Polícia

Delegado-geral de SP diz que PM do Paraná se confundiu e que Paulo Cupertino não foi preso

Fotos mostram Paulo Cupertino, acusado de assassinar ator em SP e foragido há mais de 1 ano — Foto: Reprodução

O delegado-geral de Polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, disse que a Polícia Militar do Paraná irá anunciar que se confundiu e que Paulo Cupertino, assassino do ator Rafael Miguel e dos pais dele, não foi preso no norte paranaense.

O próprio Fontes havia divulgado mais cedo que o assassino havia sido preso.

(CORREÇÃO: com base na informação da polícia de São Paulo, o G1 chegou a noticiar a prisão de Paulo Cupertino. Essa notícia foi chamada com destaque no G1 e nas redes sociais do G1, e também repercutido por este blog e demais veículos da imprensa nacional. E foi enviado um alerta por celular. Pelo erro, pedimos desculpas.)

Na segunda-feira (26), a Polícia Civil descobriu que Cupertino fez uma identidade com uma certidão de nascimento falsa em Jataizinho, no norte do Paraná.

Ele estava usando nome falso de “Manoel Machado da Silva” como um disfarce para se esconder. No dia que fez o pedido de nova identidade, o acusado usou um endereço de Ibiporã, cidade que fica a 8 quilômetros de distância de Jataizinho.

Além do nome falso, a certidão também constava nomes diferentes dos pais dele e teria como origem a comarca de Rio Brilhante, que fica em Mato Grosso do Sul. Os dois documentos foram cancelados.

O crime

O crime aconteceu em junho de 2019, na Zona Sul de São Paulo. Paulo Cupertino é acusado de atirar 13 vezes em Rafael Miguel e em seus pais, o casal João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50. Ele não aceitava o relacionamento da filha com Rafael Miguel.

Em 19 de junho de 2020, a Justiça converteu o mandado de prisão temporária dele em preventiva. Desde julho deste ano, Paulo Cupertino estava na lista dos criminosos mais procurados pela polícia de SP.

Identificação

Em agosto deste ano, o Instituto de Identificação paranaense recebeu a informação da Polícia Civil de São Paulo que o acusado poderia ter feito uma identidade em algum estado vizinho.

Assim que as digitais foram enviadas de São Paulo para o Paraná, o Instituto fez uma análise e encontrou a identidade falsa.

G1

Opinião dos leitores

  1. Ainda bem que não mataram o sujeito,Já pensou um inocente morto no lugar desse monstro?

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Judiciário

REPRESENTAÇÃO ARQUIVADA: Corregedor do CNJ diz que presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, não foi parcial no caso Queiroz

FOTO: JP RODRIGUES/ METRÓPOLES

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, arquivou representação contra o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, pela soltura de Fabrício Queiroz e da esposa, Márcia Oliveira Aguiar. Segundo o corregedor, nada no caso indica que Noronha tenha sido parcial com a decisão.

“A existência de resultados diversos em processos judiciais distintos não se constitui, por si só, indicativo de parcialidade do julgador. Cada caso deve ser analisado e decidido individualmente de acordo com a sua especificidade”, escreveu Humberto, na decisão.

A representação tinha sido feita pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania). Segundo ele, Noronha mudou seu comportamento ao conceder habeas corpus e mandar Queiroz e a mulher (que estava foragida) para a prisão domiciliar.

Queiroz é acusado de ser operador de um esquema de rachadinha de salários de assessores que funcionava no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. Ele foi preso em junho e solto dia 9 de julho, por decisão do ministro Noronha.

De acordo com o senador, Noronha vinha decidindo em sentido completamente contrário ao pronunciamento dado ao caso Queiroz – especialmente nos pedidos feitos com base na resolução do CNJ que autoriza o relaxamento de prisões por causa da pandemia do novo coronavírus.

Segundo levantamento do portal G1, as turmas do STJ negaram 95% dos habeas corpus pedidos por foragidos. Para Alessandro Vieira, isso indicaria a parcialidade de Noronha.

Para Humberto Martins, no entanto, os argumentos do senador são contra o mérito da decisão de Noronha, e o CNJ não pode discutir o mérito de decisões judiciais.

“A aparente contradição entre resultados de julgamento não é elemento caracterizador de parcialidade do julgador quando desacompanhado de indícios de outra natureza. Muitos dos casos são assemelhados e não iguais para terem uma decisão uniforme”, disse o corregedor.

Humberto Martins será o próximo presidente do STJ, com posse prevista para setembro deste ano.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. O CNJ deveria ser composto por membros da sociedade civil, e não por membros do Judiciário. A única função do CNJ é "passar pano" e ser corporativista.

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Geral

Texto em resposta a vídeo de Zélia Duncan não foi escrito por Regina Duarte

Foto: Montagem

Circula pelas redes sociais um texto atribuído à atriz Regina Duarte respondendo a um vídeo divulgado pela cantora Zélia Duncan em seu perfil no Instagram, em 21 de janeiro. Na gravação, a artista fala do papel de protagonista de Duarte na série Malu Mulher, dos anos 1980, famosa por ser pioneira na discussão de temas feministas na TV, e critica o apoio dado por ela ao presidente Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (29), a atriz aceitou o convite para comandar a Secretaria Especial da Cultura do governo federal. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da ​Lupa​:

“REGINA DUARTE RESPONDE À ZÉLIA DUNCAN

Sigo discordando por mais que eu tente olhar tudo com outros olhos e Zélia, me desculpe, mas vou discordar também de você e das amigas que compartilharam com adoração as suas palavras.

Me parece que agora um grupo de mulheres quer impor que todas pensemos da mesma forma. E se não pensamos, não somos dignas. Se não concordamos com todo o feminismo como um pacote de leis, não merecemos respeito! Se apoiamos o governo que vocês não apoiam, somos idiotas! Se não enxergamos tudo, tudinho como vocês, somos machistas. (…)”

Texto atribuído a Regina Duarte em post no Facebook que, até as 14h30 de 30 de janeiro de 2020, tinha 652 compartilhamentos

FALSO

É falso que Regina Duarte escreveu o texto analisado pela Lupa. A mensagem foi publicada originalmente por Marta Sertã de Paula, em uma publicação fechada no seu perfil pessoal no Facebook. Ela confirmou, por mensagem, ter sido responsável pelo conteúdo. “Ainda meio zonza com a repercussão, pois meu Face era absolutamente fechado para amigos e parentes…Nunca imaginei que ao falar com uma ‘Zélia imaginária’ – distante do meu mundinho pequeno, pudesse chegar à Zélia real… E muito menos que pudessem envolver a Regina Duarte que já tem problemas suficientes para lidar com o novo cargo”, disse.

Pouco depois, Paula escreveu um post público em seu perfil no Facebook explicando que ficou assustada com o tamanho da repercussão. “A rede social tem um lado incrível de conectar pessoas e uni-las, mas é mais confusa que telefone sem fio. E infelizmente é fato que ‘quem conta um conto, aumenta um ponto’…”, afirmou. “Agradeço aos que estão deixando claro que o texto não é da Regina. Não precisa dizer que é meu. Se viralizou é porque o texto agora é de muitos!” Também tornou público o post original, publicado no dia 25 de janeiro.

A versão original da mensagem citava Regina Duarte em dois trechos. Ela chegou a ser compartilhada como comentário em um post do blog Tribuna da Internet, em 29 de janeiro, por um usuário que se dizia amigo da autora e citava o seu nome. O texto, no entanto, foi modificado posteriormente e a parte inicial que citava “Regina Duarte” foi alterada e reescrita em primeira pessoa, para parecer ter sido redigida pela própria atriz. O segundo trecho foi mantido.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Lupa – Revista Piauí – Folha de SP

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