Economia

Segunda quinzena de maio foi dramática para o RN, diz secretário de Finanças

Foto: Elisa Elsie

O secretário de Finanças e Planejamento do Rio Grande do Norte, Aldemir Freire, descreve a segunda quinzena de maio, quando os entes federados ainda aguardavam a sanção presidencial do socorro financeiro da União, como o período mais “dramático”
vivido no cargo desde o início da pandemia de covid-19.

Somente no mês passado, ele estima ter deixado de arrecadar R$ 200 milhões devido aos efeitos do novo coronavírus. Em abril, a perda de receita havia ficado em R$ 122 milhões, e, em março, quando surgiam os primeiros casos de covid-19 no Brasil, em R$ 25 milhões. As comparações são com os mesmos períodos em 2019.

Em levantamento atualizado ontem (18) e repassado por Freire ao Broadcast Político, o rombo já chegava a R$ 450 milhões desde o início da pandemia.

“A gente nunca temeu que (a ajuda a Estados e municípios aprovada pelo Congresso) não saísse, era praticamente impossível. Seria jogar o Estado brasileiro em uma crise insustentável”, relata Freira ao Broadcast Político. “Só que, de fato, ela demorou muito. O ideal para ter saído a primeira parcela (dos repasses diretos de R$ 60 bilhões aos entes federados) teria sido no máximo no dia 20 de maio.”

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus em 28 de maio. A primeira parcela caiu nos cofres regionais em 9 de junho, cabendo aos potiguares aproximadamente R$ 142 milhões – dos quais R$ 32 milhões destinados exclusivamente a gastos na área de saúde para o enfrentamento da covid-19.

Um fator que preocupa o titular do planejamento financeiro do governo de Fátima Bezerra (PT) é o perfil de endividamento do Estado. Metade do passivo é formada principalmente por restos a pagar de gestões anteriores. Freire reconhece risco de acumular dívidas de curto prazo e que o quadro de endividamento do Rio Grande do Norte com esse perfil “não é trivial”.

Para manter a sobrevivência da máquina pública e as atividades essenciais, as dívidas de março, abril e maio com alguns fornecedores tiveram de ser roladas e só voltaram a ser pagas em junho. “Ainda estou apagando ‘incêndios’ gestados na segunda quinzena de maio com fornecedores essenciais, de alimentação de presos e pagamento de diárias operacionais extras a policiais, por exemplo”, reconhece.

O economista diz ter assumido a Secretaria de Finanças e Planejamento (Seplan) com o Estado devendo até quatro meses de salário a servidores públicos. Duas folhas mensais foram quitadas, mas ainda falta pagar a de dezembro de 2018 e o décimo terceiro salário daquele ano, numa dívida de R$ 800 milhões. A receita bruta média do governo é de R$ 1 bilhão.

“Hoje, estamos pagando as folhas do mês dentro do próprio mês. É uma das prioridades de despesa, até porque servidores têm um peso grande na economia local, então é uma forma de sustentar a economia”, explica o secretário.

 Broadcast Político/Agência Estado

Opinião dos leitores

  1. Já notaram que Fátima não aparece de jeito nenhum?!? A bola da vez agora é mandar esse secretário de tributável falar pelo Governo…

    De toda maneira, só não existe secretario mais fraco que o secretário de saúde do estado. Pense num secretário incompetente!

  2. Esses secretários desse Desgovenos sao Hilários,não sabem de nada……….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Solução: fique em casa. Mantenham a economia do Estado paralisada. Esperem apenas pelos recursos do Gov Federal. Os que vão morrer de fome e depressão agradecem.

  4. INCOMPETENCIA TEM NOME FATIMA
    SENTOU E FICOU ESPERANDO O DESASTRE
    AGORA ESSE PAMONHA VEM SE LAMENTAR

  5. Isso é conversa homi, Bolsonaro mandou dinheiro a fole pra cubrir as percas com arrecadação.
    Bote o DINHEIRO pra fora.
    Fátima tá acabando com o RN.
    Votei e me arrependi.

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Saúde

LEITOR com suspeita de coronavírus relata situação dramática no atendimento da rede básica de saúde

Foto: Divulgação

Leitor do Blog do BG entrou em contato para reclamar da situação dramática no atendimento na rede básica de saúde, ocorrido nessa segunda-feira(16) na capital potiguar, na UPA Cidade da Esperança. Conta o histórico de um jovem que há cinco dias tem registrado febre e ainda falta de ar. Segundo conta, após um dilema no atendimento e inconclusão no caso, o paciente teria recebido um encaminhamento para a rede particular. Encontra-se, neste momento, em isolamento em sua residência.

Fotos: Divulgação

Opinião dos leitores

  1. Queria muito que nossa governadora tomase a iniciativa de
    De PEDIR ao exército as tendas tipo hospital para atender as pessoas antes de ir para o hospital em Natal nem para quem ten plano de saúde existe, Deus vai escolher quem morre e quem vive

  2. Realmente a saúde pública do estado tá um caos, eu trabalho em uma unidade hospitalar da capital como enfermeiro e relato o caos atual, falta tudo nos hospitais e só vemos reuniões e nada se resolve.
    A saúde precisa de ações imediatas e não reuniões sem fim e que parecem um 8, nada é resolvido, aqui no nosso hospital qdo pedimos a UNICAT informa que não tem e tá aguardando a licitação.
    Esse é o cenário da saúde no estão, imagina no interior.

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Saúde

DENÚNCIA: Situação no Hospital Regional Tarcísio Maia é dramática

O Hospital Regional Tarcísio Maia(HRTM), em Mossoró, encontra-se em situação dramática, muito além do que já é do conhecimento de todos. A informação foi repassada ao Blog por internauta, de identidade preservada. De acordo com a denúncia, uma infinidade de medicamentos básicos não se encontram disponíveis, além de insumos de várias espécies , equipamentos quebrados , e outros vários sem manutenção.

Segundo o denunciante, problemas estruturais também são visíveis, como infiltração e higiene limitada. Um outro agravante se dá na área administrativa. Todo os seus diretores pediram demissão na última semana.

A situação é considerada muito delicada e denunciante destaca que a população está entregue ao descaso.

Opinião dos leitores

  1. A realidade nos hospitais do interior do RN é dramática.A maternidade do município de lajes a maioria dos partos são realizados por téc. de enfermagem sem a presença de médico e tb auxiliam como cirurgiões e realizam episiotomias nas parturientes…Não há berços aquecidos,incubadoras,suporte básico p/ atendimento de urgência…só DEUS na causa!!

  2. Estão comendo no prato que cuspiram…
    Na era Ney Robson, o atendimento e gestão estavam progredindo, cortou inúmeros gastos desnecessários, procurou interromper "esquemas" internos que atuavam a anos, e em meio a todos os atrasos salariais, ele continuou investindo no hospital e em sua qualificação para melhor administração, eu o conheço e vi.
    Logo em seguida, por conta da política suja e incoerente do governo cor de rosa, o exonerou, sem mesmo comunica-lo antes, colocando um dos seus… O resultado??? Está aí!!! Quem sofre??? Nós!!!

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