Economia

Trump acusa Brasil e Argentina de desvalorizarem moedas e diz que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio

Foto: AP Photo/Steve Helber

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem “maciçamente” suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moeda. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

“O Federal Reserve [banco central dos EUA] deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”, disse ele.

Em agosto de 2018, Trump anunciou um alívio nas cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos em março do mesmo ano. A decisão de flexibilizar a tarifa atingiu as cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina e do alumínio da Argentina.

Desde então, as empresas americanas que comprarem aço do Brasil não precisavam pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno.

O dólar fechou a R$ 4,2397 na sexta-feira, em alta de 0,57%, acumulando valorização de 5,73% no mês de novembro. No ano, tem alta de 9,43% frente ao real.

Histórico

A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando a atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março do ano passado, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio, na ocasião, como medida de ‘injustificada e ilegal’ e com potencial de provocar “dano significativo” para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Maiores exportadores de aço para os EUA — Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Mas ele é amigão de Bolsonaro, não vai fazer isso, ele gosta do Brasil e demonstra ser u muito preocupado com o povo brasileiro. "I love you"

    1. Petista revoltado identificado. Kkkkk
      Esse quer é LULADRAO de volta, pra continuar o assalto ao país.

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Diversos

11ª Vara Cível de Natal seleciona estagiário de Pós-Graduação em Direito

A 11ª Vara Cível de Natal abriu processo de seleção de estudante de Pós-Graduação em Direito para estágio remunerado. É oferecida uma vaga e haverá classificação até o 10º colocado para formação de cadastro de reserva. Veja AQUI o edital da seleção.

As inscrições podem ser feitas de 2 a 10 de dezembro, pessoalmente, das 8h às 15h, na Secretaria da 11ª Vara Cível da Comarca de Natal, situada no 5º andar do Fórum Des. Miguel Seabra Fagundes (Rua Dr. Lauro Pinto, 315, Lagoa Nova, Natal) ou ainda, através do e-mail [email protected].

Para o estagiário, a jornada consiste em 30 horas semanais, sendo 6 horas diárias. O estudante selecionado receberá bolsa-auxílio no valor de R$ 1.874,00 mais auxílio-transporte no valor de R$ 127,60.

Seleção

A prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, consistirá na elaboração de uma sentença, abrangendo Direito Civil, Direito Processual Civil e Direito do Consumidor. Terá duração de 4 horas e será realizada no dia 16 de dezembro, às 9h, na Escola da Magistratura (Esmarn), localizada na Rua Promotor Manoel Alves Pessoa Neto, 1000, Candelária.

Os dez primeiros colocados serão convocados no Diário da Justiça Eletrônico, no dia 19 de dezembro, para entrevista pessoal, a ser realizada no dia 28 de janeiro, a partir das 9h, na 11ª Vara Cível, situada no 5º andar do Fórum Des. Miguel Seabra Fagundes.

TJRN

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Finanças

Mutirão dos bancos com até 90% de desconto começa nesta segunda

Foto: Getty Images

Começa nesta segunda-feira (2) a Semana da Negociação e Orientação Financeira que, segundo os bancos, oferecerá condições especiais e até 90% de desconto na negociação de dívidas em atraso. A campanha segue até o dia 6 de dezembro, segundo acordo entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Banco Central (BC).

As negociações poderão ser feitas presencialmente ou via internet para clientes com dívidas no Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa, Banco do Brasil (BB) ou Banrisul.

Os bancos participantes vão estender o horário de atendimento até às 20h em 261 agências em todo o Brasil.

O BB informou que 57 pontos de atendimento vão funcionar até às 20h. Na Caixa, foi anunciado horário ampliado até às 22h em 27 agências, cada uma em uma capital e uma no Distrito Federal.

Quem decidir participar do mutirão deverá assistir a um vídeo sobre educação financeira e receberá ainda um folheto com instruções e dicas de como organizar melhor as contas.

A Caixa promete de 40% a 90% de desconto, sendo os maiores para pessoas com dívidas de mais de um ano em atraso. O banco informou que vai oferecer unificação de contratos em atraso com possibilidade de parcelamento em até 96 meses. Esse prazo poderá ser prorrogado depois de quitadas algumas parcelas.

No crédito imobiliário, as prestações em atraso poderão ser diluídas nas parcelas em aberto, mediante o pagamento de uma entrada. Todas as condições dependem de cláusulas de contrato.

O Santander informou que os descontos de até 90% poderão ser negociados com clientes que tenham pendências há mais de 60 dias. Para os que estão em atraso por menos tempo, o banco poderá oferecer 20% de descontos nas taxas.

Globo, via Valor Investe

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Política

PT sofre para ter nomes fortes em 2020

Uma das primeiras orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PT assim que deixou a cadeia, há três semanas, foi para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito em 2020, principalmente nas cidades onde há horário eleitoral na TV. Lula quer aproveitar a eleição municipal para fazer a defesa dos governos petistas e dele mesmo. No entanto, a falta de candidatos competitivos, negativas por parte de velhos quadros da legenda e interesses políticos dos caciques regionais dificultam o cumprimento da orientação.

Em São Paulo, maior cidade do País, o PT ainda procura candidato. Uma ala importante da sigla, liderada por Lula, investe na volta da ex-prefeita Marta Suplicy. Eles sabem que a manobra é arriscada, mas acreditam que com o aval de Lula a articulação pode vingar. Do contrário, deve voltar a pressão para que Fernando Haddad assuma a tarefa. O ex-prefeito já disse várias vezes que não quer ser candidato. Ele argumenta que precisa organizar sua vida pessoal e que três eleições em um prazo de seis anos é muita coisa – ele concorreu, em 2015, à reeleição à Prefeitura e, em 2018, à Presidência.
O cenário se repete em Belo Horizonte, onde o deputado Patrus Ananias, citado explicitamente por Lula, está reticente. Patrus diz que prefere se concentrar em temas nacionais em vez de disputar a prefeitura da capital mineira, cargo que já ocupou. Parte do PT mineiro defende que o partido apoie a deputada Áurea Carolina (PSOL).

No Rio, a deputada Benedita da Silva, também citada por Lula, é outra que resiste em disputar. Segundo o presidente do PT fluminense, Washington Quaquá, o partido vai seguir a orientação de Lula e encomendar pesquisas. Enquanto isso, continua negociando com Marcelo Freixo (PSOL). “Benedita é mais forte na periferia. Freixo, na zona sul. Podemos ir tocando duas candidaturas próprias e lá na frente chegarmos a uma candidatura única e forte”, disse Quaquá.

Em Porto Alegre, nenhum dos três ex-prefeitos petistas citados por Lula como alternativas a uma aliança com Manuela D’Avila (PC do B) se animou. Dirigentes nacionais apostam no apoio à ex-vice de Haddad. Em Curitiba, por falta de nomes, o PT deve apoiar Roberto Requião (MDB).

Governador com três candidatos

Já em Salvador o PT trabalha para filiar o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, mas o governador, Rui Costa, pretende usar a eleição do ano que vem para fortalecer sua base na Assembleia Legislativa. Costa pode ter até três candidatos. Um deles é o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante). “É possível que seja um candidato da aliança. O PT já tem o candidato na maior cidade do interior, que é Feira de Santana”, disse o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido, o PT “dificilmente deixará de ter candidato” em pelo menos dez capitais, a maior parte no Nordeste. Guimarães inclui São Paulo, Belo Horizonte e Salvador na lista, ao lado de Recife, Fortaleza, Manaus, Goiânia, Natal, Aracaju e Teresina.

“Queremos candidaturas competitivas, para ganhar. Os principais quadros, aqueles que têm compromisso com o PT, não podem se esconder”, disse José Guimarães, deputado (PT-CE).

A ideia, afirma Guimarães, é nacionalizar a disputa nas principais cidades, transformando a eleição municipal de 2020 em uma ponte para derrotar Jair Bolsonaro em 2022.

A ordem de Lula para lançar o maior número possível de candidatos não inviabiliza alianças com outros partidos de esquerda e serve para cacifar a legenda no momento das definições. “Você acha que alguém vai querer negociar conosco se não colocarmos nossos nomes? Primeiro coloca os nomes. A segunda etapa é negociar”, disse ele.

Jaques Wagner concorda. “Lula está falando para ter candidatos no maior número de cidades possível, não em todas. Essa conclusão de que é uma política de alianças estreita, na minha opinião, está equivocada.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O problema é que aqueles que não foram presos ainda têm medo de chegar ao poder pelo PT, pois ou entram na roubalheira e ganham com isso (Lula, Pimentel, Dirceu, etc.) ou têm que deixar roubar em nome do partido (Dilma, Haddad, Genro, etc.). Não tem nenhum inocente no PT, há os que roubam em proveito próprio e os que roubam em nome do partido. Venha o diabo e escolha…

  2. A forma de fazer política da esquerda ao longo da história, demorou demais para que o povo conseguisse entender a metodologia. Ela é simples:
    – Quando a esquerda não tem o poder, ela cria crises inexistentes , vende difamação, planta a discórdia, inverte os valores e obstruiu qualquer plano de governo.
    – Quando a esquerda está no poder, ela repete promessas que nunca são realizadas, implantam o populismo como meio de salvação social e conseguem levar o país ao desastre econômico, paralisia industrial, caos social e implantação da libertinagem. Evidentemente realizam apenas 01 promessa: deixam todos iguais no nível mais baixo possível, menos a cúpula que tem o poder, a exemplo de Cuba.
    Não? Então vejamos os exemplos atuais da Venezuela, Chile, Bolívia, Argentina e Brasil nos últimos 20 anos.

  3. VEM CÁ. EM 2016 COM LULA SOLTO E DILMA NA PRESIDÊNCIA O PT GANHOU EM QUAIS MUNICÍPIOS EM SÃO PAULO? PERDEU NO ABC E O FILHO DE LULA PERDEU PARA VEREADOR EM SÃO BERNARDO. IMAGINE AGORA!

  4. Se passaram mais de 20 anos, com o povo brasileiro se libertando dos grilhões de uma ditadura militar para viver sob o jugo de uma pseudo-democracia que submeteu a população a uma inflação galopante beirando 1% a.d., o confisco das poupanças, o início de um entreguismo patrimonial declarado ao algoz exterior, a decadência moral, a perda da soberania petrolífera entre outros absurdos.
    Vendo a m…que a direita estava fazendo sem ter a menor condição de gerir um "país livre da ditadura", a esquerda, encabeçada pelo PT criou expectativas no povo brasileiro.
    Teve sua oportunidade e, além de não saber aproveitar deixou a desejar.
    Se deixou corromper como aqueles que ele mesmo condenava.
    O resultado desse imbróglio foi que o PT terminou cavando sua própria sepultura, criando um exército de revoltados que por sua vez, elegeram outro monstro idiota para a presidência da república. E esse sim, vai ser a pá de cal !
    Brazil, mostra tua cara, quero ver quem paga, prá a gente ficar assim.
    Brazil, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio, confia em mim!

    1. Quem poderia se candidatar pelo PT, está preso ou prestes a ser engaiolado, por roubo. Só gente fina!????????

    2. Que palhaçada de 'entreguismo" e 'soberania petrolífera' são essas?

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Política

Fátima Bezerra perde em Ceará-Mirim e ganha em Alto do Rodrigues

A governadora Fátima Bezerra entrou nos bastidores das eleições suplementares realizadas neste domingo em Alto do Rodrigues e Ceará-Mirim. Após a apuração das urnas, ela saiu com uma derrota e uma vitória.

A derrota do palanque da governadora aconteceu em Ceará-Mirim. No município, Fátima estava apoiando o candidato Ronaldo Venâncio, do PV, que foi derrotado e que ainda teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral. Ronaldo perdeu para o advogado Júlio César, do PSD, por 53 votos.

Já a vitória aconteceu em Alto do Rodrigues. Lá, ela apoiou o candidato eleito Nixon Baracho, do DEM. Nixon ganhou com ampla folga para o segundo colocado Renan Melo, filiado ao PSD.

Opinião dos leitores

  1. Alto do Rodrigues já teve uma prefeita que era colega de Fatão GD: pousava na aba do arco-íris.

  2. DO DEM ? e as ELITES ? ESSE PT É UM OPORTUNISTA DE PLANTÃO LOUCO PELO PODER E DINHEIRO PUBLICO SÕ NÃO VER QUEM É ABESTALHADO MESMO OU É IGUAL!

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Política

Filiado ao PSDB, Bebianno diz que Bolsonaro põe democracia em risco

Ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro e ex-líder do PSL, o advogado Gustavo Bebianno afirmou neste domingo, 1º, que a democracia no Brasil se encontra em risco por causa da postura do presidente da República. “O momento político que atravessamos hoje é grave, gravíssimo, nossa democracia está em risco”, disse Bebianno em evento no Rio que marcou sua filiação ao PSDB e contou com a presença do governador de São Paulo, João Doria. “Tudo que o presidente quer é um pretexto para a adoção de medidas autoritárias.”

Segundo a análise de Bebianno, o País vive um ambiente de “instabilidade política e econômica” provocado pelo “grau de loucura e irresponsabilidade capitaneado pelo próprio presidente”. O ex-aliado político de Bolsonaro criticou o autoritarismo do governo, sobretudo pelas recentes menções ao AI-5 feitas pelo ministro da economia, Paulo Guedes, e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Para Bebianno, a fala de Paulo Guedes sobre o AI-5 foi desastrada e pode ter sido fruto de um erro. “A outra hipótese é que tenha sido um ato falho dele, de tanto ouvir essa conversa no Palácio do Planalto”, disse. “Vejo os fanfarrões de boate querendo brigar, mas eles não têm ideia das consequências de uma briga, sangue, morte. O Brasil não precisa disso. Temos que defender nossa democracia.”

O ex-aliado de Bolsonaro disse que a decisão do presidente de excluir o jornal Folha de S.Paulo de licitação do Palácio do Planalto abre caminho para um pedido de impeachment. “Essa atitude demonstra que ele faz tudo aquilo que acusa seus oponentes de fazer, é um absurdo”, afirmou. “Ele está afrontando um princípio básico da Constituição que é a liberdade de imprensa e a própria democracia. Abre um flanco enorme para responder a um processo de impeachment.”

Antes, em discurso, Bebianno já tinha tomado a defesa do que chamou de “imprensa tradicional”. Segundo ele, a imprensa pode cometer erros, como todo mundo, mas ela é crucial para a democracia. Bebianno não poupou críticas a Bolsonaro e a seus filhos Eduardo e Carlos, que chamou de “debiloides”. “O governo é uma fábrica de problemas”, disse Bebianno. “O presidente não tem nenhum interesse pelo social, pela cultura, pela saúde, por nada daquilo que é importante para o País; ele pensa única e exclusivamente em sua reeleição.”

Para Bebianno, a postura de Jair Bolsonaro após a eleição o surpreendeu. “Foi uma surpresa que ele permitisse que os dois filhos debiloides dele, pode botar aí, debiloides, assumissem um protagonismo tamanho na República brasileira”, afirmou, se referindo a Eduardo e Carlos. “São duas pessoas que não têm a menor expressão, nem intelectual nem política; dois seres inexpressivos, abaixo da crítica, que estão comandando as diretrizes do país de forma oficiosa.”

Bebianno só poupou, parcialmente, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). “Não digo que ele é preparado porque nenhum dos três é”, ressalvou. “Mas é o único da família que tenta ponderar, arrefecer os ânimos; testemunhei várias vezes suas tentativas de baixar o tom do pai, enquanto os outros dois, o nenê 02 e o nenê 03, ficavam insuflando o pai a fazer bobagem.”

O governador João Doria disse, em discurso, que Bebianno agora “está no caminho certo”, mas que seu passado “não foi um erro, mas sim um aprendizado”.

“Bebianno traz força e experiência para contribuir com o projeto do novo PSDB”, disse Doria. “O PSDB está no centro democrático, pode receber quem tem pensamentos mais à esquerda ou mais à direita, só não adota extremismos.”

Bebianno foi o primeiro ministro a perder o cargo no governo Bolsonaro. Ele deixou a Secretaria-Geral da Presidência após desentendimentos com a família do presidente. Carlos Bolsonaro chamou Bebianno de “mentiroso” após o então ministro conceder entrevista dizendo que não estava isolado no Planalto em razão de denúncias de participação em esquema de candidaturas laranjas do PSL para desviar recursos do Fundo Eleitoral, em 2018. Bebianno presidia a sigla durante as eleições.

Na tentativa de minimizar a crise, o ministro afirmou que falara três vezes com o presidente, que estava internado no Hospital Albert Einstein, recuperando-se de uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal. Carlos Bolsonaro desmentiu a declaração pelo Twitter, divulgando áudios do presidente, que endossou a atitude do filho horas depois. A briga culminou na demissão de Bebianno.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Virou moda: Todos que não deixam a corrupção voltar são taxados de por em risco a democracia.
    Uma das piores travas do processo democrático é o imoral fundo partidário, que joga bilhões nas mãos dos políticos que querem garantir suas reeleições e manter a impunidade. O fundo partidário é sim uma ameaça real a democracia.

  2. "Inexpressivos", a rigor, são quase todos citados nessa matéria: Bolsonaro e os filhos, o PSL, o laboratorista Paulo Guedes, inclusive o próprio Bebianno.
    Pena que todos eles só tenham "chegado lá" graças à "expressiva delinquência" do valhacouto petralha.

  3. Os traidores oportunistas vão sempre usar o ataque ao presidente para ganhar holofotes e mídia, são uns babacas de plantão que vão receber a resposta nas urnas, e vai ficar feio! não aprenderam nada com o Capitão ao longo dos anos que andaram com ele.

  4. Ninguém pensou que essa fala do ministro em falar sobre o AI-5 não foi uma estratégia para ganhar com a alta do dólar?
    Ora, o cara é investidor. Compro dólar na baixa, falo merda no exterior, por ser ministro de estado os efeitos no câmbio serão imediatos e depois vendo na alta.
    Ah, mas ele não fez isso!
    Será?

    1. Já mais faria isso, purificado como ele é, Gloria a Deus….

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Política

Emissários de Lula disparam acenos a partidos de centro; grupo não fecha porta, mas evita contato imediato

Emissários de Lula começaram a procurar dirigentes de partidos de centro com recados de que o petista quer conversar sobre política. A recepção ao chamado tem sido reticente, mas polida. Ninguém diz que está de portas fechadas mas, segundo um presidente de legenda que foi procurado, também não há pressa em reativar o contato.

Mesmo siglas com força no Nordeste, onde o PT é influente, hesitam. Nas eleições municipais, dizem, a polarização nacional tende a ter impacto reduzido.

Todo prosa Lula voltou à ativa com desenvoltura. Governadores de siglas aliadas estão aproveitando viagens a São Paulo para marcar encontros com o petista em seu antigo instituto.

Painel/Folha de S.Paulo

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Política

Com freio nos concursos e aposentadoria recorde, União perde 24 mil servidores

O governo fechará 2019 com o menor número de contratações de servidores em quase duas décadas. Até outubro, 9.784 funcionários haviam entrado no Executivo federal por meio de concurso público, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Economia. Nesse ritmo, o total de ingressos este ano deve ser o mais baixo desde 2001.

Na prática, o número de servidores na ativa encolheu bem mais por causa do recorde no número de aposentadorias às vésperas da reforma da Previdência, promulgada no mês passado. Só nos primeiros dez meses do ano, foram 33.848. Assim, o saldo entre entradas e saídas de funcionários no Executivo federal está negativo em cerca de 24 mil trabalhadores este ano.

Em dezembro de 2018, havia 630 mil. A estimativa do governo é que o quadro de servidores ativos feche o ano em no máximo 613 mil com o menor ritmo de convocação de concursados de seleções já realizadas ainda válidas.

Os dados compilados pelo GLOBO revelam o resultado da política de enxugamento do serviço público capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para especialistas, a baixa reposição é importante para racionalizar gastos com pessoal. Entidades ligadas aos servidores alertam, no entanto, para o risco de comprometimento dos serviços prestados à população.

Em 2018, a União nomeou 13.360 novos servidores. Para alcançar esse patamar este ano, precisaria contratar mais de 3.500 funcionários até dezembro. Isso significaria quase dobrar o volume mensal de ingressos registrado até agora. Não é o que o governo pretende.

Segundo o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, o plano é apostar em digitalização de serviços, remanejamentos, reformulação de carreiras e terceirização, com a contratação de mais funcionários temporários, para conter o peso da folha nas contas públicas:

— É um trabalho de ganho de eficiência e produtividade, uma mudança de perfil de profissional e também, como é de conhecimento de todos, consequência de uma restrição orçamentária que faz com que a gente tenha um cuidado ainda maior na hora de fazer contratações ou nomeações.

Queda de 50% até 2030

O freio na contratação é uma das ações recomendadas por especialistas para reequilibrar o Orçamento. Há duas semanas, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, projetou que o governo pode reduzir pela metade o total de servidores ativos, para 383 mil, se não repuser nenhum aposentado até 2030.

O órgão que mais perdeu gente em 2019 foi o INSS, que concede aposentadorias e outros benefícios a trabalhadores do setor privado. Até a última quinta-feira, 6.006 funcionários do órgão haviam se aposentado e só três haviam sido contratados. As saídas no instituto respondem por quase 20% de todas as baixas no funcionalismo federal neste ano. Com a debandada, o quadro de servidores na autarquia caiu de 29 mil para 23 mil.

Para evitar um apagão, o INSS recorreu à digitalização de serviços e remanejamento de pessoal dentro do próprio órgão. Hoje, dos 96 serviços prestados pelo órgão, 90 podem ser feitos pela internet ou pelo telefone. O número de funcionários dedicados apenas aos processos de pedido de benefício saltou de 2.751 para 6.686, mesmo com a redução no quadro geral. Isso foi possível com a redução do pessoal em áreas menos essenciais, como a administrativa. Não faltam queixas dos usuários, mas Renato Vieira, presidente do INSS, diz que essa transformação está aumentando a produtividade do órgão. Em outubro, foram decididos 977 mil pedidos de benefício, 49% a mais que os 655 mil processados em janeiro.

— Ninguém pode imaginar que, com menos servidores, a qualidade do serviço permaneça igual se nenhuma medida for tomada — diz Vieira.

Sindicatos criticam

A falta de contratações em outras áreas preocupa sindicatos ligados ao funcionalismo federal. Segundo Kléber Cabral, presidente do Sindifisco, que representa auditores da Receita Federal, o último concurso público para o órgão foi realizado em 2014.

— Em 2007, éramos 12 mil auditores fiscais. Hoje, pouco mais de 8 mil. A Receita está fechando unidades, delegacias e agências, não apenas por questões de restrição orçamentária, mas também por falta de pessoal. A galinha dos ovos de ouro vai acabar morrendo de fome — critica.

O Globo


O Globo

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Política

‘QG da propina’: Crivella é investigado em procedimento do MP que apura corrupção na prefeitura

O Ministério Público estadual (MP-RJ) abriu um procedimento para investigar a denúncia da criação de um balcão de negócios na prefeitura do Rio para a liberação de verbas a empresas mediante pagamento de propina. A apuração está baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizhay, preso pela operação Câmbio, Desligo no ano passado. Homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio, a delação aponta o empresário Rafael Alves, irmão do presidente da Riotur, Marcelo Alves, como o operador do suposto esquema no município. O prefeito Marcelo Crivella é alvo da investigação. Procurados, Rafael Alves e Crivella não se manifestaram.

O procedimento estava paralisado desde julho, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu mais de 900 investigações pelo país que utilizaram dados do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atual Unidade de Inteligência Financeira. Por citar Crivella, o procedimento está a cargo do Grupo de Atribuição Originária Criminal do MP-RJ, estrutura que age por delegação do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, para apuração de casos envolvendo pessoas com foro especial junto ao Tribunal de Justiça.

Na delação, Mizhay afirma que Rafael Alves tornou-se um dos homens de confiança de Crivella por ajudá-lo a viabilizar a doação de recursos de empresas e pessoas físicas na campanha de 2016. Depois da eleição, o empresário emplacou o irmão na Riotur e, segundo o doleiro, montou um “QG da propina” na prefeitura mesmo sem ocupar cargo. “Rafael Alves viabiliza a contratação de empresas para a prefeitura e o recebimento de faturas antigas em aberto, deixadas na gestão do antigo prefeito Eduardo Paes, tudo em troca do pagamento de propina”, diz Mizhay no anexo 15 da sua delação. O acordo foi homologado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, e ratificado pela desembargadora Rosa Maria Helena Guita, do Tribunal de Justiça do Rio, foro responsável por acompanhar investigações que envolvem prefeitos.

Cheques semanais

No depoimento, Mizhay afirma que Rafael Alves lhe entregava semanalmente cheques oriundos de prestadores de serviço da prefeitura para posterior recebimento em espécie. Um dos cheques, conta o doleiro, referia-se à propina paga pela empresa Locanty, especializada em serviços como limpeza, coleta de lixo e locação de veículos. Embora a empresa não tenha contratos na gestão Crivella, ainda protesta recursos a receber da administração passada de um contrato de aluguel de veículos para reboque de carros.

Para comprovar o seu depoimento, Mizhay relata episódios ocorridos nos dias 10 e 11 de maio do ano passado, logo após sua prisão. Diz que dois funcionários da Riotur, empresa comandada pelo irmão de Rafael, estiveram naqueles dois dias na casa de Mizhay para “resgatar” com a sua mulher cheques destinados ao pagamento de propina da Locanty. O doleiro os chama de Johny e Thiago no depoimento. O GLOBO apurou que seus nomes completos são Jones Augusto Xavier de Brito e Thiago Vinícius Martins Silva, e que, de fato, estiveram empregados na Riotur naquele período — atualmente, apenas Thiago continua na empresa municipal, lotado no gabinete da presidência; Jones desligou-se em julho deste ano do Riocentro.

Como evidências de que os fatos descritos realmente ocorreram, Mizhay prometeu entregar aos procuradores um pendrive com imagens dos dias 10 e 11 da portaria do prédio de sua mulher. Além disso, comprometeu-se a levar ao Ministério Público seu motorista, a quem chama de Dudu, que diz ter acompanhado a entrega dos cheques destinados ao pagamento de propina feitos pela Locanty.

Mizhay não detalha na delação o destino do dinheiro que diz ter repassado para Alves nem se Crivella teria conhecimento do “QG da propina” descrito pelo delator. A investigação, contudo, já tem em mãos fotos que mostram a proximidade dos dois e a influência de Alves no dia a dia do município. Há imagens de Alves e Crivella em eventos e caminhando juntos na Barra da Tijuca, além de uma postagem em redes sociais do empresário com os pés sobre uma mesa na sede da Riotur, na Cidade das Artes, onde seu irmão despacha diariamente.

Dívida de R$ 15 milhões

Procurado pelo GLOBO, o dono da Locanty, João Alberto Felippo Barreto, negou que tenha pagado propina para receber restos a pagar do governo Eduardo Paes. Ele afirma que reclama, por meio de um procedimento administrativo na prefeitura, o recebimento de R$ 8 milhões referentes a um contrato de aluguel de veículos para a Secretaria de Ordem Pública. Os valores atualizados, segundo João, já estariam em R$ 15 milhões, mas ele diz não ter recebido nada do município até hoje. Embora o procedimento administrativo esteja aberto desde 2011, segundo o site da prefeitura do Rio, João até hoje nunca entrou com um processo judicial para receber os atrasados.

Perguntado sobre os cheques que assinou e que estão nas mãos de Mizhay, João reconhece a autoria, mas afirma terem relação com outra operação sua. O dono da Locanty conta que usava um advogado para comprar títulos da Dívida Pública e abater do pagamento de impostos. Esse advogado, conta João em sua versão, repassava os cheques para Mizhay atuar como agiota.

Procurados desde a semana passada, a prefeitura e Rafael Alves não se pronunciaram sobre as acusações. O GLOBO não conseguiu localizar os dois funcionários da Riotur citados por Mizhay para apresentar suas versões.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. BG. Vc já prestou atenção que a globo lixo, só pode tar de parceria com o GOVERNO DO RIO??
    Pois é, parece que os problemas do RJ acabaram, a globo não dá um pio.
    Aí tem!!

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Meio Ambiente

‘Não recebemos nada do DiCaprio’, dizem brigadistas de Alter do Chão

Em entrevista coletiva na tarde deste domingo (1), os quatro brigadistas presos pela polícia paraense em Alter do Chão suspeitos de incendiar uma área florestal dizem estar recebendo ameaças. Após sua libertação , o grupo buscou esclarecer rumores que estão circulando na internet que estão alimentando ideias de conspiração internacional, como o boato de que o ator Leonardo DiCaprio estaria financiando o grupo.

— Realmente a gente não recebeu nada do Leonardo DiCaprio — afirmou Marcelo Aron Cwerver, um dos voluntários soltos após decisão judicial prliminar na quinta-feira (28), confirmando afirmação do próprio ator.

— Essas fake news e esses ataques de prejulgamento estão deixando a gente em risco — afirmou Daniel Gutierrez Govino, líder da brigada. — O portão da minha casa foi arrombado, e recebemos ameaças diárias nos grupos de WhatsApp de Alter do Chão. Realmente isso dá medo.

Falando a jornalistas por cerca de uma hora, os brigadistas contaram como foi a operação de prisão e sua permanência em cela, que durou três dias. O áudio da entrevista foi distribuído à imprensa no fim desta tarde.

Questionados sobre se sofreram agressão física ou verbal, os quatro voluntários de combate a incêndio afirmam que “não houve excesso” por parte da polícia, mas relataram detalhes que podem colocar o procedimento policial sob questionamento.

Ação da polícia

Os brigadistas relatam ter fornecido fotografias à polícia sem serem informados de que estavam sendo investigados como suspeitos, dizem que a polícia arrombou portões das casas sem tocar a campainha durante as prisões, que forneceram senhas de celular antes de serem informados de que seriam detidos e, uma vez presos, tiveram barba e cabelo raspados.

— A gente foi supersolícito porque a gente sabia da nossa inocência. Então, tudo o que pediram para a gente, a gente acatou, para que se esclarecesse da forma mais rápida possível — conta João Victor Pereira Romano, outro dos quatro voluntários presos.

— Quando a polícia chegou na nossa casa era bem cedo, minha esposa e meus filhos ainda estavam dormindo, no começo eu achei que se tratava de alguma coisa que estava acontecendo na rua e que os policiais estavam entrando para me pedir algum tipo de auxílio — conta Cwerver. — Até perguntei para eles se estava aberto o meu portão. Eles disseram: “Não. A gente arrombou porque a gente tem um mandado de busca e apreensão”. Foi extremamente revoltante perceber que a gente estava sendo suspeito e, pior, preso de surpresa sem nem saber por quê.

Os brigadistas dizem ter estranhado bastante a acusação por terem trabalhado debelando incêndios sempre em parceria com policiais e bombeiros e por terem o trabalho conhecido e apoiado pela comunidade local.

Fotografias

Segundo Gutierrez, quando a polícia pediu a colaboração do grupo para investigar um grande incêndio que havia ocorrido na área de Capadócia, também às margens do rio Tapajós, em 14 de setembro, os brigadistas ofereceram farto material.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Se existem pessoas honestas, que não gostam de dinheiro fácil e
    são trabalhadoras de verdade desse país, são as ONGs e os Sindicatos…….. Talvez só percam para alguns funcionários públicos.

    1. Honestos neste país são somente os empresários e funcionários da JBS, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, etc.
      Onde há corrupção e desvio, há empresários e funcionários públicos envolvidos, pois uma mão não bate palma sozinha .

  2. Só um leigo / desinformado acredita que não há criminosos causando incêndios para que suas ONG's continuem recebendo dinheiro estrangeiro dos que querem proteger a Selva da Amazônia . Artistas e famosos , doadores de dinheiro para preservação , podem ser facilmente enganados . A imprensa podre distorce a fala do Presidente que só luta para reparar os danos promovidos ao país pela esquerda que não aceite a derrota nas urnas.

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Política

CASO COAF: Ministério Público celebra decisão do STF sobre dados fiscais, mas adota cautela

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de autorizar que órgãos de controle compartilhem com o Ministério Público dados bancários e fiscais sem necessidade de aval judicial prévio foi comemorada por procuradores e promotores, mas eles adotam cautela à espera do fim do julgamento, marcado para a próxima quarta-feira (4).

É quando será fixada a tese que sintetizará o que foi julgado e passará a nortear a atuação da Receita Federal e do antigo Coaf —rebatizado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira)— e também dos órgãos de investigação criminal.

Até lá, permanecem suspensas investigações que foram paralisadas desde julho por causa de uma decisão liminar (provisória) do presidente do STF, Dias Toffoli.

A apreensão maior é com o que a tese do STF dirá em relação à UIF, apesar de procuradores e promotores entenderem que o resultado da votação de quinta-feira (28) já significa que todo o sistema de repasse de dados foi validado tal como funcionava.

“O conhecimento que tenho é que estamos todos aguardando o final do julgamento [antes de retomar as apurações], porque são muitas pequenas questões que têm que ser examinadas caso a caso. A nossa expectativa é que todas as investigações que foram suspensas voltem a tramitar”, disse o presidente da Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), Victor Hugo Azevedo.

Na mesma linha, pessoas envolvidas numa investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) que foi suspensa afirmaram na sexta (29) que os votos proferidos já autorizam o reinício da investigação. Contudo, pretendiam aguardar a fixação da tese, na quarta que vem.

A investigação começou com um relatório da UIF que apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão nas contas do ex-assessor Fabrício Queiroz, levando à suspeita da prática de “rachadinha” —apropriação de salários de servidores— no antigo gabinete de Flávio na Assembleia fluminense.

Quando suspendeu todas as investigações e ações penais do país que usaram dados de órgãos de controle sem ordem judicial prévia, Toffoli atendeu a um pedido da defesa de Flávio. A liminar foi revogada pelo plenário do Supremo na última quinta.

No dia seguinte, o ministro Gilmar Mendes, que tinha dado a decisão que efetivamente paralisava o caso concreto de Flávio, tomando como base a liminar de Toffoli, revogou sua determinação para liberar a apuração.

No julgamento da semana passada, os ministros votaram de formas distintas em relação à Receita e à UIF.

A situação ficou mais clara quanto à Receita. Por 9 votos, de um total de 11, o Fisco poderá continuar compartilhando com o Ministério Público e a polícia suas representações fiscais para fins penais (RFFPs), incluindo íntegras de declaração de Imposto de Renda e extratos bancários.

Votaram assim os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Toffoli votou inicialmente por restringir o compartilhamento total, proibindo a entrega de declarações de Imposto de Renda e extratos bancários, mas mudou de posição para integrar a maioria.

Já os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello foram os mais restritivos nesse ponto, proibindo qualquer compartilhamento sem aval da Justiça em respeito ao direito constitucional à privacidade.

Com o recuo para ficar no grupo vencedor, Toffoli, relator do processo, se manteve como o responsável por redigir o acórdão do julgamento, ou seja, elaborar o texto sobre o que foi decidido no plenário.

Quanto à UIF, a expectativa é que a situação fique clara com a definição da tese final. Só então será possível analisar o impacto definitivo do julgamento nos casos que usaram dados da unidade de inteligência.

Apenas Toffoli e Gilmar fizeram ressalvas ao procedimento de envio dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) pela UIF. Eles enfatizaram que os RIFs não podem ser feitos “por encomenda” do Ministério Público e da polícia a não ser quando já houver investigação formal ou tiver havido um alerta anterior da UIF sobre o alvo.

Folhapress

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Política

Huck encara sucessão de 2022 como ‘maratona’

Candidato não declarado ao Planalto, o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, compara seu projeto presidencial com uma corrida de longa distância. “Ele diz: ‘Tenho que ter cuidado, porque isso é uma maratona”, conta Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que ambiciona a filiação de Huck.

Numa maratona, o corredor precisa combinar força física e equilíbrio mental. Quem se deixa levar pela ansiedade, apressando demais o passo na largada, arrisca-se a perder o fôlego antes de cruzar a linha de chegada. “Ele está certo. Faltam três anos para a eleição. Não tem razão para se precipitar”, aprova Freire.

No caso de Huck, a ausência de pressa não se confunde com inação. Ao contrário, ele segue uma estratégia metódica. Na prática, realiza uma campanha invisível. Percorre o país, reúne-se com lideranças comunitárias locais, apoia movimentos apartidários de formação política e articula-se com um seleto grupo de políticos e formuladores de políticas públicas.

Nos últimos meses, Huck conversou com políticos de quatro partidos: Cidadania, PSDB, DEM e Podemos. Em privado, alguns dos interlocutores declaram-se impressionados com a desenvoltura do personagem. Os mais impactados avaliam que o astro de TV reúne potencial para se firmar como novidade em meio à polarização que opõe Jair Bolsonaro e Lula.

No inicio de novembro, Huck reuniu-se em Brasília com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM. Já havia conversado com o presidente da legenda, Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador.

Ao trocar ideias com os correligionários, Rodrigo Maia disse apostar que a sociedade vai se cansar da disputa entre polos extremos. Avalia que, se o governo Bolsonaro não deslanchar na área econômica, o eleitor pode encontrar em Huck a novidade que procurava ao optar por Bolsonaro na sucessão de 2018.

Roberto Freire faz a mesma aposta: “A sociedade vai fugir da polarização. Não dá mais para votar num candidato apenas para evitar o outro. Isso é um desastre para o país. É preciso construir uma alternativa que expresse o desejo de votar em algo mais construtivo. O Huck reúne as condições para representar esse desejo”.

Freire escora suas impressões numa pesquisa nacional feita por encomenda do Cidadania. “A pesquisa revela que, fora da polarização, Huck representa uma alternativa forte contra qualquer um dos dois extremos: o bolsonarismo e o lulopetismo. Ele reúne características que o tornam politicamente viável”.

Confira a notícia completa AQUI no Blog do Josias de Souza

Opinião dos leitores

  1. Esse nem participar da maratona vai.
    Muito fraquinho, e ainda mais candidato da globo lixo.
    Homi, vai gritar loucura, loucura loucura que é melhor.

  2. Tá fácil um animador de auditório , que é candidato natural da Rede Globo, pegou dinheiro do BNDES para compra jatinho particular , conseguir emplacar uma campanha para Presidente do Brasil. Não aguenta uma semana de campanha.

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Política

Equipe de Paulo Guedes critica omissão da Casa Civil na articulação das reformas

A Casa Civil não ajuda nada na articulação para aprovar projetos importantes, como a Medida Provisória da Liberdade Econômica ou a reforma da Previdência, segundo se queixam integrantes do time de Paulo Guedes no Ministério da Economia. Para os assessores de Guedes, a condição de “superministério”, provoca um certo ciúme nos demais ministros, sobretudo aqueles, como Onyx Lorenzoni, que rivalizam com Guedes no “protagonismo” do governo Jair Bolsonaro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, é tido como o maior articulador político do governo, na aprovação de reformas.

Ao contrário da Casa Civil ou da Secretaria de Governo, assessores do Ministério da Economia negociam apoio com cada parlamentar.

A Casa Civil e os articuladores oficiais não se moveram para aprovar a MP da Liberdade Econômica, considerado um grande avanço.

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Luiz Ramos (Articulação) são considerados prováveis substituições em uma minirreforma ministerial.

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Jornalismo

Indulto de Temer tira presos da Lava Jato da cadeia e põe fim a restrições de delatores

Além da decisão de 7 de novembro do Supremo Tribunal Federal que permitiu que condenados em segunda instância saíssem da prisão, o indulto natalino editado por Michel Temer (MDB) em 2017 também tem beneficiado alvos da Lava Jato nos últimos meses, incluindo delatores da operação.

Desde que o STF decidiu, em maio passado, pela validade do decreto de Temer, o benefício tirou da cadeia, por exemplo, o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e o ex-senador pelo DF Gim Argello. Um dos casos mais recentes foi a concessão a um condenado que já não estava no regime fechado, o ex-deputado baiano Luiz Argôlo, em setembro, pela Justiça da Bahia.

O indulto é um benefício editado pelo presidente da República que extingue a pena de condenados que cumpram determinados requisitos, como bom comportamento. No Brasil, se tornou tradição a publicação na época do Natal.

No decreto do indulto de 2017, presos que já tivessem cumprido na época um quinto de pena imposta por crimes sem violência ou grave ameaça poderiam pleitear esse tipo de perdão.

Isso inclui condenados pelos delitos de corrupção e lavagem de dinheiro, dois dos mais comuns nas sentenças da Lava Jato do Paraná.

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto conseguiu na Justiça Estadual do Paraná o indulto para uma de suas condenações, que tinha pena fixada em 24 anos, e passou para o regime semiaberto, já que sua outra condenação era de dimensão mais baixa. Mês passado, ele também pôde tirar a tornozeleira eletrônica, por causa do novo entendimento do Supremo sobre a prisão após a segunda instância.

A extinção da pena via indulto faz com que os condenados não precisem mais cumprir obrigações comuns na progressão de regime, como uso de tornozeleira, recolhimento domiciliar ou retenção de passaporte. A declaração significa que o Estado não tem mais interesse de aplicar uma punição anteriormente estabelecida.

Delatores da operação também foram à Justiça pedir a benesse para suas condenações.

A doleira Nelma Kodama, primeira presa da Lava Jato, em março de 2014, está fora da cadeia desde 2016, mas ainda tinha que usar tornozeleira eletrônica e se submeter a recolhimento domiciliar. Com o indulto, concedido em agosto pelo juiz federal Danilo Pereira Júnior, que administra o dia a dia das penas da Lava Jato, essa obrigação também fica extinta.

O Ministério Público Federal não se opôs à medida. Já com o passaporte recuperado, em outubro ela viajou com o namorado para a Espanha.

Auxiliar da doleira e também colaboradora, a condenada Iara Galdino também foi beneficiada.

O indulto editado por Temer teve parte de seus efeitos cassados à época pela então presidente do Supremo, Cármen Lúcia, a pedido da Procuradoria-Geral da República, sob o argumento de que se tratava de uma interferência indevida do Executivo em outro Poder.

Posteriormente, o relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso manteve trechos da suspensão, mas o plenário do Supremo votou, no dia 9 de maio, pela validade da iniciativa da Presidência da República.

Além de réus da Lava Jato, o decreto também favoreceu condenados no escândalo do mensalão, como Ramon Hollerbach e José Roberto Salgado.

Em 2018, o decreto de indulto não voltou a ser editado. Quando estava preso, o ex-presidente Lula, que passou a cumprir pena em abril de 2018, não se enquadrava nos critérios do indulto porque ainda não havia começado a cumprir pena na época da edição do decreto, em 2017.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

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Esporte

Mano Menezes é demitido do Palmeiras após derrota para Flamengo no Allianz

Foto: Divulgação/Fox Sports

O técnico Mano Menezes não resistiu à pressão e foi demitido do comando do Palmeiras no início da noite de hoje (1º), pouco depois da derrota por 3 a 1 para o Flamengo no Allianz Parque.

A passagem de Mano pelo Palmeiras durou pouco menos de quatro meses. O contrato iria até o fim de 2021. A multa rescisória é de um salário, assim como era com seu antecessor, Luiz Felipe Scolari.

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Política

Jair Renan, filho de 20 anos de Bolsonaro, já se prepara para entrar na vida pública

Foto: Reprodução/Twitter

Acostumado aos games da internet, Jair Renan Valle Bolsonaro entrou no jogo político. Em vez de evitar a morte dos personagens que assume na frente do computador, o estudante de 20 anos terá que ajudar o clã a lutar pela sobrevivência do partido que a família tenta emplacar. Ao lado do pai, o presidente Jair Bolsonaro, e dos irmãos Flávio, Carlos e Eduardo, Renan assume vaga na comissão provisória de trabalho do Aliança Pelo Brasil. O caçula era o único dos filhos do presidente com idade para assumir cargos indicados ou eletivos que mantinha distância da política — onde a desatenção traz mais prejuízos que a simples perda de pontos virtuais na barrinha de “vidas”.

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Opinião dos leitores

  1. A familia todinha de políticos profissionais, sustentados pelos contribuintes fãs. Bata palmas quem quiser.

    1. Vc errou!!
      É assim.
      VOTA QUEM QUER, ninguém é obrigado a votar.
      Obrigado é no teu PT, e ainda tem que contribiir com dinheiro pra comprar a mortadela.

      Kkkkkkkk
      Se oriente!!
      Vazer o quê?? se a galera confia e quer.

  2. Onde ele está sentado a foto está dizendo que ele vai ser pior do que os outros veja a quantidade de espadas no trono

  3. um inocente vestido a farda de cobra mentirosa… coitado… nem tirou as fraldas e já quer entrar pra vida errada… vai trabalhar que é bom… tu vai ter uma aposentadoria da previdência que teu pai planejou.

  4. Melhor fazer como luladrão fez, os irmãos recebe mensalidades de empresas, os sobrinhos transformam em construtor fora do país, sem nunca te contruido um batente, já os filhos transforma em milionários catando bosta de elefante em zoológico, exportando pra cuba, e recebendo urêa pelas compras dos caças. Aí nem precisa ser votado democraticamente, e já ajeita toda família, agora reze pra não encontrar um Sérgio Moro pela frente. Rsrsrs

  5. Nova política!? Minions acreditaram no PSL, agora acreditam no 38, amanhã vão acreditar em quê?

  6. Politica é sempre um bom negócio, faz aumentar o patrimônio do dia pra noite. Pra ser politico, só precisa saber enganar, ser hipócrita e saber roubar. Sinônimo de dinheiro fácil.

    1. Verdade, luladrão e sua quadrilha que o diga. Não querem largar o osso nem depois de terem sido flagrados roubando, pior que ainda tem idiotas que fazem de tudo pra ele fazerem novos roubos e desvio de dinheiro

  7. Parece até que o RN está fazendo escola. Daqui a pouco teremos um partido só de filhos. A filhocaracia.

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