Saúde

Veja íntegra de carta de embaixador da China que informa Pazuello sobre sucesso no envio de insumo ao Brasil e avanço ‘acelerado’ para outros trâmites

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, enviou uma carta nesta segunda (25) para o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prestando “estima e consideração” e informando a exportação de insumos para a produção da Coronavac no Brasil.

Na carta, Wanming informou Pazuello de que o envio do lote de 5.400 litros de insumo para a produção da vacina foi autorizado pelos órgãos competentes chineses, prevendo a chegada do material ao Brasil “nos próximos dias”. Isso encerra a conversa entre Pazuello e o governo chinês iniciada em 21 de janeiro.

Além disso, o embaixador disse que os trâmites para a autorização de despacho dos Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) da vacina de Oxford/AstraZeneca estão progredindo de forma acelerada.

Yang Wanming finalizou a carta dizendo que “o lado chinês está disposto a continuar a fortalecer a cooperação com o lado brasileiro no combate à pandemia”.

À tarde, o presidente Jair Bolsonaro fez uma publicação em suas redes sociais anunciando o acordo e agradecendo ao governo chinês e aos ministros Pazuello, Ernesto Araújo e Tereza Cristina pelo acordo.

Íntegra

Leia, abaixo, a íntegra da carta enviada pelo embaixador da China:

“Sr. Yang Wanming
Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China
25 de janeiro de 2021

A Sua Excelência
Senhor Eduardo Pazuello
Ministro de Estado de Saúde da República Federativa do Brasil
Brasília – DF

Senhor Ministro,

Venho pela presente cumprimentá-lo cordialmente e em continuidade da nossa conversa no dia 21 do mês corrente, aproveito para informar que a exportação ao Brasil do novo lote de 5400 litros dos insumos da Coronavac acabou de ser autorizada pelos órgãos competentes da China. Espera-se que a sua chegada ao Brasil se ocorra nos próximos dias. Em paralelo a isso, os trâmites da autorização para exportação dos Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) da Vacina Oxford/AstraZeneca também estão avançando de forma acelerada. O lado chinês está disposto a continuar a fortalecer a cooperação com o lado brasileiro no combate à pandemia.

Por fim, queira aceitar, Vossa Excelência, os protestos da minha mais alta estima e consideração.

Atenciosamente,

Yang Wanming,
Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China”

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Manoel você poderia muito bem ir RINCHAR na Venezuela ou Cuba, botar uma cela em você e ir passear com molusco ladão, que tal a sugestão? O Brasil não é lugar para você

  2. Eita, o calça apertada deve estar morto de ciúmes, afinal, só ele pode negociar as vacinas.
    Lembrando que SP tem 1/4 das mortes por covid e o governador proibiu o uso da ivermectina, cloriquina e desaconselhou tomar as vitminas C, D e o Zinco.
    Mas vou deixar não irei tomar a vachina, melhor aguardar outra marca.

  3. Mas as relações internacionais não estavam travadas?? E agora Sra. Míriam Leitão?? Bonner, fala aí companheiro…

    1. Tiveram que esconder o Dudu Bananinha e o Beato Salú que só estavam atrapalhando. Pediram desculpas de joelhos e prometeram seguir a cartilha de Mao Tsé.

  4. O gado agora vai tomar a "vachina"?
    O genocida agora vai continuar falando mal da China?
    Mau caráter o presidente e seu gado.

  5. Conversinha, o Sr. Yang Wanming é um homem inteligente, íntegro e de respeito, um verdadeiro diplomata. Jamais colocaria questões pessoais em detrimento de interesses de sua nação, seu povo.
    O Sr. Yang Wanming deu uma aula de cortesia a família Bolsonaro e seus ministros.
    Grande Sr. Yang Wanming, parabéns! Em nome do povo brasileiro agradecemos sua cordialidade.

    1. Ele poderia ignorar. Se abster. Tenta outra. Essa também não colou. Como o da Índia.

    2. daqui a pouco aparace Gadolígula e os outros gados para conversa besteira.. as mesmas figuras de sempre ai ai ai ai.. preguiça dessa boiada

    3. Ainda bem que o Neco (ou Caligula) não é diplomata. É só mais um corneteirinho fazendo uso do direito a opinar sobre qualquer coisa, até sobre o que não domina. Se essa criatura fosse diplomata acho que só conseguiríamos manter relações com o reino de Nárnia.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Embaixador dos EUA apoia adesão do Brasil à OCDE e exalta reformas

Foto: NurPhoto via Getty Images

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, reforçou hoje o apoio à adesão plena do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e exaltou reformas em sistemas brasileiros como sendo importantes para atrair investimentos estrangeiros. Parte dessas reformas está em tramitação no Congresso Nacional, como a tributária e administrativa.

“Os Estados Unidos já anunciaram publicamente o forte apoio à adesão do Brasil à OCDE. Ao atingir os marcos importantes e necessários para a adesão plena, o Brasil se tornará uma economia mais competitiva e aumentará sua capacidade de atrair investimentos nacionais e estrangeiros. Como os maiores investidores no Brasil, para os Estados Unidos, a competitividade é de extrema importância”, afirmou.

Os Estados Unidos formalizaram o apoio à condição do Brasil como membro pleno na OCDE, uma espécie de “clube de países ricos”, em janeiro deste ano após negociações entre as chancelarias de ambos os países. Em troca, o Brasil aceitou começar a abrir mão do tratamento especial e diferenciado nas negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio).

A declaração foi dada em evento organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) para debater a relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o embaixador, as conversas com empresários e as perspectivas de crescimento dos negócios têm sido positivas e há mais espaço a ser explorado.

O embaixador disse, por exemplo, esperar anunciar um “progresso substancial” em temas como facilitação de comércio, medidas de combate à corrupção, boas práticas regulatórias e comércio digital até o final do ano.

Chapman falou que o dólar de Wall Street é direcionado a lugares com segurança e retorno financeiro, e o Brasil tem de atrair cada vez mais esses investimentos. Para tanto, considera as reformas importantes, pois são critérios avaliados na tomada de decisões de empresas e fundos.

“Tenho muitas conversas com o Congresso e ministros. Esse processo de reformas é essencial para atrair investimentos. O Brasil, pelo seu tamanho, sempre vai atrair uma certa porcentagem de investimento, mas, para realmente fazer esse furo para um crescimento muito maior, essas reformas são essenciais’, declarou.

Para Chapman, o comércio entre Brasil e Estados Unidos pode até dobrar em cinco anos.

“Com US$ 105 bilhões em comércio, acredito que possamos dobrar nosso comércio bilateral em cinco anos”, afirmou. “E por que digo isso? Veja os exemplos de outros países sul-americanos. O volume do comércio bilateral com Chile, Peru e Colômbia é equivalente a mais ou menos 10% do PIB desses países. […] Com o Brasil, com uma economia de US$ 2 trilhões, nosso comércio é de somente 5% do PIB.”

Segundo o portal do Ministério da Economia, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos foi de US$ 59,8 bilhões em 2019 – soma de importações e exportações. A Embaixada dos Estados Unidos informou que o valor de US$ 105 bilhões em 2019 citado por Chapman foi fornecido pelo departamento de comércio do país e considera bens e serviços. Por isso, a diferença nos valores.

UOL

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Professor da UFRN é nomeado embaixador de instituição alemã de fomento à pesquisa

Foto: Reprodução/site UFRN

O professor Leonardo Martins, do Departamento de Direito Público (DPU), do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da UFRN, foi nomeado no último dia 30, cientista embaixador da Alexander von Humboldt Foundation (AvH), no Brasil, com mandato de três anos, até abril de 2023.

Com a nomeação, o professor passa a ser um dos principais elos de ligação entre a instituição e o Brasil. Será responsável, entre outras ações, pela formação de redes de cooperação entre organizações intermediárias/instituições de financiamento científico no Brasil e a AvH e outros parceiros na Alemanha, representação da instituição em eventos no país, além de promover eventos em parceria com instituições de ensino superior e institutos de pesquisa nacionais e outros parceiros alemães.

Para o professor Leonardo Martins, a nomeação é importante para a UFRN e, principalmente, para o fortalecimento dos núcleos e centros de pesquisa científicas do RN e do Brasil em geral. “Muito além da honra pessoal de representar a Fundação tenho uma missão muito clara. Em síntese, trata-se de fazer chegar ao conhecimento dos potenciais bolsistas e premiados da Fundação (futuros líderes e membros da elite científica mundial) as muitas possibilidades de fomento e, ao mesmo tempo, motivá-los a compor um projeto de excelência com reais chances de obter êxito nos rigorosos processos seletivos. Para se ter uma ideia, vários premiados com o Nobel foram bolsistas da AvH”, destaca.

As parcerias são essenciais, como destaca o professor Leonardo Martins: “Vamos buscar apoio das autoridades acadêmicas da UFRN, da UFERSA e demais Instituições de Ensino Superior (IES) do Estado, dos colegas docentes, pós-graduandos de todos nossos programas, bem como das autoridades políticas para mobilizar os talentosos e vocacionados cientistas, jovens ou não, da nossa região”.

Além de embaixador, professor Leonardo Martins também foi convidado a compor a diretoria do Clube Humboldt do Brasil, função que desempenhará concomitantemente à de cientista embaixador nos dois primeiros anos de seu mandato. O clube reúne cerca de 230 universitários e cientistas brasileiros beneficiários dos programas de fomento à pesquisa da AvH.

Fundação AvH

A Alexander von Humboldt (AvH)  é a principal instituição pública alemã de fomento de pesquisadores e cientistas de todas as áreas do conhecimento. A Fundação fomenta projetos de pesquisas científicas de cidadãos alemães em todo o mundo e de não alemães nas instituições universitárias e científicas alemãs. Em geral, suas bolsas de pesquisa pressupõem o título acadêmico de doutor. Portanto, previstas para projetos de pós-doutorado em diante.

Recentemente, porém, a AvH criou um programa voltado para jovens acadêmicos provenientes especificamente do Brasil, da China, dos EUA, da Índia e da Rússia que devem ter alguma experiência comprovada de liderança em seus respectivos países nos âmbitos da política, economia, imprensa, Administração Pública, sociedade ou cultura, e um projeto muito promissor a ser executado em instituições alemãs. A seleção é baseada exclusivamente no mérito e na excelência acadêmico-científicos do(a) candidato(a) e de seu projeto.

Outras informações sobre a AvH podem ser consultadas no site.

UFRN

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Mourão diz que fala de Eduardo Bolsonaro “não é a opinião do governo”; chanceler Ernesto Araújo endossa vice-presidente, mas cobra retratação de embaixador chinês

Hamilton Mourão fez coro às críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por ter responsabilizado a China pelo coronavírus. Segundo o vice-presidente, a posição de Eduardo, pelo peso do sobrenome, criou um desgaste diplomático e não representa a opinião do governo federal.

“O Eduardo Bolsonaro é um deputado. Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não era problema nenhum. Só por causa do sobrenome. Ele não representa o governo”, disse à Mourão em entrevista à Folha. “Não é a opinião do governo. Ele tem algum cargo no governo?”, questionou.

O vice-presidente afirmou ainda que o Ministério de Relações Exteriores já começou contatos  com autoridades chinesas para tratar da questão.

Ernesto Araújo endossa Mourão, mas cobra retratação de embaixador chinês

O chanceler Ernesto Araújo resolveu comprar a briga de Eduardo Bolsonaro e cobrou publicamente, em sua rede social, retratação do embaixador chinês por suas postagens críticas ao filho do presidente.

“É inaceitável que o embaixador da China endosse ou compartilhe portagem ofensiva ao chefe de Estado do Brasil e aos seus eleitores, como infelizmente ocorreu ontem à noite”, escreveu.

Ao mesmo tempo, Araújo disse que as críticas de Eduardo à China “não refletem a posição do governo brasileiro”.

O ministro avisa que tentará “promover um reentendimento recíproco”.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Estamos vendo instituições, políticos e empresários se preocupando com a situação crítica que estamos atravessando e tomando atitudes ou formulando propostas para amenizar essa situação. Enquanto isso se observa que alguns não fazem, nunca fizeram, p. nenhuma de útil e se aproveitam da crise para tentar aumentar o clima de polarização e faturar politicamente. Não é a toa que o nível de tolerância e aceitação com esses políticos está despencando. Se Lula e o PT roubaram bilhões do país, condenando nosso povo à miséria, o outro lado só pensa em polarizar e se auto promover. Fora Eduardo Bananinha! O Brasil não precisa de gente da sua laia.

  2. O que é que o Eduardo Bolsonaro faz e fez no seu mandato, além de espalhar ódio através de redes sociais? Quais são seus projetos? Não foi eleito pra isso. Ele, assim como os irmãos e outras otoridades, gasta todo o tempo buscando insuflar os eleitores. Não votei no PT, nem votarei, mas esses políticos de merda precisam trabalhar, ao invés de brincar de defensores da democracia no Twitter. Ernesto Araujo é só um capacho de Bolsonaro e Olavo. Chega de demagogia, vamos trabalhar!

  3. Enquanto o mundo se une contra a pandemia, no Brasil a tal "resistência" faz aquilo que mais sabe fazer: torce pelo pior e distorce os fatos, tentando atacar o governo seu desafeto, que tenta dar um jeito no país destroçado que recebeu de governos desastrosos e corruptos do PT. O poder é só o que interessa a essa corja.

    1. Ceará…tem um cantinho ali que tu esqueceu de passar o pano, volta aqui.

  4. Mesmo sob a perspectiva de não haver a intenção de ofender outro país, as colocaçoes do deputado citado deveriam ser mais cuidadosas, esse tipo de atitude só demonstra desequilíbrio de um adulto, e pior, deputado filho de um presidente. Ter Bolsonaro sido eleito pela maioria dos brasileiros, deveria levar esse deputado a um estado de responsabilidade maior. Fala muito e ruim, melhor calado.

  5. É cada uma! Quer dizer que o embaixador chinês tem que se desculpar com esse deputado de m…? Para o mundo que quero descer.

    1. Acho que qualquer desculpa por frase dita só cabe depois que os condenados por corrupção que levaram mais de R$ 14 bilhões dos cofres públicos forem a um meio de comunicação se desculpar por terem roubado os recursos públicos. Depois os demais vão pedir desculpas por suas pisadas de bola, primeiro tem que ser os corruptos e formadores de quadrilhas.

  6. A notícia que anda pelas redes sociais é que o médico chinês que denunciou a crise do coronavírus, apareceu morto na China – Wuhan. Mesmo sendo um país com regime comunista, os proptestos e a revolta popular fizeram com que o governo autorizasse abrir investigação sobre a morte do médico. Apenas uma coincidência, mas é mais uma morte devido ao vírus, tendo ele ou não.

    1. O medico em questão não apareceu morte assim como vc diz, ele morreu pela própria COVID-19 assim como muitos outros profissionais de saúde da China. O fato, independente de questões ideológicas é que a China conseguiu isolar a população e conter o avanço do vírus a ponto de hoje está retornando a normalidade, fato que outros países também conseguiram como Cingapura, Coreia do Sul e outros. Não se deve fazer uso de ideologia ou politica do tema, o politico que fizer isso vai perder toda credibilidade.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro diz que Nestor Forster é bom nome para embaixador nos EUA

Foto: José Dias/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (22) que o embaixador Nestor Forster é um “bom nome” para a embaixada do Brasil em Washington, onde já atua como encarregado de negócios. Até então, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, era cotado para ser indicado para o cargo.

Ontem (21), entretanto, Eduardo Bolsonaro assumiu a liderança do PSL na Câmara dos Deputados. Ele também é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa e, para ser embaixador, precisaria renunciar ao mandato.

“Obviamente, o Eduardo desistindo que eu mande o nome dele ao Senado [para aprovação para o cargo de embaixador], tendo em vista a importância que ele está ganhando na política dentro do partido, o Forster é um bom nome para ser consolidado lá [em Washington]”, disse Bolsonaro em entrevista à imprensa durante sua viagem ao Japão.

De acordo com o presidente, a decisão é do filho, mas disse que Eduardo “é uma pessoa que faz diferença dentro do parlamento”.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Se estranha não André… tu não sabe que ele não tem padrão algum? E muito menos bom senso???

  2. Eu vi o Bozo dando entrevista, para a TV, usando a faixa presidencial.
    Não me lembro de nenhum outro presidente usando a faixa presidencial assim.
    É a minha memória que está ruim ou tem algo de anormal nessa atitude do Bozo? Será que isso é mentalmente adequado?

    1. Você fala isso porque não viu ele fazendo flexões ainda. Hahahaha

    2. isso se chama… AMOR A PATRIA !! melhor so que usar uma roupa de presidiario kkkkkkkk

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Brasil é referência de transformação social para iraquianos, diz embaixador

Nas ruas de Bagdá, capital do Iraque, as pessoas tentam manter a rotina, passeando e fazendo compras, apesar do clima de apreensão e medo que ainda existe em decorrência de oito anos de ocupação estrangeira.

Há três semanas no país, o primeiro embaixador do Brasil no Iraque, depois de 21 anos sem um representante na região, Ánuar Nahes, disse à Agência Brasil que o objetivo do governo brasileiro é colaborar com os iraquianos para a reconstrução econômica e social.

Nahes destacou ainda que há um grande interesse das autoridades iraquianas em conhecer os detalhes dos programas de transferência de renda do Brasil e fazer parcerias comerciais e de cooperação técnica.

A seguir, os principais trechos da entrevista do embaixador à Agência Brasil.

ABr – De longe, imagina-se que a vida em um país em guerra é impossível, é assim mesmo?
Ánuar Nahes – Cheguei há três semanas ao Iraque, mas posso falar apenas de Bagdá. A vida aqui segue uma rotina normal, as pessoas vão ao parque, trabalham e passeiam. O comércio também está aberto. É como há algum tempo, quando se referia ao Brasil e à violência, muitos estrangeiros se perguntavam: “Como se vive em um país assim?”. No Iraque, há focos de violência, sim, mas são focos.

ABr – A missão do senhor é ser o primeiro embaixador do Brasil no Iraque, depois de 21 anos, quando o governo decidiu fechar a embaixada em Bagdá e transferir as atividades para a Jordânia. Ainda se lembram dos brasileiros aí?
Nahes – O Brasil deixou uma boa impressão aqui, pois muitas empresas nas áreas de petróleo e construção civil atuaram no país durante anos. Também houve muito comércio de maquinários e implementos agrícolas. A carne de frango consumida aqui é do Brasil. Organizar a embaixada é cooperar com a reorganização do país também. Estamos instalando as comunicação, fazendo contatos e trabalhando, na próxima semana, chegam os móveis de Omã [capital da Jordânia].

ABr – Mas já no ano passado, o senhor começou a atuar quando organizou a primeira reunião de trabalho da Comissão Mista Brasil e Iraque. Quais são as prioridades?
Nahes – Essa reunião foi em setembro [de 2011], em Brasília. No segundo semestre deste ano, deve haver outra. Há um desejo de fechar parcerias comerciais e de cooperação técnica em várias áreas. Os iraquianos trabalham pela reconstrução do país em muitos setores, não só no político e econômico.

ABr – O Brasil, então, pode colaborar com esse processo de reconstrução?
Nahes – Claro, há muito interesse deles [os iraquianos] em conhecer mais os nossos programas sociais, como o da agricultura familiar, o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. Brasil e Iraque são países que têm mais em comum do que parece, por isso pode haver essa parceria também.

ABr – Para quem não conhece o Oriente Médio, é difícil imaginar afinidades entre Brasil e Iraque.
Nahes – No Iraque, assim como em outros países da região, que passaram e ainda vivem a chamada Primavera Árabe, pessoas que antes não tinham voz, agora têm. É uma grande transformação social. O Brasil também viveu e vive uma transformação social, quando se observa a ampliação do poder de compra e a ascensão das classes que antes eram menos favorecidas. O Brasil é referência [para os iraquianos] por sua experiência. São sociedades diferentes? São, mas com algo em comum.

ABr – Depois de tanto tempo em guerra, há poucos brasileiros no Iraque?
Nahes – Ao que tudo indica, sim. Mas esse levantamento ainda está sendo feito. Não fomos procurados ainda por ninguém. Mas queremos saber quantos são os brasileiros que vivem aqui e onde estão também.

ABr – Nos últimos dias, diversos carros-bomba explodiram matando pelo menos 60 pessoas e ferindo mais de 100 em sete cidades iraquianas. O clima de insegurança persiste no país?
Nahes – Ainda há uma situação de insegurança social, pois grupos organizados de insurgentes e criminosos atuam em várias cidades e causam medo. No meu caso, recebi orientações para só deixar a Embaixada do Brasil e a residência para compromissos específicos, em carro blindado, com comboio e usando seguranças.

Fonte: Agência Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *