Declaração de jornalista potiguar sobre médicas cubanas, em comparação com domésticas, ganha repercussão nacional

As declarações em redes sociais continuam colocando alguns internautas “sem freio nos dedos” em “maus lençóis”. Desta vez, um infeliz comentário de uma jornalista potiguar sobre a chegada dos médicos cubanos ao país ganhou repercussão nacional e é o assunto mais comentado do momento no Twitter e Facebook.

A jornalista Micheline Borges resolveu expor sua opinião de momento, ou não soube colocar as palavras de uma maneira mais delicada, e soltou a “pérola” que as médicas cubanas do Programa Mais Médicos têm cara de “empregada doméstica”, e ainda questionou se as profissionais eram mesmo da área da saúde.

Após a repercussão imediata, a jornalista exclui o post, pediu desculpas as pessoas que se sentiram ofendidas e disse que tudo não passou de uma má interpretação. Tarde demais. O Brasil inteiro vem compartilhando o infeliz comentário. Confira abaixo:

borrada

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. marcia de jesus prado disse:

    ela e uma idiota se acha que empregada anda mal vestida…agente tem que ter medo e dela e não dos médicos …oooo sua imbecil vem dar uma volta em são luis ma ver oratarem agentes hospitais daqui que nunca tem médicos se forem escravos como tao dizendo quem aceitou o salario foram eles …os médicos do sus querem ganhar dez mil …. e nem sequer examinam agente se esses pelo menos tratarem agente bem e olharem pra nossa cara na hora da consulta eu não quero nem saber daonde vem e nem a cara que tem so quero ser tratada melhor no sus….pois pobre sofre vc não sabe que deve ter plano de saúde

  2. Josué disse:

    Que ser humano infeliz é essa jornalista. Dá tanto valor a "cara" das pessoas, julga conhecimento através da aparência, classifica pessoas por profissões? Será que ela sabe que preconceito e racismo é crime? Sabe moça, estar bem vestido, penteado ou manqueado não representa que sejamos médicos, engenheiros ou lixeiros. Estamos aqui nesse mundo por pouco tempo. Logo, logo voltaremos a ser pó. Desça do salto alto e venha conhecer o mundo real. Você ainda tem tempo ser aprender. Que Deus a proteja também.

  3. Luciana Morais Gama disse:

    Bruno, essa moça eh JORNALISTA mesmo??? Acredito que nosso jornalismo nao tenha pessoas desse nivel. Investiguem que ela deve ter um EMPREGO PUBLICO, e se trabalha ou simplesmente recebe.

  4. Olívia disse:

    Comentário mau gosto!!

  5. Luciano disse:

    hummmm…..há censura aqui tb? ….ou seria corporativismo jornalístico a favor dessa racista? Tão aprendendo rapidinho com os médicos….

  6. Maurício Giovani disse:

    Acho que a jornalista talvez tenha errado o alvo, mas se sabe que, grande parte dessas pessoas vem do MST. É só olhar os vídeos que tem no Youtube, onde os futuros guerrilheiros que atuarão no MST que futuramente levarão outra sova das Forças Armadas, talvez dessa vez, pior do que em 1964, são treinados em Cuba sob o pretexto de que estão estudando meidicina. Só vai para Cuba quem é escolhido a dedo pelo MST e preenche os requisitos da revolução, ou seja, tem que ser idiota útil e jurar a própria vida em defesa da causa revolucionária, ou seja, ser escravo para o resto da vida de Fidel Castro e sua laia. Bobinhos que só são esses moços

  7. eric disse:

    Pobre jornalista. Engraçado que ela pede ajuda de Deus para q proteja nosso povo. Se formos pesar seu pensamento: Nosso povo tá lascado a muito tempo com esse médicos brasileiros. Por isso digo e repito, Deus nos fez com dois ouvidos e uma só boca. Ela sabe tanto que cometeu um crime q excluiu sua conta. Se estivesse certa não teria agido com tal fuga.

  8. Luciano disse:

    Nossa sociedade estah totalmente podre e o melhor exemplo disso eh essa jornalista (?) que admira mais a "casca" que o conteuhdo. Totalmente infeliz. Nao me admira ser ela for admiradora da turma dos demo/tucanos…esse povo tem ogeriza ao povao!

517 Professores da Prefeitura de Natal estão afastados das salas de aula por licenças médicas

Reportagem de Margareth Grilo para a Tribuna mostra o buraco nas escalas dos professores e a crise no gerenciamento para que os alunos não fiquem sem aulas. Fosse uma empresa quebrava com esse índice de atestados médicos:

A Secretaria Municipal de Educação desistiu de dispensar parte dos professores contratados para substituições temporárias nas escolas e centros municipais de Educação. Dos 311, 160 seriam “descartados”. Ao invés disso, o titular da SME, Walter Fonseca, pediu ao  Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Natal (Natalprev) uma revisão em todos os procedimentos de licença de saúde. O intuito é reavaliar o quadro de saúde de cada um e verificar os que têm condições de retornar às salas de aula.

Ontem pela manhã, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o titular da SME, Walter Fonseca, afirmou que “há excesso de licenças médicas na rede” e que “o alto número de licenças exige a manutenção dos contratos com os professores temporários”. “Vamos manter os professores porque os alunos não tem culpa de estar havendo excesso de licenças médicas”, avisou o titular da SME.

Segundo dados do Natalprev, atualmente, 517 professores estão afastados por algum motivo de saúde, o que significa de 15,8% dos 3.500 titulares do quadro funcional da SME. “Pedimos ao Natalprev”, afirmou o titular da SME, “que haja mais critério e mais rigidez na avaliação do servidor e no aceite dessas licenças”. O intuito da SME é reduzir o número professores titulares licenciados e reconduzi-los à sala de aula.

Segundo declarações do próprio secretário dadas, na última terça-feira, 5, o corte de parte dos professores temporários seria para diminuir os custos da folha de pagamento de pessoal do Executivo Municipal. Ontem, o secretário negou essa intenção. “No caso da SME”, afirmou Fonseca, “a contenção de despesas será feita com o corte no número de terceirizados nas áreas de apoio [vigilância, limpeza e cozinha]”.

O secretário disse que ainda não há números de quantos serão cortados porque os levantamentos ainda estão sendo feitos pelas unidades escolares. A decisão de cortar os professores temporários foi revista depois que os diretores das Escolas e CMEIs informaram a incapacidade da manutenção das aulas com uma redução do número de docentes. Os dirigentes se recusaram a enviar listagem dos professores temporários que poderiam ser “descartados”, uma solicitação feita pela SME na segunda, 4.

Nova Perícia
Procurado pela TRIBUNA DO NORTE, o presidente do Natalprev, Sylvio Eugênio de Araújo Medeiros, explicou que já estava no planejamento do Instituto realizar uma nova perícia entre os servidores licenciados, devido a atualização, em março desse ano, da  Lei Complementar 63/2005, que normatiza todos os benefícios previdenciários. Segundo Sylvio Eugênio, diante do pedido da SME o trabalho será iniciado pelos professores licenciados.

“Se temos um gestor que nos aponta indícios de problemas”, disse Sylvio Eugênio, “temos que tomar uma atitude técnica de averiguação. Espero que não esteja havendo excesso, mas se houver serão contidos”. Ele preferiu não fazer juízo de valor. “Só posso afirmar algo concreto quando a nova perícia for concluída”, ponderou. Segundo ele, a convocação dos professores e, na sequência, dos demais servidores será feita pelo Diário oficial do Município.

Ao ser atualizada, a LC 63/2005 incluiu o benefício do auxílio-doença, de acordo com a prática previdenciária no Brasil. Até então, ao adoecer o servidor municipal continuava  recebendo de forma integral pela folha do Executivo Municipal. Agora, com um afastamento igual ou superior a 15 dias (cumulativos no intervalo de 12 meses), os custos do servidor passam a ser da previdência municipal, daí porque a necessidade – segundo Sylvio Eugênio – dessas novas perícias.

“O intuito dessa nova perícia”, disse ele, “é avaliar e encontrar a melhor situação que pode ser colocada para o servidor para que continue desempenhando função no quadro funcional. Se não for possível mais retomar suas atividades, mesmo em outro setor [com readaptação de função], que seja encaminhado para a  aposentadoria por invalidez”. Sylvio disse que o Natalprev está se organizando para esse trabalho, inclusive fazendo a qualificação dos profissionais da Junta Médica e implantação de fluxo processual específico e um novo trâmite burocrático-administrativo.