Novo coronavírus pode estar em circulação silenciosa entre morcegos há décadas

Morcegos são vendidos em mercado de animais exóticos na Indonésia. Foto: Reprodução – 09.fev.2020 / Reuters

A linhagem que deu origem ao vírus causador da Covid-19 pode estar circulando em morcegos há décadas. É o que indica um estudo realizado por um grupo de cientistas da China, Europa e Estados Unidos, e publicado nesta semana no jornal acadêmico Nature Microbiology.

Os pesquisadores tentaram reconstruir a história de evolução do vírus Sars-CoV-2 e o que eles descobriram pode ajudar a prevenir futuras pandemias, de acordo com informações da Universidade de Glasgow, cujos cientistas contribuíram com os estudos.

O grupo descobriu que a linhagem à qual o vírus causador da Covid-19 pertence divergiu de outros vírus de morcegos, entre 40 e 70 anos atrás. Segundo a instituição, a pesquisa mostra que o Sars-CoV-2 divergiu de um outro tipo de coronavírus, chamado RaTG13, em 1969 – os dois são geneticamente similares (cerca de 96%).

Os cientistas entenderam que um dos traços mais antigos que o Sars-CoV-2 compartilha com seu ancestral RaTG13 é o domínio de ligação ao receptor localizado na proteína spike, a qual permite que o vírus reconheça e se conecte aos receptores na superfície das células humanas.

Cientistas descobriram que a linhagem à qual o vírus causador da Covid-19 pertence divergiu de outros vírus de morcegos, entre 40 e 70 anos atrás. Foto: Reprodução – 09.fev.2020 / Reuters

“O novo coronavírus tem um material genético que é altamente recombinante, o que significa que diferentes regiões do genoma do vírus podem ser derivadas de múltiplas fontes”, explicou Maciej Boni, professor associado de biologia da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA.

Segundo ele, essa facilidade de se recombinar dificulta a reconstrução da verdadeira origem do vírus. “É preciso identificar todas as regiões que têm se recombinado e traçar sua história.”

Para isso, o grupo de cientistas se aprofundou na análise do genoma do vírus Sars-CoV-2 para identificar e remover as partes que se recombinam.

Depois, reconstruíram as histórias das regiões que não se recombinam e compararam umas com as outras para tentar determinar quais vírus específicos estavam envolvidos nas recombinações passadas.

A partir disso, os pesquisadores conseguiram reconstruir as relações evolutivas entre o Sars-CoV-2 e os vírus conhecidos mais próximos de morcegos e pangolins.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Febrônio disse:

    Nossos políticos!

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, testa positivo para o novo coronavírus

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, informou que testou positivo para o novo coronavírus.

Pontes revelou que está com Covid-19, doença provocada pelo vírus, na quarta-feira (29) ao final de uma transmissão ao vivo feita com o senador Roberto Rocha (PSDB-MA). O encontro virtual discutiu o uso do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Ele diz ter sentido sintomas de gripe e realizado o exame na terça-feira (28). O resultado saiu no dia seguinte.

“Vou permanecer trabalhando no isolamento e continuar a despachar normalmente com isolamento. A gente vai tratar e tudo vai dar certo de Deus quiser. Vou até entrar nos testes da nitazoxanida, agora eu posso”, acrescentou.

Pontes é o quinto ministro do governo que anunciou diagnóstico confirmado para coronavírus. Os outros quatro foram:

Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional);
Bento Albuquerque (Minas e Energia);
Onyx Lorenzoni (Cidadania);
Milton Ribeiro (Educação).

O presidente Jair Bolsonaro também contraiu a doença. Ele anunciou o resultado positivo do teste no último dia 7 e permaneceu por quase três semanas na residência oficial do Palácio da Alvorada. No último sábado (25), informou que estava recuperado.

G1

Mutação pode ter tornado o novo coronavírus mais vulnerável às vacinas, aponta estudo

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/AP

A mesma mutação genética que tornou o novo coronavírus mais infeccioso também pode fazer que ele se torne mais vulnerável às vacinas, aponta trabalho de pesquisadores norte-americanos. O grupo liderado pelo cientista Drew Weissman, da Universidade de Pensilvânia, apontou em um estudo publicado na sexta-feira (24) que a chave deste processo está na mutação nomeada D614G.

Esta mutação específica aumentou o número de espinhos, ou “spikes” do coronavírus Sars-Cov-2. As estruturas são formadas pela proteína S. Estes espinhos permitem ao vírus se conectar às células das mucosas e infectá-las, para começar a sua duplicação.

Os cientistas ressaltam, no entanto, que essa mutação não será um problema para as ao menos cinco vacinas para o Sars-Cov-2 em estágio final de teste. Isso porque é justamente para combater este espinho que elas estão sendo desenvolvidas.

As vacinas são preparadas para induzir a formação de anticorpos neutralizantes que atacam a proteína S. Com mais espinhos, vai haver mais espaço para os antígenos da vacina atuarem na defesa e para poder, assim, neutralizar a ação do vírus, afirmam os pesquisadores em um artigo que ainda não foi revisado por pares (pré-print) e que foi publicado na plataforma MedRXiv.

Metodologia: ‘falso vírus’

Para entender como uma possível vacina responderia a esta mutação, os cientistas usaram ratos, macacos e humanos. Primeiro aplicaram em alguns dos indivíduos um soro com anticorpos. Depois, colocaram no corpo deles um vírus modificado para conter apenas a proteína S do Sars-Cov-2, o que não expôs nem as cobaias nem os voluntários a riscos da Covid.

Eles perceberam que, nos indivíduos que receberam o soro, a mutação D614G teve mais dificuldade de acoplar o vírus na célula que seria invadida. Isso indica, segundo o estudo, que a linhagem do novo coronavírus que se tornou dominante deve ser mais suscetível a bloqueio dos anticorpos induzido pelas vacinas atualmente em desenvolvimento.

Vacina de Oxford

Uma das candidatas a imunização da Covid, a vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford usa a chamada tecnologia vetor-adenovírus, que, como o nome sugere, usa um adenovírus como vetor para levar o coronavírus modificado para dentro de uma célula humana.

Esse adenovírus é geneticamente modificado para impedir sua replicação e, assim, que ele infecte uma célula humana. Adenovírus costumam causar resfriados.

No lugar dos genes removidos é inserida uma sequência de DNA com o código da proteína S do coronavírus Sars-Cov-2. Essa sequência faz o corpo humano entender, equivocadamente, que está infectado, o que gera a resposta imunológica.

Os cientistas de Oxford já tinham vetores adenovírus em estoque. Eles trabalham há anos com essa tecnologia para produzir vacinas. O que tiveram de fazer foi adaptá-la para o Sars-Cov-2 e adicionar a sua proteína spike para gerar a resposta imunológica desejada.

G1

Prefeitura de SP cancela festa de réveillon na Paulista devido à pandemia do novo coronavírus

Foto: Ricardo Bastos/Fotoarena/ Estadão Conteúdo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (17) que a tradicional festa de réveillon da Avenida Paulista, região central da cidade, não será realizada na virada para 2021 devido à pandemia do coronavírus e o risco ainda alto de transmissão da doença em aglomerações.

“Hoje, a gente anuncia que nós também não teremos o réveillon na Paulista nessa virada de ano de 2020 para 2021. Tanto a prefeitura quanto o governo do estado de São Paulo, os técnicos da vigilância sanitária e do governo do estado entendem muito temerário nós organizarmos um evento para um milhão de pessoas na Avenida Paulista para dezembro deste ano”, disse Covas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Zona Sul de São Paulo.

Covas ressaltou que, apesar das perdas econômicas para a cidade, o importante é a manutenção da saúde da população.

“A área da saúde foi preponderante para que a gente tomasse essa decisão. Não há nenhuma possibilidade de se pensar nesse momento numa festa que reúne 1 milhão de pessoas. Claro que o réveillon na Paulista ajuda o setor de turismo, mas é um evento muito mais para os paulistanos do que para os turistas”, afirmou ele.

O coordenador do Centro de Contingência do estado de São Paulo contra o coronavírus, Paulo Menezes, afirmou que a decisão vai ajudar a salvar vidas: “Não é momento para pensar nisso. O Centro de Contingência fica mais tranquilo. Vamos evitar muitas mortes dessa forma, salvando vidas”, argumentou.

À espera de vacina

Na última quarta-feira (15), o governador João Doria já tinha mencionado que megaeventos como réveillon e carnaval não deverão ser celebrados diante da pandemia do coronavírus, sem a criação da vacina contra a Covid-19.

“É a maior tragédia da história desse país em qualquer tempo. Não há nada a celebrar, não há nada a comemorar. E muita atenção àqueles que diante de um quadro como esse ainda querem fazer atividades festividades de Ano Novo ou de carnaval. Nós não temos que celebrar nem Ano Novo, nem carnaval diante de uma pandemia.

“Apenas com a vacina pronta e aplicada, e a imunização feita, é que podemos ter celebrações que fazem parte do calendário do país, mas neste momento, não”, afirmou Doria, na ocasião.

Nova data para carnaval 2021

O prefeito Bruno Covas também disse nesta sexta-feira que a Prefeitura de SP está dialogando com as escolas de samba para definir uma nova data para a realização do carnaval 2021.

“Nós continuamos a dialogar com as escolas de samba, com outras cidades do Brasil, para tentar tomar uma decisão conjunta em relação a possibilidade de adiamento e qual seria a nova data da realização do carnaval”, declarou.

Em relação ao carnaval de rua, Covas disse que os blocos precisam de um período menor para se organizarem do que as escolas de samba que desfilam no sambódromo do Anhembi.

“Algo em torno de 2 ou 3 meses a gente consegue organizar o carnaval de rua. Mas, para a realização do carnaval no sambódromo, pelo menos, 6 meses entre a preparação dos carros alegóricos e os ensaios que as escolas fazem.”

G1

 

Células de gordura podem servir de depósito para o novo coronavírus

Foto: Pixabay

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que as células adiposas (que armazenam gordura) não só podem ser infectadas pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) como servem de repositório ao agente responsável pela covid-19.

O experimento ajuda a entender por que os obesos correm mais riscos de desenvolver a forma grave da doença.

Além de serem mais acometidos por doenças crônicas, como diabetes, dislipidemia e hipertensão – que por si só são fatores de risco –, os obesos teriam, segundo a Unicamp, um maior reservatório para o vírus em seu organismo.

“Temos células adiposas espalhadas por todo o corpo e os obesos as têm em quantidade e tamanho ainda maior. Nossa hipótese é a de que o tecido adiposo serviria como um reservatório para o Sars-Cov-2. Com mais e maiores adipócitos, as pessoas obesas tenderiam a apresentar uma carga viral mais alta”, disse à Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) Marcelo Mori, professor do Instituto de Biologia (IB) e coordenador da pesquisa.]

A dúvida agora é saber se o vírus consegue sair da célula de gordura com capacidade para infectar outras células do corpo.

Os experimentos estão sendo conduzidos in vitro, com apoio da Fapesp, no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve).

Nas comparações, os pesquisadores da Unicamp observaram que o novo coronavírus infecta melhor as células adiposas do que, por exemplo, as epiteliais do intestino ou do pulmão.

Em idosos

O estudo mostrou também que a célula de gordura envelhecida por uma radiação ultravioleta apresentava uma carga viral três vezes maior do que as células “jovens”, o que ajudaria a explicar também a razão de os idosos correrem mais riscos com a pandemia.

“Recentemente, começaram a ser testados em humanos alguns compostos capazes de matar células senescentes [que surgem com o envelhecimento]: são as chamadas drogas senolíticas. Nos experimentos com animais, esses compostos se mostraram capazes de prolongar o tempo de vida e reduzir o desenvolvimento de doenças crônicas associadas à idade avançada”, afirmou Mori.

O grupo da Unicamp teve então a ideia de testar o efeito de algumas drogas senolíticas no contexto da infecção pelo SARS-CoV-2. Em experimentos feitos com células epiteliais do intestino humano, observou-se que o tratamento reduziu a carga viral das células submetidas à radiação UV.

“Alguns compostos chegaram a inibir em 95% a presença do vírus. Agora pretendemos repetir o experimento usando as células adiposas”, explicou.

As etapas seguintes da pesquisa incluem a análise de céulas obtidas de pacientes com diagnóstico de covid-19, obtidos por meio de biópsia. “Um dos objetivos é avaliar se essas células encontram-se de fato infectadas e se o vírus está se replicando em seu interior.”

Caso se confirme que o vírus cause algum tipo de impacto metabólico na célula, Mori observou que as implicações poderão ser grandes. “As células de gordura têm um papel muito importante na regulação do metabolismo e na comunicação entre vários tecidos. Elas sinalizam para o cérebro quando devemos parar de comer, sinalizam para o músculo quando é preciso captar a glicose presente no sangue e atuam como um termostato metabólico, dizendo quando há necessidade de gastar ou armazenar energia. Pode ser que o vírus interfira nesses processos, mas por enquanto isso é apenas especulação”, disse o pesquisador à Fapesp.

R7

 

Cientista conhecida como ‘Mulher morcego’ aponta semelhança de 96,2% entre novo coronavírus e vírus enviado em 2013 para Wuhan

Foto: Nexu Science / Reuters

Cientistas enviaram, em 2013, amostras congeladas de um vírus muito próximo ao novo coronavírus para um laboratório de Wuhan, na China, epicentro inicial da pandemia. Elas foram colhidas em uma antiga mina de cobre, infestada de morcegos, no sudoeste do país asiático, depois da contaminação de seis homens, que acabaram contraindo pneumonia grave, quando limpavam fezes dos animais. Três morreram, e a causa mais provável foi a infecção por um tipo de coronavírus transmitido por morcegos, segundo reportagem de domingo do jornal britânico “Sunday Times”.

O artigo cita como fonte um médico cujo supervisor trabalhava no departamento de emergência que cuidou destes homens.

A mesma mina, na província chinesa de Yunnan foi, posteriormente, estudada pela virologista Shi Zhengli, especialista em coronavírus do tipo Sars, originados em morcegos, no Instituto de Virologia de Wuhan. Shi, apelidada de “mulher morcego”, por causa de seus estudos em cavernas, descreveu o Sars-Cov-2 em um artigo, em fevereiro de 2020, dizendo que ele era “96,2% semelhante” a uma amostra de coronavírus chamada RaTG13, obtida em Yunnan em 2013.

A reportagem do “Sunday Times” afirma que o RaTG13 é “quase certamente” o vírus encontrado na mina abandonada e que as diferenças entre as amostras podem representar décadas de distância evolutiva. O jornal diz ainda que o laboratório de Wuhan não se manifestou sobre o assunto.

Em maio, o diretor do Instituto de Virologia de Wuhan disse que não havia cópia do vírus RaTG13 no laboratório e que, portanto, seria impossível um vazamento. Não há qualquer evidência de que o laboratório tenha sido a fonte do surto global que começou em Wuhan.

Extra – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wilson disse:

    Acreditar que esses fatos constituem "coincidência" é ingenuidade ou má fé. A China (ou os seus dirigentes psicopatas) tem 100% de culpa pela disseminação (proposital ou não) do Covid-19. Só não vê quem não quer.

    • Aluísio Valença disse:

      E você vai deixar isso ficar assim? Denuncia lá no TPI!

  2. Matematica disse:

    Cientistas constataram que o DNA do macaco Bonobo é igual ao dos humanos em 98,7%. Somos macacos por causa disso? Numeros. So numeros. Lógico q um virus covid tem semelhanca com outro virus covid. Mas sao virus diferentes.

  3. Manoel disse:

    Muita coincidência que na cidade onde fica o laboratório que armazenava o vírus foi justamento onde começou a pandemia mundial do novo coronavírus, a China ainda vai descobrir que o vírus veio foi de passa e fica no RN

  4. Francisco Alves disse:

    Pois é! Não existe evidências, mas uma singela coincidência… Apenas…

Novo coronavírus é descoberto em amostra de esgoto de novembro de 2019 em Florianópolis, diz UFSC; até o momento, a amostra mais antiga nas Américas, sugere estudo

Foto: Ilustrativa

Pesquisadores de duas universidades e de uma startup afirmam ter descoberto partículas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019. O primeiro caso clínico da Covid-19, infecção provocada pelo vírus, foi relatado no Brasil em janeiro deste ano. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (2) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mais detalhes serão divulgados durante a tarde.

Conforme o estudo, até o momento essa é a amostra mais antiga do novo coronavírus nas Américas. Estudos semelhantes encontraram o SAR-CoV-2 no esgoto de Wuhan, na China, em outubro, e na Itália no início de dezembro, antes do vírus ser descrito em 31 de dezembro de 2019.

A descoberta consta da pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, de pesquisadores da UFSC, da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub.

A UFSC informou que foram analisadas amostras congeladas de esgoto bruto do final de outubro do ano passado até o início de março de 2020, a fim de investigar o material como ferramenta epidemiológica.

A pesquisa envolveu diversos departamentos da universidade catarinense. Conforme os envolvidos, os primeiros resultados geraram desconfiança entre os pesquisadores, mas dados e testes foram repetidos, rastreando o genoma do vírus.

Em 30 de outubro e 6 de novembro, as amostras não apresentaram traço de SARS-CoV-2. A carga na amostra de 27 de novembro foi considerada baixa, 100 mil cópias de genoma do vírus por litro. Novas amostras deram positivo em doses mais elevadas em 11 de dezembro e 20 de fevereiro. Em 4 de março, a carga de SARS-CoV-2 chegou a um milhão de cópias de genoma por litro de esgoto.

Os pesquisadores dizem que não há motivo para preocupação com contaminação, porque o esgoto é uma representatividade do que já tem na população. E ressaltam que as pessoas podem ou não ter ficado doentes no período. Em caso positivo podem ter atribuído os sintomas a outras doenças.

A descoberta foi possível porque os estudiosos puderam acessar amostras que já eram coletadas por outros estudos. Para os pesquisadores, é preciso pensar como o esgoto da população serve para programas sentinelas, fazendo análises de risco e antecipando cuidados necessários com as pessoas.

G1

 

OMS registra queda de casos diários do novo coronavírus no mundo

Foto: Pierre Albouy/Reuters

O número de casos do novo coronavírus no mundo chegou a 10,11 milhões, após o registro de 96.286 novas infecções nas últimas 24 horas, o que representa uma redução acentuada nos contágios diários, informou nesta terça-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos últimos dias, os casos confirmados por dia variaram de 130 mil a 160 mil, com um pico de 191 mil infecções em um único dia.

O banco de dados da OMS recebeu a confirmação de 502.278 mortes por Covid-19, o que significa 2.365 óbitos a mais do que no dia anterior.

Este é o menor número de mortes a nível mundial em semanas.

A tabela dos 12 países mais afetados do mundo permanece estável, com os Estados Unidos no topo, com mais de 2,54 milhões de casos, seguidos pelo Brasil, com 1,34 milhão.

Eles são seguidos, em ordem decrescente, pela Rússia, Índia, Reino Unido, Peru, Chile, Espanha, Itália, Irã, México e Paquistão.

EFE

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gustavo mafra disse:

    Ué. Ontem O diretor da OMS falou que O PIOR ESTAR POR VIR. Sei mas de nada. Um dia e ruim, outro dia melhora.

  2. Flávio disse:

    A três dias atrás fiz uma projeção que eles teriam que se retratar , após 30 dias.
    Eles estão iguais aos nossos comitês científicos, litrralmente perdidos. E cintra fatos não existe argumentos.

  3. Az disse:

    A 3 dias falaram que iria aumentar e hoje diminuiu esse povo que enlouquecer o povo.

    • Silva disse:

      Tá aqui no BG.
      No fnal das contas, Bolsonaro não errou nenhuma vez, tá o tempo todo certo, ele e o ex ministro Osmar Terra.
      Vao chamar o homi de louco, mas é só quem acerta.

    • Queiroz disse:

      O certo é: Há três dias. E esse povo "quer".
      Por nada👍

    • Santos disse:

      Acertou!
      O presidente disse que essa gripizinha não ia passar de 800 mortes. Qdo o Ministério da Saúde anuncia 800 mortes/dia, é um alívio.
      Nunca foi capaz de pedir ao menos desculpa pelas bobagens que falou td esse tempo.
      Çey não viu!

Governo do RN detalha investimentos da Saúde no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus; contratação, adequação, leitos e compra de material

O Governo do Rio Grande do Norte investiu em uma série de atividades, como previsto no Plano de Contingência para o Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, a fim de desacelerar o avanço da doença no estado. Uma das medidas apresentadas dentro do projeto para conter o coronavírus, foi o Plano Assistencial da Covid-19, adotado por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que proporcionou a compra de equipamentos, medicamentos, materiais médicos e insumos para testagem dos pacientes, para a manutenção e abertura de novos leitos nas oito regiões de saúde do estado.

Entre os investimentos feitos na saúde do estado em contratação, adequação e compra de material, o governo direcionou o montante de R$ 41,5 milhões, dividido entre: contratação de 20 leitos de UTI e 20 de enfermaria por 180 dias com a Liga Norte Rio Grandense (R$ 21,5 milhões); contratação para gestão de 30 leitos de UTI a serem instalados no Hospital Colônia Doutor João Machado (20 leitos) e Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho (10 leitos), por 6 meses, com o Instituto Jurídico Para Efetivação da Cidadania e Saúde – AVANTE SOCIAL (R$ 10,5 milhões); contratação para gestão de 05 leitos de UTI adulto e 10 leitos de retaguarda de enfermaria, por 6 meses, com o Natal Hospital Center S/A (R$ 4,9 milhões); contratação de locação de equipamentos médicos e fornecimento de acessórios e insumos para implantar 10 leitos de UTI com fornecimento de serviços de RH (enfermeiros e técnicos de enfermagem) para o Hospital Cel. Pedro Germano com a empresa MA Engenharia Clínica e Hospitalar (R$ 2,7 milhões); e contratação emergencial para incremento de leitos de UTI no município de Mossoró, pela Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Mossoró – APAMIM (R$ 1,9 milhão).

Outros R$ 57,2 milhões foram investidos em: contratação de pessoal temporário da área da saúde (R$ 19 milhões); compra de EPI (R$ 12,4 milhões); compra de material médico hospitalar e laboratorial, medicamentos e material de Limpeza e outros Insumos (R$ 10,1 milhões); aquisição de equipamentos hospitalares e laboratoriais (R$ 8,7 milhões); Transferências à Fundos Municipais de Saúde do RN (R$ 3,6 milhões); plantões médicos (cooperativas e Pessoas jurídicas) (R$ 3,4 milhões); contratação de serviços de manutenção de equipamentos Hospitalares e Outros Serviços (R$ 2,1 milhões); e contratação de mão de obra terceirizada (R$ 372 mil).

Os montantes, frutos de repasses do Ministério da Saúde, Governo do RN e doações, proporcionaram um aumento no número de leitos para o atendimento das vítimas da doença respiratória, com a aquisição de: monitores; respiradores; estabilizadores, carros de emergência; kit de material para respiração não invasivo; macas móveis; cardioversores; eletrocardiógrafos; e equipamento laboratorial. Além de medicamentos como anestésicos, analgésicos e antitérmicos, e equipamentos de uso individual para os profissionais da saúde, como: luvas, máscara e toucas.

A distribuição dos leitos por região de saúde no estado ficou assim:

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Parabéns ao Governo do Estado.

Governador decreta calamidade pública no DF após alta nos casos por novo coronavírus

Foto: Jamila Tavares / G1

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus. Até a manhã desta segunda-feira (29), a capital contabilizava 548 mortes por Covid-19 e 44,9 mil infecções.

Com o decreto, o governo local não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nem as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2020. Além disso, o DF poderá receber repasses da União.

“Fica declarado estado de calamidade pública no âmbito do Distrito Federal, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2”, diz trecho da publicação.

A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.

Em fevereiro, o governador havia declarado o estado de emergência na capital, por 180 dias, mas a medida se aplicava apenas à área de saúde. Agora, o decreto se estende a outros setores.

Coronavírus no DF

Neste domingo (28), a Secretaria de Saúde confirmou mais 11 mortes pelo novo coronavírus. Assim, o total de óbitos desde o início da pandemia na capital chega a 548. Ceilândia é a região com o maior número de casos e vítimas.

Segundo o governo do DF, 51,6% dos infectados na capital são mulheres, com idade entre 30 e 39 anos.

O aumento dos casos também tem causado impacto nos hospitais. Ainda no domingo (28), as unidades particulares atingiram 90,4% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para paciente com Covid-19. O índice é o mais alto desde o início da pandemia na capital.

Dados divulgados pelo portal Sala de Situação, da Secretaria de Saúde, apontam que apenas 21 das 219 vagas da rede privada estavam disponíveis até a última atualização desta reportagem. Do total, 191 estavam disponíveis e sete, bloqueadas.

Flexibilizações

Mesmo com o crescimento das infecções, o GDF tem autorizado uma série de flexibilizações desde o comércio a espaços de lazer. Na sexta (26), Ibaneis permitiu a reabertura de clubes recreativos e o retorno dos treinos de times de futebol profissionais.

Na última semana, a Justiça Federal suspendeu a decisão liminar que impedia a reabertura de novas atividades não essenciais no DF em meio à pandemia. O magistrado atendeu a um pedido feito pelo governador.

A decisão ocorreu no dia em que o DF registrou um recorde de infectados pelo coronavírus em 24 horas. Foram 2.455 novos casos entre quinta (25) e sexta.

Perda de R$ 1 bi

Em abril, o governador enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um pedido de declaração do estado de calamidade no Distrito Federal, por conta do impacto econômico causado pela crise da Covid-19. À época, a situação foi aprovada por 23 votos, em turno único.

Neste ano, o GDF prevê redução de R$ 1 bilhão na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e de R$ 183,7 milhões no Imposto sobre Serviços (ISS).

Estado de calamidade

O estado de calamidade é reconhecido em lei e previsto para estados e municípios. Em abril, Ibaneis também decretou outra alerta para o DF, dessa vez de “estado de emergência ambiental” para prevenir e minimizar os efeitos dos incêndios florestais durante o período de seca.

A medida vale até novembro deste ano. Com a situação de emergência, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos públicos podem fazer compras emergenciais, sem licitação, para combater queimadas. Entenda a diferença:

Desastre: o decreto define o termo como o “resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais”.

Situação de emergência: o termo é definido como uma “situação anormal, provocada por desastres” e que comprometa parcialmente a capacidade de resposta do poder público local. O caso pode requerer ajuda financeira ou reforço policial, deslocado de regiões vizinhas sob o comando da União.

Estado de calamidade pública: mais grave que a situação de emergência, pode ser decretado quando o desastre é grande o suficiente para comprometer totalmente a capacidade de resposta do poder público local. Nestes casos, a União pode definir a intervenção da Força Nacional para auxiliar no controle de danos.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Muda Brasil disse:

    Só lembrando que o STF decidiu que governadores e prefeitos tem autonomia para decidir, o governo federal só manda dinheiro e ainda é ruim.

  2. Zanoni disse:

    Pois é. Abriu Shoppings centers, igrejas, parques, etc. Agora, está decretando estado de calamidade pública. Tudo falta de uma ação coordenada do Governo Federal. O presidente saiu como louco, em defesa do mandato e, ao mesmo tempo, em favor do vírus. Tivesse se olhado no espelho e enxergado o presidente da República, talvez estivéssemos vivenciando outra realidade. Como diz os antigos: Sibite não canta como canário!

Saiba em quais lugares o contágio pelo novo coronavírus pode ser maior, segundo estudo

Foto: © REUTERS / Ricardo Moraes/Direitos Reservados

Um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de ser infectado pelo vírus SARS-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é bem maior. Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas nesse momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte. O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o swab – um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso – foi usado em pontos de ônibus, corrimãos, entradas de hospitais e até mesmo bancos de praças. Das 101 amostra colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

“Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local”, explicou o infectologista e professor de medicina da UFMG, Matheus Westin.

O médico lembra, ainda, que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção. O estudo classificou as áreas de risco de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos. Veja o infográfico:

Linha de frente

O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável.

“Todas as formas de assistência direta envolvem proximidade. Desde os cuidados primários, como administrar medicação ou conversar com o paciente, aos procedimentos invasivos, como ajustar o ventilador mecânico, aspirar as vias aéreas ou entubar o paciente, tudo isso cria um grande risco de transmissão”, argumenta Westin.

Segundo o médico e professor, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes. “Boa parte desse equipamento é de uso único. A troca deve ser periódica. Mas não dá pra esquecer que o profissional de saúde, ao chegar em casa, deve lavar bem com água e sabão as vestimentas hospitalares para remover traços de contaminação das roupas”, informou.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Augusto Carvalho disse:

    Uma dúvida: se foram feitos testes, como concluíram que os cinemas são lugares de risco pra contaminação, já que estão todos fechados há meses????

  2. Apir Pertinente disse:

    Faltou falar em mercados, porque são lugares que precisamos ir com frequência.

  3. Falando sério disse:

    Via pública está na lista e supermercados não!? Essas pesquisas são uma piada.

Portugal reverte medidas de relaxamento e foca nas restrições aos jovens para conter nova propagação do novo coronavírus

Foto: Rafael Marchante/Reuters

Os portugueses relutaram a sair da quarentena como se pressentissem que o bom desempenho do país durante a pandemia pudesse sair do controle. Foi o que aconteceu. No período entre 21 de maio e 21 de junho, o país registrou 9.200 novos casos.

O governo se viu obrigado a recuar e antecipar o horário de fechamento de lojas para as 20h, proibir a venda de bebidas alcoólicas a partir desse horário e a limitar as reuniões ao máximo de dez pessoas, metade do que estava permitido.

Os jovens são o principal alvo das novas restrições. Festas clandestinas disseminaram novos focos de infecção. No Algarve, uma comemoração para cem pessoas contaminou 76; em Grândola, nos arredores de Lisboa, pelo menos 20 adolescentes adoeceram num acampamento. A onda de calor encheu praias e parques.

Pela primeira vez, o Porto e cidades do Norte do país cancelaram os tradicionais festejos de São João: não houve música, queima de fogos de artifício, barraquinhas de comida e bebida — tudo que remetesse à aglomeração de pessoas.

Modelo exemplar pela organização e pelas medidas eficazes verificadas enquanto os vizinhos eram atingidos em cheio pelo novo coronavírus, Portugal registrou 40 mil infectados pela Covid-19 e 1.543 mortos. Agora, a taxa de contágio só é superada na Europa pela Suécia, que passou ao largo do distanciamento social.

O crescimento de casos na pós-pandemia fez com que o panorama se invertesse: os bons alunos do continente são esnobados. Alguns países europeus, como o Reino Unido e Áustria, estudam se os passageiros procedentes de Portugal devem ser considerados seguros e, por isso, escapar da quarentena obrigatória de 14 dias. Finlândia e Dinamarca, por sua vez, já excluíram os portugueses da lista dos que estão isentos das restrições.

A região da Grande Lisboa e Vale do Tejo é a mais afetada pelo ressurgimento da doença e concentra 80% do pico recente — 367 novos casos nesta quarta-feira em todo o país. Fernando Maltez, diretor de Infectologia do Hospital Cury Cabral, considera que a situação está descontrolada, mas pode ser revertida.

“O desconfinamento poderia ter sido feito de forma mais lenta”, analisou à Rádio Renascença.

O presidente Marcelo Rebelo Sousa apela para que os portugueses sejam rigorosos no uso das máscaras em locais públicos e afasta o cenário de descontrole e ruptura no sistema hospitalar. Mas o certo é que Portugal mostrou que ainda está longe livrar-se da Covid-19.

BLOG DA SANDRA COHEN – G1

 

Pequim reativa restrições devido a ressurgimento do novo coronavírus

© REUTERS / Jason Lee/ Direitos reservados

Vários distritos de Pequim montaram postos de verificação, fecharam escolas e ordenaram que as pessoas passem por exames do novo coronavírus nesta segunda-feira (15), após uma disparada inesperada de casos ligados ao maior mercado atacadista de alimentos da Ásia.

Depois de quase dois meses sem infecções novas, autoridades de Pequim relataram 79 casos nos últimos quatro dias, o maior foco de infecções desde fevereiro.

A volta do novo coronavírus mergulhou Pequim, sede de grandes corporações, na incerteza no momento em que a China tenta espantar os problemas econômicos causados pela doença.

“Os esforços de contenção entraram rapidamente em um modo de tempos de guerra”, disse Xu Ying, uma autoridade municipal de alto escalão, em entrevista coletiva.

Xu disse que 7.200 bairros e quase 100 mil agentes de controle epidemiológico entraram no “campo de batalha”.

O surto foi localizado no amplo mercado de Xinfadi, onde milhares de toneladas de vegetais, frutas e carne trocam de mãos todos os dias.

Um complexo de armazéns e centros comerciais, que se estende por uma área quase igual a 160 campos de futebol, Xinfadi é quase 20 vezes maior do que o mercado de frutos do mar da cidade de Wuhan, onde o surto foi identificado.

Os casos novos fizeram com que autoridades de muitas partes de Pequim reinstaurassem medidas duras para conter a disseminação do vírus, como postos de verificação 24 horas, o fechamento de escolas e centros esportivos e a retomada das medições de temperatura em shoppings centers, supermercados e escritórios.

Os moradores da capital também foram aconselhados a evitar multidões e agrupamentos ao se alimentarem.

Alguns distritos enviaram agentes a conjuntos residenciais, o que descreveram como uma operação “toc-toc” para identificar pessoas que visitaram Xinfadi ou tiveram contato com pessoas que visitaram.

Nenhum dos 16 distritos de Pequim foi submetido a isolamento generalizado, mas o acesso aos bairros de pessoas que foram infectadas foi interrompido, enquanto exames de ácido nucleico são feitos nos moradores.

Os 11 bairros ao redor de Xinfadi e mais 10 próximos de outro mercado também foram interditados, enquanto 90 mil moradores são examinados. A capital começou a realizar exames em massa nesse domingo (14).

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que foi informada do surto e de uma investigação das autoridades chinesas.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Emmanoel do Nascimento Costa disse:

    Um aparato desse por causa de 79 casos .Vejam a diferença comparando com o Brasil.

Covid-19: planos de saúde incluirão mais 6 exames na lista obrigatória, informa Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está incluindo mais seis exames que auxiliam na detecção do novo Coronavírus na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada em reunião realizada nessa quarta-feira (27/05). A medida passa a valer a partir da publicação da Resolução Normativa no Diário Oficial da União.

As novas incorporações buscam ampliar as possibilidades de diagnóstico da Covid-19, especialmente em pacientes graves com quadro suspeito ou confirmado, e estão alinhadas às diretrizes e protocolos do Ministério da Saúde para manejo da doença. Dessa forma, auxiliam no diagnóstico diferencial e no acompanhamento de situações clínicas que podem representar grande gravidade, como por exemplo, a presença de um quadro trombótico ou de uma infecção bacteriana causada pelo vírus.

Os testes podem ajudar os profissionais de saúde a tomar a conduta certa na hora certa, salvando vidas, muitas vezes, em situações limítrofes, que dependem que abordagens terapêuticas específicas sejam instituídas com rapidez para que sejam eficazes.

Passam a ser de cobertura obrigatória para os beneficiários de planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar e referência os seguintes testes:

Dímero D (dosagem): O procedimento já é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, porém, ainda não era utilizado para casos relacionados à Covid-19. É um exame fundamental para diagnóstico e acompanhamento do quadro trombótico e tem papel importante na avaliação prognóstica na evolução dos pacientes com Covid-19.

Procalcitonina (dosagem): O procedimento é recomendado entre as investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves de Covid-19, auxiliando na distinção entre situações de maior severidade e quadros mais brandos da doença.

Pesquisa rápida para Influenza A e B e PCR em tempo real para os vírus Influenza A e B: Esses testes são indicados para diagnóstico da Influenza. A proposta consiste na incorporação dos dois procedimentos para minimizar questões de disponibilidade e para otimizar o arsenal diagnóstico disponível. A pesquisa rápida é recomendada para investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves. O diagnóstico diferencial é importante, pois a influenza também pode ser causa de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

Pesquisa rápida para Vírus Sincicial Respiratório e PCR em tempo real para Vírus Sincicial Respiratório: Esses testes são indicados para diagnóstico da infeção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A proposta consiste na incorporação dos dois procedimentos para minimizar questões de disponibilidade e para aprimorar as possibilidades. O teste rápido para o VSR é útil no diagnóstico diferencial de Covid-19 em crianças com infecção viral grave respiratória.

“A ANS permanece atenta às mudanças no cenário do enfretamento da Covid-19 e está alinhada aos protocolos do Ministério da Saúde. A maioria dos testes diagnósticos citados nas diretrizes do órgão já são de cobertura obrigatória no âmbito da saúde suplementar. No entanto, observamos que alguns testes destinados à atenção de pacientes graves, que podem impactar na conduta terapêutica, não estavam listados no rol de coberturas mínimas dos planos de saúde ou, quando já incluídos, não contemplavam pacientes com quadro suspeito ou confirmado da Covid-19. Dessa forma, estamos incluindo esses exames para ampliar as possibilidades de diagnóstico e, assim, buscar uma resposta mais rápida e efetiva para salvar vidas”, explica o diretor-presidente substituto da ANS, Rogério Scarabel.

A proposta de atualização extraordinária da cobertura assistencial será reavaliada até o final do processo regular de atualização do Rol em curso, tanto quanto ao seu contexto de utilização no quadro pandêmico, quanto aos seus critérios técnicos, e será submetida a consulta pública, juntamente com as propostas de atualização elegíveis do atual ciclo de atualização.

Esta é a segunda inclusão extraordinária de procedimentos relacionados ao novo Coronavírus no Rol de Procedimentos da ANS. Desde o dia 13/03, os planos de saúde são obrigados a cobrir o exame Pesquisa por RT-PCR, teste laboratorial considerado padrão ouro para o diagnóstico da infecção pela Covid-19.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose Augusto Galvão Pereira disse:

    A culpa disso tudo é a China quero saber depois como vai ficar , China assasina

Hipocondríacos relatam impacto psicológico da pandemia do novo coronavírus; “sintomas” como tosse e falta de ar são vivenciados

Foto: Freepik / jcomp

Com a expansão da pandemia do novo coronavírus e o registro crescente do número de casos e mortes pela covid-19, é natural o surgimento de uma preocupação em torno da doença. Para pessoas hipocondríacas, porém, essa sensação chega a níveis extremos, prejudicando a saúde mental e afetando a qualidade de vida daqueles com a condição.

É possível encontrar diversos grupo no Facebook que reúnem hipocondríacos, sejam eles diagnosticados por profissionais ou que consideram fazer parte do grupo. Ao ingressar nos grupos e analisar as publicações, fica claro que um assunto predomina: o coronavírus.

São diversos relatos de pessoas que dizem se identificar com algum sintoma, como falta de ar ou tosse, e questionando se elas poderiam estar com o vírus. “Estou sempre achando que tenho algum dos sintomas de covid-19”, relata Izabel Costa, 34 anos, que possui hipocondria e é uma das administradoras de um desses grupos no Facebook.

Entendendo a condição

Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), explica que a hipocondria é um dos três quadros mentais mais antigos conhecidos pelo Ocidente, ao lado da melancolia e da histeria, com relatos no século 3 antes de Cristo. Em sua manifestação mais comum, é resumida como “um sentimento permanente de que você está doente”.

Nessa linha, o professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Joel Rennó, classifica a hipocondria como um transtorno somatoforme. Em linhas gerais, nessas doenças os pacientes apresentam queixas físicas, mas não se encontra, em exames médicos, uma causa que justifique essas queixas.

No dia a dia, isso gera uma atenção redobrada para o corpo e os sentimentos. “Pequenas alterações são imediatamente sentidas como um mal, sejam elas dores, contusões ou cicatrizes”, explica Dunker. O psicólogo observa que, geralmente, o problema do hipocondríaco não está na doença que ele acha ter, mas sim em alguma insatisfação que se manifesta como os sintomas físicos identificados.

Uma consequência da sensação de doença é a procura por informações sobre doenças e seus sintomas. “Quando a pessoa se dedica a encontrar a origem [da suposta doença] para lidar com isso, está tentando lidar com a angústia como se ela fosse resolvida por mais informação, mas isso apenas deixa ela mais angustiada, pois esse discurso não oferece o que ela precisa, sem saber que está precisando”, destaca Christian.

Em um cenário como a pandemia do novo coronavírus, a preocupação em evitar ter a doença pode levar exatamente à sensação de alguns dos seus sintomas. “Agora, com a pandemia, com dados concretos muito complexos, e uma imprevisibilidade [sobre a doença], um hipocondríaco detecta os sintomas da doença, que podem ter origem até em uma ansiedade, como a falta de ar e respiração insconstante”, resume Rennó.

A identificação com doenças a partir da associação com sintomas sentidos é um traço comum dos hipocondríacos, algo facilitado pela disponibilização de informações da área de saúde na internet, como observa Dunker: “Chegamos em um momento onde a prática diagnóstica se banalizou. Os pacientes já chegam com diagnósticos, mas obtidos em outros locais, nem sempre confiáveis”. Todo esse cenário cria uma situação de extrema pressão psicológica para os hipocondríacos.

Convivendo com a hipocondria

Valéria Fernandes, 44 anos, possui hipocondria há oito anos. “A princípio desconhecia [a hipocondria], achava que tinha só crise de ansiedade pois tinha uma bebê pequena. Comecei a me tratar com paliativos. Cheguei a um ponto em que eu não estava vivendo mais, o tempo todo medindo a febre dos meus filhos, medindo minha pressão. Aí eu procurei ajuda”, relembra.

Ela considera que o período da pandemia tem sido extremamente difícil. A hipocondria pode acabar levando a outras condições, como ansiedade e depressão, e se manifesta a partir de gatilhos. Valéria, portanto, tentou eliminar esses gatilhos, que viriam com a preocupação de estar com os sintomas da covid-19.

“Não saio de casa há 63 dias, para garantir que eu nem considere que estou com o coronavírus. Eu acho que tentar agir normalmente, em meio a essa pandemia, não é o ideal. Eu acho que estou bem, mas porque não tive até agora nenhum sintoma da doença”, explica Valéria.

“Todas as pessoas estão com medo, eu acredito. Quem tem consciência da pandemia está com medo. Para quem é hipocondríaco, o medo não vem com a mesma intensidade, ele vem de uma forma que te enlouquece. É um medo surreal que você não controla, não consegue explicar. Só quem sente entende”, resume ela.

O cenário descrito por Valéria é semelhante ao de Izabel Costa: “Não saímos de casa desde o dia 13 de março, fazemos compras pelo aplicativo do mercado e higienizamos tudo que chega, e mesmo com todos esses cuidados sinto como se não fosse suficiente, sempre com medo de ter sido infectada”.

Ela destaca que também possui Transtorno Obssessivo Compulsivo (TOC), que piorou com a pandemia: “Tenho crises de ansiedade e meu TOC piorou, sempre lavei muito as mãos, mas agora perdi o controle”. Izabel explica que tenta dominar a situação. “Eu tento me controlar, mas estou sempre achando que tenho algum dos sintomas de covid-19, falta de ar é o que mais me apavora”, diz.

Aliviando os efeitos

Os professores Christian Dunker e Joel Rennó destacam que é importante que a pessoa que é hipocondríaca ou acha que possui a condição busque ajuda profissional, em especial psicólogos, terapeutas e psiquiatras. “Reconhecer que tem o problema é o primeiro passo, e ele é tratável, curável, é possível dar dignidade à pessoa, ainda que seja algo psicológico, por mais que seja difícil aceitar isso”, observa Dunker.

Para Valéria, o acompanhamento profissional foi essencial para que ela pudesse entender melhor a hipocondria, encontrando formas de evitar gatilhos, aliviar os efeitos de crises de ansiedade e entendesse que a hipocondria é uma doença como qualquer outra, e portanto também pode ser tratada com medicamentos quando necessário.

Outra dica que os especialistas dão é evitar procurar muitas informações sobre a pandemia. “É importante não se entregar a um discurso dos dados sanitários, da evolução da doença, a novela do vírus. Não são coisas falsas, mas os desdobramentos podem fazer mal. Para muitos, é importante entender, para o hipocondríaco isso não é bom. Reduzir o contato pode ajudar”, explica Dunker.

Joel Rennó, por exemplo, monta uma rotina com seus pacientes hipocondríacos, colocando que a pessoa deve dedicar entre uma e duas horas, no máximo, para atividades informativas que envolvam a pandemia. É importante também procurar fontes confiáveis, para evitar que informações falsas ou imprecisas gerem mais medo.

Outra medida importante é o que Dunker chama de “reformulação da economia dos prazeres”, ou seja, dedicar mais tempo a atividades prazerosas, que permitam desviar a atenção da pandemia. Nessa lista estão atividades como exercício físico, leitura, meditação, ioga e outros hobbies.

“O processo hipocondríaco se liga a um tipo de atenção, uma advertência, expectativa ansiosa de que algo vai acontecer. Se consegue alterar esse estado, a hipocondríaca reduz”, explica o professor. Valéria comenta que a meditação também lhe ensinou exercícios de controle de respiração que ajudam bastante ela a lidar com crises de ansiedade.

Também é importante evitar o que o psicólogo chama de “hipocondria projetada”, ou seja, o medo de que outras pessoas próximas possam estar com o vírus: “O hipocondríaco se sente tão próximo que ele acha que é uma extensão da outra pessoa”. Nesses casos, é importante entender que o outro não pode ser controlado e trabalhar essa questão com profissionais.

Por fim, um elemento que Valéria e Izabel destacam é a importância de ter alguém com quem conversar sobre a hipocondria e seus efeitos e sentir a empatia e apoio de pessoas próximas. “O grupo [de Facebook] ajuda. É bom poder conversar com quem sente o mesmo. A hipocondria é um transtorno que a maioria das pessoas não levam muito à sério, amigos e familiares costumam não ter paciência e às vezes até fazem piada. No grupo, a gente busca esse acolhimento e muitos relatam melhoras”, conclui Izabel.

Emais – Estadão

 

Brasil reduziu taxa de reprodução do novo coronavírus a menos da metade, mostra estudo

Foto: Amanda Perobelli – 6.mai.2020/Reuters

O Brasil conseguiu reduzir a sua taxa de reprodução do coronavírus para menos da metade desde o início da pandemia. Em fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso no país, uma pessoa que contraísse a doença a transmitia para outras 3,5 na média. Hoje, o número está em 1,4. Em São Paulo, esse índice é menor, de 1,3.

Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelo físico nuclear Rubens Lichtenthaler Filho, da Universidade de São Paulo, e do médico Daniel Lichtenthaler. O levantamento foi feito com base nos números oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde. “Ficou claro que a política de distanciamento social é essencial para reduzir o número total de casos e controlar a epidemia”, diz o estudo.

“É consequência dessas medidas de afastamento social que foram tomadas. Mas ainda é pouco. Em termos de epidemia, o número tem que ficar abaixo de um. Ao olharmos os dados da Alemanha, por exemplo, está em 0,8. Lá eles conseguem controlar. E aqui o número de casos ainda está crescendo”, diz um dos autores do estudo, Rubens Lichtentaler, do departamento de Física Nuclear da USP. O estudo ainda é um manuscrito (pré-print), que ainda não passou por revisão de pares.

O levantamento aponta que um relaxamento nas medidas de isolamento aumentará essa taxa de reprodução de forma “imprevisível”, apontando que tais mudanças para o retorno da atividade econômica e social devem ocorrer de forma “gradual”, mantendo o monitoramento das curvas da epidemia.

O estudo também defende que sejam feitas pesquisas amostrais com a população para determinar a quantidade de pessoas com a doença, como forma de determinar em que momento da epidemia o país está e a que distância do pico. Se não houver conhecimento de quantos estão realmente infectados, ficaria muito difícil de fazer previsões confiáveis sobre controle do novo coronavírus, diz o texto.

Os pesquisadores defendem que o lockdown é uma forma de reduzir essa taxa para abaixo de 1, e que tal decisão deve ser tomada a partir da análise de dados de cada cidade ou comunidade. O governo federal é contrário a essa medida e tem defendido, inclusive, o relaxamento das políticas atuais de isolamento social.

Em São Paulo, estado com mais casos, o governador João Doria (PSDB) já afirmou que havia a possibilidade, mas ainda não decidiu nada a respeito. Alguns municípios no país já adotaram a política de lockdown. Segundo levantamento da CNN, a medida já vale em São Gonçalo e Campos (RJ), Belém e outras 16 cidades do Pará, Fortaleza (CE), Recife e outras 4 cidades de Pernambuco, três cidades na Bahia, três no Paraná, em todo o estado do Amapá e em 4 municípios do Amazonas.

De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, às 18h deste domingo, o Brasil tinha 347,3 mil casos confirmados de coronavírus e 22.013 mortes. É o segundo no mundo em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, e o sexto no mundo em mortes, atrás de EUA, Reino Unido, Itália, Espanha e França.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Richard Medeiros disse:

    BG, quando dispor de Estudos , por favour, dispor no link do referido ou o mesmo em PDF, se puder, um abraço