Produção industrial sobe pelo terceiro mês seguido: alta de 0,8% em outubro

Foto: Christiano Diehl Neto / Agência O Globo

A produção industrial subiu 0,8% em outubro , na comparação com setembro deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal da Indústria ( PMI ), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE . Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,0%. Essa foi a terceira alta mensal seguida registada pelo indicador que mede o desempenho econômico do setor.

Economistas ouvidos pela Bloomberg estimavam um avanço de 0,9% entre setembro e outubro, e de uma variação de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano, a indústria registra um recuo de 1,1%, influenciada pela queda na indústria extrativista de 9,5%, com impactos do acidente de Brumadinho. Essa performance faz com que o resultado acumulado de janeiro a outubro seja 2,2% no indicador de bens intermediários. O acumulado nos últimos doze meses é de -1,3%.

Segundo o IBGE, 14 dos 26 ramos pesquisados mostraram avanço na produção, ante 11 em setembro. As principais atividades que puxam o avanço são produtos alimentícios, com alta de 12,3% em relação a outubro de 2018; máquinas e aparelhos elétricos (6,9%); produtos farmacêuticos (5,0%); produtos de metal (4,9%); eletrônicos (4,0%); bebidas (3,6%); veículos (3,5%); e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%). Bens de consumo registram um crescimento de 4,1% e é o principal fator para o resultado positivo.

Para André Macedo, coordenador de indústria IBGE, esse resultado rompe o comportamento de instabilidade dos últimos dois anos, com mais alternância de taxas e demonstra um avanço da indústria.

– A inflação mais comportada, a taxa de juros mais baixas, aumento da massa de rendimentos e maior acesso ao crédito ajudam esse resultado. Observamos também uma melhora, mesmo que gradual, do mercado de trabalho que impacta positivamente o resultado da indústria. A liberação do FGTS e eventos comerciais como Black Friday e final de ano também contribuem.

Na terça-feira, o IBGE informou o que o PIB brasileiro avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o encerrado em junho, com crescimento de 0,8% do setor industrial.

O comportamento da indústria é um dos principais termômetros para avaliar o desempenho do PIB. Com o resultado deste mês, a questão é se o PIB conseguirá um ritmo de aceleração até o fim do ano.

Desde a divulgação do resultado econômico na terça, analistas estão revisando as projeções para 2019 e 2020.

Os economistas das instituições financeiras projetam um cenário de estagnação para a produção industrial no ano, de baixa de 0,7%, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Para o resultado do PIB de 2019 do Brasil, a previsão é de uma alta de 0,99%.

O Globo

Produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Foto: Arquivo/Agência Brasil

A produção da indústria cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de julho para agosto deste ano. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, os maiores avanços ocorreram no Amazonas (7,8%) e no Pará (6,8%).

Outros locais que registraram expansão foram São Paulo (2,6%), Ceará (2,4%), Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (1,3%), Mato Grosso (1,1%), Minas Gerais (1%), Paraná (0,3%), Região Nordeste (0,2%) e Goiás (0,2%).

Quatro locais tiveram queda: Rio Grande do Sul (-3,4%), Santa Catarina (-1,4%), Espírito Santo (-1,4%) e Bahia (-0,1%).

Queda

Já em relação a agosto de 2018, oito localidades apresentaram queda, com destaque para o recuo de 16,2% do Espírito Santo, e sete tiveram alta: 13% no Pará e 12,8% no Amazonas.

No acumulado do ano, nove locais tiveram queda, sendo a maior delas no Espírito Santo (-12,8%). Dos seis locais com alta, o melhor resultado foi observado no Paraná (6,5%).

Já no acumulado de 12 meses, dez locais tiveram queda, a mais acentuada no Espírito Santo (-7,2%). Dos cinco locais com alta, o maior avanço ocorreu no Rio Grande do Sul (6,6%).

Agência Brasil

Produção industrial no país avança em nove locais pesquisados em janeiro

ARQUIVO – AGÊNCIA BRASIL

Apesar da queda de 0,8% na produção industrial nacional, nove dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram alta na passagem de dezembro de 2018 para janeiro deste ano. O maior crescimento foi observado no Amazonas (5,2%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados hoje (14).

Outros estados com alta foram Pernambuco (3,0%), Rio Grande do Sul (2,6%), Goiás (2,6%), Pará (1,7%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e o Paraná (0,7%). A Região Nordeste, que também é pesquisada pela soma dos seus nove estados, teve crescimento: 1%.

Por outro lado, seis estados puxaram a queda nacional da indústria: Mato Grosso (-5,4%), Espírito Santo (-2,6%), Bahia (-2,2%), São Paulo (-1,8%), Rio de Janeiro (-1,3%) e o Ceará (-0,4%).

Outras comparações

Na comparação com janeiro de 2018, dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda. As maiores delas foram observadas no Amazonas (-10,5%) e em Mato Grosso (-9,2%). Dos cinco locais com alta na produção, o Paraná teve o melhor resultado (8,1%).

No acumulado de 12 meses, oito dos 15 locais tiveram queda, com destaque para Goiás (-4,2%), e sete tiveram alta, com o melhor resultado sendo observado no Pará (8,2%).

Agência Brasil

 

Produção industrial tem em 2015 a maior queda da história

A produção da indústria brasileira encerrou o ano de 2015 com queda acumulada de 8,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior recuo da série, iniciada em 2003.

Na comparação com novembro, a atividade fabril sofreu redução de 0,7% e diante de dezembro do ano anterior, de 11,9%.

No ano, entre todos os setores da indústria analisados pela pesquisa, o de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou a maior queda, de 25,9%. A produção de itens eletrônicos e ópticos caiu mais, 30%, mas tem peso menor que o de veículos, por isso sua importância é menor no índice geral.

Também puxaram o freio as indústrias de máquinas e equipamentos (-14,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), metalurgia (-8,9%) e produtos de metal (-11,4%). Apenas as indústrias extrativas cresceram: 3,9%.

Entre as categorias econômicas, a de bens de capital – máquinas e equipamentos – recuou 25,5% e a de bens de consumo duráveis, 18,7%. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis recuaram 6,7% e de bens intermediários, 5,2%.

Comportamento em dezembro

Na comparação com novembro, a maioria dos segmentos da indústria mostrou queda, com destaque para máquinas e equipamentos (-8,3%), bebidas (-8,4%) e metalurgia (-5%).

Por outro lado, dez ramos mostraram alta, com as maiores influências partindo de: produtos alimentícios (2,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%) e celulose, papel e produtos de papel (5,4%).

Já em relação a dezembro de 2014, que sofreu um tombo ainda maior, as montadoras registaram redução de 30,9% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Também recuaram as produções de indústrias extrativas (-11,5%), máquinas e equipamentos (-25,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,6%), metalurgia (-14,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-37,1%), entre outros.

Apenas os segmentos de produtos alimentícios (4,4%) e celulose, papel e produtos de papel (2,6%) aumentaram sua produção.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Glória Cristina disse:

    NÃO EXISTE CRISE – Declarou o PT.
    E PRONTO, situação resolvida, acabou o desemprego, a inflação vai ficar sob controle, a economia será estabilizada, teremos escolas com ensino de qualidade e saúde pública eficiente.
    O mundo que se vire, se o PT disse está dito, o resto é invenção da mídia golpista.
    Isso mesmo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk