Economia

Petrobras eleva preço da gasolina, diesel e gás de cozinha

Foto: Reuters

A Petrobras vai reajustar de uma só vez os preços da gasolina, diesel e do gás de botijão (GLP) a partir de amanhã para as distribuidoras.

No caso da gasolina, o preço médio por litro sobe 6,32%, de R$ 2,53 para R$ 2,69. Assim, acumula desde janeiro um aumento de cerca de 46%.

No diesel, o avanço foi 3,69%, de R$ 2,71 para R$ 2,81 em média por litro. Desde janeiro, a alta acumulada é de 39%.

É o primeiro movimento de avanço nos preços da gasolina e do diesel desde que Joaquim Silva e Luna tomou posse como presidente da Petrobras no dia 19 de abril. Ele assumiu no lugar de Roberto Castello Branco, que foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro justamente por desentendimento após reajustar os preços em meio a rumores de greve dos caminhoneiros.

No GLP, para as distribuidoras, o valor passará a ser de R$ 3,60 por quilo, refletindo um aumento médio de R$ 0,2. É uma alta de 5,8%. No ano, segundo fontes do setor, o preço do gás de botijão acumula alta de 38%.

Segundo uma fonte do setor, os aumentos refletem o avanço do preço do petróleo no mercado internacional, estoques baixos no Golfo do México e alta no consumo na Ásia por conta do reaquecimento da economia.

Em nota, a estatal disse que “busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. Os preços praticados pela Petrobras seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

Impacto na inflação

Segundo Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimento, mesmo após essa alta na gasolina, ainda existe espaço potencial de nova elevação de até 14% por parte da Petrobras no curto prazo:

– O acréscimo feito pela Petrobras segue em linha com nossas estimativas, pois sempre informamos que as altas para mitigar a defasagem poderiam ser feito de forma fracionada.

Étore Sanchez, também da Ativa, acredita que o reajuste na refinaria afetaria as bombas apenas no terceiro decêndio de julho, com impacto proporcional no IPCA de julho e integral em agosto

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Gasolina 7,00. Óleo de cozinha 10,00. Gás de cozinha 130,00. Kg de carne 50,00! E o gado mugindo e culpando todo mundo. É a esquerda, é governadores, é a China, é a Rússia, é a França! É o PT! É Lula. 2 anos e 6 meses de governo, o mundo recuperando a passos largos e o Brasil afundando. Aí vai aparecer um acorda brasil, um antenado, um direita honesta, e o pior de todos um tal de Caligula, só para conversarem merda e ainda tem uns metidos a corretos e donos da verdade. É o Brasil de hoje e espelho de Bolsonaro! Falsos moralistas e falsos cristãos!

  2. A população brasileira assiste sentada e aceita essa situação – vamos a greve geral de abastecimento – deixar de abastecer.
    Isto é uma vergonha – saudades de LULA
    ele vai voltar c tdo gás

    1. Dia 25/07, greve dos caminhoneiros.
      Trabalhadores em geral devem parar e apoiar o movimento.

  3. Mas o minto não tinha dito do o ex-presidente da Petrobras por causa dos aumentos? Mais uma mentira desse crápula que ocupa o Palácio do Planalto. Pior presidente da história do Brasil.

  4. A culpa desse aumento todo eh de Lulaladrao, De Fátima e de Pedro Álvares Cabral… O MINTOmaníaco das rachadinhas não tem culpa nenhuma talkei… kkkk

    1. O tal do esquerdista é assim: defende o monopólio estatal em lugar do livre mercado. Aí quando a empresa monopolista faz o preço que bem entende vem culpar os outros. É pior que praga de gafanhoto, gafanhoto destrói tudo, mas não vota.

    2. Dorminhoco Brasil, a quem interessa esses aumentos equiparando aos valores internacionais, se não for ao capital e a investidores? Tudo era culpa do PT, virou dos governadores, mas na verdade só esse ano quase 50% de aumento! Venderam refinaria da Bahia a preço de banana, qual o investimento feito com lucros exorbitantes na Petrobras em refinaria? Vocês é quem adoram culpar a tudo e a todos, e não aceitam que esse Brasil está entregue na mão de Guedes que só pensa nos interesses de mercado e no capital financeiro, e nesse presidente miliciano ladrão! Única coisa que avança e muito é o ministro da infraestrutura Tarcísio de Freitas e de certa forma Teresa Cristina na agricultura, mas é preciso rever a questão ambiental! O resto é só desgraça! Inflação nas alturas e Bozo no colo do centrão para se manter no poder!

    3. Tomaz, faltou sal no seu capim? Só pode…
      Faladeiro de MEDA dobaralho

  5. Os preços vão cai a partir de agosto,só não caiu antes devido a pandemia e os ajustes na Petrobrás pelo novo presidente.
    Tbm falta contrapartida dos governos Estaduais.

    1. Deixa de falar besteira, gado bovino dominado.

    2. Kkkkkkkkkkkk. Rindo muito de quem sempre tem uma justificativa pra idolatrar o político de estimação…

    3. Os preços não sei se caem mas Bozo já está em queda livre faz tempo. Não vai nem pro segundo turno. Titia entende de cunhão roxo mas em matéria de política e economia é analfabeta de pai (vários possíveis) e mãe, ex funcionária de Maria Boa.

    4. Ainda tem muitos como vc, abestalhado, que tá achando tudo normal. Não enxerga ou não quer enxergar o que está acontecendo.

  6. Esse governo é um desastre. Gasolina a 6,29 e ainda vai aumentar, inflaçao quase 10% no acumulado de 12 meses, inflaçao real na sesta basica. Acho que desde o governo Collor, esse é o pior governo e ainda faz reformas que so piora a situação do mais pobre. Ao final desse governo o proximo estará lascado pq vai pegar uma bomba…

  7. Desde janeiro um aumento de cerca de 46%…
    Alguém aqui coloca se teve um aumento desse no salário de Janeiro pra cá…só pra gente saber mesmo…
    O omi é bom…o omi é especular…
    46% de aumento…..pahhhhh

    1. Isso só irá ter um fim, no dia que a população souber a força que tem….
      Já pensou se 80% da população simplesmente parassem os carros e fizessem greve…

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Saúde

Estudo realizado na Indonésia eleva para 94% a eficácia da CoronaVac

FOTO: SERGEY DOLZHENKO/EFE/EPA – 20.04.2021

Um estudo realizado na Indonésia e apresentado nesta quarta-feira (12) aumentou para 94% a eficácia da CoronaVac, a vacina contra a covid-19 da empresa farmacêutica chinesa Sinovac.

Esta é uma eficácia mais elevada do que a demonstrada por estudos anteriores, inclusive a do realizado no Brasil que a colocou pouco acima de 50%, o limite mínimo exigido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os autores do estudo, patrocinado pelo Ministério da Saúde da Indonésia, estudaram 25.374 trabalhadores de saúde entre janeiro e março em Jacarta, após terem recebido a segunda dose de 21 a 28 dias após a primeira dose.

Além de ser 94% eficaz contra a covid-19, a vacina foi também 96% eficaz na prevenção da hospitalização e 98% eficaz na prevenção de mortes.

Anteriormente, um estudo indonésio tinha registrado uma eficácia de 65,3%, enquanto outro na Turquia a tinha colocado em 91,25%. No Brasil, a eficácia geral divulgada no último mês de janeiro pelo Instituto Butantan foi de 50,4%.

A vacina desenvolvida pela Sinovac utiliza o vírus inativo SARS-CoV-2 e deve ser administrada em duas doses, podendo ser mantida em geladeiras normais a temperaturas de entre 2°C e 8°C, facilitando seu armazenamento e sua distribuição.

A Indonésia, com um vasto território de mais de 17 mil ilhas (das quais 6.000 são habitadas), iniciou sua campanha de vacinação com a CoronaVac em 13 de janeiro e pretende inocular dois terços da sua população, 181,5 milhões de pessoas, até março de 2022.

Até agora, 13,6 milhões de pessoas já receberam a primeira dose, das quais mais de 8,9 milhões também receberam a segunda.

O país, que acumula mais de 1,72 milhão de infecções e 47 mil mortes devido à pandemia, assinou acordos com a Sinovac, a Pfizer e a AstraZeneca para receber quase 330 milhões de doses contra a covid-19.

R7, com Reuters

Opinião dos leitores

  1. Na China ninguém toma essa vacina . Está parecido com as pesquisas para Presidentr em 2022. Acredite quem quiser .

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Economia

Petrobras eleva preço do diesel em 4% e da gasolina em 5% nas refinarias a partir de terça-feira

Foto: Reuters

A Petrobras informou nesta segunda-feira que elevará em 4% o preço médio do diesel em suas refinarias e em 5% o da gasolina a partir desta terça-feira, em meio a uma alta do petróleo nas últimas semanas e uma desvalorização do real frente ao dólar nos últimos dias.

A nova alta no preço dos combustíveis foi a segunda anunciada em duas semanas. No dia 15 deste mês, a Petrobras anunciou que o preço do diesel seria reajustado em 4%, e o da gasolina em 3% a partir do dia seguinte.

Com a alta de 4%, o preço médio do diesel, o combustível mais vendido do Brasil, passará a ser de R$ 2,02 por litro. No acumulado do ano, a redução do valor é de 13,2%, segundo informou a Petrobras.

Já o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,84 por litro, acumulando no ano redução de 4,1%.

Apesar da alta das cotações dos combustíveis da Petrobras na terça-feira, especialistas apontam a permanência de uma defasagem ante a paridade de importação.

— Faz cerca de três semanas que a Petrobras trabalha com defasagem de mais de 10 centavos em relação ao mercado internacional e segue bem próxima a esse nível mesmo com o ajuste de hoje — afirmou à Reuters o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva.

— O ajuste atual foi menos da metade do necessário para termos paridade de importação”, acrescentou Silva, comentando que tem havido atrasos nos repasses da alta do petróleo para os combustíveis da Petrobras.

O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, também ressaltou a defasagem nos preços ante ao mercado externo e frisou que “as importações por agentes privados continuam inviabilizadas”.

A Petrobras defende que seus preços seguem a chamada paridade de importação, impactada por fatores como as cotações internacionais do petróleo e o câmbio.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O preço da gasolina tá variado de acordo com o valor do dólar e do brent. A Petrobras vende uma gasolina de maior valor agregado, lucrando mais nessas altas. No mais, toda petroleira no mundo tá cheio de contrato amarrado em dólar mesmo. Agora, bom é fazer demagogia, vendendo gasolina com prejuízo a 'três reais', para quebrar a empresa e os acionistas, inclusive quem pegou todo o seu FGTS para comprar suas ações. Gasolina eu queria é encher o tanque com um centavo, como foi na Venezuela… literalmente… e deu no que deu.

  2. SEI NÃO, MAIS QUEM MANDA NESSE AUMENTO DE PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS? PRESIDENTE BOLSONARO SOMOS PRODUTORES, DÊ UM BASTA NESSA ORGANIZAÇÃO SEBOSA E COMUNISTA QUE QUER ESTRAGAR O SEU GOVERNO.

    1. Saudade de gasolina menos de três reais, a Petrobras faz feliz seus acionistas e infeliz o brasileiro, que política de preço é essa? Saudades dobPT

    2. Analfabeto, seu líder ladrao do maior roubo da história da humanidade Lula, esse verme deveria estar preso , ou melhor você mamador dos cofres públicos, se mude para o paraíso Venezuela ou Cuba ?? ?

    3. O aumento de preços independe do PT ou de Bolsonaro. O roubo da Petrobras foi obra do PT juntamente com os políticos que hoje estão do lado de Bolsonaro. E o PT e Bolsonaro e seus cúmplices comuns vão muito bem.

    4. Já esqueceu que foi a facção PT quem destruiu a Petrobrás? Tá com saudade das roubalheiras? ACABOU!!!
      #PTNuncaMais

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Saúde

Caso de peste bubônica faz China elevar estado de alerta no norte do país

Foto: Getty Images via BBC

Autoridades na China aumentaram medidas de segurança sanitária depois que uma cidade na Mongólia Interior (região autônoma do país) confirmou um caso de peste bubônica.

De acordo com relatos de autoridades estatais, o paciente, um camponês da cidade de Bayannur, está em quarentena e em condição estável.

Autoridades decretaram nível três de alerta — que proíbe a caça e consumo de animais que poderiam estar com a praga e pede que as pessoas reportem casos suspeitos às autoridades.

A peste bubônica, uma das doenças mais temidas no passado, causada por uma infecção bacterial, ainda é letal, mas hoje é tratada com antibióticos comuns.

O novo caso foi reportado no sábado. Ainda não está claro como o paciente poderia ter se infectado.

Fatal, mas tratável

Casos de peste bubônica ocorrem de tempos em tempos pelo mundo.

Em Madagascar, houve um surto com 300 casos em 2017.

Em maio do ano passado, duas pessoas na Mongólia morreram da peste, que foi contraída após a ingestão de carne crua de marmota.

Uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Ulan Bator, capital da Mongólia, disse à BBC que a carne crua de marmota e os rins do animal são usados como remédio popular no país.

A marmota é portadora da bactéria da praga e está associada aos casos da praga no país. A caça da marmota é ilegal.

A peste bubônica é caracterizada por inchaço dos gânglios linfáticos. É difícil de se identificar a doença com muita antecedência porque os sintomas — geralmente parecidos com a gripe — costumam aparecer entre três e sete dias depois da infecção.

Mas é improvável que a peste bubônica — que foi chamada de peste negra — leve a uma nova epidemia.

“Ao contrário do século 14, nós agora temos uma compreensão de como essa doença é transmitida”, disse Shanti Kappagoda, médico da clínica Stanford Health Care, ao site Healthline.

“Nós sabemos como prevenir. Também sabemos como tratar pacientes que são infectados com antibióticos eficientes.”

No século 14, a peste negra matou cerca de 50 milhões de pessoas na África, Ásia e Europa.

O último grande surto em Londres ocorreu em 1665, dizimando cerca de um quinto da população da cidade. No século 19 houve outro surto na China e na Índia que matou mais de 12 milhões de pessoas.

G1

 

Opinião dos leitores

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Saúde

Organização Mundial da Saúde (OMS) eleva risco da epidemia de coronavírus no mundo para ‘muito alto’

Foto: Sergei Grits/AP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para “muito alto”, o maior possível, o risco mundial da epidemia de Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira (28), a agência de Saúde da ONU disse que há, além de China, casos registrados da doença em outros 49 países.

“Nossos epidemiologistas têm monitorado o avanço da doença constantemente”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva. “Agora aumentamos nossa avaliação do risco de propagação e do risco de impacto do Covid-19 para ‘muito alto’ em um nível global.”

“Pandemia é um termo coloquial, nós queremos ir além de termos coloquiais. Sim, nós estamos no nível mais alto de alerta, no nível mais alto de avaliação de risco”, afirmou Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS.

Segundo avaliação da entidade, os casos em cada país são vinculados a pequenos grupos. Ghebreyesus disse que a agência de saúde da ONU não vê evidências de que o vírus esteja se espalhando livremente. Segundo a OMS, dos novos casos identificados em todo o mundo, 24 foram exportados da Itália e 97 do Irã.

Contenção x mitigação

Na avaliação da OMS, o vírus ainda está na fase de contenção – em que a transmissão pode ser interrompida. A fase seguinte a essa, a de mitigação, é quando fica entendido que não é mais possível evitar a disseminação dele.

“O aumento contínuo do número de casos de Covid-19, e o número de países afetados nos últimos dias são motivo de preocupação”, disse Ghebreyesus. “Nós ainda podemos conter a dispersão do vírus se tomarmos ações robustas e detectar rapidamente o surgimento de novos casos.”

“Ambas [as estratégias] são necessárias”, avaliou Michael Ryan. “Aceitar que a mitigação é a única opção é aceitar que o vírus não pode ser parado – e nós vimos na China que ele pode ser freado significativamente”.

Conforme o balanço mais recente da OMS, a China confirmou 329 casos nas últimas 24 horas. Esse é o menor número de novos casos diários em um mês. Com esses, o país tem, até o momento, 78.959 casos reportados à agência e 2.791 mortes.

Bem Estar – Globo

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Economia

Banco Central eleva estimativa para crescimento do PIB em 2019 e 2020 de 1,8% para 2,2%

Foto: Agência Brasil/EBC

O Banco Central (BC) aumentou a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A informação foi divulgada nesta quinta-feira19) no Relatório de Inflação, feito trimestralmente.

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 2019 passou de 0,9%, previsto em setembro, para 1,2%. Para 2020, a projeção para o crescimento do PIB foi revisada de 1,8% para 2,2%.

2019

Segundo o BC, o ajuste na projeção “repercute os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o terceiro trimestre do ano, a revisão da série histórica do PIB e o conjunto de informações setoriais disponíveis para o trimestre em curso”.

Para o crescimento do quarto trimestre deste ano, o BC destacou o impulso decorrente das liberações extraordinárias de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

No âmbito da oferta, a previsão para a variação anual da agropecuária passou de 1,8% para 2%, “refletindo revisão das contas trimestrais e aumento da previsão de abates, em cenário de forte elevação dos preços de carnes”.

Segundo o BC, a projeção para o desempenho da atividade industrial passou de 0,1% para 0,7%, em decorrência dos aumentos nas estimativas para indústria extrativa (de -1,6% para -0,4%), indústria de transformação (de -0,2% para 0,2%) e, principalmente, construção civil (de 0,1% para 2,1%), setor que apresentou crescimento significativo ao longo dos últimos dois trimestres, revertendo tendência observada ao longo dos últimos anos.

A projeção de expansão da atividade do setor de serviços em 2019 foi ligeiramente revisada (de 1% para 1,1%), com destaque para elevações nas projeções para comércio (de 1,2% para 2%) e serviços de informação (de 2,5% para 3,5%). Em sentido oposto, as estimativas para outros serviços e administração, saúde e educação públicas foram reduzidas para 1,2% e -0,2%, na ordem, ante projeções anteriores de 1,6% e 0,1%.

A estimativa de crescimento para o consumo das famílias foi revista de 1,6% para 2%, enquanto para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF), de 2,6% para 3,3%. A estimativa para o consumo do governo foi revisada de -0,3% para -0,6%.

Para a exportação e importação de bens e serviços, as estimativas ficaram em -3% e 1,7%, em 2019, respectivamente, ante projeções anteriores de -0,5% e 1,9%.

2020

Para o BC, o maior impulso da economia em 2020 está condicionado ao cenário de continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira.

Para 2020, as previsões para agropecuária, indústria e serviços foram revistas, respectivamente, para 2,9%, 2,9% e 1,7%, ante 2,6%, 2,2% e 1,4% no Relatório de Inflação anterior, divulgado em setembro. “A elevação na previsão da atividade no setor primário repercute os primeiros prognósticos para a safra de 20203 e as boas perspectivas para a pecuária. Na indústria e em serviços, a elevação nas previsões foi bastante disseminada entre atividades, repercutindo melhores perspectivas para os diversos setores da economia”, diz o BC.

O BC estima expansão de 2,3% para o consumo das famílias e de 4,1% para a FBCF, ante 2,2% e 2,9%, respectivamente, na previsão anterior. “Parte da alta na previsão para a FBCF está associada a prognóstico mais favorável para a construção civil”, destaca.

A projeção para o consumo do governo foi alterada de 0,5% para 0,3%. A estimativa para o crescimento das exportações foi revista de 1,7% para 2,5%, enquanto a projeção para as importações passou de 1,6% para 3,8%. “O aumento na previsão para as exportações está associado, entre outros fatores, a elevações nas estimativas de crescimento da produção agropecuária e extrativa mineral, setores voltados ao mercado externo. O aumento na projeção para as importações reflete as perspectivas favoráveis para a indústria de transformação e para a FBCF, com consequente aumento da demanda por insumos, máquinas e equipamentos, bem como o aumento na projeção para o consumo das famílias”, conclui o BC.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. 1,2% é um crescimento menor q nos 2 anos de governo Temer! Fracasso grande do governo Bolsonaro!

    1. O mais importante tolinho desinformado, não é o valor previsto, é o crescimento, isso implica que deixamos a estagnação, agora é so crescimento, e é o constatado pelo mercado, inclusive o risco Brasil baixou, logo se tornou pais confiável.

    2. Dilma:2014 -> 0,5%, 2015 -> – 3,5%, 2016 -> -3,5%
      Temer: 2017 -> 1% – > 1%.

      O Governo Bolsonaro está no caminho certo!

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Economia

Petrobras eleva em 4% preço da gasolina nas refinarias

 Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A Petrobras elevou o preço da gasolina nas refinarias em cerca de 4% nesta quarta-feira (27), na segunda alta em pouco mais de uma semana, em meio à valorização do dólar em relação ao real.

Com a alta, o combustível atingiu cerca de R$ 1,91 por litro, segundo informou a petroleira estatal em seu site. O diesel, em contrapartida, foi mantido estável.

O repasse de ajustes de valores nas refinarias aos consumidores finais nos postos depende de diversos fatores, como margens de revendedoras e distribuidoras, misturas de biocombustíveis e impostos.

O último reajuste tinha sido feito no dia 19, quando o preço da gasolina foi elevado em 2,8%, após mais de 50 dias sem alterações no preço.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,63%, a R$ 4,2394, renovando máxima nominal. Com a disparada dos últimos dias, a moeda dos EUA acumula alta de 5,73% ante o real na parcial do mês. No ano, o avanço é de 9,43% frente ao real.

Preços nos postos

Segundo a última pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos no país na semana terminada no dia 23 de novembro ficou em R$ 4,413, alta de 0,14% frente à semana anterior (R$ 4,407).

Já o preço do diesel ficou praticamente estável, em R$ 3,710 na média, ante R$ 3,715 na semana anterior.

No acumulado no ano, a gasolina acumula avanço de 1,59% e, o diesel, alta de 7,5%, segundo a ANP.

G1

Opinião dos leitores

    1. Pergunta ao STF que soltou Lula e que este gera instabilidade com seus discursos fascistas e violentos. Quem vai investir num país em que um Lula pede aos fascistas vermelhos pra tocar fogo em quem gera emprego?

    2. Agradeça ao ladrão corrupto e cachaceiro que fica estimulando o caos e a desordem pública como método de oposição.

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Finanças

Portaria eleva limite de compras de US$ 300 para US$ 500 por pessoa para quem cruza fronteira do Brasil por terra

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O limite de compras isentas de impostos para quem cruza a fronteira do Brasil por via terrestre ou por rio subirá de US$ 300 para US$ 500 por pessoa, a partir de 1º de janeiro de 2020. A portaria nº 601 – publicada na edição desta quinta-feira (14) do Diário Oficial da União – aumenta o limite.

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro já havia informado que ampliaria o limite, o que deve beneficiar quem cruza a fronteira do Brasil com o Paraguai, por exemplo.

O governo também vai ampliar, a partir do próximo ano, o limite para compras em free shops, que vai passar dos atuais US$ 500 para US$ 1.000.

Os free shops ou duty free shops são lojas localizadas em salas de embarque e desembarque de aeroportos brasileiros onde os produtos são vendidos sem encargos e tributos.

Além desse limite para os free shops, há também o limite para compras no exterior, que é US$ 500. Assim, quem viaja ao exterior de avião poderá somar os limites, que totalizam US$ 1.500.

Os valores acima das cotas de isenção podem ser tributados pela Receita Federal.

Agência Brasil

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Economia

Governo eleva previsão de crescimento do PIB de 2019 para 0,9%; expectativa para a inflação do ano cai de 3,62% para 3,26%

Foto: Arquivo

O Ministério da Economia elevou sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2019. Segundo o governo, o PIB deve avançar 0,9% este ano.

Na avaliação anterior, divulgada em setembro, a expectativa era de um crescimento de 0,85%. O dado foi divulgado nesta quinta-feira e consta no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica da pasta, o último do ano.

Em seu boletim de outubro, o Fundo Monetário Internacional ( FMI ) melhorou a projeção do PIB brasileiro para 0,9% este ano, mas previu uma expansão menor em 2020.

Esta é a segunda vez que o ministério da Economia eleva a previsão de crescimento do PIB, depois de quatro cortes consecutivos nas estimativas. O orçamento de 2019 foi elaborado sob a previsão de que a economia cresceria 2,5% este ano.

Em março, o número caiu para 2,2%, em maio para 1,6%, em julho, para 0,81%, até que, em setembro, o governo elevou a projeção para 0,85%.

As projeções são semelhantes às do Boletim Focus, do Banco Central, que semanalmente ouve economistas para avaliar as expectativas do mercado financeiro para o cenário econômico brasileiro. De acordo com o último relatório, divulgado na segunda-feira, o PIB do ano deve crescer 0,92%.

Na terça-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central BC apontou crescimento do PIB no terceiro trimestre , indicando que deve haver aceleração nos próximos meses.

A expectativa do governo para o PIB de 2020 também avançou. Há dois meses, o crescimento esperado estava em 2,17%. Agora, a projeção é de 2,32%.

Expansão do crédito e criação de empregos

Na avaliação do Ministério da Economia, a melhoria das projeções se deve, entre outros fatores, à expansão do crédito e ao aumento da criação de empregos formais , bem como à trajetória de redução dos juros da economia.

Ainda segundo a pasta, os sinais de recuperação têm conexão direta com a percepção de continuidade do ajuste das contas públicas pelo mercado.

O destaque foi para os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou a criação de mais de 157 mil vagas formais em setembro. Na seara do crédito, o governo deu ênfase ao crescimento do crédito livre, isto é, das linhas em que as condições são negociadas entre as partes, e não obedecem à nenhuma diretriz do governo.

Também em setembro, o saldo das operações de crédito no país cresceu 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Decompondo o número, o saldo das operações no crédito livre avançou 13,1%, enquanto o crédito direcionado pelo governo recuou 2,4%.

Liberação de recursos do FGTS

Segundo o subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, o aquecimento do setor de construção civil, sobretudo no estado de São Paulo, e o salto do setor de serviços, diretamente impactado pela liberação dos recursos do FGTS , têm peso importante na melhoria das projeções.

– Isso indica que expectativa das pessoas, ao demandarem pela compra de imóveis, é de não perder emprego. E o setor de serviços vem crescendo substancialmente tanto pelo impacto do FGTS quanto pela redução da inflação. A inflação baixa também vem estimulando o comércio varejista, principalmente o setor de supermercados – disse.

De acordo com o secretário de Política Econômica da pasta, Adolfo Sachsida, embora a retomada do crescimento econômico possa parecer lenta diante da redução dos investimentos públicos, ela é mais dinâmica na seara privada – o que permite, segundo ele, um crescimento econômico sustentável, e não um “voo de galinha”.

– O mix de crescimento foi alterado. Hoje, é o setor privado que puxa o crescimento. Você abandonou um sistema onde o governo escolhia setores, escolhia os campeões, e puxava o crescimento. O crescimento agora vai para onde ele é mais eficiente. Em outras palavras isso é crescimento de longo prazo, não é voo de galinha.

Cálculos do governo mostram que, no segundo trimestre deste ano, a demanda do setor privado teve mais peso no PIB do que a demanda do setor público. Sob a ótica do crescimento interanual, o PIB privado cresceu 1,69%, e o público recuou 1,56%.

Sachsida minimizou, no entanto, o resultado abaixo do esperado no leilão da cessão onerosa, ocorrido nesta quarta-feira, ao ser questionado sobre a expectativa do mercado privado, sobretudo o internacional, em relação à economia brasileira.

– Há indício claro de confiança do setor privado (no Brasil). Antes de dizer que é o setor privado que não quer vir (para o país), tem que olhar se o desenho do leilão foi adequado – disse.

Inflação revisada

Ainda de acordo com as previsões do governo, a inflação será menor em 2019. A projeção, que estava em 3,62%, agora é de 3,26%, principalmente por conta da descompressão dos preços dos alimentos.

O número permanece dentro do intervalo de tolerância para a inflação, entre 2,75% e 5,75%, mas fica abaixo da meta central fixada pelo governo para 2019, que é de 4,25%.

O Globo

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Economia

Aéreas dizem que ‘indústria da judicialização’ eleva o preço das passagens no Brasil

Foto: Edilson Dantas/O Globo

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou nesta terça-feira (29) que a grande judicialização no mercado aéreo brasileiro aumenta o preço das passagens aéreas.

“Esse custo da judicialização está sendo pago por quem? Entra no custo da operação que consequentemente se reflete na tarifa paga por todos”, afirmou durante o Fórum de Líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA).

Segundo Kakinoff existe uma indústria de judicialização no Brasil que procura o cliente para que ele entre na Justiça, e procura até mesmo o cliente que não tinha a intenção de abrir um processo.

O presidente da Latam, Jerome Cadier, afirmou que a companhia gasta de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões por ano em ações judiciais.

“A Latam tem uma média de 5 mil ações por mês, que custam cerca de R$ 5 mil cada. No final estamos falando de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões ao longo do ano só por casos pontuais na Justiça. Já é material, já entra na tarifa. Sem dúvida já é uma parte importante da tarifa”, afirmou Cadier.

No ano passado a empresa transportou 34,1 milhões de passageiros.

De acordo com Cadier, 50% da operação da Latam parte do Brasil ou chega ao Brasil, mas 99% dos custos da empresa com ações judiciais são no país.

O presidente da GOL destacou que no mercado europeu e americano não existe, por exemplo, dano moral por voo cancelado por causa de problemas climáticos. Segundo ele, nenhuma empresa aérea atrasa voo por interesse.

“Não existe nenhum benefício econômico, pelo contrário, existe prejuízo”, disse.

Capital estrangeiro

Sobre a abertura do mercado aéreo para empresas de capital estrangeiro, em vigor desde o final do ano passado, o presidente da Latam afirmou que novas empresas virão para o Brasil se tiverem estabilidade regulatória e retorno para o capital investido.

“Eventualmente virá [empresa de capital estrangeiro], mas virá na medida de ter estabilidade e ter condições de dar retorno a esse capital. É questão de tempo e estabilidade regulatória”, disse Cadier durante apresentação.

Desde que a abertura de capital estrangeiro para empresas áreas foi autorizada apenas o grupo espanhol Globalia pediu autorização para operar voos regulares dentro do Brasil.

Recentemente o secretário de Aviação, Ronei Glanzmann, afirmou que espera que o grupo comece a operar voos domésticos em 2020.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Esse fdp da gol não fala que essas judicializações sã decorrentes da falta de respeito das serras pelos consumidores dos seus serviços, pois essas empresas aéreas pensam que estão acima de tudo e de todos. Falo isso com propriedade, pois sofri na pele essa falta de respeito s alguns meses atrás, tentei todo tipo de acordo com a aérea, mas eles me ignoraram, então o melhor remédio foi colocá-los no pai, ou seja, procurei meus direitos e vou conseguir êxito.

  2. Desculpa esfarrapada, serviços carissimo e de péssima qualidade, com regras que beneficiam e muito as empresas aéreas, mesmo assim, na hora do vôo cumprem muito pouco da obrigação. Tem q ser penalizada pra cumprir sua parte.

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Diversos

União Europeia eleva lista de sanções contra a Venezuela

Crise na Venezuela tem repercussão internacional e causa aplicação de sanções (Carlos Garcia Rawlins/Reuters/direitos reservados)

O Conselho Europeu da União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira (27) que acrescentou à lista de sanções “sete membros das forças de segurança e dos serviços de informação da Venezuela”. Para dar resposta à “emergência humanitária”, a UE prevê a realização de uma conferência internacional em outubro.

As medidas restritivas, anunciadas em comunicado, “passam pela proibição de viajar e pelo congelamento dos bens”. O Conselho da UE incluiu na lista das sanções pessoas “envolvidas em atos de tortura e outras violações graves dos direitos humanos”, das quais quatro estão associadas à morte do capitão da marinha Rafael Acosta Arévalo.

Esta decisão da União Europeia faz “subir para 25 o número total de pessoas objeto de sanções face à situação na Venezuela”, e dá “prosseguimento direto à declaração emitida pela Alta Representante, em nome da UE”, em julho.

Tortura

A Alta Representante da UE para a Política Externa, Frederica Mogherini, anunciou em julho, que os estados-membros estavam prontos para começar a trabalhar no sentido de aplicar medidas específicas aos membros das forças de segurança envolvidos em atos de tortura e outras violações graves dos Direitos Humanos na Venezuela.

O relatório da Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, é confirmado nessa declaração e sublinha a “dimensão e a gravidade das violações dos direitos humanos, a erosão do estado de direito e o desmantelamento das instituições democráticas na Venezuela” e ainda a “trágica morte do capitão Acosta Arévalo”, que se encontrava sob custódia pelas forças de segurança venezuelanas.

“Dada a gravidade da situação exposta no relatório da comissária, a UE está pronta para iniciar a preparação de medidas específicas e aplicar aos elementos das forças de segurança [da Venezuela] implicados em práticas de tortura e outras violações graves dos Direitos Humanos”, disse a declaração da representante da UE.

Agência Brasil

 

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