Itália registra mais 969 mortes por coronavírus e bate seu recorde diário

(Foto: Piero Cruciatti/AFP )

Apesar das expectativas de que já tivesse atingido seu pico, a Itália voltou a registrar alta no número de novas mortes causadas pelo coronavírus no país. De ontem para hoje, mais 969 pessoas morreram vítimas da covid-19, 257 a mais do que o registrado de quarta para quinta-feira (712).

Desde o início da pandemia, segundo dados publicados diariamente pelo Corriere della Sera, 86.498 pessoas já foram infectadas pelo coronavírus na Itália. Destes, 9.134 morreram e outros 10.950 se recuperaram. Hoje, o país tem 66.414 ainda doentes.

Dos pacientes com sintomas, 3.732 estão em unidades de terapia intensiva (UTIs) e 36.653 estão em isolamento domiciliar, ainda de acordo com o Corriere.

A região da Lombardia, cuja capital é Milão, lidera o número de casos (37.298), incluindo mortos e já curados. Emília-Romanha (11.588), da capital Bolonha; Vêneto (7.497), de Veneza; e Piemonte (7.092), de Turim, aparecem logo em seguida.

A Itália é atualmente o país europeu mais afetado pela pandemia. Logo atrás dela, porém, vem a Espanha, que também bateu seu recorde diário hoje, tendo registrado 769 novas mortes nas últimas 24 horas. O total de casos confirmados no país passa de 64 mil.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alexandre disse:

    BOLSONARO INCOMPETENTE.

    MOURÃO PRESIDENTE!!!

  2. José disse:

    Nunca pensei que iria desejar um golpe militar.
    Mourão…avante!
    É melhor sem liberdade do que morto.
    Mourão, nos livre desse idiota louco.

Itália ainda não atingiu o pico do contágio do coronavírus, diz o chefe de Saúde Nacional do país

Em Napoles, na Itália, padre entrega comida aos sem teto, que fazem fila com espaços para evitar contágio, em 27 de março de 2020 — Foto: Ciro De Luca/Reuters

As infecções de coronavírus na Itália não atingiram seu pico, disse Silvio Brusaferro, chefe do Instituto Superior de Saúde do país nesta sexta-feira (27).

Os números mais recentes da pandemia no país são 8.215 mortes e 80.589 infectados. O balanço da quinta-feira foi de 712 mortos nas 24 horas anteriores.

“Não atingimos o pico e não passamos dele”, disse Brussaferro.

Ele disso que há, no entanto, sinais de uma desaceleração no número de pessoas que estão ficando infectadas, o que sugere que o pico não está longe. Depois disso, os novos casos vão entrar em tendência visível de queda.

“O nosso comportamento vai influenciar em quão íngreme vai ser a queda, quando ela começar”, afirmou ele, em uma referência à aderência dos italianos às restrições ao movimento impostas pelo governo.

Prefeito de Milão

No dia 22 de março, durante uma entrevista à TV RAI, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou que errou ao divulgar, no fim de fevereiro, um vídeo que dizia que a cidade não pode parar.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título ’Milão não Para’. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente, errado”, ele afirmou à RAI no domingo (22).

Trabalhadores da saúde

Trabalhadores da saúde também estão entre as vítimas do novo coronavírus na Itália. Um levantamento do governo italiano mostrou que cerca de 9% dos infectados do país no início da semana eram médicos, enfermeiros ou técnicos. A Federação de Médicos contabilizou na quinta 37 médicos mortos pelo novo coronavírus.

Quarentena

A Itália vive, desde o dia 9 de março, um isolamento total que inclui a suspensão de aulas e de serviços não essenciais. Eventos foram cancelados, e até mesmo o transporte de mercadorias foi limitado.

Giuseppe Conte, o primeiro-ministro, afirmou na quarta-feira que a emergência do novo coronavírus é sem precedentes em todo o mundo. Ele pediu também que os países sejam rigorosos no combate ao coronavírus.

“Ninguém pode aceitar, muito menos a Itália que está fazendo grandes sacrifícios para combater o vírus, que outros países não percebam essa necessidade de máxima atenção preventiva”, disse o primeiro-ministro durante um pronunciamento na Câmara dos Deputados da Itália.

O premiê disse também que, se outros países não forem rigorosos com as medidas preventivas, a pandemia pode aumentar ainda mais o ritmo dos contágios.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    "Milão não Para" = "Brasil não pode parar"
    Já sabemos o que nos aguarda… e nem podemos dizer que não fomos avisados.
    Imagine, só imagine…chegar em frente a um hospital com sua mãe\pai\avó\esposo(a) sem conseguir respirar e ouvir o médico dizer: não há nada a fazer…imagine essa pessoa falecer nos seus braços..
    Só aí talvez, talvez você vai se perguntar: valeu a pena "salvar" a economia?
    O governo tem dinheiro(nosso dinheiro) e a obrigação de nos ajudar, pois é pra isso que ele existe(ele deve nos servir, e não o contrário).
    Nessa hora, dane-se a economia..em 1º lugar, a VIDA.

  2. Riva disse:

    ""Infelizmente, o número de mortes na Itália disparou e 919 pessoas morreram nas últimas 24 horas devido ao novo coronavírus. O valor é o recorde em um só dia em todo planeta e indica que talvez o país ainda não tenha chegado ao pico. Ao todo, há 9.134 vítimas fatais na Itália""

Itália tem mais de 8 mil mortes por Covid-19 desde o início do surto

Foto: Reuters/Yara Nardi

O Ministério da Saúde da Itália registrou ao menos 8.165 mortes pela Covid-19 desde o início do surto. Em um balanço divulgado nesta quinta-feira (26), as autoridades de saúde contabilizaram mais de 62 mil infectados pelo novo coronavírus.

Nos últimos dias, desde o pico de sábado (21), quando o país registrou 793 mortes, o número de vítimas reduziu levemente e ontem chegou a 683 mortes. Na quinta o número diário de mortes ainda é alto, mas mais baixo que no dia anterior, nas últimas 24 horas o país registrou 662 mortes por Covid-19.

A região de Piemonte, no norte da Itália, contabilizou mais 50 mortes por coronavírus. O número não foi atualizado na contagem oficial do governo italiano, segundo a agência Reuters. Com estes casos, o número de mortos no país salta para 712 mortes na quinta-feira.

Trabalhadores da saúde também estão entre as vítimas do novo coronavírus. Um levantamento do governo italiano mostrou que cerca de 9% dos infectados do país no início da semana eram médicos, enfermeiros ou técnicos. A Federação de Médicos da Itália contabilizou nesta quinta 37 médicos mortos pelo novo coronavírus.

Quarentena

A Itália vive, desde o dia 9 de março, um isolamento total que inclui a suspensão de aulas e de serviços não essenciais. Eventos foram cancelados, e até mesmo o transporte de mercadorias foi limitado.

Giuseppe Conte afirmou nesta quarta-feira que a emergência do novo coronavírus é “sem precedentes” em todo o mundo. Ele pediu também que os países sejam rigorosos no combate ao coronavírus.

“Ninguém pode aceitar, muito menos a Itália que está fazendo grandes sacrifícios para combater o vírus, que outros países não percebam essa necessidade de máxima atenção preventiva”, disse o primeiro-ministro durante um pronunciamento na Câmara dos Deputados da Itália.

O premiê disse também que, se outros países não forem rigorosos com as medidas preventivas, a pandemia pode aumentar ainda mais o ritmo dos contágios.

Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Observando disse:

    em 23.02.2020 eram 17 mortos.

Confinamento achatou a curva: menos mortes e menos casos de Covid-19 na Itália

Foto: Reuters / Manuel Silvestri / Direitos Reservados

Pelo quarto dia consecutivo, a Itália emite sinais positivos.

Desta vez, todos os principais números da epidemia apresentaram uma melhora.

De ontem para hoje, houve 5.210 novos casos (-0,8%), 683 mortos (-8,1%) e 1.036 pacientes curados (+13,7%).

O confinamento achatou a curva. Agora é preciso descer a montanha.

O Antagonista

Itália regista 743 mortes por Covid-19 entre segunda e esta terça

Foto: Reprodução

Depois de dois dias de queda, subiu tragicamente o número de mortes de Covid-19 na Itália.

Morreram 743 pessoas de ontem para hoje.

O número total só não foi maior do que o de sexta-feira, quando houve 793 mortes.

O número de novos casos (3.612) e de novos pacientes na UTI (192), porém, sinalizam que o aumento exponencial do contágio pode ter sido revertido.

O Antagonista e Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Matematica disse:

    Aqui ainda se permitr voos vindos dos EUA. Depois não estejam no choro..

  2. Antonio disse:

    Esses países que fazem fronteiras com a China fecharam suas fronteiras bem cedo, logo quando apareceram os primeiros casos. Por isso eles tem poucos casos. Já a Itália tem a população mais idosa da Europa por isso tá havendo tantas mortes. É grupo de risco da doença

  3. Lobinha disse:

    Não consigo entender como países que fazem fronteiras com a China se encontram com números insignificantes de casos e de mortes, como é o caso da russia, Índia e Mongólia, muito estranho isso.

A semana que pode salvar a Itália e dizer quando a crise vai acabar

No meio da morte, desponta uma flor: da Itália pode vir resposta para pergunta que o mundo inteiro faz Flavio Lo Scalzo/Reuters

Será que o pico está começando a passar?

Esta é a pergunta que, mesmo com todas as cautelas, paira nas mentes e corações de muitos.

Três números a sustentam, ainda fragilmente: 793, 651, 601.

Equivalem aos mortos no sábado do pico, no domingo e ontem.

Pela marcha do avanço massacrante do vírus, na segunda seria atingida a terrível marca dos mais de mil mortos, explodindo para dobrar o número de vítimas em toda a China (eram 6.078 ontem).

“É cedo demais para dizer”, insistem todos os especialistas.

“Ainda não atingimos a fase mais aguda da contaminação e os números continuam a subir”, avisou o primeiro-ministro Giuseppe Conte.

Mas cientistas como Michael Levitt, um biofísico de Stanford e Nobel de Química em 2013, estão dispostos a se arriscar.

Obviamente, com base em números.

Levitt estudou os números da China e, com base neles, dispõe-se a falar o que o mundo inteiro quer ouvir: “Nós vamos ficar bem”.

Acha que a epidemia não vai se estender durante meses e até anos, como projetam outros especialistas.

O cientista identificou a tendência na China no dia 31 de janeiro, quando as mortes passaram de 42 para 46.

Apesar do aumento, o ritmo das mortes estava diminuindo.

“Vão diminuir mais ainda ao longo da semana”, escreveu. Três semanas depois, garantiu que o pico tinha passado. Fez até uma previsão incrível: a China acabaria tendo cerca de 80 mil casos da nova doença e cerca de 3.250 mortes.

Com Wuhan finalmente saindo da quarentena, as barreiras nas ruas sendo retiradas e moradores saindo de casa para seguir as ordens de “restaurar plenamente” a produção, mesmo em meio a desconfiança nas informações do governo, a China tinha 3.277 mortes pela contagem mais recente e 81.171 contagiados registrados.

Levitt tem nacionalidade americana, britânica e israelense e muitos contatos na China por causa do trabalho da mulher, estudiosa de arte chinesa.

Entrou de cabeça no assunto quando o índice de aumento na província de Hubei estava em 30% por dia – uma fase que está sendo vivida e ultrapassada pela Europa agora.

“Não sou especialista em influenza, mas sei analisar números. Isso é crescimento exponencial”, disse o cientista ao Jerusalem Post.

Se continuasse assim, o mundo inteiro estaria contaminado em 90 dias.

Atingiu o ápice diário de 4.700 novos casos em 6 fevereiro, mas a partir do dia seguinte, começou a refluir.

“O número de novas infecções começou a cair linearmente e não parou mais. Uma semana depois, aconteceu o mesmo com o número de mortes. Esta mudança dramática na curva marcou o ponto médio e permitiu uma previsão melhor sobre quando a pandemia iria acabar”.

Os modelos exponenciais calculam que cada pessoa pode contagiar mais 2,2 e assim continuará a fazê-lo, encontrando novas pessoas.

“Mas no nosso círculo social, encontramos basicamente as mesmas pessoas”, diz Levitt.

As “novas” são em ambientes públicos. Daí a importância do distanciamento e até do isolamento.

Levitt tem outras análises fora do senso comum. Basicamente, acha que a maioria das pessoas é naturalmente imune ao vírus.

Como fazer uma afirmação dessas, ousada, perigosa ou até potencialmente criminosa?

Nas condições “extremamente confortáveis” para a propagação do novo corona no navio de turismo Diamond Princess, onde todos os passageiros e tripulantes ficaram trancados numa tétrica quarentena, “apenas 20% foram infectados”.

Em Wuhan, o índice total de infectados foi de 3%.

Com suas análises audaciosas, Levitt responde, mesmo indiretamente, a pergunta mais desesperadamente presente: quando isso vai acabar.

É, evidentemente, a mais crucial das perguntas, tanto em termos de decisões para a saúde pública quanto para a economia – e a política, claro.

Donald Trump, por exemplo, já deu sua opinião: quer retomar logo a produção ou até mantê-la em áreas pouco afetadas dos Estados Unidos, onde já há mais de 40 mil casos com testes positivos.

“A América irá, e em breve, abrir as portas para os negócios.”, disse ele ontem.

“Muito breve. Bem mais cedo do que os três ou quatro meses que estão sugerindo. Não podemos deixar a cura ser pior que o problema”.

Como decidir isso é a pergunta de quatro trilhões, ou mais, de dólares.

Minimizar o número de vítimas da epidemia e conciliar isso com a ressuscitação da economia são tarefas vitais que precisam ser respondidas ao mesmo tempo, em plena crise.

Da pequena fresta de esperança que se abriu na Itália, onde gerações de cidadezinhas inteiras de idosos estão morrendo e sendo enterrados na solidão do coronavírus, talvez despontem também as primeiras respostas.

Veja

 

Otimismo volta às bolsas com menos contaminação na Itália e expectativa por estímulos nos EUA

Foto: Getty Images

Após os tombos nos mercados globais ontem, o dia amanhece ensolarado no home office do Valor Investe em São Paulo e também nas bolsas internacionais.

As razões para o movimento positivo nas principais bolsas do mundo é a redução – pelo segundo dia seguido – no registro de novos casos e mortes na Itália, um dos casos mais críticos após o arrefecimento da contaminação na China, e a continuidade das negociações nos EUA para a aprovação no Senado de um pacote de estímulos para a economia.

Os investidores esperam que o pacote seja aprovado ainda hoje.

A alta vista lá fora deve impactar os negócios na bolsa por aqui, que abre às 9h no mercado futuro e às 10h no à vista.

O principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em Nova York, o EWZ, subia 8,07%, a US$ 22,50, às 7h20.

Mercados internacionais

As bolsas asiáticas encerraram em forte alta na primeira sessão depois que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, anunciou que comprará de maneira ilimitada títulos do Tesouro americano e títulos hipotecários para combater om impacto da pandemia de coronavírus nos mercados, uma vez que o Senado adiou a votação sobre um pacote de ajuda de mais US$ 1 trilhão.

O Kospi, índice de referência da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, saltou 8,60%, e o Nikkei, da Bolsa de Tóquio, avançou 7,13%.

Na Austrália, o S&P-ASX 200, um dos índices que mais têm sido afetado pelos efeitos da pandemia e da desaceleração da China, subiu 4,17%. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou em alta de 4,46%.

Na China, o índice Xangai Composto teve alta de 2,34%, e o Shenzen Composto subiu 2,10%, depois que as autoridades chinesas começaram a retirar as restrições à população da província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro da origem da pandemia do novo coronavírus.

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em forte alta e tiveram suas negociações paralisadas após baterem o limite de alta de 5% no pré-mercado.

As bolsas da Europa operam em alta consistente em meio a sinais de que a disseminação do coronavírus está diminuindo na Itália, que é um dos países mais atingidos, enquanto as negociações em torno um pacote de estímulos para a economia continuam nos EUA.

Os índices preliminares de gerentes de compras da zona do euro como um todo e da Alemanha e França caíram em março para is piores níveis em toda a série histórica, evidenciando o baque que a economia vem tomando com o avanço do coronavírus no continente.

O índice composto da zona do euro (indústria + serviços) caiu para uma leitura de 31,4 pontos em relação a 51,6 em fevereiro, o que é um recorde desde que a série começou em julho de 1998. O consenso de economistas apontava para 38,8.

Qualquer leitura do PMI abaixo de 50 pontos indica condições de contratação da atividade econômica.

“O PMI de março é indicativo de queda do PIB a uma taxa trimestral de cerca de 2%, e claramente há margem para que a desaceleração se intensifique ainda mais, pois ainda mais políticas draconianas para lidar com o novo coronavírus serão potencialmente implementadas nos próximos meses”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit.

(mais…)

Mortos por coronavírus na Itália passam de 6 mil

Foto: Miguel MEDINA / AFP

A Itália, país mais atingido pelo novo coronavírus, registrou a morte de mais 601 pessoas nesta segunda-feira (23). O dado faz aumentar para 6.077 as fatalidades causadas pela Covid-19, mas também marca o segundo dia consecutivo de queda no número de mortes, que atingiu seu pico no sábado (21), quando 793 pacientes morreram em apenas um dia.

Os casos também continuam aumentando em níveis impressionantes na Itália. Até esta segunda, 63.927 haviam sido infectados pelo vírus Sars-Cov-2 – 4.789 a mais nas últimas 24 horas. Destes, 7.432 se recuperaram, o que coloca o número de casos ativos da doença no país em 50.418.

Gazeta do Povo

Coronavírus mata dezenas de padres no norte da Itália

Foto: AFP

Eles morrem como seus fiéis, sem missa ou ritual fúnebre. O coronavírus está vitimando muitos padres na região norte da Itália: uma dezena em Bérgamo, cinco em Parma, outros em Milão e em Cremona.

A diocese de Bérgamo, entre as cidades mais afetada pela pandemia, confirmou que pelo menos 10 padres morreram depois de contrair a doença, informou o jornal católico Avvenire.

As mortes são tão numerosas que “o censo é difícil de estabelecer”, indicou a publicação.

O jornal L’Eco di Bergamo publicou ao menos 160 anúncios de morte em sua edição de 15 de março, cinco vezes a mais na comparação com um dia normal.

A publicação registrou cinco mortes de padres da diocese de Parma, duas em Milão e Cremona, uma em Brescia, sem contar os muitos sacerdotes infectados, alguns internados em unidades de terapia intensiva.

Ao lado de médicos e enfermeiras, os padres prestam auxílio espiritual aos enfermos, uma missão necessária nesta região da Itália particularmente religiosa.

“Equipados com máscara, gorro, luvas, blusa e óculos, os padres caminham pelos corredores como zumbis”, conta Claudio del Monte, padre de uma paróquia de Bérgamo, à agência italiana Adnkronos.

A cidade da Lombardia, de 120.000 habitantes, no coração da província, é uma das mais afetadas pela pandemia da doença infectou mais de 41.000 pessoas na Itália.

Os necrotérios não têm espaço para acomodar os caixões e os enviam para o cemitério.

“Não sabemos mais onde colocar os mortos. Utilizamos algumas igrejas. Tudo isso diz respeito aos sentimentos mais profundos” afirmou o arcebispo de Bérgamo, monsenhor Francesco Beschi, entrevistado pelo Vatican News.

A rádio da Conferência Episcopal Italiana (Cei), InBlu, explicou que devido às medidas para evitar a propagação do coronavírus, os padres devem evitar a extrema-unção, o óleo sagrado usado para untar os enfermos próximos da morte.

“Um padre que perdeu o pai me ligou. Ele está em quarentena, a mãe está em quarentena sozinha em outra casa, seus irmãos estão em quarentena e os funerais estão proibidos. Será enterrado no cemitério sem que ninguém possa participar de um momento de piedade humana e cristã”, contou o arcebispo Beschi.

– Dever pastoral –

O religioso considera que o número de padres mortos em sua diocese é “realmente alto”, assim como o daqueles que estão em “condição particularmente grave”.

Como todas as outras vítimas do novo coronavírus, os padres falecidos foram sepultados sem o rito fúnebre.

“É uma dor ver os padres ficando doentes doentes, às vezes por dever pastoral, e passando pela porta da triagem (dos pacientes) onde, naturalmente, ninguém pode entrar. Depois, alternando esperanças e recaídas, nos deixam para sempre”, afirmou o bispo de Parma, Enrico Solmi, ao jornal Avvenire.

Comovido com a situação difícil de Bérgamo, o papa Francisco ligou na quarta-feira para o arcebispo Beschi para expressar “apoio aos padres, aos enfermos, aos que cuidam dos pacientes e a toda nossa comunidade”, disse.

“Estava muito impressionado com o sofrimento que padecem, pela morte solitária, sem a companhia das famílias, tão dolorosa”, acrescentou Beschi em um comunicado.

Francisco considera que “as medidas draconianas nem sempre são boas” e pediu aos bispos e padres que não deixem os fiéis sozinhos ante o coronavírus.

A declaração foi percebida como uma crítica indireta às restrições drásticas impostas pela Itália para conter a propagação do vírus e que incluem a proibição de viagens e de visitas, como a dos padres que diariamente se encontravam com idosos isolados.

O governo também proibiu a celebração de missas, casamentos e funerais.

Isto É, com AFP

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. joao disse:

    Enquanto isso, no Brasil, os idiotas estão na praia…

Número de mortos na Itália por novo coronavírus passa de 4 mil; 627 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas

Itália registrou nesta sexta-feira (20) mais 627 mortes pelo novo coronavírus — a maior alta diária desde o início da pandemia. Com isso, o número de vítimas de Covid-19 no país chegou a 4.032.

Na quinta-feira, as mortes pela doença na Itália ultrapassaram o total de vítimas na China pela primeira vez. O país asiático, primeiro epicentro da pandemia de Covid-19, passou a registrar números mais baixos de contágio nos últimos dias.

O número de casos do novo coronavírus na Itália aumentou de 41.035 para 47.021 em apenas um dia, o que representa aumento de 14,6%. A situação é mais crítica na Lombardia, no norte italiano, onde foram registradas 2.549 mortes e 22.264 casos.

G1

Itália passa a China em número de mortos por coronavírus

Foto: Filippo Venezia / EFE-EPA – 2.3.2020

As mortes por coronavírus na Itália chegaram a 3.405 hoje, 427 a mais que na quarta-feira (18), tornando este país o primeiro no mundo em número de mortes, à frente da China (3.245).

Atualmente, a Itália te 33.190 casos positivos. Outras 4.440 pessoas já foram curadas e dispensadas de tratamento, de acordo com o último balanço oferecido em uma conferência de imprensa do chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli.

A região da Lombardia registra 2.168 das vítimas e quase 20.000 de todos os casos positivos. A epidemia também está subindo rapidamente em Emília-Romanha, com 5.214 casos positivos e 531 mortes.

R7, com EFE

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    Rirri, chora que dói menos asno da esquerda psicopata, ladra, o cavalo é de linhagem nobre, ao passo que o asno,, bem, o asno fedorento empurra fumo em vcs sempre.

  2. Rivanaldo disse:

    Último RELINCHO ouvido por aqui:

    Não pode falar vírus chinês mas pode falar gripe espanhola.

    A gripe ESPANHOLA começou nos ESTADOS UNIDOS, jumentada.

    • Chicão disse:

      Ainda bem que muitos que defendem essas teorias não estarão por aqui dentro de umas semanas, inclusive eu que não tenho interesse nessas tolices

Itália poderá deixar de oferecer cuidados intensivos a idosos com covid-19 com mais de 80 anos ou com doenças pré-existentes

Italianos com mais de 80 anos ou com doenças pré-existentes podem deixar de receber cuidados intensivos se estiverem infectados com covid-19. É o que propõe 1 documento da unidade de gerenciamento de crises em Turim, ao norte do país, caso a demanda por atendimento vá além das capacidades do sistema de saúde. A informação foi publicada no jornal britânico The Telegraph no sábado (14.mar.2020).

Os critérios para ter acesso à terapia intensiva incluiriam ter idade abaixo de 80 anos ou menos que 5 pontos no ICC (Índice de Comorbidade de Charlson), que ajuda a definir os riscos de mortalidade do paciente. A chance de ser ressuscitado também deve ser analisada.

A crise do novo coronavírus tem se agravado no país europeu, que contabilizou 349 mortes em apenas 24 horas, no domingo (15.mar.2020). Ao todo, o país confirma 27.980 casos —1.851 deles graves— e 2.158 mortos pela infecção viral até a tarde desta 2ª (16.mar.2020). É o maior número na Europa e o 2º maior no mundo, atrás apenas da China. O país asiático tem 81.938 infectados, dos quais 3.214 vieram a óbito.

Poder 360

Ator e família ficam confinados por 36 horas com cadáver de parente morta por coronavírus na Itália

Foto: Reprodução/Internet

O ator Luca Franzese ficou confinado juntamente com familiares – incluindo idosos e crianças – com o cadáver de sua irmã, vítima do coronavírus, por 36 horas.

Teresa Franzese, de 47 anos, morreu no sábado (7/3), em Nápoles (Itália). Funerárias da região se recusaram a retirar o corpo, apesar dos dramáticos pedidos.

“A Itália nos abandonou”, disse Luca, estrela do programa “Gomorra”, em postagem no Facebook.

“Estou fazendo este vídeo para o bem da Itália, para o bem de Nápoles. Minha irmã morreu ontem à noite, provavelmente por causa do vírus, e estou esperando respostas desde a noite passada. Eu tive que me colocar em autoisolamento. Eu posso ter o vírus. Para tentar salvar a minha irmã, fiz respiração boca a boca”, acrescentou ele.

Uma operação especial levou o corpo de Teresa. Após o teste, foi confirmado que a italiana morreu de Covid-19, a doença provocada pelo coronavírus.

Já foram confirmados mais de 10 mil casos de coronavírus na Itália, com 631 mortes. O governo declarou quarentena em todo o país. O Organização Mundial de Saúde decretou pandemia.

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Itália amplia quarentena a todo o país para tentar frear coronavírus

Foto: AP Photo/Antonio Calanni

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, endureceu nesta segunda-feira (9) as restrições na circulação em todo o território italiano para tentar conter a crise gerada pelo novo coronavírus. O país tem o maior número de casos de Covid-19 fora da Ásia.

As medidas contra o novo coronavírus vão valer para toda a Itália até ao menos 3 de abril. Veja quais são:

– Restrição de movimento apenas por motivos de trabalho ou saúde;

– Proibição de reuniões públicas, inclusive cerimônias religiosas;

– Fechamento de bares e restaurantes até as 18h;

– Fechamento de escolas e faculdades;

– Suspensão de todos os eventos esportivos, incluindo futebol.

“Vou assinar uma medida que podemos resumir como ‘fique em casa’. Não haverá mais uma ‘zona vermelha na península — a Itália inteira será uma área protegida”, disse Conte.

Com a restrição, pessoas que precisem se deslocar de uma cidade para outra deverão ter um documento que comprove a justificativa. As autoridades italianas poderão verificar os documentos, segundo o jornal “Corriere della Sera”.

As restrições passarão a valer a partir desta terça-feira (10), em todo o território país. Na prática, a medida estende para o restante do país a a quarentena decretada no sábado passado para regiões do norte italiano.

Até a última atualização desta reportagem, a Itália registrava 9.172 casos confirmados e 463 mortes. A Itália é o país com o maior número de casos de Covid-19, a doença do novo coronavírus, fora da Ásia.

No sábado (7) o governo da Itália já havia decretado quarentena em toda região da Lombardia, incluindo a capital econômica do país, Milão, assim como a região de Veneza, o norte de Emiglia Romana e o leste de Piemonte. As medidas afetavam 16 milhões de pessoas e ao menos 16 províncias vizinhas.

Entre as medidas estão suspensão de aulas e eventos esportivos, exceto os profissionais, além de restrições de aglomerações em locais religiosos e restaurantes. Velórios também estão suspensos.

O decreto de sábado ordenava ainda o fechamento de cinemas, teatros e museus em todo o país.

A Itália é o país europeu mais atingido pela atual onda da epidemia e o terceiro em nível mundial. O contágio veio à tona há mais de duas semanas e concentra-se em um punhado de locais no norte da Itália, mas agora foram confirmados casos em cada uma das 20 regiões do país, com mortes registradas em oito delas.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Andreilson disse:

    E Mourão conversando abobrinha…

  2. Lílian disse:

    Para quem mora em Roma e está no Brasil com os dias a serem vencidos? Pode voltar para casa?

Itália põe quase 30% da população do país em isolamento por causa do coronavírus

Imagem: Miguel Medina/AFP

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, assinou na madrugada deste domingo (8) um decreto que coloca em isolamento a Lombardia, cuja capital é Milão, e mais 14 províncias de outras quatro regiões, incluindo Veneza, por causa da epidemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O texto proíbe a entrada e saída nesses territórios, a não ser por “comprovadas exigências de trabalho, situações de necessidade ou motivos de saúde”. Além da Lombardia, polo financeiro e industrial do país, o decreto engloba as províncias de Pádua, Treviso e Veneza, no Vêneto; Modena, Parma, Piacenza, Reggio Emilia e Rimini, na Emilia-Romagna; Pesaro e Urbino, em Marcas; e Alessandria, Asti, Novara, Verbano-Cusio-Ossola e Vercelli, no Piemonte.

A princípio, as restrições valem até 3 de abril e, segundo Conte, a polícia será autorizada a pedir explicações aos cidadãos que estiverem nas ruas. “Haverá uma mobilidade reduzida”, declarou o primeiro-ministro, acrescentando que pessoas que moram nessas áreas e estão em viagem poderão voltar para casa.

A região e as 14 províncias afetadas abrigam 18,4 milhões de habitantes, o que equivale a cerca de 30% da população da Itália. Além disso, englobam alguns dos principais polos industriais do país, além de dois concorridos destinos turísticos: Milão e Veneza. “Eu assumo a responsabilidade política deste momento, mas vai dar certo”, disse Conte, em uma coletiva de imprensa às 2h30 da madrugada (hora local), em Roma.

De acordo com o primeiro-ministro, não será uma “proibição absoluta aos deslocamento”, mas será preciso “justificá-los”. “Não vamos parar tudo, mas vamos entrar na lógica de que há regras a serem respeitadas”, reforçou. Bares e restaurantes das áreas afetadas só poderão abrir das 6h às 18h, e sob a condição de garantir distância mínima de um metro entre os frequentadores. Quem não respeitar as normas pode ter a atividade suspensa.

As 11 cidades que já estavam em isolamento, que ficam na Lombardia e no Vêneto, seguirão a partir de agora as regras do novo decreto. O texto também prevê algumas medidas de alcance nacional, como o fechamento de teatros, cinemas e museus, a proibição de deslocamento para pessoas em quarentena (inclusive domiciliar) e a recomendação para indivíduos com febre superior a 37,5ºC ficarem em casa, independentemente de terem o novo coronavírus ou não.

O Sars-CoV-2 já infectou ao menos 5.883 pessoas na Itália, segundo balanço divulgado neste sábado (7) pela Defesa Civil, sendo que 233 pacientes morreram. Do total de 5.061 casos ainda ativos, 1.843 indivíduos estão em isolamento domiciliar; 2.651 estão internados com sintomas; e 567 foram levados para terapia intensiva. A Lombardia e as 14 províncias isoladas concentram quase 70% do total de casos confirmados no país.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fábio disse:

    E o governo Bolsonaro dormindo no ponto…

    • Hermenezildo disse:

      O ministro da saúde do Brasil disse que é só uma gripezinha.

      Quando o bixo pegar ele, como outros incompetentes, pula do barco.

    • Luciano disse:

      O momento em que estamos a responsabilidade é de cada um procurar se prevenir, inclusive o que deveriam ter feito todas as pessoas que estiveram no exterior nos últimos dias.