Saúde

Pelo menos 23 municípios do RN relatam frascos de CoronaVac com quantidade menor de doses

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informa que pelo menos 633 doses da vacina CoronaVac deixaram se ser aplicadas em potiguares porque frascos do imunizante teriam apresentados menos doses que o informado na embalagem.

Segundo o órgão, pelo menos 23 municípios relataram terem recebido frascos com 9 e não 10 doses, como informado na bula. Em nota, Instituto Butatan, que fabrica o imunizante no Brasil, atribuiu o problema a “prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação”.

A Anvisa confirmou “um aumento de queixas técnicas relacionadas à redução de volume nas ampolas da vacina” e afirmou que os relatos estão sendo investigados com prioridade pela área de fiscalização.

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que vai repor as doses aos municípios por meio da reserva técnica, além de notificar o Ministério da Saúde sobre o problema.

Os municípios que notificaram casos do tipo à Sesap foram: Jaçanã, São Gonçalo do Amarante, Mossoró, Parnamirim, Felipe Guerra, Natal, Monte Alegre, São Paulo do Potengi, Serra Negra do Norte, Ceará-Mirim, Caiçara do Norte, Santo Antônio, Encanto, Serra do Mel, Afonso Bezerra, Tabuleiro Grande, Currais Novos,  Caicó, Assu, Felipe Guerra, São José do Mipibu, Água Nova e Goianinha.

Casos também aconteceram em estados como Paraná, na Bahia, Goiás e Tocantins, entre outros.

Com acréscimo de informações do G1-RN

Opinião dos leitores

  1. será??? não dúvide da capacidade imaginativa de um PTralha quando o assunto é fraudar algo, vá atrás que nesse angu tem caroço.

  2. Passou pelas mãos dos petralhas, não tem como não desaparecer, o único que escapou foi o sol, olhe lá, se voltarem, e não duvideodó

    1. Ainda tais nessa de petralha x Messias é? Olha pra frente alienado…

    2. Quer dizer que Fátima tá abrindo os frascos, tirando um pouquinho do líquido, lacrando e mandando para os municípios? Que legal, deve ser mesmo… essa superou o “virar jacaré”.

    3. Deixa de conversar asneiras. PT e Bozo tudo farinha do mesmo saco, os bestas que se matam por eles.

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Saúde

Hipocondríacos relatam impacto psicológico da pandemia do novo coronavírus; “sintomas” como tosse e falta de ar são vivenciados

Foto: Freepik / jcomp

Com a expansão da pandemia do novo coronavírus e o registro crescente do número de casos e mortes pela covid-19, é natural o surgimento de uma preocupação em torno da doença. Para pessoas hipocondríacas, porém, essa sensação chega a níveis extremos, prejudicando a saúde mental e afetando a qualidade de vida daqueles com a condição.

É possível encontrar diversos grupo no Facebook que reúnem hipocondríacos, sejam eles diagnosticados por profissionais ou que consideram fazer parte do grupo. Ao ingressar nos grupos e analisar as publicações, fica claro que um assunto predomina: o coronavírus.

São diversos relatos de pessoas que dizem se identificar com algum sintoma, como falta de ar ou tosse, e questionando se elas poderiam estar com o vírus. “Estou sempre achando que tenho algum dos sintomas de covid-19”, relata Izabel Costa, 34 anos, que possui hipocondria e é uma das administradoras de um desses grupos no Facebook.

Entendendo a condição

Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), explica que a hipocondria é um dos três quadros mentais mais antigos conhecidos pelo Ocidente, ao lado da melancolia e da histeria, com relatos no século 3 antes de Cristo. Em sua manifestação mais comum, é resumida como “um sentimento permanente de que você está doente”.

Nessa linha, o professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Joel Rennó, classifica a hipocondria como um transtorno somatoforme. Em linhas gerais, nessas doenças os pacientes apresentam queixas físicas, mas não se encontra, em exames médicos, uma causa que justifique essas queixas.

No dia a dia, isso gera uma atenção redobrada para o corpo e os sentimentos. “Pequenas alterações são imediatamente sentidas como um mal, sejam elas dores, contusões ou cicatrizes”, explica Dunker. O psicólogo observa que, geralmente, o problema do hipocondríaco não está na doença que ele acha ter, mas sim em alguma insatisfação que se manifesta como os sintomas físicos identificados.

Uma consequência da sensação de doença é a procura por informações sobre doenças e seus sintomas. “Quando a pessoa se dedica a encontrar a origem [da suposta doença] para lidar com isso, está tentando lidar com a angústia como se ela fosse resolvida por mais informação, mas isso apenas deixa ela mais angustiada, pois esse discurso não oferece o que ela precisa, sem saber que está precisando”, destaca Christian.

Em um cenário como a pandemia do novo coronavírus, a preocupação em evitar ter a doença pode levar exatamente à sensação de alguns dos seus sintomas. “Agora, com a pandemia, com dados concretos muito complexos, e uma imprevisibilidade [sobre a doença], um hipocondríaco detecta os sintomas da doença, que podem ter origem até em uma ansiedade, como a falta de ar e respiração insconstante”, resume Rennó.

A identificação com doenças a partir da associação com sintomas sentidos é um traço comum dos hipocondríacos, algo facilitado pela disponibilização de informações da área de saúde na internet, como observa Dunker: “Chegamos em um momento onde a prática diagnóstica se banalizou. Os pacientes já chegam com diagnósticos, mas obtidos em outros locais, nem sempre confiáveis”. Todo esse cenário cria uma situação de extrema pressão psicológica para os hipocondríacos.

Convivendo com a hipocondria

Valéria Fernandes, 44 anos, possui hipocondria há oito anos. “A princípio desconhecia [a hipocondria], achava que tinha só crise de ansiedade pois tinha uma bebê pequena. Comecei a me tratar com paliativos. Cheguei a um ponto em que eu não estava vivendo mais, o tempo todo medindo a febre dos meus filhos, medindo minha pressão. Aí eu procurei ajuda”, relembra.

Ela considera que o período da pandemia tem sido extremamente difícil. A hipocondria pode acabar levando a outras condições, como ansiedade e depressão, e se manifesta a partir de gatilhos. Valéria, portanto, tentou eliminar esses gatilhos, que viriam com a preocupação de estar com os sintomas da covid-19.

“Não saio de casa há 63 dias, para garantir que eu nem considere que estou com o coronavírus. Eu acho que tentar agir normalmente, em meio a essa pandemia, não é o ideal. Eu acho que estou bem, mas porque não tive até agora nenhum sintoma da doença”, explica Valéria.

“Todas as pessoas estão com medo, eu acredito. Quem tem consciência da pandemia está com medo. Para quem é hipocondríaco, o medo não vem com a mesma intensidade, ele vem de uma forma que te enlouquece. É um medo surreal que você não controla, não consegue explicar. Só quem sente entende”, resume ela.

O cenário descrito por Valéria é semelhante ao de Izabel Costa: “Não saímos de casa desde o dia 13 de março, fazemos compras pelo aplicativo do mercado e higienizamos tudo que chega, e mesmo com todos esses cuidados sinto como se não fosse suficiente, sempre com medo de ter sido infectada”.

Ela destaca que também possui Transtorno Obssessivo Compulsivo (TOC), que piorou com a pandemia: “Tenho crises de ansiedade e meu TOC piorou, sempre lavei muito as mãos, mas agora perdi o controle”. Izabel explica que tenta dominar a situação. “Eu tento me controlar, mas estou sempre achando que tenho algum dos sintomas de covid-19, falta de ar é o que mais me apavora”, diz.

Aliviando os efeitos

Os professores Christian Dunker e Joel Rennó destacam que é importante que a pessoa que é hipocondríaca ou acha que possui a condição busque ajuda profissional, em especial psicólogos, terapeutas e psiquiatras. “Reconhecer que tem o problema é o primeiro passo, e ele é tratável, curável, é possível dar dignidade à pessoa, ainda que seja algo psicológico, por mais que seja difícil aceitar isso”, observa Dunker.

Para Valéria, o acompanhamento profissional foi essencial para que ela pudesse entender melhor a hipocondria, encontrando formas de evitar gatilhos, aliviar os efeitos de crises de ansiedade e entendesse que a hipocondria é uma doença como qualquer outra, e portanto também pode ser tratada com medicamentos quando necessário.

Outra dica que os especialistas dão é evitar procurar muitas informações sobre a pandemia. “É importante não se entregar a um discurso dos dados sanitários, da evolução da doença, a novela do vírus. Não são coisas falsas, mas os desdobramentos podem fazer mal. Para muitos, é importante entender, para o hipocondríaco isso não é bom. Reduzir o contato pode ajudar”, explica Dunker.

Joel Rennó, por exemplo, monta uma rotina com seus pacientes hipocondríacos, colocando que a pessoa deve dedicar entre uma e duas horas, no máximo, para atividades informativas que envolvam a pandemia. É importante também procurar fontes confiáveis, para evitar que informações falsas ou imprecisas gerem mais medo.

Outra medida importante é o que Dunker chama de “reformulação da economia dos prazeres”, ou seja, dedicar mais tempo a atividades prazerosas, que permitam desviar a atenção da pandemia. Nessa lista estão atividades como exercício físico, leitura, meditação, ioga e outros hobbies.

“O processo hipocondríaco se liga a um tipo de atenção, uma advertência, expectativa ansiosa de que algo vai acontecer. Se consegue alterar esse estado, a hipocondríaca reduz”, explica o professor. Valéria comenta que a meditação também lhe ensinou exercícios de controle de respiração que ajudam bastante ela a lidar com crises de ansiedade.

Também é importante evitar o que o psicólogo chama de “hipocondria projetada”, ou seja, o medo de que outras pessoas próximas possam estar com o vírus: “O hipocondríaco se sente tão próximo que ele acha que é uma extensão da outra pessoa”. Nesses casos, é importante entender que o outro não pode ser controlado e trabalhar essa questão com profissionais.

Por fim, um elemento que Valéria e Izabel destacam é a importância de ter alguém com quem conversar sobre a hipocondria e seus efeitos e sentir a empatia e apoio de pessoas próximas. “O grupo [de Facebook] ajuda. É bom poder conversar com quem sente o mesmo. A hipocondria é um transtorno que a maioria das pessoas não levam muito à sério, amigos e familiares costumam não ter paciência e às vezes até fazem piada. No grupo, a gente busca esse acolhimento e muitos relatam melhoras”, conclui Izabel.

Emais – Estadão

 

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Diversos

Pesquisa: desistentes do Facebook relatam mais satisfação com a vida

Foto: Reprodução/Olhar Digital

Um estudo feito por economistas da Universidade de Stanford observou que pessoas que desativaram suas contas no Facebook ficaram mais felizes depois, relatando níveis mais altos de satisfação com a vida e níveis mais baixos de depressão e ansiedade.

O resultado foi obtido na verdade dentro de outro experimento, que investigava quanto dinheiro usuários da rede social aceitariam receber para desativar suas contas por um ou dois meses – em média US$ 100, com alguns indivíduos mais apaixonados pela rede cobrando até US$ 180.

Os economistas Hunt Allcott, Luca Braghieri, Sarah Eichmeyer e Matthew Gentzkow avaliaram 2.743 usuários norte-americanos nas semanas que antecederam as eleições de 2018 no país. Após o período fora da rede, os pesquisadores descobriram que a desativação do Facebook “reduziu a atividade online, enquanto aumentava atividades offline, como assistir TV e socializar com a família e amigos”.

Se desligar da rede social antes das eleições ainda teve impacto na redução do conhecimento factual das notícias e na polarização política, bem como trouxe aos usuários um “aumento do bem-estar subjetivo; e causou uma grande redução persistente no uso do Facebook após o experimento”.

Como base de comparação, o estudo afirma que isso representa cerca de 25 a 40% do efeito de intervenções psicológicas, incluindo terapia de autoajuda, treinamento em grupo e terapia individual. Sentimentos como ansiedade, depressão e insatisfação tornam o indivíduo mais vulnerável à publicidade e outras formas de manipulação comportamental – e acabam sendo, por isso, alimentados pelo algoritmo das redes sociais.

Por outro lado, a desativação, de acordo com a pesquisa, fez com que as pessoas apreciassem os impactos positivos e negativos do Facebook em suas vidas. “Cerca de 80% do grupo de tratamento concordou que a desativação era boa para eles, mas também era mais provável que pensassem que as pessoas sentiriam falta do Facebook se o usassem menos”.

Olhar Digital, via BoingBoing/Bloomberg

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Tecnologia

Usuários relatam ‘importunação sexual’ em aplicativos disponíveis na App Store

A segurança é uma das bandeiras da App Store . Diferente do ambiente Android , que permite a instalação de aplicativos distribuídos por outros canais, o iOS tem a loja de aplicativos oficial da Apple como única fonte, totalmente controlada pela companhia. Mas uma investigação realizada pelo “Washington Post”, com o uso de inteligência artificial, detectou mais de 1,5 mil reclamações sobre abordagens sexuais indesejadas em aplicativos disponíveis na plataforma, incluindo casos com menores de idade.

O jornal americano usou um algoritmo de aprendizado de máquina para identificar relatos de conteúdo sexual indesejado, racismo e bullying entre os comentários de aplicativos. Foram analisados mais de 130 mil comentários de seis “aplicativos de conversas aleatórias”, que reúnem pessoas desconhecidas para conversas, sendo cinco deles listados entre os cem mais populares da categoria redes sociais da App Store. As mais de 1,5 mil reclamações foram revisadas manualmente.

No aplicativo Monkey, listado como o décimo mais popular na categoria redes sociais da App Store, cerca de 2% de todos os comentários relatam experiências sexuais indesejadas. Mesmo assim, o aplicativo foi aprovado pela Apple para usuários acima de 12 anos. Os outros aplicativos revisados foram Yubo, ChatLive, Chat for Strangers, Skout e Holla. No ChatLive, ao menos 19% dos comentários citam abordagens sexuais indesejadas.

A Apple afirma que revisa cuidadosamente cada aplicativo, para garantir a segurança da plataforma. Segundo o porta-voz Fred Sainz, são mais de cem mil aplicativos revisados semanalmente, usando algoritmos de inteligência artificial e humanos.

“Nós criamos a App Store para ser um local seguro e confiável para nossos clientes conseguirem seus aplicativos, e levamos todos os relados de contato ilegal ou inapropriado muito a sério”, afirmou Sainz, em comunicado. “Se o propósito desses aplicativos não é apropriado, nós queremos dar aos desenvolvedores a oportunidade de garantir que estão cumprindo apropriadamente as regras, mas nós não hesitamos em removê-los da App Store se não estiverem”.

Após o contato do “Washington Post”, a classificação etária do Monkey foi alterada para 17 anos.

Um dos relatos identificados foi o de Katie Brandner, mãe de três filhos de Nova Orleans. No ano passado, ela pegou o celular de uma das filhas, de 14 anos, porque a menina ficava até tarde acordada conversando. Mas em vez de mensagens trocadas com amigos, ela encontrou o aplicativo Yubo, com mensagens de homens mais velhos, incluindo fotografias explícitas. Apavorada, Katie publicou reclamações na App Store, mas não obteve respostas.

O diretor de operações do Yubo, Marc-Antoine Durand, classificou a experiência de Katie como inaceitável e se comprometeu a responder a todas as avaliações do aplicativo. Segundo ele, o aplicativo recebeu melhorias no sistema de proteção aos usuário e, nos últimos seis meses, mais de 20 mil perfis foram removidos, após serem identificados como pertencentes a menores de 13 anos por um algoritmo. O porta-voz do Skout, Robert Rendine, afirmou que menores não são permitidos no aplicativo.

Esses aplicativos funcionam como “roletas-russas”, onde os usuários são apresentados uns aos outros aleatoriamente. No Skout, uma equipe com 350 pessoas, mais da metade do total de funcionários, é dedicada a moderação das conversas, afirmou Rendine. No Yubo, as mensagens trocadas são escaneadas em busca de palavras-chave usadas em conversas inapropriadas. A nudez é proibida em transmissões ao vivo.

O Holla Group, dono do Holla e do Monkey, não se manifestou, assim como o ChatLive e o Chat for Strangers.

O Globo

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Diversos

FOTOS: Sobreviventes de incêndio no Ninho do Urubu relatam como se salvaram da tragédia

O incêndio que atingiu o CT do Flamengo na manhã desta sexta-feira deixou 10 vítimas fatais – até o momento, nove nomes já foram confirmados pelo clube -, além de três feridos. Ainda não foi divulgado o número de jovens que estava no local na hora do acidente, mas alguns deles (ou parentes) relataram sobre o ocorrido e contaram como se salvaram da tragédia.

Entre os hospitalizados, Cauan Emanuel Gomes Nunes (14 anos) e Francisco Diogo Bento Alves (15) chegaram ao Hospital Vitória, localizado na Barra da Tijuca, e ficarão em observação no CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) por 24 horas. A previsão é de alta após esse período, ou seja, pela tarde deste sábado. Eles passam bem.

Jonathan Cruz Ventura (15) é quem está em situação mais crítica. Ele teve cerca de 35% do corpo queimado e foi transferido para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, que é referência no assunto.

Gustavo Maia
14 anos

Por pouco, o amapaense Gustavo Maia não estava no alojamento que pegou fogo na manhã desta sexta-feira. O jogador não recebeu a autorização do pai, Cláudio Lima, para dormir no CT: “Era para ele estar lá, mas eu não deixei”. Guga, como é conhecido o meia, é visto como uma das principais promessas das categorias de base do Flamengo, onde está desde 2018, após ter defendido o Vasco por anos.

Guga Maia não dormiu no alojamento que pegou fogo porque o pai não deixou — Foto: Reprodução Facebook

Pablo Ruan
16 anos

Natural de Londrina (Paraná), Pablo Ruan contou com a ajuda de um amigo para escapar das chamas do incêndio que atingiu o alojamento provisório do Ninho do Urubu nesta sexta-feira. Após ser acordado por um colega de quarto, eles conseguiram se salvar pulando pela janela. O jogador chegou ao clube em setembro de 2018, após ser revelado pela Portuguesa Londrinense.

Edson Moretti ao lado de Pablo Ruan: garoto chegou ao Flamengo em setembro de 2018 — Foto: Arquivo Pessoal

Ryan Matheus
15 anos

Uma discussão entre Ryan Matheus e sua mãe, na última noite, salvou o atleta de presenciar o incêndio. Quando ficou sabendo que não haveria treino nesta sexta-feira, o meia decidiu dormir em casa, contrariando a vontade da mãe, Daniele, que pediu para que ele ficasse no alojamento, visto que já era tarde.

Ryan Matheus — Foto: Divulgação

Samuel Barbosa
16 anos

Foto: Reprodução

O piauiense Samuel Barbosa é outro sobrevivente da tragédia no Ninho do Urubu: o menino acordou com a fumaça e correu, conseguindo escapar do incêndio. Ele ainda acordou outro amigo, que está no hospital (ainda não se sabe qual das três vítimas), antes de fugir. Segundo seu pai, Washington Luiz, “ele não consegue falar, só chora”. Samuel está nas categorias de base do Flamengo há sete anos e há um dormia no alojamento provisório que pegou fogo.

Sobre a tragédia:

Segundo o vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, os bombeiros foram acionados às 5h14, chegaram ao Ninho do Urubu às 5h38 e apagaram o incêndio em pouco menos de uma hora. A principal linha de investigação indica que a tragédia no CT do Flamengo teve origem em um aparelho de ar-condicionado de um dos quartos do alojamento.

Há 10 mortos e três feridos. Seis dos mortos já foram identificados, todos atletas da base rubro-negra: Christian Esmério, de 15 anos; Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, de 14 anos; Pablo Henrique da Silva Matos, de 14 anos; Bernardo Pisetta, de 15 anos; Vitor Isaias, de 15 anos; e Athila Paixão.

Entre os três feridos, a situação é a seguinte: Jhonatan Cruz Ventura, 15 anos, inspira mais cuidados, uma vez que está com 35% do corpo queimado e passa por cirurgia. Francisco Diogo Bento Alves, 15 anos, está no CTI, mas seu estado é estável. Cauan Emanuel Gomes Nunes, 14 anos, está lúcido e conversando.

Globo Esporte

 

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