Indústria do Brasil volta a crescer em junho com aumento de demanda e produção

Foto: Reuters

A indústria brasileira voltou a crescer em junho pela primeira vez desde fevereiro, com aumento na produção, nas novas encomendas e na confiança, em sinais de retomada após impactos da pandemia do novo coronavírus no país, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O levantamento publicado pelo IHS Markit nesta quarta-feira mostrou que o PMI de indústria saltou a 51,6 em junho, de 38,3 em maio, com as empresas se recuperando de efeitos das medidas de isolamento.

Entretanto, os ganhos foram moderados por evidências de excesso de capacidade no setor, com empresas ainda buscando reduzir gastos, o que as levou a cortar as compras e diminuir o número de funcionários.

O IHS Markit informou que os entrevistados citaram a reabertura das empresas e o aumento da demanda como motivos para o retorno à expansão tanto da produção quanto das novas encomendas.

Contudo, os ganhos foram puxados pelo mercado doméstico, uma vez que as vendas de exportação continuaram a cair e os volumes totais de novos negócios permaneceram extremamente baixos em relação aos níveis pré-pandemia, segundo os consultados.

De fato, as empresas continuaram a operar em níveis bem abaixo da capacidade em junho e também seguiram cortando empregos e reduzindo a atividade de compras. A ideia era diminuir os custos nas plantas, buscando elevar a produtividade ou utilizar estoques quando possível.

“Temos que colocar esses números no contexto do colapso da produção em abril e maio. O crescimento modesto compensa apenas uma pequena parte das perdas recentes, e as empresas —diante de grande excesso de capacidade— continuam a cortar vagas e compras a um ritmo rápido”, destacou o diretor de economia do IHS Markit, Paul Smith.

As pressões de custos se intensificaram em junho diante de uma taxa de câmbio desfavorável, o que aumentou os preços de insumos denominados em dólar no ritmo mais acelerado em 21 meses. Em resposta, os preços cobrados foram elevados à mais alta taxa já registrada pela pesquisa desde setembro de 2018.

Ainda que o cenário permaneça desafiador, os entrevistados se mostraram animados com o retorno ao crescimento tanto na produção quanto nas encomendas, e a confiança sobre o futuro atingiu o nível mais alto desde fevereiro, com projeções positivas para demanda e vendas nos próximos 12 meses.

O Globo

Streaming de esportes DAZN reduz preços para crescer no Brasil

Bruno Rocha, VP executivo do DAZN: estratégia é expandir a base de assinantes no país. Foto: (DAZN/Divulgação)

O DAZN, considerado o maior serviço de streaming de esportes do mundo, se prepara para crescer no Brasil. A empresa anunciou um novo posicionamento de preço, com redução da mensalidade para o início de 2020, de 37,90 para 19,90 reais, além do contrato de exclusividade de transmissão do Campeonato Paranaense de Futebol.

“Nossa empresa está em uma fase de crescimento único. Temos como foco acelerar a expansão no Brasil, ganhando escala de forma bastante rápida”, afirma Bruno Rocha, vice-presidente executivo do DAZN no país.

A plataforma de streaming de esportes tem apenas três anos de existência e já é considerada a maior do gênero no mundo. O DAZN já entregou 450 milhões de horas de conteúdo ao vivo. Embora a empresa não abra números, estima-se que já tenha atingido oito milhões de assinantes globalmente, segundo fontes do mercado.

No Brasil, o aplicativo chegou em maio e o Campeonato Paranaense será o primeiro torneio regional a ser exibido na plataforma. “Trata-se da maior cobertura da competição na história, com pelo menos 52 jogos disponíveis para os assinantes DAZN.” Rocha ressalta que o recorde de número de jogos já transmitidos do torneio aconteceu em 2016, com 45 partidas em TV aberta e canais fechados.

A negociação no mundo esportivo é geralmente restrita aos países onde as partidas são transmitidas. No Brasil, o DAZN também transmite a Copa Sul-Americana, a Série C do campeonato Brasileiro, a Série A do italiano, Ligue 1, campeonato Turco e jogos da Premier League, da Inglaterra.

Além do futebol, o serviço detém direitos para campeonatos nacionais e internacionais de basquete, tênis e lutas.

Rocha garante saber dos desafios de crescer em um cenário em que grandes grupos globais investem no streaming, o que divide a atenção do consumidor. “O consumo de conteúdo de mídia, em todas as áreas, vai caminhar para o streaming. Mas nós queremos ser líderes no esporte e temos condições de atingir essa meta.”

Dentro da estratégia da empresa também está a produção de conteúdo original, feito principalmente por parceiros. Além de documentários, o DAZN investiu na produtora de vídeos de comédia Porta dos Fundos para um conteúdo relacionado ao esporte.

“Queremos criar pontos de engajamento do assinante. Temos feito investimentos para trazer conteúdo novo, diferente, no esporte. Vai ser um laboratório interessante.”

Desafios

O DAZN está em nove países, eo Brasil é um dos que mais oferecem desafios para os planos de expansão da empresa em termos de infraestrutura. “Sem dúvida, a tecnologia é uma das grandes prioridades do DAZN. Se o usuário não tiver uma experiência agradável, ele não volta mais”, diz Rocha.

Conforme o executivo, a infraestrutura do Brasil ainda não é otimizada em todas as regiões e, portanto, os telespectadores não têm as mesmas condições de assistir, com alta definição ou sem interrupções, o conteúdo. “Mas o 5G vai chegar rapidamente a todo o país. Temos feito investimentos fortes em experiência ao vivo para maximizar todas as oportunidades. O avanço da banda larga nos dá animo para continuar crescendo.”

Para ele, o Brasil é um dos mercados com maior potencial mundo. “O brasileiro é apaixonado por esporte e principalmente por futebol. Além disso, a população é jovem e consome novas formas de conteúdo. Queremos colocar o DAZN na página inicial dos celulares.”

Exame

 

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central diz que economia deve crescer ligeiramente no terceiro trimestre

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Após expansão acima do esperado no segundo trimestre, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estima que a economia deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre. Essa é a conclusão do Copom, na ata da última reunião, divulgada nesta terça-feira (24).

“Os trimestres seguintes devem apresentar alguma aceleração, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-PASEP – com impacto, em especial, no último trimestre de 2019”, disse o comitê. Ao excluir os efeitos desses estímulos temporários, o Copom acredita que o crescimento da economia será gradual.

Na última quarta-feira (18), o Copom decidiu reduzir a Selic mais uma vez em 0,5 ponto percentual, para 5,5% ao ano.

Ajuste adicional

No documento divulgado hoje, o Copom indica que a “consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional” na taxa Selic. Entretanto, o comitê destacou que os próximos passos na definição da Selic “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Segundo o comitê, as projeções de curto prazo do mercado financeiro indicam que a inflação acumulada em 12 meses deve recuar nos próximos meses e retornar, ao final do ano, para níveis próximos aos observados até agosto. “Essa trajetória de curto prazo reflete, dentre outros fatores, comportamento benigno de alguns componentes mais voláteis da inflação e dinâmica da inflação importada, cujos vetores altistas têm sido moderados pela trajetória de preços externos”. E a previsão para a inflação em 2020 está abaixo da meta de 4%.

No cenário com trajetórias para a taxa de juros em 5% ao ano no fim de 2019 e câmbio em R$ 3,90, e manutenção desses patamares em 2020, a inflação deve ficar em 3,3% em 2019 e 3,6% no próximo ano.

Reformas

Na ata, o Copom reiterou “a importância de continuidade da agenda de reformas e de perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira”. “Avaliaram também que, não obstante o cenário externo ter se mantido relativamente favorável para a condução da política monetária em economias emergentes, o risco de cenários adversos para ativos de risco parece ter se intensificado”, acrescentou.

Agência Brasil