Casos de dengue no país têm maior patamar desde epidemia de 2015

O Ministério da Saúde antecipou este ano o combate ao mosquito Aedes aegypti. FOTO: EFE/ Marcelo Sayão

O verão ainda não chegou, mas o país já está em alerta contra a dengue e o mosquito Aedes aegypti, seu transmissor, pois foram registrados neste ano quase 1,5 milhão de casos, o maior patamar desde 2015, segundo dados oficiais.

Embora a doença seja endêmica no Brasil e os picos sejam comuns a cada dois ou três anos, o expressivo aumento de registros antes mesmo da chegada da primavera – que começa no próximo dia 23 – e da temporada de chuvas vem provocando preocupação na comunidade médica e científica do país.

Segundo dados do Ministério da Saúde, pelo menos 591 pessoas morreram devido à doença de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto deste ano, e outras 486 mortes suspeitas de terem a dengue como causa estão sob investigação. Neste período foram registrados mais de 1,4 milhão de casos de dengue, um crescimento de 600% em relação ao mesmo período de 2018 (que foi de 205.791). Foi o maior índice desde 2015, quando houve 1,6 milhão de casos de janeiro a dezembro.

Apesar de a dengue ser considerada uma doença cíclica, a preocupação entre médicos, agentes de saúde e autoridades é que o período mais quente e úmido do ano ainda não começou.

“A temporada de chuvas ainda não chegou. É quando os casos se multiplicam. Nós ainda estamos no inverno – um bastante seco, inclusive. Não deveríamos ter esse pico da dengue agora, esses números estão fora da curva”, afirmou o médico Thiago Henrique dos Santos, mestre em Saúde Pública pela USP.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que uma situação é considerada epidemia a partir de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Atualmente, a taxa de incidência da doença no Brasil é de 690,4 casos a cada 100 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

Santos criticou o que classificou como desmonte das políticas públicas de prevenção da doença.

“O governo está correndo atrás do prejuízo”, disse o médico, que lamentou os cortes drásticos para o setor de saúde pública, que vem acontecendo desde 2016.

Essa redução, segundo Santos, impactou de maneira significativa os recursos das equipes de saúde ambiental que atuam em todo o país no combate à dengue e que dão orientação aos moradores sobre as melhores estratégias de prevenção da doença.

O médico e pesquisador Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, também vê os orçamentos cada vez menores como uma preocupação para todos que trabalham com pesquisa no país.

O especialista, no entanto, afirmou que, no campo da dengue, os recursos estão em uma “situação bastante satisfatória”.

Precioso é um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento de uma vacina de dose única contra os 4 tipos da doença. Ele aponta que mesmo que a fórmula tenha proteção confirmada, dificilmente acabará sozinha com a doença, e por isso o país não pode abandonar as outras ações.

“A luta contra a dengue é uma batalha eterna. É uma luta que depende de políticas públicas de saúde, de ações governamentais, mas também da participação ativa da população”, garantiu.

Com isso, as visitas casa a casa e a orientação aos moradores de áreas de risco continuam sendo a maneira mais eficaz de combate aos criadouros do mosquito, permitindo, assim, que seja interrompido o contágio da população urbana.

“O período para que uma larva se transforme em mosquito é de apenas uma semana. É um ciclo muito rápido, constante e a partir do momento que as pessoas esquecem os recipientes cheios de água, os casos de dengue voltam a disparar”, declarou à Efe a agente de endemias do município de São Paulo, Dulcineia Prates.

Porém, a maior cidade do Brasil é considerada uma “bolha” que constrasta com os números nacionais: enquanto em todo o estado de São Paulo o coeficiente de incidência alcançou a marca de 959,7 casos por 100 mil habitantes, na capital paulista a taxa se situa em 138 casos a cada 100 mil pessoas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

A coordenadora do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde de São Paulo, Solange Saboia, contou que estão sendo preparadas atividades ampliadas de combate ao mosquito nos meses que antecedem o verão, devido à situação alarmante deste ano.

“Temos bastante preocupação em relação à chegada do calor e das chuvas e, por isso, estamos antecipando várias das estratégicas de intensificação”, explicou.

Por sua vez, a agente de endemias Marlene Ferreira, que há 18 anos faz visitas residenciais, lembrou que, para uma prevenção efetiva, é necessário um esforço coletivo, constante, maciço e metódico.

“Logo chega a temporada de chuvas, e qualquer respingo de água nos vasos de planta ou tigelas de animais já é suficiente para que o mosquito venha, coloque seus ovinhos, e a gente tenha um novo surto de dengue”, alertou.

EFE

 

Casos confirmados de dengue no RN neste ano chegam a 5.890 e chikungunya a 3.311; veja números

Sesap divulga novos números das arboviroses. Foto: Ilustrativa

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), divulgou nesta quarta-feira (11), o novo boletim das arboviroses no RN, referente ao período da semana epidemiológica 01 a 33, encerrada em 17 de agosto de 2019, foram notificados 27.817 casos suspeitos de dengue, sendo confirmados 5.890 casos, o que representa uma incidência de 799,57 casos por 100.000 habitantes.

Em 2018, considerando o mesmo período, foram 24.958 casos notificados e 11.035 confirmados, gerando uma incidência de 717,39 casos por 100.000 habitantes. Quanto à classificação, em 2019, do total de 5.890 confirmações, 5.654 casos foram classificados como dengue, 219 como dengue com sinais de alarme e 17 como dengue grave.

Chikungunya

Quanto à Chikungunya, da semana epidemiológica 01 a 33 de 2019, foram notificados no estado 9.063 casos suspeitos, sendo confirmados 3.311, representando uma incidência de 260.51 casos por 100.000 habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram notificados 2.912 casos, com 1.057 confirmações, o que significa uma incidência de 83,70 casos por 100.000 habitantes.

Zika Vírus

Com relação ao Zika vírus, da semana epidemiológica 01 a 33 de 2019, foram notificados 941 casos prováveis, o que corresponde a uma incidência de 27,05 casos por 100.000 habitantes. No mesmo período de 2018, foram 425 notificações, gerando uma incidência de 12,22 casos por 100.000 habitantes. Em 2019, nenhum caso foi confirmado e em 2018, no mesmo período, houve 49 confirmações.

A Sesap orienta a realização das ações de prevenção e educação em saúde executadas pelos municípios, bem como orienta e supervisiona o trabalho realizado pelos agentes de endemias para controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti. Além disso, são realizadas as operações de aplicação do inseticida por meio dos carros fumacê, que devem ocorrer apenas quando houver necessidade do controle de surtos e epidemias por arboviroses.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gilberto Paulo disse:

    Gostaria de saber como foram confirmados esses resultados de chikungunia e de zika, trabalho em laboratório de município do interior e minha cidade tem quase 200 amostras com resultados pendentes de realização no LACEN pra esses 2 exames. Desde o início do ano que não tem nenhum resultado por falta de kit para essas doenças. Acho que essas confirmações são por achómetro. Ou seja, subnotificações..

Sarampo no país registra 2.753 casos e 4 mortes; entenda a doença de fácil contágio

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (4) que os casos de sarampo no país totalizam 2.753 desde junho, quando um novo surto da doença teve início. Os estados de São Paulo e Pernambuco, juntos, registraram 4 mortes.

Foram três mortes no estado de São Paulo, sendo duas crianças e um adulto, e uma criança no estado de Pernambuco.

Além disso, 98,37% dos casos (2.708) ocorreram no estado de São Paulo.

As informações foram divulgadas pelo secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson Kleber de Oliveira, em Brasília. Segundo ele, é importante separar os dados do surto atual daquele que ocorreu no início do ano na região Norte do país, que durou até maio.

“Esses dados são colocados separadamente, pois estamos trabalhando com surtos ativos, com cadeias ativas”, explica o secretário. Um dado consolidado, unificando os dois momentos da doença no Brasil ao longo do ano, deve ser divulgado na semana que vem.

Indicações sobre vacinação

Já foram enviadas aos estados 1,6 milhão de doses extras da vacina contra sarampo. Mas o Ministério da Saúde anunciou a compra de 28,7 milhões de doses adicionais, o que deve garantir o abastecimento do país até 2020, segundo a pasta.

Estima-se que 39.927.094 brasileiros não estejam vacinados contra o sarampo, conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e do Ministério da Saúde.

Conforme declarou Oliveira, o governo deve anunciar em breve, talvez já na próxima semana, uma nova estratégia de vacinação contra o sarampo. A proposta vem sendo definida com base nessa estimativa sobre brasileiros não vacinados.

“[Estes 39,9 milhões de brasileiros] são pessoas que perderam a oportunidade de se vacinar ao longo da vida. Pessoas de 1 a 49 anos de idade”, explica. “Fizemos o estudo junto com a Organização Mundial da Saúde, a Organização Pan Americana da Saúde. Com base na rotina, no período de 1994 a julho 2019, temos um total de pessoas suscetíveis ao sarampo que já deveriam ter sido vacinadas”, diz.

Campanha de outubro

O sarampo ganhará destaque na tradicional campanha de vacinação do ministério em outubro.

“A estratégia de outubro está sendo delineada justamente com foco no sarampo. Faremos reunião com as secretarias estaduais e municipais, na próxima semana teremos reunião com os coordenadores de imunização de todos os estados, estamos discutindo com a OMS, e com o conselho nacional de secretários estaduais e municipais, para estabelecer essa estratégia conjunta de vacinação em etapas. Principalmente contra o sarampo”, diz Oliveira.

Uma das prioridades da campanha é dar maior atenção as populações mais vulneráveis. Por isso, Oliveira afirmou que não é necessário vacinar novamente pessoas que já receberam as duas doses obrigatórias da vacina.

“As unidades de saúde não devem vacinar quem tiver tomado as duas doses da vacina”, afirma o secretário. “Estamos tirando vacina de crianças, porque adultos que receberam as duas doses chegam nas unidades de saúde querendo tomar outra.”

Medidas para menores de 6 meses

O Ministério da Saúde informou, ainda, que vai disponibilizar aos estados e ao Distrito Federal cápsulas de vitamina A para casos suspeitos de sarampo em crianças menores de seis meses de idade. Cada criança deve tomar duas doses da vitamina.

Isso ocorre porque a vacina contra o sarampo é contraindicada para bebês menores de seis meses de idade. E estudos científicos associam o sarampo em crianças à deficiência de vitamina A.

A orientação é que a primeira dose da vitamina A seja dada assim que surgir a suspeita de sarampo. Para diminuir o risco de transmissão da doença, a segunda dose deverá ser aplicada no dia seguinte, em casa.

Aumento dos casos

O último registro do ministério, de 24 de agosto de 2019, era de 2.331 casos de sarampo no país, desde junho. O aumento no número de ocorrências se deve principalmente à confirmação clínica de casos que estavam em investigação, segundo a pasta.

De acordo com o ministério, nos primeiros meses de 2019, o governo conseguiu interromper a transmissão do vírus do sarampo na região Norte. Alguns meses depois, novos casos foram importados de Israel, Malta e Noruega, iniciando uma nova cadeia de transmissão dentro do país.

Deste modo, a chamada “transmissão ativa” se refere aos casos registrados desde o surto iniciado em junho.

G1

Sesap realiza mutirões para diagnóstico de casos de microcefalia no RN

Com o objetivo de acelerar o diagnóstico dos casos notificados como microcefalia no RN, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Coordenadoria de Promoção à Saúde, realizará sete mutirões formados por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e demais áreas afins. O primeiro mutirão está programado para esta quinta-feira (1º), das 7h30 às 14h, na Clínica Prof. Heitor Carrilho/Centro Especializado em Reabilitação – CER II, localizado na R. Desportista Jeremias Pinheiro da Câmara Filho, 02, Ponta Negra, Natal/RN.

Esse mutirão será direcionado à região metropolitana (Extremoz, Natal, Macaíba, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante) e os seguintes contemplarão as demais regiões de saúde do estado. “O objetivo é que todas as crianças notificadas e ainda com diagnóstico em processo de investigação/inconclusivo ou provável, sejam reavaliadas e assim tenham um diagnóstico definitivo e um laudo médico circunstanciado acerca da sua condição de saúde, de modo a oferecer uma atenção integral e continuada do cuidado em saúde e na assistência social, adequada às necessidades de cada criança e sua família”, informou a responsável técnica do Grupo Auxiliar de Saúde da Criança e do Adolescente da Sesap, Antônia Célia Melo.

A realização dos mutirões faz parte do plano estadual apresentado e aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite – CIB, com a finalidade de fortalecer as ações de cuidado junto às crianças suspeitas ou confirmadas para Síndrome Congênita associada à infecção pelo vírus Zika e outras síndromes causadas por sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes vírus, em conformidade com a portaria do Ministério da Saúde nº 3.502, de 17/12/2017.

RN registra neste ano mais de 1500 casos de dengue e 318 de Chikungunya; veja boletim da Sesap sobre Aedes Aegypt

FOTO: ROGER ERITJA, via BBC

Sesap divulga novos números das arboviroses

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), divulgou nessa terça-feira (28), o boletim das arboviroses no RN referente ao período da semana epidemiológica 01 a 19, encerrada em 11 de maio de 2019. Ao total, foram notificados 8.049 casos suspeitos de dengue, sendo confirmados 1.537, o que representa uma incidência de 231,36 casos por 100.000 habitantes.

Em 2018, considerando o mesmo período, foram 12.107 casos notificados e 5.501 confirmados, gerando uma incidência de 348 casos por 100.000 habitantes. Quanto à classificação, do total de 1.537 confirmações em 2019, 1.473 casos foram classificados como dengue, 57 como dengue com sinais de alarme e 07 como dengue grave.

Zika Vírus

Com relação ao Zika vírus, da semana epidemiológica 01 a 19 de 2019 foram notificados 37 casos, o que corresponde a uma incidência de 1,06 casos por 100.000 habitantes. No mesmo período de 2018, foram 241 notificações, gerando uma incidência de 6,93 casos por 100.000 habitantes. Em 2019, nenhum caso foi confirmado e foram descartados 21 casos. Neste ano, a IV e a V Região de Saúde concentram as maiores incidências, nos municípios de Bodó e Ruy Barbosa, respectivamente.

Chikungunya

Quanto à Chikungunya, em 2019 foram notificados no estado 1.025 casos suspeitos, sendo confirmados 318, representando uma incidência de 29,46 casos por 100.000 habitantes. Em 2018, no mesmo período, foram notificados 1.215 casos, com 313 confirmações, o que significa uma incidência de 34,92 casos por 100.000.

Prevenção

A Sesap realiza ações de prevenção e educação em saúde, bem como orienta e supervisiona o trabalho realizado pelos agentes de endemias dos municípios para controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti. Além disso, são realizadas as operações de aplicação do inseticida por meio dos carros fumacê, que devem ocorrer apenas quando houver necessidade do controle de surtos e epidemias por arboviroses.

De acordo com a subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, “é necessário que a população tome as medidas de prevenção à proliferação do mosquito: receber o agente de saúde em suas residências, eliminar água de vasos de flores, tampar tonéis e tanques, não deixar água acumulada, lavar semanalmente depósitos de água, manter caixas de água e tanques devidamente fechados e colocar o lixo em sacos plásticos, mantendo a lixeira fechada, entre outras”.

Papa Francisco torna obrigatório religiosos denunciarem casos de abusos sexuais

Papa Francisco celebra Primeira Comunhão na Igreja Sagrado Coração de Jesus em Rakovski, Bulgária, nesta segunda-feira (6) — Foto: Yara Nardi/Reuters

O Papa Francisco divulgou nesta quinta-feira (9) um decreto em que torna obrigatório padres e religiosos denunciarem às autoridades eclesiásticas suspeitas de casos de abusos sexuais. A carta também estabelece diretrizes de como as dioceses devem lidar com as suspeitas de abuso. No entanto, não consta uma orientação para que os casos sejam reportados às autoridades civis.

O decreto papal “Vos estis lux mundi” (Vós sois a luz do mundo) é divulgado em um momento em que a igreja é alvo de diversas denúncias de crimes sexuais, desde pedofilia até abuso contra freiras (leia mais ao final da reportagem).

Em março, o papa já tinha publicado uma lei sobre a prevenção e o combate à violência sexual contra menores e pessoas vulneráveis, mas não falava sobre a investigação interna dos casos.

O que diz o decreto do Papa

Religiosos podem ser responsabilizados por acobertar casos de abuso

Dioceses têm um ano para criar sistemas simples e acessíveis de notificação de denúncias

Denúncia pode ser enviada para arcebispo metropolitano ou diretamente para a Santa Sé, dependendo do caso

Dioceses devem incentivar igrejas a envolver especialistas de fora da Igreja nas investigações

Vítimas devem receber assistência espiritual e Igreja deve fornecer assistência médica, terapêutica e psicológica

Investigações devem garantir a confidencialidade dos envolvidos e durar até 90 dias.

O papa orienta ainda que os religiosos acolham, escutem e acompanhem vítimas e suas famílias. O pontífice, porém, mantém a inviolabilidade do sigilo da confissão. Assim, exclui que as denúncias sejam feitas a partir de relatos de fiéis feitos em confessionário.

Quando as suspeitas estiverem relacionadas a religiosos em alta posição hierárquica, como cardeais, patriarcas e bispos, a notificação pode ser enviada a um arcebispo metropolitano ou diretamente para a Santa Sé caso necessário.

Essa carta emitida diretamente pelo papa modifica a legislação interna da Igreja (o direito canônico), mas não modifica as sanções já previstas. Até então, os clérigos e religiosos denunciavam os casos de violência de acordo com sua consciência pessoal.

O papa ressalta que os “crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis”.

Em um momento em que a igreja enfrenta escândalos de violência sexual em vários países, o papa afirma que “deve-se continuar a aprender das lições amargas do passado a fim de olhar com esperança para o futuro”.

A responsabilidade de lutar contra os crimes sexuais recai, em primeiro lugar, segundo o pontífice, “sobre os sucessores dos apóstolos, colocados por Deus no governo pastoral do seu povo”. De acordo com a Associated Press, a igreja católica conta com 415 mil padres e 660 mil religiosas em todo mundo.

O que é considerado abuso?

A carta considera delito sujeito à investigação denúncias que indiquem que algum religioso:

forçou alguém, com violência, ameaça ou abuso de autoridade, a realizar ou sofrer atos sexuais;

teve atos sexuais com um menor de idade ou com uma pessoa vulnerável;

produziu, exibiu, portou ou distribuiu material pornográfico infantil, bem como atuou no recrutamento ou indução de um menor ou pessoa vulnerável a participar em exibições pornográficas.

Escândalos sexuais

A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores em todo o mundo, passou por sucessivos escândalos envolvendo abusos nos últimos anos. O Papa Francisco enfrenta divisões agudas em Roma sobre como lidar com as consequências do problema que corrói a autoridade da Igreja e abala sua credibilidade.

Casos de pedofilia vieram à tona em diversos países, como Austrália, Estados Unidos e Chile, onde 34 bispos acusados de acobertar crimes sexuais colocaram seus cargos à disposição do Vaticano. No início deste ano, o Papa Francisco admitiu que padres e bispos abusaram de freiras. Vários religiosos foram afastados de seus cargos.

Desde o início dos anos 2000, o Vaticano vem tomando medidas para evitar esses casos. Ainda no papado de João Paulo II, foi declarada tolerância zero aos casos de pedofilia, e as denúncias foram estimuladas. O Papa Bento XVI passou a selecionar com mais rigor a entrada dos jovens padres à igreja e afastou muitos religiosos.

Já o Papa Francisco foi o primeiro pontífice a ver a questão como abuso de poder, embora tenha se envolvido em uma polêmica ao defender um bispo chileno – posteriormente, ele reconheceu que cometeu “graves erros de avaliação” sobre o caso.

Em março, o papa publicou a lei sobre a prevenção e o combate à violência sexual contra pessoas vulneráveis, que se aplicam aos funcionários da Cúria e do Vaticano e ao corpo diplomático.

G1

 

Fox paga US$ 50 milhões por casos de assédio de seus funcionários

Balanço financeiro divulgado pelo grupo Fox revela que a empresa gastou cerca de US$ 50 milhões (quase R$ 160 milhões) por conta de casos de assédio sexual de seus funcionários somente no último ano.

A 20th Century Fox divulgou o valor nesta segunda-feira, 14, após um depósito na Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos. Os valores dizem respeito a indenizações e outros gastos jurídicos da empresa.

Nos últimos meses, diversos funcionários do conglomerado de mídia foram denunciados por práticas ligadas a abusos sexuais. Em um dos casos, o âncora Bill O’Reilly, da Fox News, chegou a ser demitido.

“Após uma longa e cuidadosa revisão das alegações, a empresa e Bill O’Reilly entraram em um acordo, e o jornalista não retornará ao canal Fox News”, declarou a emissora em comunicado

Além dele, o diretor Roger Ailes deixou o cargo de CEO da Fox News em julho de 2016, depois de ser acusado de agressão sexual por várias mulheres. No mês passado, o presidente nacional da Fox Sports, Jamie Horowitz, também foi demitido em meio a um escândalo de assédio.

E a lista não para por aí. Os apresentadores Charles Payne, da Fox Business, e Eric Bolling, da Fox News, também foram denunciados por abuso nas últimas semanas.

No relatório anual, a empresa afirmou que a má conduta dos funcionários poderia “impactar as operações e a gestão” dos canais. A Fox News chegou a perder anunciantes após os casos de assédio virem à tona.

Microcefalia já tem 181 casos notificados no RN

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) foram notificados, até o momento, 181 casos de microcefalia, suspeitos de estarem relacionados ao Zika vírus. Destes, 178 são de nascidos vivos, 3 intra-útero e 12 óbitos.

Os casos notificados sob investigação estão distribuídos em 48 municípios, destes, sendo 60 (33,1%) residentes em Natal, 18 (9,9%) em Mossoró, 14 (7,7%) em Parnamirim, 11 (6,1%) em 11 em Ceará Mirim e 75 (42,1%) nos demais municípios do Estado.

A Sesap continua recomendando aos municípios que notifiquem imediatamente os casos suspeitos ou confirmados, conforme o protocolo Nacional e Estadual e que a população esteja ainda mais atenta no combate ao mosquito Aedes Aegyptae, vetor transmissor do Zika vírus, dengue e chikungunya.

Zika vírus

Na última terça-feira (12) a Sesap divulgou o resultado de um exame que confirma a relação entre a microcefalia e outras malformações ao Zika vírus. A hipótese ficou confirmada em quatro casos estudados pelo Centro de Prevenção e Controle (CDC), nos Estados Unidos.

Polícia prende "ex-infrator" que deixou mulher paraplégica durante assalto em padaria de Petrópolis

A Polícia Militar prendeu no último sábado (17) Nildemberg Azevedo Wanderley, de 20 anos, que em abril de 2012, quando ainda era adolescente, “no limite” da idade, responsável pelos tiros que deixaram uma mulher paraplégica em um assalto a uma padaria no bairro Petrópolis.

Agora, segundo a PM, o ex-infrator não escapou e foi preso com outros três suspeitos após um assalto a um comércio no bairro Potengi, na zona Norte. Na ação criminosa, foi levado um celular com rastreador, o que possibilitou a localização do grupo, que estava em um galpão com outros produtos do roubo. Com eles ainda foram apreendidos uma pistola 380, um revólver calibre 38, um Fiat Doblò com a placa clonada, além do dinheiro e pertences levados no assalto.

Ainda segundo a Polícia, através do delegado Herlânio Cruz, titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos (Defur), o ex-infrator responsável pela covardia realizada no início de 2012, ao ser detido, deu um nome falso e disse que era adolescente. Dessa vez não foi possível. Ele foi autuado na Delegacia de Plantão da zona Norte por receptação, associação criminosa, roubo majorado, adulteração de identificação veicular e porte ilegal de arma.

Em três casos confirmados de H1N1 no RN, dois resultaram em morte

A Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (SUVIGE) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu nota na qual apresenta dados atualizados a respeito da situação epidemiológica do vírus influenza A (H1N1) no Rio Grande do Norte.

Entre os dias 09 de janeiro e 05 de junho de 2013 o Instituto Evandro Chagas (Belém-PA) emitiu 72 laudos de casos suspeitos para Influenza A (H1N1), tendo sido 3 confirmados para a referida doença, 14 positivos para outros vírus respiratórios, e 55 negativos.

No período de 31 de maio a 05 de junho foram confirmados 2 novos casos para influenza A(H1N1) sendo o primeiro caso de um indivíduo de 62 anos, residente em Natal, que foi hospitalizado no dia 29/04/2013 e evolui para o óbito em 14/05/2013. Segundo informação do hospital, este paciente foi internado com quadro de sepse pulmonar, sendo portador de neoplasia de língua em recidiva e tratamento quimioterápico. O segundo caso foi de um indivíduo de 38 anos, residente em Mossoró, que foi hospitalizado no dia 23/05/2013 e evolui para o óbito em 26/05/2013.

No ano de 2013 já foram recebidas 122 notificações para H1N1, dentre estas 03 casos confirmados de Influenza A(H1N1) e outros 67 descartados. Dentre os 11 óbitos suspeitos do ano de 2013, 2 foram positivos para Influenza A(H1N1), 1 caso foi positivo para Influenza A, porém inconclusivo para linhagem suína, 4 casos foram descartados e 5 casos estão em investigação.

A SUVIGE volta a reforças as orientações sobre as medidas de prevenção da doença:

-Lavar as mãos com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar.
-Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com lenço descartável.
-Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
– Lavar as mãos frequentemente e não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca.

Rio Grande do Norte registra 1529 casos de dengue no RN; confira mapeamento

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Programa Estadual de Controle da Dengue, divulgou nesta segunda-feira (20), um novo boletim com os números atualizados da doença. As informações são referentes  à Semana Epidemiológica nº 19, que representa os dados notificados desde o início do ano até o dia 11  de maio.
Nesse período, foram notificados 6.385 casos suspeitos de dengue no Rio Grande Norte, sendo 1.529 casos confirmados até o momento. No mesmo período do ano de 2012, esses números foram, respectivamente, 20.314 e 7.787, o que aponta um decréscimo no quantitativo de casos.
Do total de municípios do RN, 61 apresentam baixa incidência da doença, 27 estão com média, 45 com alta e 34 com incidência silenciosa. Os cinco municípios que apresentam as maiores notificações de casos suspeitos são: Natal (718), Pau dos Ferros (538), Parelhas (456), Santa Cruz (322) e Jardim de Piranhas (236).
Apesar da tendência de queda, o programa da dengue alerta que o combate ao mosquito deve ter ações permanentes em todos os municípios. A prevenção precisa ser mantida durante todo o ano. É importante que a população continue verificando o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito. Além disso, é essencial cobrar o mesmo cuidado do gestor local com os ambientes públicos, como o recolhimento regular de lixo nas vias, a limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias.
Aos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação é que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo. É fundamental não tomar remédio por conta própria, pois isso pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico, devendo ainda estar alerta para sinais de agravamento, como vômitos e dores abdominais.

Secretaria de Saúde já registrou 91 notificações de casos de dengue no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através de sua área técnica de vigilância da influenza e doenças agudas respiratórias, divulgou nesta terça-feira (5) a situação epidemiológica do vírus influenza A (H1N1) no Rio Grande do Norte.

Desde o início do ano até o último dia 2 de junho, foram recebidas 91 notificações para H1N1, sendo 10 casos confirmados (com um óbito registrado) e 61 casos descartados. O caso confirmado mais recente foi de uma criança de um ano de idade, residente em Natal, hospitalizada no dia 16 de abril. A criança recebeu alta no dia 7 de maio e passa bem.

Stella Leal, responsável pela vigilância da influenza na Sesap, afirma que é preciso intensificar a vigilância das crianças hospitalizadas com sinais de gripe, já que dos dez casos confirmados para H1N1, sete foram em crianças menores de 14 anos.

O alerta para os profissionais de saúde é para que, diante de casos hospitalizados com febre acima de 38 °C, tosse ou dor de garganta e dispnéia, acompanhada ou não de manifestações gastrointestinais, seja solicitada a coleta de secreção, preferencialmente, até o 7° dia do início dos sintomas.

Lavar as mãos com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal, além de não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca são as principais medidas de prevenção.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. FLA13 disse:

    O ministerio da saude adverte: VOTAR EM ROSALBA FAZ MAL A SAUDE

H1N1 tem sete casos confirmados, inclusive provocando morte no RN em 2012

Motivada pelo aumento do número de casos suspeitos da Influenza A (H1N1), nos últimos dois meses, a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou, nesta terça-feira (13), uma Nota com informações detalhadas sobre a situação epidemiológica da doença no Rio Grande do Norte.

Desde o início deste ano já foram 22 notificações para H1N1, sendo 7 casos confirmados e 10 descartados. Os outros aguardam análise em laboratório. Em relação à evolução dos casos confirmados, 4 receberam alta e passam bem, 2 continuam hospitalizados e 1 evoluiu para o óbito.

A equipe da Suvige também enviou nota técnica aos profissionais de saúde – em especial aos pediatras – sobre a necessidade de intensificação da vigilância e monitoramento das doenças respiratórias agudas (resfriados, influenzas e pneumonias). O alerta é para que, diante de casos hospitalizados com febre acima de 38 °C, tosse ou dor de garganta e dispnéia acompanhado ou não de manifestações gastrointestinais, seja solicitada a coleta de secreção, preferencialmente, ate o 7° dia do início dos sintomas.

Desde 2009, trinta e dois hospitais em todo o estado estão preparados e capacitados para receber os casos da doença. Somente em Natal são 18 hospitais entre os da rede pública, privada e filantrópica que estão aptos a identificar os casos e tomar as providências necessárias. Os hospitais referência em atendimento para os casos graves são o Giselda Trigueiro, para adultos e o Maria Alice Fernandes, para as crianças.

Confira nota na íntegra

1- A Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica-SUVIGE vem por meio desta nota esclarecer a respeito da situação epidemiológica do vírus influenza A(H1N1) no Rio Grande do Norte.

2- Entre os dias 25 de fevereiro e 09 de Março de 2012 o Instituto Evandro Chagas (Belém-PA) emitiu 13 laudos de casos suspeitos para Influenza A(H1N1), tendo sido 3 confirmados para a referida doença e 10 descartados.

3- Os 3 novos casos confirmados foram de pacientes hospitalizados entre os dias 10/01/2012 e 02/03/2012, com melhor descrição abaixo:
• Caso 1- paciente de 8 anos, residente em Natal, sem comorbidade, recebeu alta
dia 19/02/2012.
• Caso 2- Paciente de 6 meses, residente em Extremoz, portador de Síndrome de
Dandy Walker, permanece hospitalizado em enfermaria com quadro estável.
• Caso 3- Paciente de 41 anos, residente em Jardim do Seridó, puérpera, permanece
hospitalizada em UTI com quadro estável.

4- No ano de 2012, já foram recebidas 22 notificações para H1N1, dentre estas 07 casos confirmados de influenza A(H1N1) e 10 descartados.

5- Em relação à evolução dos casos confirmados, 4 receberam alta e passam bem, 2 continuam hospitalizados e 1 evoluiu para o óbito.

6- Dentre os casos descartados, 02 eram de pacientes que faleceram e 08 que tiveram cura.

7- As notificações de casos suspeitos e confirmados de Influenza A(H1N1) tiveram pico nas semanas 05 e 07, o que corresponde ao mês de fevereiro.

8- A distribuição dos casos confirmados segundo faixa etária, mostrou que a maioria (71,5%) deles eram de menores de 14 anos, tendo tido apenas 2 casos em adultos.

MEDIDAS DE PREVEÇÃO:
-Lavar as mãos com água e sabão, especialmente antes de tossir ou espirrar.
-Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com lenço descartável.
-Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
– Lavar as mãos frequentemente e não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca.

MAIORES INFORMAÇÕES:
• Secretaria de Estado da Saúde Pública-SESAP/RN:
http://www.saude.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/sesap/saude_destaque/gerado
s/influenzaah1n1.asp

• Ministério da Saúde:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534

Natal, 13 de março de 2012.