Trump reafirma apoio dos EUA à entrada do Brasil na OCDE e chama artigo divulgado pela imprensa de Fake News; secretário de Estado americano, Mike Pompeo, também critica mídia

Reprodução: Twitter

O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira 10, no Twitter, que segue apoiando a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), após a divulgação de uma reportagem revelando que os Estados Unidos enviaram uma carta à organização em agosto endossando apenas as candidaturas de Argentina e Romênia.

“A declaração conjunta divulgada com o presidente Bolsonaro em março deixa absolutamente claro que apoio o Brasil no início do processo de adesão plena à OCDE. Os Estados Unidos defendem essa declaração e defendem @jairbolsonaro. Este artigo é NOTÍCIA FALSA!”, escreveu Trump em relação à matéria publicada pela agência Bloomberg.

Um pouco antes, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, negou que Washington tenha retirado seu apoio ao Brasil.

Pompeo usou também o Twitter para explicar que “ao contrário de relatos da mídia”, os Estados Unidos apoiam plenamente o Brasil no processo para ser um membro pleno da organização, relembrando a declaração conjunta feita por Trump e Jair Bolsonaro no dia 19 de março, em Washington.

“Reconhecemos os esforços em curso no Brasil para mais reformas econômicas, melhores práticas e ummarco regulatório que esteja alinhado aos padrões da OCDE”.

“Somos entusiastas apoiadores do ingresso do Brasil nessa importante instituição, e os Estados Unidos vão fazer um forte esforço para apoiar o acesso do Brasil”, escreveu o chefe da diplomacia americana.

Atualmente, na América Latina, apenas Chile e México integram este grupo de países industrializados e em desenvolvimento com práticas pró-mercado.

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu um comunicado informando que Washington apoia uma expansão da OCDE, em um ritmo “moderado” que leve em conta a necessidade de pressionar por reformas de governança.

(Veja, com AFP)

 

“RUÍDO” NÃO SIGNIFICOU DESISTÊNCIA: Apoio dos Estados Unidos à entrada do Brasil na OCDE está mantido, informa assessor presidencial

Foto: Twitter/Jair Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não retirou o apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e vai oficializá-lo à entidade no momento “correto”, segundo um assessor direto do presidente Jair Bolsonaro, que cuida dessas negociações e disse ter falado com autoridades da Casa Branca sobre o assunto.

De acordo com esse assessor, a carta de apoio dos EUA à entrada de Argentina e Romênia na OCDE, divulgada pela imprensa, gerou ruído, como se a ausência do nome do Brasil no documento significasse uma desistência de Donald Trump de manter a promessa feita diretamente ao presidente Jair Bolsonaro.

“O nome do Brasil não consta porque, neste momento, está se tratando dos processos de ingresso da Argentina e Romênia, que já estavam bem adiantados. Além disso, Trump tem interesse em fortalecer o presidente argentino, Mauricio Macri, que busca a reeleição em seu país. Por isso, a oficialização do apoio aos argentinos neste momento”, afirmou.

Em março, durante a visita de Bolsonaro a Trump na Casa Branca, o presidente americano anunciou que apoiaria a entrada do Brasil na OCDE, apoio oficializado depois em maio.

O ingresso na organização, que reúne países desenvolvidos, faz parte da estratégia da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o país ganhe o selo de nação com regras rígidas na área fiscal e com normas amigáveis para o investimento externo.

O assessor presidencial disse ainda ao blog, em caráter reservado, que neste momento o governo Trump trava uma disputa com o comando da OCDE.

“O presidente dos Estados Unidos avalia que a atual direção tem beneficiado mais os países europeus e ele quer uma mudança nessa política. A nossa informação é que, tão logo isso se resolva, o governo norte-americano deve enviar a carta de apoio ao Brasil”, acrescentou.

Blog Valdo Cruz – G1

EUA não endossam proposta do Brasil na OCDE após apoiá-la publicamente; Paulo Guedes diz que país já sabia não seria indicado ‘nesta oportunidade’

Foto: Alan Santos / Presidência da República 24-9-19

O governo dos EUA se recusou a apoiar a proposta do Brasil de ingressar na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revertendo sua orientação, após as principais autoridades americanas a apoiarem publicamente .

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo , rejeitou um pedido para discutir mais ampliações do clube dos países mais ricos, de acordo com uma cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, em 28 de agosto à qual a Bloomberg teve acesso. Ele acrescentou que Washington apoia apenas as candidaturas de adesão de Argentina e Romênia.

“Os EUA continuam a preferir a ampliação a um ritmo contido que leve em conta a necessidade de pressionar por planos de governança e sucessão”, afirmou o secretário de Estado na carta.

A mensagem contradiz a posição pública dos EUA sobre o assunto. Em março, o presidente Donald Trump disse em entrevista coletiva conjunta com o presidente Jair Bolsonaro na Casa Branca que apoiava à adesão do Brasil ao grupo de 36 membros, conhecido como “o clube dos países ricos”. Em julho, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo.

Os EUA apoiam a ampliação comedida da OCDE e um eventual convite ao Brasil, mas dedicam-se primeiro ao ingresso de Argentina e Romênia, tendo em vista os esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado desses países, disse uma autoridade sênior dos EUA, que pediu para não ser identificada por não ter autorização para discutir deliberações políticas internas em público.

O endosso dos EUA à entrada brasileira na OCDE no início deste ano foi um dos primeiros claros benefícios obtidos pelo estreito alinhamento de Bolsonaro com o governo Trump. A entrada no grupo é considerada uma das principais apostas da política externa do Brasil.

Durante a viagem de Bolsonaro a Washington em março, o Brasil ofereceu acesso dos EUA à plataforma de lançamento de foguetes de Alcântara, no Nordeste do país, viagens sem visto para turistas dos EUA e cooperação na questão da Venezuela. O Brasil também se comprometeu a abrir mão do status de nação em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que lhe dava benefícios como prazos maiores para a adequação a acordos comerciais e regras mais flexíveis na concessão de subsídios industriais.

Trump, em troca, cumpriu a promessa de designar o Brasil como um aliado importante extra-Otan, status que permite a obtenção de material bélico a custos menores. Críticos do acordo questionaram se o apoio dos EUA se materializaria.

O governo brasileiro não respondeu a vários pedidos de comentários. Um funcionário da imprensa da OCDE em Paris também não comentou imediatamente.

A OCDE, fundada em 1961, diz em seu site que visa “moldar políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar para todos”. A adesão ao grupo tem sido ultimamente considerada um selo de qualidade para países que buscam mostrar à comunidade internacional que suas nações estão abertas ao mercado internacional.

A adesão ao grupo também é utilizada por governos de países em desenvolvimento para promover reformas internas.

O Brasil apresentou seu pedido de adesão à OCDE em maio de 2017, durante o governo de Michel Temer.

Guedes já sabia que Brasil não seria indicado ‘nesta oportunidade’ para a OCDE

Em entrevista exclusiva a Claudio Dantas, de O Antagonista, Paulo Guedes disse que já havia sido informado pelos Estados Unidos de que o Brasil não seria indicado para a OCDE “nesta oportunidade”.

Os americanos preferiram apoiar a entrada de Argentina e Romênia, mas o ministro da Economia minimizou a decisão.

“Eles nos disseram que, por questão estratégica, não poderiam indicar o Brasil neste momento, mas não é uma rejeição no mérito. É uma questão de timing, porque há outros países na frente, como a Argentina.”

Guedes acrescentou:

“Abrir para o Brasil agora significaria ceder à pressão dos europeus, que também querem indicar mais países para o grupo.”

Bom, essa é a versão dos americanos para o governo Bolsonaro.

Com informações de O Globo e O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rômulo© disse:

    Pelo jeito não adiantou de nada o Bozo lamber as bolas do Trump! Ninguém progride de verdade através de adulação!

    • Roberto disse:

      Fanático. Lambe pe foi Lula. De Fidel e companhia.

    • Jorge disse:

      Lula lambeu o pé de Fidel e Bolsonaro o de Trump. Isso é fato. O que não é admissível é alguém ficar idolatrando político que deve ser cobrado.

  2. Curiosa disse:

    Ficou com cara de paspalho !!!

EUA anunciam apoio oficial à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

Jair Bolsonaro e Donald Trump se cumprimentam em visita do presidente brasileiro ao norte-americano 19/03/2019 REUTERS/Kevin Lamarque. Foto: Reuters

O governo norte-americano anunciou nesta quinta-feira (23) apoio oficial à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), informou o Ministério das Relações Exteriores. A informação foi revelada pelo Itamaraty em sua conta no Twitter.

“Hoje na OCDE os EUA expressaram de modo claro e oficial seu apoio ao pleito do Brasil de ingressar na OCDE, uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro. O Brasil agradece o gesto de confiança e está pronto a trabalhar com todos os membros e Secretariado no processo de acessão”, diz o post do ministério.

O apoio foi prometido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, durante a visita de Bolsonaro a Washington, em março. Em troca, o Brasil se comprometeu a abrir mão do tratamento especial e diferenciado na Organização Mundial do Comércio (OMC), ao qual tem direito por ser um país em desenvolvimento, e que traz condições favoráveis em negociações.

No entanto, no encontro preparatório para reunião do Conselho da OCDE, no mês passado, os norte-americanos evitaram declarar o apoio. A alegação é que não tinham instrução formal para isso.

Em seguida, depois da repercussão, o Departamento de Estado americano reafirmou a intenção de apoiar o Brasil no órgão.

Nesta quinta-feira, a embaixada dos EUA no Brasil reafirmou que o país mantém o apoio ao Brasil.

Com o apoio americano, que antes bloqueava a expansão da OCDE, o Brasil deverá começar em breve o processo de adesão, que pode levar até cinco anos para ser completado.

Terra

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bruno Milla Tech disse:

    Temos que bater palma para nosso presidente !!!! Parabéns!!!

  2. Fernando disse:

    E o prefeito daonde mesmo que era contra Bolsonaro não vá dizer nada? Será se luladrão e Jean Willys vão deixar barato isso? Kkkkkkk