Finanças

Tarifas mais baixas? Saiba o que muda na hora de contratar um empréstimo com o ‘open banking’

Com a implementação do open banking, sistema em que os brasileiros podem compartilhar dados entre instituições financeiras, a expectativa é que melhorem as condições para se conseguir um empréstimo no país.

Segundo o Banco Central, com o compartilhamento dos dados dos correntistas, as instituições financeiras “poderão fazer ofertas de produtos e serviços para clientes de seus concorrentes, com benefícios para o consumidor, que poderá obter tarifas mais baixas e condições mais vantajosas”.

As mudanças, porém, ainda deverão levar alguns meses para serem sentidas pelos consumidores.

“Isso vai ocorrer mais lá por novembro”, avalia Thiago Alvarez, diretor da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD).

Desde o início de agosto, os clientes já podem solicitar o compartilhamento de dados bancários com outras instituições financeiras. A partir de 27 setembro, poderão ser compartilhadas também informações sobre histórico de transações relacionadas a cartão de crédito e operações como financiamentos e empréstimos.

Vale lembrar, porém, que o compartilhamento ocorre apenas se a pessoa autorizar e que é o consumidor que define quais dados autoriza e por quanto tempo. Não existe aplicativo para download, site específico para o cadastro, tampouco é preciso assinar documentos em agências bancárias.

Como vai funcionar

Um dos efeitos práticos esperados com o open banking é o aumento da concorrência e redução do custo do crédito, principalmente para quem tem histórico de bom pagador.

O consumidor que autorizar o compartilhamento de dados bancários poderá receber propostas e condições melhores de outros bancos e fintechs. Isso porque, com o histórico financeiro da pessoa, a instituição concorrente terá mais elementos para calcular o risco de crédito do cliente e oferecer outras taxas e modelar produtos e serviços específicos para o perfil de cada um.

“O que muda agora é que a instituição financeira vai saber quais são as linhas de crédito que esse cliente tem, quais são os limites que ele tem, o histórico financeiro dele, e vai poder oferecer uma taxa melhor, um produto melhor, mais adequado para esse perfil”, afirma o diretor da ABCD.

A expectativa é que, a partir de outubro e novembro, algumas instituições já comecem a usar o open banking como instrumento para análise de crédito, mas ainda não de forma disseminada. “Ainda deve demorar um ano ou dois anos para você ter as diversas instituições financeiras usando open banking como sua política padrão”, avalia o especialista.

Soluções que poderão ser lançadas

Outra consequência esperada é uma maior facilidade na hora de migrar um financiamento para uma outra instituição. “A tendência é ficar mais fácil fazer portabilidade, uma vez que o banco que for fazer a portabilidade terá mais informações e granularidades do comportamento de consumo do cliente, e pode oferecer condições melhores ainda”, afirma Ingrid Barth, cofundadora do banco digital Linker.

A partir do open banking, poderão ser lançados no mercado também aplicativos que reúnam os dados de contas em diferentes instituições e que ofereçam serviços de planejamento financeiro ou simulações de crédito e investimentos.

“Poderão surgir aplicativos que fazem gestão financeira, simulações de crédito, investimentos, empréstimos em diversas instituições, com base na movimentação financeira do consumidor e em outras informações que poderão ser agregadas”, afirma a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Como participar

Para participar do novo sistema, o consumidor terá que optar por compartilhar as informações que tem em outras instituições financeiras na hora que for contratar um crédito for solicitar um serviço financeiro em outro banco, por exemplo.

Todo o processo de autorização será feito pela internet. A opção para aderir ao open banking deverá aparecer na tela do celular ou computador quando o consumidor acessar os canais digitais das instituições financeiras.

O consumidor não precisa, porém, tomar nenhuma providência prévia para aderir ao open banking.

“Um ponto importante para entender é que a instituição financeira ou a instituição de pagamento é que vai abordar o cliente e falar: ‘Olha, para você ter uma linha de crédito melhor, com uma taxa de juros menor, com prazos maiores, limites maiores e tudo o mais, compartilhe aqui as informações que você tem em outras instituições financeiras'”, explica Alvarez.

Somente as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem participar do ecossistema do Open Banking.

2ª fase de implantação do open banking foi escalonada para garantir segurança e estabilidade ao processo e permitir ajustes que forem necessários — Foto: Economia/G1

Restrições e regras

Pelas regras definidas pelo Banco Central, o compartilhamento de dados bancários ocorrerá apenas se a pessoa autorizar e “sempre para finalidades determinadas e por um prazo específico”. O prazo para o compartilhamento também deverá ser definido pelo cliente, podendo ser de, no máximo, 12 meses.

Ao concordar com o compartilhamento, o consumidor terá que ser informado sobre as informações financeiras autorizadas e para quais instituições os dados foram repassados. Além disso, a solicitação de autorização deve deixar clara qual é a finalidade, ou seja, ao fornecimento de qual produto ou serviço se refere.

“Não é que agora o consumidor vai de repente receber uma enxurrada de opções, de linhas de crédito, não é isso. Até mesmo porque ele vai compartilhar com aquela instituição que optar. Então, o banco A me pediu para compartilhar informação das outras instituições que tenho relacionamento com ele, compartilho só com o banco A, não estou dando autorização para compartilhar com o banco B, C, D ou E”, afirma Alvarez.

Vale lembrar que o consumidor tem garantida a opção de não compartilhar os seus dados, se assim preferir, ou revogar o consentimento a qualquer momento.

As autoridades afirmam que o compartilhamento de dados ocorrerá de forma segura e com os controles necessários para tratamento de dados que envolvem sigilo bancário.

Além da regulamentação específica do open banking, as instituições participantes também precisarão seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Conheça cada fase do open banking

Primeira fase: Compartilhamento de dados entre as instituições financeira;

Segunda fase: Compartilhamento de dados de clientes relacionados a serviços bancários, como contas, cartão de crédito e empréstimos;

Terceira fase: Integração de serviços, com início de transações de pagamento;

Quarta fase: Compartilhamento de dados de serviços relacionados a câmbio, credenciamento, seguro, investimento, previdência e conta salário.

Open Banking no Brasil — Foto: Arte/G1

G1

Opinião dos leitores

  1. Sabe o “cadastro positivo”, “a portabilidade” e outras grandes ideias para baratear o crédito? Pois é. Nenhuma delas se prestou que se destinavam.
    Essa é só mais uma miragem.
    Aliás, vive-se delas por aqui.
    Teve a extinção da CPMF que iria reduzir preços, teve o pagamento das bagagens…
    Brasil: terra de espertos!

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Diversos

Latam faz promoção de passagens com tarifas a partir de R$ 99

Foto: Germano Lüders/Exame

A companhia aérea Latam anunciou nessa segunda-feira, 21, promoção de passagens com tarifas a partir de 98,57 reais o trecho.A redução de valores nas tarifas é válida para diversos destinos no Brasil, na América Latina e ainda pacotes de viagem Latam Travel. A promoção é válida até o dia 23 de dezembro.

Para viagens no Brasil, a menor tarifa encontrada é para o voo de Curitiba a São Paulo/Guarulhos, a partir de R$ 98,57 o trecho. Partindo de São Paulo para Florianópolis e Navegantes, há preços promocionais a partir de R$ 154,47 o trecho.

De Brasília para Florianópolis, é possível encontrar tarifas a partir de R$ 192,47. Do Rio de Janeiro para Salvador, há preços promocionais a partir de R$ 233,57 o trecho. As ofertas são válidas para voos em classe econômica e viagens programadas entre janeiro e março de 2021.

Para viagens no Brasil, a menor tarifa encontrada é para o voo de Curitiba a São Paulo/Guarulhos, a partir de R$ 98,57. Partindo de São Paulo para Florianópolis e Navegantes, há preços promocionais a partir de R$ 154,47 o trecho. Já de Brasília para Florianópolis, é possível encontrar tarifas a partir de R$ 192,47 o trecho. Do Rio de Janeiro para Salvador, há preços promocionais a partir de R$ 233,57 o trecho. As ofertas são válidas para voos em classe econômica e viagens programadas entre janeiro e março de 2021.

Voos internacionais e pacotes

A companhia também fez promoção para destinos internacionais, como tarifas a partir de R$ 945,86 ida e volta, com taxas inclusas, para voos entre São Paulo e Santiago.

Partindo da capital paulista, é possível encontrar passagens para Lima por R$ 1.894,11 ida e volta, incluindo taxas, e ida e volta para Bogotá, por R$ 2.539,33 com taxas inclusas. As ofertas são válidas para voos em classe econômica, programados entre janeiro e junho de 2021.

Por fim, a empresa anunciou tarifas promocionais para pacotes (hotel e passagem). Um pacote para para Salvador, com saída do Rio de Janeiro, sai a partir de R$ 463,06 à vista ou 10x R$ 46,31. O pacote inclui aéreo ida e volta e três noites de hospedagem no OYO Hotel Lindoia. Outra oportunidade é para viagem para Santiago, com saída de São Paulo. O pacote, incluindo aéreo ida e volta com cinco noites de hospedagem no Windsor Suíte, sai por de R$ 1.425,74 ou 10 x R$ 142,58.

Exame

 

Opinião dos leitores

    1. O ministro da sanfona não curtiu seu comentário. Tá fazendo propaganda contra o turismo no seu próprio estado? Vai te chamar de comunista!

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Diversos

Tarifas aeroportuárias de São Gonçalo do Amarante são atualizadas

Os tetos das tarifas aeroportuárias do aeroporto de São Gonçalo do Amarante foram reajustados pela Portaria nº 1424, de 22 de maio de 2020, conforme fórmulas estabelecidas no contrato de concessão. Contudo, as novas tarifas serão praticadas somente 30 dias após a divulgação pela Concessionária.

Os tetos das tarifas de embarque de passageiros, de pouso e permanência de aeronaves e de armazenagem e capatazia de cargas foram reajustados em 3,1674%. O reajuste foi aplicado sobre os tetos constantes da Portaria nº 1.627, de 28 de maio de 2019, considerando a inflação acumulada entre abril de 2019 e abril de 2020, medida pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE observada no período, além de fatores associados a produtividade, qualidade e compartilhamento de parte das receitas comerciais do aeroporto.

Com a alteração dos valores, a tarifa máxima de embarque doméstico paga pelos passageiros passará de R$ 23,14 para R$ 23,87.

A tarifa máxima de embarque internacional, por sua vez, passará de R$ 111,99 para R$ 113,29, valores esses que incluem o Adicional do FNAC de US$ 18,00, criado pela Lei nº 9.825/99 e que atualmente corresponde a R$ 71,03, conforme estabelecido pela Portaria ANAC n° 11/SRA/2020.

Foto: Reprodução

Tarifas – As tarifas aeroportuárias são valores pagos à concessionária pelas companhias aéreas, pelo operador da aeronave ou pelo passageiro. Essas tarifas correspondem aos procedimentos de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia dentro dos aeroportos. A tarifa de embarque é a única paga pelo passageiro e tem a finalidade de remunerar a prestação dos serviços, instalações e facilidades disponibilizadas pela concessionária aos passageiros. Os reajustes estão previstos nos contratos como mecanismo de atualização monetária e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro estabelecido nos contratos de concessão.

Foto: Reprodução

Opinião dos leitores

  1. Tem que ver que fica longe de quem. Constrói um no quintal meu amigo.
    Zona sul tem dinheiro kkk

  2. kkkkk aumentem mais, está barato. Agora é que ninguém vai embarcar naquele troço no fim do mundo.

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Finanças

Bolsa de Valores São Paulo de reduz tarifas no mercado de ações para estimular pequeno investidor

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A B3 (bolsa de valores de São Paulo) anunciou nesta quinta-feira (2) um novo modelo de tarifação do mercado de ações para atrair o pequeno investidor de varejo. A taxa mensal de manutenção de conta, que hoje chega a cerca de R$110 ao ano, será zerada permitindo que as corretoras ampliem a base de clientes pessoa física. A tarifa cobrada na negociação de ações na B3 também cai cerca de 10% para as pessoas físicas em geral.

Além disso, clientes que tiverem até R$20 mil de saldo em custódia numa mesma corretora serão isentos das demais taxas de manutenção de conta, como as cobranças sobre o pagamento de proventos e valor em custódia. Esse conjunto de medidas atinge cerca de 65% da base de investidores pessoa física que hoje têm saldo em contas de renda variável na B3.

A medida representa uma redução de aproximadamente R$250 milhões nas tarifas pagas pelos clientes da B3 no ano considerando os volumes negociados nos últimos 12 meses.

“A B3 reconhece seu papel central no desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. Isso envolve oferecer novos produtos, melhorar serviços prestados e estimular mais negociação e expansão da base clientes por meio de mecanismos de preços e incentivos. É isso que estamos fazendo hoje. Acreditamos que esta nova estrutura de tarifação cumpre esses objetivos”, disse o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.

Em 2019, os investidores de varejo foram um dos destaques no crescimento do mercado de capitais brasileiro. O número de contas ativas na depositária da B3 saltou de 643 mil em janeiro de 2018 para 1,5 milhão de investidores em outubro de 2019. Cerca de um terço dessas contas tem até R$5 mil investidos em renda variável.

Segundo a B3, o cenário de juros baixos deve continuar incentivando a mudança no perfil dos investimentos. O potencial de crescimento da pessoa física pode ser observado quando se considera que 65% dos investidores com este perfil pouco diversificaram sua carteira em 2019, investindo em apenas um tipo de produto de bolsa.

Além disso, há quase 20 milhões de investidores em caderneta de poupança com saldo acima de R$5mil, que somam R$ 730 bilhões em depósitos, e podem buscar fontes alternativas que proporcionem maiores rendimentos. A expectativa é que as mudanças sejam implementadas ao longo do ano, de acordo com a capacidade do mercado de adaptar seus sistemas e processos para a nova tarifação.

Agência Brasil

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Política

Bolsonaro diz que usará canal aberto com Trump para falar de tarifas ao aço brasileiro

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (2) que, se necessário, conversará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do restauração de tarifas sobre a importação, pelos EUA, de aço e alumínio de Brasil e Argentina.

Nesta segunda, Trump afirmou, em uma rede social, que a desvalorização das moedas de Brasil e Argentina prejudicam agricultores norte-americanos. Por isso, vai restaurar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Donald Trump. “Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 4,2397, em alta de 0,57%, acumulando valorização de 5,73% no mês de novembro. No ano, tem alta de 9,43% frente ao real.

De acordo com o presidente dos EUA, “o Federal Reserve [banco central dos EUA] deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais do nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas”. Segundo ele, “isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”.

Após a manifestação de Trump, Bolsonaro foi questionado sobre o tema ao sair do Palácio da Alvorada, onde costuma conversar com apoiadores e jornalistas.

O presidente informou que conversará com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre as tarifas norte-americanas. Bolsonaro disse ter um “canal aberto” com Trump, que poderá ser usado nesse caso.

“Vou falar com o Guedes hoje. Alumínio? Vou falar com o Paulo Guedes agora. Vou conversar com o Paulo Guedes. Se for o caso, ligo para o Trump. Eu tenho um canal aberto com ele”, disse.

Indagado se é possível reverter o anúncio de Trump, Bolsonaro insistiu que falará primeiro com Guedes.

“Converso com o Paulo Guedes e depois dou uma resposta, para não ter que recuar”, afirmou.

Trump utilizou a sobretaxa do aço na guerra comercial travada pelos Estados Unidos com a China. O governo norte-americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março de 2018, Trump impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio como medida “injustificada e ilegal” e com potencial de provocar “dano significativo” para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o país é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Em agosto de 2018, Trump anunciou um alívio nas cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres de sobretaxas. A decisão de flexibilizar a tarifa atingiu as cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina e do alumínio da Argentina.

Desde então, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno, as empresas norte-americanas que comprarem aço do Brasil deixaram de pagar 25% a mais sobre o preço original.

G1

Opinião dos leitores

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Economia

Trump acusa Brasil e Argentina de desvalorizarem moedas e diz que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio

Foto: AP Photo/Steve Helber

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem “maciçamente” suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moeda. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

“O Federal Reserve [banco central dos EUA] deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”, disse ele.

Em agosto de 2018, Trump anunciou um alívio nas cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos em março do mesmo ano. A decisão de flexibilizar a tarifa atingiu as cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina e do alumínio da Argentina.

Desde então, as empresas americanas que comprarem aço do Brasil não precisavam pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno.

O dólar fechou a R$ 4,2397 na sexta-feira, em alta de 0,57%, acumulando valorização de 5,73% no mês de novembro. No ano, tem alta de 9,43% frente ao real.

Histórico

A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando a atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março do ano passado, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio, na ocasião, como medida de ‘injustificada e ilegal’ e com potencial de provocar “dano significativo” para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Maiores exportadores de aço para os EUA — Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Mas ele é amigão de Bolsonaro, não vai fazer isso, ele gosta do Brasil e demonstra ser u muito preocupado com o povo brasileiro. "I love you"

    1. Petista revoltado identificado. Kkkkk
      Esse quer é LULADRAO de volta, pra continuar o assalto ao país.

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Economia

Tarifas de energia do RN terão reajuste médio de 4,73%, informa Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou hoje (16/4), durante reunião pública ordinária de diretoria, reajuste nas tarifas dos consumidores da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern). A concessionária atende 1,4 milhão de unidades consumidoras localizadas em 167 municípios do Estado do Rio Grande do Norte. Os novos índices entram em vigor a partir de segunda-feira(22).

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. O presente processo tarifário foi impactado pelos custos de aquisição de energia e componentes financeiros referentes a compra de energia e risco hidrológico.

O pagamento do empréstimo da Conta ACR e ajustes em rubrica (retirada CDE Decreto) da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) ajudaram a reduzir o reajuste em aproximadamente – 4,62%. A Conta-ACR foi um mecanismo de repasse de recursos às distribuidoras para cobertura dos custos com exposição involuntária no mercado de curto prazo e o despacho de termelétricas entre fevereiro e dezembro de 2014. A quitação antecipada Conta-ACR foi anunciada em (20/3) durante entrevista coletiva realizada na sede da ANEEL, em Brasília. Leia mais.

A bandeira tarifária contribuiu para reduzir em -5,15% o índice final do reajuste da Cosern.

Confira abaixo os índices que serão aplicados:

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Opinião dos leitores

  1. NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS. ALGUÉM PAGA A CONTA E ESSE ALGUÉM SOMOS NÓS CONTRIBUINTES, PAGADORES DE IMPOSTOS.

  2. A Anta criou o problema, como tantos, e agora esperam que a solução venha do presidente… Esse povo é doido.

  3. Alguém poderia explicar? Somos, ouvi dizer, autossuficientes em enegia (eólica). Dizem que produzimos duas vezes mais que o consumo de todo o RN; produzimos petróleo e refinamos (Guamaré) e pagamos gasolina e diesel mais caros da região. Alô BG: poderia chamar algum especialista para explicar estes e outros assuntos de interesse geral no seu conceituado programa na 98 FM. Talvez, quem sabe, o Senador Jean-Paul Prates nos dê uma "luz". Fica a sugestão.

    1. Boa. Mas quem é dona da energia que nos tornaria auto-suficiente, o Estado ou as empresas que geram a energia? Creio que a segunda opção, logo ela nos vende e vende o resto para quem elas quiseram.

    1. Jair Bolsonaro está na lista da Time das 100 pessoas mais influentes do mundo. A petralhada pira. kkkkkkkkkkk

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Economia

Preço da passagem pode saltar para R$ 2,60 obedecendo a critérios técnicos

O preço da tarifa de ônibus pode saltar de R$ 2,20 para R$ 2,60. Pelo menos é isso o que defende o Seturn, diante de um reajuste de 7,5 no salário pago aos motoristas de ônibus. De acordo com o diretor financeiro da entidade, Augusto Costa Maranhão, essa seria a tarifa do ponto de vista técnico.

Ele conta que a tarifa de ônibus não sobe há 27 meses, enquanto o salário pago aos motoristas já passou por dois aumentos. “Estamos dentro do nosso limite financeiro”, revelou.

A proposta de reajuste do salários ainda está sendo avaliada pelo Sindicato dos Rodoviários que deve dar um posicionamento em mais uma audiência de conciliação na quinta-feira, 2.

 

Opinião dos leitores

  1. Este governo dilma é uma MERDA.Tudo está subindo de preço e o salario cada vez mais diminuindo.Não nos iludamos,não existe ninguem capacitado para governar este país.

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Economia

Reajuste da telefonia fixa está no Diário Oficial da União

Foram publicados hoje (5) no Diário Oficial da União os novos valores dos planos básicos da telefonia fixa, aprovados no último dia 31 pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A aumento varia de empresa para empresa, mas no geral ficará próximo de 0,5%.

Clientes das operadoras Telefônica/Vivo, CTBC e Sercomtel terão as contas reajustadas em 0,568% para chamadas locais e de longa distância. O aumento dos planos da Telemar/Oi será 0,553%. No caso da Embratel, o reajuste, de 0,554%, abrange apenas as ligações de longa distância.

As novas tarifas foram calculadas com base no Índice de Serviços de Telecomunicações (IST), que teve variação de 5,144% entre agosto de 2011 e outubro de 2012. Sobre esse índice é aplicado o Fator X, que reflete o ganho de produtividade das operadoras, é compartilhado com os usuários, resultando na diminuição do índice de reajuste.

A Anatel informa que as concessionárias devem dar ampla divulgação aos novos valores em jornais de grande circulação 48 horas antes de cobrá-los.

Clique aqui para ver as tabelas com as novas tarifas.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ô cara larga!Como é que vão cobrir o desconto (demagogo) da energia elétrica?
    Com a gasolina,telefonia….e por aí vai,né?Ainda tem quem acredite.

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Economia

Banco do Brasil e Caixa planejam cortar tarifas em outubro

O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal devem anunciar em outubro corte nas tarifas bancárias, conforme recomendação do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda. A presidente Dilma Rousseff quer que os dois bancos públicos liderem uma queda generalizada dessas taxas, assim como aconteceu com os juros e o spread bancário.

Nesta sexta-feira (28), técnicos dos dois bancos realizaram reuniões para tratar do assunto, mas internamente há resistências à redução, porque as instituições já praticam as menores taxas do mercado.

No caso do BB, Dilma quer que sejam revertidos ao menos os aumentos do início do ano em sete tarifas cobradas de pessoas físicas. Como o Banco Central não tabela as tarifas, há grande diferença entre as cobradas por bancos públicos e privados.

Influenciadas pela informação da redução de tarifas, as ações ON do BB caíram 3,87%. A queda dos papéis puxou as demais do setor. Bradesco PN caiu 1,74%; Santander, 2,94%; e Itaú Unibanco PN, 2,88%.

O tombo dos bancos, além de incertezas externas, levaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a fechar em queda pelo quarto pregão seguido: o Ibovespa, seu principal índice, caiu 1,77%. Na semana, perdeu 3,5%; mas, no mês, ganhou 3,70%. No ano, a valorização chega a 4,27%.

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 2,028 na venda.

Com informações do Estadão

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