A QUÍMICA DA TEIMOSIA: Estudo inédito explica por que o cabeça-dura não muda de opinião

Steve Jobs (à esq.) e Bill Gates: a rivalidade entre eles foi transferida para os fãs e impediu que cada um dos lados enxergasse as qualidades do outro John G. Mabanglo/EFEAnadolu Agency/Getty Images

Poucas rivalidades na história do capitalismo — e certamente nenhuma na indústria da tecnologia — foram tão intensas, divertidas e fecundas quanto a que marcou a trajetória de Bill Gates, fundador da Microsoft, e Steve Jobs (1955-2011), criador da Apple. Durante pelo menos três décadas, os dois gênios transitaram entre os campos do antagonismo profissional e da inveja pessoal pura e simples, disputando o domínio do mercado e a reverência da sociedade, enquanto a corrida tecnológica fervilhava. Eles não poderiam ser mais diferentes. Gates era um nerd tímido. Jobs, um hippie contestador. Cada um ao seu modo, influenciaram milhões de pessoas e acabaram, mesmo que sem a intenção, transferindo a oposição entre eles para os fãs. No decorrer dos anos 1990 e 2000, no auge da rivalidade, os applemaníacos torciam o nariz para qualquer lançamento da Microsoft. No outro lado do ringue, os admiradores de Gates desprezavam os produtos da empresa da maçã. Os dois grupos jamais mudariam de opinião, mesmo se estivessem diante de uma grande obra: na cabeça deles, estava nitidamente cristalizada a ideia de que, se a Apple era boa, a Microsoft deveria necessariamente ser ruim — e vice-versa. De maneira simplificada, essa visão de mundo poderia ser traduzida como uma típica teimosia.

Um estudo publicado pela revista científica britânica Nature e conduzido por pesquisadores da University College London apontou, pela primeira vez, os processos neurais que levam à dificuldade de mudança de opinião depois que um conceito se solidifica no cérebro. Não seria exagero afirmar, portanto, que os cientistas descobriam o que está por trás do cabeça-dura, aquele sujeito que jamais altera seu ponto de vista, mesmo se todas as evidências mostrarem o contrário do que ele pensa. No estudo, 75 voluntários precisavam decidir se uma nuvem de pontos pretos estava se movendo para a esquerda ou para a direita. Depois, eles indicaram até que ponto estavam seguros sobre aquela escolha. Na sequência, os participantes receberam mais informações sobre os pontos pretos, que deixaram mais claro qual era a direção correta. Contudo, aqueles que indicaram níveis mais altos de confiança sobre a primeira decisão não absorveram os dados adicionais que poderiam corrigir um erro de avaliação — reação conhecida como “viés de confirmação”. Com um scanner de magnetoencefalografia, os pesquisadores acompanharam a atividade cerebral durante o processo de tomada de decisões. A explicação para o comportamento se tornou química: o cérebro apresentou “pontos cegos” quando recebeu informações contraditórias, mas continuou sensível àquelas que confirmavam a escolha inicial.

A pesquisa se diferencia por demonstrar que o viés de confirmação existe até mesmo no caso de uma atividade extremamente simples, como acompanhar pontos pretos na tela de um computador, de acordo com o psicólogo e neurocientista Max Rollwage, o principal autor do estudo. “A falta de elementos complexos, como ideologias e relações afetivas, mostra que o processo é central dentro de um mecanismo muito básico”, disse ele a VEJA. Em situações mais abrangentes, como a maneira de as pessoas interpretarem informações sobre a pandemia da Covid-19, por exemplo, pode ser ainda mais difícil mudar de opinião. “Evidências científicas sobre o coronavírus evoluem rapidamente e é preciso absorver as atualizações e mudar comportamentos e crenças de acordo com as novas constatações”, afirma o especialista. Nesse caso, portanto, os conceitos preestabelecidos estão tão arraigados no cérebro que o indivíduo resiste a absorver percepções diferentes.

A psicologia do comportamento humano é descrita há muito tempo na literatura universal e desde os anos 1960 existem relevantes estudos científicos sobre o assunto. A novidade agora é que os pesquisadores conseguiram esclarecer de que forma a química da teimosia se manifesta na mente. “Até o nosso estudo, uma das hipóteses era que as pessoas recebiam informações conflitantes, mas poderiam escolher desprezá-las”, diz Rollwage. “Com a avaliação dos mecanismos neurais, mostramos que, em determinado ponto de confiança sobre uma crença, o cérebro simplesmente não processa as novas informações.” Isso pode explicar por que os negacionistas do aquecimento global mantêm suas convicções apesar dos cada vez mais irrefutáveis argumentos científicos, ou por que os terraplanistas sustentam que a Terra não é redonda apesar das estonteantes imagens de satélites que confirmam, evidentemente, que o planeta é uma imensa bola azul (leia o quadro na pág. 66). Lógica idêntica ajuda a entender, na política, os motivos para a polarização radical, que não cede espaço a visões mais moderadas. Mesmo se houver provas em contrário — denúncias de corrupção, flertes com o autoritarismo — os cabeças-duras não abandonam seus políticos de estimação, sejam eles de direita ou de esquerda.

Os conceitos estabelecidos por grupos sociais são ainda mais difíceis de mudar. “A característica fundamental do ser humano é formar coletivos”, diz Paulo Boggio, psicólogo e coordenador do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Dentro dos grupos, diz Boggio, a ideia de sobrevivência e a aproximação com aqueles similares a nós levam as pessoas a pensar de maneira parecida. Com o passar do tempo, as convicções semelhantes são reforçadas em conjunto e acabam se tornando pilares complicados de derrubar. É exatamente esse mecanismo que alimenta as torcidas de futebol, com o seu fanatismo que muitas vezes resulta no ódio ao rival (e, infelizmente, em cenas de violência). O mesmo conceito está por trás de grupos extremistas, radicais religiosos e facções de todos os tipos, incapazes de compreender ou ao menos escutar o outro. Com o cérebro programado por ideias preconcebidas, os integrantes dessas comunidades são impermeáveis a mudanças de comportamento.

Nem sempre, porém, é possível estabelecer uma resposta certa ou errada para muitas questões. Nas sociedades livres, a diversidade de opiniões e o debate entre pessoas que pensam de forma diferente são a maneira de chegar a um consenso e evoluir em pontos divergentes. Também é preciso dizer que, desde que uma ideia não provoque danos a princípios civilizatórios, ela pode ser defendida até o fim. Não são raras as ocasiões em que a teimosia demonstra seu valor. A inglesa J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, teve seus originais rejeitados por doze editoras antes de se tornar uma recordista em vendas de livros. Grandes gênios da inovação igualmente sofreram com o desdém de outros e, não fosse a irredutível obstinação, produtos como o iPhone, de Steve Jobs, ou o Windows, da Microsoft, talvez ficassem pelo caminho. Sem a insistência típica dos vencedores e a sequência de erros e acertos que constitui a construção do pensamento científico, o mundo certamente seria um lugar pior. A teimosia, porém, não faz sentido quando sustenta convicções comprovadamente equivocadas. Por mais que o cabeça-dura não acredite, a Terra é redonda, o planeta está aquecendo e Jobs e Gates produziram obras extraordinárias.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. RICARDO LÚCIDO disse:

    Esse estudo me interessa . Eu era um cabeça dura . Deixei de usar vermelho até na cueca , só anca de verde amarelo . De vermelho do respeitava sinal . Minha querida sogra era PETÊ doente . Tinha uma foto de Lula na carteira , chamei ela de sabugo vermelho e de véia mocoronga , Co meu cunhado da Petrobrás quase Íamos as vias de fato . Eu era BOZO , o sangue que corria na minhas veias era verde e amarelo , pintei minha cadelinha de verde amarelo. Briguei com o dono da mercearia que até cortou crediário . Era cabeça dura , não tinha acordo . Hoje sou um homem alforriado . Rompi as amarras da BOZOLÂNDIA . Hoje todo serelepe ( kkkkk) grito aos quatro cantos : VOTEI NELE E ME ARREPENDO . .

    • paulo disse:

      Ihhhhhhhh o papagaio louro José de novo, repetindo tudo outra vez. Tem que ser muito In-lucido mesmo.

Musa global Juliana Paes critica o politicamente correto “do jeito que vem sendo praticado”, diz que não vai boicotar Bolsonaro, torce pelo país, e reclama de “polarização boba”

Foto: Rodrigo Bueno

Juliana Paes pede uns segundos para fazer uma ligação importante para o marido, o empresário esportivo Carlos Eduardo Baptista, para saber das crianças, Antonio, de 6 anos, e Pedro, de 8. “Amor, quais são os planos? Já estão na praia! Ia sugerir isso. O domingo está lindo demais.” É o único dia de folga da atriz na semana, e sua família está a alguns quilômetros de distância. “Nos últimos meses, estou sendo mais Maria da Paz do que eu”, diz ela, referindo-se à boleira que interpreta na novela “A dona do pedaço”, de Walcyr Carrasco. “Hoje, vou ser a Juliana um pouquinho”, acrescenta, olhando a arara cheia de roupas brancas e pretas que usaria neste ensaio de capa.

A atriz fluminense conta que não tinha a intenção de se envolver num projeto dessa magnitude no momento. Queria tempo para ficar com os filhos, cuidar da casa e “sair para comprar lençóis”. Mas não conseguiu recusar o papel. “O que me move atualmente é poder levar uma mensagem de esperança para milhões de pessoas. Essa protagonista é uma bandeira de positividade, uma mulher que venceu pela força de seu trabalho. Eu, minha mãe e toda brasileira somos uma Maria da Paz”, comenta. “Depois de tantos dramas, ela poderia ser amargurada e melancólica. Mas não! Nosso povo sorri mesmo que esteja na pior. Somos, assim como Maria, um tiquinho ingênuos. Acreditamos no outro até que ele prove que não é bom.” Desde o começo, Juliana foi a primeira opção de Carrasco para estrelar o folhetim. “Ela não é só bonita, mas tem um carisma impressionante. É uma grande atriz capaz de transmitir as emoções mais profundas”, elogia o autor.

Aos 40 anos (“A sensação dessa fase é: OK, não sou mais uma menininha de 20, mas posso dar surra em muitas delas”), Juliana afirma que ainda não tinha vivido algo parecido em sua carreira. De acordo com seus cálculos, a personagem está em 46% das cenas da trama. A carga é pesada, com uma jornada de 12 horas de gravação — de segunda a sábado. Nos bastidores, é chamada pelos colegas de “mulher de aço”. “Já falei para o pessoal parar com isso (risos) . Eu realmente seguro a onda. Imagina se eu adoeço, como vai ser?”. Para Reynaldo Gianecchini, a atriz é sempre presente e troca muito com a equipe. “Ju é divertida e tem uma energia que não acaba. Também é carinhosa e estimula o elenco inteiro, sem deixar a bola de ninguém cair. É uma delícia contracenar com ela”, diz o ator.

A atriz acredita que desenvolveu esse espírito de liderança por ser a mais velha de quatro irmãos. “O primogênito vem com a missão de ser o cabeça, abrir os caminhos para os que vêm na sequência. Meus pais não me deram nada de mão beijada, até porque não tinham para dar. Fui criada num ambiente simples e amoroso, mas de respeito. Mamãe passava seu recado com o olhar.” Com os filhos, ela confessa que é adepta de uma “educação lúdica”. “Meu marido e eu somos complementares. Dudu é pragmático, eu, por ser artista, tenho uma visão mais romântica da vida. Tento solucionar tudo de maneira intuitiva. Nunca levei meus filhos ao psicólogo para resolver qualquer tipo de questão. São garotos tranquilos, que não dão problema na escola. O grande dilema, na verdade, é a interação com a internet, com os jogos on-line. Não podemos proibir totalmente, mas não podemos deixar correr solto. Qual é a medida correta?”, questiona. “No fim, o mais importante é o que fazemos. Educar é ser. Você quer ser melhor o tempo inteiro. Nesse sentido, a maternidade é um presente maravilhoso.”

Juliana diz que está criando meninos que não “façam distinção entre cores de roupas” e que lutem por equidade de gêneros. A atriz acredita que sua realidade facilita bastante para as crianças compreenderem a diversidade que existe no mundo. “Então, eles estão indo por um caminho de naturalidade”, destaca a atriz, entregando que os herdeiros entendem o tamanho de seu trabalho. “Meus rapazes têm orgulho, inclusive. Dia desses, fui buscar o Antônio no colégio e, ao me ver, ele virou para os amiguinhos e soltou: ‘Ali minha mãe! Ela é famosa’. Achei tão fofo. Aliás, a novela tem um público infantil imenso. Nesse mesmo dia, uma menina me perguntou se eu tinha levado bolo.”

Além dos filhos e do trabalho, há o casamento de mais de uma década com Carlos Eduardo — algo raro no universo do entretenimento brasileiro. “Recentemente, fizemos um curso de inteligência emocional (ideia de Juliana) e aprendemos que a responsabilidade do que acontece com a gente não é do outro. Não dá para terceirizar a culpa. Acabamos as aulas tendo crise de risos analisando nossos últimos perrengues”, diverte-se. “Minha vida conjugal não é perfeita. Temos arranca-rabos, mas existe respeito. Não brigamos na frente das crianças e não armamos barraco em público. Dessa forma, a gente não se expõe.”

Exposição só nas areias cariocas. Vire e mexe, o casal é flagrado por paparazzi na maior sintonia na praia. “Gostamos de tomar uma cervejinha, ficar olhando as crianças brincarem e sentindo a brisa do mar. É nesses momentos que trocamos ideias sobre os meninos. A praia é como se fosse a sala da nossa casa.”

A conversa ganha um contorno diferente, com espaço para o sexo entrar na roda. Segundo Juliana, esse quesito “transcende a coisa do prazer” em relações longevas como a sua. “Depois de tanto tempo, é tudo tão intenso e, ao mesmo tempo, simples. É um momento de repor as energias. É bem mais gostoso hoje do que no começo. Não tem um lugar que eu possa ser mais eu.”

E ser Juliana Paes não é fácil, certo? “Não costumo pensar se o preço que pago é alto. Tenho muitas regalias. Às vezes, sinto de não poder circular pelas ruas do Centro do Rio ou pelos corredores do Mercadão de Madureira. Sou uma pessoa que se comunica bem com o grande público, mas isso acaba virando uma função. Todo mundo vem bater papo comigo como se fosse amigo de infância. E isso tem a ver com o meu jeito, que inspira essa simpatia e empatia.”

A boa imagem perante a audiência a transformou numa das favoritas do mercado publicitário. Corre por aí que uma marca precisa desembolsar, no mínimo, R$ 500 mil para contratar a atriz. “Essa história de cachê é maleável. Depende do período de veiculação e da quantidade de posts nas redes sociais”, desconversa, sem confirmar ou negar valores.

Quando o assunto política é abordado, a atriz vai direto ao ponto. “Torço para que o país dê certo, independentemente de quem esteja em Brasília. Não bato palma para tudo que o presidente Jair Bolsonaro diz, mas vamos apoiar já que ele está lá. Não vou boicotar. Essa polarização é boba. Entre o branco e o preto, há infinitos tons de cinza, muitos pensamentos e ponderações. Sou a favor do diálogo.” Enquanto o país discute a reforma da Previdência, Juliana, que trabalha muito desde os 19 anos, já se prepara para se aposentar aos 45. “Estou trabalhando para isso e caminhando com esse projeto de vida. Daqui a cinco anos, só saio de casa para fazer algo se eu estiver muito a fim. Talvez vire produtora ou diretora. Dizem que meus palpites são bons. Tenho vontade de sair, estudar e ficar mais esporádica nessa brincadeira, nessa roda-viva.”

Contra o politicamente correto — “do jeito que vem sendo praticado”, frisa —, Juliana foi ausência no movimento “Ele Não”, manifestação liderada por mulheres como forma de rejeição à candidatura de Bolsonaro. “Não sou obrigada a compartilhar uma hashtag só porque geral postou. Não considero ético pegar meus 19 milhões de seguidores no Instagram para opinar sobre um tema que não domino. Prefiro me abster. Achar que as pessoas precisam saber o que você pensa é o ego falando mais alto.”

Bem-sucedida no Brasil, a atriz, que segue em tratamento para minimizar os efeitos de cistos nas cordas vocais, não tem a ambição de carreira internacional. “Para quê? Não sou mais uma aqui. Não tenho esse desejo de me mudar para Los Angeles, fazer lobby e viver aquela fogueira das vaidades. Tenho até um pouco de medo.” Coisa de quem sentiu na pele as consequências do sucesso. “A gente percebe esses ciuminhos acontecendo do nosso lado. Na novela ‘A força do querer’, na qual interpretei a Bibi Perigosa, notei esse sentimento de uma maneira forte no ambiente. Mas encaro com normalidade. Se eu fosse uma dentista ou uma jornalista de destaque seria igualmente visada.”

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fagner disse:

    Governo vergonhoso. Presidente doente.

  2. Rmam disse:

    O Brasil acabou no dia em que um deputado exaltou um torturador e não saiu algemado do congresso.

  3. J. Dantas disse:

    *Concordo plenamente em gênero, número e grau… Já era apaixonado pelo trabalho dessa atriz, agora passei a amar. Essa polarização de torcedores doentes e idiotas da extrema esquerda e extrema direita, vão terminar de enterrar o Brasil… Não votei e não voto em doentes de direita e muito pior da esquerda, por achar que extremismos não contribuem para uma sociedade mais justa… Todos os doentes fanáticos só pensam no poder pelo poder, esquecendo o país…o mais importante!

  4. lulapreso disse:

    Além de bonita, talentosa é inteligente. Não se deixa levar pela mídia viúva das verbas governamentais. Valeu Juliana Paes!

O que a imprevidência de Luís XVI ensina ao RN e seu ajuste fiscal

por Dinarte Assunção

Quando era criança, o último rei da França, Luís XVI recebeu uma previsão astrológica segundo a qual tivesse cuidado com os dias 21. Por um tempo, o marido de Maria Antonieta era tão apavorado que sequer trabalhava nos dias 21. Até que abraçou a imprevidência.

No dia 21 de junho de 1791, por causa de Revolução Francesa, Luís e sua rainha foram presos em Varenes enquanto tentavam escapar da França. Em 21 de setembro de 1791, a França aboliu a instituição da realeza e proclamou-se república. Finalmente, em 21 de janeiro de 1793, Luís XVI foi executado na guilhotina.

Se o dia 21 era o inevitável destino de Luís XVI, dele não poderia escapar.
Quando o inevitável chega, só resta a rendição.

Isso posto, nossa própria Revolução Francesa, a inquietação social que expõe os abismos entre as ilhas de excelência do serviço público potiguar, nos coloca diante do inevitável, qual seja, a realeza encastelada na estratosfera das folhas salariais não cabe mais no Estado que podemos pagar.

O ajuste fiscal que a Assembleia Legislativa vota nos próximos dias, no entanto, não atinge a realeza, e é isso que torna legítimo o grito do servidor que indaga por que os cortes vão lhe afetar tão drasticamente e a nobreza vai passar praticamente incólume.

Por mais compreensível que seja a reivindicação dos mais afetados, no entanto, nenhum ajuste que parta do Centro Administrativo pode derrubar auxílios-moradias; verbas de gabinete ou salários estratosféricos em outros poderes, pois se tratam de direitos previstos em legislação que não é estadual.
Necessitamos, portanto, de uma Revolução Francesa nacional para corrigir os abismos locais.

Como não dá para esperar, o Estado se propõe a fazer o que está a seu alcance, o que acontece tardiamente pela imposição que é característica do inevitável.

Atravessamos os últimos anos perseguindo a crença que de poderíamos esgotar com privilégios – inclusive para os servidores que agora gritam – os recursos do Tesouro Estadual. Agora, como Paulo no caminho para Damasco, caímos do cavalo e nos vemos obrigados à conversão da responsabilidade fiscal.

Para voltar ao inevitável: ou o Rio Grande do Norte passa esse projeto ou os três meses de salários atrasados passarão a ser quatro, cinco. E logo depois os poderes também serão afetados.

Cumpre alertar que os privilégios ululantes se aproximam do cadafalso e da guilhotina, para onde caminhou Luís XVI após ignorar as injustiças que rebelaram a França.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. francisco nunes disse:

    Dois lembretes: 1 – O atual governador, quando presidente da AL contribuiu para a constituição dessa "realeza"; 2 – O inventor da guilhotina também foi guilhotinado.

  2. Luiz disse:

    Parabéns, excelente texto!!!

  3. Cesar b disse:

    Qualquer reforma fiscal só prospera se limitar os gastos como os poderes, principalmente com a JUSTIÇA, que custa MUITO, ainda mais pagando auxílio moradia. O CONTRIBUINTE está farto de bancar esses privilégios.

    • Lino disse:

      O que são os 2 bilhões de auxílio moradia, frente aos bilhões passados para os exércitos da esquerda ?
      Só para o MST, foi mais de 1 bilhão. A justiça não faz parte do problema. Os Sérgios Moro do Brasil merecem seus auxílios e muito mais. Juízes ganham menos que auditores fiscais. Igual a procuradores do Estado, que ainda podem advogar. Estão há anos sem reajustes e não tem verbas de gabinete. Mas o povo engoliu a corda da esquerda corrupta direitinho e caiu no conto da demonização do judiciário, que é exatamente o que os petistas desejam. Quem bate na justiça ou é cumplice da corrupção ou ingênuo.

    • Santiago disse:

      Lino, seu comentário é que parece ser de esquerdista, principalmente quando defende um Estado caro e cheio de privilégios para algumas classes de funcionários públicos. Essa tal de justiça custa muito, muitíssimo dinheiro ao bolso do contribuinte brasileiro com seus fartos salários, um monte de gratificações sem o menor sentido (auxílio moradia para aqueles que residem em mansões próprias a vinte anos), um monte de proteções jurídicas contra abusos de poder e falta de transparência em suas ações, chegando ao absurdo do magistrado condenado ser aposentado e receber salário integral (que é muito alto por sinal). Juiz no Brasil custa, pelo menos, 5 vezes o que custa um juiz na Suécia. Concordo contigo quando escreves que algumas outras classes de servidores públicos ganham uma fortuna de dinheiro (auditores fiscais, procuradores, delegados, militares do alto comando, entre outros). Para esses, deve-se também, sem o menor pudor, cortar a gordura, e se puder a carne também. Ganham muito, desproporcional a outros servidores públicos de serviços essenciais para a população (saúde, educação e segurança pública). O contribuinte pobre do Estado sofrido e falido do RN não aguenta mais sustentar esse povo. Outrossim, deixe de ser maniqueísta tentar em justificar os fins por outros meios (quando cita PT e seus asseclas). Justificar o erro pelo erro. Melhore seus argumentos.

    • Promotor disse:

      O problema. é o nome da rubrica. É constrangedor o cara ganhar 30 mil e receber auxílio moradia. Isso deixa o contribuinte que ganha pouco furioso. E tem mais, o juiz vira alvo de chacota. Em todo lugar q chega quando sai a turma baixa o pau.

  4. Frasqueirino disse:

    As verbas de gabinete podem, sim, ser extintas por legislação estadual. "Basta" a ALRN aprovar.
    E sobre as isenções fiscais??

  5. Danton disse:

    Diante do quadro estabelecido, eu também pensei na Revolução Francesa. Vai terminar a turba invadindo os palácios do RN, onde estão encastelados aqueles que ganham fortunas de um Estado falido, enquanto o povo e funcionários públicos humildes sofrem à mingua. Lembram da Bastilha, pois acho que está bem pertinho de acontecer.

  6. Felipe disse:

    Não vi nenhuma linha falando dos generosos regimes especiais de tributação que beneficiam algumas castas familiares do RN. Nem muito menos dos bondosos contratos de publicidade dos órgãos públicos com a imprensa marrom do RN.

    • Wilson disse:

      Isso não faz nem cócegas se comparado ao que é gasto com a casta dos funcionários públicos. 1 bilhão o governo torra com FP em três meses. Isso é um saco sem fundo, depois tragam mais 1 bilhão…

EDITORIAL: Para um crise grave, precisamos de medidas drásticas; não podemos esperar

 

A notícia de que bandidos invadiram e depredaram uma delegacia de polícia na zona Norte de Natal e que invadiram e roubaram a C&A, no centro de Natal, não é o fim, mas o começo do agravamento da crise que assola o Rio Grande do Norte. Estamos chegando ao inevitável, um ponto em que as instituições que aí estão não terão mais condições de reagir ao caos. Elas ainda têm.

Outra prova desta situação é o descumprimento da decisão judicial que determinou o retorno das atividades do policiais militares e bombeiros ao serviço. Quem haverá de criticar a decisão dos policiais? Tomada por uma magistrada dentro de um gabinete refrigerado e com os salários em dia, a decisão descumprida revela um tempo em que o peso da Justiça já não causa nenhum temor.

Em que pese o cenário de caos, as instituições, notadamente o Governo do Estado, têm o dever de repor a ordem. Ora mais, se é evidente que a força judicial não é suficiente para colocar os PMs nas ruas, o governador tem a obrigação de buscar alternativas, pois não basta mais dizer o que foi feito no setor de segurança se isso não resulta em policiamento nas ruas.

As tentativas em conseguir recursos para colocar a folha salarial em dia e fazer com que os PMs voltem às ruas devem obrigatoriamente ser acompanhadas pelo esforço efetivo por mais segurança, pois não podemos esperar mais que as estatísticas desoladoras dos últimos noves dias, tempo em que a PM está aquartelada, cresçam: foram 450 roubos e furtos e 59 homicídios.

Cumpre ressaltar que em período tão periclitante como esse, quando houve a crise no sistema prisional, o governo conseguiu, com o Palácio do Planalto colocar o Exército nas ruas. As mesmas condições se apresentam agora.

Esse blog tem contribuído para o debate sobre o tema e não pode se furtar ao seu papel de criticar quando assim o for. Temos sido alvejados por criticar o posicionamento da PM e a frouxidão do Estado na reação à situação que nos coloca diante dos versos de Tom Jobim: é pau, é pedra é o fim do caminho.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Independencia ou morte disse:

    Acho interessante eh que pra o rio de janeiro rio grande do sul tudo eh liberado , pra nos do RN tudo eh travado? Apoio a greve da PM, apoio deixar os deputados sem salario pra que se pague os demais funcionários, eles nao foram eleitos para representar o povo, entao. No Brasil deveria vigorar leis estaduais independentes semelhante ao EUA. Ai sim a PM poderia fazer uma limpa na bandidagem e nosso estado ficaria um paraiso de verdade.

  2. eu disse:

    Todo Apoio ao Movimento da PM, chega de hipocrisia nesse Estado Mediocre e subdesenvolvido. aqui pagamos imposto para bancar a regalia de uma corte de magistrado e promotores que não tem escrúpulos em serem coniventes com o indecente. Onde estava o MP que não cobrou condições de trabalho pra a PM? deixou munição vencer, colete vencer, viatura sucatear. quando a PM mata um vagabundo o MP está lá para acusar o policial, tentar mandá-lo para a cadeia. Quando o governador é acusado de desvios na assembléia…. onde está o MP?! fazendo acordo pra receber aumento, auxílio moradia, ora tenham vergonha. Onde estão os senhores deputados que não param de meter cargos comissionados na ALRN, de inventar TV para empregar apadrinhados, assembléia cidadã pra promover o presidente. KD que fizeram alguma proposta de reequilíbrio dos repasses para os poderes. KD os desembargadores com seus milhares de cargos comissionados no judiciário, seu auxílios moradias milionários KD?! parem de ser hipócritas e de responsabilizar a PM, ninguém tem a obrigação de colocar a vida em risco por autoridades desse calibre. Todo apoio à greve da PM !! e que Deus nos proteja!!

  3. Pedro disse:

    É só tirar o dinheiro do tjrn, alrn e do TCE para pagar o restante do funcionalismo …

  4. Dalton disse:

    O Rio Grande do Norte não suportará outro político como governador nas próximas eleições, analisem o que estou dizendo… Se não for um cara com outra visão, um gestor, um administrador. Este estado estará fadado a falência total, e lembrem bem. Tem uma senadora que está forte aí se apresentando e poderá ser o CAOS de vez para o nosso Estado. Pois tivemos uma senadora que foi e é prefeita e tinha uma base do que é administrar a coisa pública, e foi no governo decadente. O pior ainda poderá acontecer.

  5. Povo disse:

    Enquanto isso o Governador não faz um pronunciamento tão pouco o vice. A sensação é que abandonaram a cadeira, então nesse caso que seja pedida a intervenção federal

    • paulo disse:

      Ele não pede o boné por que está no STJ e ai pedindo o processo vem para a 1ª instancia e andará rapidinho como o de henriquinho. Esse foro privilegiado é um MURRO na cara do Cidadão de bem.

  6. Ivan disse:

    Se não tem dinheiro pra quitar a folha, prioriza a saúde e educação!!! O resto pode esperar, inclusive os repasses ao poderes inúteis…

  7. Zózimo disse:

    Da mesma forma, nada de votar em agripino, garibaldi e Carlos Eduardo.. O desgoverno é grande, mas a sabotagem dessa turma também.

  8. Pinheiro disse:

    Lembrando a todos que os salários de novembro já foram pagos a Soldados e Cabos da polícia militar e bombeiros desde do dia 22 de dezembro, ouve o pagamento de 2 mil a 3 mil reais.

    • Povo disse:

      Os cabos não receberam… Procure se informar!!! Não seja irresponsável. A luta não é só por salário, envolve condições de trabalho. Pq vc acha que o oficialato da PM está indignado. É pela falta de munições,coletes,viaturas etc, os batalhões estão caindo !!!! Ninguém aguenta mais

    • Rafael disse:

      Minha turma é toda de soldado e tb não recebeu ….ficamos na última turma de férias …e quando se junta salário mais férias passa os 3.000 reais ,resultado tem mais de 600 soldados que já são poucos sem receber tb!!! Então não diga o que vc não sabe .

  9. Paulo disse:

    NÃO REELEJA NINGUÉM !!!!!!!

  10. Jorjão disse:

    Ainda bem que tem Tatiana Mendes Cunha, pois é ela que está governando o Rio Grande do Norte. Robinson há muito que abandonou a nau…

  11. João Maria disse:

    É legitmo a luta dos policiais como qualquer trabalhador que trabalha e não tem seus salários pagos.
    Porém há pouco tempo atrás essa mesma policia com os salários pagos sentarem o sarrafo literalmente nos professores e servidores da UERN e saúde. Que pediam o mesmo que eles.
    A lealdade a Robson FOI paga assim como esse atraso

    • Realista disse:

      Não foi lealdade foi cumprimento de decisão judicial com Oficial de justiça in loco, inclusive, ou os policiais cumprem a decisão do juíz, ou cometem crime de desobediência, seu comentário não conduz com os fatos verídicos.

  12. eu disse:

    Não tem um deputado estadual que tenha a coragem de propor uma mudança na constituição estadual para que os excedentes de recursos do judiciário e legislativo retornem ao executivo para ajudar a menizar essa crise no executivo? paguem a PM e deixem os Deputados sem salário. nos incomodará muito menos a greve dos colarinhos brancos que a da PM. Todo apoio à PM RN.

  13. Jacio Maranhão disse:

    Governador perdeu o controle da situação

  14. Reginaldo disse:

    Quem estiver criticando os policiais, não sabe o que é entrar num carro com pneus carecas, coletes vencidos, munições insuficiente, dois meses de salários atrasados, níveis atrasados, vale refeição devastado que o policial tem que tirar do próprio bolso ou contar com a boa vontade do comerciante.
    Se isso não for humilhante, ainda tem mais, faz 4 anos do último reajuste salarial, fardamento uma vez por ano só pra quem desfila em 7 de Setembro.

    • Umberto disse:

      Rapaz o mesmo risco corre o cidadão comum, no seu carrinho velho. E nem colete vencido tem pra usar. Ó ó mimimi.

    • Rafael disse:

      Ilusão sua que o cidadão de bem corre o mesmo risco ….te convido a fazer uma operação nas bocas de fumo …aquelas que a bala vem primeiro do que a verbalização do policial….e são muitas viu !!!
      Tu mudava de opniao em dois minutos ….e saberia o que um policial passa todo diaaaaaaaaa

    • Silva disse:

      UMBERTO qual é o risco que vc corre aí atrás dessa tela?? Estude! se submeta a um concurso, passe nas provas, nos testes físicos e psicológicos, se forme policial! e se um dia vc tiver capacidade pra isso, vá pra rua defender a sociedade e trocar tiro com quem não tem nada a perder, sobreviva, aí sim vc vai poder abrir sua boca pra criticar a polícia!

  15. JJ disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Bora Robinson agora vc só está devendo a PM 2 meses e meio. É só descontar os 15 dias parados. Se ficar mais 2 meses coçando, a dívida está quitada. Outra coisa, acho que os puliça vão ficar em greve eterna, pois sem redução significativa no custeio da máquina do governo, pagamento em dia nunca mais. Sem isso, pode contratar Bil Gattes e ele não resolve. Depois disso, acho que talvez só o chefe da associação do cabos resolva.

  16. Bruno Moura disse:

    Vão esperar o pandemônio? Corram, paguem os nossos policiais e mais, deve ser feito urgente e seguindo orientações de nosso futuro presidente Bolsonaro, coloquem em prática , claro com todo embasamento jurídico , a ação com bastante energia para com os meliantes, nada de encher cadeia, tem q eliminar mesmo, passar umas semanas eliminando marginal e vai ver o bandido mudar de ramo!!!

  17. marcelo disse:

    O poder judiciario nao precisa ser temido. Nesse caso, a decisao sera desrespeitada apenas se o governo nao tiver a coragem de adotar a medida cabivelem face do ilicito cometido por aqueles que insistem na paralizacao.
    Com a decisao judicial determinando o retorno, a manutençao dos braços cruzados deixa de ser exercicio de um direito e passa a configurar ilicito passivel de sancionamento, inclusive demissao.

    • Mauricio disse:

      Deve ser do Judiciário. Ir pra rua "que é bom" e enfrentar bandidos com fuzis e escopetas X revólver velho e sem munição,, ninguém quer..

    • Rafael disse:

      Teoricão……vc devia ser um ministro do supremo !!!
      Mais deve ser apenas um aluno de direito .

  18. Sérgio disse:

    Pode começar o mimimi, mas, Intervenção militar no Brasil já.

  19. Lorena disse:

    Só queria saber quem critica os policiais como está verdadeiro, se estivesse sem salário, a dois meses e sem décimo, iria para as ruas, só sabe quem passa, sem salários não ja segurança, tá certo os policiais

  20. José Lopes disse:

    A população do RN tem que ir as ruas exigir do governador que faça algo pela segurança dos norteriograndenses, se não têm dinheiro pra pagar a polícia que arranje uma outra solução. Cadê as forças armadas que solicitarem . Vamos pra porta do governador, se o problema vem de outros governos não interessa mais que tem que resolver é o pastorador Robson Farias.

  21. Ana disse:

    Cada um tem que cumprir o seu papel, porém o que se quer aqui é o seguinte: trabalhador, cumpra suas obrigações independente de seu salário ser miserável, está ou não recebendo, ter ou não plano de saúde, ter ou não preservado seu direitos é por ai vai. Já aos governantes é seus asseclas, tudo pode. Seja em relação a salarios onde são sempre os maiores é nunca faltam de forma licita ou não, seja com seus planos de saúde onde usam tudo é não pagam nada, auxílio moradia, paletó, …..todo tipo de pinduricalho pode. Portanto está na hora da população se revoltar contra essa política onde é tudo pra uns é nada para os outros.

  22. Revoltada disse:

    Cadê a bancada do RN de Brasília?

    O único político a favor e que está batalhando é o Governador pelos salários dos servidores. Parece até má vontade e boicote a governo.

    Olhas as eleições!!!

    Estamos vendo tudo e sentindo na pele o quanto trabalharam pelo estado e pais.

    Muito ajuda quem pouco atrapalha!!!

  23. Henrique disse:

    A praga dos 824 convocadosPMRN.. foi Rosalba agora Robinson kkkkkkk Peiiia!!!

  24. Chico disse:

    Brilhante BG vc disse tudo.

  25. Verdadeiro disse:

    Só resolveria se quem não voltasse ao trabalho na rua fosse demitido igual as empresas privadas fazem ,não tirando a razão dos policiais que estão sem salários a três meses mas nos cidadãos temos o direito à segurança o que no momento o estado não está cumprindo!

    • Saco cheio disse:

      E com que dinheiro os policiais vão comprar passagem de ônibus para ir ao trabalho? Com que dinheiro vão se alimentar para aguentar a jornada de trabalho??? Conheço servidores dos estado. Aluguéis atrasados, almoço na casa de parentes, empréstimos com amigos e familiares. Isso é o cúmulo do absurdo!!! O governo tem que ser responsável! O salário do querido governador e dos seu assessores, além dos auxílios está ok né…

    • Rafael disse:

      Meio incoerente vc que cobra a polícia na rua …..como é que o cara vai trabalhar sem receber dois salários ???
      Escravo agora ?? Só falta o tronco e o açoite.

  26. Nosle disse:

    A crise começou qdo fizeram a sacanagem com os #824ConcursadosDaPMRN.
    Agora é peia!!

  27. Jose Tavares de Oliveira disse:

    Não é colocar o exército na rua. É intervenção no estado. Retirar o governador e colocar sim,um coronel do exército para assumir o estado. Aí teremos hierarquia e não associação mandando na Polícia.

FHC diz que a corrupção é pior que o caixa dois, mas será mesmo?

Por interino

Foto: Giovanni Bello – 19.mai.2016/Folhapress

Um dos gângsteres da Odebrecht disse à Lava Jato que Aécio Neves pediu um dinheirão na campanha de 2014. Solícita, a empreiteira pôs R$ 9 milhões no caixa dois dos tucanos. O senador esclareceu que solicitara uma doação dentro da lei. Pouca gente lhe deu ouvidos.

Na quinta passada, dia 2, Fernando Henrique Cardoso veio em seu socorro. Numa nota à imprensa, sintetizou a distinção que está em todas as bocas da baixa política:

“Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção”.

Como a delação da Odebrecht emporcalhará uma penca de políticos, FHC aconselhou separar alhos de bugalhos. Vamos lá, pois. O artigo 317 do Código Penal diz que é corrupção solicitar ou receber vantagem indevida. Em teoria, é simples: o corrupto leva uma grana para beneficiar quem o corrompe.

Na prática, houve nuances. O Supremo, por exemplo, não condenou Collor por corrupção. Alegou que não ficara caracterizado o “ato de ofício”, a ação concreta do presidente para que seu caixa de campanha, Paulo César Farias, recebesse dinheiro e lhe repassasse.

Anos depois, o mesmo Supremo, mas noutra composição, dispensou o ato de ofício para caracterizar a corrupção. Foi no julgamento do mensalão. José Dirceu ganhou determinada soma, disse o STF, mas não apontou o ato específico que ele cometeu para merecer o dinheiro.

O caixa dois, por sua vez, é regido pelo artigo 350 do Código Eleitoral. Ele caracteriza como falsidade a omissão de uma informação que deveria constar de um documento público. Em miúdos: o político omite da prestação de contas o dinheiro que entrou pelo caixa dois.

Voltando a Fernando Henrique. Ele afirma que a corrupção é crime. Já o caixa dois não passa de erro, a ser reparado ou punido. Não é bem assim. A corrupção é de fato crime, punível com 12 anos de prisão. Mas o caixa dois não é erro –é um delito que rende cinco anos de cana.

Até pela escolha de palavras, Fernando Henrique diz que a corrupção é pior que o caixa dois. Será mesmo? É uma discussão crucial. Porque a deduragem da Odebrecht pode implodir o sistema político criado a partir da primeira queda de Vargas.

Afora o hiato da ditadura militar (e noves fora a colocação dos comunistas na ilegalidade), os maiores partidos só puderam funcionar porque o poder econômico os financiou. Isso desde 1945.

Com o passar dos anos, o caixa dois ficou hegemônico. Jatinhos para cupinchas e aspones, programas de televisão onerosíssimos, marqueteiros alugados a peso de ouro, desvios para o bolso dos candidatos “”as campanhas passaram a consumir somas monstruosas.

Os grandes partidos se refastelaram. O resultado está aí: fraude da vontade popular, preponderância do dinheiro sobre o voto, uma casta de vigaristas no poder, nojo da política, podridão.

Os partidos agora tentam salvar os seus parlamentares, prefeitos, governadores e os seus presidentes. Buscam preservar os que usaram e abusaram do caixa dois. Ensaiaram uma anistia que, por desastrada, não vingou. Por enquanto.

Logo, logo, os ratos tentarão outra burla. Estão à cata de justificativas, de um arremedo de ideologia. A distinção feita por Fernando Henrique por certo não lhes passou despercebida.

Mario Sergio Conti – Folha de São Paulo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Cardoso disse:

    Caixa 2 não é corrupção?

  2. Roberto disse:

    Esse santinho aí, é o pior de todos investiguem prá ver.

  3. Ceará Mundão disse:

    Todos os criminosos devem ser punidos. É só aguardar o pronunciamento da Justiça e respeitar o resultado. Sem essa de ficar chamando bandido condenado de "heroi" ou "guerreiro do povo brasileiro". Mas o FHC disse o que diz as leis. A corrupção está no Art. 317 do Código Penal, prevista pena de reclusão de até 12 anos. O caixa 2 está no Art. 350 do Código Eleitoral, que prevê reclusão de até 5 anos. Portanto, considerando o tamanho das penas previstas, qual o crime mais grave, segundo o ordenamento jurídico brasileiro? É o óbvio, sem mimimi.

  4. Jônatas Calaça disse:

    Os dois atos são criminosos e devem ser punidos com cadeia. Cana nestes assaltantes do nosso país.

  5. Verys disse:

    Olha só quem fala. O pior dos corruptos apareceu.

  6. Luiz disse:

    Quer dizer que Caixa dois só é ilegal quando é pro PT?
    Conti reduz argumento de FHC a pó e diz que caixa dois de Aécio é crime sim:
    Em sua coluna nesta terça-feira, o jornalista Mario Sergio Conti destrói o argumento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que vem fazendo declarações tentando minimizar o crime de caixa dois eleitoral; "Fernando Henrique Cardoso afirma que a corrupção é crime. Já o caixa dois não passa de erro, a ser reparado ou punido. Não é bem assim. A corrupção é de fato crime, punível com 12 anos de prisão. Mas o caixa dois não é erro –é um delito que rende cinco anos de cana", escreve o colunista.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  7. Impertinente disse:

    Esse é especialista em Corrupção combinado com Prescrição, uma forma de proteção que blinda os "filhinhos escolhidos da sociedade varonil" de serem investigados. E quando alguém inventa de falar, alguém logo grita que isso foi há muito tempo e não importa mais.
    Ah tá!

  8. Augusto Ribeiro disse:

    Como sempre o "Princípe" está com uma carta de garantia…
    Ele que é usuário e usurário, junto com seu partido, do caixa 2, tenta agora descrimiliza-lo….

“PT põe em risco a democracia”, diz Antônio Alves, assessor e homem de confiança de Marina Silva

 

toinhoassessormarinasilvaaltinomachadoespecialterraFoto: Altino Machado / Especial para Terra

Um dos assessores mais próximos de Marina Silva (PSB), candidata derrotada à Presidência da República, o jornalista e poeta acreano Antonio Alves, 57 anos, considera como argumento mais forte, para evitar a neutralidade da ex-ministra e ex-senadora no segundo turno, o “quase consenso de que o PT passou da conta e está colocando em risco o ambiente democrático, com o aparelhamento do Estado”.

Como exemplo, o assessor de Marina diz que o “PT mudou a composição do Supremo Tribunal Federal para rever processo julgado um ano antes e minimizar as penas que já tinham sido dadas aos réus do mensalão”.

“Isso é inaceitável. Cria-se, então, uma forte tendência de votar no Aécio, mesmo sabendo que ele é a outra face da mesma moeda, para que haja, pelo menos, uma alternância no poder. Mas essa posição, que é aceitável no presente, traz um risco para o futuro que é a Marina e a Rede não se distinguirem mais, de forma clara, da polarização PT-PSDB. A Rede é uma semente que não pode se perder”, afirma.

Fundador do PT e ex-militante da organização trotskista Liberdade e Luta (Lubelu), Toinho Alves, como é mais conhecido, atua desde meados dos 1980 com Marina Silva. Estava com a ex-seringueira quando foi eleita senadora pela primeira vez no Acre, em 1994, e há três meses está em São Paulo por causa da campanha presidencial.

Misto de amigo e guru, é considerado da extrema confiança da ex-senadora, elabora parte do ideário “marinista” e até seus discursos. Ele admite que Marina vive um “dilema sem saída, no qual não existe posição confortável”.  “Eu gostaria de que ela tivesse a liberdade de dizer “pessoal, tchau, vou embora pra casa”. Já imaginou? Quando perguntassem em que iria votar, bastava dizer que o voto é secreto e que ela tem o direito de votar em quem quiser”.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o amigo e conselheiro político não tem a “mínima ideia” do que Marina vai decidir.  “A Marina costuma tirar posições inusitadas nas situações mais difíceis. Acho que ela vai tentar, ao máximo, preservar a coligação e o futuro da Rede e do PSB. Vai se expressar dentro desse coletivo. E se a posição majoritária for de apoio ao Aécio, a forma desse apoio dependerá também dele e da campanha que ele fizer”.

Para Alves, o tempo da política simples ficou pra trás com “esquerda e direita, democracia e ditadura”. “A polarização PT-PSDB é a continuidade desse simplismo, que está chegando ao fim. Agora tem outras forças, outros polos, uma complexidade maior. É por isso que tanta gente vive no passado. No século 21, só entra quem for inteligente”.

Terra: É verdadeira a tendência de Marina apoiar Aécio no segundo turno?
Antonio Alves: É uma possibilidade, mas não desse jeito apressado, sem crítica, como está sendo anunciado. Não dá pra cair na velha polarização e simplesmente aderir sem nenhuma crítica. Isso não seria nada “marineiro”. O que foi noticiado até agora é resultado de uma certa ansiedade, pautada pelos interesses de um lado ou de outro. A imprensa cria uma versão para depois, se a Marina tomar decisão diferente, dizer que ela “mudou de posição” ou “recuou” mais uma vez. A “desconstrução” da Marina parece continuar sendo a política dos partidões.

Terra: Ao reconhecer a derrota no domingo, Marina deixou no ar que vai dialogar com o PSDB sobre o segundo turno.
Antonio Alves: Não sei se ela vai dialogar. Uma das opções possíveis é simplesmente votar. Marina é uma cidadã, tem o seu voto. Se ela quiser declarar o voto, declara. Mas, se não quiser, pode votar sem dizer nada. Não tem obrigação nenhuma. Ela esteve sozinha durante a campanha inteira. Ninguém correu para defendê-la dos ataques caluniosos e injuriosos que ela sofreu. Por que ela teria que se colocar, novamente, para ser atacada? Quem fez o angu, que o coma.

Terra: Você disse isso à Marina?
Antonio Alves: Sim, mas ela sabe que qualquer que seja sua decisão, vai ser crucificada do mesmo jeito. Se disser que vai votar na Dilma é um escândalo, depois de tudo o que o PT fez. Se disser que não vai votar em ninguém, vão dizer que ela está querendo que o PT continue.  E se disser que vai votar no Aécio vai ser crucificada do mesmo jeito, vão dizer que ela foi com a direita, com os ruralistas que sempre apoiaram o candidato etc. De um jeito ou de outro, é pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come.

Terra: Mais um dilema na vida de Marina?
Antonio Alves: Um dilema sem saída, no qual não existe posição confortável. Eu gostaria de que ela tivesse a liberdade de dizer “pessoal, tchau, vou embora pra casa”. Já imaginou? Quando perguntassem em que iria votar, bastava dizer que o voto é secreto e que ela tem o direito de votar em quem quiser.

Terra: Qual é o argumento mais forte para que isso não aconteça?
Antonio Alves: É o argumento de que o Brasil passa por um momento difícil e decisivo e que o trabalho dela, nessa eleição, ainda não terminou. Há quase um consenso de que o PT passou da conta e está colocando em risco o ambiente democrático com o aparelhamento do Estado. Por exemplo, mudar a composição do Supremo Tribunal Federal para rever o processo julgado um ano antes e minimizar as penas que já tinham sido dadas aos réus do mensalão, isso é inaceitável.

Cria-se, então, uma forte tendência de votar no Aécio, mesmo sabendo que ele é a outra face da mesma moeda, para que haja, pelo menos, uma alternância no poder. Mas essa posição, que é aceitável no presente, traz um risco para o futuro que é a Marina e a Rede não se distinguirem mais, de forma clara, da polarização PT-PSDB. A Rede é uma semente que não pode se perder.

Terra: Você é amigo, conselheiro político e acompanha Marina desde meados dos 1980. O que ela vai decidir?
Antonio Alves: Não tenho a mínima ideia. A Marina costuma tirar posições inusitadas nas situações mais difíceis. Acho que ela vai tentar, ao máximo, preservar a coligação e o futuro da Rede e do PSB. Vai se expressar dentro desse coletivo. E se a posição majoritária for de apoio ao Aécio, a forma desse apoio dependerá também dele e da campanha que ele fizer. Aliás, nem vimos como será esse segundo turno.

Será que a Dilma vai insistir no marketing selvagem contra o Aécio, como fez no primeiro turno contra a Marina? Será que o Aécio vai manter as mesmas posições na polarização ou vai redefinir sua agenda com outros compromissos? Ele pode demarcar as terras indígenas, proteger as florestas, recuperar os mananciais de São Paulo que estão ameaçados pela política desastrosa que fizeram no Estado? Tudo isso tem que ficar claro.

Terra: Mas o tempo é curto para isso, não?
Antonio Alves: Mas existe. Não vejo necessidade de pressa. Alguém pode dizer “ora, daqui a dez dias o povo já se decidiu e a nossa posição não terá mais força nenhuma”. E daí? A gente quer que a nossa posição tenha força para que? Eu não raciocino com os critérios da política. Meu critério é pessoal: Marina não deve ser mais uma vez acusada de causar desastres. Imagine só, a candidata que fica de fora do segundo turno ser responsabilizada caso o governo da Dilma ou do Aécio seja desastroso.

Eu sei que muita gente ainda está em campanha, inclusive candidatos a governador que passaram para o segundo turno. A posição da Marina tem que levar em consideração todo esse pessoal, saber quais são as expectativas para não criar problema para os partidos aliados. Mas todos também devem compreender que não pode ser colocado em risco aquilo que ela chama de “legado”, ou, pelo menos, o que restou dele.

Terra: É realmente um grande dilema político.
Antonio Alves: O tempo da política simples ficou pra trás. Esquerda e direita, democracia e ditadura, as opções eram óbvias. A polarização PT-PSDB é a continuidade desse simplismo, que está chegando ao fim. Agora tem outras forças, outros polos, uma complexidade maior. É por isso que tanta gente vive no passado. No século 21, só entra quem for inteligente.

Terra

"O Brasil vai passar vergonha", diz Rivaldo sobre a Copa do Mundo

 Com a autoridade de quem já ganhou um mundial pelo Brasil em 2002, o meia-atacante Rivaldo, do Mogi Mirim, falou sobre a preparação do país para a Copa do Mundo de 2014. E o veterano não tem previsões nada otimistas.

“Nós já sabíamos que isso aconteceria, mas não quero mais dar minha opinião sobre isso. Falei outras vezes que o Brasil não tem condições de fazer a Copa do Mundo. Vai ser difícil, o Brasil vai passar vergonha”, declarou para a rádio Jovem Pan após a goleada sofrida pelo seu time contra o São Paulo, por 4 a 0, pela segunda rodada do Paulistão.

Não é a primeira vez que Rivaldo manifesta uma opinião contrária à realização de mais uma edição da Copa do Mundo no Brasil. O meia-atacante já havia criticado o Mundial-2014 em junho do ano passado, época que os protestos se intensificaram na realização da Copa das Confederações.

“É uma vergonha estar gastando tanto dinheiro para esta Copa do Mundo e deixar os hospitais e escolas em condições precárias”, falou Rivaldo na época, assumidamente em tom de desabafo.

“Precisava desabafar, pois já fui pobre e senti na pele a dificuldade de estudar em escola pública e não ter um bom serviço de saúde”, justificou.

UOL Esporte

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marx disse:

    O Brasil não vai passar vergonha. Ele é uma vergonha! Falamos da copa como se ela fosse mudar todo o histórico de corrupção que este país tem desde a sua origem. O problema da saúde é crônico; não temos uma educação de qualidade e o tráfico de drogas está à vista de todos. Ninguém faz nada. E qual o nosso "prêmio"? Uma Copa. A copa do mundo é apenas mais um mecanismo criado pelas elites brasileiras para ganhar dinheiro fácil, para aumentar a tremenda desigualdade social que lhe é peculiar, para enganar novamente o povo com pão e circo, enquanto a exploração social continua solta. Mais: não esperava algo diferente dessa copa. Ela é uma maldição, não uma benção. Por que a FIFA não perguntou ao presidente de Portugal se ele queria um presente de grego desse?

    Outro dado: o que Rivaldo tem a ver com isso? Ele não precisa do SUS, da educação pública, do famigerado transporte público, da moradia na periferia, etc. Aliás, ninguém da elite política brasileira precisa e isso é um problema grave. Entre Jardim Progresso (final da Zona Norte) e Ponta Negra (final da Zona Sul) existe uma distância muito grande, e não apenas em metros.

  2. Fábio disse:

    Para os que torcem para o quanto pior melhor, ou que tem a chamada síndrome de vira lata, só digo uma coisa: vão perder suas apostas . Até porque o dinheiro usado para fazer o Estádio foi decorrente de financiamento bancário e será pago ao longo dos anos pelo concessionário que operará no estádio. Se falta dinheiro em outros setores, não foi por causa da copa. Para aqueles que desconhecem a verdade, a copa gerará uma recita em investimentos no Brasil 3 vezes maior que os gastos. O turismo, e as oportuinidades para cidade são muito boas. Esse discurso vazio é justamente de quem não entende nada sobre orçamento público. Se as obras de mobilidade não ficaram todas prontas, devemos responsabilizar Micarla e Rosalba que não tiveram, a devida competência para executá-las. A oportunidade de um desenvolvimento muito maior para Natal foi dada,mas os políticos locais não souberam aproveitar a contento.Todos nós queremos melhores saúde e educação, mas esse problema secular do Brasil não é culpa da copa, esse discurso vazio não me engana! Portanto não sou contra ninguém protestar, mas vamos usar coerência no discurso, e não demagogia e mentiras sobre a fonte dos gastos, porque mentira tem perna curta e quem apostar contra vai perder.

    • Marx disse:

      Sr. Fábio,
      Esse seu seu discurso que se quer profundo é, na verdade, tão profundo quanto um pires e tão ingênuo quanto o quer o desejo dos hotéis da Zona Sul que querem lucrar absurdos com a famigerada Copa.

      Evidentemente, o estádio Arena das Dunas (significa "Areia das Areias"- olhe o nível intelectual da elite política natalense) não vai ser pago somente pelo governo estadual, uma concessionária não norte-rio-grandense, como sempre, vai lucrar rios de dinheiro à nossa custa. Como a Copa tem curta duração e o estádio continuará de pé como o exemplo da amoralidade do poder público, o governo sim cuidará da sua manutenção por meio do incentivo de propagandas e da evidência dele como o mais novo ponto turístico de Natal. Claro está que o natalense médio, que o povão mesmo, não terá nada com isso. Se os políticos não pensam na maioria da sua população, isso é um problema grave. Quantos políticos moram na Zona Norte, mesmo? Em Jardim Progresso acho que nenhum.

      Mais ainda, a questão do custeio do estádio fica em segundo plano se considerarmos outro dado. Já percebeu como, de repente, antigos inimigos políticos se unem em prol de um objetivo maior, a Copa? Já percebeu como a conta do estádio sempre tem aumentado? Você acha isso coincidência? A classe política norte-rio-grandense não se une para melhorar a saúde, para melhorar o transporte público, para combater o tráfico de drogas, para aumentar os salários dos professores, para diminuir os seus amorais salários, etc. O que o sr. acha da corrupção? O que o sr. acha de um evento que premia o descaso do poder público e a conivência com a corrupção? Que, como em um piscar de olhos, chama toda a atenção da imprensa, desviando a atenção sobre o habitante mais importante de Natal: o trabalhador da classe pobre, sem quem nenhuma obra se ergueria? Pois é, essa é a Copa do Mundo que os canais de televisão não vai mostrar. Essa é a real Copa do Mundo.

      Quanto ao investimento no turismo, fica evidente que as áreas mais populosas de Natal- Zona Norte e Zona Oeste, respectivamente- não vão ser prestigiadas com ele. Os hotéis da Zona Sul certamente o serão. E os perto das praias, mais ainda. Então: se um vento como esse não serve para melhorar a condição social das pessoas, não inclui o mais pobre (classes D e E), mas só mostra o desprezo da classe política e de uma elite mesquinha que não titubeia em gastar centenas de reais em um dia de jogos enquanto não ajuda os mais pobre porque os considera vagabundos, não serve.

      Falar o que ora falo não é ser vazio. Vazio ficará mais ainda os bolsos de muitas pessoas com a Copa. Vazia, além disso, ficará a barriga de muitas pessoas e famílias moradoras da periferia que não conseguem um emprego por serem considerados "perigosos". Vazia ficará a cabeça de quem só viver para acompanhar as Copas do Mundo. Se já não a está. Pelos frutos conhecemos: o que restará da Copa? Não será novidade.

  3. Lucas disse:

    Até que enfim alguém com juizo resolveu falar.

Quinto Constitucional: Advogadas da lista sêxtupla opinam sobre anulação feita pelo CNJ

Diante da anulação da escolha da lista tríplice, teoricamente os seis candidatos selecionados pela OAB para a vaga de desembargador voltam ao páreo. Mas só teoricamente. Talvez, não seja necessária uma nova eleição e os três nomes já escolhidos pelo Tribunal de Justiça permaneçam.

O Novo Jornal trouxe hoje uma reportagem em que foram ouvidos os seis advogados que fizeram parte da lista sêxtupla. A maioria deles  fala em cautela e diz que o mais prudente é aguardar a decisão final. A única exceção é Artêmio Azevedo, que enxerga, uma nova oportunidade para ser escolhido pela governadora para ocupar a vaga de Caio Alencar.

“Nada acontece por acaso. Se for realmente anulado, gostaria que os desembargadores confirmassem meu nome em primeiro lugar novamente. Essa é a oportunidade da governadora refletir sobre seus critérios de escolha. Tive votação expressiva e espero que isso prevaleça na escolha da governadora. É a oportunidade para que ela enxergue a minha experiência”, declarou Artêmio ao Novo Jornal.

Glauber Rêgo, que já tinha sido escolhido pela Governadora, confirmou o que já tinha dito ao BLOG do BG. Reforçou que encara a decisão com naturalidade. “Todo processo democrático admite o inconformismo. Continuo como candidato e continuo confiante e na expectativa de solução”, afirmou.

Magna Letícia, a terceira colocada na escolha da lista tríplice, afirmou ter ficado surpresa e ressalta que permanecerá tranquila diante da questão.  “O que me importo é com a avaliação que é feita ao meu respeito, seja aberta ou fechada”.

Na declaração que deu ao Novo Jornal, Marisa Rodrigues disse que não tinha como se posicionar sobre a questão. “Fiquei sabendo da notícia na noite de ontem [segunda-feira] através de um blog.Como advogada, preciso conhecer os autos e o que foi alegado para que a decisão fosse tomada. Vou verificar o que foi pedido pela advogada”,

O advogado Verlano Medeiros se mostrou descrente diante desta suposta reviravolta na escolha do desembargador. “Isso pra mim é página virada. Já houve a escolha e a decisão do CNJ, para mim, não contabiliza muita coisa. Não há nenhuma razão de ser”.  Já Priscila Fonseca disse que Cabe aos advogados aguardar o transcorrer da situação. “Com uma decisão liminar, o momento é de cautela. Vamos aguardar”.

A reportagem é assinada por Marco Carvalho e jalmir Oliveira

Do Blog:

da porta pra fora é tudo muito lindo e maravilhoso, mas temos informações que nos bastidores nem tudo são flores, teve sim candidato ligando para outros e vendo a possibilidade de ingressar, mas de repente caiu no colo a “musa” Germana Gabriela que por livre e espontânea vontade “convocou” o CNJ para fazer parte do processo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Por que essas excelências do saber só se manifestaram agora depois da anulação?? Agora é mole. Deviam ter feito antes, mas não fizeram porque não sabiam, não conheciam a posição do CNJ que exige voto aberto. Não sei de quem foi a pior falha, se do tribunal ou dos candidatos que não pediram a votação aberta com antecedência. É que eles tem muito saber jurídico!! kkkkkkkkkkkkkk Estamos em maus lençóis.

  2. disse:

    Quem será que está por trás da "musa"????????????????

Start/Correio da Tarde: Larissa Rosado e Cláudia Regina lideram rejeição empatadas

Na mesma pesquisa do instituto Start, encomendado pelo jornal Correio da Tarde, sobre a preferência do eleitorado de Mossoró, também fo feito um levantamento sobre a rejeição dos candidatos, ou seja, daqueles políticos que o povo de Mossoró não votaria de forma alguma e, surpresa para muitos, os principais nomes – Larissa Rosado e Cláudia Regina – estão tecnicamente empatados.

Na pesquisa de rejeição, Cláudia regina aparece em primeiro com 23,5% das citações, a frente de Cinquentinha com 22,3 % e de Larissa Rosado com 22,1 %. Como a pesquisa Start/Correio da Tarde tem uma margem de erro de 4,2 % para mais ou para menos, os três são considerados tecnicamente empatados. A rejeição é praticamente a mesma e, se nada mudar, esse quesito será bastante trabalhado pelos marketeiros de campanha porque pode significar um novo campo na conquista por votos importantes.

A pesquisa Start/Correio da Tarde foi realizada entre os dias  os dias 19 e 20 de agosto com 561 entrevistados e  registrada na Justiça Eleitoral sob o número 057/2012.

Confira outros resultados da pesquisa de opinião política:

Pesquisa Start/Correio da Tarde aponta favoritismo de Larissa em Mossoró

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] Start/Correio da Tarde: Larissa Rosado e Cláudia Regina lideram rejeição empatadas Postado em: 22/08/2012 às 16:55 Deixe seu comentário Tweet stLight.options({ publisher:'wp.e5614253-674e-4af0-8262-7c08ebb4f316' }); /* […]

[VÍDEO] Âncora do SBT dá opinião sobre caso de racismo contra nordestinos. Confira!

A estudante do curso de Direito Mayara Petruso foi condenada pela prática de racismo por veicular mensagem de preconceito e discriminação contra nordestinos no Twitter.

Mas o melhor não foi a condenação e sim o comentário da Rachel Sheherazade, no jornal SBT Brasil. Só faltou o cavalinho do Pânico.

Dilma e suas frasquezas

– O Estado de S.Paulo

As reações a duas propostas em tramitação no Congresso Nacional – a que trata do acesso a documentos oficiais e a que estabelece regras especiais para a contratação de obras relacionadas com a Copa do Mundo de 2014 – geraram atitudes desencontradas do governo e da presidente Dilma Rousseff em particular. Embora em contextos inteiramente diversos, um mesmo tema presente nos dois projetos – o do sigilo – tornou-se motivo de polêmicas e pôs em evidência o despreparo do Planalto para administrar o inesperado. Nas duas situações, a presidente foi colhida de surpresa por objeções de aliados políticos e críticas da imprensa. Em um caso, ela teve a virtude de não persistir no erro. No outro, tratou de reduzir a um “mal-entendido” o que parece mais grave do que um erro e mandou a sua equipe se virar do avesso para explicar o que deveria dispensar explicações.

No episódio que caminha para terminar bem, o da legislação sobre as normas de divulgação dos papéis confidenciais, Dilma, ainda ministra da Casa Civil, foi voto vencido quando o presidente Lula mandou para o Congresso projeto pelo qual documentos classificados como ultrassecretos poderiam ser mantidos em segredo indefinidamente. Mas a Câmara dos Deputados acabou com o sigilo eterno ao estipular que esse material só poderia permanecer encoberto durante 25 anos, prorrogáveis uma única vez por igual período. Na semana passada, com a matéria tramitando no Senado, tanto o titular da Casa, José Sarney, como o também senador e ex-presidente Fernando Collor, criticaram a mudança no texto original – e Dilma cedeu aos seus argumentos (salvo quando a documentação sigilosa dissesse respeito a direitos humanos).

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