Cem anos depois, transatlântico refaz rota do Titanic


Cem anos após o naufrágio do Titanic, um transatlântico zarpou neste domingo da Grã-Bretanha até Nova York com familiares dos náufragos a bordo. Assim como o lendário transatlântico, o Balmoral partiu de Southampton às 14h GMT, com 1.309 passageiros, mesmo número que o Titanic, que afundou em 15 de abril de 1912.

Os ocupantes, de 30 países, pagaram entre 2.799 e 5.995 libras para fazer a viagem. Todos as passagens foram vendidas há dois anos. O preço inclui refeições inspiradas nas do Titanic, e uma orquestra como a do famoso transatlântico, que continuou tocando enquanto o navio afundava.

O Balmoral seguirá a rota do Titanic, após uma escala no norte da França e outra na Irlanda. “Não são férias, é uma viagem de lembrança”, explica Philip Littlejohn, neto de um camareiro que sobreviveu à catástrofe. “Tenho certeza de que meu avô ficaria orgulhoso de saber que sua história será dividida entre todos os passageiros que fazem este cruzeiro”, afirma.

Outra dezena de familiares de sobreviventes também fazem a viagem. “Quero deixar uma flor no lugar em que meu bisavô morreu”, diz a passageira americana Sharon Willing.

O Titanic se chocou com um iceberg em abril de 1912, e afundou nas águas geladas do Atlântico Norte, deixando 1.514 mortos. Uma cerimônia em memória das vítimas será organizada a bordo do Balmoral, no local onde ficam os restos do Titanic, às 23h40 do dia 14, hora em que ocorreu a colisão. Uma outra cerimônia ocorrerá às 12h20 de 15 de abril, quando o navio afundou. Outro navio da empresa Fred. Olsen, que zarpou de Nova York, deve se unir ao Balmoral no local do acidente.

Juiz esclarece curso a bordo de transatlântico de luxo

Em contato com o blog, o juiz da Vara Criminal de Caicó Luiz Cândido de Andrade Villaça, Coordenador do Núcleo do Seridó da Escola de Magistrados do Rio Grande do Norte (Esmarn), esclareceu alguns pontos de sua viagem a bordo do luxuoso navio transatlântico Splendour Of The Seas – Royal Caribean, entre os dias 15 e 22 de janeiro, para um curso de capacitação e aperfeiçoamento.

O primeiro foi quanto à solicitação de pagamento de diária ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que supostamente teria sido negativado de acordo com fontes. O magistrado, por sua vez, explicou que não houve qualquer tipo de solicitação à Corte estadual e que a informação estava errada.

Ao contrário do que entendeu o magistrado, em nenhum momento foi dito que houve o pagamento do curso por parte da Esmarn ou de qualquer outro ente público e também que o pagamento foi ilegal. O blog apenas noticiou que foram solicitadas as diárias que juntas somaram cerca de R$ 24 mil. Diárias essas devidamente fiscalizadas e auditadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O juiz Luiz Cândido explicou que a diária de aproximadamente R$ 1 mil se trata de um direito assegurado e que não há ilegalidade, como o blog já havia observado.

“O cruzeiro não foi pago com dinheiro público. O cruzeiro foi pago por minha pessoa, com o dinheiro dos meus subsídios e, em parte, pelo dinheiro das diárias recebidas e nenhuma pessoa física ou jurídica arcou com qualquer despesa ou efetuou, de qualquer forma, pagamento de qualquer deslocamento, estada ou mesmo refeições. O que eu recebi, por ter direito como qualquer servidor público e agente político de Poder, foram as diárias, que tem caráter indenizatório, e se justificam quando o servidor (seja juiz ou não) se desloca em nome da instituição a que está vinculado para fazer algo de interesse dela.No caso, a Esmarn buscou a formação de formadores, colhendo elementos acadêmicos novos para que isso pudesse influenciar nas escolhas dos novos cursos que serão oferecidos aos juízes e servidores do Poder Judiciário do RN. O pagamento das diárias em questão foi feito seguindo procedimento padrão e se baseou no fato de que se tratou de convocação e o valor pago é proporcional ao dos vencimentos do beneficiário. Além disso, o valor cobriu bem menos que a metade das despesas enfrentadas, as quais foram pagas, evidentemente, por minha pessoa”, disse.

O juiz coordenador do Núcleo do Seridó da Esmarn ainda destacou que não houve aumento dos gastos com as diárias pelo fato do curso ter sido realizado a bordo de um navio luxuoso e, sim, um aumento das despesas pagas por ele. Luiz Cândido lembra que as diárias foram as mesmas pagas a outras localidades.

“Para que fique claro à opinião pública: se o curso tivesse sido realizado em qualquer outro lugar, o valor das diárias seriam os mesmos, mas, por ser realizado à bordo de um navio, tive de arcar com os custos das despesas deste, inclusive passagens aéreas, translados, hospedagens no próprio navio, refeições e etc. As despesas públicas não foram maiores pelo fato de o curso ter sido realizado em um navio.”, ressaltou.

O jurista também explicou o motivo de sua convocação, juntamente com o desembargador Rafael Godeiro, diretor da Esmarn, e e juiz José Dantas de Lira, coordenador dos Cursos de Formação, Atualização e Aperfeiçoamento de Servidores, para o curso do Mercosul que foi realizado a bordo, durante o caminho até a Argentina. Ele destaca que faz parte de um grupo de pesquisadores na área e que o aprendizado vai contribuir para o desenvolvimento pedagógico da Escola.

“Minha convocação se deu em virtude de minha condição de Coordenador do Núcleo do Seridó, um dos mais importantes do Estado, até pela notória riqueza cultural aqui encontrada, além do fato de ter cursado Especialização em Direito Constitucional, Curso de Gestão Pública Judiciária, vinculado à Fundação Getúlio Vargas, onde cursei MBA, bem como ter ocupado por tempo significante a cadeira de professor da Faculdade de Direito de Maceió, do saudoso Estado de Alagoas, onde encontro minhas origens sertanejas. Durante o curso, além das discussões já mencionadas acima, também se tratou de transconstitucionalismo no Mercosul, onde se observou algumas peculiaridades constitucionais de outros países do Bloco, falou-se da elaboração das normas que deveriam reger as relações jurídicas e comerciais, além de ser possível o contato com autoridades judiciais de outros países. Enfim, o congresso oxigenou os motes pedagógicos e indicou novo rumo para os estudos que estão por vir, inclusive os da iniciativa da Esmarn para os demais magistrados e servidores, incluindo na área do Seridó, de onde sou coordenador”, pontuou.

As notícias publicadas pelo portal sobre o caso

Curso de desembargador e juízes em cruzeiro de luxo custou R$ 2 mil por hora de aula

Desembargador e Juízes do RN viajam para encontro em Cruzeiro 5 estrelas recebendo quase R$ 1000,00 por dia

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ricardo Oliveira disse:

    Falou sério kkk

  2. Barroso Pinto disse:

    Ele esqueceu de falar na mudança que ocorrerá no mundo, em todas as áreas do conhecimento, depois que o jurista, filósofo, pensador e humanista RAFAEL GODEIRO participou, com certeza ativamente, deste curso, ao lado do seu pupilo JOSÉ DANTAS DE LIRA.
    E esqueceu também de dizer que quem custeia a luxuosa Esmarn, que só serve prá fazer turismo e de cabide de empregos, é o sofrido jurisdicionado do Estado, quando paga custas exorbitantes para poder ter o direito de litigar em juízo.

Empresa admite 'erros' de capitão de navio que naufragou na Itália

A notícia está no portal de notícias G1. A companhia Costa Cruzeiros, proprietária do navio cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na sexta causando ao menos 5 mortes, reconheceu neste domingo (15) que o comandante do navio “cometeu erros de julgamento” e “não seguiu os procedimentos” previstos para situações de emergência.

“Parece que o comandante cometeu erros de julgamento que tiveram graves consequências” e que “suas decisões na gestão da emergência ignoraram os procedimentos da Costa Crociere, que seguem as normas internacionais”, informou a empresa em comunicado à imprensa.

“A Justiça, com a qual a Costa Cruzeiros está colaborando, ordenou a detenção do comandante, sobre o qual pesam acusações graves”, diz o comunicado.

O capitão do navio, Francesco Schettino, de 52 anos, foi detido pela polícia italiana para interrogatório no sábado. Ele está sendo investigado sob a acusação de homicídio culposo e de não prestar auxílio aos passageiros.

Neste domingo, ele negou as acusações de que teria deixado a embarcação sem prestar auxílio aos outros ocupantes e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de evacuação.

Antes de ser detido, Schettino declarou que “segundo a carta náutica, deveria haver profundidade suficiente” no local onde ocorreu o acidente.

Segundo testemunhas, o comandante Schettino foi um dos primeiros a abandonar o próprio navio.

O acidente, ocorrido na noite de sexta próximo à ilha de Giglio, a cerca de 40 quilômetros da costa, também deixou pelo menos 40 feridos, dois deles em estado grave.

Cerca de 15 pessoas continuavam desaparecidas, e as buscas prosseguiam.

Dois japoneses que eram dados como desaparecidos foram localizados em Roma, onde haviam chegado, mas ainda não tinham se apresentado as autoridades.

Leia mais sobre o naufrágio no Blog do BG:

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O capitão do transatlântico Costa Concordia, que naufragou na noite de sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na costa oeste da Itália, foi preso neste sábado. A detenção de Francesco Schettino, de 52 anos, foi confirmada pelo procurador Francesco Verusio, da província de Grosseto. Ele será indiciado por homicídio culposo. De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o capitão foi interrogado e disse que o navio atingiu uma pedra que não constava nos mapas náuticos.

Membros da tripulação acusaram Schettino de imperícia, o que teria provocado o acidente. “Quando você navega na costa, você não usa mais o piloto automático, mas o (piloto) manual. É, portanto, critério do comandante escolher a distância da costa e a navegação foi longe demais desta vez”, disse um oficial do navio que pediu para não ter sua identidade revelada.

Enquanto isso, mergulhadores vão prosseguir durante toda a madrugada deste domingo as buscas por 43 desaparecidos na área do naufrágio. Três mortes foram confirmadas – dois turistas franceses e um tripulante peruano. Além disso, a Capitania dos Portos registrou 67 feridos.

A embarcação tinha 4.234 pessoas a bordo – 53 eram brasileiras, segundo o consulado-geral do Brasil em Roma. A assessoria de imprensa do Itamaraty disse que alguns brasileiros resgatados entraram em contato com o consulado brasileiro em Milão, cidade para onde já foram 26 deles. Até o momento, não há nenhum registro de brasileiros feridos ou desaparecidos no acidente. De acordo com o ministério das Relações Exteriores, caso um brasileiro fosse vítima do naufrágio, o procedimento normal seria as autoridades italianas contatarem o Brasil para informar sobre o caso, o que não ocorreu.

A Costa Cruzeiros, empresa proprietária do transatlântico, divulgou a nacionalidade dos passageiros, no total oriundos de 62 países. Entre eles estavam 989 italianos, 569 alemães, 462 franceses, 177 espanhóis, 129 americanos, 127 croatas, 108 russos, 17 argentinos, onze portugueses, dez colombianos, dez chilenos, oito peruanos, cinco venezuelanos, dois cubanos, dois equatorianos, dois mexicanos e um uruguaio.

O presidente da Costa Cruzeiros, Gianni Onorato, declarou que o navio está “em segurança” e não há perigo de vazamento de combustível para o mar. Segundo o executivo, uma equipe técnica holandesa está a caminho do local do acidente para lidar com possíveis problemas ambientais.

Onorato repeliu acusações de que o Costa Concordia tombou porque navegava fora do curso. “Não é correto dizer que o navio estava fora do curso, houve um evento totalmente inesperado. O Costa Concordia atingiu uma pedra não marcada no mapa náutico”, alegou.
Fonte: Veja