Missão DART: Nasa planeja desviar asteroide para testar segurança da Terra e rota de colisão

Foto: Nasa

A Nasa, agência espacial norte-americana, e a ESA, agência espacial europeia, estão trabalhando juntas para proteger a Terra de uma possível colisão com o asteroide Didymos, que poderia destruir o planeta.

A Missão DART (Double Asteroid Redirection Test) usará um equipamento para provocar um impacto cinético e alterar a trajetória do asteroide. A rocha espacial tem, aproximadamente, 160 metros comprimento e 780 metros de diâmetro.

O DART será lançado em julho de 2021 a bordo de um foguete da SpaceX. A primeira fase da missão acontecerá em setembro de 2022, quando o equipamento irá interceptar a lua do Didymos, a 11 milhões de quilômetros da Terra.

A colisão entre o DART e o Didymos deverá mudar minimamente a rota do asteroide, mas será o suficiente para impedir uma ameaça real de impacto contra a Terra.

Veja mais: NASA atingirá asteroide de 800 metros para testar segurança da Terra

A missão nomeada AINDA, (Asteroid Impact & Deflection Assessment), da ESA, irá enviar a nave espacial Hera, para acompanhar o asteroide após o impacto e ajudar no monitoramento da trajetória.

Além disso, há o plano de estudar o Didymos em 2026, quando a sonda espacial Hera chegar ao asteroide para medir a cratera aberta pelo DART e analisar mais detalhes do objeto espacial.

R7 e Galileu

Asteroide QV89 não está em rota de colisão com a Terra, garante a ESA

Foto: via hypescience

No mês passado, a ESA tinha o asteroide 2006 QV89 em sua lista de objetos com risco potencial de se chocar contra a Terra, com uma chance de uma em 7 mil de isso acontecer em setembro de 2019. Contudo, após análises mais aprofundadas, a agência espacial europeia agora disse que o objeto de cerca de 50 metros de diâmetro não representa nenhum risco, já que ele não está em rota de colisão com a Terra neste ano.

Ainda, a chance de qualquer impacto futuro deste objeto com o nosso planeta é extremamente remota. A ESA explica que “em geral, quando um asteroide tem uma pequena chance de impactar a Terra, outras observações e medições são feitas, e esses dados ‘astrométricos’ refinam nossa compreensão do caminho do asteroide, melhorando nossa compreensão do risco que ele representa e, muitas vezes, excluindo qualquer chance de colisão”. E foi exatamente isto o que aconteceu agora com a previsão de colisão do QV89.

O objeto foi descoberto em agosto de 2006 e depois observado por apenas dez dias, com tais observações da época sugerindo que ele tinha essa possibilidade de uma em 7 mil de impactar a Terra precisamente no dia 9 de setembro de 2019. Depois desses dez dias, o asteroide não foi mais visto, e depois de mais de uma década ficou muito difícil prever sua posição com precisão para uma nova observação — então a ESA não teria como apontar um telescópio para confirmar a previsão de 2006.

No entanto, os cientistas da agência deram um “jeitinho” para obter as informações necessárias para verificar o potencial perigo que o QV89 representaria. Ainda que não se saiba exatamente a trajetória do asteroide, os cientistas sabiam onde o objeto apareceria no céu caso estivesse em rota de colisão; portanto, a ideia foi vasculhar essa área exata do céu, com telescópios, para tentar encontrá-lo.

Isso foi feito pela ESA com o Observatório Europeu do Sul (ESO) nos dias 4 e 5 de julho usando o Very Large Telescope (VLT). As equipes então obtiveram imagens bastante profundas daquela área do céu, onde o asteroide estaria caso estivesse em vias de impactar nosso planeta em setembro. E, bem, absolutamente nada foi visto ali.

(Imagem: ESA)

Na imagem acima, vemos a região do céu onde o QV89 teria sido visto caso estivesse mesmo chegando pertinho da Terra. As três cruzes vermelhas mostram as localizações específicas onde o asteroide poderia ter aparecido, mas não há nenhum objeto aparecendo ali. E mesmo se ele fosse menor do que o estimado, com poucos metros de diâmetro, ele teria sido visto na imagem ao menos como um ponto brilhante de um jeito singular, e se ele fosse muito menor do que isso, o VLT não seria capaz de fotografá-lo — contudo, se fosse este o caso, o objeto seria totalmente queimado em nossa atmosfera num ato de colisão, sem representar risco algum.

Canal Tech, via ESA

Natal na rota dos vinhos chilenos

Um dos maiores entusiastas do vinho chileno no Brasil tem nome e sobrenome: Luis Montanares. Natural de Santiago do Chile, Luis veio para o Brasil há 21 anos, conheceu o Rio de Janeiro e S. Paulo e “caiu de amores pelas terras potiguares”. Decidido a ficar por aqui, trouxe não só a sua marca de vinhos, as linhas Famiglia Canessa e Montanares, como também a sua mãe, d. Alicia Montanares.

A sua nova loja “Canessa & Montanares”, que está mais para um centro de comercialização (venda direta e B2B), convivência e educação de vinhos, abriu agora em maio em sistema de “soft opening” e terá inauguração oficial no dia 5 de junho.

Acompanhe a seguir a entrevista de Luis Montanares à redação da Wines of Chile.

WoC – Qual é o endereço da Canessa & Montanares? Vimos que está muito bem localizada, na esquina, em um local com muita movimentação.

A Canessa & Montanares está localizada numa das avenidas principais da cidade, com fácil acesso para os consumidores e amantes do vinho. O endereço é Avenida Hermes da Fonseca, 506, Petrópolis, Natal/RN.

Nos parece que é muito mais do que uma loja e sim um centro de atividades relacionado à divulgação do vinho chileno, certo?

Nosso sonho sempre foi ser referência do vinho e da cultura chilena na cidade. Há sete anos divulgamos o vinho chileno e a nossa cultura no Rio Grande do Norte. As pessoas que viajam para o Chile e querem visitar uma vinícola nos procuram, para ter informações relacionadas a passeios, visitas direcionadas e degustações nas vinícolas. Fazemos essa ponte com o maior prazer. É uma forma de retribuir o grande carinho que temos recebido na cidade do sol.

Interior da Canessa & Montanares: capricho nos mínimos detalhes

WoC -Vocês pretendem trabalhar apenas com vinhos chilenos?

Nosso foco principal são os vinhos chilenos, mas nosso portfólio viaja pelo novo e pelo velho mundo. Também observamos que outros países estão entrando forte no mercado brasileiro e Natal não foge dessa regra. Na cidade já existem três importadoras de vinhos europeus. Por outro lado, as vinícolas nacionais estão realizando fortes ações para divulgar o consumo desses vinhos no estado. Claro que vemos isso como algo positivo, são ações que promovem o consumo, mas sentimos a falta de uma maior presença das vinícolas chilenas na cidade.

WoC – Você tem ideia de qual é o tamanho do mercado de vinhos em Natal?

É difícil quantificar o tamanho, já que não contamos com estudos do consumo per capita no Rio Grande do Norte. Podemos confirmar que o consumo vem crescendo ano a ano de forma expressiva.

WoC – Descreva as características deste mercado. Há muitas atividades relacionadas à vinho em Natal? Há muitas informações ou é o contrário?

As atividades são pontuais. Elas são realizadas pelas lojas de vinhos, supermercados ou por importadores que atuam no segmento. São ações esporádicas, falta muita informação. Penso que temos o dever de preparar aos novos consumidores e aprimorar os já existentes, de maneira a termos aprendizes conscientes e fiéis. Além de consumidores de qualidade que subiram na escala do conhecimento e que tenham um consumo mais qualificado.

WoC -Vimos que no primeiro andar da Canessa & Montanares é possível realizar eventos. Que tipo de eventos vocês pretendem realizar em Natal?

Temos um projeto arquitetônico em andamento cujo tema é o Chile. Ele terá as ambientações dos quadros, louças, figuras, roupas e livros. Tudo fazendo referência ao Chile e às vinícolas chilenas. São três lounges, TVs, música ambiente, mesa de degustações e Le Verre de Vin com vinhos chilenos como De Martino, Viñedos de Alcohuaz, El Principal, Terranoble, Villard. Todos eles são vinhos chilenos do portfólio da Decanter, já que somos distribuidores exclusivos no Rio Grande do Norte dessa prestigiada importadora nacional. Além de nossos próprios rótulos Famiglia Canessa e Família Montanares produzidos pela Vinícola Sur Valles em Curicó, Chile.

WoC – O que consumidor de Natal procura e o que vocês vão oferecer?

O que o consumidor natalense quer é conhecer um pouco mais dos vinhos chilenos. Por isso a nossa proposta é apresentar um pouco da história do Chile em cada um dos rótulos dos vinhos do nosso país. Esperamos também compartilhar um pouco da cultura do Chile, que sempre gera um grande interesse de parte do público. Quem viajou para o Chile fica feliz de relembrar e quem não foi ainda está ávido de informações.

WoC – Com quantas marcas vocês trabalham?

Hoje contamos com mais de 300 rótulos. Dessa quantidade mais de 40% são vinhos chilenos.

WoC – Qual é o tíquete médio do seu consumidor?

O tíquete médio do consumidor da loja é por volta de R$250,00 reais.

WoC – O que o seu consumidor prefere – vinho branco, tinto, cabernet sauvignon …?

A preferência do natalense, apesar do calor, é tinto. Mas no último tempo está evoluindo para o espumante, branco e, ultimamente rosé – em um movimento conduzido pelas mulheres.

Fachada do espaço: região nobre de Natal, no bairro de Petrópolis

WoC – Qual é o modelo de negócios de vocês? Apenas lojas física ou vão operar também no modelo online ou mesmo omnichannel?

Nosso modelo de negócios é principalmente a loja física, já que nosso foco é a distribuição em todo o estado. Com a entrada no varejo, estamos nos preparando para o modelo online, porque temos ciência da importância da tecnologia, que está cada dia mais presente nossas vidas. Por isso estamos nos preparando para esse novo desafio.

WoC – O que um chileno apaixonado por vinhos viu em Natal?

Vim de férias ao Brasil no ano 1998. Visitei São Paulo, Rio de Janeiro e Natal. Na chegada às terras potiguares foi amor à primeira vista, me apaixonei pela cidade, sua gente, clima excepcional, gastronomia… Aqui me sinto em casa, por isso trouxe a minha família para morar em Natal. Estão comigo dona Alicia Montanares (91 anos), Don Andrés (In memória) e Augusto Montanares (meu irmão). Me considero um “potileno” metade potiguar com metade chileno rsss!!!

WoC – Fale um pouco da sua importadora.

A Canessa & Montanares é uma empresa familiar que é formada por dois primos chilenos. Juan Canessa (In memória) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e Luis Montanares aqui em Natal. Juan abriu uma importadora há sete anos em Porto Alegre e juntos abrimos uma filial em Natal. Juntamos os dois “rios grandes” num só caudal. Hoje contamos com uma outra filial em João Pessoa, na Paraíba, que é gerenciada pelo filho de Juan, o Inti Ewoldt. Ele também é diretor da importadora de Porto Alegre nos dias de hoje.

Wines of Chile

 

PM alerta escolha de rota para chegar em Pipa; GPS leva a percurso problemático e com risco de segurança

Área em vermelho indica ponto de risco. O trecho azul é a rota mais curta sugerida pelo GPS (Foto: Divulgação/PM)

A Polícia Militar alerta frequentadores e turistas que se deslocam para a Praia da Pipa, no município de Tibau do Sul, que os motoristas evitem desviar pela estrada que passa na ponte sobre o Rio Jacu, prolongamento da RN-061. De acordo com a corporação, a rota é apontada como mais curta pelo GPS, passando por uma área de canaviais, seguida de uma ponte que está danificada. A condição, inclusive, facilita a ação de criminosos.

No comunicado à população, a Polícia Militar destacou ainda que reforçou o patrulhamento na região. A recomendação é para que os motoristas se desloquem até Goianinha pela BR-101 e, em seguida, acesse a RN-003, uma rota mais extensa, porém, mais segura.

FOTO: Ciclistas denunciam escuridão na Rota do Sol há 12 dias

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Foto: Cedida

O blog recebeu denúncia do grupo “Ciclistas da Rota do Sol” sobre a escuridão na rodovia que está sem iluminação há pelo menos 12 dias.

A falta de iluminação aumenta ainda mais o risco para os ciclistas, alega o grupo. “Está perigoso! As luzes de mais de 15 postes que estão apagados em sequência na Rota (trecho Natal antes da barreira do inferno-sentido Natal – Pium) pois está totalmente no escuro com grande risco tanto para os ciclistas como para os motoristas”

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio Nogueira disse:

    A cidade em guerra e os filhinhos de papai choramingando com medo do escuro?
    Pense num povo para se achar.
    Ruas escuras tem em todo canto e faz tempo. Mas como o mundo gira ao redor dessa turma de playboys, parem tudo para atendê-los.

    • Renato disse:

      O amigo não consegue entender que a falta de iluminação aumenta a insegurança – risco de assaltos, etc?? Não somente esse trecho, mas todos os demais devem ser iluminados. Afinal, a tarifa de iluminação pública está aí pra isso.

  2. Ciclistas da Rota do Sol disse:

    Prezado Bruno! Obrigado por atender mais uma vez ao nosso pedido q fiz ontem ao email do blog e por ter publicado na Íntegra e de forma Gratuita e gentil…Agora com o seu apoio e tb na divulgação no seu programa Meio Dia RN (98FM) espero q as autoridades competentes resolvam este simples problema mas que pode causar Grandes problemas. Obrigado amigo. Meu grupo e os grupos (Rolé Urbano, Ciclistas de Natal, Bike Terra, Pedal dos amigos, Amigos do Pedal, Pedal Pura Vida e demais grupos) agradecem…

  3. Francismar Toledo disse:

    Falta iluminação pública, ruas esburacadas, calçadas destruídas, ruas sem sinalização…
    Mas o prefeito aparece para criticar a polícia e o governo, fazendo dos problemas dos outros palanque político, esquecendo de resolver os problemas que lhe é de responsabilidade.

  4. DANILO DANTAS disse:

    FALA A VERDADE… A CULPA É DE QUEM MESMO?

  5. Tiago Soares disse:

    Tem um pedaço da Av Roberto Freire que também está as escuras, ali em frente ao Decky Bar. Já tem umas 3 semanas… fica perfeito para assaltos e acidentes.