Seis pessoas foram assassinadas em dois triplo homicídios registrados na tarde desse domingo (6) no Rio Grande do Norte. O primeiro aconteceu no bairro Dix-Sept Rosado, na Zona Oeste de Natal. O segundo foi no bairro Belo Horizonte, em Mossoró, na região Oeste do estado. Nos dois casos, ninguém foi preso. Uma mulher e um adolescente estão entre as vítimas. Detalhes dos crimes em reportagem na íntegra do portal G1-RN clicando aqui
FOTOS – (SURRA): Lutadora do UFC reage a assalto no Rio e domina ladrão com socos, chute e mata-leão
Polyana e o ladrão dominado por ela Foto: Reprodução/Instagram(Dana White)
A lutadora brasileira Polyana Viana, do UFC, reagiu a um assalto na noite do último sábado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e dominou o ladrão que tentava roubar o seu celular.
Segundo reportagem do site “MMAjunkie”, Polyana, de 27 anos, estava esperando um Uber na porta do condomínio em que mora quando foi abordada pelo bandido.
“Quando ele viu que eu tinha percebido a presença dele, ele estava bem perto de mim. Ele me perguntou as horas. Eu disse, mas vi que ele não foi embora. Então pus o celular na minha cintura. Aí me me disse: ‘Me passa o celular. Não tente reagir, estou armado’. Ele pôs a mão sobre o parecia ser uma arma, mas percebi que estava maleável. Ele estava bem perto de mim. Foi quando pensei: se é uma arma, ele não terá tempo de sacá-la. E dei dois socos e um chute. Ele caiu e o detive com um mata-leão”, explicou a lutadora.
O ladrão foi mantido dominado com uma chave de braço até a chegada a polícia. A “arma” usada na tentativa de assalto era feita de papelão.
Ladrão dominado por Polyana em Jacarepaguá Foto: Reprodução/MMAjunkie
A arma usada na tentativa de assalto era de papelão Foto: Reprodução
A última luta da brasileira pelo UFC aconteceu em em 4 de agosto, em Los Angeles. Na oportunidade, ela foi derrotada pela americana JJ Aldrich. Polyana, apelidade de Dama de Ferro, tem um cartel de 10 vitórias e duas derrotas no MMA. No UFC, a atleta tem uma vitória e uma derrota.
Polyana Viana Foto: Reprodução/Instagram(polyanaviana)
Extra- O Globo
Opinião dos leitores
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Que bela mulher! Linda!
Se eu fosse namorado ou marido dela, pianinho, pianinho seria o slogan rs-
Eu que não queria namorar com uma dessa, qualquer coisa, ela parte logo pra ignorância. Nén, arri égua macho véi!
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Bandidos quebram parede e arrombam caixa de banco dentro de farmácia em Nova Parnamirim
Bandidos não conseguiram levar o dinheiro após abrirem um buraco na parede, invadirem uma farmácia e usarem um maçarico para arrombar um caixa de banco em Nova Parnamirim, em Parnamirim, na Grande Natal durante a madrugada desta segunda-feira (7). De acordo com a Polícia Militar, o estabelecimento fica localizado na Avenida Maria Lacerda Montenegro.
Segundo a PM, apesar do estrago no terminal em meio a tentativa frustrada, o maçarico e um cilindro foram deixados dentro da farmácia. Ainda segundo os policiais militares, esta foi a segunda tentativa, em menos de suas semanas, que os criminosos tentaram saquear o dinheiro deste mesmo terminal.
Opinião dos leitores
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Duas tentativas de roubo não torna o bandido cliente do banco?
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E logo irão cobrar alguma taxa dele.
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Contratos serão desfeitos e expostos, diz Bolsonaro
Na manhã desta segunda-feira, 7, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as “caixas-pretas” de diversos órgãos do governo estão sendo “levantadas e serão divulgadas”. Pelo Twitter, Bolsonaro escreveu: “Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos”.
Com poucos dias de governo, não só a caixa preta do BNDES, mas de outros órgãos estão sendo levantados e serão divulgados. Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de R$ 44 milhões para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela Ministra Damares e outros.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 7 de janeiro de 2019
BR18
Opinião dos leitores
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E o Queiroz???
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Me responda com letras garrafas.
O que o presidente jair Messias Bolsonaro, tem haver com a conta bancária do ex assessor do filho dele?? Responda!! Mas bote a cabecinha pra pensar antes de escrever besteira tá?? Vai!! Escreva, denuncie e prove, é um direito seu.
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OS ROUBOS DOS PTISTAS VÃO SER EXPOSTOS E POR ISSO FICAM CRITICANDO….VÃO TRABALHAR! ACEITA QUE DOÍ MENOS…… KKKKKKKKKK
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O CARA QUER MORALIZAR O SERVIÇO PÚBLICO, AÍ ESSES PTISTAS JÁ FICAM CRITICANDO….VÃO TRABALHAR!
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Onde esse desequilibrado acha que vai chegar governando pelo Twitter e wattszap? Quero que apresente medidas de combate ao desemprego, a violência, pobreza, desigualdades, etc. Deixe os órgãos de fiscalização trabalharem e não colocar isso como um pano para encobrir sua incompetência e irresponsabilidade.
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Vai tornar público os roubos do partido que virou bando, sob o comando do seu bandido de estimação!
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Chora, neném! kkkkkkkk
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Medidas contra a violência? Lei do abate já tá de bom tamanho. Bandido bom é bandido morto. Pare de mi mi mi, vai chorar na cama que é quentinha e macia
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Doindin o homi!
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Bolsonaro diz que caixa-preta de órgãos federais começou a ser aberta
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Horas antes de dar posse nesta segunda-feira (7), em solenidade no Palácio do Planalto, aos dirigentes do Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal, o presidente Jair Bolsonaro disse que a caixa-preta de diversos órgãos começou a ser aberta. Na sua conta pessoal do Twitter, Bolsonaro afirmou que “muitos contratos foram desfeitos e serão expostos”.
Segundo ele, “com poucos dias de governo, não só a caixa-preta do BNDES, mas [também] de outros órgãos”, está sendo levantada e será divulgada. “Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de R$ 44 milhões para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela ministra [de Mulheres, Família e Direitos Humanos] Damares [Alves] e outros”, completou.
O presidente se refere à decisão de Damares Alves de suspender um contrato de R$ 44,9 milhões da Fundação Nacional do Índio (Funai) que incluía a elaboração de mapeamento funcional, criação de banco de dados territoriais e implementação de criptomoeda para populações indígenas, segundo a imprensa.
No final da manhã, tomarão posse no Banco Brasil, Rubem Novaes; no BNDES, Joaquim Levy; e na Caixa, Pedro Guimarães.
O presidente tem hoje despachos com o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), e o deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG).
Agência Brasil
Opinião dos leitores
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Mas pia ali o mordomo de Django Livre.
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Compare a corrupção é ótimo, mas tem de ser para todos, ta na hora de buscar o Queiroz, o Bolsonarinho, o Onix, o general que dá emprego pro filho… Na verdade pobre de nós, só muda as moscas… E desta vez ainda é uma mosca, como diz os franceses idiota, de incompetência comprovada nos últimos 28 anos, e fascista…
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Louco de pedra!
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Tem muito neguin q está com o rabo q não passa um cacho de coco. kkkkkkkkkkkk
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PARABÉNS PRESIDENTE.
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Rogério Marinho é nomeado secretário especial de Previdência e Trabalho
O governo federal formalizou a nomeação do economista e deputado federal Rogério Simonetti Marinho no cargo de secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O deputado federal Marcos Montes também foi confirmado no comando da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As nomeações constam de edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) da sexta-feira, dia 4.
A mesma edição traz outros nomes da Economia, como o do ex-ministro Esteves Colnago, nomeado secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos da pasta. Também há nomeações e exonerações na Casa Civil; Presidência, Agricultura; Mulher, Família e Direitos Humanos; e Desenvolvimento Regional.
Estadão
Opinião dos leitores
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Agora acabou de lascar de uma vez.
palhaçada -
Boa sorte, deputado. O RN perdeu um representante de valor, competente e realmente preocupado com o destino do estado e do seu povo, muito diferente desses corruptos demagogos dessa esquerda preguiçosa e inconsequente.
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NÃO REPRESENTA O RN!!!
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Rejeitado nas Urnas !!!!!!!!!!!!!!!
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Parabéns, amigo. Todo o sucesso na nova missão.
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Parabéns Deputado. Sucesso.
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Rejeitado nas urnas.
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Criminosos atacam estação ambiental, rádio e Câmara dos Vereadores no 6º dia de violência no Ceará
Força Nacional começa a atuar nas ruas de Fortaleza — Foto: Camila Lima/SVM
Criminosos voltaram a cometer ataques no Ceará no 6º dia seguido de uma onda de violência que atinge o estado desde quarta-feira (2). Bandidos incendiaram uma ambulância em Reriutaba, uma loja de móveis em Fortaleza e atacaram uma rádio e a Câmara dos Vereadores da cidade de Icó, na madrugada desta segunda-feira (7). Em todo estado, ocorreram 125 ações criminosas desde o início da onda de violência. A Força Nacional chegou ao estado na sexta-feira e começou a atuar nas ruas na noite de sábado (5).
Em resposta aos crimes, o Governo do Ceará informou que transferiu um dos chefes de uma facção criminosa do Ceará para um presídio federal. Outros 19 detentos também devem ser levados para outras unidades prisionais nos próximos dias. (veja a lista dos ataques abaixo)
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 110 pessoas suspeitas de participação nos crimes foram capturadas, e dois homens morreram em confronto com policiais. Pelo menos 60 prisões ocorreram após a chegada de tropas da Força Nacional ao Ceará.
O Governo Federal ofereceu 60 vagas em presídios federais para receber integrantes de facções criminosas que atuam no estado do Ceará. Atualmente, algumas unidades prisionais do estado têm presos separados de acordo com os grupos criminosos que participam.
Motivação
A Secretaria da Segurança e Defesa Social do Ceará não se pronunciou oficialmente sobre o motivo dos ataques no estado.
A sequência de ataques ocorreu após a fala do novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios, segundo o governo. Desde o início da onda de crimes, agentes penitenciários apreenderam 407 celulares em presídios de onde foram ordenados os crimes. Em uma das ações, os presos fizeram um motim.
O presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, afirmou que os atentados são uma represália a essa fala do novo secretário de Administração Penitenciária.
De acordo com uma fonte do Serviço de Inteligência da Secretaria da Segurança ouvida pelo G1, membros de duas facções rivais fizeram um “pacto de união”, com o objetivo de “concentrar as forças contra o Estado”. Em pixações em prédios públicos de Fortaleza, criminosos escreveram que “não vão parar até o secretário sair”. “Fora Mauro Albuquerque”, diz a mensagem.
Ataques na madrugada
Durante a madrugada desta segunda-feira, a cidade de Icó, no Centro-Sul do Ceará, registrou, pelo menos, três ações criminosas em diferentes pontos. Os bandidos atiraram contra o prédio da Câmara dos Vereadores da cidade e em uma rádio local. Além disso, um outro grupo de suspeitos incendiou um caminhão caçamba que presta serviços para a Enel, empresa distribuidora de energia elétrica no estado.
Em Fortaleza, por volta de 1h, uma oficina mecânica que atende a Enel foi incendiada em Fortaleza. Dois veículos foram destruídos pelas chamas. O fogo foi contido pelo proprietário do local com a ajuda de vizinhos. Já no Bairro Couto Fernandes, também na capital, uma loja de móveis foi queimada por criminosos.
Em Reriutaba, no interior do estado, bandidos queimaram uma ambulância do município. O fogo atingiu todo o veículo, que ficou destruído pelas chamas.
Celulares nos presídios
De acordo com o secretário Mauro Albuquerque, o controle da entrada de celulares será “uma das medidas” adotadas na gestão dele como secretário de Administração Penitenciária, cargo criado no segundo mandato do governador do Ceará, Camilo Santana, em 1º de janeiro deste ano. “É uma das medidas, mas não a única. Investir nos equipamentos que impeçam a entrada de objetos é um trabalho mais importante e que vamos aprimorar aqui”, afirmo Mauro.
“O crime hoje está organizado nacionalmente, para além das divisas. Então não adianta uma unidade possuir o bloqueio [de sinal de celular] e as demais, não. Iniciativas como o Sistema Único de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário são importantes para essa nacionalização das medidas”, disse.
Reforço policial
Desde a quinta-feira, as equipes de segurança do Ceará receberam vários reforços: 300 membros da Força Nacional, 100 policiais militares da Bahia e 50 policiais rodoviárias federais.
As equipes da Força Nacional atuam principalmente em blitze, já que a maior parte dos criminosos usam carros para ir aos locais do crime e em seguida para fugir, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará.
As equipes foram pelo menos 20 blitze simultâneas em “vias estratégicas” de Fortaleza e cidades da Região Metropolitana, que concentram cerca de 80% dos ataques no estado.
Já os policiais baianos que chegaram neste domingo ao Ceará para ajudar no combate ao crime atuam no interior do estado.
G1-CE
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Governo vai estimular parcerias para ampliar a produção de urânio
O governo de Jair Bolsonaro deve promover uma abertura nas áreas de pesquisa e exploração de urânio, atividades que, segundo a Constituição, são monopólio da União.
Uma ideia que tende a ganhar fôlego no novo governo é a realização de parcerias do setor privado com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal agora vinculada ao Ministério de Minas e Energia e encarregada da prospecção, pesquisa e lavra de jazidas de minérios nucleares. Nesse modelo, a União manteria o monopólio, o que evitaria problemas com a Constituição, mas ganharia agilidade para multiplicar áreas de exploração de urânio, mineral do qual o Brasil tem a sétima maior reserva mundial e que serve como insumo para mais de 11% de toda a energia elétrica consumida no mundo em centrais nucleares como Angra 1 e 2.
O sinal para uma maior flexibilização da pesquisa e da exploração do urânio no país partiu do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na semana passada. No discurso de transmissão de cargo, Albuquerque, um especialista no tema nuclear, disse que o novo governo pretende estabelecer um diálogo “objetivo, desarmado e pragmático, com a sociedade e o mercado, sobre essa fonte estratégica na matriz energética brasileira”.
“O Brasil não pode se entregar ao preconceito e à desinformação, desperdiçando duas vantagens competitivas raras que temos no cenário internacional – o domínio da tecnologia e do ciclo do combustível nuclear e a existência de grandes reservas de urânio em nosso território”, acrescentou Albuquerque. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM) interpretou o discurso do ministro como um sinal claro de que o novo governo está disposto a discutir a abertura do setor.
A flexibilização das regras para pesquisa e produção de urânio foi um dos pleitos que entraram na pauta da equipe de transição antes mesmo da posse de Bolsonaro, segundo informou ao Valor um dos participantes da equipe. A expectativa, segundo a fonte, é que o novo ministro venha a tomar posição sobre esse tema, ouvindo o mercado.
As bases para a abertura haviam sido lançadas no fim do governo Temer, quando foi editado o decreto 9.600, de 5 de dezembro de 2018, consolidando princípios da Política Nuclear Brasileira. O decreto, cuja preparação foi conduzida pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), agora chefiado pelo ministro Augusto Heleno, reserva uma parte para tratar da exploração mineral. Fala em fomentar pesquisa e prospecção de minérios nucleares, incentivar a produção nacional desses minérios e seus subprodutos para atender demanda interna e exportações e assegurar o “recurso geológico estratégico” de minério nuclear.
A INB detém o monopólio de pesquisa, produção e beneficiamento de urânio. Mas desde 2015 a produção está parada porque a mina a céu aberto de Cachoeira, em Caetité, na Bahia, a única então em atividade no país, deixou de ser viável economicamente. A empresa partiu para projeto de lavra subterrânea no mesmo local. Por causa de dificuldades no licenciamento, a INB decidiu investir em outra mina a céu aberto, na jazida do Engenho. “A expectativa é que a partir de meados de 2019 tenha início a lavra”, informou a assessoria da INB.
De 2000 a 2015, a produção de concentrado de urânio da INB (3,76 milhões de quilos) atendeu às necessidades de fornecimento de combustível para as usinas nucleares Angra 1 e 2. Mas desde 2015 o Brasil importa urânio para abastecê-las.
Mesmo com a produção anual estimada de 270 toneladas de concentrado, a partir da lavra da Mina do Engenho, a INB não conseguirá suprir a demanda total das usinas. “Mas já permitirá uma economia com a importação da ordem de R$ 50 milhões”, afirmou a INB.
A World Nuclear Association informa em seu site que minas no Cazaquistão, Canadá e Austrália respondem por mais de dois terços da produção mundial de urânio, que em 2017 foi de 59,5 mil toneladas. O Cazaquistão é o maior player, com 39% da produção global. Ainda de acordo com a entidade, mais da metade da minas de urânio do mundo em produção global. Ainda de acordo com a entidade, mais da metade da minas de urânio do mundo em produção pertencem a estatais.
Um ranking da associação mostra que as maiores empresas do setor são a cazaque Kazatomprom, a Cameco (com operação no Canadá e no Cazaquistão) e a francesa Orano. Rio Tinto e BHP Billiton também aparecem entre as grandes.
Segundo fonte da indústria, a parceria com o setor privado surge como possibilidade de expandir a produção de urânio no Brasil, uma vez que hoje a exploração deste mineral é mais difícil pois a tarefa cabe, exclusivamente, à INB. A estatal já fez parceria com a Galvani, grupo que atua na área de fertilizantes, para exploração de uma reserva de de fosfato com urânio associado em Santa Quitéria (CE), mas o acordo não saiu pois depende de licenças e da criação de infraestrutura, com apoio do governo do Ceará. Uma fonte lembrou que toda reserva de urânio precisa passar por dois licenciamentos: o ambiental, pelo Ibama, e o nuclear, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), à qual a INB se vincula.
Outro executivo disse que a lógica de parcerias na pesquisa e na exploração mineral do urânio é a mesma que se aplica à geração de energia nuclear no Brasil. O controle da atividade deve ser da União, mas nada impede que seja contratada uma empresa privada para atuar na exploração de urânio. “Não há necessidade de mudança na Constituição para isso”, disse.
Segundo o interlocutor, a INB pode contratar uma empresa privada para prestar serviço de exploração. Nesse caso, o urânio seria da INB, que pagaria uma quantia para a empresa que prestar o serviço. Outra alternativa seria uma empresa privada ter uma participação minoritária na própria INB, mantendo a União como controladora da companhia. Ainda não se chegou à discussão de como deve ser o modelo de negócios nas parcerias entre o governo e o setor privado.
A fonte reafirmou que desde a exaustão da mina de Cachoeira, em Caetité, o Brasil deixou de produzir urânio, embora possua uma das maiores reservas mundiais. Se voltar a produzir em maior escala, poderá gerar excedentes para a exportação, levantando recursos para investir em outras etapas do ciclo do combustível nuclear, incluindo a conversão e o enriquecimento no Brasil.
A conversão consiste em levar o urânio concentrado para o estado gasoso, o hexafluoreto de urânio (UF6). É somente por meio desse processo que o urânio pode ser enriquecido. Já o enriquecimento consiste em aumentar a concentração do urânio, o que torna possível a sua utilização como combustível nas usinas nucleares. “O ciclo do combustível nuclear nuclear é outro ‘calcanhar de Aquiles’ no Brasil” disse a fonte.
No ciclo do combustível, o Brasil não tem escala para fazer a conversão do urânio em UF6, a segunda etapa do ciclo. O país só tem 15% de capacidade de enriquecimento, a terceira etapa do ciclo. Em relação à conversão, a construção de uma unidade industrial de conversão com capacidade de mil toneladas/ano demandaria investimentos de US$ 500 milhões.Já a construção de estrutura para o enriquecimento é modular e já vem aumentando.
Valor
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Cade recomenda venda integral de refinarias da Petrobras, inclusive no Sudeste
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica está recomendando que a Petrobras venda a totalidade das quatro refinarias que fazem parte do seu programa de desinvestimentos. A recomendação faz parte de uma nota técnica elaborada pelo Grupo Técnico formado com a ANP para estudar o mercado de downstream no Brasil. O GT está defendendo também que a Petrobras faça algum desinvestimento na área de refino também na região Sudeste do país.
“Acredita-se que a manutenção da participação societária, relevante, da Petrobras, mesmo que eminentemente passiva, no cluster de ativos vendidos, tende a diminuir o nível de concorrência no mercado, pelos motivos que serão apresentados a seguir. Assim se a intenção na venda dos referidos ativos é a criação de um ambiente concorrencial vigoroso, entende-se ser oportuna a sugestão de que se faça uma venda de ativos por completo, sem que reste um resquício de participação de societária passiva em tais cluster”, diz a nota técnica.
A nota técnica indica ainda que é importante vender as refinarias para agentes diferentes ao invés de se criar um “quase-monopólios regionais”, o que pode retirar dos consumidores os ganhos possíveis que seriam derivados de uma concorrência na qual os agentes de mercado são mais próximos e capazes de imprimir um grau de rivalidade superior. ” Também, a título de sugestão, é interessante que seja feito algum tipo de desinvestimento em termos de refino no sudeste brasileiro, onde há elevada densidade econômica do ponto de vista de demanda e oferta de insumos”
Em outra vertente, a ANP indicou ao Cade que existe preocupação com o quase monopsônio mercado da Petrobras na comercialização do principal insumo do refino (petróleo), em especial na “coleta, tratamento e escoamento do petróleo , o que poderia se configurar em barreira à criação de um mercado diversificado e competitivo na atividade de Exploração e Produção de Petróleo terrestre e de águas rasas”
A nota técnica aponta ainda que “unanimidade entre os agentes do mercado a respeito da necessidade de uma reforma tributária que consiga simplificar o sistema tributário nacional, a ponto de melhorar o ambiente concorrencial no território nacional”.
Defende também a aprovação do PLP 523/2018, do deputado Hugo Leal (PSD/RJ), como forma de garantir acesso ao Cade para para melhor compreensão deste e de outros mercados. O projeto aguarda parecer do deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) na Comissão de Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS) da Câmara dos Deputados.
“Entende-se que o debate social, por si só, a respeito deste tema é relevante, sendo que o posicionamento do CADE de que se entende haver concentração elevada e talvez excessiva no setor, já é um início de um profícuo, democrático e deveras relevante debate nacional sobre o tema”, concluiu o documento.
A Petrobras lançou em abril do ano passado projeto para vender 60% da participação acionária das refinarias Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, e Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná. O modelo prevê a criação de duas subsidiárias, uma reunindo ativos da região Nordeste e a outra reunindo ativos da região Sul.

Em julho, contudo, a Petrobras informou a suspensão da venda por conta da decisão cautelar proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal STF), que questiona dispositivos da Lei das Estatais”.A empresa sustenta que os projetos “estão de acordo com o modelo proposto pela companhia, amplamente debatido no Seminário Reposicionamento da Petrobras em Refino, realizado em 19 de abril, na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), da Indústria e da Academia”.
“Tais processos fazem parte do reposicionamento estratégico da Petrobras no segmento de refino, transporte e logística, em linha com o seu Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, que prevê o estabelecimento de parcerias e desinvestimentos como uma das principais iniciativas para mitigação de riscos, agregação de valor, compartilhamento de conhecimentos, fortalecimento da governança corporativa e melhora da financiabilidade da empresa”, disse a empresa em nota na época.
Também em virtude da decisão cautelar proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski, a Petrobras suspendeu decisões de desinvestimentos na Araucária Nitrogenados e da Transportadora Associada de Gás (TAG), alienação de 90% de ações desta subsidiária.
O mérito da questão ainda não foi julgado pelo STF. A Petrobras não conseguiu derrubar a decisão a decisão cautelar e o desinvestimento segue parado.
Epbr
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Divergências sempre há e é até normal. A novidade é o presidente ampliar a confusão
Uma semana de governo e já deu para ver que o superministro da Economia, Paulo Guedes, terá muito trabalho pela frente. Não apenas o trabalho inerente ao seu cargo, de estruturar um programa consistente, para dar conta de um sem número de desafios – especialmente a compatibilização da retomada do crescimento com redução das desigualdades, em meio a uma situação de extrema fragilidade das finanças públicas. Nem mesmo a necessidade de “vender” esse programa ao Congresso e vencer as resistências a medidas amargas.
Os transtornos começam com a chefia, que parece desconhecer ou discordar das decisões da equipe econômica e faz declarações controvertidas (sobre propostas para a Previdência, criação/aumento de impostos, acordo entre Embraer e Boeing), que são desmentidas ou “ajeitadas” em seguida. Tudo indica que falta ao presidente uma consciência do peso de suas palavras, dos efeitos de suas idas e vindas sobre os mercados, em que uns ganham e outros perdem dinheiro. Muito dinheiro. Falta também a percepção de que ficaram para trás os tempos de campanha, quando os programas eram genéricos, para não afastar eleitores.
O mais preocupante é que os desvios de Bolsonaro sobre a economia ocorreram só um dia após Guedes apresentar as linhas gerais do seu choque liberal e desencadear um rali na Bolsa e nos mercados de câmbio. Bolsonaro falou em idade mínima de 62 anos para a aposentadoria de homens e 57 para mulheres, alta de IOF, redução de Imposto de Renda e descartou a introdução do “imposto único” nos moldes da CPMF, a curto prazo, na contramão dos recados dados na véspera pelo ministro.
Logo em seguida, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, saíram a campo para, com malabarismos verbais, desmentir o presidente. Simples assim. Nenhum constrangimento em alegar que o presidente assinou um decreto sem conhecer o seu conteúdo ou não sabia do que estava falando.
Não se pode dizer que seja uma novidade a divergência entre membros da ala econômica e os integrantes da ala política. Faz parte da história a Fazenda puxando para um lado e o Planejamento para outro, a mesma coisa entre Fazenda e Banco Central, e os ministérios políticos travarem a equipe econômica. Estão nesse caso, por exemplo, a Fazenda de Pedro Malan e o Planejamento de José Serra, no governo FHC, a Fazenda de Guido Mantega e o BC de Henrique Meirelles, com Lula, e mais recentemente, no segundo mandato de Dilma, a dupla Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), quase a tentativa de misturar água e óleo.
O que parece novidade por aqui – e uma novidade nada animadora – é a entrada em cena do presidente, não para arbitrar diferenças, mas para ampliar a confusão. Nos bastidores desse bate-cabeça na estreia do governo, estaria a divergência entre Guedes e Onyx, principalmente sobre os rumos da Previdência – que já havia aparecido com clareza durante a campanha. Mesmo sem explicitar as propostas, Guedes indicou que teria de ser uma reforma potente, ao contrário de Bolsonaro, que deu a entender sua preferência por um roteiro gradualista e jogou para o próximo governo metas mais ambiciosas.
Fica evidente, portanto, que a concentração de funções e poderes na Economia, englobando setores que poderiam fazer contraponto à Fazenda, não é garantia de formatação de um programa ultraliberal, ao gosto de Guedes e sua turma. Pode ser que tudo não passe de desacertos temporários, típicos de governo inexperiente. Pode ser também que seja uma ardilosa estratégia política, com o presidente no palanque, falando para seu público, enquanto a turma trabalha para pôr em pé medidas concretas.
Pode até ser que amaciar as medidas anunciadas pela equipe econômica seja de fato um reconhecimento de Bolsonaro – realista, por sinal – de que nem sempre o ideal sob o ponto de vista técnico tem viabilidade política. O acerto do seu partido, o PSL, para reconduzir Rodrigo Maia ao comando da Câmara seria inclusive uma fiança à reforma da Previdência.
O que não é admissível, porém, é passar mensagens contraditórias, reforçando uma imagem de governo sem coesão e sem norte. Não se trata apenas de um problema na comunicação, como é costume rotular desencontros desse tipo. Há ruídos na comunicação, sem dúvida, mas pelo visto há mais ruídos na política.
*POR CIDA DAMASCO – JORNALISTA / ESTADÃO
Opinião dos leitores
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A petralhada ainda ñ se conformou? E irão ficar 4 anos torcendo pra tudo da errado como nos quase 14 no desastre do PT kkkk vão trabalhar que a bocada acabou galerinha da esquerda!
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Show vendo o desespero da turma do "quanto pior melhor pra nós" kkkkkkkkkkkkkk
O governo tem apenas 06 dias e estão falando 24 horas no importante assunto do azul e rosa…
Deve ser por isso que faziam apologia as cores do LGBT que tem para todo gosto e opção de vida
Pessoal relaxe e esse mimimimimimimimi não vai mudar nada, se bem que diverte pra caramba, diverte kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk -
Pense ou Governo doido, começou agora, eu acho que o professor Paulo Guedes vai ser o primeiro a polar de barco.
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Você deveria "polar" para uma escola para aprender a escrever! kkkkkk
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O Bozo descobriu que não pode governar pelo Whatsapp.
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Despreparo total!
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A BURRICE PARTIU DA POPULACAO…ESCOLHEU UM LOUCO PARA GOVERNAR O PAIS!!!!$$$$$$$$$$$$$$$$$$&@^¥£€€₩¥¥££₩¥£…O CARA QUER MIDIA…DINHEIRO…STATUS….NAO SABE DE NADA..LEIGAO…ESSE GOVERNO ESTA ENTREGUE A QUEM QUISER DITAR AS REGRAS…MUITA FAROFA NA CABEÇA….MOURAO DA UMA RASTEIRA JA….VEREMOS MAIS UM GOLPE ACONTECER ….POBRE DOS BRASILEIROS, DESCENDO A LADEIRA….e LAMBRETINHA NA BICICLETA …..KKKKKKKKKKKKKKKK CORRE QUE LA VEM O DOIDO
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A sede de fazer dá nisso, e com o passar do tempo as irão tomar o rumo certo. DEUS proverá
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Juiz do Supremo Tribunal foge da Venezuela para evitar posse de Maduro
A decisão de um juiz do Supremo Tribunal de Justiça(TSJ, na sigla em espanhol) de fugir da Venezuela para não tomar parte na posse do presidente Nicolás Maduro na próxima quinta-feira evidenciou o isolamento do governo venezuelano após as eleições presidenciais de maio, boicotadas pela vasta maioria da oposição nacional. Neste domingo, um dia após boatos sobre um possível rompimento do juiz Christian Zerpa com o chavismo, o TSJ — de linha oficialista — anunciou em comunicado que o juiz está sob investigação por “assédio sexual, atos lascivos e violência psicológica” contra funcionárias de seu escritório, e havia fugido para os EUA com a família.
Em entrevista a jornalistas de Miami, Zerpa afirmou que abandonou o país para não participar da posse de Maduro. De acordo com o juiz, a primeira-dama venezuelana, Cilia Flores, controla o Poder Judiciário do país, e boa parte dos juízes do TSJ vive no complexo militar de Fuerte Tiuna em apartamentos designados pelo governo, algo que “de um jeito ou de outro, condiciona as posturas nos julgamentos e no tribunal”. Ele conta que, ao ser nomeado juiz, recebeu um telefonema da primeira-dama no qual ela teria lhe dito: “Você sabe o que esperamos de você”.
O presidente do TSJ, Maikel Moreno, assegurou que diante de “repetidas queixas” de “conduta indecente e comportamento imoral”, as autoridades iniciaram uma ação judicial contra Zerpa. No sábado, jornalistas venezuelanos que moram nos Estados Unidos relataram a fuga de Zerpa para a Flórida. O juiz militou no Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e é alvo de sanções do Canadá. Ele foi nomeado pela antiga maioria parlamentar oficialista em dezembro de 2015, alguns dias antes de a oposição assumir o controle da Câmara.
— Faço um chamado à reflexão dos companheiros que pensam como eu. Não podemos seguir apoiando o que acontece na Venezuela. Não podemos continuar dando respaldo ao governo de Nicolás Maduro — afirmou Zerpa, advertindo que “há desespero e desencanto nas bases chavistas”. — Para eles (o governo) interessa ter ao lado pessoas que sejam disciplinadas e que acatem suas instruções, e eu, fazendo uma análise da situação com minha família, cheguei à conclusão que não fazia qualquer sentido continuar a apoiar um governo que só trouxe fome, miséria e destruição ao país. O mais sensato seria que Maduro renunciasse.
Corrupção e violações
Alvo de críticas dentro e fora do país, e chamado pela oposição de “usurpador”, Maduro defendeu sua legitimidade em sua conta no Twitter.
“A legitimidade nos foi dada pelo povo com seu voto”, afirmou o presidente na rede social. “Aqueles que pretendem dobrar nossa vontade que não se enganem. A Venezuela será respeitada!”
Em meio a pedidos do Grupo de Lima para que Maduro não assuma um novo mandato, a chancelaria venezuelana acusou neste domingo os EUA de conspirarem contra o governo do país.
“Mais uma vez a Venezuela denuncia diante da comunidade internacional as intenções do governo americano de consumar um golpe de Estado, ignorando as instituições legítimas e democráticas”, afirmou a chancelaria em comunicado. “Não satisfeito em tentar conceder validade seletiva às instituições do Poder Público venezuelano, (Washington) também recorre à tutela de governos subordinados da região e ordena que eles aprofundem seu cerco e bloqueio”.
De acordo com jornalistas, Zerpa está disposto a colaborar com o sistema de Justiça americano nas investigações sobre corrupção e violações de direitos humanos contra funcionários públicos e colaboradores do governo Maduro.
O GLOBO
Opinião dos leitores
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A que ponto não chegamos, mas eles insistem, não desistem
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Globo de Ouro consagra ‘Bohemian Rhapsody’ e tem menos discursos engajados. Vejam todos os ganhadores
Numa noite com menos discursos engajados, o Globo de Ouroconsagrou os filmes “Bohemian Rhapsody” e “Green Book”, no cinema, e “O Método Kominsky” e “O Assassinato de Gianni Versace”, na televisão.
A cerimônia de entrega das estatuetas foi realizada neste domingo (6), em Los Angeles, e deu a largada para a temporada das premiações.
A maior surpresa foi o fato de que o filme “Nasce uma Estrela”, que despontoava como favorito, perdeu nas principais categorias e ficou apenas com a estatueta de melhor canção original. Isso porque o troféu de filme dramático acabou indo para “Bohemian Rhapsody“, cinebiografia sobre a banda Queen.
A obra ainda rendeu a Rami Malek, que interpreta Freddie Mercury, o prêmio de melhor ator de drama.
Foi uma edição com menos discursos inflamados, ao contrário da do ano passado, marcada por discursos politicamente inflamados, como o de Oprah Winfrey. Comentários mais engajados ou momentos realmente memoráveis foram poucos.
No que foi mais próximo disso, Glenn Close, por “A Esposa”, fez um aceno emocionado ao feminismo, Regina King, de “Se a Rua Beale Falasse”, disse que empregaria mulheres emn suas produções, e o diretor Peter Farrelly, de “Green Book: O Guia”, falou em “‘não julgar os outros pelas diferenças”.
Nas categorias cinematográficas, o filme de Farrelly largou com força depois de ter levado os prêmios de melhor filme de comédia, roteiro e ator coadjuvante (Mahershala Ali). A história, inspirada num caso real, acompanha um ítalo-americano (Viggo Mortensen) que aceita a tarefa de conduzir um jazzista negro (Ali) por rincões racistas do Sul dos Estados Unidos.
A vitória de “Green Book” não deixa de ser uma lástima, em certos aspectos. Num ano em que concorreram várias obras mais carregadas e mais contundentes sobre racismo (caso de “Infiltrado na Klan”, “Pantera Negra” e “Se a Rua Beale Falasse”), a premiada foi justamente a mais condescendente e a única entre elas que tem um diretor branco.
Produção da Netflix, “Roma”, que era uma das apostas mais certeiras da noite, ganhou as estatuetas de melhor filme estrangeiro e de melhor direção. A obra, baseada nas memórias dos anos 1970 do diretor Alfonso Cuarón, aborda o melancólico cotidiano de uma empregada doméstica num casarão abastado na Cidade do México.
“Muito obrigado, México”, disse o cineasta, em espanhol.
A gigante do streaming também se saiu com saldo bastante positivo ao levar outras duas estatuetas em categorias televisivas graças a “O Método Kominsky”. A atração faturou os prêmio de série cômica e ator em série cômica, para Michael Douglas. A trama conta a história de um ator envelhecido (Douglas) que entra em decadência e vira treinador de outros atores.
s categorias de atores coadjuvantes em cinema foram dominadas por intérpretes negros. Além de Ali, saiu vitoriosa Regina King, por “Se a Rua Beale Falasse”, de Barry Jenkins.
King, que interpreta a sogra de um sujeito negro preso injustamente, foi ao palco e citou o Time’s Up, mote que surgiu no ano passado e que faz uma crítica ao assédio na indústria. A atriz anunciou que produziria filmes em que metades das equipes seriam formadas por mulheres.
Das poucas surpresas da noite, Glenn Close tirou a estatueta de Lady Gaga e levou o prêmio de melhor atriz dramática por “A Esposa”, filme de pegada feminista.
Entre os atores de cinema, a associação de imprensa estrangeira privilegiou trabalhos que exigiram transformação corporal de seus intérpretes.
Rami Malek, que se transformou em Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”, levou a estatueta de melhor ator dramático.
Christian Bale levou o prêmio de ator em filme cômico ou musical por “Vice”. Nessa comédia, que desanca o governo de George W. Bush, ele interpreta o ex-vice-presidente americano Dick Cheney debaixo de pesada maquiagem. “Agradeço a Satã pela inspiração”, ironizou o ator.
A única vitória de “Nasce uma Estrela” foi pretexto para que a cantora Lady Gaga, no centro do palco, falasse brevemente sobre a dificuldade que mulheres têm no showbiz e agradecesse a seus parceiros.
“Homem-Aranha no Aranhaverso” levou o prêmio de animação. O desenho se aproveita do universo dos super-heróis para louvar a integração racial. O protagonista do filme, que estreia no próximo dia 10 no Brasil, é um adolescente negro de origem latina.
Em televisão, o reconhecimento de “The Americans” como melhor série de drama, que é ambientada durante a Guerra Fria, veio a reboque do atual acirramento das tensões entre Estados Unidos e Rússia e das investigações sobre as interferências do governo de Putin no resultado das eleições que levaram Donald Trump ao poder.
Rachel Broshnahan levou o prêmio de atriz cômica por “Maravilhosa Sra. Maisel”. Foi a segunda vez que a intérprete americana levou esse prêmio e pelo mesmo papel, o de uma dona de casa que resolve virar comediante.
Já Darren Chriss, que era favoritíssimo em sua categoria, levou o prêmio por sua interpretação como o assassino de “O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story”. A atração, sobre a morte do estilista, levou ainda o prêmio de melhor série limitada ou telefilme.
Os britânicos Ben Whishaw e Richard Madden foram outros dos vencedores da noite.
O primeiro levou o prêmio de melhor ator coadjuvante por “A Very English Scandal”, trama sobre um líder político que, durante os anos 1970, teve de ocultar seu relacionamento com um outro homem.
Já Madden, ator escocês de 32 anos é um nome cotado para viver o próximo James Bond, ganhou o prêmio de ator em série dramática graças à policial “Bodyguard”. Sadra Oh, que foi uma das apresentadoras da noite, acabou sendo premiada como atriz dramática por “Killing Eve”, desbancando a veterana Julia Roberts, elogiada por “Homecoming”.
Das poucas surpresas, Patricia Arquette, de “Escape at Dannemora”, tirou da favorita Amy Adams (de “Objetos Cortantes”) a estatueta de atriz em série limitada ou telefilme. A obra de Adams, contudo, foi lembrada na categoria de atriz coadjuvante, que premiou Patricia Clarkson.
Veja a lista completa dos vencedores:
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Modelo para Moro, Lava Jato se ramifica pelo País e bate recordes de prisões
Modelo de combate às organizações criminosas defendido pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, a Operação Lava Jato perdeu o ímpeto no Paraná, mas se espalhou pelo País. Números da Divisão de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Federal (PF), mostram que o total de prisões em casos envolvendo organizações criminosas atingiu seu ápice em 2018, com uma média de 410 casos por mês. Em relação aos 233 registros de 2014, ano em que a Lava Jato começou a investigar desvios na Petrobrás, a alta é de quase 76%.
“A intensificação do combate às organizações criminosas nos outros Estados é uma leitura que está correta. A Lava Jato criou um modelo que permitiu a utilização de instrumentos, como a delação premiada, com segurança e eficiência”, diz a subprocuradora-geral da República Monica Nicida. Como comparação, a Lava Jato de Curitiba registrava em 16 de novembro – data em que Moro deixou a magistratura – uma queda de 15% nas prisões ante 2014.
Os números da PF, obtidos por meio da Lei de Acesso a Informações, mostram esse efeito. As prisões em casos de organizações criminosas envolvidas com delitos financeiros ou desvio de verbas públicas aumentaram desde 2016 em 16 das 27 unidades da Federação. Foi nesse ano que a Lava Jato, cuja maioria das investigações já foi encerrada, registrou o maior número de detenções no período (68) – em 2018, o total fechou em 49.
Entre os Estados com aumento nas prisões de acusados de envolvimento em organizações criminosas destaca-se o Rio de Janeiro, que viu quadruplicar esse número. Foram 186 casos no ano passado, ante 46 em 2016, ano em que o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) foi preso. Desde então, uma série de detenções ocorreu no Estado a partir de desdobramentos das investigações do Ministério Público. No fim de 2018, sobrou até para o então governador, Luiz Fernando Pezão, acusado de dar continuidade ao esquema de Cabral – eles negam as acusações.
“A Lava Jato foi mais circunstancial do que planejada, pois a Polícia Federal já vinha atuando fortemente no combate à corrupção, mas o juiz Moro tem o mérito de ter imprimido a celeridade aos processos”, afirma Edvandir Félix de Paiva, presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF. Integrantes da Lava Jato falam em mais operações com a ida de Moro para o governo e rebatem acusação de que a ação teve como único alvo políticos do PT.
‘Integridade’. Ao todo, 2.115 prisões foram decretadas entre 2014 e 2018 com base em investigações da PF sobre organizações criminosas envolvidas no desvio de verbas públicas no País. Para o cientista político José Álvaro Moisés, da USP, isso é consequência do que chama de um “sistema de integridade” composto por PF, Ministério Público Federal e Justiça Federal, fortalecido nos últimos anos. “Um conjunto de instituições de fiscalização, controle e de aperfeiçoamento da legislação que veio sendo progressivamente criado pelo Congresso e promulgado por diferentes presidentes, inclusive pelo ex-presidente Lula, preso por circunstâncias dessa legislação.”
A mesma legislação também passou a ser usada em outros campos criminais, como o tráfico de drogas. É aqui que atuam as facções criminosas que o agora ministro Moro quer combater com a mesma intensidade usada na Lava Jato. A importância dessa atuação para a PF pode ser medida pela quantidade de prisões de traficantes ligados a organizações criminosas feitas pelos federais entre 2014 e 2018: 7.149.
Orientação. Muitas dessas prisões ainda são feitas com base em flagrantes, mas aqui também a PF passou a usar os instrumentos novos da legislação. Já o MPF, por meio de suas 2.ª Câmara (Criminal) e 5.ª Câmara (Combate à corrupção), passou a divulgar orientações para seus integrantes com informações, por exemplo, sobre como fazer uma delação premiada ou um acordo de leniência.
“Hoje, está muito claro para a PF, o MPF, a Receita e a inteligência da Previdência que temos de trabalhar para asfixiar o crime financeiramente e ter como foco os grandes agentes e a recuperação de ativos. E isso vale para a corrupção assim como para as milícias”, diz a subprocuradora-geral da República Luíza Cristina Frischeisen, coordenadora da 2.ª Câmara.
Ranking de detenções tem SP e Paraná na liderança
São Paulo foi o Estado com o maior número de prisões de acusados de envolvimento com organizações criminosas no País entre 2014 e 2018. Ao todo, os agentes federais realizaram 1.994 detenções temporárias, preventivas e em flagrante no período. Na sequência, aparece o Paraná, com o registro de 1.590 casos.
O perfil das prisões, no entanto, é diferente nos dois Estados. Enquanto o Paraná concentrou 47% delas entre casos de desvios de verba pública, crimes financeiros e delitos fazendários, em São Paulo esses ocorrências responderam por 26% do total.
“Os Ministério Públicos estaduais utilizam também a legislação das organizações criminosas contras as facções”, afirma a subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen. Ela atua em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde tem contato com os casos originados nas Justiças estaduais. Para o delegado Edvandir Paiva, da Associação dos Delegados da PF, enquanto o combate às facções criminosas no País deve se tornar prioridade na esfera federal, o combate à corrupção deve ser abraçado pelas Polícias Civis dos Estados.
O impacto da lei no fortalecimento das instituições também é observado na advocacia, que, segundo o criminalista Luis Henrique Machado, atuante na defesa de acusados pela Lava Jato, aqueceu nos últimos anos. “Não só pelo aumento do número de prisões, bem como pela quantidade de investigações instauradas em todo o País”, diz. “Inclusive, advogados que não tinham expertise ou sequer pós-graduação em direito penal migraram para este segmento.”
ESTADÃO CONTEÚDO
Opinião dos leitores
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Pena q Moro não é mais Moro juiz, mas político. Qualquer explicação resolve!
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Ele é um cidadão Brasileiro igual a nós , cumpriu a sua missão como juiz e agora é ministro da justiça por indicação técnica e política. Primeiro se demitiu como juiz e assumiu o cargo de ministro. Aonde está a irregularidade ?
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"Fagner", vá cantar q é melhor.
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Governo Bolsonaro quer pacto com Congresso para agilizar projetos que destravam negócio
O governo de Jair Bolsonaro quer criar um atalho no Congresso Nacional para agilizar a aprovação de projetos ligados principalmente à infraestrutura, numa tentativa de destravar investimentos. O governo selecionou um conjunto de medidas que já estão em tramitação e vai propor um pacto ao Legislativo para facilitar a aprovação desses projetos, que têm potencial para melhorar o ambiente de negócios no País.
“Não é o Executivo construindo uma pauta para o Legislativo, nem poderia”, disse ao Estado o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Trata-se de valorizar projetos apresentados pelos próprios parlamentares, para se construir um ambiente de respeito do Executivo com o Congresso.”
Eleito com a promessa de acabar com o loteamento partidário do governo, Bolsonaro poderá, dessa forma, inaugurar uma nova forma de relacionamento com o Congresso. Se o pacto for aceito, as propostas terão tramitação diferenciada, mais rápida.
Mas, para tanto, seria fundamental obter a concordância e a participação dos presidentes da Câmara e do Senado. A eles, será reservado o protagonismo de todo o processo. O apoio do PSL – partido do presidente – à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à reeleição da Presidência da Câmara pode ajudar.
O pacto faz parte da programação do Ministério da Infraestrutura para os primeiros 100 dias de governo. Ele deve ser proposto em fevereiro, após definidos os comandos das duas Casas e das comissões temáticas.
Entre os projetos que entrariam no pacto, estão o que regula o licenciamento ambiental, as desapropriações, a nova lei para contratações públicas, o novo marco das agências reguladoras. Também entrariam propostas com impacto sobre toda a economia, como a Lei Complementar de Finanças e a revisão da Lei de Falências. Em alguns casos, segundo Tarcísio, alterações podem ser negociadas.
O ministro avalia que a prioridade imediata é a aprovação da reforma da Previdência, mas diz que as agendas não competem e podem ser até complementares. “Os atores não são necessariamente os mesmos”, disse. Segundo ele, é mais fácil construir consenso sobre a pauta da infraestrutura, pois ajuda a destravar investimentos em todo o País. “São projetos que acabam beneficiando, trazendo recursos para as áreas de atuação de cada parlamentar.”
Capital político
Ao contrário da reforma da Previdência, que é impopular, as matérias de interesse da infraestrutura não consomem capital político, disse o ministro. “Às vezes, é bom intercalar uma pauta complexa com uma pauta amena.”
O capital político de Bolsonaro lhe dá condições de “virar a página” no relacionamento com o Congresso, avaliou o ex-senador e ex-ministro César Borges, que atualmente preside a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). “É preciso haver um pacto pelo Brasil e colocar as estruturas de partidos no segundo plano”, avaliou. “Temos de ter consciência de que o País precisa retomar o crescimento e investir na infraestrutura.”
O avanço dessa agenda seria “extraordinário”, disse o professor Cláudio Frischtak, da consultoria Inter.B. Mas ele alerta que o governo tem uma agenda muito grande e precisa decidir qual a melhor forma de alocar seu capital político. “É preciso dar prioridade ao que é fundamental”, disse. E, no caso, o essencial é a aprovação da reforma da Previdência e a reorganização das contas públicas.
Principais propostas
Licenciamento ambiental – (PLS 168/2018)
Estabelece normas gerais para a concessão de licença ambiental para a realização de empreendimentos.
Desapropriações – (PLS 468/2018 e PL 10.061/2018)
Autoriza uso de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil para indenizar desapropriações em função de obras em aeroportos.
Licitações – (PL 6814/2017)
Renova a lei de contratações públicas e cria inversão de fases (análise das propostas e depois da documentação da empresa)
Agências reguladoras – (SCD 10/2018)
Estabelece regras para o funcionamento das agências reguladoras e seu controle social.
Falências – (PL 10.220/2018)
Atualiza normas para recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falências.
Finanças públicas – (PLP 295/2016)
Reforma as regras para elaboração de orçamentos, fundos, contabilidade, controle e avaliação na administração pública.
ESTADÃO CONTEÚDO
Opinião dos leitores
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Descalabro!
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Pacto = verbas liberadas de acordo com o viés ideológico
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Sem citar políticos, Faustão desabafa e fala sobre “O imbecil que está lá -e não devia estar- pode até ser honesto, mas é um idiota que está e está ferrando com todo mundo” em programa
Fausto Silva desabafou sobre política no “Domingão do Faustão” exibido neste domingo (6), na Rede Globo. Sem citar nomes, o apresentador falou sobre “um idiota que está ferrando com todo mundo” e “novos ares” após a atriz Sophie Charlotte defender a Amazônia e o Carnaval brasileiros.
“O brasileiro, na hora do Carnaval e na hora seleção, nós sabemos muito bem, é um povo que tem união, tem solidariedade, tem uma integração. Por que isso não acontece nas coisas sérias?”, questionou.
“Lutar pela educação, por saúde pública, contra a corrupção, contra a incompetência, que é uma forma de corrupção. O imbecil que está lá -e não devia estar- pode até ser honesto, mas é um idiota que está e está ferrando com todo mundo. Você paga imposto, o que você recebe? Vamos ver se esses novos ares vão mudar, tem que rezar para dar certo”, completou o apresentador.
A possibilidade de o recado ser destinado ao recém-eleito presidente da república Jair Bolsonaro alçou rapidamente o nome de Fausto Silva ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados no Twitter.
F5 / FOLHAPRESS
Opinião dos leitores
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O PAU MANDADO DA GLOBOLIXO JÁ ESTÁ SENTINDO A PERDAS DAS MAMATAS QUE TINHA ANTES,….CHORA, QUE O CHORO É LIVRE!!!
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O Faustão é realmente uma fonte inspiradora de pensamentos, kkkkk, ainda tem repercussão estrondosa, ô Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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OS CONTRATOS DA GLOBO COM O GOVERNO FEDERAL ACABOU. O DESESPERO É GRANDE.
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Primeiro foi Fernanda Montenegro…Agora Faustão. Parece que a queda na audiência na globo está deixando todos nervosos.
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Só foi falar a palavra IMBECÍL que todo mundo já sabe quem é sem precisar citar o nome…
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A mesma coisa quando se fala a palavra presidiário ou quadrilha, né? kkkkkkkkkkk
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É que se ele dissesse "ladrão" também saberíamos de quem falava.
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Quem é Faustão????
Um cara que ganha 5 milhões de reais por mês, mora nos EUA, vem ao Brasil todos os domingos em seu próprio jato, apresenta um programa lixo na mídia brasileira, beneficiado pela Lei Rouanet, sem esquecer de dizer que é um pau mandado da Globo, não influencia em nada na economia nem no crescimento da nação, ou seja, um verme com dinheiro, idolatrado por outros idiotas como ele!-
E tu, sabes o que é a Lei Rouanet e como ela funciona? Acaso és produtor cultural? Tem formação na área ou sua formação é "by google"? Não passe vergonha, estude. Não dói.
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Ao que me perece o Sr. Fausto Silva será o próximo corte da Globo, por isso este desabafo.
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Será que Faustão não está revoltado com o Presidente porquê ele falou que vai cortar as verbas de propaganda da Globo, vai rever a Lei Rouanet que destinava recursos apenas para os figurões no eixo RIO SÃO PAULO, ficando resto do país com as migalhas, porque está tirando o auxílio bandido, porque colocou os ministros com capacidade técnica dentro de suas áreas. Faustão vá se aposentar ou renegociar seu salário!!!!
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lógico que Faustão está insatisfeito, a Globo não aceita o resultado democrático das urnas, então pressiona seus funcionários para desestabilizar com essas "opiniões" o atual governo.
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este fdp so sabe falar merda, estar c medo de perder a boquinha, tem q se fuder mesmo
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Débil mental e quem votou no PT
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Faustão é pau mandado da Globo e como essa emissora não terá os privilégios concedidos pelos governos corruptos do PT, todos os que apoiam a quadrilha, estão tentando desfazer a imagem daquele que derrotou a bandidagem e seus apoiadores. Vocês vão ter que engolir o governo Jair Bolsonaro ou então peguem o caminho da Venezuela, Cuba, Bolívia ou Nicarágua. Quem ficar aqui ou se enquadra por bem ou por mal, inclusive você Inquisidor.
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Faustão como apresentador é uma fórmula que deu certo, porém, ultrapassada.
Mas ele foi cirúrgico no seu comentário e nada mais disse do que uma verdade endossada por 89 milhões de brasileiros que não votaram no débil mental e BOA parte dos 58 milhões de iludidos bolsomínions que votaram no doido já devem certamente estar pensando!
Melhor "jair" se acostumando…-
Petralhada agora: A Globo é a voz da razão, e Faustão então. kkkkkkk
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Faustão é da Globo, lógico que está insatisfeito, a maioria dos eleitores fez prevalecer sua vontade de mudança, assim é a democracia.
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O Lula tá preso babaca
A mamata vai acabar
Parabéns Presidente BOLSONARO -
Esse sujeito a serviço da rede bobo vem com uma conversa fiada dessa, porque antes com o ladrão e presidia rio de 09-dedos ela não dizia nada???, agora que seu empregador vai ter que pagar o que deve de impostos e empréstimos não pagos ele vem com uma IMBECILIDADE dessa se achando que é o rei da cocada preta. Um babaca que só fala asneiras sem pê nem cabeça. Vamos aguardar o novo governo se ajustar após 13 anos de DESMANDOS enormes.
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Os brasileiros, patriotas, pessoas decentes torcem pelo Brasil e pelo sucesso do presidente eleito pela grande maioria do eleitorado nacional, com uma campanha simples e barata, contra a grande mídia, sem partido forte, sem apoios externos. Mas tem vcs, petistas e afins, que sempre são do contra, sempre torcem contra o Brasil, nunca respeitam a vontade do povo (só qdo essa vontade lhes convem) e só pensam nos seus interesses partidários e particulares. É por causa de gente como vc que chegamos a esse ponto, um país rico em recursos mas enfrentando toda sorte de problemas. Gente como vc não deve ser considerado sequer brasileiro. Vista sua camisa vermelha, "cumpanhero" e vá prá Curitiba clamar pela soltura de seu heroi bandido. É só prá isso que vcs servem.
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Vai procurar colinho em Curitiba neném. E o Faustão, entre outros da TV, está é preocupado pq a fonte vai secar.
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Prefiro um doido a um ladrão
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Gastos públicos com estádios da Copa somam quase R$ 400 milhões em 2018. Arena das Dunas é destaque

Apenas em 2018, quatro anos após o fim da Copa do Mundo no Brasil, quase R$ 400 milhões saíram dos cofres públicos para cobrir gastos com estádios construídos para o Mundial. Até arenas consideradas sucesso de público, como o Mineirão, ainda dão dor de cabeça aos governos estaduais. Além disso, muitas delas se distanciam cada vez mais do propósito original e deixam o futebol de lado para que o espaço seja ocupado com outras funções, que vão de escola a palco de festas.
Em 2014, para que a Copa fosse viabilizada, foram gastos R$ 8,3 bilhões em estádios, segundo dados do Ministério do Esporte. O BNDES financiou boa parte do montante — e, em muitos casos, os empréstimos foram tomados por governos estaduais, sozinhos ou em parcerias com o setor privado (PPPs).
No caso das PPPs, os estádios foram entregues para exploração pelo setor privado, e o acerto previa que o retorno que obtivessem a partir do uso dessas estruturas em jogos, shows e eventos seria usado para ajudar a pagar os empréstimos.
Mesmo estádios como o Mineirão, considerado um sucesso de público — em 2018 recebeu mais de 50 jogos —, não cobrem o custo dos investimentos até hoje. No orçamento de 2018, havia a previsão que o governo do Estado pagasse R$ 132 milhões para a concessionária.
A Arena das Dunas, em Natal, que recebeu 25 jogos em 2018, e a Arena Fonte Nova, na Bahia, palco de 37 partidas, também vivem situação semelhante a de Minas. Nos dois casos, o custo anual dos governos com os empréstimos supera R$ 100 milhões.
As duas, assim como o Mineirão, são administradas por concessionárias ligadas às empreiteiras responsáveis pela sua construção. No entanto, como no caso da Arena das Dunas, a concessionária conseguiu garantir no contrato a impossibilidade de prejuízo. Se a operação da arena for inferior ao débito mensal, o estado completa a conta. Nos dois casos, o dinheiro direcionado para a construção dos estádios virou alvo da Lava-Jato.
A Arena Fonte Nova recebe os jogos do Bahia, que está na Série A e vem tendo bons resultados nos últimos anos, mas a Arena das Dunas depende exclusivamente do América de Natal, que tem média de público menor do que quatro mil torcedores. É um dos estádios que buscou alternativas completamente fora do escopo inicial para manter o local ativo diariamente, recebendo eventos como o Carnatal, além de festivais de música, feiras de negócios e até festas universitárias
— A adoção do modelo multiuso tem o propósito de tornar esses espaços mais atrativos e ampliar o público de interesse para além do futebol — diz Italo Mitre, presidente da concessionária que administra o estádio em Natal.
Estados que adotaram outras fórmulas para assegurar os jogos da Copa e assumiram o controle do estádio também não conseguem sair do prejuízo. Arena que desde antes da reforma já era apelidada de “elefante branco”, o Mané Garrincha, em Brasília, custou em 2018 R$ 700 mil por mês aos cofres do DF. O estádio recebe, em média, 20 jogos por ano desde o fim da Copa, muitos de clubes cariocas, além de shows.
MUDANÇA NO CEARÁ
A Arena Pantanal, no Mato Grosso, gera um gasto anual de R$ 3 milhões ao estado. O principal clube é o Cuiabá, que subiu este ano para a Série B. Sem muitas alternativas de uso do estádio, o governo optou por transformá-lo numa escola: no segundo andar do setor leste da arena funciona a Escola Estadual Governador José Fragelli. Alunos do ensino fundamental e ensino médio frequentam as aulas a de manhã, no estádio, e à tarde praticam esportes. A iniciativa serve mais para dar algum uso ao estádio do que para tentar aplacar os prejuízos com a manutenção.
Em Pernambuco, a operação do estádio foi para as mãos do governo estadual em 2016. A ideia era que os três grandes clubes do estado fizessem seus jogos no local, mas apenas o Náutico firmou parceria para tirar seus jogos do Estádio dos Aflitos, que, porém, foi reinaugurado mês passado. A tendência agora é de que a Arena Pernambuco, de R$ 532 milhões, e que custou R$ 10,9 milhões aos cofres do estado o ano passado, fique praticamente abandonada.
No Ceará, a Secretaria de Esportes deve adotar uma nova forma de administração, compartilhada com Ceará e Fortaleza após um gasto de R$ 518 milhões com a concessionária desde o início das reformas da Arena Castelão, em 2010. O contrato, de oito anos, terminou em dezembro.
O GLOBO
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Legado luladrão : acabou o complexo vira lata e instalou o caos.
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