Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem adiar a eleição dos novos presidente e vice-presidente da Casa. A expectativa era de que a Corte realizasse nesta tarde a eleição do sucessor de Joaquim Barbosa na presidência, devido à aposentadoria precoce do ministro. No entanto, a deliberação dos ministros deverá ser no sentido de postergar a escolha.
Antes de deixar o cargo, ainda em seu período de férias, Barbosa marcou para esta sexta-feira, 01, a realização da eleição que irá definir o nome de seu substituto. Nos bastidores, alguns ministros criticam a medida. Não é praxe realizar eleições logo na volta do recesso, avaliam fontes da Corte.
Além disso, o regimento interno do STF estabelece prazo de duas sessões ordinárias de vacância entre a saída do presidente e a escolha do novo líder. Com isso, a eleição deveria ser marcada para o dia 13 de agosto.
A eleição pode não ocorrer também por ausência do quórum mínimo de oito ministros. O ministro Luís Roberto Barroso, por exemplo, já avisou que não deverá comparecer, pois irá proferir palestra em uma faculdade no Rio de Janeiro. Caso haja quórum, mesmo assim, a realização ou não da eleição deve ser posta em votação entre os ministros presentes hoje.
Desde o dia 14, quando Joaquim Barbosa saiu de férias, a presidência do STF ficou com o vice-presidente, Ricardo Lewandowski, que deve ser eleito pelos pares para a função. Lewandowski é o ministro mais antigo do Supremo que ainda não ficou à frente da Corte. Também pelo critério de antiguidade, a ministra Cármen Lúcia deve ser eleita vice-presidente da Casa.
Na primeira sessão após o recesso, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta sexta-feira (1º) o pedido de registro de candidatura de Dilma Rousseff (PT) e de mais sete candidatos ao Palácio do Planalto.
Dos 11 presidenciáveis, só os pedidos dos oposicionistas Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Luciana Genro (PSOL) não entraram na pauta de julgamentos desta sexta, mas devem ser aprovados nas próximas sessões.
Os ministros do TSE também julgaram representações da oposição contra Dilma por suposto uso da máquina pública em sua campanha e por propaganda antecipada.
A maioria dos ministros entendeu que não há provas de que a petista cometeu irregularidades no uso de cadeia e rádio e TV para o pronunciamento do Dia da Mulher, em março, e para falar sobre a Copa do Mundo, em junho.
Neste último, a petista atacou os “pessimistas”, discurso que tem frequentemente usado em suas manifestações de campanha.
Voto vencido no caso do pronunciamento do Dia da Mulher, o ministro Gilmar Mendes fez fortes críticas ao próprio tribunal, afirmando que houve “notória promoção pessoal” de Dilma no episódio e dizendo considerar baixa a multa máxima de R$ 25 mil nesses casos.
Mendes afirmou que cabe ao TSE romper essa prática, que, segundo ele, ocorreu também em 2010, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria inaugurado até “buraco” em São Paulo para promover Dilma, então candidata à sua sucessão.
O TSE também entendeu não ter havido prova de participação de Dilma no episódio em que o ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante convocou uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em um domingo de junho, para rebater críticas ao governo federal feitas na convenção tucana que homologou a candidatura de Aécio.
Nesse último episódio, porém, foi aplicada multa de R$ 7.500 a Mercadante por propaganda antecipada. A representação foi formulada pelo PSDB.
Sempre Gilmar Mendes, o mais político dos ministros.
Fora o foclorico caso flagrado por um jornalista da Folha de SP de uma ligação de José Serra para Gilmar Mendes pedindo que ele pedisse vistas de umprocessso para adiar a votação e a regra só valer na eleição seginte, teve mais um epsódio que merece comentário.
Na época do Mensalão do PT, Gilmar Mendes justificou o julgamento de quem não tinha foro privilegiado no STF com o argumento de que caso o processo fosse remetido para primeira instância poderia ocorrer a prescrição, mas no cado do Mensalão Tucano em específico Eduardo Azeredo/PSDB, que renunciou ao mandato de Deputado Federal na vespera do julgamento pelo STF o Gilmar Mendes foi o primeiro a defender que o processo deveria ser remetido para a primeira instância.
O Facebook enfrenta instabilidade nesta sexta-feira e usuários do mundo recorreram ao concorrente Twitter para relatar dificuldades de acesso à rede social a partir da web e aplicativos para smartphones e tablets.
Desde às 13h (horário de Brasília), parte dos 1,3 bilhão de pessoas cadastradas no serviço recebe a seguinte mensagem ao tentar visitar a rede social: “Desculpe, algo está errado”. Até o momento do fechamento da reportagem, a companhia americana não se pronunciou sobre o assunto.
Em junho, a rede social ficou inacessível por quatro horas em função de um problema de atualização do serviço. “Nesta madrugada, nós tivemos um problema enquanto estávamos atualizando a configuração de um de nossos sistemas de software. Nós rapidamente encontramos e solucionamos o problema”, informou o Facebook em comunicado.
No filme A Rede Social, o criador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, diz que um dos maiores triunfos de um serviço popular na web é se manter estável o tempo todo para seus usuários. Em outras palavras: nunca sair do ar. Em dez anos de vida, foram poucas as oportunidades em que a rede não estivesse acessível a seus usuários.
Três jovens se deram mal na noite dessa quinta-feira (31 de julho), durante um assalto a uma choperia no centro de Parnamirim, na Grande Natal. De acordo com matéria exibida nesta sexta-feira (1), no Bom Dia RN, os suspeitos iniciaram a ação criminosa simulando uma briga entre dois deles, atraindo assim a atenção dos seguranças no local. Com isso, o terceiro integrante, que estaria armado, surpreendeu os clientes e anunciou o assalto. Contudo, o trio não esperava pelo desfecho desastrado no fim.
Segundo a matéria, um vigia que passava pelo local jogou a motocicleta que conduzia para cima de um deles. Resultado. Os três foram cercados pela população e ainda apanharam bastante. Um deles, inclusive, acabou tendo que ser levado para o hospital Walfredo Gurgel. Por fim, a notícia destaca que um dos suspeitos é adolescente e tem 17 anos.
Parabéns ao vigia que jogou a moto por cima deste traste, parabéns à população que deu uma péia grande neles, enfim: a população não aguenta mais, se pegar na minha rua, péia também, se eu não tiver condições de meter bala, pois se eu puder atiro mesmo. Lembrando que faço isso com arma devidamente registrada, conforme determina a Lei.
A Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social abre na próxima sexta-feira, 1º de agosto, inscrições para o Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de pessoal. Estão sendo oferecidas 752 vagas, para 44 cargos de nível fundamental, médio e superior, com salários que vão de R$ 724,00 (nível fundamental), a R$ 2.099,29 (nível superior).
As inscrições podem ser feitas somente pela internet, através do site da Prefeitura do Natal (www.natal.rn.gov.br) ou da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte – Funcern (www.funcern.br). Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário e pagar a taxa de inscrição que será de R$ 30,00, para os cargos de nível fundamental e médio, e de R$ 40,00, para os cargos de nível superior. As inscrições podem ser feitas até o dia 05.08 e a taxa pode ser paga até o dia 06.08.
Serão isentos da taxa de inscrição os candidatos que comprovarem ser doadores de sangue, nos termos da Lei Municipal de Natal nº 4.038/1991, e os candidatos que trabalharam para a Justiça Eleitoral, de acordo com a Lei Municipal de Natal nº 6.336/2012. Os candidatos que desejarem requerer isenção da taxa de inscrição podem efetuar a solicitação somente no dia 01.08, das 8 às 18h, através do site da Funcern, mediante comprovação da condição.
Os candidatos podem concorrer a um único cargo, e a seleção será realizada em uma única etapa, que constitui Prova de Títulos relativos à formação acadêmica e experiência profissional, com caráter classificatório. As vagas serão preenchidas por ordem de classificação. Toda a documentação comprobatória relativa à prova de títulos e experiência profissional, deve ser anexada eletronicamente (formato PDF), com tamanho máximo de 2MB cada arquivo, em campo próprio no formulário eletrônico de inscrição.
O resultado será publicado no Diário Oficial do Município e no site da Funcern, no dia 28.08, e o prazo de validade do Processo Seletivo é de seis meses. A contratação do pessoal será feita por um período de seis meses, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
O técnico da seleção brasileira, Dunga, não descartou nesta sexta-feira (1º) convocar Júlio César (34 anos) e Fred (30), dois dos atletas com idade mais avançada que disputaram a última Copa do Mundo, para os próximos jogos da equipe. O treinador afirmou ainda que não convocará atletas por “amizade ou marketing”.
Segundo Dunga, o critério para convocação será o desempenho dos atletas no momento e não como “pensamos que eles podem jogar”. Perguntado sobre os substitutos de Fred e Júlio César, o treinador disse que “não tem lista negra” dos jogadores da Copa-2014 e que não se pode mudar todo o time.
“E quem disse que eles [Fred e Júlio César] não vêm? Estamos pesquisando os jogadores em todos os setores. Este ano, até o final, vamos observar jogadores que poderiam estar na última Copa e não estiveram e jogares que estiveram e que têm que reconfirmar a expectativa. É por competência, não é por amizade ou marketing”, disse.
“Não podemos de uma hora para outra mudar tudo. Não é porque perdeu que tem que botar terra arrasada”, completou.
De acordo com o técnico da seleção, a forma física dos atletas também será determinante no início da temporada na Europa. “No momento mais perto vamos montar o quebra-cabeça. Muitos da Europa estão voltando de pré-temporada e têm uns que demoram para entrar em forma. Espero que todos estejam bem para podermos escolher”, disse.
O técnico destacou ainda que as eliminatórias terão alto nível, uma vez que os países sul-americanos têm diversos jogadores em times de primeira linha.
O primeiro jogo da seleção brasileira sob o comando de Dunga será um amistoso contra a Colômbia, em outubro. A CBF anunciou que a convocação será no próximo dia 19.
Dunga participou de cerimônia nesta sexta com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, no chamado “encontro da gratidão”, que reuniu atletas brasileiras que impulsionaram o futebol daquele país.
Na cerimônia, o ex-jogador Zico e o primeiro-ministro trocaram passes e Dunga recebeu uma camisa da seleção japonesa com o seu nome.
Na cerimônia, Shinzo Abe afirmou que o Brasil é o “mestre do futebol japonês”. Zico foi destacado para falar em nome dos brasileiros e disse que os atletas também são gratos pelo que aprenderam no Japão.
O repórter Rafael Araújo, no Portal No Minuto, destaca um fato perigoso, mas, no mínimo, inusitado registrado nessa quinta-feira (31 de julho): a reação de uma mulher durante uma tentativa de assalto que resultou na prisão do suspeito. O fato foi registrado na Avenida Romualdo Galvão, próximo ao shopping Midway Mall.
Segundo a notícia, a vítima disse que o homem se aproximou dizendo que estava armado e exigindo que entregasse sua motocicleta. Quando a mulher percebeu que ele não estava armado, partiu para cima dele. Na ocasião, o suspeito identificado como Anderson Márcio tentou fugir em um ônibus, a vítima gritou que ele era ladrão e o motorista do coletivo não deixou ele subir. Em seguida, guardas municipais foram alertados por populares e acabaram realizando a prisão do suspeito. O detalhe é que o Anderson havia deixado a cadeia há menos de uma semana, acusado de tentativas de homicídios.
Se não houver mudança na Lei nada vai adiantar: pode comprar veículo, nomear policial, comprar armamento, etc…. No Brasil por força de Leis caducas o "CRIME COMPENSA". Esse é mais um caso de um FDP que deixou a cadeia há poucos dias por tentativa de homicídio e foi flagrado na tentativa frustrada de assalto. Mas não se admirem se nos próximos dias ele voltar as ruas para a prática de novos delitos.
Vence no próximo sábado, dia 2 de agosto, o prazo de quatro anos para que todos os municípios do país acabem com os lixões e criem locais adequados para destinação dos resíduos sólidos. Até agora apenas 2.202 cidades cumpriram essa meta, mas elas representam a produção de 60% de lixo do país. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou na tarde desta quinta-feira que o governo não irá baixar qualquer medida estendendo esse prazo, como estão solicitando entidades ligadas às prefeituras. A ministra afirmou que o governo defende um debate no Congresso Nacional sobre o assunto e, se os parlamentares assim entenderem, ampliem esse prazo.
Izabella Teixeira afirmou que sair punindo os municípios nesse momento não é a solução. O governo procurou o Ministério Público Federal e pediu que se busquem soluções com as Prefeituras, como termos de conduta, antes de qualquer punição. No final de agosto, haverá um encontro em Porto Alegre (RS), entre governo, procuradores e prefeitos para discutir como vai se dar esse pacto.
— O governo não irá prorrogar esse prazo e entende que essa lei de resíduos sólidos é extremamente positiva. Os termos foram pactuados no Congresso, que levou 21 anos para aprová-la. Mas apoiamos diálogo com o Congresso para eventual repactuação. Ninguém quer ter um lixão em casa. Não é questão de prazo, mas de entender os problemas que levaram a isso Não estou dizendo que não vai haver punição. Está na mão da Justiça — disse Izabella Teixeira.
A ministra disse ainda que é preciso parar com a ideia de que a punição resolve. Ela afirmou que não encontrou má vontade dos gestores que não conseguiram criar alternativas para destinar seus resíduos. Teixeira afirmou que é preciso entender dificuldades regionais e de capacitação para tornar essa política uma realidade. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são as com mais dificuldades para solucionar esses problemas.
O metalúrgico e dirigente sindical José Maria de Almeida, 56, o Zé Maria do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), disputará neste ano sua quarta eleição presidencial mais uma vez sem a pretensão de sagrar-se vitorioso. Com 30 segundos no horário eleitoral e R$ 300 mil para a campanha, o objetivo dele e da militância do partido é usar as eleições como espaço para propagandear o programa socialista.
Natural de Salta Albertina (SP), cidade na divisa com o Mato Grosso do Sul, Zé Maria mudou-se para Santo André (Grande SP) no início da década de 70, aos 13 anos, para trabalhar como metalúrgico. Fez curso de fresador e ferramenteiro no Senai e iniciou a militância no Sindicato dos Metalúrgicos do município em 1976.
Por se envolver em atividades políticas, foi preso três vezes (77, 78 e 80), a última delas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros dirigentes sindicais no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo. “Lula tinha um discurso mais à esquerda, mas as diferenças que temos hoje já estavam anunciadas naquele momento”, afirma, ao referir-se sobre a tendência à conciliação do ex-presidente.
Zé Maria fundou, ainda no final dos anos 70, a Convergência Socialista, organização que participou da construção do PT, mas que foi expulsa do partido em 1992. Enquanto esteve no partido, a Convergência atuou em oposição ao campo majoritário, liderado por Lula e José Dirceu. Em 1994, a corrente decidiu fundar o PSTU. Nas eleições de 2010, o socialista obteve 84.609 votos, o que correspondeu a 0,08% do eleitorado.
Veja abaixo a entrevista de Zé Maria ao UOL:
UOL – Se o senhor for eleito presidente da República, quais seriam as primeiras ações que tomaria em 1º de Janeiro de 2015?
Zé Maria – Três conjuntos de medidas. O primeiro é suspender o pagamento da dívida, estatizar o sistema financeiro e colocá-lo a serviço das necessidades do país –e não do enriquecimento de meia dúzia de banqueiros– para financiar a construção de moradias, escolas, hospitais, a produção de alimentos, obras de infraestrutura e oferecer crédito barato à população. O segundo conjunto é inverter prioridades, acabar com os privilégios de grandes empresas. O governo gasta hoje 3% do PIB (Produto Interno Bruto) com subsídios fiscais para grandes empresas, a maioria multinacionais, como as montadoras de veículos. Também reduziria a jornada de trabalho, garantiria salário e aposentadoria dignos para as pessoas. O terceiro: é preciso que o Estado tenha uma ação forte para que haja liberdade, para acabar com a discriminação e a opressão. A violência do machismo é uma coisa absurda, uma epidemia. A mesma coisa em relação ao racismo e a homofobia. É preciso acabar com a violência da policia que está fazendo um verdadeiro genocídio contra a juventude pobre e negra das periferias.
UOL – Há como deixar de pagar a dívida pública de uma hora para a outra?
Zé Maria – Sim, nós criaríamos uma situação que permitiria resolver metade dos problemas sociais que este país tem. Qual política que é a menina dos olhos da Dilma? Segundo eles, para acabar com a pobreza e a miséria no Brasil? É o Bolsa Família, que gasta R$ 24 bilhões por ano. A “bolsa banqueiro” gasta R$ 800 bilhões por ano, com o pagamento da dívida pública, que é um dinheiro tirado do orçamento do país; 42%, 43% [do orçamento] que todo ano vai para o sistema financeiro. Essa é a verdadeira prioridade do PT. Se a prioridade fosse a população pobre, seria R$ 800 bilhões para as famílias e R$ 24 bilhões para os bancos. A dívida já foi paga centenas de vezes. Desde a Constituição de 1988 está determinada uma auditoria da dívida. Porque desde aquela época já se sabe que esses contratos são absurdos. Boa parte deles foi feita na ditadura, aliás. Os bancos internacionais mantêm o país prisioneiro. Uma sangria de recursos absolutamente impossível de ser mantida,
UOL – A suspensão do pagamento da dívida geraria uma reação pesada…
Zé Maria – Fala-se muito que haveria um colapso, que se romperiam as relações com o Brasil, que o sistema financeiro mundial não deixaria entrar dinheiro aqui e que país iria afundar. Ninguém se deu ainda o trabalho de fazer as contas. Tomando os dados do Ministério da Fazenda, Banco Central e Tesouro Nacional, se você somar tudo o que entra de recurso no país, de investimento das empresas estrangeiras, empréstimo dos bancos estrangeiros, do Banco Mundial, exportações que o país faz, e depois comparar com tudo que sai para pagar a dívida pública externa e interna e de remessa de lucro das multinacionais, você vai chegar a conclusão que sai mais dinheiro do que entra. Se o Brasil parar de pagar a dívida e, em função disso, nenhum banco colocar mais dinheiro aqui dentro, mas se não sair dinheiro para os bancos, sobra mais dinheiro que temos hoje. Não é verdade que o Brasil precise do sistema financeiro internacional para que a economia funcione. O Brasil é a sexta economia do planeta, tem recursos naturais, terras, água e clima que permitem produzir alimentos para seu povo e metade da América Latina. Nós temos uma capacidade de produção industrial instalada que é uma das maiores do mundo, diversificada, com plenas condições de produzir os bens de consumo que o país precisa.
UOL – O que o senhor propõe é um programa socialista. É possível realizá-lo dentro dos marcos da democracia atual?
Zé Maria – É possível e necessário. A serviço disso estará nossa campanha eleitoral. O nosso governo estará apoiado nas organizações da classe trabalhadora. Isso é a democracia. A maioria da população são os banqueiros e empresários? Não, são os trabalhadores, os que ralam a vida inteira, vivem em condições subumanas, humilhados, para poder garantir que alguns banqueiros não saibam nem como gastar o que têm, de tanto que ganham. Todos os anos tem recorde de rentabilidade dos bancos. Até o Lula teve o escárnio de falar no final do segundo mandato dele de que nenhum banqueiro, nenhum empresário podia reclamar do governo dele porque “nunca antes na história deste país” eles ganharam tanto dinheiro. E é verdade isso. Agora, foi pra isso que ele foi para a Presidência da República?
UOL – No Brasil há um conservadorismo muito forte. O senhor acha que o povo concordaria com isso?
Zé Maria – As pessoas precisam disso. E o debate que o PSTU quer fazer, em primeiro lugar, que essa mudança é necessária. Não podemos continuar vivendo numa sociedade rica como a nossa e que submete uma parcela tão grande da população a uma condição humilhante de vida. Isso é desumano. A primeira preocupação do PSTU é dizer isso com clareza nas eleições. A nossa luta, no entanto, não vai ser pelo sistema eleitoral que esta aí. Porque o sistema eleitoral é controlado pelos bancos e pelas empresas.
UOL – Por que participar das eleições, então?
Zé Maria – Para discutir isso com a população. Que essas alternativas que estão sendo apresentadas a elas é mais do mesmo. É o seis por meia dúzia. Que para mudar de fato o país, é necessário realizar uma transformação da estrutura econômica, social e política para que haja recursos para o povo e também liberdade. Para isso precisamos romper com o governo e com grandes empresários. O nosso objetivo é usar esse espaço do debate eleitoral para apresentar uma alternativa distinta. Não concordamos com nenhuma das que estão aí, então é obrigação nossa apresentar uma candidatura.
UOL – Há interlocução dessas propostas em um espaço tão viciado como as eleições?
Zé Maria – Existe e vai crescer bastante nessas eleições. O PSTU obviamente tem como foco de atuação não as eleições, e sim organizações das lutas, greves, como a dos metroviários [de SP], das mobilizações da juventude e dos movimentos populares. É nisso que consiste a atividade mais importante do PSTU. Agora, a disputa política que se trava nas eleições também é importante. Temos uma militância muito aguerrida, temos uma franja grande de trabalhadores e jovens que gostam do nosso partido e que vão nos ajudar nessa campanha. As pessoas estão esperando o PT mudar o país, mas a paciência está acabando. Então, há uma experiência maior das pessoas. Essa mudança na situação política do país de junho para cá abre um espaço maior para a esquerda socialista. É um processo que é majoritário? Ainda não, é minoritário, mas é um processo de construção. Nós vamos avançar.
UOL – Mas o senhor e o PSTU têm pouco tempo de TV e poucos recursos, se comparado com outras campanhas…
Zé Maria – Não é verdade que temos um processo eleitoral que é democrático no Brasil. Como pode ser democrático se a Dilma pode gastar R$ 300 milhões na campanha e eu vou gastar R$ 300 mil, R$ 400 mil, que é o que posso recolher com a militância do partido e com os trabalhadores? Na televisão, o tempo garantido pelo Estado é distribuído de forma desigual. Dilma vai ter mais da metade de tempo do programa eleitoral. Eu vou ter 30 segundos. E sou candidato a presidente tanto quanto ela. Represento um partido legalizado tanto quanto o PT. Há vários países que são capitalistas, como a França, onde cada candidato tem o mesmo tempo. Como o Jornal Nacional pode mostrar três candidatos se há 11? Como uma concessão pública pode fazer isso? Isso é mentir para a população. Está se passando uma ideia de que há só três candidatos, isso é mentira. Há outro problema: por que um político tem que ganhar R$ 26 mil por mês?
UOL – Qual deveria ser o salário de um político?
Zé Maria – Se o Congresso aprova um salário mínimo de R$ 700 para o “peão”, um deputado tem que ganhar o mesmo. Ele tem que ser coerente. Nós defendemos que o salário mínimo seja o proposto pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 2.800. (…) Vamos supor que o país não tenha condições e pagar isso ao trabalhador, como pode pagar R$ 26 mil para o presidente? Está tudo errado nesse sistema. Ele é feito para beneficiar os que estão lá, não para resolver os problemas da população. Para eleger um deputado federal aqui em São Paulo é preciso R$ 10 milhões. Nenhum deputado tem isso. Ele vai ser financiado por alguma empresa, vai chegar lá e defender o interesse desta empresa. Porque depois de quatro anos vai ter outra eleição. E tem outra coisa, o cara chega lá e recebe um monte de privilegio que as pessoas não têm, então ele não quer mais sair de lá. O financiamento de campanha tem que ser público e com pouco dinheiro. O país tem outras prioridades. Não tem porque ter campanha de R$ 300 milhões para presidente. Sabe por que tem que gastar isso? Porque tem que dar R$ 150 milhões para o marqueteiro inventar um produto para convencer a população a votar. Ou seja, para mentir para as pessoas.
UOL – O senhor acha que as três principais candidaturas são a mesma coisa? Não há diferenças entre elas?
Zé Maria – O PSDB e o PSB são expressão daquilo que é a direita tradicional do país, das oligarquias que sempre governaram o Brasil. Não há diferenças entre eles. O Eduardo Campos estava no governo do PT até pouco tempo. Não virá deles as mudanças de que o povo precisa. Nem do PSDB, do Aécio, nem do Eduardo Campos. Com o PT, o que ocorre é que, com essa escolha de se aliar ao empresariado, não vai poder mudar o país. O problema do PT não é o tempo para amadurecer a mudança, mas é a escolha que ele fez de manter os privilégios dos que já eram privilegiados.
UOL – O PSTU tem 20 anos e ainda é pouco conhecido. O PT, em poucos anos, já era bastante reconhecido a ponto de ter diretórios em quase todas as cidades do Brasil. Por que o PSTU continua a ser um partido de pouca expressão?
Zé Maria – A construção do PT se deu em um momento muito mais favorável da luta de classes no Brasil. Era expressão política daquelas centenas de greves que tivemos no país no final da década de 70 e começo da de 80. Natural que crescesse muito mais rapidamente. Estamos construindo um partido em circunstâncias muito distintas. Nosso partido surgiu na década de 90, a mais desfavorável para a luta da classe trabalhadora brasileira. Outra razão é que a própria existência do PT segue sendo um obstáculo pelo peso político que o PT ainda tem no país e que ocupa no imaginário da classe trabalhadora e porque uma parcela da classe se desencanta com o PT, mas olha para o PSTU e se pergunta: “mas será que vocês não vão fazer a mesma coisa que o PT?” Escuto muito isso, todos os dias. As pessoas se desencantaram. Querem uma coisa que mude, mas têm medo. Há um processo de amadurecimento e reorganização da nossa classe que leva tempo. Não estamos construindo partido para eleger deputado, senador, presidente da República. Vamos fazer uma disputa dura pelo voto. Se a gente puder eleger deputado que coloque seu mandato a serviço desse projeto, melhor. Mas o problema fundamental nosso é preparar o partido para que seja o instrumento político para que possamos instituir no Brasil um governo da classe trabalhadora. Isso leva tempo.
UOL – Por que sempre é o senhor o escolhido para a candidatura presidencial do PSTU?
Zé Maria – [risos] Nós somos um partido pequeno, uma organização que tem poucos recursos. Qual é o problema? Ao você sair candidato uma vez, fica prisioneiro da situação. Você constrói um nome minimamente conhecido e depois aquilo vira um patrimônio. As coisas foram se conduzindo naturalmente dessa forma. Se dependesse de mim, já teríamos visto alternativas.
UOL – O PSTU acredita em uma revolução socialista. É possível defender isso no horário eleitoral?
Zé Maria – Claro. Que o país precisa de uma revolução é uma coisa até óbvia para uma parcela da população. Aliás, as pessoas falam isso nas ruas. Uma revolução na nossa concepção é uma mobilização social grande dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude que inviabilize a continuidade das coisas como estão hoje. E que crie condições para organizar de forma diferente a sociedade. Se formos perguntar para a população sobre a forma de representação política do país, você acha que ela vai defender o Congresso como está aí? Você não acha um que defenda. Democracia não é vontade da maioria? Nós queremos botar a maioria do povo na rua para dizer que não é assim que queremos. As coisas se organizam dessa forma no mundo não porque Deus quis ou porque a natureza estabeleceu assim. Foram homens e mulheres que organizaram as coisas dessa forma. Nós, homens e mulheres que trabalhamos no país, queremos organizar de outra forma. A legislação constituída mantém os privilégios dos que controlam a sociedade. E mudar isso implica numa pressão política muito forte, que só é possível com uma mobilização forte no país. Uma revolução é isso. É o povo na rua dizendo “como está, não dá mais”.
UOL – Como seria um governo socialista do PSTU?
Zé Maria – Queremos um governo apoiado nas organizações dos trabalhadores e da juventude. Não defendemos governo de partido único. Somos trotskistas, a nossa corrente socialista se construiu em oposição ao stalinismo, nunca defendemos o que havia na União Soviética, no leste da Europa, na vigência dos governos do Stalin. Não há socialismo sem acabar com a propriedade privada, sem distribuir a riqueza para a população, mas tampouco há socialismo sem liberdade, sem que as pessoas possam se organizar, ter direito a opinião, sem liberdade de imprensa, sem que as pessoas possam se realizar de forma plena como seres humanos. Socialismo não é só comida. É também ter acesso ao conhecimento, se educar, exercer a sensibilidade, as habilidades, dons artísticos, tudo. É uma sociedade libertária. É isso o que queremos construir.
UOL – Qual é a opinião do senhor sobre os black blocs?
Zé Maria – São, na maioria, jovens bem intencionados. Defendemos esses companheiros das agressões que receberam da PM, mas não concordamos com as ações que eles praticam. E não é por conta do problema da chamada violência, é porque é contraproducente. As ações que eles tomam quebrando vidro de banco, de loja, de carro, afastam as pessoas das mobilizações. Meu problema com o banco não é quebrar a vidraça, eu quero tomar o banco! Para que classe trabalhadora o controle. Não quero quebrar a vidraça da prefeitura ou do Palácio do Planalto, eu acho que o trabalhador tem que assumir essas instâncias para governar o país. Sem falar que se eu quebro o vidro da prefeitura, quem vai pagar é o contribuinte. Por outro lado, a ideia de que pegando um coquetel molotov vou atacar a política, é de uma ingenuidade sem tamanho. Aqui no Brasil já vivemos uma experiência assim, com as guerrilhas nas décadas de 1960 e 70. Eram pessoas muito mais decididas e preparadas, que deram suas vidas, pegaram em armas para enfrentar a Forças Armadas. Qual foi a resultante daquilo? Nós perdemos algumas centenas de companheiros valorosíssimos, que estão fazendo uma falta danada. E acabou sendo utilizada aquela guerrilha como pretexto para reforçar a repressão. Agora você acha que um bando de 200 meninos vai derrotar a Polícia Militar de São Paulo, que é o segundo maior exército da América Latina, atrás só do Exército Brasileiro? O que derrota a polícia é o povo na rua, é o crescimento das manifestações.
Não sei se tenho pena de um ignorante desse naipe ou raiva daqueles que os seguem. Lendo suas respostas fica claro que não passam de um ajuntamento de palavras sem nexo, sem efeito prático, sem nada. Apenas palavras.
Outra coisa, pode ir atrás que possivelmente descubra, assim como todo bom sindicalista, esse daí não dá um palito numa barra de margarina faz tempo.
Mas como já dito, o nível da esquerda não é muito alto mesmo. Não passam de repetidores de ideias ultrapassadas, conceitos atrasados e modo de vida que nem eles praticam.
O ENTREVISTADOR DEVERIA TER COMPRADO UM LITRO DE ÓLEO A PEROBA PARA PASSAR NA CARA DESSE DESTEMPERADO QUE JAMAIS SERÁ ALGUMA COISA NO NOSSO PAIS, GRAÇAS A DEUS.
Nos dias 07 e 08 de agosto, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer – GACC-RN promove o Bazar Solidário MMartan. São jogos de cama e banho com diversas peças, entre edredons, travesseiros, lençóis, fronhas, toalhas, com descontos de até 50% e parte da renda destinada à instituição. O bazar será realizado na sede do GACC-RN, localizada na Av. Floriano Peixoto, 383, em Tirol (por trás da Catedral de Natal), das 08h às 18h. Informações: 4006-6800.
Cientistas britânicos descobriram um comportamento comum entre goleiros que poderia ter mudado muitos resultados históricos no futebol: depois de três chutes na mesma direção numa cobrança de pênaltis, eles tendem a se lançar para o lado oposto no lance seguinte. Por outro lado, pelo menos até o momento, esta realidade não parece ter sido explorada pelos jogadores. A pesquisa se baseou em lances de Copas do Mundo e Eurocopas.
Segundo pesquisadores da Universidade College London (UCL), este comportamento se deve ao que chamam de “falácia do jogador”, muito visível em jogos de “cara ou coroa”. Depois de uma série de “caras”, as pessoas erroneamente acreditam que existe um aumento da possibilidade de que o próximo resultado seja “coroa”. Mas, ao longo de toda a aposta, as chances são sempre de 50% para qualquer um do lados.
– Depois de três chutes, essa comportamento começa a aparecer – disse o principal autor do estudo, Erman Misirlisoy. – Cerca de 69% das defesas são na direção oposta à última bola, enquanto 31% são na mesma direção, depois de três bolas consecutivas na mesma direção.
O estudo foi publicado na revista “Current Biology”. Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram vídeos de edições da Copa do Mundo e da Eurocopa, entre 1976 e 2012, dos quais foram estudados os comportamentos dos jogadores em 37 partidas decididas nos pênaltis.
Os pesquisadores, entretanto, também descobriram que os jogadores ainda não tiram proveito da tendência ilógica dos goleiros. Mas, segundo eles, a constatação da pesquisa pode, sim, servir de vantagem.
– Como o goleiro mostra a “falácia do jogador”, jogadores poderiam prever a provável direção que a defesa do goleiro tomaria. E isso, obviamente, daria ao autor do chute uma vantagem. Ele só teria que chutar para o lado oposto – disse Misirlisoy.
Mas, para os pesquisadores, como os jogadores costumam estar sob forte pressão em campo, não conseguem perceber essa tendência. Eles não prestam atenção suficiente na sequência anterior de chutes.
Para se ter uma ideia de como essa descoberta pode ter impacto sobre os jogos, basta imaginar que na Copa do Mundo de 2014 no Brasil quatro partidas foram decididas nos pênaltis – marca compartilhada pelos mundiais da Itália em 1990 e da Alemanha em 2006.
Um bom exemplo da situação foi registrado no jogo entre Inglaterra e Portugal, na Eurocopa de 2004. O jogo foi para os pênaltis, e os três primeiros jogadores portugueses chutaram para a esquerda. Na quarta penalidade, o goleiro Inglês, David James, foi para a direita. O próximo jogador Português chutou novamente à esquerda e marcou. Portugal venceu por 6 a 5.
Uma nova técnica de clareamento de tecidos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) possibilitou a criação de ratos transparentes. O estudo foi publicado na quinta-feira na revista “Cell” e os pesquisadores dizem ter conseguido fazer a transformação em uma semana.
A técnica, que também pode ser usada para criar órgãos transparentes para estudo, é baseada em processos antigos que revolucionaram a pesquisa anatômica. Nos anos 1800 os cientistas já criavam amostras de tecidos transparentes, que eram cortados em fatias finas e estudados em sequência — o que era útil, mas também lento, como diz a autora do estudo Viviana Gradinaru, professora assistente de biologia e engenharia biológica da Caltech.
Avanços recentes no clareamento de tecidos permitiram que os pesquisadores estudassem conexões nervosas e estruturas de órgãos sem ter que fatiá-los, fornecendo novas visões sobre estruturas anatômicas até então escondidas.
A fim de tornar os órgãos ou organismos inteiros transparentes, os cientistas removeram as gorduras (lipídios) que tornam os tecidos opacos. Isto é realizado através da exposição a detergentes, embora a remoção de gordura leve a outros problemas.
— Se você remover os lipídios e não fizer mais nada, o tecido inteiro entra em colapso, porque os lipídios são de certa forma o esqueleto de um prédio — disse Gradinaru.
Para manter a forma da amostra, os cientistas a preencheram com hidrogel, que forma uma rede de cadeias poliméricas que aderem às proteínas e outros compostos, criando uma gelatinosa estrutura de suporte. Aí sim a gordura pode ser retirada da estrutura. Mas o processo poderia ser usado no corpo humano?
— Na teoria sim, desde que o sistema circulatório fosse preservado — disse a cientista.
A presidente Dilma Rousseff, que recebeu ontem o apoio formal à sua reeleição da Central Única dos Trabalhadores (CUT), tem um dado negativo a apresentar a seus associados: a entidade ficou menor durante o seu mandato.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, no fim da gestão Luiz Inácio Lula da Silva, a CUT tinha registrado um índice de representatividade (taxa que representa o número de sindicatos e trabalhadores filiados) de 38,3%, que desde então caiu para 34 4%. A Força Sindical caiu de 14,1% para 12,6%. Os dados apontam ainda que a central que mais cresceu foi a União Geral de Trabalhadores (UGT), ligada ao PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. No mesmo período, ela saiu de 7,9% para 11,9%.
Emulando a prática “nem de direita, nem de esquerda” do partido que Kassab criou em 2011, a UGT ultrapassou a marca de mil sindicatos. Seu crescimento no governo acompanhou o do partido ao qual é vinculada. O PSD abrigou dissidentes de todas as esferas políticas, assim como a UGT.
“Somos plurais e pragmáticos”, afirma Ricardo Patah, presidente da central e integrante de executiva nacional do PSD. “Estou, como cidadão, com Dilma para presidente de novo, mas lideranças de nossa central, ligadas ao PPS e ao PSB, vão com Eduardo Campos para presidente. Estamos com Paulo Skaf, em São Paulo, mas conversamos com todos.”
Rearranjo
O presidente da CUT em São Paulo, Adi dos Santos, critica essa posição. “Há um rearranjo no movimento sindical, com muitos sindicatos buscando facilidades. Na CUT não é assim. Aqui há concepção política e de luta. Não estamos preocupados com essa queda no número de sindicatos, porque nosso foco é com os trabalhadores, que precisam de sindicatos sérios. Por isso estamos com Dilma.”
A Força, por outro lado, decidiu apoiar o senador Aécio Neves (PSDB). O deputado Paulo Pereira da Silva, e o atual presidente da Força, Miguel Torres, cerram fileiras no Solidariedade, que foi o primeiro partido a declarar apoio à chapa tucana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Sete pessoas foram presas e uma adolescente foi apreendida na tarde dessa quinta-feira (31) suspeitos de tráfico de drogas na Praia de Pipa. De acordo com a Polícia Militar, na ocasião ainda foram apreendidos dois revólveres, munições, drogas preparadas para consumo e três pés de maconha, com um detalhe: plantados em vasilhas plásticas.
Comandada pelo tenente Daniel Costa, de Tibau do Sul, e capitão Cláudio Henrique, responsável pelo policiamento de Goianinha, a operação começou há três semanas com o monitoramento da rotina dos suspeitos de envolvimento com a distribuição de drogas na região da Pipa e de Tibau do Sul. O detalhe é que durante a primeira abordagem, houve troca de tiros com quatro deles. Um conseguiu fugir, mas já foi identificado e está sendo procurado na região.
Um outro detalhe destacado, através do tenente Daniel Costa, de Tibau do Sul, em entrevista ao portal G1-RN, é que um dos detidos é suspeito de estar envolvido no assassinato do policial militar da Paraíba Jenilson da Silva Teixeira, morto durante uma tentativa de assalto ocorrida no dia 24 de junho na cidade de Macaíba.
Logo após o controle a situação, os policiais militares se dirigiram até as residências dos presos e encontraram o material apreendido. Nos imóveis as companheiras dos detidos também acabaram presas. Uma adolescente de 14 anos, que consumia entorpecentes em um dos locais, acabou apreendida.
Os presos foram encaminhados para a Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal. Os suspeitos foram autuados por tráfico de drogas, porte ilegal de arma, formação de quadrilha e associação para o tráfico de drogas.
A Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal, localizada no bairro de Candelária, chegou ao limite de falta de estrutura. Na noite desta quinta-feira (31), um dos dois computadores disponíveis para os policiais realizarem os procedimentos quebrou, atrasando todo o serviço da unidade.
Além disso, de acordo com os policiais que trabalham no plantão, os dois computadores que estavam disponíveis são extremamente velhos, o que já dificultava bastante o atendimento. A Delegacia de Plantão da Zona Sul funciona a partir das 18h até às 7h do dia seguinte. Nesse período, centenas de ocorrências são registradas, desde boletins de ocorrências por perda de documento até flagrantes de encontro de cadáveres.
“Há mais de um mês estivemos na Delegacia Geral da Polícia Civil apresentando vários pleitos dos policiais, tanto da Plantão Sul quanto da Plantão Norte. Um dos principais pleitos, inclusive, foi a questão dos computadores, bem como os veículos que são apreendidos e ficam abandonados em frente às duas unidades”, informa Djair Oliveira, presidente do SINPOL-RN.
No caso específico desta quinta-feira, no momento em que a Plantão Zona Sul ficou apenas com um computador, a delegacia tinha oito presos e quatro flagrantes sendo feitos, um Termo Circunstanciado de Ocorrência e mais de 40 boletins de ocorrência.
Djair Oliveira externa ainda a preocupação com essa situação na Delegacia de Plantão em virtude da chegada do final de semana. A partir das 18h desta sexta-feira, toda população de Natal e região metropolitana deverá se dirigir para as duas plantões em caso de registro de ocorrências.
“Sabemos que as delegacias sofrem com inúmeros problemas estruturais. No caso das plantões, além dos materiais básicos, como computadores, não há alojamento adequado para os policiais que passam 24 horas”, completa Djair Oliveira. O presidente do SINPOL-RN reforça que, mais uma vez, a Diretoria do Sindicato irá enviar ofício para o Ministério Público e para a Degepol solicitando a resolução desse problema.
Fotos: Reprodução Facebook e site oficial da empresa
O novo auxiliar-técnico da seleção brasileira de futebol, o ex-jogador Mauro Silva, é proprietário de uma empresa que, entre outros serviços, faz a intermediação de direitos federativos de esportistas. Ele mantém a empresa Mauro Silva Sport & Business Plan, situada no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo.
O ex-jogador, que foi titular e companheiro de Dunga na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994, assume em um momento polêmico pelo qual a CBF passa, após a indicação de Gilmar Rinaldi, que também estava naquele elenco como terceiro goleiro, para o cargo de coordenador de seleções no último dia 17 de julho.
Rinaldi garantiu que, antes de assumir o cargo, se desligou das funções de empresário de jogadores, que vinha exercendo depois que encerrou a carreira dentro das quatro linhas. Perguntado pelo R7 sobre o acúmulo de funções, Mauro Silva não disse que se afastará da empresa enquanto trabalhar na seleção brasileira.
— Por enquanto não tenho nada a dizer. Quando puder, vou falar sobre estes detalhes. Sempre atendi a todos sem problemas, gentilmente. Quando peço para não falar, gostaria de ser respeitado.
O empresário Mauro Silva irá integrar a comissão técnica nos amistosos do Brasil contra Colômbia e Equador, nos próximos dias 5 e 9 de setembro, nos EUA. Quando o nome de Mauro Silva foi anunciado, no último dia 23, Rinaldi afirmou que Mauro será apenas um ‘assistente pontual’.
A comissão técnica, porém, tem como prioridade o projeto de consultar periodicamente ex-campeões mundiais para darem assessoria a Dunga em questões técnicas e táticas. Andrey Lopes, que atuou com Dunga quando ele foi técnico do Internacional, em 2013, será o seu auxiliar fixo, segundo Rinaldi.
— Teremos alguns jogadores convidados para nos ajudar. E o Mauro Silva foi o primeiro convidado para esses nossos primeiros jogos.
Na visão de especialistas, o fato de Mauro Silva trabalhar como auxiliar, participando inclusive de decisões sobre a convocação de atletas, gera um conflito de interesses, já que a empresa dele trabalha com negociação de jogadores. O doutor em Comunicação do Esporte, Anderson Gurgel, professor da Universidade Mackenzie, em São Paulo, tem esta opinião.
— Do ponto de vista de transparência nas ações, não é uma atitude correta da CBF. Ainda que o Mauro Silva argumente que se trata de um trabalho voluntário e sem remuneração, isso não coaduna com uma gestão moderna, e sim com uma prática de se misturar as coisas. Por que o Mauro Silva? Porque é amigo do Dunga?
Pós-Copa
Gurgel afirma que a CBF está buscando se desvencilhar a qualquer custo do fiasco na última Copa do Mundo, quando o Brasil foi derrotado nas semifinais pela Alemanha, naquele fatídico 7 x 1 e, depois, pela Holanda, na disputa pela terceira colocação. Mas, segundo ele, não toma atitudes práticas para reestruturar o futebol brasileiro de maneira efetiva.
— O modelo continua o mesmo. É uma estratégia ardilosa da CBF. Chama novos nomes, como Dunga, em estilo personalista, para tirar o foco de cima da responsabilidade dos dirigentes. A ausência de uma gestão moderna prevalece. Os nomes mudam, mas não o jogo, que continua flertando com os mesmos problemas éticos.
Para a imprensa, no último dia 24, Mauro Silva declarou em comunicado que seu trabalho é voluntário, sem remuneração. E que será restrito às duas próximas partidas da equipe de Dunga. Ele aceitou a função mesmo tendo feito anteriormente críticas à CBF, dizendo, entre outras coisas, que a entidade era “um brinquedo de meia dúzia”.
O próprio técnico Dunga foi acusado de ter trabalhado como empresário em 2004, quando indicou o italiano Antonio Caliendo para negociar a contratação do meia Éderson junto ao RS Futebol. O treinador da seleção nega, diz que apenas apresentou as partes, tendo recebido a quantia de pouco mais de R$ 407 mil pelo serviço.
Uma outra fonte, ligada a uma importante federação de futebol no Brasil, não se mostra surpresa com o fato de a entidade estar chamando nomes vinculados a negociação de jogadores para trabalhar na comissão técnica da seleção brasileira.
— O gasto da CBF com a última Copa do Mundo foi gigantesco. Agora a entidade precisa se recapitalizar depois da Copa do Mundo e há sim a chance de que sejam feitas negociações neste sentido.
Tem alguém dessa nova comissão técnica que não faz negócio com jogadores?
Na CBF sempre pode PIORAR, e está piorando.
Futebol no Brasil virou negócio, esquecendo o talento, por isso nossos campeonatos tem um nível tão baixo. Isso ficou evidenciado nos jogos Santos x Barcelona, Brasil x Alemanha e Brasil x Holanda.
Sem falarmos que em nenhum jogo da seleção na copa, mostramos futebol, apenas lampejos de raça na construção do placar, tendo a contribuição da falta de sorte do Chile que jogou uma bola na trave no último minuto da prorrogação e teve muito mais futebol que nossa seleção.
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