Pandemia confina mais de 200 mil pessoas por meses em navios

Foto de 31 de maio de 2020 mostra uma visão geral dos navios de cruzeiro ancorados na baía de Manila, nas Filipinas, à espera de autorização de desembarque — Foto: Ted Aljibe / AFP

Tejasvi Duseja não aguenta mais: a última vez que esse marinheiro indiano pisou em terra firme foi há cinco meses. A culpa é do coronavírus, que, impedindo a rotação das tripulações, condena mais de 200 mil marinheiros a um confinamento sem fim nos oceanos do planeta.

Todos eles, sejam engenheiros em cargueiros, garçons em cruzeiros de luxo ou cozinheiros em balsas, esperam há meses para retornar aos seus países.

Vivem uma situação que a ONU apresenta como uma crise humanitária e que já teria causado vários suicídios.

Muitos ficaram presos nos navios em que trabalhavam, porque as restrições nas fronteiras impedem a chegada de pessoal para substituí-los.

“Psicologicamente, não aguento mais, mas devo ser forte porque não tenho outra escolha”, disse Duseja à AFP em junho, via WhatsApp, do cargueiro indiano em que trabalha, agora nas águas da Malásia.

“A última vez que desci deste barco de 200 metros foi em fevereiro”, explica.

Duseja, um dos 30 mil marinheiros indianos presos em um navio, havia estendido seu contrato alguns meses antes da propagação da pandemia.

Os marinheiros geralmente trabalham de seis a oito meses embarcados antes de serem substituídos. A COVID-19 interrompeu essa mecânica, causando caos nas viagens internacionais.

“Atualmente, existem mais de 200 mil marinheiros presos no mar e que já excederam o prazo de seus contratos”, disse Guy Platten, secretário geral da Câmara Internacional de Marinha Mercante (ICS).

“Esses heróis esquecidos do comércio mundial trabalham 12 horas por dia e sete dias por semana para nos fornecer alimentos, remédios e combustível nessas horas difíceis”, acrescenta.

A situação é tão séria que uma dúzia de países prometeu em julho, durante a cúpula marítima internacional na Grã-Bretanha, reconhecer a profissão como “essencial” para permitir que esses funcionários marítimos voltassem para casa.

Cherokee Capajo, filipino de 31 anos, técnico em cruzeiro de luxo, passou meses no mar, dada a incapacidade de desembarcar devido a restrições impostas pelo coronavírus.

Mal tinha ouvido falar da COVID-19 quando embarcou no “Carnival Ecstasy” em janeiro na Flórida. Não precisou esperar muito para ver vários navios da empresa Carnival serem imobilizados devido à presença do vírus a bordo.

“A pior experiência marítima”

Os passageiros do “Ecstasy” desembarcaram no porto americano de Jacksonville em 14 de março, mas Cherokee Capajo e seus colegas foram forçados a permanecer a bordo por sete semanas.

Em 2 de maio, o navio partiu para as Bahamas, onde seus 1.200 tripulantes foram transferidos para outro navio, que os levou a Jacarta e depois a Manila, onde chegaram em 29 de junho.

Ao desembarcar, a única coisa que Capajo queria era “beijar a terra firme”.

“Talvez essa tenha sido minha pior experiência marítima”, garantiu à AFP esta semana via Messenger, enquanto passava por uma segunda quarentena, perto da cidade onde mora, no centro das Filipinas.

Cerca de um quarto dos marinheiros são filipinos. Segundo as autoridades filipinas, cerca de 80 mil estão presos no mar.

Um filipino morreu em maio, depois de se mutilar a bordo da “Scarlet Lady”, ancorado na costa da Flórida, segundo a Guarda Costeira dos Estados Unidos.

Os armadores expressaram preocupação em uma carta ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na qual escreveram no mês passado que alguns marinheiros estavam presos em seus navios há 15 meses, quando a convenção marítima limita os embarques a uma duração máxima de 12 meses.

G1

Navio que transportaria minério para China corre o risco de afundar em alto-mar -cerca de 100 quilômetros da costa de São Luís-MA

Foto: Reprodução/Twitter

Um navio que presta serviço à mineradora Vale, que saiu do Maranhão em direção à China, corre o risco de afundar em alto-mar. O navio MV Stellar Banner adotou manobra de encalhe a cerca de 100 quilômetros da costa de São Luís.

A embarcação, que transporta minérios brasileiros para a China, está à deriva depois da água invadir os compartimentos de carga.

A Vale informou ainda que, por medida de precaução, os 20 tripulantes foram retirados da embarcação e rebocadores foram enviados para tirar o navio do local.

Folha de Vitória

Ministro Weintraub diz que está em viagem em navio com internet precária e justifica RT sem querer: “evidentemente que foi um erro”

Foto: Reprodução/Instagram

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compartilhou, nas redes sociais, críticas ao presidente Jair Bolsonaropela sanção da figura do “juiz de garantias”, incluída no pacote anticrime do ministro Sergio Moro pelo Congresso Nacional. Menos de dez minutos depois, o ministro apagou a postagem.

Weintraub retuitou uma postagem do youtuber Nando Moura na qual ele diz que Bolsonaro traiu o ministro Sergio Moro e afirma não haver “justiça neste país”.

“Bolsonaro ao sancionar a emenda do FREIXO traiu não só o ministro Sérgio Moro mas TODO o povo brasileiro. Não existe mais nenhuma justiça neste país”, diz o tuíte, compartilhado por Weintraub.

Ele está de férias.

O ministro disse, depois, que a postagem foi “evidentemente que foi um erro”.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Sem Braço disse:

    Deu uma de gaiato no navio e quase entra pelo cano.

  2. Erivan disse:

    Não foi erro nada, homi. Jair Bolsonaro é um traíra e pilantra c toda a família envolvida em mutretagens sem nunca terem trabalhado.

  3. Bento disse:

    Não precisava justificar Ministro não foi erro foi um equívoco.
    Ministro não erra e o Sr tem muitos créditos.
    Obrigado por devolver uma educação limpa as nossas criancinhas e aos nossos jovens.

    • Gaius Baltar disse:

      Até onde eu sei só quem não erra é Deus. Se o próprio sujeito diz que é um erro quem somos nós para contrária-lo? Mas no fundo ele não errou mesmo, pois boa parte dos que apoiaram Bolsonaro (principalmente no segundo turno) esperavam dele contrapor as propostas da esquerda e não chancela-las.

  4. Rivanaldo disse:

    O texto só tem verdades. Seu Jair é um traíra e covarde.

  5. Gaius Baltar disse:

    Para retuitar algo há que dar dois cliques, sendo segundo para confirmar. Fica a questão: um sujeito tão desatento pode ser ministro da Educação?

  6. Baruck disse:

    Quem tem c* tem medo

MPF e PF no RN obtêm mandados envolvendo navio da Grécia suspeito de derramamento de óleo no Nordeste

Foto: Ilustrativa

A Polícia Federal cumpre, nesta sexta-feira (1), mandados de busca e apreensão em uma agência marítima e na sede de representantes de uma empresa, no Rio de Janeiro. O MPF concordou com a manifestação da PF e pediu à Justiça Federal a expedição dos mandados, emitidos pelo juiz da 14ª vara criminal do RN. Os dois alvos são ligados à proprietária de um Navio Mercante (NM) de bandeira grega, indicado como origem do derramamento de óleo na costa nordestina.

O Inquérito Policial sobre o caso, no RN, teve acesso a imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem (ponto zero) de forma retrospectiva. O relatório de detecção de manchas de óleo, de autoria de uma empresa privada especializada em geointeligência, indicou uma mancha original, do dia 29/07/2019, e fragmentos se movendo em direção à costa brasileira.

Com informações da Marinha, a Diretoria de Inteligência Policial da PF concluiu que “não há indicação de outro navio (…) que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela.” Ainda de acordo com a Marinha, esse mesmo navio ficou detido nos Estados Unidos por quatro dias, devido a “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar”.

O sistema de rastreamento da embarcação confirma a passagem pelo ponto de origem, após ter atracado na Venezuela – país desenvolvedor do óleo derramado -, ao seguir viagem para a África do Sul e Nigéria.

Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Juca disse:

    Pensei q tivesse sido da Venezuela kkkkkkkkk chora mundiça do bozo

  2. Irany Gomes disse:

    Cadê um vagabundo petralha da UFAL, que disse que o vazamento era no pré sal?

  3. Manoel disse:

    Parabéns ao governo federal e as polícias envolvidas na apuração do maior crime ambiental já praticado no Brasil!

  4. Maria disse:

    Bastava oferecer uma recompensa boa em dinheiro e já teria descoberto há muito tempo.

  5. Escritor disse:

    Ue? Mas nao tinha sido o Greenpeace, segundo insinuou um Ministro do Meio Ambiente. Pois diga.

    • Cesar disse:

      Apesar do GREENPEACE jogar óleo e sujeira no espaço público, dessa vez não foram eles.

Navio-Veleiro “Cisne Branco” atraca no Porto de Natal e será aberto à visitação pública

O Navio-Veleiro “Cisne Branco” da Marinha do Brasil está atracado no porto de Natal e será aberto à visitação pública nos dias 1º e 2 de agosto, nos horários entre 14h e 17h. A entrada é gratuita. O “Cisne Branco” estava participando do evento “Velas Latinoamérica 2014”, que foi um encontro de grandes veleiros organizado pela Marinha Argentina como uma das atividades para comemorar o bicentenário da vitória obtida no Combate Naval de Montevidéu.

Durante o primeiro semestre de 2014, navios veleiros de distintas nacionalidades, civis e militares, navegaram juntos pelos mares da América do Sul e do Caribe, enfrentando variados ventos e mares durante os 134 dias em que navegaram as águas que banham as costas da América Latina, percorrendo um total de 12.000 milhas náuticas.

Os veleiros que aceitaram este desafio tiveram a oportunidade de visitar as mais importantes cidades e portos do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, República Dominicana e México, países que abriram seus portos para recebê-los e onde milhares de pessoas puderam visitá-los.

O papel do “Cisne Branco” foi representar o Brasil neste grande encontro de veleiros. Para isso, o navio desatracou de seu porto sede, Rio de Janeiro, no dia 08 de fevereiro de 2014, em direção ao porto de Itajaí, em Santa Catarina, local onde se iniciou o evento.

VelasLatinoamérica (4)

Características do navio

Comprimento Total: 76,0 m

Largura: 10,5 m

Altura do Mastro Grande: 46,4 m / 152,2 pés

Deslocamento: 1.038 ton

Velocidade máxima à vela: 32 km/h

Velocidade máxima a motor: 20 km/h

Recomendação

Devido às características e limitações do local (banheiros e bebedouros) e peculiaridades do Navio-Veleiro (como existência de escadas para acesso aos compartimentos), a Marinha recomenda que sejam evitadas, na visitação, crianças abaixo de 5 anos e pessoas com dificuldades de locomoção.

 

Navio da BCR chega a Natal para dar início a temporada de cruzeiros a Fernando de Noronha

O primeiro navio que dá início a temporada de cruzeiros marítimos nacionais que inclui – Natal, Fernando de Noronha, Recife, Fortaleza e Cabedelo – o Orient Queen II, trazidos pela empresa BCR (Brazilians Cruises Representation), atracou hoje pela manhã no Porto de Natal. A embarcação vinda de Recife chegou a Natal com cerca de 300 passageiros que foram recepcionados pelo receptivo montado pela da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde) e a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN).

Foram montados no Porto de Natal, estandes de exposição dos artesãos que já expõem mensalmente na Feira de Artes de Petrópolis, na Praça das Flores, com artes plásticas, pedras preciosas lapidadas do Seridó, utensílios feitos de renda e exposição do Aquário de Natal, sobre a nossa diversidade marinha. Além disso, a Seturde disponibilizou o box de informações turísticas, com a distribuição de folheteria e o som de um trio musical que animou a recepção dos turistas. O embarque dos turistas para Fernando de Noronha se dará às 15h. Em Natal, os turistas tiveram opções para passeios de bugre e um receptivo, organizado Luck Recepções.

Um ano após naufrágio Itália anuncia data de remoção de navio encalhado

Costa Concordia naufragou há um ano em acidente que causou 32 mortes
A remoção dos destroços do navio de cruzeiro Costa Concórdia, encalhado há um ano no pequeno porto da ilha toscana de Giglio, ocorrerá o mais tardar em setembro, prometeu neste sábado (12/01) o chefe da proteção civil italiana, Franco Gabrielli.

“O programa prevê a retirada definitiva do navio em setembro”, disse ele durante uma coletiva de imprensa na ilha de Giglio. Neste domingo (13/01), o naufrágio, que causou 32 mortes, completou um ano.

Trata-se de uma operação “de caráter excepcional que não tem precedente” e que deve ter em conta “as consequências para o ambiente e para os habitantes”, destacou Gabrielli.

As operações de retirada do navio foram adiadas várias vezes. Segundo o chefe da proteção civil italiana, a escolha da empresa privada encarregada do salvamento foi feita em função da exigência do “respeito pelo ambiente e pelas atividades econômicas da ilha”, sobretudo o turismo.

É uma “operação particularmente cara”, acrescentou.

 

 

Fonte: Globo

Navio NPaOc "Amazonas" atraca na Base Naval de Natal

Após fazer escala em portos da Europa e da África, chegou hoje (19) a Natal e atracou no pier da Base Naval de Natal, o NPaOc “Amazonas”, adquirido junto ao Reino Unido, onde foi recebido pelo Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Bernardo José Pierantoni  Gambôa, Comandante do 3º Distrito Naval; Comandantes da organizações Miliares subordinadas sediadas em Natal, Oficiais do Estado-Maior e da Base Naval de Natal.

Durante sua estadia na BNN serão conduzidas as inspeções e os testes necessários para a realização de uma Vistoria de Segurança de Aviação. O Comandante receberá no navio à imprensa amanhã (20), às 15 horas.

Entrada no Porto da Cidade

Brasileira desaparecida em Cruzeiro pulou do navio

A brasileira Lais Santiago Almeida SantosA brasileira Lais Santiago Almeida Santos, 21, que trabalhava como camareira em um cruzeiro na costa da Itália e desapareceu na sexta-feira passada, se jogou do navio, segundo a assessoria do Itamaraty.

A informação teria sido dada pela Capitania dos Portos de Catania ao Consulado Geral do Brasil em Roma.

Segundo o Itamaraty, as câmeras do navio Costa Magica registraram imagens da jovem subindo ao convés e se atirando ao mar após minutos de hesitação, às 2h de sábado. Ela foi vista pela última vez na sexta.

O desaparecimento da brasileira havia sido relatado pelo namorado dela, que disse não ter encontrado a jovem na cabine que dividiam. O navio, que possui 1.358 camarotes, estava atracado em Catania e foi inspecionado na tentativa de localizar a brasileira.

 

Tripulante brasileira desaparece durante cruzeiro na Itália

Laís Santiago, tripulante brasileira do navio Costa Magica, está desaparecida desde as 18h da última sexta-feira (1º).  A notícia está no portal de notícias G1.

A família de Laís, que mora em Santos, no litoral de São Paulo, foi notificada do desaparecimento por volta das 15h deste sábado (2). O último contato dela com a família foi realizado em 23 de maio.

Segundo o site de notícias italiano “IlMattino”, o navio havia partido de Malta rumo a Catania, e estava a cerca de 30 km da costa siciliana quando Laís desapareceu.

Em entrevista por telefone ao G1, o irmão da tripulante, Lucas Santiago, confirmou o desaparecimento. “A Infinity Brazil, empresa responsável pelo recrutamento da minha irmã, nos ligou ontem. Eles contaram que na sexta-feira ela trabalhou normalmente na parte da manhã, mas não apareceu para o turno das 18h. Eles a procuraram no navio inteiro, mas não acharam. O caso foi passado para a polícia e para a guarda costeira. Mas até agora não passaram nada pra gente. A única coisa que sabemos é que ela está desaparecida”, conta.

Segundo o irmão, a brasileira adorava trabalhar no navio, mas vinha reclamando bastante ultimamente. “A Laís ia pedir demissão e voltar para o Brasil no próximo dia 28. Ela adorava trabalhar em navio, mas estava cansada. Ela é assistente de garçom no Costa Magica”, explica.

A mãe de Laís, Maria Inês Santiago da Penha, também confirmou o desaparecimento da filha, que namoraria, há algum tempo, um tripulante do mesmo navio, informação confirmada por Lucas Santiago. “O namorado dela é um indiano. Não temos contato com ele. O que sabemos é que ele foi interrogado pela polícia. Falamos com alguns amigos dela que confirmaram o desaparecimento. A única coisa que realmente sabemos é que ela simplesmente desapareceu. Estamos muito preocupados”, garante o irmão.

Amigo de Laís, Gustavo Dalla Vecchia, que já trabalhou com a tripulante em outros cruzeiros, afirmou que os conhecidos da jovem estão preocupados. “Estou em contato com alguns amigos do Costa Magica. Estamos muito preocupados e a falta de notícias é muito grande. Laís é muito companheira e não tem nenhum inimigo a bordo. Não bebe, não fuma, e não usa drogas, o que é muito comum a bordo de navios”, conta.

O G1 entrou em contato com a Infinity Brazil e com a Costa Cruzeiros, mas até as 11h30 deste domingo não  havia obtido retorno.

Ilustração mostra primeira e última viagem do Titanic realizada há um século

No dia 13 de abril de 1912, o comandante do Titanic, Capitão Smith, recebeu avisos de rádio sobre icebergs avistados na sua rota. Achou prudente traçar um novo curso, mas, confiante na potência e na segurança oferecida por uma embarcação do porte do seu transatlântico, seguiu a prática comum à época e não reduziu sua velocidade, manteve o Titanic a pleno vapor.

Favorecido pelo bom tempo encontrado até então, o Titanic vinha cumprindo sua promessa de ser um dos navios mais velozes do seu tempo. Nos três dias de viagem, desde seu último embarque, já cruzara 200 milhas a uma velocidade média de 21 nós.

As coisas mudaram no dia seguinte, com a chegada de uma frente fria e a aproximação da região dos Grandes Bancos da Terra Nova, famosa zona de icebergs do Atlântico Norte.

Em 14 de abril de 1912, dia em que o transatlântico colidiu com a enorme placa de gelo, sabe-se que não menos que 7 avisos de icebergs foram enviados para sua central telegráfica.

Icebergs

Constituídos essencialmente de água doce, os icebergs são blocos de gelo que se soltam das geleiras formadas na era glacial, há cinco mil anos.

A ponta do velho gigante gelado esconde o perigo. Apenas cerca de 1/7 da massa dos icebergs pode ser vistas à superfície, sua parte mais extensa, cerca 6/7 , fica submersa. Daí o grande risco que ele oferece à navegação nos mares gelados.

*Com informações do Estadão 

Anvisa proíbe saída de 2 mil pessoas de navio no Porto de Santos após uma passageira morrer

Passageiros do navio MSC Armonia, que participaram de um mini-cruzeiro da companhia MSC Cruzeiros, não puderam desembarcar no Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo, na manhã deste sábado (18), após o fim do passeio de três noites.

A tripulante Fabiana dos Santos Pasquareli, de 30 anos, morreu na noite de ontem, no Hospital Ana Costa, em Santos, segundo a assessoria do hospital. Ela deu entrada no hospital às 14h30 da última quarta-feira, 15, com quadro de transtorno respiratório agudo. Exames foram enviados para o laboratório Adolfo Lutz para definir a causa da morte da tripulante.

Mais de 2 mil passageiros do MSC Armonia foram impedidos de desembarcar em Santos

Segundo o hospital, na manhã de hoje, outros cinco tripulantes do mesmo navio foram internados com os mesmos sintomas de Fabiana. Eles estão no quarto e o quadro de saúde é estável.

A embarcação aguarda fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a liberação dos passageiros.

Um dos passageiros conversou com estadão.com.br de dentro do navio às 10h50 deste sábado. Ele contou que o navio zarpou de Santos em 15 de fevereiro, passou por Ilhabela e voltou a Santos. Na chegada, às 6 horas de hoje, todos foram avisados que não poderiam desembarcar e que seriam obrigados a tomar a vacina tríplice, contra sarampo, parotidite e rubéola. O passageiro pediu par não ser idenficado.

De acordo com as únicas informações repassadas dentro do navio, através de alto-falantes, todos os passageiros entre seis meses e 50 anos deveriam tomar a vacina.

A assessoria da Anvisa não foi localizada. A assessoria da MSC Cruzeiros não foi localizada – segundo uma funcionária, apenas o plantão de reservas funciona e ela disse não ter conhecimento do incidente.

Abaixo a íntegra da nota do Hospital Ana Costa:

“O Hospital Ana Costa de Santos admitiu pacientes (tripulantes) provenientes de um navio de passageiros ancorado hoje em Santos. Todos apresentavam sintomas respiratórios agudos. Até o momento não temos nenhum diagnóstico etiológico definido e os espécimes foram encaminhados aos laboratórios oficiais.

É importante ressaltar que as medidas adotadas seguiram os Protocolos do Ministério da Saúde e que as autoridades sanitárias portuárias e do município foram informadas. Todas as medidas de contenção e terapia foram e estão sendo realizadas nas dependências do Hospital Ana Costa e as autoridades sanitárias notificadas estão mobilizadas nas demais medidas de vigilância e controle relativas aos demais contactantes”.

* Fonte: Agência Estado.

Navio afunda a 7 mm por hora na Itália e dificulta ações de resgate e busca por desaparecidos

O navio Costa Concordia, naufragado na Itália na última sexta-feira (13), está afundando a um ritmo constante de 7 milímetros por hora, o que vem dificultando as operações de resgate.

O desastre deixou ao menos 11 mortos e mais de 20 continuam desaparecidos.

A medida exata com a qual o navio está deslizando foi divulgada pelo analista Nicola Costagli, professor de Ciências da Terra na Universidade de Florença e encarregado de acompanhar a evolução da embarcação, que acrescentou que a proa se movimenta em maior velocidade que a popa, em até 15 milímetros por hora.

Apesar da impossibilidade de as equipes de salvamento entrarem no navio, as tarefas de inspeção continuam graças a um robô teleguiado por cabo, com capacidade para descer até 500 metros de profundidade e enviar à superfície as imagens que capta.

Segundo explicou o assessor de imprensa dos bombeiros, Luca Cari, a sonda está sendo utilizada para verificar os pontos de apoio da embarcação, além de buscar pelas mais de 20 pessoas ainda desaparecidas.

Cari declarou que o robô já inspecionou duas áreas do navio, de 10 mil metros quadrados, na proa e na popa, e dispõe de outros sistemas de detecção, que incluem mecanismos acústicos que permitirão obter uma ideia da morfologia do fundo do mar.

PREVISÃO

A atenção está voltada agora para as previsões meteorológicas, já que para as próximas horas é esperada uma ressaca, que pode ameaçar a estabilidade do navio, já que as correntes e as ondas poderiam empurrar o casco em direção a um precipício de 70 metros de profundidade.

Uma circunstância que dificultaria as tarefas de extração das 2.380 toneladas de combustível transportadas pelo navio, que causariam uma nova catástrofe em caso de vazamento, desta vez de caráter ambiental, pois a ilha de Giglio faz parte de um parque natural marinho considerado um dos mais importantes ecossistemas do Mediterrâneo.

A este respeito, está previsto que durante a reunião do Conselho de Ministros realizada hoje em Roma seja decretado estado de emergência na área do naufrágio diante dos possíveis vazamentos de combustível e outros materiais poluentes.

Fonte: Folha .com

Capitão fez mudança de percurso no Costa Concordia sem autorização

O presidente da Costa Cruzeiros, proprietária do navio que naufragou na noite de sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na Toscana, Itália, disse nesta segunda-feira que o capitão do Costa Concordia fez um desvio de percurso “não autorizado, sem aprovação”.

Em entrevista coletiva concedida em Gênova, Pier Luigi Foschi voltou a falar em “erro humano”.

“A companhia dará ao capitão (Francesco Schettino) toda a assistência necessária, mas temos que admitir os fatos e não podemos negar o erro humano”, afirmou.

“A rota estava correta. O fato de que (o navio) saiu de seu curso se deve unicamente a uma manobra do comandante que não tinha sido aprovada, (não foi) autorizada e (era) desconhecida pela Costa (Cruzeiros)”, acrescentou.

Foschi disse ainda que o navio Costa Concordia passa por inspeções periódicas e tinha passado por uma grande inspeção em novembro de 2011.

As equipes de resgate já encontraram os corpos de seis vítimas do naufrágio do navio de cruzeiro. Outras 15 pessoas estão desaparecidas.

As operações de resgate foram suspensas na manhã desta segunda-feira, pois o navio, que tombou lateralmente, se afastou das rochas em que estava apoiado devido ao mau tempo na região.

Nesta segunda-feira, o Itamaraty atualizou o número de brasileiros presentes no navio de 53 para 57 pessoas, sendo seis tripulantes do Costa Concordia.

Metros da costa

O capitão do navio, Francesco Schettino, é suspeito de homicídio doloso (sem a intenção de matar) e nega todas as acusações. Ele está sendo questionado pela polícia e alega que o sistema de navegação não mostrava obstáculos no local do acidente.

Schettino negou as acusações de que teria deixado a embarcação sem prestar auxílio aos passageiros e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de retirada dos ocupantes.

O capitão afirmou ainda que, de acordo com as informações de que tinha no momento do acidente, as rochas que provocaram a ruptura do casco do navio não foram detectadas pelo sistema de navegação automática da embarcação.

Anteriormente, a Costa Cruzeiros já havia afirmado que Schettino teria conduzido a embarcação perto demais da costa, além de não seguir os procedimentos de segurança determinados pela empresa.

O navio de cruzeiro – que levava mais de 4.200 pessoas – está a metros de distância da ilha de Giglio.

BBC Brasil

Natalense ajudou em resgate de vítimas de naufrágio na Itália

A natalense Sherly Cristiane Matias da Silva, de 26 anos, teve noite de heroína na sexta-feira (13), quando um navio naufragou na costa italiana com milhares de pessoas a bordo. De férias na ilha de Giglio, onde aproveita as folgas desde 2009, ela ajudou a resgatar pessoas que estavam saindo da embarcação durante a noite, ainda sem saber ao certo o que havia ocorrido.

“As pessoas nem sabiam onde estavam. Muitas não falavam italiano. Descemos até as pedras e iluminamos para que vissem onde estávamos, estava muito escuro. Pegamos as pessoas que estavam no mar e levamos para terra firme”, contou a natalense ao G1.

De acordo com Sherly, ela só observou o incidente devido ao alerta de um amigo que também estava na ilha estava, relatando que o cruzeiro estava muito próximo à costa. Segundo a turista potiguar, os gritos podiam ser ouvidos a uma grande distância.

“Muita gente gritava por ajuda. Dava para ouvir. Você ouvia as pessoas gritando. Era muita gente. Tinha um senhor de 91 anos que feriu a cabeça nas pedras. As crianças estavam muito assustadas”, relatou ao G1.

Depois do incidente, a brasileira deve rever os planos de fazer um cruzeiro já agendado junto com o namorado. “Depois de tudo o que aconteceu, meu namorado perguntou: você ainda quer ir?”, finalizou, sem decidir se os planos seguem de pé.

O cruzeiro naufragou na ilha de Giglio, deixando até agora 6 mortos e 50 pessoas ainda estão desaparecidas.

Informações Tribuna do Norte

Empresa admite 'erros' de capitão de navio que naufragou na Itália

A notícia está no portal de notícias G1. A companhia Costa Cruzeiros, proprietária do navio cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na sexta causando ao menos 5 mortes, reconheceu neste domingo (15) que o comandante do navio “cometeu erros de julgamento” e “não seguiu os procedimentos” previstos para situações de emergência.

“Parece que o comandante cometeu erros de julgamento que tiveram graves consequências” e que “suas decisões na gestão da emergência ignoraram os procedimentos da Costa Crociere, que seguem as normas internacionais”, informou a empresa em comunicado à imprensa.

“A Justiça, com a qual a Costa Cruzeiros está colaborando, ordenou a detenção do comandante, sobre o qual pesam acusações graves”, diz o comunicado.

O capitão do navio, Francesco Schettino, de 52 anos, foi detido pela polícia italiana para interrogatório no sábado. Ele está sendo investigado sob a acusação de homicídio culposo e de não prestar auxílio aos passageiros.

Neste domingo, ele negou as acusações de que teria deixado a embarcação sem prestar auxílio aos outros ocupantes e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de evacuação.

Antes de ser detido, Schettino declarou que “segundo a carta náutica, deveria haver profundidade suficiente” no local onde ocorreu o acidente.

Segundo testemunhas, o comandante Schettino foi um dos primeiros a abandonar o próprio navio.

O acidente, ocorrido na noite de sexta próximo à ilha de Giglio, a cerca de 40 quilômetros da costa, também deixou pelo menos 40 feridos, dois deles em estado grave.

Cerca de 15 pessoas continuavam desaparecidas, e as buscas prosseguiam.

Dois japoneses que eram dados como desaparecidos foram localizados em Roma, onde haviam chegado, mas ainda não tinham se apresentado as autoridades.

Leia mais sobre o naufrágio no Blog do BG:

Três sobreviventes são encontrados no navio Costa Concordia mais de 24 horas após naufrágio

Comandante de transatlântico que naufragou na Itália é preso

Cruzeiro de luxo com 4 mil passageiros bate num banco de areia e tomba na Itália