Banco Central mantém delegados da Lava-Jato no novo Coaf

Erika Marena no lançamento do livro “Lava Jato: o juiz Sérgio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil”, em Curitiba Foto: Geraldo Bubniak 21-06-2016 / Agência O Globo

Apesar de Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro abrir brecha para indicações políticas para o comando do novo Coaf , o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, decidiu manter, por enquanto, os 11 conselheiros que já atuavam no Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Todos são servidores de carreira. O órgão foi rebatizado e agora está vinculado ao BC e se chama Unidade de Inteligência Financeira ( UIF ).

Entre os integrantes do conselho deliberativo do órgão que age no combate à lavagem de dinheiro estão os delegados da Polícia Federal Erika Marena e Márcio Anselmo, que atuaram na chamada Operação Lava-Jato.

Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro deu poder ao presidente do BC para escolher os nomes do conselho. O texto da MP abria brecha para indicações políticas já que os integrantes do conselho podem ser escolhidos entre qualquer cidadão com competência na área de combate à lavagem de dinheiro.

A composição do antigo Coaf estava restrita a servidores públicos. Especialistas alertam que permitir a nomeação de pessoas de fora do serviço público poderá fragilizar o sigilo das informações fiscais e bancárias manuseadas pelo órgão.

Os 11 conselheiros terão poder para aplicar sanções a instituições e pessoas físicas envolvidas em casos de lavagem. A função de conselheiro não é remunerada, segundo a MP.

Veja quem são os nomeados para o conselho deliberativo do novo Coaf:

Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega, ex-corregedor geral da União e já era integrante do Coaf;

Eric do Val Lacerda Sogocio, conselheiro do Ministério das Relações Exteriores;

Erika Marena, delegada da Polícia Federal e atuou na operação Lava-Jato;

Gustavo da Silva Dias, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Secretaria de Seguros Privados (Susep);

Gustavo Leal de Albuquerque, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Márcio Adriano Anselmo, delegado da PF, e atuou na Lava-Jato. Já era conselheiro do Coaf;

Marcus Vinicius de Carvalho, já era conselheiro do Coaf na qualidade representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

Rafael Bezerra Ximenes de Vasconcelos, já era conselheiro do Coaf, na qualidade de representante do Banco Central;

Ricardo Pereira Feitosa, já era conselheiro do Coaf, na qualidade de representante da Receita Federal;

Sergio Djundi Taniguchi, já era do Coaf na qualidade de representante do Ministério da Economia;

Virgílio Porto Linhares Teixeira, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Genaro disse:

    Kkkkkk, a petralhada pira, não vão poder tão cedo repatriar os bilhões de reais roubados na época da esquerdalha tava no poder e que estão nos paraísos fiscais. Dizem que a meta é, luladrão morre, mas não usufrui o dinheiro roubado.

Bolsonaro diz que Coaf pode ser vinculado ao Banco Central para tirar órgão do ‘jogo político’

Bolsonaro, ao lado do ministro da Justiça, Sergio Moro, falou com jornalistas na porta do Palácio da Alvorada nesta sexta-feira (9) — Foto: Guilherme Mazui/G1

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (9) que o governo avalia tirar o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia e colocá-lo sob a estrutura do Banco Central. Segundo Bolsonaro, a medida serviria para livrar o órgão do “jogo político”.

O Coaf atua em conjunto com outras instituições, como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Banco Central, para identificar operações financeiras suspeitas e auxiliar no combate a crimes como lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

O órgão esteve no centro de uma polêmica no início do mandato de Bolsonaro. Assim que assumiu, o presidente editou a medida provisória da reforma administrativa, com mudanças na estrutura de ministérios. Uma dessas alterações previa o Coaf na alçada do Ministério da Justiça, do ministro Sergio Moro.

No entanto, durante a tramitação da medida no Congresso, parlamentares aprovaram voltar o Coaf para a Economia. Na época, Moro defendeu que o órgão ficasse em sua pasta, mas a reação de deputados e senadores foi mais forte.

“É natural, em indo para Economia, que tenha alguma mudança. O que nós pretendemos é tirar o Coaf do jogo político, pretendemos”, disse Bolsonaro na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

Questionado se o órgão poderá ser vinculado ao Banco Central, o presidente confirmou a possibilidade.

“Exatamente, já está sabendo, é vincular ao Banco Central. Tudo onde tem política, mesmo sendo bem-intencionado, sempre sofre pressões de um lado ou de outro. A gente quer evitar isso daí. Isso não é desgaste para mim nem para o Moro. Coaf lá, porventura, caso vá para o Banco Central vai fazer o seu trabalho sem qualquer suspeição de favorecimento político”, explicou Bolsonaro.

Ainda de acordo com Bolsonaro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos, seria o responsável por escolher o comando do Coaf.

O atual presidente do conselho, Roberto Leonel, foi indicado pelo ministro Sergio Moro quando o órgão ainda era vinculado ao Ministério da Justiça.

Na quarta-feira (7), o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito que ainda não se decidiu se manterá Leonel à frente do órgão. “Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional”, afirmou o ministro.

Grande base de dados

Segundo balanço de 2018 do Coaf, no ano passado foram recebidos 6.915 pedidos de informações de autoridades nacionais e realizadas 297 trocas de informações com outras unidades de inteligência financeira no exterior.

Dos relatórios produzidos pelo Coaf no ano passado, cerca de 400 municiaram operações da força-tarefa da Lava Jato, além de operações da PF como Cui Bono e Greenfield. O órgão informa que sua atuação possibilitou, em 2018, o bloqueio judicial de cerca de R$ 36 milhões no Brasil e no exterior.

Trata-se, portanto, de um órgão de controle, e não necessariamente de investigação. Na prática, o Coaf funciona como uma grande base de dados que reúne todas as operações financeiras e transações que, por lei, precisam ser comunicadas por bancos e também por corretoras, seguradoras, cartórios, joalherias e negociantes de obras de arte, entre outros.

Desde o final de 2017, por exemplo, bancos estão obrigados a comunicar previamente ao Coaf todas as operações em espécie, como saques e depósitos, acima de R$ 50 mil, com a identificação dos clientes. Para transferências bancárias não há um limite fixo. “O valor de R$ 10 mil é um valor referencial para que as instituições financeiras monitorem as operações para verificar se, por suas características, há suspeição”, explica o Ministério da Economia.

Quem deixa de cumprir com esses procedimentos está sujeito a sanções como como advertência, multa, inabilitação temporária ou até mesmo a cassação da autorização para exercício da atividade.

Somente no ano passado, foram cerca de 3 milhões comunicações obrigatórias feitas ao órgão, entre suspeitas e em espécie, o que representou um aumento de 90% em relação ao ano anterior.

Moro

Ao sair do Alvorada na manhã desta sexta, Bolsonaro estava acompanhado do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Depois, em um evento de promoção de oficiais no Clube do Exército, o ministro também acompanhou o presidente.

Logo no início do discurso no evento militar, o presidente disse que a sua vida e a do ministro não são fáceis, “mas quem tem a paz na consciência e um norte a seguir supera esses obstáculos”.

Em seguida, Bolsonaro afirmou que grande parte da democracia e da liberdade que o país tem se deve a Moro, numa referência ao trabalho do ministro como juiz responsável pela operação Lava Jato na 1ª instância até o ano passado.

“Quero fazer um elogio público também e aqui ao nosso ministro Sergio Moro, o homem que teve coragem, a galhardia e a vontade de fazer cumprir a lei. Fazer com que as entranhas do poder fossem colocadas à visa de todos do passado e também do presente. Uma pessoa também a quem devemos em grande parte a situação em que o Brasil se encontra, ao lado da democracia e da liberdade”, afirmou Bolsonaro.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fernanda disse:

    Cada coisa que ouço do ministro. Soam como musica aos meus ouvidos..fala pouco e quando fala,, eu gosto.

  2. Adelson Lopo da Silva disse:

    Coaf deve ser extinto e criado um órgão semelhante que faça essas funções no Ministério que o Presidente bem entender.

Banco Central vê inflação contida e indica novo corte de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou nesta terça-feira (5), por meio da ata da reunião realizada na semana passada – quando os juros básicos caíram para 6% ao ano, o menor valor da série histórica – que a taxa Selic pode recuar novamente nos próximos meses.

“O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva [nos próximos meses] deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo [monetário, ou seja, redução da taxa Selic]”, registrou o BC na ata.

O mercado financeiro acredita que o BC continuará reduzindo os juros nos próximos meses. A expectativa dos analistas, ouvidos em pesquisa realizada pela instituição na semana passada, é de que a taxa Selic recue para 5,5% ao ano em setembro, e para 5,25% ao ano em dezembro.

Controle da inflação

Por meio da definição da taxa básica de juros, a missão do Banco Central do Brasil é controlar a inflação, tendo por base o sistema de metas.

Para este ano, a meta central de inflação é de 4,25%, podendo oscilar entre 2,75% a 5,75%. Para 2020, a o objetivo central é de 4% – com oscilação autorizada de 2,5% e 5,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros. Quando estão acima da trajetória esperada, a taxa Selic é elevada.

Para definir a taxa básica de juros neste momento, o BC já está de olho nas previsões de inflação do ano que vem. Isso porque as decisões demoram meses para terem impacto pleno na economia.

De acordo com o Copom, com a perspectiva de redução dos juros para 5,5% ao ano no fim de 2019 e manutenção nesse patamar até o fim do ano que vem, as projeções do BC para a inflação situam-se em torno de 3,6% para 2019 e 3,9% para 2020.

Crescimento do PIB

Sobre o crescimento da economia, o Banco Central avaliou que os dados sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, que tinha sido interrompido nos últimos trimestres.

“O Comitê estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar estável ou apresentar ligeiro crescimento no segundo trimestre, com alguma aceleração nos trimestres seguintes, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-PASEP”, informou.

Na reunião anterior do Copom, realizada em junho, o BC informou apenas que o PIB deveria “apresentar desempenho próximo da estabilidade no segundo trimestre”.

Segundo a instituição, indicadores recentes da atividade econômica sugerem possibilidade de retomada, em “ritmo gradual”, do processo de recuperação da economia brasileira.

De acordo com o BC, porém, a economia segue operando com “alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”.

O Banco Central, o mercado financeiro e o governo estimam que o Produto Interno Bruto apresentará um crescimento ao redor de 0,8% neste ano – abaixo do patamar de 1,1% registrado em 2018.

Reformas econômicas

O Banco Central informou ainda que a reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, reduzirá o ritmo de crescimento dos gastos do governo, aumentando a poupança pública.

“Além disso, gera incentivos para aumento da taxa de poupança por parte da população, visando sustentar um certo padrão de consumo após a aposentadoria”, informou, acrescentando que a reforma também “induz aumento da oferta de trabalho e tende a estimular investimentos privados ao reduzir incertezas sobre aspectos fundamentais da economia brasileira”.

O Copom avaliou que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira são um fator “essencial para a queda da taxa de juros estrutural, para o funcionamento pleno da política monetária e para a recuperação sustentável da economia”.

“O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes. Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva”, concluiu a ata.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Véio de Rui disse:

    Tudo culpa de Bolsonaro

DESBUROCRATIZAÇÃO: Banco Central estuda medida que pode permitir conta em dólares para brasileiros

Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, anunciou nesta quarta-feira (29) uma série de ações que o banco deve tomar para melhorar o ambiente de negócios no país, reduzir a burocracia e estimular a produtividade. As medidas fazem parte da agenda BC#.

Entre elas está um projeto de lei que deve ser enviado para o Congresso Nacional para simplificar a legislação cambial. Um dos pontos do projeto pode permitir contas bancárias em dólares no Brasil e também facilitar que bancos em outros países tenham contas em real.

Campos Neto afirmou, no entanto, que o objetivo é simplificar a legislação de câmbio e que o país ainda está longe do cenário de ter contas em dólares. “É um processo longo”, afirmou.

Segundo o diretor de Regulação do BC, Otávio Ribeiro Damaso, o processo deve ser feito com cautela. Segundo Damaso, atualmente alguns setores da economia já podem ter conta em moeda estrangeira no país, como a indústria de petróleo e embaixadas. “Se for permitir para outros segmentos, isso deve ser feito com cautela”, disse.

Agenda BC#

A agenda inclui ainda medida para incentivar o microcrédito, ações para educação financeira, para ampliar o crédito imobiliário e melhorar a transparência do mercado financeiro. Segundo Campos Neto, os detalhamentos das ações serão apresentados com o tempo.

Durante coletiva, Campos Neto enfatizou a importância da educação financeira. “Parte dos problemas que nós temos é falta de educação financeira”, disse. Ele citou a necessidade de apoio aos superendividados e lembrou, por exemplo, que o cheque especial penaliza mais quem ganha menos.

“Esses esforços, em conjunto com reformas estruturais promovidas pelo governo, são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira”, disse.

G1

 

Banco Central reduz compulsório sobre leasing e injeta R$ 8,2 bilhões na economia

BANCO CENTRAL DO BRASIL (FOTO: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL)

O Banco Central (BC) reduziu a parcela que as instituições financeiras são obrigadas a recolher sobre operações de leasing, divulgou há pouco a autoridade monetária. A mudança resultará na injeção de R$ 8,2 bilhões na economia, de acordo com o órgão.

Em circular editada no fim da tarde, o BC excluiu da base de cálculo do compulsório sobre depósitos a prazo os depósitos interfinanceiros feitos por Sociedades de Arrendamento Mercantil (SAM) em instituições financeiras de um mesmo conglomerado. Dessa forma, esses depósitos deixarão de entrar na parcela dos depósitos a prazo sobre a qual as instituições financeiras são obrigadas a depositar uma parte no BC.

Segundo o BC, o órgão regulamentou uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) de 2016, que proibiu operações compromissadas (com compromisso de o tomador devolver os recursos depois de alguns meses) com lastro em títulos de instituições ligadas ou integrantes de um conglomerado. O período de transição para a decisão entrar em vigor havia acabado em dezembro do ano passado, mas a regulamentação para os depósitos interfinanceiros das SAM em instituições do mesmo conglomerado não havia saído até agora.

As novas regras entrarão em vigor em 1º de julho, com efeitos no sistema financeiro a partir de 15 de julho. Segundo o BC, os R$ 8,2 bilhões que deixarão de ser recolhidos atualmente representam 3,3% do total de compulsórios sobre depósitos a prazo.

Histórico

Os depósitos interfinanceiros de SAM fazem parte da estratégia de instituições financeiras que usavam debêntures (tipo de título privado) emitidas por companhias de leasing do mesmo conglomerado para captar recursos de investidores por meio de operações compromissadas. Os recursos eram captados do público e repassados às SAM, retornando às instituições financeiras por meio dos depósitos interfinanceiros.

Por muito tempo, os bancos usavam os depósitos interfinanceiros das empresas de leasing para escapar dos compulsórios. Até que, em janeiro de 2008, o recolhimento passou a incidir também sobre essas operações. No fim de 2016, essas transações foram proibidas, mas o estoque de R$ 8,2 bilhões continuou até agora parado no BC.

Época Negócios

Banco Central diz que inadimplência segue no menor nível histórico

A inadimplência das famílias ficou estável nos últimos quatro meses no menor nível histórico registrado pelo Banco Central (BC). Em agosto, a inadimplência permaneceu em 5%, a menor taxa da série histórica iniciada em março de 2011. Essa taxa considera atrasos acima de 90 dias.

A taxa média para pessoas físicas e empresas – de 4,2% em agosto – também é a menor da série histórica. Essa é a inadimplência do crédito com recursos livres, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.

(Arquivo/ Wilson Dias/Agência Brasil)

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a inadimplência “em valores muito baixos” deve-se à retomada gradual da atividade econômica, à melhor análise da capacidade de pagamento dos clientes feita pelos bancos antes de liberar o empréstimo e a um “gerenciamento mais ativo” após a concessão de crédito, com oferta de renegociação para os tomadores permanecerem adimplentes.

Perguntado sobre as taxas de juros ainda muito altas no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito, mesmo com inadimplência baixa, Rocha disse que são modalidades para serem usadas apenas em situação de emergência.

Cheque especial

Ele destacou que há uma redução no saldo do cheque especial (R$ 26,435 bilhões, com recuo de 4,6% em 12 meses). “Ou menos pessoas estão demandando ou está tendo aumento da educação financeira”, disse. Para Rocha, o rotativo do cartão de crédito, “de preferência”, não deve ser usado.

Em agosto, a taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 2,6 pontos percentuais em relação a julho, chegando a 274% ao ano. A taxa de juros do cheque especial ficou estável em agosto comparada a julho em 303,2% ao ano. Já a taxa média para pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual para 51,8% ao ano, em agosto.

Para Rocha, os clientes bancários devem pesquisar entre as instituições antes de tomar um empréstimo e optar por modalidades de crédito adequadas à sua necessidade.

“Os preços numa economia são importantes fontes de informação em relação à decisão de consumo, seja de combustíveis e alimentos, em que se pode trocar um bem por outro.

No caso do crédito, o cliente pode fazer isso buscando modalidades que sejam mais favoráveis para suas necessidades, isso inclui tanto taxas, montantes e as instituições que estão no mercado”, disse.

Questionado sobre a baixa competitividade no mercado de crédito, Rocha disse que “esse espaço pode ser mais reduzido do que o ideal, mas não é nulo”.

“As taxas em geral são mais altas do que desejaríamos. Tem uma pauta no Banco Central concentrada na Agenda BC + [medidas para reduzir os custos dos empréstimos, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente] que não estão encerradas”, afirmou.

Saldo dos empréstimos

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC disse que em agosto foi verificada a continuidade do crescimento do saldo de crédito.

No mês passado, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,155 trilhões, com aumento de 1% no mês e de 2,1% no ano.

Explicou, também, que a alta do dólar contribuiu com aumento de R$ 10 bilhões no saldo do crédito. Isso aconteceu porque principalmente as empresas têm empréstimos atrelados ao dólar.

“Esse impacto fez com que o crescimento no saldo do crédito fosse maior do que seria se não houvesse a desvalorização [do real frente ao dólar]”, diss. Segundo ele, se fosse desconsiderada essa contribuição da alta do dólar, o crédito teria crescido 0,7% no mês.

Agência Brasil

 

Banco Central: taxa do rotativo do cartão de crédito cai para 218,3% ao ano

Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura em dia continuou a cair, em novembro. A taxa chegou a 218,3% ao ano no mês passado, com redução de 2,8 pontos percentuais em relação a outubro, de acordo com dados divulgados hoje (22), em Brasília, pelo Banco Central (BC).

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura caiu 3,2 pontos indo para 410,4% ao ano, em agosto. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 333,8% ao ano, com queda de 4,2 ponto percentual em relação a outubro.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, obrigou as instituições financeiras a transferirem a dívida para o crédito parcelado, que tem taxas menores.

A taxa do crédito parcelado subiu 1,5 ponto percentual para 168,5% ao ano, em novembro.

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial ficou estável em 323,7% ao ano, em novembro em relação a outubro.

A taxa média de juros para as famílias caiu 1,4 ponto percentual para 58,1% ao ano, no mês passado. No caso das empresas, a taxa foi reduzida em 0,4 ponto percentual para 22,9% ao ano.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, ficou em 5,4 %, com redução de 0,2 ponto percentual em relação a outubro. No caso das pessoas jurídicas, a inadimplência caiu 0,1 ponto percentual para 5,1%. Os dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas caiu 0,5 ponto percentual indo para 8% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,3 ponto percentual para 11,4 % ao ano. A inadimplência caiu 0,1 ponto percentual tanto para famílias como para as empresas, ficando em 2% e 1,5 %, respectivamente.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,063 trilhões, com aumento de 0,4%, no mês. Em 12 meses, houve retração de 1,3%. Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – o volume correspondeu a 47%, com aumento de 0,1 ponto percentual em relação a outubro.

Agência Brasil

 

SE PREPAREM: Meirelles diz que Brasil vai precisar de aumento de impostos

Henrique-Meirelles-2O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles avaliou que o Brasil vai precisar de um aumento de impostos no curto prazo para solucionar as dificuldades nas contas públicas.

“Acredito que, talvez, seja necessário, mas claramente temporário”, disse ele após participar de evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos com especialistas, no Harvard Club, em Nova York.

Fonte: Valor Econômico

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maracujina disse:

    Isso é conversa . TEMER E A OPOSIÇÃO VÃO FAZER O CONTRÁRIO . Baixar combustível , sepultar CPMF , continuar com os programas sociais . Tenho esperança nesse novo Brasil que surge . No RN TEREMOS O GRANDE LÍDER Henrique Eduardo Alves , trabalhando para ajudar o governador Robison Farias . Teremos muitas alegrias . Estou deveras otimista .

    • Dennis disse:

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Rindo ate o final do processo de impeachment!!!

  2. Rosaldo disse:

    Desta vez, deveria poupar a sofrida "classe média", no caso de um possível aumento do imposto de renda. Deveria aumentar a alíquota, SOMENTE, de quem ganha, por exemplo, acima de R$ 20.000, 00, por mês, criando alíquota de 30%, 35% acima de 40.000,00, 40% acima de 50.000,00. Minha opinião.

  3. José Cresio disse:

    Comecei a gostar da aprovação do impeachment. Nunca vi a oposição baixar impostos no Brasil, só quando lhe interessa, como a CPMF que eles criaram e só tiraram no governo alheio.

  4. Alfredo disse:

    Porque não falam em cortar gastos e sim aumentar impostos? Gerenciar assim não precisa de Meireles.

  5. rnatal disse:

    Se presente no momento da fala dele eu teria indagado o seguinte:
    Caro Senhor Henrique Meirelles, o Senhor não acha que já chega desse negócio dos outros fazerem uma péssima gestão, se locupletarem do dinheiro público e depois mandarem a conta pra gente pagar?

Inflação em 2017 deve ficar no teto da meta, diz pesquisa Focus

banco centralO Brasil deve fechar 2017 com a inflação no teto da meta oficial, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, realizado semanalmente pelo BC com uma centena de economistas, mostrou ainda pioras nas expectativas de preços para este ano também diante da postura mais moderada da política monetária do Banco Central.

Para o próximo ano, a alta do IPCA deve ser de 6%, exatamente no limite máximo estabelecido pelo governo, de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No Focus da semana anterior, a elevação esperada era de 5,80%.

Para 2016, o cenário de inflação também piorou, com alta do IPCA de 7,56% – a previsão anterior era de 7,26%. Nesse caso, se confirmado, o BC não terá cumprido a meta, de 4,5%, com tolerância de 2 pontos.

O levantamento também mostrou que, mesmo com a pressão cada vez maior das expectativas inflacionárias, as projeções são de que a Selic será mantida neste ano em 14,25%. E, para 2017, elas recuaram a 12,50%. No Focus anterior, a projeção era de 12,75%.

O BC sinalizou que não deve mexer na taxa básica de juros tão cedo diante da fraqueza econômica do país, que enfrenta severa recessão. O cenário para a atividade econômica também continuou em deterioração. A mediana das projeções no Focus apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano recuará 3,21% – a projeção da semana anterior era de 3,01%. É esperada alguma retomada para 2017, porém com expansão de apenas 0,60%. Na pesquisa anterior, os economistas previam avanço de 0,70%.

Fonte: Veja

Dólar perde força e é negociado a R$ 4,109 após anúncio de leilão do BC; moeda chegou a R$ 4,15

nova-nota-de-dolar-3O dólar comercial atingiu um novo recorde nesta quarta-feira, ao chegar aos R$ 4,15, o que contribuiu para o Banco Central anunciar uma nova intervenção no mercado de câmbio, de US$ 2 bilhões em leilão que será feito a partir das 15h, o que fez com que a divisa se afastasse um pouco das máximas. No atual pregão, o ambiente político e a desaceleração na China são fatores que preocupam. Às 15h07, a divisa era negociada a R$ 4,107 na compra e a R$ 4,109 na venda, alta de 1,35% ante o real. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,51%, aos 45.556 pontos.

A moeda até abriu o pregão em queda, após o governo conseguir manter 26 de 32 vetos. No entanto, ainda falta o Congresso Nacional avaliar o que é considerado o mais importante, que é o veto da presidente Dilma Rousseff ao aumento de salário de servidores do Poder Judiciário.

— Nem tudo foi ganho e a situação ainda está complicada. E preocupa o fato do Congresso de um lado não querer votar o aumento de impostos e, do outro, ameaçpar aumentar despesas — disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio Treviso Corretora.

Além do ambiente político, que dificulta a aprovação das medidas de ajuste fiscal, os investidores estão de olho na decisão da Fitch, que em breve deverá divulgar a revisão da nota de crédito (rating) do Brasil. Nessa agência, o país ainda está com duas notas acima do grau especulativo. Na Moody’s essa margem é de apenas uma nota e na Standard & Poor’s o Brasil não é mais grau de investimento.

A mudança de humores, após o recuo da moeda até a mínima de R$ 4,016, ocorreu devido a rumores de mudanças no governo e da possibilidade de impeachment da presidente Dilma. Além disso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), votou a declarar que segue contra a criação de uma nova CPMF mesmo com a redução do número de ministérios pelo Executivo.

LEILÃO DO BC

(mais…)

Dólar volta a subir e se aproxima de R$ 4, mesmo com intervenção do BC

dólarApesar da intervenção do Banco Central, a moeda norte-americana voltou a fechar em alta hoje (21), aproximando-se de R$ 4. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 3,981, com alta de R$ 0,023 (0,57%). A moeda fechou no segundo maior nível desde a criação do real, perdendo apenas para o valor do fechamento de 10 de outubro de 2003 (R$ 3,99).

A cotação oscilou fortemente ao longo do dia. No início da sessão, o dólar chegou a cair, chegando a atingir R$ 3,947 na mínima do dia, por volta das 9h30. Nas horas seguintes, a moeda subiu fortemente. Por volta das 16h, voltou a ficar próximo da estabilidade, mas subiu perto do fim da sessão. A divisa acumula alta de 9,75% em setembro e de 49,73% em 2015.

O dólar não caiu apesar das intervenções do Banco Central. Além de vender dólares no mercado futuro, por meio da rolagem (renovação) dos leilões de swap cambial, a autoridade monetária vendeu US$ 3 bilhões por meio de um leilão com compromisso de recompra. Nessa modalidade, o BC vende dólares das reservas internacionais, mas adquire a divisa de volta algum tempo depois.

A cotação da moeda não tem caído nos últimos dias, apesar de o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, ter adiado o aumento da taxa básica de juros da maior economia do planeta na reunião da última quinta-feira (17).

Desde o fim de 2008, os juros nos Estados Unidos estão entre 0% e 0,25% ao ano. Na época, o Fed cortou a taxa para estimular a economia americana em meio à crise no crédito imobiliário. A última elevação de juros nos EUA ocorreu em 2006.

Juros mais altos atraem capital para os títulos públicos americanos, considerados a aplicação mais segura do mundo. Os investidores retiram recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do dólar.

Fonte: Agência Brasil

FOTO: Banco Central vai lançar as primeiras moedas dos Jogos Olímpicos nesta sexta-feira

B3SyG8xCMAA1TNdO Banco Central informou que lançará, na sexta-feira, as primeiras nove moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Segundo o BC, uma será de ouro, quatro de prata e outras quatro de circulação comum. Ao todo, a autoridade monetária lançará 36 moedas até o início do evento.

A moeda de ouro homenageará o Cristo Redentor – símbolo da cidade-sede – e a corrida de 100 metros rasos por ser um dos esportes que representa o lema Olímpico “Citius, Altius, Fortius”. Em português, significa mais rápido, mais alto, mais forte.

Já as moedas de prata também prestarão homenagem ao Rio de Janeiro com anversos, com paisagens conhecidas onde o carioca pratica esportes como vôlei de praia, remo, corrida e ciclismo.

Um outro grupo de moedas homenageará riquezas brasileiras: fauna, flora, arquitetura e música.

Já modalidades olímpicas e Paralímpicas serão destaques das moedas de circulação comum. No primeiro lançamento, que será feito no Rio de Janeiro, o atletismo e a natação serão cunhados nas pratinhas. Isso porque são os esportes que o Brasil conquistou mais medalhas em Jogos Olímpicos. Além disso, golfe e paratrilatlo também estamparão as moedas por serem duas modalidades que passarão a fazer parte dos Jogos a partir de 2016.

As moedas de R$1 entrarão em circulação pela rede bancária e uma parte será vendida em embalagens especiais para colecionadores. Elas poderão ser adquiridas no site do Banco do Brasil por meio de boleto bancário ou, no caso de correntistas do BB, débito em conta.

As moedas também estarão à venda em algumas agências do Banco do Brasil. Lá, o pagamento poderá ser feito apenas em dinheiro.

O Globo

Receita e Banco Central também podem ser afetados pela PEC 37

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que permite apenas às polícias Civil e Federal fazer investigações criminais, atinge não apenas os membros do Ministério Público (MP). Outros órgãos que apuram irregularidades com indícios de crime na administração pública também poderão ser afetados, como a Receita Federal, o Banco Central (BC), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, afirmou, em nota, ser contrário à PEC e defende o atual modelo de atuação compartilhada entre os diversos órgãos da República. Ele destacou que o BC, na condição de agente fiscalizador do sistema financeiro, depara-se com “diversas condutas praticadas por agentes do mercado, sendo responsável por apurar eventuais infrações e punir administrativamente seus autores”.

O BC já enviou mais de 16 mil comunicações de possíveis crimes ao MP, conforme determina a Lei Complementar nº 105, de 2001. A Receita Federal também encaminha ao órgão dados das infrações tributárias que indicam crime de sonegação fiscal. “Mais do que o Ministério Público não poder investigar, ninguém mais poderá, a não ser a polícia. Quando os auditores do BC encontrarem o menor indício de crime em alguma instituição financeira, terão que parar. É a polícia que vai auditar o sistema financeiro”, disse o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

Do Correio Braziliense

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio Nogueira disse:

    Quando alguma instituição defende qualquer monopólio para si, pode ir atrás que tem algo de podre. No caso das Polícias, que sempre estão acorrentadas ao Executivo qualquer um com um mínimo de conhecimento pode imaginar. E por falar em PEC 37, alguém poderia dizer um caso investigado pela PC e levado ao Judiciário envolvendo políticos do RN?
    Lembro que um Delegado foi afastado e depois designado para fiscalizar a venda de grude de Extremoz quando chegou bem perto de um Deputado que mandava e desmandava no IPEM. É isso que a sociedade quer para si? A frouxidão para os corruptos? PEC da Impunidade não! Eu sou honesto, não tenho porque temer o MP.

Inflação em maio é a menor em quase um ano, mas fica no teto da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, subiu 0,37% em maio, a menor taxa para um mês desde junho de 2012, quando tiveram início os reajustes mais intensos dos alimentos. Em abril, a inflação tinha ficado em 0,55%.

No acumulado dos últimos 12 meses, os preços ficaram no teto da meta do governo (6,50% até maio). O objetivo do governo é que a inflação fique em 4,5%, mas tem uma tolerância de mais ou menos 2 pontos percentuais. Em abril, o indicador havia ficado em 6,49%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A inflação se manteve no teto da meta do governo em maio, deixando pouco espaço para o Banco Central permitir uma alta adicional do dólar. (mais…)

BC prepara lançamento de novas notas de R$ 2 e R$ 5; saiba como identificar se cédula é verdadeira

O Banco Central do Brasil prepara para o segundo semestre o lançamento de novas cédulas de R$ 2 e R$ 5, que fazem parte da Segunda Família do Real. Tais cédulas começaram a ser substituídas em 2010, com a troca primeiramente das notas de R$ 50 e R$ 100. A novidade foi divulgada ontem, juntamente com o evento de lançamento de um aplicativo que mostra locais onde o turista ou o brasileiro consegue trocar dólar e outras moedas.

dois

Em julho de 2012, foi a vez de colocar em circulação as novas notas de R$ 20 e R$ 10. As cédulas, segundo o Banco Central, foram criadas justamente por possuírem mais elementos de segurança, como marca d’água e número escondido.

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Não há necessidade de trocar as cédulas atuais pelas novas na rede bancária, pois à medida que as notas forem sendo depositadas nos bancos e, por consequência chegarem ao BC, serão sendo substituídas.

Saiba como identificar se a nota é verdadeira:

1) Também há marca d’água: nas cédulas de R$ 50 a figura da onça-pintada e número 50 e nas cédulas de R$ 100 a figura da garoupa e número 100,

2) Com a frente da nota na altura dos olhos, na posição horizontal, onde haja bastante luz, é possível ver aparecer o número indicativo do valor dentro do retângulo no lado direito da nota.

3) Ao movimentar a nota, a faixa à esquerda da frente da cédula tem efeitos:

– Nota de R$ 50: o número 50 e a palavra Reais se alternam, a figura da onça fica colorida, e na folha aparecem diversas cores em movimento.

– Nota de R$ 100: o número 100 e a palavra Reais se alternam, a figura da garoupa fica colorida, e no coral aparecem diversas cores em movimento.

4) Também é possível sentir o alto-relevo. Na frente, na legenda “República Federativa do Brasil”, no numeral do canto inferior esquerdo, no numeral do canto superior direito (somente nas notas de R$ 50 e R$ 100) e nas extremidades laterais da nota. No verso (somente nas notas de 20, 50 e 100 reais), na legenda “Banco Central do Brasil”, na figura do animal e no numeral.

Todo o roteiro de verificação está no site do Banco Central.

Cédula suspeita

Caso o consumidor receba uma nota suspeita ele deve adotar alguns procedimentos.

Em um terminal de auto-atendimento ou caixa eletrônico:

– Dentro de uma agência bancária e durante o expediente – retire um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e vá ao gerente da agência para pedir providências. Se não obtiver solução satisfatória, o cidadão deve procurar uma delegacia policial mais próxima para registrar uma possível ocorrência.

– Fora de uma agência ou do horário do expediente bancário – retire um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e procure uma delegacia policial para registrar uma possível ocorrência. Na primeira oportunidade, dirigir-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências.

Em transações do dia a dia:

– Se desconfiar da nota, você pode recusá-la e avise o dono do estabelecimento.

Do Estadão

Queda em popularidade por causa de inflação fez Dilma apoiar o Banco Central

Pesquisas reservadas entregues ao Palácio do Planalto mostraram que a maior ameaça aos planos de reeleição da presidente Dilma Rousseff vem do risco de descontrole da inflação, informação que reforçou a decisão da petista de priorizar o combate à alta de preços neste ano.

Segundo a Folha apurou, sondagens feitas em abril registraram uma queda de até dez pontos na popularidade de Dilma num momento em que o avanço dos preços caiu na boca da população, com a inflação elevada sendo simbolizada pelo tomate mais caro nos supermercados.

A presidente, que já se mostrava preocupada com o tema depois das críticas da oposição ao risco de descontrole inflacionário no país, decidiu mudar o tom de seus discursos contra o perigo da alta de preços.

Em março, ela havia afirmado que não concordava com medidas econômicas anti-inflacionárias que “matavam o doente”.

Segundo assessores, a mudança de tom já surtiu efeito. Uma nova rodada de pesquisas, levada ao Planalto nas últimas semanas, teria mostrado uma recuperação da popularidade da petista nesse tema, em alguns casos de até oito pontos percentuais.

A equipe de Dilma diz que não foi só o discurso que fez diferença, mas também o início do recuo da inflação e da alta de juros feita pelo Banco Central em abril -de 0,25 ponto- e na semana passada -de 0,50 ponto, fazendo a taxa atingir 8% ao ano.

APOIO INTEGRAL

A decisão do BC de elevar a dose de aumento de juros, por sinal, contou com o “apoio integral” da presidente Dilma, dentro da avaliação de que é preciso garantir a queda da inflação neste e, principalmente, no próximo ano, da eleição presidencial.

Assessores mais próximos de Dilma, porém, avaliavam que o PIB fraco do primeiro trimestre (0,6%) recomendava a manutenção da alta de juros feita em abril, de 0,25 ponto percentual.

Um deles disse à Folha que o BC foi “muito severo” e que não há o “menor risco” de a inflação sair do controle. Outro, questionado sobre o que achava da decisão do banco, afirmou que o “Financial Times” –jornal britânico que tem criticado a política econômica do governo Dilma– deve ter gostado muito.

Um terceiro disse avaliar que o BC nem precisava subir os juros, mas que esse não é pensamento da chefe e que ela decidiu fechar com o presidente da instituição, Alexandre Tombini, a quem hipotecou “apoio integral”.

Da Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JORGE ALMADA disse:

    O POVO ESTÁ PERCEBENDO QUE O GOVERNO DILMA/LULA SÃO INCOMPETENTES PARA CONTROLAR A INFLAÇÃO E QUE ESTÃO ENGANANDO O POVO BRASILEIRO COM MANIPULAÇÃO DOS ÍNDICES DE INFLAÇÃO.
    NOSSAS INDÚSTRIAS ESTÃO PERDENDO COMPETITIVIDADE, O SALDO DA BALANÇA DE PAGAMENTO É UM DOS MENORES DOS ÚLTIMOS ANOS.
    A DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO ESTÁ AUMENTANDO ASSIM COMO O CONSUMO DE PRODUTOS PRODUZIDOS NA CHINA AFETANDO OS EMPREGOS AQUI NO BRASIL. Há PERDAS DE DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA E NO PODER DE COMPETIÇÃO DA NOSSAS INDÚSTRIAS E CONSEQUENTEMENTE PERDAS DE RECEITA NA EXPORTAÇÃO.
    PRECISAMOS DIVULGAR A TODOS OS BRASILEIROS ESTÁS INFORMAÇÕES POIS NUM PAIS DEMOCRÁTICO NÃO PODE IMPERAR SOMENTE O PONTO DE VISTA E A POLÍTICA GOVERNAMENTAL.
    ACORDA BRASIL!!!!!!

  2. F er disse:

    Será que nossas forças armadas nao tem nenhum General competente o bastante pra assumir esse governo , fazer uma reforma nas nossas, leis deixando mais severas pra bandidos e botar esses PTralhas em seus devidos lugares.