Brasil derrota o Japão por 3 a 1 e conquista o tri da Copa do Mundo masculina de vôlei

Foto: Divulgação FIVB

Dez jogos, dez vitórias, apenas cinco sets perdidos…Com uma campanha praticamente perfeita, a seleção masculina de vôlei conquistou, nesta segunda-feira, em Hiroshima, no Japão, o título da Copa do Mundo. O triunfo que garantiu a primeira posição para o o time comandado por Renan Dal Zotto, veio com um 3 a 1 sobre o Japão, parciais de 25/17, 24/26, 25/14 e 27/25 .

É a terceira vez na história que a seleção chega ao título, já que tinha vencido em 2003 e 2007. A Copa do Mundo é disputada de quatro em quatro anos, sempre no ano que antecede a Olimpíada, e no sistema de pontos corridos.

A conquista é a mais relevante da “Era Renan”. O técnico assumiu o comando no início de 2017, depois de 16 anos com Bernardinho no cargo. Desde então o Brasil foi vice-campeão da Liga Mundial de 2017 e também levou a prata no Campeonato Mundial de 2018. Na Liga das Nações (antiga Liga Mundial) ficou em quarto lugar em 2018 e 2019.

No período, o time foi campeão sul-americano em 2017 e 2019, além de ter levado a Copa dos Campeões de 2017, eventos de menor relevância se comparados com a Copa do Mundo.

O Brasil chegou a 29 pontos na classificação, enquanto a Polônia, em segundo lugar, está com 25, não podendo mais passar a seleção verde-amarela na tabela, faltando uma rodada para o fim.

A Campanha do Brasil

Brasil 3 x 0 Canadá (25-14, 25-22, 25-14)
Brasil 3 x 0 Austrália (25/15, 25/20 e 25/17)
Brasil 3 x 1 Egito (25-19, 21-25, 25-19, 25-22)
Brasil 3 x 0 Rússia (25-16, 25-22, 25-22)
Brasil 3 x 1 Irã (25/27, 25/21, 27/25 e 25/22)
Brasil 3 x 0 Argentina (25/19, 25/19 e 26/24)
Brasil 3 x 0 EUA (25/23, 25/22 e 25/17)
Brasil 3 x 0 Tunísia (25/17, 25/14 e 25/13)
Brasil 3 x 2 Polônia (19/25, 25/23, 25/19, 16/25 e 15/11)
Brasil 3 x 1 Japão (25/17, 24/26, 25/13 e 27/25)
Brasil X Itália – nesta terça-feira, com o Brasil já campeão

O jogo

Nesta segunda-feira, a seleção masculina não tomou conhecimento dos japoneses no primeiro set, vencendo por 25/17. O Brasil ficou o tempo inteiro na frente, e chegou até sofrer um pouco, quando o placar chegou a 17/15. Mas na reta final da parcial, Alan conseguiu quatro pontos e o Brasil fechou em 25/17.

Na segunda parcial, o Japão começou melhor, abriu 3 a 0, mas logo o técnico Renan pediu tempo para “arrumar a casa”. E arrumou, logo o Brasil assumiu o comando do placar e abriu vantagem. Depois de estar atrás 14 a 11, os nipônicos conseguiram uma boa sequência e viraram, 16 a 15. No fim, Japão fechou em 26/24, após salvar um set point.

Lucarelli começou sacando muito bem e, logo de cara, a seleção abriu 5 a 0. O ritmo continuou o mesmo, e logo o placar já estava 10 a 3. O Brasil parecia ter esquecido totalmente o que se passou no set anterior e seguia bem à frente, com tranquilidade. No fim, 25/14.

No quarto set, início bem equilibrado, até o 12 a 12. Os japoneses fizeram 14 a 12, mas os brasileiros, após um tempo pedido por Renan, virou para 15 a 14. Os japoneses abriram 21 a 19, e Renan pediu mais um tempo. Com um bloqueio de Leal, tudo ficou igual: 22 a 22. Depois, após um longo rali, o Japão errou um ataque, e a seleção passou à frente, 23 a 22. No fim, 27/25.

Tabela — Foto: Divulgação/FIVB

Globo Esporte

FOTOS: Disputando com clubes tradicionais do Nordeste, atletas do CEI Mirassol se destacam na Copa Nordeste de Vôlei

Fotos: Divulgação

Embora disputando a 23º edição da Copa Nordeste de Vôlei com clubes tradicionais do Nordeste, como o Sport e o Náutico, ambos de Recife (PE), atletas do colégio CEI Mirassol sagraram-se campeões nas categorias Mirim Masculino e Feminino, além de conquistarem um segundo lugar na categoria Pré-mirim e o terceiro Lugar na Infantil Masculino.

O evento esportivo, realizado neste mês de agosto em Currais Novos, confirmou o nível técnico de excelência dos jovens atletas. Na opinião de Jairo Tinoco, coordenador de esportes da instituição de ensino, o resultado da competição é decorrente de toda a preparação que os atletas são submetidos ao longo do ano, executando dois dias de treino por semana, participando de amistosos contra outras escolas e de campeonatos paralelos.

Técnico Bernardinho pode ser candidato a governador pelo PSDB

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Bernardinho pode trocar as quadras de vôlei pelos palanques para disputar a próxima eleição para o governo do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a coluna Radar, da edição de Veja desta semana, o técnico campeão da seleção brasileira é a aposta do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, para enfrentar o PMDB.

Segundo a coluna, Bernardinho se filiou discretamente ao PSDB. O partido, agora, vai testar sua viabilidade como candidato em pesquisas. De acordo com a Veja, Aécio tem afirmado que, com o desgaste do governador Sérgio Cabral, o cenário ficou imprevisível e abriu espaço para um fato novo no Rio – que poderia ser Bernardinho.

A revista ressalva, porém, que o técnico mesmo ainda não tomou nenhuma decisão sobre uma eventual candidatura.

Como treinador, Bernardinho é o maior campeão do vôlei brasileiro, acumulando títulos como a medalha de ouro da seleção masculina, nas Olímpiadas de Atlanta, em 2004, e três campeonatos mundiais.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    Que tal OSCAR ser candidato no Rio G do Norte, seu estado natal.

    • morais disse:

      Vamos com calma. Oscar nao conhece o estado em que ele nasceu, nem tampouco tem saude e capacidade p governar.

'O campeão voltou': vôlei feminino chega em Londres desacreditado, se supera, e conquista ouro

Apesar de uma campanha irregular na fase classificatória – e quase não se classificar para as quartas de finais -, a seleção feminina de vôlei se confirmou no lugar mais alto do pódio diante das favoritas americanas e conquista o bi campeonato olímpico .

Em um jogo que começou parecendo cumprir a previsão de muitos, os EUA de Hooker ganhar o ouro,  foi uma partida de surpresas e confirmação de superação da equipe brasileira. Dominando fundamentos como saque, defesa e um ataque matador, o Brasil paralisou as americanas, mostrando volume de jogo e reivindicando o respeito que merece.

Sheila, Jaqueline, Fernanda Garay , Fabi e Fabizinha foram gigantes na final olímpica. E um destaque especial para o banco brasileiro, local onde está o único tricampeão olímpico do esporte, o técnico José Roberto Guimarães, que se sagrou campeão pela primeira vez em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona com a seleção masculina, e os dois títulos consecutivos em 2008 e 2012.

As parciais do jogo foram: 11-25, 25-17, 25-20, 25-17

Vôlei: Brasil derrota a Turquia e seca americanas para levar o Grand Prix

 

Foto:Divulgação/FIVB

A sua parte, a seleção brasileira feminina de vôlei fez. Neste domingo, as meninas superaram a Turquia por 3 a 1 (25/21, 23/25, 25/20 e 25/15) pela última rodada da fase final do Grand Prix. As turcas eram a adversária da vez, mas a disputa das brasileiras era mesmo com as americanas, uma briga pelo título. Concentrado, o Brasil passou com certa tranquilidade pela Turquia e garantiu ao menos a prata. As meninas, porém, querem mais e secam os Estados Unidos para ficarem com o ouro e, aí sim, fazerem a festa em Ningbo, na China.

As brasileiras precisam que as anfitriãs superem as norte-americanas, em duelo que começa às 8h30m (horário de Brasília), independentemente do placar. As meninas agora saem de quadra e vão às arquibancadas engrossar a torcida chinesa.

Campeãs ou não, as meninas entram na reta final de preparação para as Olimpíadas de Londres. A estreia está agendada para o próximo dia 28, justamente contra a Turquia. A equipe campeã do pré-olímpico europeu, comandada pelo brasileiro Marco Aurélio Motta, ficou com o bronze do Grand Prix.

A turca Darnel Neslihan foi a maior pontuadora da partida, com 20 pontos – um a mais que Thaisa. A central divide o posto de destaque brasileiro com duas jogadoras que começaram no banco de reservas, mas entraram em quadra para mudar o rumo do confronto.

Fonte: Globo Esporte

Brasil dá o troco, embolsa a Polônia e assume a liderança na Liga Mundial

Por João Gabriel Rodrigues
GLOBO ESPORTE

Não que tenha sido um jogo tranquilo. Volta e meia, na rede, brasileiros e poloneses trocavam olhares e palacras não muito amistosas. As comemorações também eram sempre feitas de forma mais explosiva. Mas, apesar do clima de provocações que antecedeu a partida, o Brasil soube controlar bem os nervos. Sem se intimidar e com sua melhor atuação até aqui, a seleção foi soberana contra a Polônia neste domingo. Venceu com autoridade, por 3 sets a 1 (26/24, 25/17, 23/25 e 25/23) e tomou a liderança do grupo B da Liga Mundial, no ginásio poliesportivo Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo.

A vitória dá ao Brasil a condição de depender apenas de si próprio para avançar à fase final da Liga Mundial. Com o resultado, a seleção soma 21 pontos, à frente dos poloneses, que têm 20. Apenas o primeiro lugar de cada grupo e o melhor segundo lugar geral vão brigar pelo título em Sofia, na Bulgária. A disputa do grupo B termina na próxima semana, com os jogos em Tampere, na Finlândia.

vôlei wallace brasil polônia liga mundial (Foto: Wander Roberto / Vipcomm) (Foto: Wander Roberto / Vipcomm)

O jogo

Bernardinho já havia dado dicas de que poderia mudar o time logo após a vitória contra o Canadá. Neste domingo, o treinador mandou Bruninho, Dante e Lucão para quadra, nos lugares de Ricardinho, Thiago Alves e Rodrigão. Mas o primeiro ponto foi polonês, com Bartman. Os rivais abriram 2/0, e Wallace abriu a contagem brasileira ao explorar o bloqueio. A seleção conseguiu chegar ao empate depois de um erro dos adversários, mas, no primeiro tempo técnico, era a Polônia que tinha vantagem: 8/7, depois de ponto de Bartman.

Sidão, após bola rápida de Bruninho, deixou tudo igual novamente (9/9). Em um ace de Murilo, o Brasil passou pela primeira vez à frente no placar. Foi por pouco tempo. Dante ficou no bloqueio, e a Polônia retomou a liderança. Assim como nos outros jogos, o Brasil errava saques seguidos e falhava na recepção. Os poloneses, então, abriram 16/14.

O Brasil voltou a empatar pela vibração de Murilo, em bloqueio duplo com Sidão (16/16). A virada veio também em um bloqueio, de Bruninho, que vibrou muito. O Brasil abriu vantagem após erro polonês e saque de Sidão, sem recepção do outro lado. Mas, em duas falhas em sequência, a Polônia encostou e, com dois pontos seguidos de Kurek, tomou a frente no placar novamente. Após bronca de Bernardinho, o Brasil conseguiu a virada e chegou ao set point depois de ataque para fora de Bartman. Os poloneses conseguiram salvar o primeiro, mas um bloqueio de Théo e uma condução de Bartman deu a vitória da parcial para os donos da casa: 26/24.

vbôlei brasil polônia liga mundial (Foto: Alexandre Arruda / CBV) (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

O Brasil voltou ainda melhor para o segundo set. Wallace, na paralela, abriu a contagem. Na sequência, Murilo ampliou com um bloqueio. Um ace de Wallace fez com que a seleção abrisse três pontos de vantagem (7/4). Depois de um erro de saque de Kurek, os donos da casa foram para o primeiro tempo técnico com 8/5.

Àquela altura, o Brasil fazia uma partida praticamente perfeita. Bem em todos os fundamentos, a seleção não dava chances à principal arma dos poloneses, o oposto Bartman. Com tranquilidade, foi construindo o placar e animando a torcida. Murilo, ao explorar o bloqueio rival, levou o Brasil ao set point (24/16). A Polônia salvou um, mas a diferença era muito grande. Murilo, mais uma vez explorando o bloqueio, fechou a tampa: 25/17.

vbôlei murilo brasil polônia liga mundial (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

Com um ataque de Jarosz, a Polônia abriu o placar no terceiro set. Wallace repondeu com uma linda diagonal. Os rivais abriram 4/2, e o Brasil foi buscar o empate. A Arbitragem flagrou uma condução de Bruninho, mas o levantador se recuperou na sequência, em belo passe para Wallace marcar. Foi a Polônia, porém, que foi para o primeiro tempo técnico em vantagem (8/7), ao explorar o bloqueio brasileiro. No lance, as provocações das outras partidas deu lugar ao fair play. Bruninho tropeçou no pé de Kubiak ao descer na rede e foi ao chão. No mesmo instante, o rival passou para o outro lado da quadra para ajudar o brasileiro a se levantar.

O jogo continuava tenso, mas o Brasil cresceu. Na largadinha de Thiago Alves, a seleção abriu 12/10 e incendiou o ginásio em São Bernardo do Campo. Só que os poloneses conseguiram se recuperar. Aproveitaram um momento de desatenção dos donos da casa e abriram 20 a 17. Os brasileiros conseguiram equilibrar a partida mais uma vez e chegaram ao empate em bela bola de Thiago Alves (21/21). A Polônia conseguiu chegar ao set point em ataque errado de Thiago Alves. Depois, um novo erro de Théo deu fim à parcial: 25/23 para os visitantes.

O clima esquentou logo na volta à quadra. Em um bloqueio de Kubiak, os poloneses pediram bola dentro, mas a arbitragem deu ponto para o Brasil. Serginho, com o dedo apontado para o rival, foi para a rede discutir. Com o jogo equilibrado, a seleção foi para o primeiro tempo técnico em vantagem (8/7).

Os poloneses continuavam dificultando o jogo brasileiro, mas, na garra, a seleção conseguiu abrir vantagem: 12/9, depois de ataque de Wallace. Aos poucos, o Brasil passou a controlar o jogo e disparar no placar. Ao explorar o bloqueio rival, Wallace fez 21/16 para a seleção. As discussões na rede aumentaram. Mas o nervosismo pesou mais para o lado polonês. Sem dar chance aos rivais, o time de Bernardinho fechou o jogo em 25/23, depois de um ponto de Lucão, sem defesa do outro lado.

Crise na Seleção Brasileira de Vôlei

Blog de Bruno Voloch

Após a perda do título da Liga Mundial, o grande desafio do técnico Bernardinho será transformar a seleção brasileira novamente em uma ‘família’. O time que ficou consagrado por ganhar tudo e de todos, tinha na união a força. Mas esse rótulo, aparentemente, foi deixado para trás.

O blog teve acesso aos bastidores da campanha da seleção na reta final da Liga Mundial.

O relacionamento entre Giba e Bernardinho esfriou e não é mais o mesmo.

Giba, referência dentro do grupo, chegou a ter uma úlcera gástrica na Polônia. Nervoso, o jogador não gostou de ter ficado no banco e ser preterido para o jogo contra Cuba na abertura da fase final da competição. Dante e Murilo foram os ponteiros e Giba ficou na reserva. A seleção jogou mal e Giba foi um dos responsáveis pela virada.

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