Crescimento de 0,6% do PIB coloca Brasil na 10ª posição entre 36 países

Foto: MARCELO THEOBALD / Agência O Globo

Com o avanço de 0,6% no terceiro trimestre do ano, o PIB brasileiro registrou o 10º melhor desempenho entre 36 países, segundo ranking elaborado pelo GLOBO com base em dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Bloomberg.

Nesse tipo de comparação, com relação ao 2º trimestre deste ano, o avanço de 0,6% registrado pelo Brasil é igual ao da Romênia e pouco maior que o da Colômbia (0,57%). A lista é liderada pelas Filipinas (alta de 1,6% no período), China (1,5%) e Polônia (1,3%). Na outra ponta aparecem México (estabilidade da economia nesse tipo de comparação), Noruega (crescimento de apenas 0,02%) e Japão (0,06%).

Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o Brasil ficou na 43ª posição em um ranking de 54 países, de acordo com dados da agência de classificação de risco Austin Rating. Nesse tipo de comparação, o Brasil cresceu 1,2%, diante de uma média de 2,5% nas 54 economias analisadas e de 3,4% entre os países do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)

Essa lista é encabeçada por Armênia (7,9% de avanço), China (6%) e Chile (3,3%). Na outra ponta ficaram Hong Kong (recuo de 2,9%), que passa por crise política e uma onda de protestos, e México (queda de 0,3%).

Pela projeção dos economistas, o Brasil deve fechar o ano crescendo cerca de 1% – embora alguns bancos e corretoras já tenham melhorado suas estimativas após o PIB do 3º trimestre ter vindo acima do esperado. A projeção fica na 43ª posição de uma lista de estimativas para 54 países, segundo a Austin. Para 2020, a projeção de crescimento do PIB brasileiro fica no 30º lugar.

— O Brasil entrou em uma severa recessão mais por influência de assuntos domésticos do que internacionais. Agora, o país precisa fazer grandes esforços, como a aprovação de outras reformas da agenda econômica, como a tributária e o pacto federativo, para recuperar o investimento e a capacidade de o Estado sanear suas contas. Embora com dificuldade, o Brasil caminha nessa direção — analisou Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do FGV/Ibre.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Verdade disse:

    Essa galera parece que é míope. Basta ler o texto do blog que qualquer analfa vai perceber que o Pib Chines puxa o mundo todo.
    A locomotiva do mundo é um país "COMUNISTA".
    E agora zé? Aonde que liberalismo puxa a economia do mundo?

  2. H.M disse:

    Opa boa tarde BG, vai falar sobre a alta da gasolina quando? já estamos pagando 4,99 ..
    lembro que na época de Dilma, a gasola estava 3,79 / 3,89 e Uma parte de Natal estava usando adesivos de Dilma com a perna aberta.. E agora? vai ter adesivo Natal?

    #lulalivreeee

  3. natalsofrida disse:

    Vamos ser franco, prosperidade?
    Petralhada sem noção!

  4. Franco disse:

    PIB na era Dilma, atacada pela imprensa corporativa, era muito maior do que sob Bolsonaro
    A título de comparação, em 2011, também primeiro ano de governo de Dilma Rousseff (PT), a imprensa lhe infernizava pelo “pibinho” de 2,7% naqueles tempos de prosperidade.

    • Cidadão disse:

      😂😂 tempo d enganação.
      Tempo d pedalada. 🐴🐴
      Tempo d falcatruas.

    • Neco disse:

      E em dois anos de MENOS 3,5%.
      2014, em pleno ano de Copa crescendo quase zero.

CNC revisa projeção de crescimento do PIB de 2019 de 1% para 1,2%; taxa é a maior para um terceiro trimestre desde 2012

Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a projeção de crescimento para este ano do Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 1% para 1,2%.

De acordo com as Contas Nacionais, divulgadas hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, mostrando evolução de 1,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a CNC a taxa observada é a maior para um terceiro trimestre desde 2012 (1,5%) e a mais elevada para qualquer período de três meses desde o primeiro trimestre de 2018 (0,7%).

“A gente revisou a projeção por conta de um resultado ligeiramente acima do esperado. O PIB não está bombando. Longe disso”, disse à Agência Brasil o economista da CNC, Fabio Bentes. Ele destacou que o crescimento do PIB per capita, isto é, por indivíduo, está muito baixo. “Crescer 1,2%, como a gente está esperando, significa distribuir pela população a taxa de crescimento muito próxima de zero”. Segundo Bentes, o resultado do terceiro trimestre surpreendeu os economistas da CNC.

Outro motivo que contribuiu para a revisão do PIB de 2019 é a grande possibilidade de que, no último trimestre, a economia cresça mais, “basicamente porque o consumo das famílias está se dando em um ritmo acima do crescimento da própria economia, ou seja, do consumo do governo, do setor externo”. A confiança para isso é dada pelos dados positivos relativos ao quarto trimestre do ano que já começam a sair, afirmou Bentes.

Fatores de impulso

Os economistas da CNC percebem nesse cenário que se abre três fatores claros que podem impulsionar a economia neste final de ano para um ritmo mais forte. O primeiro deles é a inflação baixa medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), que é a menor dos últimos 21 anos, da ordem de 2,5%. “É uma inflação que em um primeiro momento corrói pouco e mais lentamente o poder de compra da população e abre espaço para quedas mais audaciosas na taxa de juros”.

O segundo fator envolve as condições de crédito. A CNC já detectou aumento na demanda por crédito, menos por conta da redução de juros de balcão e mais pela ampliação dos prazos. “Com prazos mais longos, as famílias conseguem encaixar mais facilmente uma prestação com financiamento no orçamento”.

O terceiro ponto é a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o consumo. Os resultados apurados na Black Friday, por exemplo, mostram que os dados de consumo estão favoráveis e devem empurrar o consumo das famílias para cima no último trimestre. Para 2020, a expectativa é de que a taxa de juros básica (Selic) caia a 4,5% ao longo do ano. “Isso abre espaço para que o cenário positivo do ponto de vista do consumo perdure pelo menos até metade do ano”.

PIB de 2020

Por isso, a CNC espera expansão do PIB para 2020 de 2,2%. O economista da CNC admitiu que não é um crescimento espetacular. “É um crescimento abaixo da média mundial ainda, mas é um resultado melhor do que nos últimos três anos, já considerando 2019”, porque a economia cresceu 1,3% nos anos de 2017 e 2018 e agora deve evoluir 1,2% este ano. As expectativas do mercado para o PIB do próximo ano são de crescimento entre 2% e 2,5%.

Como a perspectiva para 2020 não prevê novas liberações de recursos, Bentes disse que o que contrabalanceia um pouco isso é a expectativa de que os juros caiam mais. “Só que não basta a Selic cair. É preciso estimular concorrência no mercado bancário”. O economista da CNC analisou que a Caixa Econômica Federal está trilhando esse caminho e puxando alguns bancos privados. A limitação dos juros do cheque especial a 8,5% ao mês, embora seja uma taxa muito elevada, pelo menos coloca algum teto nisso. “Que se estabeleça um teto mesmo porque a grande maioria da população não sabe o que significa uma taxa de 8,5% ao mês”.

Mercado de trabalho

Outro desafio não só para 2020, mas para a próxima década, é destravar o mercado de trabalho, sinalizou Bentes. “Mesmo com o crescimento que a gente teve até agora, a taxa de desemprego ainda está muito alta”. Isso vai depender de uma agenda de resgate da produtividade do trabalhador. “Não pode cortar gastos com educação”, asseverou Fabio Bentes. Caso esses problemas não sejam atacados, o economista acentuou que “a gente cresce 2,5% no ano e no outro cria um excesso de demanda na economia, aumenta a inflação e aí corta o ciclo de novo”. Por isso, enfatizou ser importante atacar os problemas estruturais de um mercado de trabalho mais produtivo, aumentar a concorrência bancária. “Acho que esses dois fatores terão efeito mais perene no ritmo de crescimento do PIB, nos próximos anos.

Agência Brasil

Projeção de economistas para crescimento do PIB em 2020 sobe a 2,17%

Foto: Ilustrativa

Economistas elevaram a projeção do PIB para 2020 pela segunda semana consecutiva, segundo pesquisa Focus do Banco Central (BC) divulgada nesta segunda-feira e que reúne as estimativas das principais instituições financeiras do país. A nova previsão de crescimento para o ano que vem é de 2,17%.

Na semana passada, era de 2,08%, superando a projeção de 2% que vinha sendo apontada pelos analistas há algumas semanas, sem alteração.

Os economistas preevem ainda inflação sob controle, em 3,6% em 2020, e a Selic (a taxa básoca de juros) a 4,25% ao fim do ano que vem. Na semana passada, a projeção para os juros esram de 4,5%.

O BC reduziu a Selic nas últimas três reuniões e sinalizou que deve fazer mais um corte neste ano. Hoje, a taxa está em 4%. Os economistas ouvidos pela Focus preveem a taxa em 4,5% no fim de 2019, como já apontava a pesquisa na semana passada.

Outros indicadores para 2019 não sofreram alteração, como o PIB, cuja projeção foi mantida em 0,92%. A previsão de inflação foi revisada levemente para cima, a 3,33%, ante 3,31%.

O Globo

Governo eleva previsão de crescimento do PIB de 2019 para 0,9%; expectativa para a inflação do ano cai de 3,62% para 3,26%

Foto: Arquivo

O Ministério da Economia elevou sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2019. Segundo o governo, o PIB deve avançar 0,9% este ano.

Na avaliação anterior, divulgada em setembro, a expectativa era de um crescimento de 0,85%. O dado foi divulgado nesta quinta-feira e consta no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica da pasta, o último do ano.

Em seu boletim de outubro, o Fundo Monetário Internacional ( FMI ) melhorou a projeção do PIB brasileiro para 0,9% este ano, mas previu uma expansão menor em 2020.

Esta é a segunda vez que o ministério da Economia eleva a previsão de crescimento do PIB, depois de quatro cortes consecutivos nas estimativas. O orçamento de 2019 foi elaborado sob a previsão de que a economia cresceria 2,5% este ano.

Em março, o número caiu para 2,2%, em maio para 1,6%, em julho, para 0,81%, até que, em setembro, o governo elevou a projeção para 0,85%.

As projeções são semelhantes às do Boletim Focus, do Banco Central, que semanalmente ouve economistas para avaliar as expectativas do mercado financeiro para o cenário econômico brasileiro. De acordo com o último relatório, divulgado na segunda-feira, o PIB do ano deve crescer 0,92%.

Na terça-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central BC apontou crescimento do PIB no terceiro trimestre , indicando que deve haver aceleração nos próximos meses.

A expectativa do governo para o PIB de 2020 também avançou. Há dois meses, o crescimento esperado estava em 2,17%. Agora, a projeção é de 2,32%.

Expansão do crédito e criação de empregos

Na avaliação do Ministério da Economia, a melhoria das projeções se deve, entre outros fatores, à expansão do crédito e ao aumento da criação de empregos formais , bem como à trajetória de redução dos juros da economia.

Ainda segundo a pasta, os sinais de recuperação têm conexão direta com a percepção de continuidade do ajuste das contas públicas pelo mercado.

O destaque foi para os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou a criação de mais de 157 mil vagas formais em setembro. Na seara do crédito, o governo deu ênfase ao crescimento do crédito livre, isto é, das linhas em que as condições são negociadas entre as partes, e não obedecem à nenhuma diretriz do governo.

Também em setembro, o saldo das operações de crédito no país cresceu 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Decompondo o número, o saldo das operações no crédito livre avançou 13,1%, enquanto o crédito direcionado pelo governo recuou 2,4%.

Liberação de recursos do FGTS

Segundo o subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, o aquecimento do setor de construção civil, sobretudo no estado de São Paulo, e o salto do setor de serviços, diretamente impactado pela liberação dos recursos do FGTS , têm peso importante na melhoria das projeções.

– Isso indica que expectativa das pessoas, ao demandarem pela compra de imóveis, é de não perder emprego. E o setor de serviços vem crescendo substancialmente tanto pelo impacto do FGTS quanto pela redução da inflação. A inflação baixa também vem estimulando o comércio varejista, principalmente o setor de supermercados – disse.

De acordo com o secretário de Política Econômica da pasta, Adolfo Sachsida, embora a retomada do crescimento econômico possa parecer lenta diante da redução dos investimentos públicos, ela é mais dinâmica na seara privada – o que permite, segundo ele, um crescimento econômico sustentável, e não um “voo de galinha”.

– O mix de crescimento foi alterado. Hoje, é o setor privado que puxa o crescimento. Você abandonou um sistema onde o governo escolhia setores, escolhia os campeões, e puxava o crescimento. O crescimento agora vai para onde ele é mais eficiente. Em outras palavras isso é crescimento de longo prazo, não é voo de galinha.

Cálculos do governo mostram que, no segundo trimestre deste ano, a demanda do setor privado teve mais peso no PIB do que a demanda do setor público. Sob a ótica do crescimento interanual, o PIB privado cresceu 1,69%, e o público recuou 1,56%.

Sachsida minimizou, no entanto, o resultado abaixo do esperado no leilão da cessão onerosa, ocorrido nesta quarta-feira, ao ser questionado sobre a expectativa do mercado privado, sobretudo o internacional, em relação à economia brasileira.

– Há indício claro de confiança do setor privado (no Brasil). Antes de dizer que é o setor privado que não quer vir (para o país), tem que olhar se o desenho do leilão foi adequado – disse.

Inflação revisada

Ainda de acordo com as previsões do governo, a inflação será menor em 2019. A projeção, que estava em 3,62%, agora é de 3,26%, principalmente por conta da descompressão dos preços dos alimentos.

O número permanece dentro do intervalo de tolerância para a inflação, entre 2,75% e 5,75%, mas fica abaixo da meta central fixada pelo governo para 2019, que é de 4,25%.

O Globo

Vendas em supermercados acumulam crescimento de 3,2% em 2019 e elevam otimismo do setor para o fim de ano

FOTO: EBC

As vendas do setor de supermercados registraram aumento de 3,22% de janeiro a setembro de 2019 em comparação a igual período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6), pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

“O acumulado de setembro, de 3,22%, continua bem positivo para o setor, e acima das nossas expectativas de fechamento de vendas do ano, de 3%. Se olharmos o mesmo período de 2018 (janeiro a setembro), o setor supermercadista registrou alta de 1,92%, o que nos mostra que a economia está melhorando, mesmo que gradativamente”, destacou o presidente da Aras, João Sanzovo Neto.

De acordo com a entidade, as vendas deverão continuar em alta nos últimos meses do ano em razão das ofertas da promoção Black Friday, este mês, e da antecipação, pela Caixa Econômica Federal, do pagamento do saque imediato do FGTS de pessoas que receberiam em 2020 também para novembro e dezembro.

“Natal e Réveillon já são as melhores datas para o varejo, estamos com boas expectativas para os próximos meses, e esperamos que o setor supermercadista continue crescendo”, disse Sanzovo.

Agência Brasil

PIB: Crescimento de 2020 será o dobro do deste ano, afirma Guedes

Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta semana que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 2020 será de pelo menos o dobro do resultado deste ano. De acordo com o ministro, a economia brasileira deverá encerrar o ano corrente com crescimento de pouco menos de 1% e. em 2020, esse número será de 2% ou 2,5%.

“É a primeira vez que você tem essa combinação de crescimento com inflação descendo”, disse o ministro ao participar de evento promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, na capital paulista. “O crescimento econômico está começando lento, mas, seguramente, já vai ser mais do que o dobro no ano que vem, do que neste ano”, destacou Guedes.

O ministro ressaltou que, além das reformas que o governo conseguiu realizar, muitos acordos comerciais saíram do papel. “O Mercosul estava parado há oito anos; andou; [o acordo com] a União Europeia estava parado há 20 anos, andou; a própria [reforma] previdenciária andou; quebramos o monopólio de distribuição e exploração de gás, e isso vai derrubar [o preço da] energia, e nós vamos industrializar o país em cima de energia barata”, afirmou.

Guedes informou que, em uma semana, deverá avançar no Congresso Nacional a chamada Medida Provisória (MP) do Saneamento, que trata de investimentos privados no setor. “Virá uma onda de investimentos em saneamento. A privatização dos investimentos em saneamento irá realmente trazer saneamento para as cidades brasileiras”, ressaltou.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Escritor disse:

    Essas previsoes do PIB feita pelos Ministros de Fazenda nunca se concretizam. De nenhum governo. O mercado sabe disso.

  2. Alexandre disse:

    Eleitor de Aecio Neves detectado..

  3. Otavio disse:

    O dobro de nada! Grande coisa! Muito marketing e pouco trabalho. Tem que mostrar p q veio e fazer a economia decolar, até agora só reforma para enfraquecer as instituições públicas e aumentar ainda mais a desigualdade num país que já sangra de desigualdade. Obs: não sou petista!

  4. Epitácio Venâncio disse:

    Exato. Antes era em junho de 2019. Mais uma da série: "Se tirar a Dilma o PIB dobra" e "A reforma trabalhista vai gerar 6 milhões de empregos." Só idiotas defendem e acreditam nesse governo de milicianos incompetentes.

Banco Central projeta crescimento da economia em 0,9% este ano e 1,8% em 2020

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Banco Central (BC) aumentou ligeiramente a previsão de crescimento da economia para este ano e prevê, ainda com “elevado grau de incerteza”, melhora no ritmo de expansão em 2020.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,8% para 0,9% em 2019, de acordo com o Relatório de Inflação, divulgado nesta quinta-feira (26), em Brasília.

“Para o PIB de 2020, ainda com elevado grau de incerteza, projeta-se crescimento de 1,8%. Ressalte-se que essa perspectiva está condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira e pressupõe que o ritmo de crescimento subjacente da economia, que exclui os efeitos de estímulos temporários, será gradual”, disse o relatório, divulgado trimestralmente.

De acordo com o documento, o resultado melhor que o esperado para o PIB do segundo trimestre de deste ano favoreceu o ajuste na estimativa para 2019.

“A projeção ora apresentada considera ritmo de crescimento ainda lento no terceiro trimestre, em linha com indicadores coincidentes divulgados até o momento, e aceleração no quarto trimestre, para a qual deve contribuir o impulso das liberações extraordinárias de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (Pasep)”, afirma o Relatório de Inflação.

Setores

A previsão para o crescimento da agropecuária passou de 1,1% para 1,8%. Segundo o BC, essa revisão é compatível com o resultado mais recente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aumentou a estimativa de safra para alguns produtos com elevada participação no setor da agricultura, como soja e milho.

A projeção para o desempenho da indústria apresentou ligeira redução de 0,2% para 0,1%, com recuo na estimativa para a indústria extrativa e elevação ou estabilidade nos demais setores.

“A redução na projeção para a indústria extrativa, de 1,5% para -1,6%, reflete diminuição no prognóstico da Petrobras para produção de petróleo em 2019 e a expectativa de que a recuperação da produção de minério de ferro, após o rompimento da barragem de mineração em Brumadinho, ocorra de forma mais gradual”, afirma o documento.

Em sentido oposto, acrescenta, após o resultado do segundo trimestre, as estimativas para a indústria de transformação e para a construção civil foram revisadas de -0,3% para -0,2% e de -1,0% para 0,1%, respectivamente.

A previsão de crescimento para produção e distribuição de eletricidade, gás e água foi mantida em 2,8%.

A estimativa de crescimento para o setor de serviços em 2019 foi mantida em 1%. “Há, contudo, mudança relevante na composição, com aumentos nas estimativas para comércio (reflexo da ligeira melhora na previsão para a indústria de transformação e dos efeitos das liberações extraordinárias de recursos), serviços de informação, atividades imobiliárias e aluguel e outros serviços; compensados por reduções nas estimativas para os setores de transporte, armazenagem e correio, intermediação financeira e serviços relacionados e administração, saúde e educação públicas”, explica o relatório.

Consumo e investimentos

Já a previsão para o crescimento do consumo das famílias foi revista de 1,4% para 1,6%, incorporando impacto da liberação extraordinária de recursos do FGTS e do PIS/Pasep.

A projeção para o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – investimentos – recuou de 2,9% para 2,6%. A estimativa para o consumo do governo passou de crescimento de 0,3% para queda 0,3%, repercutindo o resultado do segundo trimestre.

Comércio Exterior

A estimativa de exportações de bens e serviços passou de crescimento de 1,5%, no relatório divulgado em junho, para queda de 0,5% e para as importações, de expansão de 3,8% para 1,9%. “O recuo na projeção para as exportações reflete redução no prognóstico para as vendas externas de petróleo e o aprofundamento da crise na Argentina, importante destino para bens industrializados.”

A diminuição na estimativa para as importações decorre do resultado abaixo do esperado no segundo trimestre. Nesse cenário, diz o relatório, as contribuições da demanda interna e do setor externo para a evolução do PIB em 2019 são estimadas em 1,2 ponto percentual e queda de 0,3 ponto percentual, respectivamente.

Estimativas para 2020

A previsão para 2020 é que as atividades da agropecuária, da indústria e de serviços avancem 2,6%, 2,2% e 1,4%, respectivamente. O Banco Central destacou a expectativa de aumento da produção de petróleo e de continuidade da recuperação da produção de minério de ferro.

As taxas de crescimento esperadas para o consumo das famílias e para a Formação Bruta de Capital Fixo são de 2,2% e de 2,9%, respectivamente. “Em cenário de restrição fiscal, o consumo do governo deve registrar expansão modesta, de 0,5%”, acentua o estudo.

Exportações e importações de bens e serviços devem crescer 1,7% e 1,6%. O BC só espera por contribuição da demanda interna para o crescimento do PIB, estimada em 1,8 ponto percentual.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Arthur disse:

    Resultado das reformas, crescimento a todo vapor #SQN

Paulo Guedes destaca ritmo de crescimento do país e mira longo trabalho no governo: “vamos trabalhar os quatro anos, e se o presidente for reeleito, os oito anos”

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Paulo Guedes já está falando em governar por oito anos:

“Nós vamos trabalhar os quatro anos, e se o presidente for reeleito, os oito anos, nessa direção. Não vamos prometer milagres. O crescimento virá naturalmente. Esse primeiro ano foi o mais difícil, foi onde o aperto foi maior. No ano que vem, já é mais suave, o ritmo de crescimento deve ser bem melhor, possivelmente o dobro deste ano. O terceiro ano já decola, porque aí as reformas já começam a operar. E no quarto ano, está voando, já está em voo de cruzeiro”.

Ele tentou explicar também por que não cumpriu a promessa de zerar o déficit público:

“As pessoas perguntam: e o déficit público, você vai cortar? E eu dizia: ‘eu quero zerar’. E as estatais? ‘Eu quero vender todas’. ‘Ah, mas você não entregou ainda o que prometeu, você falou que ia zerar’. Vocês ficaram quarenta anos esburacando, a gente não pode ter um ano e meio pelo menos para tentar trabalhar?”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Enquanto esse Sr. estiver a frente de nossa economia estaremos no rumo certo!!! Lembro quando a "sumidade" Mantega disse: – a economia da Venezuela, sob a liderança do Chavez, está no caminho certo, logo será uma potencia mundial…O Sr. Paulo Guedes defende o caminho inverso…

  2. PAULO disse:

    No ano que vem, já é mais suave, o ritmo de crescimento deve ser bem melhor, possivelmente o dobro deste ano. O terceiro ano já decola, porque aí as reformas já começam a operar. E no quarto ano, está voando, já está em voo de cruzeiro”. ESPERO MUITO QUE ACONTEÇA, MAS O QUE FOI PROMETIDO PÓS REFORMA TRABALHISTA ESTÁ PASSANDO LONGE…

    • joaozinho da escola disse:

      vc queria que os sabichoes que se aproveitam do trabalhador, sugando, vivendo as custas atraves de taxas sindicais, mantendo subservientes a partidos de esquerdas, dependentes do Estado, retirando do trabalhador dinheiro atraves de encargos que poderiam se transformar em salarios, iriam querer largar o osso facil? tem toda uma cadeia improdutiva vivendo as custas do trabalhador. so o trabalhador que vivia acorrentado a esse atraso, sentia medo de mudancas. o país tava quebrado. O emprega ta vindo, enquanto o resto do mundo vive uma recessao economica.

    • Julia disse:

      Passe os números da Mega por favor

    • Arthur disse:

      Parei em "o dobro desse ano". O dobro de zero é zero! Já tá na hora do presidente para de falar asneiras e começar a trabalhar.

Estudo do BNDES prevê crescimento dos investimentos no Brasil nos próximos anos

Foto: Ilustrativa

Os investimentos no Brasil devem melhorar no quadriênio 2019/2022, segundo o boletim Perspectivas do Investimento, produzido por analistas setoriais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e divulgado nesta sexta-feira (13) pela instituição.

A publicação estima investimento total no período de R$ 1,1 trilhão para 19 setores mapeados, sendo 11 da indústria e oito da área de infraestrutura, que respondem por cerca de 25% da formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia. O valor revela incremento real de 2,7% em relação aos investimentos previstos no levantamento anterior (2018 a 2021).

De acordo com o boletim, os números consideram investimentos apoiados e não apoiados pelo BNDES. “No conjunto dos setores analisados, o boletim revela crescimento real médio de 3,9% ao ano no período, puxado por uma aceleração do cres­cimento no final do quadriênio. O desempenho é bem superior às projeções atuais para o PIB [Produto Interno Bruto] do boletim Focus [produzido pelo Banco Central]”, destaca o estudo.

O economista Fernando Puga, assessor da presidência do BNDES, ressalta que a perspectiva para 2022 é de forte crescimento do investimento, sobretudo em setores como petróleo e gás e também na energia elétrica.

Os investimentos na indústria justificam a previsão de expansão geral das inversões, destacando o segmento de petróleo e gás, não só em razão da recuperação do preço do petróleo no mercado internacional, mas também pelos leilões de concessão ou de partilha de blocos exploratórios ocorridos nos anos de 2017 e 2018. Já na infraestrutura, o BNDES estima que os segmentos de logística e saneamento terão melhor desempenho dos investimentos nas áreas mais carentes de desenvolvimento, especialmente a partir de 2020.

O estudo prevê também que políticas pú­blicas, mudanças no marco regulatório e programas de concessão de serviços de infraestrutura ao setor privado têm influência positiva sobre os investimentos, enquanto a situação fiscal das unidades da Federação segue sendo fator de inibição de investimentos.

Agência Brasil

 

Safra de grãos deve fechar 2019 com crescimento de 5,9% , diz IBGE

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com um crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país deve ter uma safra recorde de 239,8 milhões de toneladas neste ano, ou seja, 13,3 milhões a mais do que em 2018.

No levantamento anterior, realizado em julho, a estimativa era um pouco menor, de 239,7 milhões de toneladas, ou 5,8% a mais do que no ano anterior.

De acordo com o IBGE, a alta de 5,9% deve ser puxada pela produção de milho, que deve crescer 21,5% em relação ao ano anterior. As outras duas grandes lavouras de grãos devem ter queda: soja (-3,9%) e arroz (-12,7%).

Entre as outras lavouras de grãos em que se estima produção acima de 1 milhão de toneladas, deverão fechar o ano com alta o algodão (32,4%), o sorgo (13,9%) e o trigo (9,5%). O feijão, por outro lado, deve ter queda de 1,1% no ano.

Outros produtos

O LSPA também estima a produção de outros produtos agrícolas importantes. A maior lavoura do país, a de cana-de-açúcar, deve ter queda de 1,4%. Também são esperados recuos nas produções de café (-13%), laranja (-1%), tomate (-4,3%) e uva (-10,5%). Por outro lado, são esperados avanços nas produções de banana (3,8%), batata-inglesa (0,8%) e mandioca (4,1%).

Agência Brasil

 

Indicador Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra crescimento de 1% nos investimentos em julho

O indicador mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou alta de 1% em julho em relação a junho deste ano, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira (5) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No trimestre móvel terminado em julho, o indicador teve alta de 3,1% na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o julho do ano passado, o indicador cresceu 0,4%. No acumulado em 12 meses, os investimentos desaceleraram, passando de 4,3% para 3,1%.

Composto por três segmentos: máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos, o FBCF apura investimentos em aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação de seu estoque de capital fixo.

De acordo com o Ipea, em julho, o investimento em máquinas e equipamentos cresceu 1,2% em julho. O segmento da construção civil teve variação positiva de 1,1% em julho. O componente denominado “outros ativos fixos” teve expansão de 1%.

“Na comparação com julho de 2018, o desempenho foi heterogêneo: enquanto máquinas e equipamentos tiveram queda de 2,9% (sendo que o componente nacional de máquinas e equipamentos cresceu 14,9% e a importação caiu 24,7% – neste caso, por conta da importação de plataformas de petróleo em julho do ano passado), a construção civil cresceu 2,4% e os outros ativos fixos avançaram 3,8%”, informou o Ipea.

No acumulado em 12 meses, a construção civil teve variação negativa: queda de 1,2%. O componente nacional de máquinas e equipamentos teve alta de 3,5%, enquanto as importações cresceram 13,6%. Os outros ativos avançaram 5,2%.

Agência Brasil

 

Na comparação global, crescimento do Brasil só perde para Indonésia e EUA

Reprodução/Veja o ranking de crescimento do PIB no segundo trimestre

Com o crescimento global desacelerando, a expansão de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre deste ano acabou sendo destaque num ranking de 40 países elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating. O país ficou atrás apenas da Indonésia, que apresentou crescimento de 1% no período em relação ao primeiro trimestre, e dos Estados Unidos, que cresceu 0,5% entre os meses de abril, maio e junho.

O Brasil ficou ao lado de países como China e Ucrânia, que também registraram expansão de 0,4% no segundo trimestre, e à frente de nações como Coreia do Sul (0,3%), Holanda (0,1%), Chile (0,2%), Portugal (0,1%) e Finlândia (0,2%).

– O resultado do PIB surpreendeu no trimestre. Na minha expectativa, o PIB até viria negativo. Mesmo assim, o número mostra que o governo tem muitos desafios para que o Brasil volte a crescer com consistência, dando andamento às reformas estruturais. Quando olhamos o crescimento do segundo trimestre, o Brasil teve expansão de país desenvolvido, mas ainda tem necessidades de nação emergente – diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating e autor do ranking.

Ele observa que, embora a China tenha crescido 0,4% no segundo trimestre, quando se olha o PIB anualizado, considerando os últimos 12 meses, a expansão é de 6,2%, enquanto o Brasil cresce apenas 1% no mesmo período. Nessa comparação, o PIB brasileiro fica na 36ª posição em um ranking de 42 países, também segundo a Austin Rating.

– Há trimestres em que a China cresce pouco e depois cresce muito nos demais. É preciso lembrar que o PIB não é o estoque de crescimento de um período, mas tem que ser analisado como um fluxo de crescimento interanual – diz Agostini.

Para o segundo semestre, a expectativa é melhorar o desempenho do PIB brasileiro, com a injeção de recursos do FGTS, o avanço da reforma da Previdência no Senado e a discussão tributária entrando na pauta. De acordo com Agostini, os bancos também já começam a conceder mais crédito:

– E, se mais concessões saírem do papel, o desempenho da construção civil pode ser muito melhor, já que as obras voltam.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vitor Araújo disse:

    Chora secadores que torcem contra o nosso Brasil ! Avança meu país….

  2. Cláudio disse:

    E eu acreditando na Globo, de que a culpa era de Bolsonaro.

Com redução de estimativa de inflação, previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,65% para 3,59%, este ano. Para os anos seguintes não houve alterações nas projeções: 3,85%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa segue em 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85 e, para 2020, de R$ 3,81 para R$ 3,82.

Agência Brasil

 

Expectativa é de crescimento no número de doações de órgãos no RN

Foto: Ilustrativa

Somente no primeiro semestre de 2019 o Rio Grande do Norte já alcançou 31 doações efetivas de órgãos. O quantitativo está próximo de ultrapassar todas as doações realizadas no ano inteiro de 2018, que foram 32.

Os dados foram repassados pela Central de Transplantes do RN, que realiza hoje (29) e amanhã (30), em parceria com o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), a Jornada Asas do Bem – evento que percorre o Brasil na busca pela valorização da doação de órgãos.

“São 34 mil pessoas em todo o Brasil na fila de espera por um transplante. E um único doador pode salvar até 10 vidas. O trabalho desses que eu chamo de ‘anjos ocultos’, que lutam com a rapidez exigida pelos que estão na fila por um órgão é que faz este sistema todo funcionar”, disse o palestrante convidado Alexandre Barroso, autor do livro “A última vez que morri”, uma narrativa sobre sua história de luta pela vida, depois de três procedimentos de transplante (duas vezes de fígado e uma de rim).

Na sexta-feira (30) é a vez do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) integrar a jornada Asas do Bem. O palestrante Alexandre Barroso falará para os servidores do hospital na Sala de Aula do Programa de Residência Médica, a partir das 14h.

“Precisamos ousar sonhar mais longe e fazer o nosso estado evoluir para realizarmos cada vez mais transplantes, evitando os deslocamentos para outros estados”, disse o secretário adjunto da saúde, Petrônio Spinelli, que esteve presente na abertura da Jornada, no auditório da Faculdade de Farmácia da UFRN.

Números

O RN realiza atualmente os transplantes de rim e córnea. Em 2019, no primeiro semestre, já foram viabilizados 58 transplantes de rim e 74 de córnea. A lista de espera por um rim no estado é de 180 pessoas e para as córneas de 210 pessoas.

Durante o evento a coordenadora da Central de Transplantes, Raissa Marques, também chamou atenção para as ações que serão desenvolvidas durante o mês de setembro, o “Setembro Verde”, dedicado à conscientização da importância da doação de órgãos. Serão palestras, capacitações e momentos de sensibilização que encerram com a já tradicional caminhada pela doação de órgãos, que este ano acontece no dia 28 de setembro.

Mercado volta a reduzir previsão de crescimento do PIB de 2019

Analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central voltaram a reduzir a previsão de crescimento da Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 0,82% para 0,81%.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12), na pesquisa conhecida como Focus, em que o BC ouviu na semana passada especialistas de mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do PIB não caía desde a pesquisa divulgada no dia 29 de julho.

Os especialistas também diminuíram a previsão de inflação para o ano, de 3,80% para 3,76%.

Outro indicador divulgado nesta segunda pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (espécie de prévia do PIB), registrou retração de 0,13% no segundo trimestre. Como o primeiro trimestre registrou queda no PIB, o resultado do segundo, se confirmado, colocará o país em recessão técnica.

2020 e 2021

Os economistas dos bancos mantiveram a previsão de crescimento do PIB para 2020 em 2,10% e a previsão de crescimento do PIB em 2021 em 2,50%. A previsão de inflação para 2020 ficou em 3,90% e para 2021, em 3,75%.

Taxa de juros

Na última semana, os analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez a previsão da Selic para o final de 2019. Segundo dados do boletim, os economistas esperam que a taxa básica de juros encerre o ano em 5,00%. Na semana passada os economistas esperaram uma Selic de 5,25% no final de 2019.

Para o fim de 2020, a estimativa do mercado financeiro para a Selic fique em 5,50% ao ano.

Câmbio, balança e investimentos

Os analistas ouvidos pelo relatório Focus não mexeram na projeção da taxa de câmbio para o fim de 2019, que ficou estável em R$ 3,75 por dólar pela terceira semana consecutiva. A previsão do dólar para o fechamento de 2020 também não foi alterada ficando em R$ 3,80 pela 14ª semana seguida. Já a previsão para 2021 subiu de R$ 3,85 para R$ 3,86.

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2019, os analistas reduziram a previsão de superávit de US$ 52,6 bilhões para US$ 52 bilhões.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado passou de US$ 47,43 bilhões para US$ 47,6 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, ficou estável em US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas caiu de US$ 85,56 bilhões para US$ 85,28 bilhões.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Walsul disse:

    O que está preso levou o país da 13a. para a 6a. maior economia do mundo e reduziu o número de desempregados a um dos menores da história, não bastasse, ainda reduziu a pobreza. Não precisaria fazer mais nada para ser o maior presidente da história, mas fez muito, muito mais. Por isso foi preso, para não termos mais pobres nos aeroportos, viajando ao exterior, indo a restaurantes, empregados com ganhos salariais reais, filhos de pobres nas universidades e direito a cagar todos os dias. Hoje até o direito de cagar todos os dias vão perder. Quero saber o que os minions vão fazer com diarreia. Eu como sou comunista (aquele que vaga todo dia) faço todo dia. Aliás, o bolsonaro e seus familiares também são comunistas, eles podem todo dia. Olha a que nível temos que chegar pra mostrar a realidade pra vcs idiotizados. Tudo pautado por alguém que só tem merda na cabeça e não é camarão, mas vc a chamam de mito. Idiomerdas!

    • jonas disse:

      e a corrupção ! ele deu com uma mão e tirou com a outra, institucionalizou a corrupção, que assaltaram os cofres publico, essa situação que estamos passando hoje e tudo graças o roubo que fizeram, infelizmente ficou esse doido que ta na presidência, mais o povo ta achando melhor assim !!!

    • Eu disse:

      Esse mi mi mi é antigo

      Muda o disco

  2. joao disse:

    Corta mais, corta mais…babacas…Presidente BURRO!

    • Eu disse:

      Sabido é o que está preso.

    • Dilermando disse:

      É burro também, e tá preso! A diferença é que esse foi eleito pra fazer diferente e melhor, não pra fazer o que ele vem fazendo. Diga-se de passagem, dia sim, dia não…

Crescem homicídios no Nordeste e RN lidera taxa de crescimento entre os estados

O jornal Folha de S.Paulo divulgou na edição desta sexta-feira (9) levantamento de homicídios nos estados do Nordeste. O Rio Grande do Norte lidera a taxa de crescimento entre as nove unidades, com taxa de 68 mortes para cada 100 mil habitantes. A análise do jornal atribui o aumento na região ao descontrole nos presídios e à guerra entre facções.

Em três estados houve recorde de assassinatos: Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Alagoas também teve alta em 2017, enquanto Sergipe, Paraíba e Piauí apresentaram queda, segundo os dados oficiais.

Dois Estados ainda não informaram dados, nem deram previsão de quando irão fazer. A Bahia só tem estatísticas atualizadas entre janeiro e agosto de 2017, quando foram assassinadas 4.267 pessoas. Já o Maranhão informa apenas os números de homicídios registrados na capital, São Luís, onde 591 pessoas foram mortas.

Se considerados os sete Estados que divulgaram os dados, foram mortas 17.913 pessoas, contra 15.077 em 2016. Ao que tudo indica, quando Maranhão e Bahia divulgarem seus dados completos, o Nordeste deve bater seu recorde de 24.825 pessoas assassinadas, registrado em 2016.