VÍDEO – Cirurgia inédita em crianças no Brasil: menino se recupera após transplante de coração artificial

Foto: Reprodução/TV Globo. Assista reportagem aqui

Guilherme carrega uma bolsinha, que é parte externa de uma bomba que foi implantada no coração dele. Em 2019, o menino descobriu que tinha doença celíaca, uma doença autoimune desencadeada pela reação ao glúten. Ele emagreceu dez quilos no primeiro semestre e, de julho para agosto, passou mal algumas vezes. Foram mais de 20 dias internado até que um raio-x revelou que o coração dele estava bem inchado.

O problema não era só esse. Uma inflamação causada por um vírus tinha provocado uma falência severa no órgão. Ou seja, mais da metade do coração não estava bombeando sangue. Os médicos descobriram que o Guilherme tem um problema de falência do músculo cardíaco. O músculo dele é fraco. Depois de um tempo, os médicos decidiram parar de esperar por um transplante de coração humano para tentar o implante do coração artificial. Seria a primeira cirurgia desse tipo em uma criança no Brasil.

Mesmo entre adultos, esse transplante não é comum: são 17 outros casos no Brasil. Para o Guilherme, a máquina é temporária, um jeito dele recuperar força e sair do hospital. E nada como voltar para casa, rodeado por pessoas amadas, cercado de boas sensações.

Fantástico – Globo

Ygor Coelho domina canadense, faz história e conquista primeiro ouro brasileiro no badminton nos Jogos Pan-Americanos; humilde trajetória de atleta impressiona

Conquista coloca Ygor mais próximo da vaga nas Olimpíadas de Tóquio. FOTO: Alexandre Loureiro/COB – 31.7.2019

A paciência para responder às jogadas do rival contrasta com o nervosismo da torcida na arquibancada. Ygor Coelho aprendeu a construir seu caminho sem se deixar abalar com os percalços em volta. Nesta sexta-feira, em Lima, o carioca beirou a perfeição e voltou a cravar seu nome na história do badminton. Ao dominar e vencer o canadense Brian Yang por 2 sets a 0, parciais 21/19 e 21/10, garantiu o primeiro ouro brasileiro no esporte em Jogos Pan-Americanos.

A história de Ygor Coelho remete às ruas da Comunidade da Chacrinha, no Rio de Janeiro. Pela influência do pai, Sebastião, criador do projeto social Miratus, o jovem descobriu o badminton em uma quadra improvisada nos fundos de uma piscina vazia. De lá, se transformou na maior promessa do esporte no país. Foi o primeiro brasileiro a disputar os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio, e a vencer o Pan-Americano da modalidade, em 2017 e 2018. Em Lima, se transformou no primeiro do país a chegar a uma final individual do esporte.

O ouro inédito de Ygor coroa a bela campanha do badminton brasileiro em Lima. A delegação do país conquistou ainda quatro bronzes: Fabrício e Francielton Farias, nas duplas masculinas; Fabiana Silva/Tamires Santos e Sâmia Lima/Jaqueline Lima, nas duplas femininas; e Jaqueline Lima e Fabrício Farias nas duplas mistas.

A melhor campanha do esporte até aqui havia sido no Pan de Toronto 2015. Hugo Arthuso e Daniel Paiola e as irmãs Lohaynny e Luana Vicente foram prata nas duplas. Lohaynny, ao lado de Alex Tjong, também foi bronze nas mistas.

Vitória no talento

Uma pancada no contrapé de Yang foi o cartão de visitas do brasileiro na final desta sexta-feira. Ygor abriu 2 a 0 com um jogo agressivo, mas a promessa de equilíbrio logo se confirmou. Depois de a peteca parar na rede em golpe do brasileiro, o canadense deixou tudo igual. Ygor se mostrava paciente. Trocava golpes sem se desesperar apesar da qualidade do rival. Yang fez 8/7, mas logo o brasileiro passou com 11/9. A vantagem subiu para 15/12 e, depois, em 18/15. Mesmo quando o canadense se aproximou novamente, empatando em 19/19, Ygor manteve seu jogo. No fim do primeiro set, vitória por 21/19.

Ygor manteve o mesmo ritmo na volta à quadra. Enquanto o canadense tentava forçar seu jogo, o brasileiro mantinha a calma para abrir vantagem. Com tranquilidade, abriu 11/5 e se aproximou do ouro. A partir daí, Ygor acelerou o ritmo para fazer história: 21/10. Em seguida, desabou em quadra com a emoção do título.

Globo Esporte