Judiciário

PGR diz que Moro aplicou penas ‘significativamente abaixo da média’ a Lula, confirma imparcialidade e relata que julgamento demorou mais que outros da Lava Jato

O subprocurador da República José Adonis Callou de Araújo Sá apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontando que o ex-juiz federal Sérgio Moro, hoje ministro de Justiça e Segurança Pública, aplicou pena ‘significativamente abaixo da média’ ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação às demais condenações da Operação Lava Jato.

A Procuradoria comparou as sentenças em primeira instância da Lava Jato com as duas aplicadas a Lula no mesmo grau: a relativa ao triplex do Guarujá, de Moro, e a do sítio de Atibaia, determinada pela juíza Gabriela Hardt.

“A média das penas aplicadas aos demais réus da Lava Jato, como se observa, foi de 4.526 dias, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo ex-Juiz Federal a cumprir uma pena de 3.465 dias”, aponta Sá.

Além da comparação entre as penas, a Procuradoria aponta outros pontos pontos que provariam a imparcialidade de Moro perante Lula na Lava Jato: o fato do ex-juiz ter indeferido ‘vários pedidos’ do Ministério Público Federal e deferido outros ‘inúmeros pedidos’ da defesa; a ausência de medidas cautelares, como prisão preventiva, decretadas contra o ex-presidente, os ‘cuidados especiais’ em relação à condução coercitiva do petista ocorrida em 2016 e a disponibilização de uma Sala de Estado Maior para o cumprimento da pena, em abril de 2018.

A procuradoria afirma que as ações penais contra o petista ‘demoraram mais que a média’ dos demais réus na Lava Jato e que as ‘manifestações públicas’ de Moro em relação a Lula ‘confirmam a sua imparcialidade’.

“Não se trata de concordar ou discordar das decisões, que estão na esfera da independência funcional de que juízes e promotores gozam, o que é uma proteção da sociedade. Trata-se de reconhecer que sua atuação observou o mesmo tratamento dado aos demais casos no âmbito da operação Lava Jato, estando amparada em fatos, provas e em interpretações legítimas da lei”, afirma Sá.

Devagar

Outro levantamento feito pela PGR aponta que as ações penais contra Lula sobre o triplex do Guarujá e o sítio em Atibaia ‘demoraram mais do que a média dos demais’ réus na Lava Jato.

“O que se observa é que os processos na operação Lava Jato duraram em média 312 dias, enquanto a primeira ação penal contra o paciente durou 352 dias e a segunda, 754 dias, o que esvazia a alegação do paciente de que os ritos teriam sido acelerados para excluí-lo da corrida eleitoral.

A procuradoria diz ainda que a primeira denúncia contra Lula, recebida por Moro seis dias depois do envio por parte da força-tarefa da Lava Jato, estaria dentro da média da Lava Jato, de cinco a seis dias. A segunda denúncia aceita por Moro, relativa ao sítio de Atibaia em agosto de 2017, levou 71 dias para ser apreciada.

“Ou seja, também quando se analisa o tempo que a decisão de recebimento de denúncia tomou, os casos envolvendo o paciente demoraram mais do que a média de demora dos demais casos da operação Lava Jato. Isso evidencia não apenas a inexistência de prejulgamento, como também a ausência da pressa que o paciente alegou existir na tramitação de seu caso”, aponta a PGR.

De acordo com a procuradoria, os dados demonstrariam que ‘não houve qualquer iniciativa’ de Moro ao dar ‘prioridade artificial ou indevida’ em relação aos processos envolvendo Lula. “Seus casos foram tratados como os demais da operação, não fugindo ao seu padrão”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Por mim era pra ter pena de morte. O fruto da corrupção é justamente a falta de saúde que mata o cidadão nos corredores dos hospitais.

  2. E a galera continua a fingir que a "Vaza Jato" não existe. Essa blindagem ao juiz ladrão vai acabar, mais cedo ou mais tarde. Não há mal que dure para sempre.

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Política

TCU libera menu de R$ 1,3 milhão do STF com direito a lagosta e vinho importado

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram liberar refeições com lagosta e vinhos importados contratadas pelo Supremo Tribunal Federal, mas indicaram que o cardápio só seria compatível com eventos que contassem com a presença de ao menos duas ‘altas autoridades’. Nesta quarta, 4, o plenário da Corte julgou parcialmente procedente uma representação do Ministério Público e fez algumas considerações sobre a licitação de R$ 1,3 milhão feita pela Corte para ‘serviços de fornecimento de refeições institucionais’. O Pregão não foi suspenso.

Os ministros seguiram o parecer do relator, Benjamin Zymler. Ele observou que, dado o ‘elevado grau de sofisticação dos alimentos e bebidas’, os preços fechados com a empresa que venceu a concorrência aparentaram ser ‘razoáveis e compatíveis com sua finalidade’.

As refeições descritas na licitação previam itens como bobó de camarão, camarão à baiana, medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana), arroz de pato, vitela assada, codornas assadas, carré de cordeiro e medalhões de filé.

O teor do Pregão foi divulgado no fim de abril e, no início de maio, o Ministério Público apresentou ao TCU uma representação para apurar supostas irregularidades na licitação.

No texto, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, indicou que a notícia provocou ‘forte e negativa repercussão popular’ e que os itens previstos no Pregão contrastavam ‘com a escassez e a simplicidade dos gêneros alimentícios acessíveis – ou nem isso – à grande parte da população brasileira que ainda sofre com a grave crise econômica que se abateu sobre o País há alguns anos’.

Ao analisarem a representação nesta quarta, 4, os ministros do TCU, acolheram alguns documentos do Ministério Público, mas não suspenderem o Pregão, como foi pedido em medida cautelar.

Segundo o acórdão, o contrato de R$ 481.720,88 fechado pelo Supremo Tribunal Federal a partir do pregão questionado tem preços ‘significativamente inferiores’ aos de um contrato semelhante celebrado pelo Ministério das Relações Exteriores, em 2017.

O pregão que resultou em tal contratação do Itamaraty foi o que serviu como exemplo para que o STF fizesse sua licitação de R$ 1,3 milhão.

Em seu voto, Benjamin Zymler observou que o contrato do Itamaraty tinha valores 57% maiores dos que o do STF. Segundo o ministro, o fato indicaria que a contratação do Relações Exteriores teria ‘preços desalinhados aos de mercado’.

O relator indicou então que a constatação fosse informada ao ministério para que o mesmo buscasse ‘repactuação do contrato’.

O acórdão dá 90 dias para o Itamaraty informar ao Tribunal de Contas as providências que tomou com relação ao contrato.

Zymler também explicou o porquê da necessidade de presença de duas ou mais ‘altas autoridades’ para justificar a realização de evento com os itens estabelecidos pela licitação.

Segundo ele, não houve especificação do número minimo de ‘altas autoridades’ que precisariam estar presentes nos eventos e, dessa maneira, seria possível concluir que bastaria a presença do Presidente do Supremo Tribunal Federal para que o banquete fosse servido.

“Esse parece ter sido um dos motivos da presente representação, o qual apontou suposta violação dos princípios da moralidade. Com efeito, trata-se aqui de serviços com alto grau de sofisticação que, embora possam ser compatíveis com atividades e relacionamentos institucionais próprios das altas funções de Poder da República envolvendo altas autoridades de outros Poderes ou de Estados Estrangeiros, podem não se mostrar compatíveis com atividades exclusivamente internas do Supremo Tribunal Federal”, diz o relator em um trecho de seu voto.

O ministro ressaltou que a própria resposta da administração do STF indicaria o entendimento de que o contrato só seria utilizado quando houver pelo menos uma ‘alta autoridade’ não integrante da Corte máxima.

O acórdão do TCU faz uma consideração sobre a exigência, no edital do Supremo, de que os espumantes e vinhos comprados tivessem sido contemplados com quatro premiações internacionais. “Não há maiores explicações para esse quantitativo de premiações internacionais e tampouco para o não aproveitamento de premiações nacionais”, registrou o relator.

De 2,1 mil para 4,6 mil refeições. O dimensionamento das refeições licitadas também foi alvo de anotações do TCU, porque, segundo os ministros, não havia estudos técnicos que justificassem as quantidades de refeições descritas no texto final do Pregão.

Segundo o voto do ministro, na primeira versão do termo de referência, elaborado em dezembro do ano passado, foram elencados sete tipos de eventos a serem realizados ao longo do ano para um total de 2.140 pessoas. No entanto, segundo a unidade técnica da Corte a configuração da lista foi ‘profundamente alterada’ em fevereiro, quando passou a indicar 4.672 refeições.

Ainda em seu voto, o relator aponta que poderia ter sido feito um estudo estimativo das quantidades, com base na demanda histórica do Supremo.

Para Zymler, a fixação de uma quantidade adequada dos produtos a serem consumidos atende ‘aos princípios licitatórios da busca pela maior competitividade’.

“Entendo que a ausência de estudos que demonstrassem a necessidade dos quantitativos licitados indica que a condução do certame poderia ter sido objeto de aprimoramentos”, arrematou.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Essa turma estapeia a sociedade a todo momento.
    E sequer oferecem as iguarias a nós mortais advogados.

  2. Isso é uma cafajestagem, enquanto isso o trabalhador que paga essa farra fica comendo ovo, sardinha e avoetes. O povo brasileiro tem que por fim a essas farras desses medalhões.

  3. Menos inveja e mais estudo. Afinal se passou num concurso e foi indicado por alguém do alto escalão, tá saindo é barato. Tá faltando umas trufas e uns uísques single malt para melhorar as decisões.

  4. Com um stf e tcu desse o Brasil jamais chegará a ser um país de vergonha e justo pra seus cidadãos. Terá sempre uma casta no poder se pampurrando do sangue, suor e trabalho das pessoas comuns, e esse só tem direito as sobras, quando muito. Triste destino o nosso!

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Política

Comitê pró-Bolsonaro foi omitido em declaração à Justiça Eleitoral

Dezenas de vídeos, fotos e postagens compartilhadas em redes sociais documentam a intensa atividade do que era chamado, em 2018, de Quartel-General da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro em Belo Horizonte.

Em um imóvel de 3.500 metros quadrados na principal artéria da Pampulha, a avenida Antonio Carlos, os responsáveis pelo QG distribuíam camisetas e adesivos de “Bolsonaro Presidente” para carros e motos. Na fachada do prédio, uma faixa com o slogan da campanha e o número do candidato do PSL, 17.

Ocasionalmente era estendida uma faixa com o nome de Bolsonaro e a promessa de que “juntos mudaremos o Brasil”. Motoristas eram instados a buzinar, e carreatas foram organizadas a partir ou passando por ali. No dia da apuração, foi instalado um telão para centenas de pessoas.

A advogada da campanha, Karina Kufa, afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e a equipe que cuidou da prestação de contas jamais tiveram conhecimento do suposto comitê.

Folhapress

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Judiciário

Procuradoria defende que STF negue pedido de Lula sobre suspeição de Moro

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (5) que rejeite requerimentos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula nos quais aponta suspeição na atuação do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça.

O fato de Moro ter assumido o cargo no governo Jair Bolsonaro foi apontado pela defesa como causa da suposta suspeição. O coordenador do Grupo de Trabalho da Lava Jato no STF, José Adonis Callou de Araújo Sá, considera que não cabe análise no momento, já que o mérito do habeas corpus ainda não foi apreciado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), e alega que não há indícios de conduta parcial do ministro.

A defesa de Lula lista uma série de argumentos para afirmar que Moro não era imparcial para julgar o ex-presidente da República. Além da nomeação do ex-juiz para o governo Bolsonaro, as conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil são tratadas como indícios de que Moro teria agido em conjunto com a acusação durante o processo que condenou Lula.

No parecer encaminhado ao STF, o subprocurador-geral, Araújo Sá, afirma que o material do Intercept não pode ser utilizado para o sim solicitado devido a sua origem de caráter ilícito e pela ausência de confirmação de autenticidade.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. É incrível como, de uma hora para outra, o Brasil se transformou em país onde todo mundo conhece direito, constituição e código penal. De certo se formaram na UBFN (Universidade Bolsonarista das Fake News).

  2. Perfeito, o parecer tá completo no globo bg. Enterra de vez mais uma tentativa do comandante ao maior roubo a cofres públicos que se tem notícias no universo se livrar da condenação. Justiça será feita

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Televisão

Clotilde Tavares está no Cara a Cara com BG deste sábado

https://www.youtube.com/watch?v=CIm-qoBQz7o

A escritora, cronista, dramaturga, professora e pesquisadora Clotilde Tavares é a convidada do programa Cara a Cara com BG deste sábado.

Cara a Cara com BG, sábado, às 8h30, na TV Ponta Negra.

Acompanhe o programa através dos canais: Cabo Telecom 120 (sinal digital) e 805 (HD); NET 13 (sinal digital) e 513 (HD); Sky HD 313.1.

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Nacional

É MOLE? TCU libera lagosta no menu do STF em eventos com ao menos duas ‘altas autoridades’

Foto: Getty

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram liberar refeições com lagosta e vinhos importados contratadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas indicaram que o cardápio só seria compatível com eventos que contassem com a presença de ao menos duas “altas autoridades”.

Nessa quarta-feira (4), o plenário da Corte julgou parcialmente procedente uma representação do Ministério Público e fez algumas considerações sobre a licitação de R$ 1,3 milhão feita pela Corte para “serviços de fornecimento de refeições institucionais”. O Pregão não foi suspenso.

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Opinião dos leitores

  1. Nosso presidente da República é diferente Papai Noel.
    Come cachorro quente nas ruas.
    E macarrão Miojo nos hotéis mundo a fora, é um MITO sem dúvida nenhuma.

  2. BG.
    É uma vergonha com milhões de desempregados e esses indivíduos debochando do povo sírio. Cínicos é o mínimo que podemos dizer.

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Política

Embaixador no Brasil nomeado por Fernández diz que presidente eleito da Argentina quer ‘desestressar’ relação

Foto: BBC

Um dos primeiros embaixadores nomeados pelo presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, nesta quinta-feira foi o peronista Daniel Scioli, que comandará a sede diplomática em Brasília e terá a missão, segundo ele mesmo reconheceu em entrevista ao GLOBO, de “aproximar posições”.

Scioli, que já foi governador da província de Buenos Aires, vice-presidente de Néstor Kirchner (2003-2007) e candidato à Presidência do kirchnerismo em 2015, esteve numa reunião entre Fernández e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em Buenos Aires. Segundo o novo embaixador argentino no Brasil, no encontro o presidente eleito e Maia coincidiram na necessidade de “deixar os desencontros [com o presidente Jair Bolsonaro] para trás”. “Fernández conhece minha de forma trabalhar, sempre busco acordos, descomprimir situações de conflito”, assegurou Scioli, que semana que vem fará uma primeira viagem a Brasília.

 

Opinião dos leitores

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Tecnologia

Exposto em Miami, carro voador chega ao mercado por US$ 599 mil

Foto: Divulgação

Feito de fibra de carbono, titânio e alumínio e pesando 1.500 libras, o primeiro protótipo do veículo aéreo pessoal – o Personal Air Landing Vehicle (PAL-V) -já está à venda com um custo estimado de US$ 599.000 (o equivalente a R$ 2,5 milhões).

Fabricado na Holanda, a primeira entrega está prevista para 2021. Segundo a fabricante PAL-V, o modelo já está em produção e 70 veículos já foram vendidos.

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Esporte

Jornal italiano escolhe manchete infeliz para tratar de jogadores negros

Foto: Reprodução

O jornal italiano Corriere dello Sport alimentou ainda mais a discussão sobre o racismo no futebol italiano nesta quinta-feira 5. A publicação colocou na capa do diário os jogadores Romelu Lukaku, da Inter de Milão, e Chris Smalling, da Roma, ao lado da chamada “Black Friday” para se referir ao jogo entre as duas equipes nesta sexta-feira, pelo Campeonato Italiano.

A capa de gosto duvidoso repercutiu nas redes sociais e recebeu diversas críticas no mundo todo. Leitores do jornal responderam à publicação no Twitter afirmando que a escolha era uma vergonha e iriam cancelar a assinatura.

O técnico da Roma Paulo Fonseca criticou a escolha de palavras do jornal. “Precisamos ter mais cuidado quando falamos de problemas relacionados ao racismo”. Lukaku e Smalling ainda não se manifestaram.

O episódio se soma a uma série de casos de racismo que assolam a Itália nesta temporada. O atacante belga da Internazionale tem sido alvo de manifestações em vários estádios do país e se posicionou diversas vezes pedindo uma ação da Federação de Futebol. Até agora, as punições foram brandas.

Veja

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Política

Bolsonaro institui Dia do Rodeio na mesma data do Dia Mundial dos Animais

Foto: Marcos Correia/PR

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, na quarta-feira (4/12), uma lei que institui o Dia Nacional do Rodeio. A data será comemorada em 4 de outubro, a mesma em que é comemorado o Dia Mundial dos Animais e o Dia de São Francisco de Assis, considerado padroeiro dos animais.

A sanção da lei 13.922/19 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta quinta-feira (5/12), quando entrou em vigor. A proposta foi aprovada no Congresso Nacional enquanto projeto de lei, com autoria do deputado federal Capitão Augusto (PL/SP). Em ofício enviado à presidência do Senado, o parlamentar explica que escolheu 4 de outubro “em alusão ao Dia (Mundial) dos Animais, mesma data em que também se festeja o dia de São Francisco de Assis, que é santo protetor dos animais”.

Em setembro, Bolsonaro já havia sancionado uma alteração em uma lei de 2016 para reconhecer o rodeio, a vaquejada e o laço “como as respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestações culturais nacionais” e elevar “essas atividades à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro”.

Correio Braziliense

Opinião dos leitores

  1. Por mais que me esforce, não consigo entender como pessoas que se dizem Cristãos apoiam a Vaqueijada e/ou o rodeio, ou apoiam alguém que apoia tais atividades claramente ofensivas aos animais, além dos costumes, difundindo nos bastidores: cachaça rodada e raparigagem a rodo.
    Uma clara diversão a custo do sofrimento dos animais, onde inúmeros outros "pecados" contra a honra, A MORAL, aos bons costumes e a família evangélica, são praticados sob o silêncio dos omissos e hipócritas. Falsos Cristãos, Idólatras, Túmulos caiados…

  2. Só quero saber quando Bolsonaro instituirá o dia de homenagem aos seus eleitores: o Dia do Jumento.

  3. A questão aqui não é sobre a trogloditagem do rodeio, mas sobre a inverdade sobre a notícia publicada pela esquerda que diz que foi Bolsonaro o autor da Proposta, que foi de um deputado do MS, que passou pela Câmara, pelo Senado, onde foi aprovada. Seria um prato cheio para o PT e suas confrarias, se fosse a verdade. Muito tendencioso o título do post.

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Tecnologia

Aplicativo Waze, acredite, ganha versão com voz do ex-presidente Lula

Foto: Getty

Agora que está solto, o ex-presidente Lula não somente pode dar orientações políticas para a militância que o admira como também pode ajudar aqueles que querem uma força na hora do trânsito. Brincadeiras à parte, foi lançada nesta quinta-feira (5) uma versão com a voz de Lula para a navegação no aplicativo Waze.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) foi um dos que se animou com a novidade. “URGENTE ! Saiu o waze com a voz do Lula. É só baixar e qualificar a sua capacidade de direção.Quando vira pra esquerda, a voz de Lula fica mais animada”, tuitou o ex-ministro da Saúde.

“Vire a esquerda companheiro” está no rol das frases ditas pela voz que é bastante similar à do ex-presidente. Confira abaixo no vídeo.

Para poder receber a ajuda de Lula na hora do trânsito, basta acessar aqui.

Revista Forum

 

Opinião dos leitores

  1. Oi, tudo bem?

    A voz mencionada na reportagem não é uma voz oficial do Waze. O app possui o recurso Gravador de Voz, que permite que os usuários customizem os comandos de voz e também compartilharem o áudio entre si. No menu de Configurações > Voz e Som, todos os usuários do aplicativo tem acesso a gravação de comandos. Esse recurso está disponível desde 2017 para todos os usuários da plataforma.

    Abraços,
    Equipe Waze

  2. É muita bosta !
    Era só o que faltava!

    Depois de anunciar que Lula vem pra Natal receber homenagem dos direitos humanos.
    Mais uma piada

  3. Já não usava por ser um m…., agora virou uma grande ca….
    Não entendo uma empresa, de certa forma, associar seu nome com o que não presta… Admiro quem tem coragem…rsrs

  4. Se isso for verdade não confiem, nesse GPS, vc pode ir parar numa linha de trem e ser esmagado. Lula alem de ser o maior ladrão do mundo, é o maior mentiroso também.
    Bandido é bandido e ponto final.

  5. Já não usava esse aplicativo, agora fica totalmente sem chance, o perigo dele nos levar ao submundo do crime é grande.

    1. Garanto que ele não erra o caminho da Federal de Curitiba!

    2. perfeito.
      Ouvir um bandido, indicando soluções é uma piada.

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Cidades

Potiguar de Umarizal ganha quase R$ 1,5 milhão no maior prêmio da história do Poker nacional

Foto: Instagram/Reprodução

O potiguar de Umarizal Madson Moura, mais conhecido como ‘Urea’, ganhou o maior prêmio já pago em um torneio de Poker no Brasil. De origem humilde e natural de Umarizal, ele foi o grande campeão do Brazilian Series of Poder Millions e embolsar nada menos que R$ 1.400.000,00.

Na reta final do torneio, quando restavam três jogadores, foi feito um acordo e Madson, que era o líder em fichas, já garantiu 970 mil reais. Os três jogadores restantes passaram a disputar outros 270 mil reais. Depois de quase ser eliminado, em uma reação impressionante, Madson virou o jogo e sagrou-se campeão.

Foto: Cedida

No discurso de campeão, Madson se lembrou das dificuldades que passou. Agradeceu a Deus e a sua mãe, a quem dedicou o título, emocionando a todos que estavam presentes e acompanhando o desafio pela internet.

Os que acompanham a trajetória de Madson, que joga poker há dez anos, são unânimes em dizer que a vitória do potiguar foi muito merecida.

Opinião dos leitores

  1. Amigo a história dele eh mais impressionante , pq foi através do poker que ele começou a estudar, pois era analfabeto até conhecer o poker… um homem humilde e de um coração enorme

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Turismo

Limite de isenção para compras de brasileiros no exterior dobrará para US$ 1.000

Foto: Max Milhas

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira em seu discurso na cúpula do Mercosul que foi aprovada proposta brasileira para elevar o limite de “isenção para bagagem em viagens aéreas”, sem dar detalhes. Segundo uma fonte, a medida prevê dobrar o teto de US$ 500 para US$ 1.000 para compras no exterior sem pagamento de impostos.

A proposta, ainda segundo essa fonte, autoriza cada Estado membro do bloco a elevar esse limite. Cada governo, portanto, vai decidir se seguirá o Brasil. A medida abrange aquisições fora de free shops, para os quais também haverá teto de US$ 1.000 em 2020.

A ideia é aproveitar essa medida, anunciada em outubro, e que começa a valer em 2020 para dobrar também o limite de compras no exterior sem impostos. Com isso, o brasileiro poderá comprar até US$ 2 mil no exterior no próximo ano.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Mais um benefício para os mais pobres do país.
    Para os que já podem muito, esse governo é uma benção.

  2. Mais um benefício para os mais pobres do país.
    Para os que já podem muito, esse governo é uma benção.

  3. C o dólar nas alturas não tá compensando comprar nem um chiclete no exterior… a Disney vai ficar p depois…

    1. E ele está errado, Carlos? Miami está fora de cogitação, teremos que ir para gramado novamente.

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Nacional

Deputado do PSL aciona PF contra cantora Ludmilla por apologia às drogas; cantora rebate

Foto: Reprodução/Instagram

O deputado federal Cabo Junio Amaral (PSL-MG) registrou uma notícia-crime contra Ludmilla na Polícia Federal solicitando uma investigação por conta de apologia às drogas, devido ao lançamento de “Verdinha”, em que a cantora faz referência à maconha. Ludmilla soube do caso pela internet e se pronunciou via Twitter.

“Milhões de brasileiros, desempregados, sem moradia, hospitais sem vagas, a violência predominante, poluição, a questão ambiental, a rede pública de educação miserável, mas o maior problema que o Brasil tem no momento é uma música que fala de alface. Brinca mais”, escreveu.

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Opinião dos leitores

  1. Só tenho uma pergunta: quem é Ludmila? Nunca escutei nem escutarei musicas de "cantores" desse nível. Interessante é ela estar preocupada com a violencia, quando incita seus ouvintes a serem financiadores do crime organizado.

  2. Triste realidade de uma sociedade sem justiça e sem valores. Quadrilha sendo absolvida e uma criatura sem nenhuma noção de família faz apologia às drogas e se acha cantora.

  3. O Brasil, infelizmente, perdeu completamente a noção do bom senso e do respeito. As músicas são as mais baixas e desrespeitosas jamais vistas. Que pena para as gerações futuras

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Judiciário

Pacote anticrime aprovado na Câmara une ideias de Moro e Alexandre de Moraes; entenda

O pacote anticrime aprovado nessa quarta-feira (4) na Câmara dos Deputados deixou de fora alguns pontos do texto original, apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, em fevereiro deste ano. O projeto foi costurado pelos deputados com trechos de outra proposta, elaborada por comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018.

A proposta altera o Código Penal e outras leis de segurança pública, como a que trata do registro, posse e comercialização de armas de fogo. Foram retirados do texto aprovado, por exemplo, trechos que Moro considerava essenciais, como o item sobre a prisão após condenação em segunda instância e o excludente de ilicitude.

Veja o que foi mantido ou retirado das duas propostas, por temas:

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Política

‘Quero continuar presidente, não dá pra dar um golpe, não?’, brinca Bolsonaro em Cúpula do Mercosul em ironia ao discurso da esquerda

Jair Bolsonaro (centro) a Mario Abdo Benítez (esq.) sobre as esquerdas: ‘Tudo quando eles perdem, eles dizem que é golpe’ – (Alan Santos/Flickr)

Sem perceber que os microfones de tradução simultânea da Cúpula do Mercosul, realizada em Bento Gonçalves (RS), seguiam ligados, Jair Bolsonaro fez uma brincadeira ao passar a presidência do bloco econômico ao líder do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

Presidente do Mercosul até esta quinta-feira (5), Bolsonaro entregou a Abdo Benítez o martelo que simboliza a troca de comando do grupo sul-americano. Segundo a tradição, quando a presidência temporária passa de um país para outro, o novo líder martela um pedaço de madeira.

Após o paraguaio cumprir o gesto, Bolsonaro brincou: “Quero continuar presidente, não dá pra dar um golpe, não? Tudo quando eles perdem dizem que é golpe. É impressionante, né?”. Abdo Benítez riu.

Há menos de um mês, Evo Morales renunciou à Presidência da Bolívia pressionado por manifestações populares e pelas Forças Armadas. A sugestão do comando militar para que deixasse o poder foi chamada de golpe de Estado pelo líder indígena.

Evo classificou da mesma forma a autoproclamação de Jeanine Añez como presidente interina do país, uma vez que a senadora assumiu o cargo a partir de uma interpretação controversa da Constituição e do regimento do Senado boliviano.

Na abertura do encontro presidencial da Cúpula do Mercosul, Bolsonaro e o atual mandatário argentino, Mauricio Macri, mandaram recados ao centro-esquerdista Alberto Fernández, eleito presidente em outubro. A cerimônia de posse está marcada para a próxima terça-feira (10).

Bolsonaro disse que o bloco “não pode perder tempo, nem podemos aceitar retrocessos ideológicos” e enfatizou a necessidade de enxugar ainda mais a estrutura do Mercosul e de reduzir a TEC (tarifa externa comum).

Macri reforçou a mensagem. Indicou que os avanços de seu período à frente da Argentina, durante o qual foram assinados acordos com a União Europeia e com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em inglês), deveriam continuar.

Fernández tem críticas e quer revisar ambos os pactos. “Não se deve abandonar o que avançamos no Mercosul”, afirmou Macri.​

Já Abdo Benítez, a quem Bolsonaro chamou de “meu irmão paraguaio”, agradeceu o brasileiro por seu “apoio quando houve uma ameaça à nossa democracia”, referindo-se ao processo de impeachment contra ele, em agosto. O Planalto atuou para arrefecer o processo, como acabou acontecendo.

Os líderes do Mercosul também discutiram a crise na Bolívia. A voz dissonante veio do Uruguai, por meio da vice-presidente Lucía Topolansky, que definiu a crise no país andino como “um rompimento institucional”.

“Não podemos atuar como se o Mercosul fosse um paraíso. Não é. Estamos num contexto regional preocupante, em que vários países estão vivendo conflitos institucionais, com violações dos direitos humanos e perda de vidas”, disse.

Macri, por outro lado, disse que valorizava o papel da senadora Jeanine Añez que, “como presidente interina, está buscando a paz democrática em seu país, adotando um caminho constitucional, liderado pelo Congresso”.

Em paralelo às manifestações e crises no continente, Topolansky, assim como havia feito o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, no dia anterior, chamou a atenção para a maturidade da democracia uruguaia.

“Ganhou quem nos fazia oposição. Mas, na próxima reunião, quem estará aqui será um uruguaio, porque em meu país, uruguaios somos todos, e o Uruguai é um só.”

Folha de São Paulo

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