos pelos bancos, o que mudou foi a compatibilidade do limite com as quantias fixadas para a TED e a compra no débito.

A partir de 1º de abril, segundo o BC, os clientes poderão gerenciar os limites do Pix no próprio aplicativo da instituição financeira. Atualmente, o correntista pode personalizar apenas os limites para a TED e o cartão de débito.

A qualquer momento, o correntista pode pedir para mudar os limites atuais de movimentação. Se for para reduzir, a instituição financeira é obrigada a acatar o pedido instantaneamente. O aumento do limite fica a critério da instituição, após avaliação do perfil do cliente.

Extra – O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Projeção do Banco Central para queda do PIB no Brasil é reduzida de 6,4% para 5%; estimativa de crescimento da economia em 2021 é 3,9%

Foto: © CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

O Banco Central (BC) reduziu a projeção de queda da economia brasileira este ano. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 6,4%, previstos em junho, para 5%. A estimativa está no Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo BC.

No relatório, o BC lembra que o PIB recuou 9,7% no segundo trimestre de 2020, “repercutindo a magnitude da retração da atividade em março e, principalmente, em abril”. Segundo o Banco Central, há “perspectivas mais favoráveis para o terceiro trimestre, em linha com os indicadores domésticos disponíveis, as informações mais recentes sobre a pandemia e a evolução esperada da economia internacional”.

Para 2021, “ainda com incerteza acima da usual”, a projeção de crescimento é de 3,9%. “Ressalte-se que essa perspectiva depende da continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira, condição essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”, finaliza o Banco Central.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso na Argentina esquerdista apontada no começo da pandemia como modelo para o Brasil por ter feito o maior lockdown do mundo, a economia vai afundando, caiu 19% e metade da população está abaixo da linha de pobreza, ainda bem que Bolsonaro estava certo.

  2. To com Bolsonaro fez reforma de previdência colocando essa povo para trabalhar mais tá certo a vagabundagem é grande neste pais

  3. Hô Véio Bom é Esse Presidente Bolsonaro e o Ministro Paulo Guedes. Nem com uma pandemia que abalou economias mundo afora o Brasil dando show.
    Mito 2022 até o talo.

    1. Você fala essas coisas fora de casa? As pessoas zombam de você?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *