“PT põe em risco a democracia”, diz Antônio Alves, assessor e homem de confiança de Marina Silva

 

toinhoassessormarinasilvaaltinomachadoespecialterraFoto: Altino Machado / Especial para Terra

Um dos assessores mais próximos de Marina Silva (PSB), candidata derrotada à Presidência da República, o jornalista e poeta acreano Antonio Alves, 57 anos, considera como argumento mais forte, para evitar a neutralidade da ex-ministra e ex-senadora no segundo turno, o “quase consenso de que o PT passou da conta e está colocando em risco o ambiente democrático, com o aparelhamento do Estado”.

Como exemplo, o assessor de Marina diz que o “PT mudou a composição do Supremo Tribunal Federal para rever processo julgado um ano antes e minimizar as penas que já tinham sido dadas aos réus do mensalão”.

“Isso é inaceitável. Cria-se, então, uma forte tendência de votar no Aécio, mesmo sabendo que ele é a outra face da mesma moeda, para que haja, pelo menos, uma alternância no poder. Mas essa posição, que é aceitável no presente, traz um risco para o futuro que é a Marina e a Rede não se distinguirem mais, de forma clara, da polarização PT-PSDB. A Rede é uma semente que não pode se perder”, afirma.

Fundador do PT e ex-militante da organização trotskista Liberdade e Luta (Lubelu), Toinho Alves, como é mais conhecido, atua desde meados dos 1980 com Marina Silva. Estava com a ex-seringueira quando foi eleita senadora pela primeira vez no Acre, em 1994, e há três meses está em São Paulo por causa da campanha presidencial.

Misto de amigo e guru, é considerado da extrema confiança da ex-senadora, elabora parte do ideário “marinista” e até seus discursos. Ele admite que Marina vive um “dilema sem saída, no qual não existe posição confortável”.  “Eu gostaria de que ela tivesse a liberdade de dizer “pessoal, tchau, vou embora pra casa”. Já imaginou? Quando perguntassem em que iria votar, bastava dizer que o voto é secreto e que ela tem o direito de votar em quem quiser”.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o amigo e conselheiro político não tem a “mínima ideia” do que Marina vai decidir.  “A Marina costuma tirar posições inusitadas nas situações mais difíceis. Acho que ela vai tentar, ao máximo, preservar a coligação e o futuro da Rede e do PSB. Vai se expressar dentro desse coletivo. E se a posição majoritária for de apoio ao Aécio, a forma desse apoio dependerá também dele e da campanha que ele fizer”.

Para Alves, o tempo da política simples ficou pra trás com “esquerda e direita, democracia e ditadura”. “A polarização PT-PSDB é a continuidade desse simplismo, que está chegando ao fim. Agora tem outras forças, outros polos, uma complexidade maior. É por isso que tanta gente vive no passado. No século 21, só entra quem for inteligente”.

Terra: É verdadeira a tendência de Marina apoiar Aécio no segundo turno?
Antonio Alves: É uma possibilidade, mas não desse jeito apressado, sem crítica, como está sendo anunciado. Não dá pra cair na velha polarização e simplesmente aderir sem nenhuma crítica. Isso não seria nada “marineiro”. O que foi noticiado até agora é resultado de uma certa ansiedade, pautada pelos interesses de um lado ou de outro. A imprensa cria uma versão para depois, se a Marina tomar decisão diferente, dizer que ela “mudou de posição” ou “recuou” mais uma vez. A “desconstrução” da Marina parece continuar sendo a política dos partidões.

Terra: Ao reconhecer a derrota no domingo, Marina deixou no ar que vai dialogar com o PSDB sobre o segundo turno.
Antonio Alves: Não sei se ela vai dialogar. Uma das opções possíveis é simplesmente votar. Marina é uma cidadã, tem o seu voto. Se ela quiser declarar o voto, declara. Mas, se não quiser, pode votar sem dizer nada. Não tem obrigação nenhuma. Ela esteve sozinha durante a campanha inteira. Ninguém correu para defendê-la dos ataques caluniosos e injuriosos que ela sofreu. Por que ela teria que se colocar, novamente, para ser atacada? Quem fez o angu, que o coma.

Terra: Você disse isso à Marina?
Antonio Alves: Sim, mas ela sabe que qualquer que seja sua decisão, vai ser crucificada do mesmo jeito. Se disser que vai votar na Dilma é um escândalo, depois de tudo o que o PT fez. Se disser que não vai votar em ninguém, vão dizer que ela está querendo que o PT continue.  E se disser que vai votar no Aécio vai ser crucificada do mesmo jeito, vão dizer que ela foi com a direita, com os ruralistas que sempre apoiaram o candidato etc. De um jeito ou de outro, é pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come.

Terra: Mais um dilema na vida de Marina?
Antonio Alves: Um dilema sem saída, no qual não existe posição confortável. Eu gostaria de que ela tivesse a liberdade de dizer “pessoal, tchau, vou embora pra casa”. Já imaginou? Quando perguntassem em que iria votar, bastava dizer que o voto é secreto e que ela tem o direito de votar em quem quiser.

Terra: Qual é o argumento mais forte para que isso não aconteça?
Antonio Alves: É o argumento de que o Brasil passa por um momento difícil e decisivo e que o trabalho dela, nessa eleição, ainda não terminou. Há quase um consenso de que o PT passou da conta e está colocando em risco o ambiente democrático com o aparelhamento do Estado. Por exemplo, mudar a composição do Supremo Tribunal Federal para rever o processo julgado um ano antes e minimizar as penas que já tinham sido dadas aos réus do mensalão, isso é inaceitável.

Cria-se, então, uma forte tendência de votar no Aécio, mesmo sabendo que ele é a outra face da mesma moeda, para que haja, pelo menos, uma alternância no poder. Mas essa posição, que é aceitável no presente, traz um risco para o futuro que é a Marina e a Rede não se distinguirem mais, de forma clara, da polarização PT-PSDB. A Rede é uma semente que não pode se perder.

Terra: Você é amigo, conselheiro político e acompanha Marina desde meados dos 1980. O que ela vai decidir?
Antonio Alves: Não tenho a mínima ideia. A Marina costuma tirar posições inusitadas nas situações mais difíceis. Acho que ela vai tentar, ao máximo, preservar a coligação e o futuro da Rede e do PSB. Vai se expressar dentro desse coletivo. E se a posição majoritária for de apoio ao Aécio, a forma desse apoio dependerá também dele e da campanha que ele fizer. Aliás, nem vimos como será esse segundo turno.

Será que a Dilma vai insistir no marketing selvagem contra o Aécio, como fez no primeiro turno contra a Marina? Será que o Aécio vai manter as mesmas posições na polarização ou vai redefinir sua agenda com outros compromissos? Ele pode demarcar as terras indígenas, proteger as florestas, recuperar os mananciais de São Paulo que estão ameaçados pela política desastrosa que fizeram no Estado? Tudo isso tem que ficar claro.

Terra: Mas o tempo é curto para isso, não?
Antonio Alves: Mas existe. Não vejo necessidade de pressa. Alguém pode dizer “ora, daqui a dez dias o povo já se decidiu e a nossa posição não terá mais força nenhuma”. E daí? A gente quer que a nossa posição tenha força para que? Eu não raciocino com os critérios da política. Meu critério é pessoal: Marina não deve ser mais uma vez acusada de causar desastres. Imagine só, a candidata que fica de fora do segundo turno ser responsabilizada caso o governo da Dilma ou do Aécio seja desastroso.

Eu sei que muita gente ainda está em campanha, inclusive candidatos a governador que passaram para o segundo turno. A posição da Marina tem que levar em consideração todo esse pessoal, saber quais são as expectativas para não criar problema para os partidos aliados. Mas todos também devem compreender que não pode ser colocado em risco aquilo que ela chama de “legado”, ou, pelo menos, o que restou dele.

Terra: É realmente um grande dilema político.
Antonio Alves: O tempo da política simples ficou pra trás. Esquerda e direita, democracia e ditadura, as opções eram óbvias. A polarização PT-PSDB é a continuidade desse simplismo, que está chegando ao fim. Agora tem outras forças, outros polos, uma complexidade maior. É por isso que tanta gente vive no passado. No século 21, só entra quem for inteligente.

Terra

"Itaú nunca bancou Marina Silva. O PT baixa o nível da campanha", diz Neca Setubal

L2A4A93258755413C97EB0BD738780E4AUntitled-2Veja matéria completa com entrevista do Estadão clicando aqui

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. izapena2 disse:

    pelos valores da campanha quem me parece que quem tem os mais alto custo é a campanha da Presidente Dilma….aliás, quem sao seus colaboradores e quem está
    mantendo este tao alto custo de sua campanha?….que é muito exorbitante, principalmente em relacao a dos outros candidatos/ Sobre isso ela nao fala.

  2. Pedro Honesto disse:

    Eduuuuucadoooorrrraa?
    E até agora não disse uma palavra sobre EDUCAÇÃO? Diga outra Neca? Me engana que gosto!

    • izapena2 disse:

      Mas, o sr, está me parecendo meio que desesperado…por que será? Tanto que está jogando farpas p todo lado….e digo-te que o sr.nao sabe o que fala.. pois ela tem falado em EDUCACAO, sim e de forma bem categórica…fala e diz de onde tirará os recursos p isso. O Sr diz " ËDUCADORA"de maneira tao esquisita, me parecendo como que dizendo…olha a professorinha! Assim como esses profissionais sao tratados por Ns governos…Senhor, presta mais atencao ä candidata Marina! Pare e pense bem quem engana a populacao!!! O valor de Marina é imensurável o sr nao sabe de nada….é um ignóbil cidadáo.

  3. Jorge Guerreiro disse:

    Sabe de nada inocente!
    Se a coordenadora do programa de governo de Marina Silva, Neca Setubal é mesmo uma educadora como diz em entrevista ao Estado de S. Paulo, dizendo-se alvo de "preconceito", como explica no entanto, ela própria dizer que vive com os recursos recebidos como acionista do Itaú e que foi na condição de banqueira, não na de educadora, que ela doou R$ 1 milhão ou 83% de todos os recursos para o instituto de Marina Silva? E porque na primeira entrevista que concedeu, após a morte de Eduardo Campos, a acionista do Itaú defendeu a agenda dos bancos e não mencionou a palavra educação uma única vez?

  4. Rafael Vale disse:

    Marina e Neca do Itaú tentam negar o obvio.

    • Hedmilson disse:

      Até quando a Dona Dilma e seu mentor 'lula ' vão esconder o Zé Dirceu , Genoíno, Delúbio e os outros mensaleiros? A cota de participação do PT já venceu. FORA! Tanto é verdade , que o Senador Eduardo-MIGUÉ-Suplicy não vai se eleger, aqui em S Paulo.

  5. Pedro Almeida disse:

    Tava demorando para o PT começar a plantar notícias.
    As "verdades do PT" são fruto da ilusão e desespero que tomou conta da campanha.
    Como foi bom esse caso, a acionista vir a público mostrar a verdade e PROVAR A MENTIRA DO PT.
    O PT continua INVENTANDO NÚMEROS em sua campanha.
    Lembrando Ronald Reagan ex-Presidente Americano: "O SUCESSO DOS programas sociais deve ser medido PELO NÚMERO DE PESSOAS QUE DEIXAM de recebê-lo e NÃO PELO AUMENTO DO NÚMERO DE BENEFICIADOS". Quando mais entram nos programas sociais PIOR ESTÁ O PAÍS. Só aqui e a política do PT se vende a ideia contrária.
    ACORDA BRASIL!!!

Vox Populi: Dilma tem 36%, Marina, 28% e Aécio, 15%

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta quarta-feira, 10, pela revista Carta Capital mostra vantagem da presidente Dilma Rousseff (PT) em relação à sua principal adversária, Marina Silva (PSB) na simulação de primeiro turno e empate técnico entre as duas no segundo turno.

Dilma aparece com 36% das intenções de voto no primeiro turno ante 28% de Marina e 15% de Aécio neves (PSDB). Os demais candidatos somam 2%. Brancos e nulos são 7% e indecisos, 13%.

Na simulação de segundo turno, Marina aparece com 42% das intenções contra 41% de Dilma. Brancos e nulos somam 10% e indecisos, 7%.

No cenário em que Dilma enfrenta Aécio Neves, a petista teria 44% contra 36% do tucano. Brancos e nulos são 12% e indecisos, 8%.

Favoritismo

A maior parte do eleitorado (49%) acredita que a próxima presidente será Dilma. Para 31%, Marina é a favorita na disputa e 8% citam Aécio.

Rejeição

Segundo o levantamento, a rejeição a Aécio é 45%, a de Dilma, 42%, e a de Marina, 40%.

O levantamento, com duas mil entrevistas em 147 cidades, foi realizado entre 8 e 9 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o número de registro na Justiça Eleitoral é BR- 00588/2014. Este é o primeiro levantamento do Vox Populi desde a morte de Eduardo Campos (PSB), em 13 de agosto.

fonte: Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Parei em "Carta Capital"!
    KKKKKKKKKKKK

  2. Marcos Aurélio disse:

    Eu só acredito em pesquisa em que meus candidatos estão na frente. As outras são todas mentirosas, compradas… kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. MUDA BRASIL disse:

    Parei em Carta capital.. KKKKKK DILMA PERDE NO PRIMEIRO TURNO AINDA

  4. ADRIANO GOMES disse:

    Infelizmente A carta capital é a Veja(PSDB) do PT.

  5. Sabe de nada disse:

    Parei em Carta capital..

Marina: união entre pessoas do mesmo sexo é assegurada

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse que a união civil entre pessoas dos mesmo sexo já é contemplada pelas leis brasileiras, que asseguram todos os direitos civis a pessoas que se encontram nesta situação. “Eu sou a favor dos direitos civis de todas as pessoas, e a união civil entre pessoas do mesmo sexo já está assegurada na Justiça por uma decisão do Supremo (Tribunal Federal)”, disse a candidata, em uma rápida entrevista na porta de seu prédio, na zona sul de São Paulo.

Marina disse que o tema sofre com confusões entre o que é união estável e união civil entre casais. “A união civil assegura todos os direitos para os casais do mesmo sexo. O casamento está estabelecido entre pessoas de sexo diferentes, conforme a legislação brasileira, mas os direitos são iguais”, disse. “O que eu tenho defendido é o direito civil e a união civil de pessoas do mesmo sexo.”

Perguntada em seguida se ela é a favor da classificação de crime da discriminação contra homossexuais, Marina disse que as pessoas devem respeitar as diferenças, mas que existe uma dificuldade em definir o que é preconceito na legislação. “Ninguém pode ser a favor, em hipótese alguma, a qualquer tipo e discriminação”, disse. “Há uma tênue diferença em estabelecer o que é discriminação, preconceito, em relação ao que é convicção e opinião”, afirmou.

fonte: Estadão Conteúdo

CNT/MDA: Dilma tem 34,2%; Marina, 28,2%; e Aécio, 16%; segundo turno daria Marina

A pesquisa MDA, divulgada na manhã desta quarta-feira, 27, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), apontou que a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, está em segundo turno na corrida ao Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff está em primeiro lugar, com 34,2%, e Marina, 28,2%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, alcançou 16%.

No confronto do segundo turno, Marina vence Dilma por 43,7% contra 37,8%. Numa disputa entre Dilma e Aécio, a presidente se reelege com 43% e o tucano, 33,3%. Numa disputa entre Marina e Aécio, a candidata do PSB registra 48,9% e Aécio, 25,2%.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades da federação das cinco regiões, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2014. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

O resultado é semelhante ao registrado na pesquisa Ibope, feita a pedido do Estado e da Rede Globo. Na sondagem, Marina abriu 10 pontos porcentuais no primeiro turno em relação ao terceiro colocado, o tucano Aécio Neves, 29% a 19%. No segundo turno, Marina bate a presidente Dilma Rousseff por 45% a 36%.

fonte: Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ze Cabral disse:

    Aécio Never

  2. luiz disse:

    CHEGA DE VELHA POLITÍCA A HORA É AGORA. PRA FRENTE MARINA…..!!!!!

  3. Luciano disse:

    Aébrio virou pó e já rrumaram uma "salvadora" da pátria! Da última vez q isso aconteceu, em 1989, todos nós sabemos como Terminou!

  4. charles disse:

    Marina e a melhor opção. Chega de PT e PSDB.

  5. Alex disse:

    O Brasil tem jeito Marina 40

  6. FABIO DUARTE disse:

    A CADA NOVA PESQUISA MOSTRANDO O CRESCIMENTO DE MARINA, A QUESTÃO DO AVIÃO USADO PELO PSB SE TORNA MAIS RELEVANTE PARA O BRASIL, SUPERANDO AS QUESTÕES MENORES COMO O ESCÃNDALO E QUEDA DA PETROBRAS, DA INSEGURANÇA GENERALIZADA, DA ECONOMIA PARADA, DA INDUSTRIA EM QUEDA, DA VOLTA DA INFLAÇÃO, DA SAÚDE CADA VEZ PIOR.
    O FATOR MARINA INCOMODA O PT A MUITO TEMPO, TANTO QUE IMPEDIRAM A LEGENDA QUE ELA TENTOU REGISTRAR E AGORA, NÓS SIMPLES MORTAIS, COMEÇAMOS A SABER A RAZÃO. MARINA TEM PROJETO BASEADO EM AÇÕES VIÁVEIS, LONGE DA UTOPIA QUE CONTINUA SENDO VENDIDA NO PALANQUE PETISTA.
    NÃO TINHA ME DECIDIDO POR UM CANDIDATO ATÉ ONTEM, MAS AGORA TENHO. ACHO QUE EM NOVA PESQUISA A DIFERENÇA SERÁ MENOR, EM EMPATE TÉCNICO.

  7. Potiguar disse:

    Passamos a vida inteira ouvindo um temo que diz assim:"SOMENTE UM FATO NOVO" mudará o cenário político .O avião Caiu ESSE FATO NOVO mudou o radicalmente o cenário político brasileiro atual . UM HORIZONTE NOVO SE DESCORTINA PARA O BRASIL ! O PT vê o fim de sua era chegar!

  8. Rafael Vale disse:

    Aécio virou pó!

'Marina tira voto de Dilma', diz coordenador de Aécio

O coordenador da campanha do tucano Aécio Neves no Nordeste, Jose Thomaz Nonô (DEM), afirmou nesta sexta-feira, 15, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a eventual candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PSB vai tirar votos da candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff. “Se a Marina vier a ser a cabeça de chapa, ela vai buscar votos que eram de Dilma”, disse.

Para Nonô, a política no Nordeste é conservadora e alguns dos segmentos tendem a migrar para Aécio Neves porque as bandeiras de Marina “não são facilmente palatáveis”. “O agronegócio não está satisfeito com a Dilma nem se sensibiliza para votar em Marina”, afirmou.

O coordenador avaliou que o importante é que haja “força” na oposição, se possível com uma votação de Marina melhor do que a que Eduardo Campos registrava, de acordo com as pesquisas de intenção de voto. “A gente quer que as oposições sejam fortes e num eventual segundo turno um candidato conte com o apoio do outro”, disse.

Nonô, que também é vice-governador de Alagoas, admitiu que a eleição de outubro, com a morte de Eduardo Campos (PSB) em um acidente aéreo na quarta-feira, 13, contará com um “componente emocional muito grande”. Segundo ele, é preciso ainda avaliar como as camadas mais populares vão reagir ao desastre.

fonte: Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos disse:

    Este cara comeu bosta de cigano para advinhar assim.
    Deixa sair as pesquisas para a gente saber

'Vice é candidato quem decide, e o candidato é Campos', diz Marina

14035144 O PSB de Eduardo Campos e a Rede Sustentabilidade de Marina Silva lançaram na manhã desta terça-feira (4) em Brasília as diretrizes para o programa de governo da coligação, ocasião em que Marina afirmou de forma categórica que o candidato à Presidência é o governador de Pernambuco.

“Vice é o candidato quem define, e o candidato é ele [Campos], vocês têm ainda ainda alguma dúvida disso”, afirmou a ex-senadora, que em outubro aderiu ao projeto do PSB após ver fracassar a tentativa de criação de sua própria legenda, a Rede.

A declaração de Marina, que figura na frente de Campos nas pesquisas eleitorais, foi em resposta à pergunta sobre se já aceitou ser vice na chapa presidencial do atual governador de Pernambuco.

Antes do lançamento das diretrizes, que está sendo realizado em um auditório da Câmara dos Deputados, Marina e Campos foram à sede do PPS oficializar o convite para que o partido integre a coligação.

Ao chegar à Câmara, Campos brincou sobre a questão da vice. “Tenho que ver com a Marina o que ela disse para saber o que ela quer que eu diga.” Ao seu lado, Marina emendou: “Tudo o que [os repórteres] quiserem colocar na minha boca, eu nego.”

O documento com as diretrizes da aliança listam cinco prioridades de governo da dupla, caso sejam eleitos: 1) “Estado e democracia de alta intensidade”; 2) “Economia para o desenvolvimento sustentável”; 3), “Educação, cultura e inovação”; 4) “Políticas sociais e qualidade de vida” e 5) “Novo urbanismo e pacto pela vida”.

O documento faz considerações genéricas sobre esses temas e servirá de base para discussões regionais que formatarão o projeto final de governo.

Na introdução do documento, Campos e Marina, que foram aliados da gestão federal do PT –Marina até 2008; Campos até setembro de 2013– afirmam que “o modelo esgotou-se a olhos vistos, mas as forças políticas que o operam esforçam-se para mantê-lo”.

SÃO PAULO

Apesar do discurso de unidade entre Marina e Campos, há várias divergências na montagem dos palanques estaduais, especialmente em São Paulo, onde a Rede quer uma candidatura própria apesar de o PSB negociar o apoio à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB).

Marina explicitou nesta terça esse cabo de força: “O entendimento da Rede em São Paulo é que temos que ter candidatura própria, pelas inúmeras razões que são conhecidas”.

Folha

PPS anuncia apoio a Eduardo Campos e Marina Silva

O PPS (Partido Popular Socialista) sinalizou ontem que vai apoiar a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (SP), e da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República nas Eleições 2014. Durante congresso, a sigla decidiu pelo apoio a Campos por 152 votos a favor contra 98 da proposta de candidatura própria do partido.

O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), comemorou a decisão. Ao defender o apoio a Campos e Marina, Freire citou o “reencontro histórico” com um projeto de esquerda democrática:

“É um reencontro com uma esquerda democrática na qual nós, a muito custo, ingressamos a partir da década de 1960. É um reencontro histórico inclusive na crise geral das esquerdas mundiais”.

Datafolha corrige informação e diz que Campos herda maior parte dos votos de Marina

Ao contrário do que a Folha de S.Paulo publicou em sua edição de domingo (13), seria o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o maior beneficiário dos votos da ex-senadora Marina Silva caso ela não concorra à Presidência da República em 2014.

Em informação reproduzida pelo R7, o jornal dizia que a pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira (11) indicava que a presidente Dilma Rousseff ficaria com a maior parte dos votos de Marina. Nesta terça-feira, a Folha de S. Paulo publicou uma errata, dando conta de que, na verdade, 32% dos eleitores de Marina optam por Campos quando ela não está entre os concorrentes.

Segundo os dados corretos do instituto, o segundo maior contingente dos eleitores da ex-senadora (23%) vota em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos oferecidos no cartão de resposta da pesquisa. Só então aparece Dilma, com 22% dos eleitores ‘marineiros’ — a Folha havia dito que Dilma ficaria com 42% dos votos de Marina.

Em sua errata, o jornal justifica os números de domingo a uma “leitura equivocada de uma das tabelas produzidas pelo Datafolha”. “No texto e nos gráficos daquela edição, os índices apresentados como migração de eleitores de Marina eram, na verdade, as intenções totais de voto de cada candidato”, explica a Folha de S.Paulo.

Segundo cenário  

Com a informação corrigida, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) herda apenas 16% dos eleitores de Marina, e não 21%, como havia sido publicado.

No segundo cenário apresentado pelo Datafolha, em que o ex-governador de São Paulo José Serra aparece como candidato do PSDB no lugar de Aécio, Serra passa a ser o maior herdeiro dos eleitores de Marina, com 33%. Campos vem logo atrás, com 28%. Outros 18% optam pelo voto em branco, nulo ou em nenhum candidato. Dilma fica em último lugar, com 17%.

R7

Campos diz que decidir entre ele e Marina agora seria um erro, e deixa escolha para 2014

Marina-e-CamposDepois de almoçar com Marina Silva nos Jardins, em São Paulo, nesta quinta-feira, o presidente do PSB, Eduardo Campos, afirmou que o nome do cabeça da chapa ainda não está definido, e só será discutido em 2014.

— É preciso começar a aliança não pelos nomes, é preciso começar pelo conteúdo — disse Campos.

Para ele, se o acordo com a Rede nascesse com o nome do cabeça de chapa já definido estaria se repetindo “os mesmos erros” da política tradicional. Campos descartou uma disputa com a ex-senadora, que aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto, pelo posto.

— Se alguém imagina que vai ter problema entre Marina e eu para que a gente possa organizar isso está redondamente enganado.

Marina disse que endossava as palavras de Eduardo e que a união entre Rede e PSB quer inverter a lógica da política brasileira.

— O que acontece tradicionalmente: faz-se uma aliança eleitoral, ganha-se o governo e depois inventa-se o programa.

Marina disse que a sua aliança com Campos é uma “união de anões”, numa ironia à declaração dada pelo marqueteiro da presidente Dilma, João Santana. Em entrevista à revista Época do último fim de semana, Santana foi enfático: “A Dilma vai ganhar no primeiro turno, em 2014, porque ocorrerá uma antropofagia de anões. Eles vão se comer, lá embaixo, e ela (Dilma), sobranceira, vai planar no Olimpo”.

— Acho que essa união de anões poderá nos trazer uma coisa nova — salientou a ex-senadora.

No encontro, Marina e Campos decidiram que, no dia 29 será realizada uma reunião entre integrantes da Rede e do PSB para iniciar os debates sobre o conteúdo programático da aliança. O documento servirá de base para o programa de governo para a eleição presidencial do próximo ano.

A ex-senadora fez ainda uma referência indireta à decisão do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos principais nomes da bancada ruralista, de romper as negociações para apoiar Campos nas eleições do próximo ano. Caiado disse que estará com o senador Aécio Neves (PSDB), em 2014.

— Obviamente, que aqueles que não compreenderam que não dá mais para continuar nesse ciclo vicioso (da política tradicional), até já (estão) procurando outros lugares para poder ficar na mesma frequência.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo kasinsk disse:

    Esses dois aí são uma dupla de nada. Os PTralhas vão continuar flanando, afanando e declamando que aqui é o melhor dos mundos. O país está sem nada, sem representatividade, só tem isso aí: bandidos de um lado e gente insossa do outro. Vamos-que-vamos.

PSB reage a Marina e diz que candidato em 2014 é Campos

Um dia depois de a senadora Marina Silva afirmar em entrevista à Folha que tanto ela quanto o governador Eduardo Campos são “possibilidades” para 2014, integrantes do PSB afirmaram que o nome que aparecerá na urna no dia 5 de outubro de 2014 como o candidato do partido à Presidência será o de “Eduardo Henrique Accioly Campos”.

“Não tem isso de discutir lá na frente posição na chapa. A candidatura posta é a de Eduardo e ela vai até o dia da eleição. A cabeça de chapa se chama Eduardo Henrique Accioly Campos e esse será o nome na urna no dia da eleição”, afirmou o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira.

Um dos congressistas que participaram da articulação para a aliança Campos-Marina, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também negou a possibilidade de que o governador possa vir a ceder a vaga a Marina, a depender das circunstâncias.

“Os que apostarem em uma disputa entre Eduardo e Marina vão perder. Não tenho nenhuma dúvida de que a Marina fez opção pela candidatura do Eduardo, e essa candidatura vai até o fim.”

Nesta terça (9), Marina reclamou do destaque dado à sua declaração e disse que falava só em possibilidades para o Brasil, mas voltou a se negar a responder diretamente se descarta a sua postulação.

(Ranier Bragon e Natuza Nery, Folha de São Paulo)

Marina é contra ampliação de aliança para ganhar tempo de TV

Marina Silva não admite a celebração de alianças partidárias a qualquer preço. “Não pode ser o tempo de televisão que vai nos aprisionar a uma lógica política que não nos dá a chance de mudar”, disse ela em entrevista ao blog. “Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar. Isso já tem quem está fazendo.”

O vídeo acima contém um trecho da conversa que Marina teve com o repórter no final da manhã desta terça-feira (8). A totalidade da entrevista será veiculada logo mais, aqui mesmo no UOL. Nesse extrato, o repórter recordou a Marina que o PSB já abriu negociações com legendas como o PDT de Carlos Lupi e o PTB de Roberto Jefferson. A nova parceira de Eduardo Campos levou o pé atrás.

“Uma coisa era o Eduardo com todas as dificuldades, em uma lógica que eu desconheço, porque não estava convivendo com ela, viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB.”

Para Marina, o acordo firmado com a Rede no último sábado (5) inaugurou no PSB uma nova fase. Ela diz depreender das manifestações de Eduardo Campos que “todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político, uma inflexão que terá que ser metabilizada dentro do PSB.”

Marina recorda 2010: “Eu, com 1 minuto e 20 segundos de televisão, tive 19% dos votos.” E acentua: “Não pode ser o minuto de televisão, 30 segundos de televisão, que faz com que a gente jogue o futuro da nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos não pode ser feito em base no toma-lá-dá-cá.”

Como que decidida a deixar bem claro que prefere perder a subverter os seus valores, Marina repete uma frase que pronunciou à exaustão na sucessão passada: “Eu dizia na campanha de 2010 que eu preferia perder ganhando do que ganhar perdendo. E eu continuo com o mesmo ponto de vista. É preferível perder ganhando do que ganhar perdendo.”

Josias de Souza UOL

União de Marina e Eduardo Campos separa Wilma do PT e do PMDB‏

Fato novo da sucessão presidencial, a aliança política entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pode produzir efeitos diretos nas eleições do Rio Grande do Norte do próximo ano. Após ver negado pelo Tribunal Superior Eleitoral o pedido de registro da Rede Sustentabilidade, a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula surpreendeu a todos com o ingresso no PSB, comandado por Eduardo Campos.

E por que a surpresa? Marina tinha à sua disposição, para disputar o cargo de presidente da República, pelo menos sete partidos. Dona de 20 milhões de votos recebidos nas eleições de 2010, a ex-senadora preferiu, no entanto, desembarcar numa legenda que já tem candidato.

O ingresso de Marina Silva no PSB, onde poderá ser candidata a vice-presidente, surpreendeu Governo e Oposição. E confirmou, pelo menos uma coisa: Eduardo Campos será, sim, candidato a presidente da República, já que tem o controle do partido e do processo de indicação.

E o que isso muda no Rio Grande do Norte?

A confirmação da candidatura de Eduardo Campos reforça o projeto de candidatura da vice-prefeita de Natal e ex-governadora Wilma de Faria, líder nas mais recentes pesquisas de opinião.

Com a união de Marina e Eduardo Campos, o PSB será excluído das coligações majoritárias e proporcionais que envolvam partidos da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. Desse modo, foram para o vinagre projetos como o de alianças entre o PSB e o PMDB do deputado Henrique Eduardo Alves.  Conversações que haviam sido iniciadas apontavam para a possibilidade de formação de aliança tanto para a chapa majoritária quanto para a proporcional.

Conclusão: Juntos, Marina e Eduardo Alves fortalecem um projeto de oposição a Dilma, mas impede que, no Rio Grande do Norte, Wilma e o PMDB estejam no mesmo palanque.  Não haverá aliança para governador e também para a formação de chapa para deputado federal e estadual.

A partir daí, vários outros projetos sofrerão alterações.

Oponentes no plano nacional, o PT de Fátima Bezerra e o PSB de Wilma de Faria também não estarão juntos em 2014. E ambas são as preferidas num possível cenário de disputa pelo Senado. Com uma diferença: Fátima Bezerra quer ser candidata a senadora, enquanto Wilma tem no Senado apenas uma das três alternativas possíveis.

Marina e Eduardo Campos , juntos, prometem atrapalhar os planos de Dilma. Mas já começaram a alterar os planos do PSB, PT e uma parte do PMDB.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pablo disse:

    Resumindo, esse fato político nacional foi mais prejudicial para o PMDB local. Explico.
    Fátima tem condições de ser eleita Senadora mesmo sem aliança com o PSB local, principalmente se Wilma for candidata a Governadora. Creio que esta última opção é a desejada por Eduardo Campos para ter um palanque forte no RN.
    Wilma, mesmo candidata isolada a Governadora, tem chances reais de ser eleita.
    Já o PMDB não tem condições de fazer um Senador e até um Governador, atualmente, sem uma aliança com o PT ou PSB. Por isso estão investindo todas as suas fichas no canto de sereia a Carlos Eduardo. Espero que o Prefeito não caia nesta armadilha.

Marina diz que coerência vai marcar decisão sobre futuro político; anúncio nesta tarde

323546-970x600-1Após ver o registro da Rede Sustentabilidade barrado pela Justiça Eleitoral, a ex-senadora Marina Silva afirmou na madrugada desta sexta-feira (4) que a “coerência” vai direcionar sua decisão sobre seu futuro político.

Marina irá se reunir na manhã desta sexta com a Executiva provisória da Rede no prédio da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), na Asa Sul de Brasília. A ideia é que integrantes do partido nos Estados também se manifestem via teleconferência.

A assessoria do partido diz que Marina anunciará seu futuro político em entrevista coletiva à imprensa, às 15h.

Na noite desta quinta-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu por 6 votos a 1 que o partido não conseguiu obter o respaldo popular exigido em lei, que é de pelo menos 492 mil eleitores –faltaram quase 50 mil assinaturas de apoio.

Para atingir o número mínimo de assinaturas, a Rede pedia que o TSE tornasse válido um lote de quase 100 mil assinaturas que haviam sido rejeitadas pelos cartórios eleitorais de forma injustificada, segundo o partido. A relatora, Laurita Vaz, negou esse pedido sob o argumento de que é “inconcebível com o ordenamento jurídico a validação [das assinaturas] por mera presunção”. Além deles, votaram contra Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello, e a presidente do tribunal, Cármen Lúcia. A favor da Rede, ficou apenas Gilmar Mendes.

Com a rejeição, Marina terá que se filiar entre essa sexta e o sábado a uma outra legenda se quiser se candidatar nas eleições do ano que vem (vence no sábado o prazo para que os partidos existentes filiem os candidatos).

Após a decisão do TSE, Marina se reuniu por mais de seis horas com integrantes da Rede e familiares. Ela disse que sua vida política segue sempre uma mesma lógica. “O que mais você me ouve falar é [coerência]. É quase um mantra. Vocês acham que eu ia ter uma crise de incoerência depois [do julgamento]?”, questionou.

No encontro, que teve até bate-boca, o grupo político de Marina discutiu como alternativa ao veto à Rede se filiar a três partidos (PPS, PEM e PHS) para poder viabilizar a candidatura dela ao Palácio do Planalto em 2014.

Ao todo, ela recebeu convite de sete legendas, entre eles do PDT.

Na conversa com 20 apoiadores, ela ouviu apelos diversos entre se filiar para concorrer à Presidência e não se ligar a outro partido para evitar que sua imagem e seu discurso sofram ataques ou passem por desgastes.

Folha

Com 'pesar', Ministério Público diz que partido de Marina não tem condições de ser aprovado

299217-970x600-1Devido à insuficiente comprovação de apoio popular, o Ministério Público Eleitoral recomendou nesta terça-feira (01) à Justiça que negue o pedido de registro do partido da ex-senadora Marina Silva, o que aumenta as dificuldades para que ela dispute o Palácio do Planalto pela Rede Sustentabilidade.

Em parecer assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, o Ministério Público afirma que o pedido do partido “continua sem condições de ser atendido”. “Criar o partido com vistas, apenas, a determinado escrutínio [eleições de 2014] é atitude que o amesquinha, o diminui aos olhos dos eleitores”, escreveu Aragão em seu parecer.

A decisão de Aragão é baseada no fato de a Rede não ter conseguido validar nos cartórios eleitorais as 492 mil assinaturas mínimas de eleitores em apoio à sua criação. De acordo com a área técnica do tribunal, a Rede entregou apenas 442,5 mil assinaturas válidas –quase 50 mil a menos do que o mínimo necessário.

A posição do procurador é um dos elementos que os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral usarão como base para decidir, nesta quarta ou nesta quinta, se aprovam ou não a Rede. Para participar das eleições de 2014, o partido precisa ser aprovado nesta semana.

Em seu parecer pela rejeição do pedido, Aragão rejeita a tese central da Rede para tentar conseguir sua aprovação, a de que o TSE deve considerar válidas 98 mil assinaturas que foram rejeitadas pelos cartórios sem que eles tivessem divulgado os motivos da recusa.

“Na praxe cartorária, o não reconhecimento de firma [assinatura] não demanda motivação para tanto. Uma firma deixa de ser reconhecida pelo simples fato de não haver correspondência entre as assinaturas confrontadas. Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98 mil assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido, não dos cartórios.”

No texto, o procurador manifesta, porém, “certo pesar” pelo fato de a Rede não ter conseguido as assinaturas necessárias. “O presente registro de partido político, ao contrário de outros recentemente apresentados a essa corte [ele se refere ao Pros e ao Solidariedade], não contém qualquer indício de fraude, tendo sido um procedimento, pelo que se constata dos autos, marcado pela lisura.”

Apesar de suspeita no recolhimento de assinaturas, o Pros (Partido Republicano da Ordem Social) e o Solidariedade, do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, foram aprovados pelo TSE na semana passada.

“Porém, a criação de um partido não se destina à disputa de determinado pleito eleitoral. Na verdade, um partido é uma instituição permanente na vida política da nação”, segue Aragão em seu parecer. Segundo ele, a Rede deve continuar seu processo de criação, mesmo que não consiga participar das eleições de 2014.

Marina foi por mais de cinco anos ministra do Meio Ambiente do governo Lula, mas abandonou a pasta em 2008 após perder uma queda de braço interna sobre a condução da política para o setor.

No ano seguinte, saiu do PT e ingressou no PV, partido pelo qual disputou a Presidência da República em 2010, tendo ficado em terceiro lugar com 19,6 milhões de votos (19,3% dos votos válidos).

Após divergir com a cúpula do Partido Verde, Marina também abandonou a legenda em 2011. No início de 2013, ela e seu grupo de apoiadores começaram a coletar assinaturas de apoio pelo país para tentar montar a Rede.

O partido afirma ter obtido quase 1 milhão de assinaturas que, após triagem interna, levaram à apresentação de mais de 600 mil aos cartórios eleitorais, responsáveis por checar se os nomes e os dados coletados conferem com o banco de dados dos eleitores. Mas, desse total, apenas 442 mil foram validados pelos cartórios.

Caso a Rede seja rejeitada, Marina ainda tem como opção se filiar a outra legenda para concorrer ao Planalto, mas ela tem se recusado a falar sobre essa hipótese.

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maurício Giovani disse:

    É um motivo muito grande esse que leva o Ministério Público emitir votos de pesar em favor de alguém que pegou chorinho só porque não conseguiu ter o seu próprio partido. Não duvido que em breve, emitam votos públicos de pesar em favor dos mensaleiros por conta de suas prisões.

Carlos Eduardo recebe grupo empresarial francês interessado em construir Marina em Natal

17627O prefeito Carlos Eduardo recebeu na tarde dessa terça-feira (17),  no Palácio Felipe Camarão, representantes de um grupo empresarial francês interessado em investir na construção da Marina de Natal. Essa foi a quinta vez que a comitiva europeia esteve na cidade e dessa vez, eles vieram confirmar que escolheram a capital potiguar como o destino de investimentos do grupo. Participaram da audiência o titular da secretaria municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde), Fernando Bezerril, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Marcelo Toscano, o Procurador Geral de Natal, Carlos Castim, além da consulesa honorária da França no Rio Grande do Norte, Sylvie Gradel.

Eles solicitaram ao chefe do executivo municipal a redação de uma carta de intenções, explicando que a administração de Natal apoia a iniciativa da construção do equipamento náutico. Com a posse do documento os empresários poderão sair ao mercado para captar os investimentos para viabilizar o projeto. Carlos Eduardo determinou que fossem adotadas as providências para atender ao pedido.

Carlos Eduardo falou sobre a necessidade que a capital potiguar tem de possuir uma Marina. E destacou que o turismo natalense irá ganhar muito com a construção desse equipamento, vez que o destino Natal é muito bem visto e a exploração do turismo náutico iria trazer ganhos inestimáveis para o setor: “A Prefeitura do Natal apoia integralmente esse projeto e vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que ele seja viabilizado”, disse.

No mês de maio deste ano, esse mesmo grupo apresentou ao prefeito o projeto elaborado pela empresa francesa que tem larga experiência no setor, tendo inclusive participado diretamente dos projetos de construção de Marinas na região francesa de Côte d’Azur. A ideia dos investidores é de construir em Natal uma Marina em mar aberto e, de acordo com estudos elaborados pela empresa, a área cogitada para receber a intervenção seria no inicio da Via Costeira, na Zona Leste da cidade.

O projeto apresentado prevê que a Marina receba aproximadamente 450 embarcações de 8 a 15 metros, escola técnica e de manutenção de barcos e um centro de formação de profissionais náuticos. Os engenheiros também informaram que estão muito preocupados com as questões ambientais e reforçaram que o projeto respeita toda a legislação ambiental brasileira.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Beto Carvalho disse:

    Esse empreendimento privado seria o melhor que se poderia acontecer no atual estágio de letargia
    econômica neste sofrido nordeste brasileiro.Ou seja,a situação é de estar parando o país todo,quase
    sem nenhuma esperança encontra-se este sofrido Brasil.Deus nos salve!

  2. Lina Bilro disse:

    É difícil acreditar que alguém é contra esse empreendimento,ou seja,uma iniciativa que vai trazer
    tantos benefícios ao nosso Estado do Rio Grande do Norte.No momento,precisamos de maior turis-
    mo seja aéreo,terrestre ou náutico,pois todos contribuirão para o nosso engrandecimento de im-
    postos,empregos e bons negócios.O país vive um momento em que o poder público não quer investir
    por motivos do conhecimento de todos,não podemos parar a economia, precisa andar,isto é,para o bem
    de todos.

  3. Rodrigo disse:

    Além de tudo que já foi dito,por sua vez,devemos lembrar que com a marina referida se
    dará muito charme para a orla natalense,bem como será uma grande atração turística para essa bela cidade brasileira.Por fim,muitos empregos e negócios serão realizados.

  4. Omar Salgado disse:

    DE NOVO ?????????????????????????????????
    Essa muganga da Marina mais parece a Gretchen, que quando a gente pensa que já morreu aparece de novo prá assustar todo mundo.
    Caia na real, Prefeito !!!! A saúde do Município está igual ao tempo de Micarla, mas misteriosamente a mídia silencia !!!!!!!! E o Sr. é honesto, mas está meio ruinzinho de gestão, viu ? Cuidado prá não virar uma Rosalba de calça comprida, honesto mas incompetente…

    • Ana Elizabeth disse:

      Esse marina dará um grande impulso ao turismo do Estado do Rio Grande do Norte,por
      sua vez,a bela cidade do Natal será prestigiada com uma valiosa e formosa marina.Te-
      mos belas praias em todo nosso litoral,com uma marina semelhante as existentes no Caribe,Palma de Majorca e na Riviera francesa.É uma marina do primeiro mundo,da-
      rá uma beleza especial,a inveja será grande ,mas devemos superá-la com altivez e
      força de vontade,com o apoio das nossas classes empresarial e política,sem comple-
      xo de inferioridade.Devemos pensar grande,pois o empreendimento aludido trará
      oportunidades e muitos veleiros de todo o mundo.