O ministro Paulo Guedes (Economia) autorizou a apresentação da conta da quarentena. Ele planeja uma retomada controlada das atividades para evitar o mergulho do país no caos social em julho.
O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, divulgou nesta quarta-feira (13) uma projeção de queda de 4,7% no PIB (Produto Interno Bruto). Antes, havia previsão de alta de 0,02%.
Nota técnica do órgão estimou que cada semana de isolamento impediu o país de produzir R$ 20 bilhões em riquezas. Se confirmado, será o maior recuo do PIB desde 1901, segundo dados do IBGE.
Nesse cenário, há uma mudança de discurso no time de Guedes de afrouxamento das medidas de isolamento social. A guinada vai ao encontro das declarações do presidente Jair Bolsonaro.
Diferentemente do chefe, o ministro havia apoiado o confinamento como forma de conter o avanço do coronavírus. As medidas em estados e municípios já perduram dois meses.
Agora diversos fatores levam a equipe de Guedes a prever que a economia entrará na UTI com as atividades paradas. A deterioração comprometerá o bem-estar da população a partir do segundo semestre.
Na avaliação dos técnicos, como continuam de portas fechadas, empresas de pequeno porte passaram dois meses sem acesso ao crédito diante das dificuldades do governo em estruturar mecanismos de garantias para os empréstimos.
Segundo dados internos da pasta, essas companhias registram um índice de falência sem precedentes. Elas respondem por mais de 80% dos postos formais de trabalho.
Projeções da Economia com base nos dados do seguro-desemprego indicam que, por enquanto, as demissões decorrentes da crise gerada pelo coronavírus representaram menos de 800 mil postos.
No entanto, a avaliação é a de que poderá superar 5 milhões até o fim do ano se a paradeira for prolongada nos estados e municípios. Essas empresas são as grandes empregadoras, especialmente nas regiões mais afastadas do país.
A preocupação de Guedes é que não haverá dinheiro disponível no caixa se, após junho, for preciso renovar o prazo das políticas emergenciais de socorro à população e empresas.
Os gastos da União com a pandemia, incluindo a ajuda de R$ 600 para os trabalhadores informais, já levam o Orçamento deste ano para um déficit de R$ 600 bilhões.
Até o momento, o governo conseguiu minimizar o aumento do desemprego formal com uma medida provisória que autorizou a redução de jornada e de salário por três meses.
Muitos setores pedem que essa política seja renovada para até o fim do ano. Sachsida rejeita prorrogação e diz que uma ampliação no período de restrições elevará as perdas da economia.
A projeção considera que quanto maior o prazo de isolamento, maior o número de falências e demissões. A medida também amplia o endividamento corporativo.
“Essa nota não tem conotação de crítica sobre as políticas de isolamento social”, disse Sachsida. “[Essa nota] foi feita exclusivamente para mostrar o custo econômico dessas políticas e fazer as estimativas para o PIB.”
Assessores de Guedes disseram que o cálculo das perdas com o isolamento estava pronto há semanas. Porém, Guedes preferiu segurá-lo para não parecer que estava defendendo a economia em vez da saúde.
Essa “primeira onda” do coronavírus, como Guedes chama a quarentena, levou o governo a liberar recursos para evitar desemprego e manter as pessoas em casa. Com isso, a dívida pública baterá em 90% do PIB neste ano.
A equipe econômica preparou medidas como a do corte de jornada e de salários, direcionou recursos para o crédito corporativo, abriu mão de receitas (taxas, impostos e contribuições) para tentar evitar que uma contaminação em massa levasse ao colapso do sistema público de saúde.
Nesse período, Bolsonaro defendeu a retomada das atividades minimizando os efeitos do coronavírus.
Esse posicionamento deflagrou uma disputa política com governadores e prefeitos, que, em diversos casos, ignoraram o decreto federal que ampliou a lista de serviços essenciais.
Na semana passada, o presidente se aproveitou da visita de representantes da indústria no Palácio do Planalto para pressionar o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli.
Depois de ouvir dos empresários que a economia parou e que os efeitos seriam danosos, Bolsonaro solicitou uma audiência surpresa à corte.
Ele levou os empresários para tentar dividir com Toffoli o ônus da crise. Durante a visita, os representantes de 15 setores da economia afirmaram a Toffoli que estão prontos para a retomada.
Eles disseram que conseguiriam voltar às atividades com protocolos seguros de saúde.
O presidente do Supremo pediu responsabilidade. Ele propôs a criação de um comitê envolvendo todos os Poderes, inclusive entes federados –estados e municípios.
Na conversa, Guedes disse que o pulso da economia estava fraco e que corríamos o risco de “virar uma Venezuela” se o isolamento persistir por mais tempo.
Nos bastidores, o chefe da Economia avalia propor que o grupo proposto por Toffoli possa discutir um programa de “retomada controlada”. A medida valeria para setores aptos, como montadoras e indústrias.
O controle seria garantido por um protocolo a ser definido pelo Ministério da Saúde com os procedimentos necessários (adaptações de linhas de montagem, como distanciamento entre funcionários) para evitar contágios. Para isso, seriam exigidos testes em massa.
Outra ideia em curso seria retirar a população que faz parte do grupo de risco, como idosos, da casa desses trabalhadores, especialmente os mais carentes.
Pessoas que participam das discussões na Economia afirmam que uma proposta em análise na Casa Civil prevê seleção de idosos, especialmente nos grandes centros urbanos, e transferência para hotéis que, neste momento, estão fechados.
A organização dessa força-tarefa ficaria a cargo do Exército.
FOLHAPRESS
Imbecil, q tal o senhor distribuir pro povo 1 trilhão de reais q o sr. deu aos bancos pra eles "passarem" bem pela pandemia?
Tenho certeza q nao quebrará o país.
Mas é isto mesmo que a esquerda quer e, assim sendo, os seguidores de Marx, Lênin, Stalin, Gramsci et caterva irão com sede para tomar o poder.
Vamos com calma, nobre repetidor. Marx, Lênin, Stalin, Gramsci isso é da esquerda antiga, tipo PSTU, PCO. A nova esquerda é tem de tudo, lacrador, keynesiano, desenvolvimentista, terceira via e et caterva.
O STF delegou ao governadores e prefeitos as decisões referente ao Covid-19, no RN a incompetente só sabe fechar o comércio e agora vão cobrar do presidente ??. Onde não se arrecada não tem como honrar pagamentos, então é bom que a governadora tenha um plano pra retomada da economia. O Covid-19 é uma realidade, temos que nos adaptar e conviver com ele até que se tenha uma Vacina ou remédio.
Sim temos que voltar a trabalhar. O presidente precisa liderar o retorno ao trabalho como um MITO (bolsonaristas), não como um moleque!
Dessa vez falou a verdade, verdadeira.
Quem não quiser acreditar, espere pra vê.
Tamos FUDIDOS NA MÃO DESSA DESGOVERNADORA.
Temos que voltar a trabalhar que morra 1 ou até 2 milhões de Covid, o que não pode é morrer 200 milhões de fome é isso aí BOLSONARO. Concordo plenamente com você de 70 a 80 porcento da população vai pegar esse virus.
Que seja 99% da sua família, o que vc acha??
Esse presidente é o pior que se poderia desejar para o Brasil! Vamos virar uma nova Venezuela sim, pois precisaríamos de um Líder, não de um idiota! Enquanto o Brasil ficar com essa briga entre Petralhas e Bolsominios, vamos nos afundar cada vez mais.
Cabeça pelo jeito a sua não viu ainda que a guerra é pra esse Bosominio como vc diz, dividir o dinheiro do povo com esses Petralhas que vc conhece, é isso que vc quer, aí o Brasil volta a céu de brigadeiro…e vai virar Venezuela por que? O que se quer é trabalhar…vc tem interesse?
O dollar vai chegar a 10 reais fora BOLSONARO!
É isso aí CABEÇA, COM ESSE PRESIDENTE DESPREPARADO VAMOS VIRAR UMA NOVA VENEZUELA SIM!
Quem é pobre já tem caos, esse besta do apocalipse deixa claro que pouco se importa com a vida dos pobres, trabalha pra rico, ninguém faz nada aos absurdo desse genocida.
Aos apoiadores de Bolsonaro, lembro: se algum parente pegar coronavírus (espero que não) e precisar de hospital, não procurem por hospital de campanha federal. É que ele não abriu nenhum.
Mandou o cascalho pros Estados.
Cadê o do Arena Das Dunas??
Cadê o dinheiro??
Onde os petralhas colocaram???
Kkkkkkk
Pimenta no boga dos outros é refresco né??
Douglas nem pra você vai ter leito, sua governadora não fez nada além de terminar de quebrar o RN, fechou hospitais, não abriu os leitos que tinha prometido, vai faltar caixão
Mas é isso que essa turma quer mesmo, só que vc, Bolsonaro maluco, não está fazendo a sua parte. Portanto, vai quebra mesmo.