Judiciário

‘Não tenho dúvidas de que o ex-presidente Lula é corrupto’, afirma ex-procurador-geral, Rodrigo Janot

Foto: (Ricardo Stuckert/PT)

Era de responsabilidade de Rodrigo Janot a investigação dos políticos com direito a foro privilegiado — deputados, senadores, presidentes e até ex-presidentes da República. Como procurador-geral, ele denunciou Michel Temer, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor — todos, segundo ele, envolvidos no escândalo de corrupção, embora em graus diferentes.

“É impossível que o Lula não fosse um dos chefes de todo esse esquema. Não tenho dúvida de que ele é corrupto. Da mesma forma que não tenho nenhuma dúvida de que a Dilma não é corrupta. Mas ela tentou atrapalhar as investigações com a história de nomear o Lula como ministro da Casa Civil. A obstrução de Justiça aconteceu, tanto que eu a denunciei”, disse.

A afirmação foi feita por Janot em entrevista a VEJA. Nela, ele também relata, entre outros episódios, que entrou armado no Supremo Tribunal Federal para tentar matar o ministro Gilmar Mendes – conta que tirou a pistola da cintura e ficou a dois metros do magistrado, mas desistiu. Relata, ainda, que o ex-ministro Antonio Palocci prometeu entregar cinco ministros do STF e revela que Michel Temer (MDB) e Aécio Neves (PSDB) ofereceram cargos a ele para paralisar as investigações.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Creio que ate os petistas sabem que o lider da seita é corrupto.. esse é o problema do país.

  2. Que o ex-presidente e atual presidiário sempre foi corrupto todos nós sabemos…. não trabalhava mas ganhava pelos outros que trabalhavam… trabalho árduo é provar os crimes que ele cometeu e até hj insiste em dizer que é inocente… #LulaPreso !!!

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Diversos

Uber Transit: app ganha função que mostra transporte público no Brasil

Uber Transit vai mostrar transporte público no Brasil — Foto: Divulgação/Uber

A Uber anunciou diversas novidades para seu aplicativo de corridas e para o Uber Eats nesta quinta-feira (26), durante um evento em São Francisco, nos Estados Unidos. Para os usuários no Brasil, as principais mudanças são a chegada do Uber Transit, recurso que vai mostrar as melhores opções de transporte em tempo real, incluindo transporte público, e uma nova versão do app que integra os serviços de corrida com o Uber Eats.

Além disso, a empresa revelou novas funções de segurança para o aplicativo, de forma que motoristas e usuários se sintam mais tranquilos durante uma corrida. A companhia também deu mais informações sobre a chegada de seus programas de fidelidade para usuários e motoristas. A seguir, conheça todos os lançamentos da Uber para o Brasil e outras regiões.

A principal novidade para brasileiros é o Uber Transit. O serviço oferece informações em tempo real sobre transporte público (ônibus, trens e metrôs) no app da Uber. Assim, o usuário pode ver quais são as melhores opções para seu trajeto naquele momento, considerando tempo e preço. Se decidir que chamar um Uber é a melhor solução, pode fazê-lo rapidamente no aplicativo. Por enquanto, no Brasil, o recurso estará disponível apenas na cidade de São Paulo e vai ser liberado aos poucos nas próximas semanas.

O objetivo da Uber com a função é justamente facilitar a vida do usuário, visto que a empresa não ganha nada caso o passageiro decida que o transporte público é a melhor opção. Com relação ao pagamento, caso escolha transporte público, o usuário deverá pagar como de costume. A única cidade em que está disponível a opção de pagamento pelo próprio app é Denver, nos Estados Unidos. Por enquanto, não há previsão de trazer esse método de pagamento para o Brasil e o lançamento da função em outras cidades do país ainda vem sendo estudado.

Além disso, a companhia revelou que pretende reunir todos os seus serviços em um único aplicativo. Assim, o usuário não precisa ter um app exclusivo para o Uber Eats em seu celular. A nova versão do programa estará disponível nas próximas semanas em diversos países, incluindo o Brasil. Vale ressaltar que o aplicativo Eats vai continuar funcionando normalmente por enquanto.

Outra novidade que chega às cidades de São Paulo e Rio de Janeiro é um recurso que orienta os passageiros a verificarem a presença de ciclistas ao entrar ou sair do carro. Quando o ponto de chegada for perto de uma ciclovia, o usuário vai receber uma notificação para que possa fazer um desembarque seguro.

Novos recursos de segurança

Durante o evento, a Uber ainda revelou outras novidades que devem demorar um pouco mais para chegar ao Brasil, como as novas funções de segurança. Além da possibilidade de compartilhar seu trajeto em tempo real, os usuários nos Estados Unidos agora podem falar com a polícia pelo aplicativo por mensagens de texto, caso tenham algum problema durante a corrida. Assim, o serviço tem acesso à sua localização, dados do carro e outras informações sobre o trajeto.

Outra novidade é que agora o aplicativo do motorista checa a foto do piloto de tempos em tempos para garantir que terceiros não usem o app de forma indevida. Somente após a verificação, o motorista fica online e pode aceitar corridas pela Uber. Já a seção “Ajuda” agora está disponível durante a viagem. Antes, era preciso esperar chegar ao destino para relatar problemas com a corrida.

Os PINs para verificação de corridas também são um novo recurso de segurança que garante que o usuário está entrando no carro certo. Antes de iniciar a corrida, o passageiro precisa informar o número do seu PIN ao motorista. Há ainda a possibilidade de transmitir o PIN de forma wireless quando o piloto estiver se aproximando do local de início da viagem.

Programas de fidelidade e assinatura

Durante o evento, a Uber prometeu expandir o Uber Reward, seu programa de fidelidade, para outros países, incluindo o Brasil, até o final do ano. Com ele, os usuários acumulam pontos conforme usam o serviço e podem trocar por descontos nas corridas da Uber ou nos pedidos do Eats. Além dos passageiros, os motoristas brasileiros também ganharam um programa de benefícios: o Uber Pro tem a promessa de oferecer mais vantagem e economia para os parceiros. O projeto estava em testes em Curitiba, Fortaleza e São Paulo e agora chega para todos os motoristas.

Para os usuários dos Estados Unidos, a Uber ainda revelou o Uber Pass, um serviço de assinatura que oferece diversas vantagens. Com ele, o usuário paga um valor por mês e tem acesso a benefícios, como bicicletas da Jump ou frete grátis e descontos nos restaurantes do Uber Eats.

Mudança no Uber Eats

Já para o Uber Eats, uma das novidades que chega para todo mundo é uma ferramenta que reduz o uso de descartáveis. Agora, o usuário precisa especificar que deseja talheres durante o pedido. O objetivo da empresa com essa ação é reduzir o volume de lixo gerado pelas compras no app. Além disso, nos EUA, o aplicativo ainda ganhou um filtro de alergia para que o usuário possa indicar alimentos que tem restrição de consumo. A função também não tem previsão de chegada ao Brasil.

Globo, via Techtudo

 

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Diversos

União Europeia eleva lista de sanções contra a Venezuela

Crise na Venezuela tem repercussão internacional e causa aplicação de sanções (Carlos Garcia Rawlins/Reuters/direitos reservados)

O Conselho Europeu da União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira (27) que acrescentou à lista de sanções “sete membros das forças de segurança e dos serviços de informação da Venezuela”. Para dar resposta à “emergência humanitária”, a UE prevê a realização de uma conferência internacional em outubro.

As medidas restritivas, anunciadas em comunicado, “passam pela proibição de viajar e pelo congelamento dos bens”. O Conselho da UE incluiu na lista das sanções pessoas “envolvidas em atos de tortura e outras violações graves dos direitos humanos”, das quais quatro estão associadas à morte do capitão da marinha Rafael Acosta Arévalo.

Esta decisão da União Europeia faz “subir para 25 o número total de pessoas objeto de sanções face à situação na Venezuela”, e dá “prosseguimento direto à declaração emitida pela Alta Representante, em nome da UE”, em julho.

Tortura

A Alta Representante da UE para a Política Externa, Frederica Mogherini, anunciou em julho, que os estados-membros estavam prontos para começar a trabalhar no sentido de aplicar medidas específicas aos membros das forças de segurança envolvidos em atos de tortura e outras violações graves dos Direitos Humanos na Venezuela.

O relatório da Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, é confirmado nessa declaração e sublinha a “dimensão e a gravidade das violações dos direitos humanos, a erosão do estado de direito e o desmantelamento das instituições democráticas na Venezuela” e ainda a “trágica morte do capitão Acosta Arévalo”, que se encontrava sob custódia pelas forças de segurança venezuelanas.

“Dada a gravidade da situação exposta no relatório da comissária, a UE está pronta para iniciar a preparação de medidas específicas e aplicar aos elementos das forças de segurança [da Venezuela] implicados em práticas de tortura e outras violações graves dos Direitos Humanos”, disse a declaração da representante da UE.

Agência Brasil

 

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E ai, bora correr?

21K de Gostoso une cenários paradisíacos com o desafio em terrenos difíceis

Por Breno Perruci/@eaiboracorrer

Passada a Meia Maratona do Sol, os corredores potiguares se voltam agora para o calendário de outubro. Recheado de provas, uma das principais do mês está marcada para próximo dia 19 na praia paradisíaca de São Miguel do Gostoso, distante 100 quilômetros de Natal, no litoral norte do Rio Grande do Norte. Me refiro aos 21k de Gostoso. No instagram @eaiboracorrer tem promoção rolando valendo uma inscrição da corrida. E falando em inscrições, elas estão abertas no site www.21kdegostoso.com.br. Lá você também terá acesso a outras informações.

A prova oferece aos atletas a oportunidade de correr em um dos cenários mais bonitos do Estado, repleto de paisagens incríveis, além de se desafiarem em uma variedade de pisos que inclui terra batida, beira mar, trilhas e calçamento. São três opções de percursos, 5, 10 e 21 quilômetros, além da corrida kids para a criançada. A largada está marcada para às 6h, na praia da Ponta do Santo Cristo, onde estará montada a arena base e também será a chegada de todos os trajetos.

Além da prova em si, outra atração é a festa de congraçamento. O Sunset terá o cantor Diogo das Virgens como atração a partir das 16h na Praia do Maceió, em frente ao spaço mix com entrada free para atletas e acompanhantes. A projeção dos organizadores é que sejam cerca de 600 inscritos de várias partes do país e mais de mil turistas passem o final de semana em São Miguel do Gostoso movimentando a economia local e projetando o destino nacionalmente.

Vale salientar que a tanto esta edição da corrida 21k de gostoso, quanto a edição 2020 da 21k de Pipa, foram contempladas pelo Programa “Investe Turismo”. A iniciativa tem como objetivo principal a convergência de ações e investimentos dos poderes público e privado para acelerar o desenvolvimento da atividade turística em todo o território nacional.

“Foram selecionadas 30 rotas no Brasil. Nós conseguimos nos enquadrar e puxar esse projeto para esses nossos dois excelentes destinos. Foi incrível.”, destaca Stênio Bezerra, um dos organizadores da prova.

A corrida tem promoção e organização da Hisports e da Superação Eventos.

São Miguel

São Miguel do Gostoso se localiza a pouco mais de 100 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Têm cerca de 10 mil habitantes, lindas e tranquilas praias, ruas de terra, uma única igreja, um cruzeiro e um tamarineiro centenário que marca o centro da cidade. E, diferente de outras pequenas cidades do litoral nordestino, recusa-se a perder toda essa calma e simplicidade que atraem centenas de turistas todo ano.

Lá se preserva a cultura dos pescadores e a culinária local é valorizada nos variados restaurantes. Hotéis e pousadas oferecem excelente infraestrutura, mas o melhor de Gostoso é mesmo andar descalço por suas praias e ruas terrosas, conversar com os moradores na praça e pegar fruta do pé. Portanto, se for pra lá, prepare-se pra viver dias especiais motivadas pelos 21K mais gostosos do Brasil.

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Denúncia

66ª fase da Lava Jato apura lavagem de dinheiro praticada por funcionários do BB. Mandado sendo cumprido em Natal

Na manhã de hoje a Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Federal e Receita Federal, deflagrou a 66ª fase da Operação LAVA JATO, denominada ALERTA MÍNIMO.

Estão sendo cumpridos 7 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo/SP e 1 em Natal/RN. As medidas cautelares foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

O inquérito tem como foco principal a apuração de crimes de lavagem de dinheiro praticados por doleiros e funcionários de uma instituição financeira, que teriam atuado em benefício de empresas que contratavam com a Petrobras e necessitavam de dinheiro em espécie para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Durante a investigação foram obtidos documentos trazidos por colaboradores que indicaram que determinado doleiro teria sido responsável por produzir pelo menos R$ 110 milhões, em espécie, para viabilizar o pagamento de propinas.

A produção de dinheiro em espécie neste caso envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo e abertura de contas sem documentação necessária ou com falsificação de assinaturas em nome de empresas do ramo imobiliário.

A suspeita quanto à participação de gerentes de agências bancárias consistia em dar suporte às operações de desconto de cheques e elaborar justificativas internas a fim de evitar fiscalizações e ações de compliance da instituição financeira. Em troca, os funcionários recebiam comissões dos operadores e conseguiam vender produtos da agência para atingir metas.

O nome da operação faz referência ao fato de que os alertas de operações atípicas do sistema interno do banco para comunicação ao COAF passaram a ser encerrados, mediante a apresentação de justificativas pelos gerentes de agência, como se não houvesse indícios de lavagem de dinheiro.

Será concedida coletiva de imprensa às 10h no auditório da Superintendência Regional da PF em Curitiba-PR.

 CBN

Opinião dos leitores

  1. Por isso querem acabar com a lava jato. Está chegando próximo de desvendar tudo. Como esses trilhões circulavam em espécie no país e saia pra paraíso fiscais, sem o banco central, nem a receita federal perceber. Ao invés do congresso e o stf está se debruçando pra bloquear e rastrear isso, estão empenhados em acabar com a lava jato. O Brasil precisa reagir. Forças armadas por favor, não deixem que destruam o país.

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Judiciário

Perplexos, procuradores dizem que Janot agravou situação do MPF ao admitir que quis assassinar Gilmar

Integrantes da procuradoria viram a decisão do STF desta quarta (26) como derrota duríssima. O sentimento de que o caminho na cúpula do Judiciário tende a se estreitar foi fortalecido, horas após o veredito, com a divulgação no Estado de S. Paulo de entrevista do ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Janot afirmou que foi armado ao STF para matar o ministro Gilmar Mendes. Procuradores que trabalharam com ele disseram ter ficado “em choque, perplexos” com a revelação.

A fala de Janot repercutiu forte no Judiciário. Ministros disseram que ele desmoralizou o posto e acabou com a liturgia do cargo. Indagaram ainda se o ex-procurador estava bêbado ao falar sobre o assunto. A trama consta de livro que ele está prestes a lançar.

A revelação fez nomes do STJ afirmarem que Augusto Aras, o novo procurador-geral, deveria rever a escolha de Bonifácio de Andrada à sua vice. Associado a Janot, ele será “pessimamente recebido na corte”, disseram.

PAINEL FOLHA

Opinião dos leitores

  1. O sistema judicial de forma geral está podre há tempos. O timing dessa divulgação nada mais é para pressionar os Ministros do STF. Dane-se a lei. Cabe lembrar também, aos mais esquecidos, que Rodrigo Janot é aquele que foi flagrado no fundo de um boteco com o advogado de Joesley Batista no auge do escândalo. Nessa estória toda eu procuro um mocinho e não acho, só vilão.

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Educação

‘Vocês têm de se virar’, diz Weintraub sobre Fies a universidades particulares

“O que o governo vai fazer por vocês? Nada, o governo não vai fazer nada. Vocês têm que se virar”. Esse foi o início do discurso do ministro da Educação Abraham Weintraub na manhã desta quinta-feira, 26, durante a abertura do Fórum Nacional do Ensino Superior. A resposta foi direcionada ao presidente do Semesp, entidade que representa os donos de faculdades particulares, que o questionou minutos antes sobre qual é a política do governo para recuperar o Financiamento Estudantil (Fies). Com discurso agressivo e críticas aos professores de universidades federais, o ministro pediu apoio do setor privado ao projeto Future-se.

Weintraub defendeu o Future-se e a autorregulação das faculdades privadas. O Estado mostrou esta semana que o MEC quer exigir a contratação dos professores via CLT (carteira assinada), e não por concurso público, para adesão ao Future-se, novo programa da pasta para captar verbas privadas. A maioria das universidades federais, no entanto, rejeita o programa.

“Pela primeira vez em cem anos, o País tem um liberal na Presidência e à frente do MEC. Aproveitem essa oportunidade, aproveitem que não ficamos criando problema para vender solução.”

Hermes Figueiredo, presidente do Semesp, entidade que representa as faculdades particulares, havia lançado o que chamou de “provocações”. Ele questionou se o governo estudava a cobrança de mensalidade nas universidades públicas e se havia uma proposta para o Fies que, segundo ele, está falindo – depois de diversas mudanças nas regras, o programa não tem conseguido preencher todas as vagas ofertadas. “O governo não vai fazer nada por vocês. A pergunta é: o que vocês vão fazer por vocês mesmos?”, devolveu o ministro.

“O Fies foi um crime do ponto de vista financeiro. Metade dos alunos financiados está inadimplente. É uma bomba que vai ter de ser desatada. Muitos de vocês aqui estão com esse problema nas mãos”, disse. O tom causou desconforto na plateia, composta por donos e dirigentes de entidades particulares de ensino superior. Weintraub também criticou a cor do painel do evento, vermelha, e sugeriu à organização que mudasse o slogan (“Uma nova forma de pensar a educação”). “Tem de tirar educação e pôr ensino. A gente não tem de dar educação, mas sim ensino. Quem educa é a família”, afirmou.

O ministro, porém, defendeu afrouxar as regras de fiscalização e credenciamento para a abertura de novos cursos e faculdades privadas. Segundo ele, o mercado pode se autorregular e cobrou que o setor é quem deve apresentar a proposta de autorregulação para o MEC. “Vamos dar liberdade e cobrar responsabilidade (das entidades de ensino privado). Pisou na linha, vai ter de lidar com o juiz Sérgio Moro (atual ministro da Justiça e da Segurança Pública)“, disse.

“Inclusive, alguns de vocês já foram pegos”, completou, rindo, em alusão à Lava Jato da Educação, anunciada para investigar supostas irregularidades em contratos do ministério, mas que até agora não teve nenhuma denúncia apresentada.

Em uma fala de 20 minutos, Weintraub também criticou a nova proposta que está sendo debatida para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal mecanismo de financiamento do ensino básico do País. O Congresso sugere aumentar a participação da União a esse fundo de 10% do valor total para 40%, o que foi rejeitado pelo MEC.

O ministro disse que o principal problema do MEC é “gastar uma fortuna com um grupo pequeno de pessoas” que são os professores das universidades federais. “Eu tenho que ir atrás da zebra mais gorda, que está na universidade federal trabalhando em regime de dedicação exclusiva para dar só 8 horas de aula por semana e ganhar R$ 15 mil, R$ 20 mil”.

Apesar das críticas ao evento e de dizer que “o governo não vai fazer nada para o setor”, o ministro pediu o apoio dos donos de faculdades privadas para a defesa e aprovação do Future-se e para rejeitar a atual proposta do Fundeb. “A gente precisa do apoio de vocês para o Future-se, que vai desafogar o ministério, e para um Fundeb correto. A atual proposta vai quebrar o governo e aí não vai haver financiamento para o setor privado”, disse.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Conteúdo do Estadão, já explica essa edição chinfrim, com o único intuito de desinformar e fazer com que o leitor fique com a mesma opinião de quem escreveu.

  2. "…..a atual proposta vai quebrar o governo….." . A única coisa que parece que não vai "quebrar" nunca o governo é o tapa na cara nos brasileiros, apelidado eufemisticamente de fundo partidário.

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Jornalismo

PF nas ruas de Natal

A PF se encontra nas ruas de Natal.

Nossos leitores presenciaram policiais chegando no condomínio Grand Slam em Capim Macio e também uma viatura trafegando na Av. Jaguarari por volta de 05:00h da manha.

O Blog provocou a assessoria de imprensa da instituição para apurar qual o motivo dos policiais nas ruas da cidade.

Ainda não obtivemos retorno.

 

Opinião dos leitores

  1. Fazendo um limpeza cedinho, assim nos livrando dos entulhos. Uma pena, gilmar mendes ter escapado de janot, pois com certeza, ele vivo, colocará novamente esses entulhos na rua. Lamentável.

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Economia

FGTS paga hoje R$ 66 milhões a 183 mil trabalhadores no RN

A Caixa Econômica Federal realiza, nesta sexta-feira, 27, o crédito em conta do Saque Imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores nascidos entre maio e agosto. No Rio Grande do Norte, serão pagos cerca de R$ 66 milhões a um total de 183 mil trabalhadores – com destaque para os municípios de Natal (R$ 30 milhões para 80 mil trabalhadores), Mossoró (R$ 8,5 milhões para 23 mil trabalhadores) e Caicó (R$ 2,6 milhões para 7 mil trabalhadores).

TRIBUNA DO NORTE

Para continuar lendo só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/fgts-paga-hoje-r-66-milha-es-a-183-mil-trabalhadores-no-rn/460550

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Jornalismo

Lava Jato manipulou impeachment de Dilma, diz ex-ministro e ex-senador do PSDB

Um dos defensores do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) agora considera que houve uma “manipulação política do impeachment” pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e pelo ex-juiz Sergio Moro, atual ministro do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o tucano, isso ficou provado após a divulgação de mensagens trocadas entre procuradores da operação, obtidas pelo site The Intercept Brasil por meio de fonte anônima e também analisadas por outros veículos, entre eles a Folha.

No ano seguinte ao impeachment, Aloysio se tornou ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer (MDB). Neste ano, passou a chefiar a Investe SP (agência de fomento de São Paulo) no governo João Doria (PSDB), mas deixou o cargo em fevereiro, após ser alvo de busca e apreensão na 60ª fase da Lava Jato, a Ad Infinitum.  ​

Na mesma fase, foi preso preventivamente Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, suspeito de ser operador do PSDB. No último mês, também foi revelado que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro relatou, em sua proposta de acordo de delação, que Aloysio teria pedido propina a campanhas do PSDB em troca da liberação de recursos de obras em São Paulo.

À Folha Aloysio diz que após as revelações das mensagens de procuradores ficou “profundamente chocado com o que aconteceu na Lava Jato”.

Ele afirma que a divulgação de telefonema entre a então presidente Dilma e o ex-presidente Lula em 2016, que resultou em decisão do Supremo Tribunal Federal que barrou a posse de Lula como chefe da Casa Civil do governo, impediu o governo petista de recompor sua base e barrar o impeachment.

As conversas que estavam mantidas em sigilo enfraqueceram a hipótese adotada na época por Moro de que a nomeação de Lula como ministro tinha como objetivo travar as investigações sobre ele, transferindo seu caso de Curitiba para o STF.

As conversas interceptadas naquele dia e relevadas agora mostram que Lula relutou em aceitar o convite, só aceitou ser ministro após sofrer pressões de aliados e estava empenhado em buscar reaproximação com o PMDB para evitar o impeachment de Dilma.

“Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave”, afirma Aloysio. Na entrevista, ele também falou sobre a fase da Lava Jato na qual foi alvo, em fevereiro.

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

  1. Todos os políticos que são "pegos" pela Lava Jato, tentam a todo custo desqualificar o MPF e os Juízes que estavam ou estão à frente do processo. Conta, para isso, com o apoio incondicional da FolhaFalida e desesperado por dinheiro$$$ fácil.

  2. Amigos prestem atenção. E so a LAVA JATO começar a investigar um politico esse mesmo politico começa a fazer tudo para desqualifica-la pois esta com o rabo preso

  3. A lava jato chegou nele, as provas conseguidas contra mais esse corrupto são robustas. A única defesa que tem é atacar a operação mais benéfica para o pais de todo o século.

  4. Os canalhas agora estão se reunindo pra atacar a Lava Jato. STF vergonha nacional.

    1. Chore mais minion, chore…..aliás…como carlucho chamou o eleitorado de gado, então é mujir?? Então pronto…muuuuuuuuuu

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Judiciário

BRASIL: A paulada do STF na LAVA JATO facilita a vida dos larápios condenados em segunda instância

O Supremo Tribunal Federal desferiu nesta quinta-feira uma nova paulada no esforço anticorrupção deflagrado no país há cinco anos. Não é uma decisão isolada. Compõe reação mais ampla contra Lava Jato, com iniciativas adotadas no âmbito dos poderes Legislativo e Executivo —da nova lei sobre abuso de autoridade à abertura de brechas para o caixa dois na legislação eleitoral; do esvaziamento do ex-Coaf à proposta de proibir auditores da Receita Federal de compartilhar indícios de crimes com o Ministério Público; da obtenção de assinaturas para a criação da CPI da Lava Jato ao abafamento da CPI da Lava Toga.

Na decisão desta quarta-feira, formou-se na Corte uma maioria a favor do entendimento segundo o qual réus delatados têm o direito de anexar alegações finais nos processos depois dos corréus delatores. Uma inovação que não está prevista na legislação. Isso levará à anulação de sentenças no âmbito da Lava Jato e fora dela. Entre os potenciais beneficiários está Lula.

O Supremo retomará o julgamento na quarta-feira da semana que vem, para definir a abrangência da nova jurisprudência. A dúvida é se ela valerá apenas para os réus que reclamaram de cerceamento de defesa na primeira instância ou se será aplicada indistintamente em todos os processos instruídos com dados fornecidos por réus colaboradores.

A novidade potencializa uma onda de iniciativas que puxam avanços para trás, aplicam sedativos em órgãos de controle e restauram gradativamente o ambiente viscoso em que proliferam os maus costumes e a roubalheira. No mês passado, a Segunda Turma do Supremo já havia anulado a condenação imposta pelo então juiz Sergio Moro a Adelmir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras. A nova anulação beneficia um ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira. A exemplo de Bendine, foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A diferença é que esse segundo caso foi içado da turma, com cinco membros, para o plenário da Corte, com 11 magistrados, para que o veredicto seja seguido por todo o Judiciário como um paradigma.

O ministro Gilmar Mendes traduziu os humores que prevalecem em Brasília: “Vamos honrar as calças que vestimos!”, declarou, ignorando os vestidos das colegas Cármen Lúcia e Rosa Weber, que ajudaram a compor a maioria. Gilmar evocou mensagens trocadas no escurinho do Telegram pelo ex-juiz Moro, hoje ministro da Justiça da gestão Bolsonaro, e procuradores de Curitiba. “Falam mal de nós, chamam a nós de vagabundos. Queriam interferir na distribuição de um processo. Falam mal do ministro Fachin. Passaram de todos os limites –mentindo, agredindo à Corte. E nós: ‘Ah, temos que atender a Lava Jato”.

O ministro Luis Roberto Barroso, chamado pelos desafetos de “lavajatista”, falou antes de Gilmar. Ele empilhou diante das lentes da TV Justiças cinco decisões que caracterizam o maior retrocesso penal ocorrido no Supremo desde o marco representado pela condenação de mais de duas dezenas de réus pilhados no escândalo petista do mensalão. Eis a lista:

1) “Diversas ações foram retiradas da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, que havia quebrado o paradigma de ineficiência e impunidade em relação à criminalidade do colarinho branco”;

2) “Transferiu-se a competência para o julgamento de crimes comuns, sobretudo de colarinho branco, conexos com os eleitorais, para a Justiça Eleitoral —num momento em que a Justiça Federal vinha funcionando com crescente eficiência”;

3) “Considerou-se inconstitucional a condução coercitiva, que vigorava há quase 80 anos”;

4) “Entendeu-se que o parlamentar que utilize o mandato para a prática de crimes (pode me chamar de Aécio Neves), documentadamente comprovados, gravado e filmado, não podiam ser afastados do mandato por decisão do Supremo, ficando a matéria submetida à Casa legislativa”;

5) “Mais de 50 habeas corpus foram concedidos apenas no Rio de Janeiro, um estado devastado pela corrupção, praticada com inimaginável desfaçatez; (neste ponto, um nome não mencionado pelo orador cintilava nas entrelinhas como um letreiro de neon: Gilmar Mendes)

Barroso arrematou: “E agora chega este caso, com o risco de anular o esforço que se vem fazendo até aqui para enfrentar esta corrupção que não é fruto de pequenas fraquezas humanas, de pequenos desvios individuais. São mecanismos profissionais de arrecadação, desvio e distribuição de dinheiros. Não há como o Brasil se tornar desenvolvido e furar o cerco da renda média com os padrões de ética pública e privada praticados aqui. Precisamos romper com esse paradigma. E as instituições precisam corresponder às demandas da sociedade.”

O julgamento do Supremo ocorreu no mesmo dia em que tomou posse Augusto Aras, o novo procurador-geral da República. O nome foi retirado do bolso do colete por Jair Bolsonaro, a contragosto de Sergio Moro. Numa evidência de que Brasília vive tempos estranhos, a escolha de Aras caiu nas graças da bancada de senadores petistas e recebeu rasgados elogios do multi-investigado Renan Calheiros (MDB-AL). O Senado referendou a escolha pelo acachapante placar de 68 votos a 10. A votação foi turbinada pelo compromisso assumido por Aras de ajustar os “métodos” da Lava Jato, impondo aos procuradores a temperança de “cabelos brancos” e o “princípio da impessoalidade”

Na véspera da votação que consagrou Aras, o Congresso derrubara 18 dos 33 vetos que Bolsonaro aplicara à lei sobre abuso de autoridade. Coisa avalizada na surdina pelo próprio Bolsonaro, em conversa telefônica com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Repetindo: o presidente da República aquiesceu em segredo à derrubada de vetos que havia trombeteado sob holofotes após seleção feita por auxiliares como Sergio Moro, ministro mais popular do governo. Sem resistência do Planalto, os congressistas restabeleceram artigos que inibem a ação de juízes, procuradores e investigadores.

No Executivo, após rebatizar o Coaf de UIF, Unidade de Inteligência Financeira, Bolsonaro enfiou o órgão nos fundões do Banco Central. Fez isso, nas pegadas de uma decisão inusitada do presidente do Supremo, Dias Toffoli. Aproveitando-se de um recurso do senador Flávio Bolsonaro, investigado no Rio de Janeiro por suspeita de peculato e lavagem de dinheiro, Toffoli suspendeu todos os processos judiciais do país municiados com informações detalhadas obtidas do Coaf sem autorização judicial. O despacho do mandachuva do Supremo, um amigo de infância que Bolsonaro conheceu depois dos 60 anos, alterou uma rotina que vigorava no Coaf havia duas décadas.

Suprema ironia: nove meses depois da posse de um presidente que se elegeu enrolado na bandeira da moralidade, surfando a onda do antipetismo, o líder do governo no Senado é Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), um ex-ministro de Dilma Rousseff que acaba de receber a visita dos rapazes da Polícia Federal de Sergio Moro. São evidências de que, no retorno à era pré-Lava Jato, nada se cria, nada se copia, tudo se corrompe. E o gavetão dos assuntos pendentes do Supremo ainda guarda munição com alto grau de destruição —na  Segunda Turma, o pedido de suspeição formulado pela defesa de Lula contra Sergio Moro. No plenário principal, a rediscussão da regra que autorizou a prisão de larápios condenados em segunda instância.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Meu caro BG, não sei porque quando faço um comentário que sou a favor de uma intervenção no Brasil, você não posta, faça uma pesquisa, tenho certeza que a maioria dos brasileiros aprovam. Estamos vendo os poderes fazerem da nação uma escravatura através de um grupo de pessoas que estão no topo da cadeia alimentar. Funcionários públicos ganhando milhares enquanto os verdadeiros trabalhadores, sendo explorados para bancar essa vida de nababo que esses caras tem. INTERVENÇÃO JÁ, BOLSONARO INTERVENTOR, CONGRESSO, STF, TRIBUNAIS E CAMARAS LEGISLATIVAS FECHADAS, CONFISCO DOS BENS DESSA GRANDE NAÇÃO FE URSUPADORES DA BOA VONTADE DE UM POVO QUE CLAMA POR JUSTIÇA SOCIAL E A VIDA DIGNA.

  2. Na melhor que o fechamento do STF. Câmara dos deputados e senado. Não são instituições democráticas e sim quadrilhão. E o presidente, querendo respeita-los ou ta com o rabo preso.

  3. O STF tem que ser fechado e todos os seus ministros exonerados do cargo, ou os militares fazem isso ou o Brasil vai virar o paraíso dos mafiosos ou bandidos da política partidária. Está na hora dos militares colocarem ordem na casa. A reabertura do STF seria por competência e não por indicações políticas, só assim acabaria essa cachorrada que se ver nessa corte atualmente, só interesses pessoais.

  4. As Forças Armadas está deixando o STF ir muito longe. É preciso dar um basta nessa corja da Toga.

  5. Benefício a homicidas, traficantes, estupradores só mente para livrar o colarinho branco e o molusco

  6. Democracia ???
    Que democracia é essa que só chega pro povão dessa forma pra lascar a sociedade, o contribuinte brasileiro?
    ESSA MERDA ,
    Só serve pra dar glamour a esse STF, Senado e Camara dos deputados.
    De resto, pro povão só o que o ministro da educação disse pros donos de faculdades particulares.
    SE VIRA!!!!!
    Agora vão soltar tudo que é vagabundos, pra se juntarem a outros marginais nas ruas.
    Isso é uma VERGONHA.

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Judiciário

Ex-procurador Rodrigo Janot “Fui para matar Gilmar Mendes dentro do STF”

ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta quinta-feira (26) à Folha que entrou uma vez no Supremo Tribunal Federal armado com uma pistola com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes, por causa de insinuações que ele teria feito sobre sua filha em 2017.

O ex-procurador narra o episódio num livro de memórias que está lançando neste mês, sem nomear Mendes. Ele confirmou a identidade de seu alvo ao ser questionado pela Folha em entrevista nesta quinta. “Tenho uma dificuldade enorme de pronunciar o nome desta pessoa”, disse.

Em maio de 2017, como procurador-geral,  Janot pediu a suspeição de Gilmar Mendes em casos relacionados ao empresário Eike Batista, que se tornara alvo da Lava Jato e era defendido pelo escritório de advocacia do qual a mulher do ministro, Guiomar Feitosa Mendes, é sócia.

Segundo Janot, o ministro do STF reagiu na época lançando suspeitas sobre a atuação de sua filha, Letícia Ladeira Monteiro de Barros, que é advogada e representara a empreiteira OAS no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

“Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha”, diz Janot no livro. “Só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou meu ombro e disse: não.”

Na entrevista à Folha, ele disse que seu plano era matar Gilmar Mendes antes do início da sessão no STF. “Na antessala, onde eu o encontraria antes da sessão”, afirmou. O ex-procurador disse que não entrou no plenário do tribunal armado.

Em entrevistas à revista Veja e ao jornal O Estado de S. Paulo, Janot acrescentou que pretendia se suicidar depois de matar Gilmar Mendes.

Segundo o relato do ex-procurador, que se aposentou em abril deste ano e voltou à advocacia, o episódio ocorreu perto do fim do seu segundo mandato à frente da Procuradoria-Geral da República, que ele chefiou por quatro anos.

Informações sobre a atuação de Letícia foram publicadas na época pelo jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Folha. A Folha não encontrou registro de que Gilmar Mendes tenha alguma vez falado no assunto em público. Na entrevista à Folha, Janot disse nesta quinta que o ministro citou sua filha durante uma sessão do Supremo.

No livro de memórias que está lançando, “Nada Menos que Tudo” (editora Planeta), escrito com a colaboração dos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, Janot faz um balanço de sua atuação à frente da Operação Lava Jato e rebate as críticas que recebeu durante sua atribulada gestão.

Janot afirma que, em março de 2015, o então vice-presidente Michel Temer (MDB) e o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (MDB-RN)  pediram que ele arquivasse a primeira investigação aberta contra o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ)hoje preso no Rio de Janeiro.

O ex-procurador diz também que, em 2017, o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) lhe ofereceu cargos na tentativa de evitar a abertura de investigações sobre suas relações com a Odebrecht. Segundo Janot, Aécio pensava em se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2018 e lhe ofereceu o Ministério da Justiça e a vaga de vice da chapa.

No livro, Janot revela ainda que mantinha ao lado de seu gabinete na Procuradoria uma geladeira abastecida com várias bebidas alcoólicas, à qual recorria para aliviar a tensão da equipe nos momentos mais difíceis. “Na hora do aperto, quando a turma estava arrancando os cabelos, a farmacinha cumpria uma função terapêutica”, escreveu.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Perdeu a oportunidade de fazer uma limpeza no STF. Hoje estaríamos salvos deste excrementos. Assumi Mourão, bota pra lascar no STF.

  2. Esse pessoal que fica torcendo pela morte alheia, com certeza, é CIDADÃO DE BEM E CRISTÃO. Tem coisa que se você pensa guarda pra si.

  3. Pense numa limpeza que teria feito, de lá pra cá esse CANALHA que escapou de morrer, não libertou menos de 1000 ladrões, todos perigosos e assaltantes de bilhões de reais dos cofres públicos brasileiros.

  4. Com essas declarações, ele se torna o mais forte candidato a presidente do Brasil. Já tem até meu voto

    1. Eu vi outra possibilidade, já pensou se o Gilmar sofre um atentado e escapa? Iria se tornar presidente do Brasil, igual a um caso que aconteceu recentemente. Lembram?

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Saúde

Zenaide Maia defende regulamentação do uso da cannabis medicinal no Brasil

A senadora Zenaide Maia discutiu nesta quinta-feira (26), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e aprovou uma sugestão legislativa (SUG 6/2016) que estabelece regras para fiscalização e tributação da Cannabis medicinal. Com a decisão, a matéria sugerida pela Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc) passa a tramitar como projeto de lei. A Mesa do Senado vai definir o número do projeto e por quais comissões ele será analisado.

Zenaide Maia participou ativamente da discussão e foi uma das parlamentares que defenderam a aprovação da SUG 6/2016.” “É um assunto muito importante, pois se tem eficácia terapêutica comprovada, então é responsabilidade do estado brasileiro fornecer esse tratamento para pessoas que sofrem com epilepsia refratária e algumas doenças psiquiátricas, como vem sendo feito em alguns outros países”, defende Zenaide.

O texto aprovado foi o relatório do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que reduziu a sugestão da Reduc de 113 para seis artigos. Originalmente, a matéria propunha normas de procedimento e regulamentação sobre vários aspectos do uso medicinal da cannabis, como pesquisa, registro, rotulagem, tributação, publicidade, entre outros.

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Política

Maia e Moro debatem próximos passos do pacote anticrime

Após a retirada do excludente de ilicitude do pacote anticrime, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para debater o tema. “Vamos usar a próxima semana e a outra para avançar no diálogo e aí sim colocar a voto”, disse Maia.

Ao final do encontro, ambos defenderam o diálogo entre os Poderes. Moro falou sobre um “endurecimento pontual” contra crime organizado, corrupção e crime violento, como os propósitos principais do projeto. Já Maia voltou a pedir cautela no debate sobre o excludente de ilicitude, que é a possibilidade de redução ou mesmo isenção de pena a policiais que causarem morte durante a atividade ou para civis que cometerem excessos sob o pretexto de escusável medo, surpresa ou violenta emoção.

O excludente foi uma medida prometida pelo presidente Jair Bolsonaro ainda na campanha eleitoral e foi incluída pelo ministro da Justiça em seu pacote anticrime, ao lado de uma série de alterações na legislação que visava a endurecer o combate à criminalidade. O projeto foi apresentado em fevereiro à Câmara.

“Muitos criticaram o texto colocado pelo governo que diz que o texto converge com as leis de Portugal e da Alemanha, mas o Brasil não é nem Portugal nem Alemanha, então se vai se tentar reintroduzir esse texto, tem de se construir um texto que se preserve a segurança das pessoas e da família”, disse Maia.

Maia elogiou o trabalho feito pela comissão da Câmara que analisou o pacote e disse que o importante é o diálogo. “Tem coisas que o grupo tirou e que talvez tenha uma posição majoritária para manter fora do texto, mas tem algumas coisas que se tivermos paciência e diálogo conseguimos restabelecer parte e construir um acordo”, afirmou.

O ministro Moro classificou a conversa como “boa” e disse que chegou o momento de amadurecer o projeto para que ele possa ser votado em plenário. Para ele alguns pontos precisam de endurecimento pontual.

“Uma das propostas originárias era que crimes hediondos com resultado morte, teriam requisitos mais rígidos para progressão de regime. Às vezes alguém comente um homicídio qualificado, cruel, às vezes até uma criança e em dez anos a pessoa já se encontra em liberdade. Isso não acontece em outros países, isso é um erro da nossa legislação”, disse. “É claro que um endurecimento penal é algo que tem de ser sempre muito bem pensado”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Se depender desse gordinho sinistro, esse projeto não vai dar um passo sequer. Cada povo tem os políticos que merece…..

  2. Rodrigo Maia manipulado pela Globo.
    Ah, em Portugal e na Alemanha tem excludente.
    Mas o Brasil não é Portugal nem Alemanha.
    Exatamente, lá não existem confrontos com bandidos armados de fuzil.
    Lá não morrem mil policiais por ano.
    Lá não há bairros inteiros tomados por bandidos armados de fuzil.
    A justificativa de Maia na verdade é favorável a excludente de ilicitude.
    Certamente um garçom, um deputado no desempenho de suas funções não vai matar ninguém.
    Já um policial está o dia inteiro sob risco de ser alvejado.
    Se o policial não é protegido, será mais fácil se esconder em casa, não subir morro atrás de bandido.
    Depois ninguém sabe porque o rio está como está.
    Depois ninguém sabe porque há tanta violência em Natal, no nordeste, no Brasil.

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Política

Estudo aponta manipulação política pela internet em 70 países; Brasil está no meio

A pesquisa “Ordem Global de Desinformação-2019” identificou que as iniciativas de uso de redes sociais para manipulação de eleições chegaram a 70 países. Na edição de 2018, episódios deste tipo haviam sido mapeados em 48 nações em 2018, crescimento de mais de 45%. No levantamento de 2017, foram registrados casos em 28 locais, um aumento de 150%. As práticas do que os autores chamam de “propaganda computacional” se tornaram pervasivas e se transformaram em um fenômeno global, afetando democracias e processos deliberativos em todos os continentes.

O estudo foi conduzido pelo Instituto de Estudos sobre Internet da Universidade de Oxford, na Inglaterra (OII, na sigla em inglês), que publicou o primeiro monitoramento em 2017. O centro de pesquisa é um dos mais renomados na área de análises sobre o ambiente online do planeta e monitora campanhas de manipulação utilizando a web e serviços como redes sociais anualmente.

“Em cada país, há pelo menos um partido político ou agência de governo usando redes sociais para moldar atitudes públicas domesticamente”, concluíram os autores. “Em um ambiente de informação caracterizado por altos volumes de informação e níveis limitados de atenção e confiança dos usuários, ferramentas e técnicas de propaganda computacional estão se tornando uma parte comum e essencial das campanhas digitais e da diplomacia pública”.

A investigação encontrou evidências da ação de partidos ou forças políticas em 45 países. Na Índia, candidatos utilizaram o impulsionamento de conteúdos para enviar mensagens manipuladas a eleitores. No Brasil, os autores apontaram a realização, em 2018, de campanhas por meio do WhatsApp por partidos para “propositalmente difundir ou amplificar desinformação”, conduta também registrada nas eleições da Nigéria neste ano.

A pesquisa também indicou iniciativas via WhatsApp promovidas por agências governamentais em pelo menos 44 nações. Tais participações envolvem desde agências da área de informação até órgãos vinculados às forças armadas. Esse comportamento foi registrado em nações ricas, como Estados Unidos e Reino Unido. O Brasil não foi incluído entre esses casos.

Em muitas situações, tais partidos e governos se aliam a empresas, coletivos apoiadores e organizações da sociedade civil. A prática também se profissionalizou. Em pelo menos 25 países, as iniciativas foram realizadas por empresas cujo negócio trabalha a propaganda computacional como um serviço, ofertando estratégias e ferramentas complexas para a sua execução.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Esses autores são parciais.
    Dois grandes exemplos de fake news são o PT e a imprensa.
    O termo fake news é recente, mas a prática é antiga.
    Só um exemplo é Lula ter dito que pagou a dívida externa e ninguém nunca questionou, mas é mentira, além de não ter dito que no governo do PT a dívida pública disparou.
    Disseram que todo mundo saiu da miseria, todo mundo ficou rico.
    Sair da miséria para o PT era ganhar 71 reais por mês…
    Classe média era ganhar mil reais por mês…
    Toda eleição e antes fazem caveira dos adversários e ninguém diz nada.
    Haddad até foi condenado por fake news e ninguém diz nada…

    1. Tem fake news para todos os lados e todos os gostos. O PSL , assim como o PT e os outros, também é useiro e vezeiro dessa prática criminosa. Não sejamos cegos seletivos…

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Educação

Ministro da Educação diz que governo está descontingenciando verba para universidades federais

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta quinta-feira (26) em São Paulo que o governo federal está descontingenciando recursos para as universidades federais do país e que, ao longo do ano, “não faltou comida” aos estudantes.

No fim de abril, o MEC bloqueou uma parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino. O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Despesas obrigatórias, como pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas.

O corte, porém, está afetando o funcionamento cotidiano das universidades, com o racionamento, até, de ar-condicionado nas universidades de Pernambuco.

“A gente está descontingenciando, está acompanhando os dados. Não tem nenhuma universidade fechada”, disse Weintraub, ao falar no Fórum Nacional do Ensino Superior (Fnesp), na capital paulista.

“Não houve quebra das universidades, como alguns veículos falaciosos falaram, não houve nenhum bandejão sem alimento”, afirmou.

Segundo o ministro, uma fiscalização identificou desvios de verbas do restaurante de uma universidade federal. Ele, porém, não divulgou em qual.

Para Weintraub, cobrar mensalidade nas universidades federais, não fará a diferença no momento.

“Eu não vou atacar agora a questão de cobrar a mensalidade de quem tem condição, porque não vai resultar em nada. Eu tenho que ir atrás de outros ganhos mais importantes”, salientou.

“Eu tenho que ir atrás de onde está a zebra mais gorda: a federal, onde está o professor com dedicação exclusiva e dá só 8 horas de aula por semana e ganha de R$ 15 mil a R$ 20 mil por mês”, afirmou.

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