Brasileira vence concurso para férias ‘offline’ na Itália

DOLOMITAS, NOS ALPES ITALIANOS (FOTO: GETTY IMAGES)

Uma brasileira está entre os 10 vencedores de um concurso para passar cinco dias de férias na cordilheira das Dolomitas, nos Alpes italianos, sem celular nem computador.

A iniciativa é de sete cidades da província de Belluno, na região do Vêneto, no norte da Itália, e se chama “Recharge in nature, in the Heart of the Dolomites” (“Recarregue as energias no coração das Dolomitas”, em tradução livre).

Ana Carolina Ramos vive no Rio de Janeiro e está entre os seis estrangeiros selecionados, além de quatro italianos, de um total de 19 mil concorrentes. Os candidatos tiveram de preencher um questionário e enviar um vídeo contando suas motivações para passar cinco dias offline.

Os outros estrangeiros escolhidos são da Bélgica, da Eslováquia, da França e do Reino Unido. A viagem será entre os dias 13 e 17 de setembro, como parte de um projeto para promover o turismo em uma das regiões mais bonitas da Itália.

Os vencedores também terão de trabalhar como voluntários em ações de melhoria no território, fortemente afetado por uma tempestade que provocou inundações, deslizamentos e quedas de árvores em outubro passado.

Época

 

Primeiro-ministro renuncia e coloca fim a governo na Itália

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, em uma sessão no Senado onde se discute a moção de censura contra seu governo – 20/08/2019 (Yara Nardi/Reuters)

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou sua renúncia nesta terça-feira (20), afirmando, em discurso no Senado, sua intenção de informar no mesmo dia o presidente italiano, Sergio Mattarella de sua decisão. Ele atribuiu a culpa pelo fim do governo populista, que durou 14 meses, ao ministro do Interior e vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini.

“Estou dando fim aqui a essa experiência de governo”, disse Conte, chamando Salvini de “irresponsável” por provocar uma crise do governo.

O primeiro-ministro criticou severamente as recentes demandas de Salvini por um eleição antecipada, para que, segundo ele, pudesse ganhar “plenos poderes” e conquistar o posto de primeiro-ministro.

Conte afirmou que o vice-premiê mostra “grave desprezo pelo Parlamento” e coloca a Itália em risco de uma “vertiginosa espiral de instabilidade política e financeira” nos próximos meses, criando uma crise desnecessária que derruba um governo em funcionamento.

Salvini, que esteve sentado ao lado de Conte, sorrindo às vezes enquanto o premiê discursava, começou o debate no Senado dizendo, desafiadoramente: “Eu faria tudo novamente.”

Pressionando por uma nova eleição o mais breve possível, Salvini, que enquanto ministro do Interior liderou uma repressão aos migrantes, disse: “Eu não temo o julgamento dos italianos.”

Tanto na eleição para o Parlamento Europeu na Itália, há três meses, como nas mais recentes pesquisas de opinião, a Liga de Salvini subiu em popularidade.

Salvini já havia afirmado no dia 8 de agosto que a coalizão governista, formada pelo partido Liga, de extrema direita, e o populista Movimento Cinco Estrelas (M5S), rachou e que o único caminho para solucionar o impasse seria realizar novas eleições.

A tensão na coailizão de governo veio à tona depois de o Senado derrotar uma moção apresentada pelo M5S visando acabar com um projeto de trem alta velocidade, financiado pela União Europeia (UE), que ligaria Turim à França. O projeto foi apoiado, porém, pela Liga, de Salvini.

A votação no Senado expôs o conflito entre as legendas, que há meses têm tido uma série de atritos. Segundo a imprensa italiana, antes do embate parlamentar, Salvini já havia imposto várias condições para a Liga permanecer no governo, incluindo a renúncias dos ministros do Transporte, Defesa e Economia.

O rompimento lança a terceira economia da zona do Euro num futuro político incerto. Antes de convocar novas eleições, o presidente italiano, Sergio Mattarella, deve primeiro verificar se o governo realmente perdeu apoio no Parlamento.

Agência Brasil, com Deutsche Welle

 

Embaixador do Brasil no Líbano e mulher morrem em acidente de carro na Itália

Foto: Agência Brasil

O embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto , e sua mulher, Vera Lúcia Ribeiro Estrela de Andrade Pinto, morreram num acidente rodoviário nesta quarta-feira no Sul da Itália. A informação foi confirmada pelo Itamaraty, que expressou condolências aos parentes e amigos das vítimas.

O acidente aconteceu numa estrada da região de Bari, entre as cidades de Grumo e Altamura, de acordo com jornais locais. Os casal de brasileiros estavam a bordo de um taxi, que ficou completamente destruído ao colidir com um caminhão. Os passageiros e o motorista italiano morreram na hora, segundo o “Il Quotidiano Italiano”.

Já o “La Gazzetta del Mezzogiorno” de Bari afirma que o táxi havia partido do aeroporto da cidade de Bari com os passageiros, que viajavam em direção à turística Matera. A distância entre os dois pontos é de aproximadamente 65 quilômetros.

Segundo a reportagem, testemunhas foram interrogadas por autoridades, que buscam compreender o que provocou a batida.

A indicação do diplomata para exercer o cargo de embaixador do Brasil no Líbano foi aprovada no Plenário do Senado em 28 de maio de 2018.

De acordo com o portal de notícias do Senado, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto era baiano. Graduado em História pelo Centro Universitário de Brasília (Uniceub), ingressou na carreira diplomática em 1978. Foi ministro-conselheiro na Embaixada em Ottawa (2003-2005); embaixador em Porto Príncipe, Haiti (2005- 2008); embaixador em Ottawa (2008-2010); chefe da Delegação do Brasil à Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Timor-Leste (2014); e cônsul-geral em Milão (2015 – 2018).

O Globo

Cesare Battisti admite participação em 4 assassinatos na Itália: “percebo o mal que causei e peço desculpas às famílias das vítimas”

Foto: Max Rossi/Reuters – 14.01.2019

Cesare Battisti, ex-integrante do grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e extraditado pelo Brasil para a Itália em janeiro, admitiu pela primeira vez sua participação nos quatro homicídios pelos quais foi condenado à prisão perpétua.

De acordo com a imprensa italiana, Battisti declarou-se culpado ao ao procurador Alberto Nobili, chefe do antiterrorismo em Milão, que coordena as investigações sobre a atuação do PAC.

“Percebo o mal que causei e peço desculpas às famílias das vítimas”, teria dito Battisti ao procurador.

Nobili afirmou à imprensa italiana que o depoimento de Battisti confirma tudo o que constava nas acusações que levaram a Itália a decretar a prisão perpétua: “os 4 assassinatos, os 3 feridos e uma enxurrada de roubos e roubos para autofinanciamento, tudo é verdade”.

Ainda segundo Nobili, o ex-terrorista também explicou: “Eu falo das minhas responsabilidades, não vou nomear ninguém”.

R7, com Ansa

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. #LULANACADEIA disse:

    E os BANDIDOS PTRALHAS defendendo esse RATO CONFESSO

  2. Lindemberg de Araújo disse:

    OK, depois de décadas e toda proteção que recebeu no Brasil, com o fim da farra em 2019, o terrorista finalmente assume que cometeu os assassinatos.
    Mas como ficam os políticos brasileiros que protegeram esse assassino confesso? Vão se pronunciar sobre dar proteção a terrorista?

  3. João Batista disse:

    Eita país para ter leis boazinhas, um camarada desse era para está preso em regime fechado até o final da pena, quem está preso são as vitimas e familiares.

FOTO: Luz do sol sobre nuvens na Itália formam imagem de Cristo, e registro viraliza no mundo

Foto de “Jesus” foi tirada durante o pôr do sol, em Agropoli, na Itália. Imagem: Alfredo Lo Brutto

Alfredo Lo Brutto não imaginava que uma foto tirada em um fim de tarde, na região da Campania, na Itália, daria tanto o que falar. O clique do chef de cozinha rodou o mundo e ele foi entrevistado pela Rai, uma das maiores redes de rádio e TV da Itália.

Na fotografia, as nuvens e o sol dão a impressão de que a figura de Jesus está surgindo no céu, com os braços abertos, como na estátua do Cristo Redentor.

Alfredo estava na praça Sanseverino, uma das principais da cidade, no último sábado (2), quando resolveu fotografar o pôr do sol. Foi quando notou que as nuvens faziam uma figura que lembrava a imagem de Cristo.

“Assim que vi essa imagem brilhante, senti uma grande necessidade de compartilhá-la”, afirmou Alfredo à Rai.

“Imediatamente reconheci como a imagem do Cristo Redentor, de braços abertos, como se quisesse abençoar toda a cidade de Agropoli”.

O pároco local, Bruno Lancuba, afirmou à Rai que a foto é sugestiva.

“Todos podem interpretar pessoalmente de acordo com a intensidade de sua fé”, disse.

Alfredo disse que sentiu uma mudança muito forte em sua religiosidade.

“Depois desta experiência intensa e dos sentimentos fortes que senti, posso dizer que tenho uma fé religiosa ainda maior”, afirmou.

Reprodução

UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    É o Cristo Redentor, que fugira do Brasil por causa do "golden shower" bolsonariano.

  2. Paulo disse:

    Jesus está voltando!

  3. Flávio disse:

    Kkkk

  4. Flávio disse:

    Ô loco meu.

Atraso de voo para Itália gera indenização à criança natalense

A Justiça potiguar condenou a empresa aérea TAP Air Portugal – Transportes Aéreos S/A a pagar, a título de danos morais, em favor de um menor de idade, indenização correspondente a R$ 7 mil. O valor fixado considera a proporcionalidade inerente à situação vivida pelo passageiro com o atraso de voo, em viagem à Roma. A situação impôs excessiva espera, desprovida de qualquer amparo, e sem que se lhe assegurasse a provisão da respectiva alimentação. A sentença é da juíza Thereza Cristina Costa Rocha Gomes, da 14ª Vara Cível de Natal.

O garoto natalense foi representado judicialmente pelo seu pai, que é italiano, narrou nos autos que seu genitor comprou passagem aérea Natal/Roma para o dia 9 de setembro de 2014 às 20h15min. Afirmou que o pai o acompanhava na viagem e que o voo foi adiado para às 01h15min da manhã do dia seguinte. Diante da falta de assistência da TAP, resolveu retornar para sua residência para aguardar a hora do novo embarque.

Contou que no dia seguinte, o atraso se estendeu por várias horas novamente, transcorrendo sem qualquer assistência. Afirmou ainda que a aeronave do primeiro trecho da viagem era pequena, apertada, sem televisor ou cobertores, inadequada para uma viagem internacional. Informou que o atraso do voo acarretou na perda da conexão do voo Lisboa/Roma. Assim, foram realocados para outro voo, tendo que aguardar mais quatro horas, enquanto que na conexão original a espera era de uma hora.

Disse ainda que na viagem de retorno para Natal, no dia 23 de setembro de 2014, houve também atraso, uma vez que a conexão para Natal deveria ter ocorrido às 15h30min e ocorreu apenas no dia seguinte, em 24 de setembro de 2014, às 15h10min. Porém, os passageiros só foram encaminhados para o hotel as 22h40min do dia 23 de setembro para um hotel. Após muitas horas de espera, sem assistência material, o voo de retorno saiu as 15h10min em uma aeronave de outra companhia aérea, sem conforto.

Assim, fundamentou a sua pretensão na Teoria da Responsabilidade Civil de origem contratual, alicerçada nas previsões normativas que dominam do Código de Defesa do Consumidor, pedindo pela condenação da TAP a suportar o pagamento de indenização pela produção dos danos morais decorrentes da alongada espera, além do tratamento não condizente que lhe foi dispensada durante o seu aguardo por outro voo, uma vez ser a autora de menor idade e necessitar de cuidados redobrados pela empresa aérea.

Companhia

A TAP alegou ordens do controle do tráfego aéreo. Adicionou, ainda, a alegação de que providenciou hospedagem, voucher de alimentação, transporte e acomodação em outro voo. Ressaltou que não contribuiu com o dano alegado, já que ocorreu devido a fato fortuito externo e frisou que nunca disponibilizou aeronave distinta da originalmente contratada.

Por último, enfatizou que todas as providências necessárias foram tomadas, não sendo verdade a alegação de descaso suscitada pela autora, não se havendo que reconhecer qualquer ilicitude em seu agir, antecedente lógico do dever de indenizar afirmado na inicial. Ao final, pugnou pela improcedência dos pedidos.

Dano

Para a magistrada, a alegação defensiva de que foi prestada assistência ao garoto não encontra amparo no julgamento judicial por absoluta falta de provas e de verossimilhança nas suas alegações. Ao contrário, o fato do pai do garoto ter juntado cópia das declarações de atraso da própria empresa, prepondera enquanto verossimilhança acerca do conteúdo dos fatos alegados. “E, diga-se de passagem, não é o cancelamento do voo, em si, o fato a caracterizar a produção do dano”, citou.

Segundo ela, a conduta da empresa, subsequente ao cancelamento, se mostra integralmente reprovável, nela residindo a origem da produção do dano, posto que todas as atitudes tomadas após o cancelamento, ora denotam, a seu sentir, o pouco caso à situação vivenciada pelo passageiro. E atestam a não satisfação, por inteiro, dos direitos mínimos titularizados pelo passageiro, enquanto aguardava a viagem marcada com certa antecedência e para a qual teve que esperar por mais de seis horas pela sua realização no trecho de ida, e mais 23 horas no trecho de volta.

“De observar que a tese defensiva, forte na alegação de imprevisibilidade e inevitabilidade do fato, não encontra espaço de aceitação, porquanto se reporta ao cancelamento do voo e não é este, a meu juízo, o motivo maior a configurar, no caso concreto, o dever de indenizar. Como dito, foram as atitudes posteriores, adotadas pela empresa ré, que fizeram gerar o dano moral alegado, não se havendo que falar, nesse sentido, em qualquer causa de exclusão da responsabilidade”, decidiu.

Processo nº 0800950-20.2016.8.20.5001
TJRN

 

CONVOCAÇÃO COPA: Conheça as "estrelas" de Itália e Uruguai que jogarão na Arena das Dunas

Uma das favoritas ao título, a Itália divulgou nesta terça-feira a pré-lista com 30 jogadores para a Copa do Mundo. Entre os convocados está o atacante Giuseppe Rossi, de 27 anos.

O jogador da Fiorentina vinha sendo um dos principais nomes do Campeonato Italiano quando sofreu uma lesão no ligamento colateral do joelho direito em janeiro. Ainda que a lesão não fosse tão grave quanto o que se esperava, Prandelli fez uma aposta e vai aguardar pelo atacante até o dia 2 de junho, quando divulgará a lista final de 23 jogadores.

Os atacantes Cerci e Immobile, do Torino, foram convocados por Prandelli. Eles se destacaram nesta temporada na Itália e desbancaram nomes conhecidos como Gilardino, Luca Toni e El Shaarawy, que disputou a Copa das Confederações do ano passado.

Também ficaram de fora Florenzi, Giaccherini, Diamanti, Criscito e o veterano meia Francesco Totti, da Roma, cuja convocação fora descartada no mês passado, apesar das boas atuações do jogador de 37 anos na Série A italiana.

Entre os jogadores da lista está dois brasileiros. O volante Thiago Motta, do PSG, já tinha defendido a Azzurra na Copa das Confederações. A novidade foi o volante Rômulo, de 26 anos. Ex-jogador do Cruzeiro e Atlético-PR, ele está na Itália desde 2011, quando foi defender a Fiorentina. No ano passado, ele foi emprestado para o Verona

Veja a lista da Itália:

Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Salvatore Sirigu (PSG), Mattia Perin (Genoa)

Defensores:: Giorgio Chiellini (Juventus), Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Gabriel Paletta (Parma), Andrea Ranocchia (Inter), Christian Maggio (Napoli), Mattia De Sciglio (Milan), Ignazio Abate (Milan), Matteo Darmian (Torino), Manuel Pasqual (Fiorentina) .

Meias: Andrea Pirlo (Juventus), Daniele De Rossi (Roma), Riccardo Montolivo (Milan), Claudio Marchisio (Juventus), Thiago Motta (PSG), Marco Verratti (PSG), Antonio Candreva (Lazio), Romulo (Verona), Alberto Aquilani (Fiorentina), Marco Parolo (Parma).

Atacantes: Mario Balotelli (Milan), Antonio Cassano (Parma), Giuseppe Rossi (Fiorentina), Alessio Cerci (Torino), Ciro Immobile (Torino), Mattia Destro (Roma), Lorenzo Insigne (Napoli).

URUGUAI

O técnico da seleção uruguaia, Oscar Tabárez, anunciou nesta segunda-feira uma pré-lista de 25 jogadores convocados para a Copa do Mundo-2014, sem grandes surpresas.

Com os atacantes Luis Suárez e Edinson Cavani como principais destaques, a lista repete os nomes de quase todo os jogadores que participaram da campanha de classificação do Uruguai para o Mundial.

Em nota, a comissão técnica explicou que trabalhará com 25 jogadores, dos quais 23 serão escolhidos para integrar a lista definitiva, que será comunicada à Fifa em 2 de junho.

“Para qualquer eventualidade, foram incluídos na lista três jogadores que ficarão à disposição da comissão, mas que não treinarão com o elenco”, prosseguiu o comunicado, citando Andrés Scotti (Nacional, URU), Álvaro Fernández (Gimnasia e Esgrima La Plata, ARG) e Gonzalo Castro (Real Sociedad, ESP).

O Uruguai está no Grupo D da Copa do Mundo, junto com Inglaterra, Itália e Costa Rica. A estreia será contra a Costa Rica, no dia 14 de junho no Castelão, em Fortaleza.

– Lista de pré-convocados para a seleção do Uruguai:

Goleiros: Fernando Muslera (Galatasaray, TUR), Martín Silva (Vasco Da Gama, BRA); Rodrigo Muñoz (Libertad, PAR).

Zagueiros e Laterais: Diego Lugano (West Bromwich Albion, ING), Diego Godín (Atlético de Madri, ESP), José María Giménez (Atlético de Madri, ESP), Martín Cáceres (Juventus, ITA), Maximiliano Pereira (Benfica, PAR), Jorge Fucile (Porto, POR), Sebastián Coates (Nacional, URU).

Meias e volantes: Egidio Arévalo Ríos (Morelia, MEX), Walter Gargano (Parma, ITA), Diego Pérez (Bologna, ITA), Sebastián Eguren (Palmeiras, BRA), Alvaro González (Lazio, ITA), Alejandro Silva (Lanús, ARG), Álvaro Pereira (San Pablo, BRA), Cristian Rodríguez (Atlético de Madri, ESP), Gastón Ramírez (Southampton, ING), Nicolás Lodeiro (Botafogo, BRA).

Atacantes: Luis Suárez (Liverpool, ING), Edinson Cavani (Paris Saint-Germain, FRA), Diego Forlán (Cerezo Osaka, JAP), Cristian Stuani (Espanyol, ESP), Abel Hernández (Palermo, ITA).

O clássico mundial será disputado no dia 24 de junho, a partir das 13h.

O Globo e AFP

Justiça italiana vê risco de fuga e nega pedido de liberdade a Pizzolato

A Justiça italiana negou, nesta sexta-feira, 7, o pedido do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato para acompanhar em liberdade seu processo de extradição. Numa audiência de duas horas no Tribunal de Bolanha, os juízes italianos consideraram que existe “risco de fuga” por parte do brasileiro e optaram por mantê-lo na prisão de Módena.

Foragido desde novembro, o condenado por envolvimento no mensalão foi preso nessa quarta, 4, na Itália. Ele fugiu para o país para evitar a condenação no Brasil. Pizzolato falou por cerca de 30 minutos, em italiano, respondendo às perguntas dos juízes e explicou que havia sido condenado em um processo político no Brasil. As autoridades consideraram que, em razão da fuga do Brasil e dos documentos falsos encontrados no momento da prisão, não haveria possibilidade de permitir nem a liberdade condicional nem a prisão domiciliar.

Após a audiência, Pizzolato retornou à penitenciária de Módena.

Nessa quinta, 6, pela primeira vez, a polícia italiana deixou claro que existem “possibilidades legais concretas” de que Pizzolato seja extraditado para o Brasil, mesmo diante do fato de ele ter nacionalidade italiana. Uma decisão final, porém, será política. O Brasil tem 40 dias para apresentar o pedido de extradição.

Estadão

Foragido desde novembro, Pizzolato é preso com passaporte falso na Itália

 ÍndiceA polícia italiana prendeu o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Ele era o único dos condenados do mensalão que estava foragido desde a decretação das primeiras prisões, em novembro passado.

Pizzolato fugiu para a Itália, país do qual tem dupla cidadania e, por isso, não pode ser extraditado. Mas, segundo a Folha apurou, ele está com um documento falso –o passaporte de um irmão morto, segundo as informações iniciais.

Foi preso por este motivo pelos “carabinieri”, a polícia local italiana, na cidade de Maranello (Emiglia Romana, região ao norte da Itália).

A Polícia Federal brasileira ainda não comentou o caso, mas segundo a Folha apurou já recebeu o mesmo informe. Segundo os dados iniciais, Pizzolato usou o passaporte falso para fugir via Buenos Aires.

FUGA

Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por seu envolvimento com o esquema do mensalão, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato fugiu do Brasil para a Itália em novembro do ano passado.

Um dia após a expedição de seu mandado de prisão, Pizzolato divulgou por meio de seu advogado, uma nota dizendo que havia fugido para a Itália com o objetivo de escapar das consequências de um “julgamento de exceção”. Pizzolato disse ter fugido para a Itália em busca de uma chance de conseguir um novo julgamento. Ele foi o único da lista dos 12 condenados no mensalão que tiveram a prisão decretada a não se entregar à polícia.

Além disso, alegou que gostaria de ver seu caso sendo novamente analisado pela Justiça italiana, onde não haveria pressões “político-eleitorais”. Devido à sua cidadania, ele estaria em relativa segurança na Itália, uma vez que o país europeu não extradita seus nacionais.

Pizzolato só poderia ser preso se o Brasil conseguisse fazer com que a Justiça italiana abrisse um processo relativo aos crimes do mensalão e, após novo julgamento, o condenasse. Isso tudo, porém, seria algo extremamente difícil de acontecer, segundo especialistas em direito internacional ouvidos pela Folha.

Tão logo sua carta foi divulgada, a Polícia Federal incluiu o nome de Pizzolato na chamada difusão vermelha da Interpol, deixando-o na lista internacional de criminosos procurados.

ROTA

Amigos do ex-diretor disseram que, para chegar à Itália, Pizzolato teria seguido de carro do Rio de Janeiro até a fronteira com o Paraguai, cruzando-a a pé. Em outro carro teria ido até a fronteira com a Argentina, ingressando também à pé naquele país.

De lá, com um documento provisório, que pode ser emitidos por consulados a alguém que teve seu passaporte extraviado, teria voado para a França e, por fim, sempre segundo informações de seus amigos, teria seguido por terra para a Itália.

Oficialmente, a PF não se manifesta sobre as investigações. No começo do mês, o diretor-geral da corporação, Leandro Daiello, afirmou em audiência na Câmara dos Deputados que o paradeiro de Pizzolato ainda era desconhecido da PF e que ele estava sendo procurado dentro e fora do Brasil.

Segundo policiais ouvidos pela Folha, de lá para cá não houve grandes mudanças na investigação. Dentro da PF há pelo menos duas visões distintas sobre o processo de localização do ex-diretor.

Um grupo entende que falta um empenho maior nas investigações. Alega que encontrar Pizzolato não é uma das prioridades da instituição e que, caso fosse, seria possível ter chegado ao paradeiro do condenado 43 dias após a expedição do mandado de prisão.

Outro grupo entende que, passados os primeiros dias da fuga, o melhor a fazer é dar liberdade ao fugitivo para que ele se descuide e acabe por deixar um rastro detectável pelas autoridades, o que possibilitaria a descoberta de seu paradeiro. Policiais alegam, contudo, que a espera de um escorregão normalmente é demorada –e um descuido pode eventualmente nunca chegar a acontecer.

CONDENADO

CRIMES Corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro

PENA 12 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, mais uma multa de R$ 1,3 milhão

O QUE ELE FEZ Em 2003 e 2004, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil autorizou o repasse de R$ 73,8 milhões que a instituição tinha no fundo Visanet para a DNA, agência de publicidade do empresário Marcos Valério que tinha contrato com o BB e foi usada para distribuir dinheiro a políticos. Pizzolato recebeu R$ 336 mil do esquema

O QUE ELE DISSE Pizzolato afirmou durante o julgamento que o dinheiro que recebeu era destinado ao PT e foi entregue a um emissário do partido. Ele se queixou do fato de que outros executivos do banco autorizaram repasses de recursos do Visanet e não foram processados. Ele nega que o dinheiro tenha sido desviado para o mensalão

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio Nogueira disse:

    Uma vez criminoso, sempre criminoso. Essa turma do PT é foda.

Itália teme que naufrágio tenha matado mais de 300 imigrantes

As autoridades italianas temem que mais de 300 pessoas tenham morrido após o naufrágio de uma barcaça de imigrantes perto da costa da ilha de Lampedusa, no mar Mediterrâneo. Até o momento, a Guarda Costeira resgatou pelo menos 94 corpos no mar.

O navio partiu de Misrata, na Líbia, em direção a Lampedusa, território de domínio de um país europeu mais próximo do lado africano do mar Mediterrâneo. Segundo as autoridades de imigração italiana, a maioria dos passageiros vinha de Etiópia, Eritreia e Somália e pagaram a traficantes tunisianos para levá-los à Europa.

A Guarda Costeira afirma que o naufrágio aconteceu após o barco ficar à deriva a 550 m de uma praia da ilha italiana, na madrugada desta quinta-feira (noite de quarta em Brasília). Para pedir ajuda a outros barcos, o grupo usou sinalizadores, que caíram em um dos tanques de combustível, que pegou fogo.

O incêndio fez com que os imigrantes tentassem sair do barco superlotado, que desequilibrou durante a saída dos passageiros e virou em cima de alguns deles. A embarcação afundou e está a uma profundidade de 35 a 40 metros.]]

Os primeiros a encontrarem os imigrantes foram pescadores da região. Em entrevista à emissora SkyTG24, Rafaele Colapinto afirmou que tentou tirar os mortos, mas que a operação foi demorada. “Vimos um oceano de cabeças. Levamos meia hora para tirar cada um da água porque eles estavam envolvidos em óleo”.

No porto, corpos estavam alinhados dentro de sacos mortuários verdes. Sem um lugar para colocá-los, eles foram levados depois para um hangar do aeroporto da ilha. O secretário de saúde da ilha, Pietro Bartolo, disse que foi obrigado a pedir caixões de outras localidades para abrigar os corpos das vítimas.

“Não temos mais lugar, nem para os vivos nem para os mortos”, disse a prefeita de Lampedusa, Giusi Nicolini. “É um horror, um horror; eles não param de deixar corpos”.

CRÍTICA

Revoltada, a prefeita Nicolini enviou um telegrama ao primeiro-ministro Enrico Letta pedindo que fosse contar os mortos com ela e acusou a Europa de “ignorar (…) o enésimo massacre de inocentes que acontece perto da ilha”.

“Não posso deixar de expressar a miopia da Europa, que insiste em olhar só para o outro lado. Os imigrantes chegam à nossa ilha há anos e continuarão fazendo isso por muito tempo. Se as instituições não intervierem imediatamente, serão, inevitavelmente, cúmplices desse absurdo e vergonhoso massacre”.
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Ela lembrou que Lampedusa, mais próxima da costa norte-africana do que da Sicília, é “há anos” o destino dos imigrantes clandestinos. “Venha contar os mortos comigo”, disse, em um telegrama ao chefe de governo. Letta decretou luto oficial para sexta-feira (4), mas ainda não viajou à ilha.

O representante do governo que chegou ao local da tragédia foi o vice-premiê, Angelino Alfano. “É um drama europeu, não apenas italiano”, explicou Alfano, pedindo que a Itália, que recebeu 25.000 imigrantes este ano (três vezes mais do que em 2012), possa estender suas patrulhas “para além de suas águas territoriais”.

A ministra da Integração, Cécile Kyenge, originária da República Democrática do Congo e primeira negra em um governo italiano, pediu uma coordenação europeia para formar “corredores humanitários com o objetivo de tornar mais seguras essas travessias, que registram a atuação de grupos criminosos”.

O Papa, que visitou Lampedusa em sua primeira viagem para fora de Roma, no início de julho, falou de “vergonha”, tendo-se em vista as “várias vítimas de mais esse naufrágio”.

Segundo a rede de ONGs Migreurop em Paris, em vinte anos, 17.000 imigrantes morreram tentando chegar à Europa. A maior tragédia até hoje aconteceu em junho de 2011, quando de 200 a 270 imigrantes originários da África Subsaariana se afogaram tentando chegar a Lampedusa.

Folha

Itália: extremistas atiram bananas em ministra negra

Após ser comparada com um orangotango pelo vice-presidente do Senado, Roberto Calderoli, a ministra de Integração da Itália, Cécile Kyenge, de origem congolesa, foi alvo de outro ato de intolerância e desprezo na noite de ontem, quando foi atingida por duas bananas lançadas por militantes do movimento Força Nova, da extrema-direita.

Foto: Gregorio Borgia / AP

Italy-Race-Problem

Os fatos ocorreram em uma festa do progressista Partido Democrata (PD), o mesmo do primeiro-ministro Enrico Letta, na cidade de Cervia, no nordeste do país, informou neste sábado a imprensa italiana.

Um desses integrantes da Força Nova, que já tinha aquecido o ambiente com uma manifestação na última quinta-feira, lançou duas bananas em direção ao palco em que a ministra discursava, embora sem atingi-la fisicamente.

Sem dar importância ao gesto, Cécile usou o Twitter para comentar o ato. “Com tantas pessoas morrendo de fome por causa da crise é triste desperdiçar comida assim”, afirmou a ministra na mensagem divulgada por sua equipe assistente, a qual confirmou o ocorrido.

Dado o alto nível de crispação gerado na extrema-direita em torno da primeira ministra negra da Itália, a polícia estava alerta em relação à possíveis ataques contra Cécile, mas, mesmo assim, não conseguiu evitar essa agressão.

“Havia um grupinho de opositores, mas ninguém viu. Saíram logo em seguida. A ministra não comentou o episódio de modo particular porque é uma pessoa educada”, afirmou os jornalistas Paola de Micheli, do PD, que estava presente no momento do ato.

Um dia antes, na quinta-feira, no mesmo local da festa do PD, militantes da Força Nova também colocaram três bonecos sujos com tinta, que simulava ser sangue, ao lado de panfletos contra o plano do governo italiano de conceder nacionalidade aos filhos de imigrantes nascidos na Itália. Segundo os militantes da extrema-direita, “a imigração mata”.

O lançamento de bananas se soma aos últimos episódios ofensivos dos quais a ministra italiana já foi vítima, a começar pelo comentário lançado pela ex-conselheira da separatista Liga Norte, Dolores Valandro, o qual valeu sua expulsão do partido além de uma condenação de 13 meses de prisão e três anos de inabilitação por instigação a atos de violência sexual por motivos raciais.

Na noite do último dia 13, o vice-presidente do Senado, Roberto Calderoli, também da Liga Norte, gerou uma grande polêmica no país ao comparar a ministra negra com um orangotango.

Terra

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eric disse:

    Isso é um absurdo!! Até quando a sociedade vai crescer mentalmente?

  2. eliana torres dos santos disse:

    E AINDA SE DIZEM POVO….. CIVILIZADO……. EM PLENO SÉCULO XXI

Copa das Confederações: Brasil enfrenta a Itália para confirmar liderança e alegrar o povo

A Seleção Brasileira entrará em campo com uma dupla missão às 16 horas (de Brasília) deste sábado, ainda que o técnico Luiz Felipe Scolari queira distanciar a onda de manifestações pelo País de sua equipe. Uma vitória sobre a Itália na Arena Fonte Nova garantirá a primeira colocação do grupo A da Copa das Confederações, com 100% de aproveitamento, e ajudará a alegrar parte da população revoltada. Essa é a opinião de muitos dos seus comandados.

“O País está atravessando um momento complicado, e a Seleção pode, sim, ser uma pequena válvula de escape para tudo o que está acontecendo”, bradou o goleiro Júlio César, um dos líderes do elenco. Ele foi um dos jogadores que mais se motivaram com o gesto patriótico do público brasileiro no Castelão, que continuou a cantar o Hino Nacional com bastante disposição mesmo após a música parar de soar dos alto-falantes antes da vitória por 2 a 0 sobre o México.

Felipão também se animou bastante com o gesto patriótico da rodada passada – pediu até que a torcida volte a se manifestar dessa forma contra a Itália –, porém não quer se intrometer em questões políticas. “Tenho que cuidar da minha Seleção. Vou fazer o que sou contratado para fazer. Outras áreas cabem a outras pessoas. Não sou eu quem vai dizer como o governo deve proceder, pois também não quero que me venham falar para escalar A ou B. Cada um na sua”, ordenou. Pouco antes, o baiano Daniel Alves também tinha fugido do tema, apesar de Felipão garantir que todos do elenco têm liberdade para opinar.

Como prova da palavra do comandante, Júlio César não foi o único líder da Seleção Brasileira que mostrou apoio às reivindicações de parte da sociedade brasileira. Outras referências da equipe, como o atacante Neymar e o zagueiro David Luiz, também se manifestaram favoráveis a protestos pacíficos. Do lado de fora da Fonte Nova, no entanto, é possível que as cenas de violência entre policiais e populares dos jogos anteriores se repitam.

Teoricamente, a Seleção tem totais condições de fazer a sua parte para ajudar a acalmar os ânimos. A equipe realmente está em evolução, como gosta de frisar Felipão, e passou a enfim contar com o poder de decisão de Neymar. Autor de dois gols no torneio (tal qual o reserva Jô), o astro do Barcelona conduziu o seu time aos 6 pontos no grupo A. A Itália chegou à mesma marca, mas teve muito mais dificuldades para passar pelo eliminado Japão (4 a 3) na rodada passada. “Podemos empatar para confirmar a liderança, mas jogaremos para vencer”, avisou Felipão.

Como as duas seleções já estão classificadas para as semifinais, Felipão cogitou a possibilidade (remota) de substituir os pendurados Thiago Silva e Daniel Alves pelo zagueiro Dante e pelo lateral direito improvisado Jean. O certo é que o volante Paulinho, com entorse no tornozelo esquerdo, abriu espaço para Hernanes estar em campo contra os italianos. “Jogo no futebol italiano há três anos e conheço os jogadores deles. Isso pode ser uma vantagem”, avisou o atleta da Lazio.

Pela Itália, cuja direção definiu como “invenção total” a possibilidade de deixar a Copa das Confederações por causa dos protestos violentos no Brasil, o técnico Cesare Prandelli tem mais desfalques com que lidar. O atacante El Shaarawy sofreu uma lesão no pé esquerdo, o veterano Andrea Pirlo está com uma contratura na panturrilha direita e o seu companheiro de meio-campo Daniele De Rossi precisará cumprir suspensão automática.

Apesar dos problemas, a tetracampeão mundial Itália desperta muito respeito entre os jogadores brasileiros. Principalmente porque conta com o irreverente Mario Balotelli, amigo de Neymar e ex-companheiro de Jô, em seu ataque para chamar a atenção. “Ele é um grande jogador, que vem mostrando as suas qualidades pela seleção e pelos times que defendeu. Merece o nosso cuidado especial. Estamos falando de um atacante que pode não criar tantas ocasiões, mas que aproveita as que tem”, definiu o local Daniel Alves.

FICHA TÉCNICA
ITÁLIA X BRASIL

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 22 de junho de 2013, sábado
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Assistentes: Adbukhamidullo Rasulov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochakarov (Quirguistão)

ITÁLIA: Buffon; Abate (Maggio), Bonucci (Barzagli), Chiellini e De Sciglio; Aquilani, Montolivo, Marchisio, Candreva e Diamanti; Balotelli
Técnico: Cesare Prandelli

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes e Oscar; Hulk, Fred e Neymar
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Da Gazeta Esportiva

Copa das Confederações: Em jogo eletrizante, Itália supera Japão e torcida e garante vaga

Tetracampeã mundial, a Itália encontrou na Arena Pernambuco três adversários: o nervosismo, o Japão e a torcida, toda favorável aos asiáticos. A Azzurra superou o apagão no primeiro tempo para virar o placar, sofreu empate na etapa complementar, mas buscou a vitória por 4 a 3 nos últimos minutos para selar a classificação ao lado da Seleção Brasileira para a semifinal da Copa das Confederações.

Em dois tempos distintos, os nipônicos atropelaram os italianos e levantaram a torcida com o gol de pênalti de Honda após bobeada da zaga europeia. Kagawa, em belo voleio, ampliou. No final do primeiro tempo, De Rossi iniciou a reação dos tetracampeões em gol de cabeça.

Na volta do intervalo, Uchida fez contra e Balotelli, de pênalti, virou o resultado. Okazaki empatou novamente, mas Giovinco silenciou os torcedores com um gol aos 40 minutos do segundo tempo. Três minutos depois, os japoneses chegaram a empatar com Yoshida, mas o árbitro Diego Abal assinalou impedimento.

Na próxima rodada, a última do grupo A na Copa das Confederações, a Itália terá pela frente o Brasil para definir quem fica com a primeira colocação. O duelo está marcado para sábado às 16 horas (de Brasília) na Arena Fonte Nova, em Salvador. Já o Japão encerra a participação contra o México, no mesmo dia e horário, no Mineirão.

O jogo

A torcida presente na Arena Pernambuco demonstrou desde os primeiros minutos da partida que apoiaria e muito a seleção japonesa. A cada toque na bola dos nipônicos, os torcedores vibravam e ainda ‘ajudavam’ a marcar a Itália com fortes vaias. E a festa só não aumentou nos cinco minutos porque Buffon segurou cabeçada de Maeda.

Dez minutos depois, foi a vez de Kagawa bater firme de esquerda e obrigar o goleiro da Azurraa trabalhar. No ataque seguinte, porém, a defesa italiana foi castigada. O lateral esquerdo De Sciglio recuou mal e Buffon chegou atrasado, cometendo pênalti em Okazaki. Na cobrança, Honda soltou uma pancada no canto esquerdo e abriu o placar.

Aos 32 minutos, a torcida pernambucana foi novamente à loucura. Honda cruzou na área, a zaga da Itália se atrapalhou e deixou Kagawa livre para dominar, girar e fazer um golaço de voleio, sem chances para Buffon. Com a vantagem, o Japão passou a envolver os italianos com toques rápidos, sempre sob os gritos de olé vindos das arquibancadas.

E o resultado só não foi pior porque Bufon operou dois milagres seguidos: primeiro em falta de Kagawa e, depois, no rebote de Okazaki. Para aliviar os ânimos europeus, Pirlo cobrou escanteio no primeiro poste, De Rossi se antecipou e testou bonito para descontar. Nos acréscimos, a Itália ainda perdeu a chance de empatar quando o chute rasteiro de Giacherini beijou o pé da trave.

Com o recomeço da partida, no entanto, o panorama mudou completamente. Yoshida dominou errado na área, Giacherini aproveitou e cruzou para a pequena área. Uchida tentou afastar e acabou mandando contra o próprio patrimônio. O empate empolgou os italianos, que chegaram à virada ainda aos dez minutos.

Giovinco, que havia entrado no primeiro tempo na vaga de Aquilani, bateu firme da entrada da área e Hasebe chegou para travar. Depois do corte, a bola espirrou no braço do capitão japonês e o árbitro argentino Diego Abal marcou pênalti discutível. Balotelli assumiu a responsabilidade, caminhou lentamente e virou o placar.

Para não sofrer mais com as descidas de Nagatomo e Kagawa, Cesare Prandelli desfez a mudança feita em relação à estreia e sacou o ofensivo lateral direito Maggio para a entrada do marcador Abate, fazendo com que a equipe recuasse. Com isso, o Japão voltou a mandar na partida em São Lourenço da Mata e teve a atitude premiada pelo belo gol de cabeça de Okazaki.

Restando dez minutos para o final do jogo, a trave de Buffon balançou por duas vezes. Primeiro no chute cruzado de Okazaki e depois na cabeçada de Kagawa, sem goleiro, para desespero de Alberto Zaccheroni. Os gritos de olé voltaram a empurrar os japoneses, mas no contra-ataque De Rossi achou Marchisio e o camisa 8 cruzou na medida para Giovinco sacramentar a vitória emocionante dos italianos.

Da Gazeta Esportiva

Copa das Confederações: Itália vence México com gols de Pirlo e Balotelli

A Itália estreou na Copa das Confederações com o pé direito. Neste domingo, no Maracanã, a equipe europeia derrotou o México por 2 a 1 em sua primeira partida pelo Grupo A, contando com gols de Andrea Pirlo e Mario Balotelli, que foram bastante aplaudidos pela torcida carioca. O resultado é fundamental para as pretensões de classificação para os italianos, já que teoricamente disputam o primeiro lugar da chave com o Brasil.

O técnico Cesare Prandelli fez o esperado e escalou a Itália somente com Balotelli no ataque, reforçando seu meio de campo e o setor criativo. No primeiro tempo, a equipe esbarrou na jornada pouco inspirada de Giaccherini e Marchisio. Já os mexicanos confiaram em Giovanni dos Santos e Chicharito Hernández para o setor ofensivo.

Na próxima partida, a Itália tenta encaminhar sua vaga contra o Japão, que foi derrotado pela Seleção Brasileira no último sábado. A partida acontece na quarta-feira, às 19h. Mais cedo, às 16h, o México tenta manter viva a chance de classificação em confronto com o Brasil, que lidera o Grupo A por conta do saldo de gols.

A partida teve um início bastante movimentado, em que as equipes arriscavam chutes de fora da área para testar os goleiros adversários. Pelo lado italiano, Balotelli era quem mais tentava, mas sem sua melhor mira. Aos 10min, Guardado tentou o arremate e acertou o travessão italiano.

Acertar o alvo não foi problema para Pirlo. Aos 27min, o meio-campista cobrou falta da entrada da área e acertou o ângulo direito de Corona, que recuou os braços em vez de tentar espalmar a bola. A vantagem italiana, entretanto, não durou muito tempo. Aos 32min, Barzagli vacilou e derrubou Giovanni dos Santos na área. Chicharito foi para a cobrança e chutou firme no canto esquerdo.

Depois do intervalo, a Itália tomou controle do jogo e foi mais ao ataque. A defesa do México, entretanto, se postava bem e dava poucos espaços. Pirlo teve chance de ampliar em cobrança de falta aos 8min, em que a bola bateu na barreira e, no rebote, Montolivo chutou em cima de Corona. Pouco depois, o meio-campista bateu nova falta que passou perto da trave esquerda.

Famosa por sua defesa, a seleção italiana enfrentava problemas neste setor, cometendo erros que davam ao México a chance de ampliar. Aos 24min, Guardado alçou bola na área e Flores subiu sozinho, mas cabeceou para fora.

Quando a marcação mexicana deu espaço, entretanto, a Itália não perdoou. Aos 33min, Balotelli recebeu bola de Giaccherini e tocou na saída de Corona para marcar. O gol do centroavante garantiu a partida para os europeus, que passaram a jogar com mais calma. Deu tempo até para Prandelli substituir Balotelli por Gilardino, para que o atacante saísse ovacionado pelo Maracanã lotado.

Do Terra

Copa das Confederações: Após 57 anos, Itália volta ao Maracanã e estreia contra México

Quase 57 anos após a única partida de sua história no Maracanã, a seleção da Itália voltará ao estádio neste domingo. A partir das 16h (de Brasília), a equipe enfrenta o México, pela primeira rodada do Grupo A da Copa das Confederações, e encontrará um estádio todo remodelado. O local receberá o primeiro jogo válido por um torneio oficial desde a reforma cujo orçamento ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão.

A história da Itália com o Rio de Janeiro é muito breve, o que ajuda a explicar o clima de exaltação dos jogadores e do técnico Cesare Prandelli em torno do Maracanã. “Estamos particularmente emocionados porque este estádio é mítico, onde todos nós sonhamos em jogar”, afirma o treinador.

No local que foi sede da Copa do Mundo de 1950, a seleção italiana atuou apenas uma vez. Foi em 1º de julho e 1956, quando perdeu por 2 a 0 para o Brasil em um amistoso. Os gols foram marcados pelos atacantes Ferreira e Canário, ambos então jogadores do América-RJ.

No Rio de Janeiro, a Itália só jogou outra vez mais: na última terça-feira, quando atletas reservas foram escalados no empate por 2 a 2 em amistoso com o Haiti, em São Januário. A atual é a terceira visita da equipe azul ao Brasil: antes, os italianos só haviam viajado ao País para o amistoso de 1956 e para a Copa do Mundo de 1950. Nesta competição, não tiveram a chance de conhecer o Maracanã devido à eliminação na primeira fase, após derrota para a Suécia por 3 a 2 e vitória por 2 a 0 sobre o Paraguai, sempre no Pacaembu, em São Paulo.

“Qualquer jogador, qualquer criança sonha em jogar aqui. Tenho a sorte de chegar aqui e jogar minha 100ª partida”, diz o meio-campista Andrea Pirlo, que completará uma centena de jogos pela seleção justamente no Maracanã.

O meia Emanuele Giaccherini, que deve ganhar a vaga do atacante Stephan El Shaarawy na equipe titular, também se empolga com o local, chamando-o de “templo”. Mas ele cita a “grande experiência” dos jogadores e “uma espécie de bloqueio psicológico” para negar que a equipe possa se deixar deslumbrar com a grandeza do estádio que já foi o maior do mundo – com a capacidade reduzida, foram colocados à venda 71.407 ingressos para o jogo da Copa das Confederações, todos vendidos.

Hospedada em um hotel na Barra da Tijuca, a equipe italiana testemunha todos os dias a paixão dos brasileiros pelo futebol. “Da manhã até à noite, sempre há jovens que jogam bola na praia. É uma grande paixão pelo futebol e creio que a perceberemos ainda mais chegando ao Maracanã”, afirma o meia Claudio Marchisio, projetando uma “grandíssima emoção pela história que o estádio tem”.

Entre os italianos, somente o zagueiro Andrea Barzagli fugiu ao discurso-padrão sobre o estádio, confessando que não estudou a história do Maracanã. “Sei que é belíssimo e que foram disputadas grandes partidas lá”, resume sobre o estádio no qual integrantes das delegações de México e Itália tiraram fotos neste sábado, durante o treino de reconhecimento do gramado.

“Estar no Maracanã significa muito para todos nós. É como Wembley (em Londres), o Estádio Azteca (na Cidade do México). É maravilhoso. São sonhos que se tornam realidade”, diz o técnico mexicano, José Manuel de la Torre.

Ao contrário da Itália, o México tem mais experiência no Maracanã. A equipe tricolor já pisou o estádio cinco vezes, sempre em partidas contra o Brasil, colecionando três derrotas, um empate e uma vitória. O êxito foi construído em 31 de outubro de 1968, quando venceu por 2 a 1 o time que contava com Pelé. Diaz, Fragoso e Carlos Alberto Torres marcaram os gols do jogo.

Ficha técnica
​Itália: Buffon; Abate, Barzagli, Chiellini e De Sciglio; Pirlo, De Rossi e Montolivo; Marchisio e Giaccherini; Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli

México: Corona; Flores, Francisco Rodriguez, Héctor Moreno e Salcido; Torrado, Zavala, Barrera e Guardado; Javier Hernandez e Aldo de Nigris. Técnico: José Manuel de la Torre

Veja o histórico do confronto entre Itália e México:

29/06/1966 – Itália 5 x 0 México (amistoso/Florença)
01/01/1969 – México 2 x 3 Itália (amistoso/Cidade do México)
05/01/1969 – México 1 x 1 Itália (amistoso/Cidade do México)
14/06/1970 – México 1 x 4 Itália (Copa do Mundo/Toluca)
25/09/1971 – Itália 2 x 0 México (amistoso/Gênova)
04/02/1984 – Itália 5 x 0 México (amistoso/Roma)
02/06/1985 – México 1 x 1 Itália (amistoso/Cidade do México)
20/01/1993 – Itália 2 x 0 México (amistoso/Florença)
28/06/1994 – Itália 1 x 1 México (Copa do Mundo/Washington)
13/06/2002 – Itália 1 x 1 México (Copa do Mundo/Oita)
03/06/2010 – México 2 x 1 Itália (amistoso/Bruxelas)

Fonte: FIGC (Federação Italiana de Futebol)

Do Terra

Itália ouve "olé" em São Januário, empata com Haiti e vê delírio da torcida

A torcida contra do pouco público presente foi suficiente para que a seleção da Itália fosse parada pelo fraco Haiti, nesta terça-feira, no estádio de em São Januário, no Rio de Janeiro.

Os italianos venciam por 2 a 0, no único teste no Brasil antes da estreia na Copa das Confederações, marcada para o próximo domingo contra o México, no Maracanã. Mas cederam o empate no segundo tempo e viram a torcida delirar com a zebra.

O técnico Cesar Prandelli mandou a campo uma equipe totalmente desfigurada, com 11 reservas. Somente na segunda etapa entraram alguns dos titulares, como Balotelli e El Shaarawy.

O camisa 9 do Haiti, Saint Preux, foi a grande atração da partida. Quando substituído, foi muito festejado e mandou até beijinho para a torcida.

A “Azurra” ouviu dos 3.257 torcedores gritos de incentivo ao time da América Central durante quase toda a partida. Os gols dos haitianos foram comemorados efusivamente.

No começo do jogo, a cada toque para o lado dado pelos haitianos saiam gritos de “olé”. Um esboço de drible, então, gerava ainda mais entusiasmo na arquibancada.

O jogo mal começou e já saiu um gol. Logo aos 20 segundos de partida, Giaccherini aproveitou cruzamento da esquerda e falha da zaga para abrir o placar.

Mas se enganou quem pensou que isso seria um indício de chuva de gols ainda no primeiro tempo. A equipe europeia passou a tirar o pé das jogadas e evitar o desgaste com o calor e sol no estádio do Vasco.

Os italianos conduziam a partida em ritmo sonolento, enquanto o Haiti quase não incomodava. Vivia dos gritos da torcida a cada bom lance parcialmente executado.

A única chance de ampliar o placar na primeira etapa foi em uma falta cobrada por Diamanti, aos 44min. Mas bateu na rede pelo lado de fora.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro: com Itália em ritmo lento e pouco querendo jogo. Quase foi punida com o gol de empate do Haiti, que por alguns momentos quase assustou.

Na melhor chance do time da América Central, aos 8 min, após cobrança de escanteio La France cabeceou sozinho e por pouco não acertou o gol. Prandelli se cansou e colocou Balotelli e Montolivo no jogo. Mais tarde, entraram Marchisio e El Shaarawy.

As trocas deram certo, e três dos jogadores que entraram fizeram a jogada do segundo gol. Aos 26min, Balotelli fez jogada pela direita e cruzou. El Shaarawy chutou em cima do goleiro, mas Marchisio pegou o rebote e marcou.

Mas a torcida local começou a verdadeira festa aos 38min. Maurice penetrou pelo lado esquerdo e foi derrubado por Astori. Saurel bateu e converteu.

Oito minutos depois, o que parecia impossível aconteceu. Peguero recebeu lançamento longo na esquerda da meta, saiu da marcação e dominou de peito para finalizar com chute cruzado: 2 a 2 e muita festa da torcida em São Januário.

Do UOL Esporte