Comportamento

Com sexo oral ‘mal feito’ entre maiores queixas, pesquisa revela o que mulheres casadas buscam em aventuras extraconjugais

Foto: Ilustrativa

O que leva uma pessoa a buscar uma relação fora do casamento? Embora ainda seja consideradas tabu, as relações extraconjugais estão relacionadas a algo muito simples: a busca pela satisfação sexual. É o que mostra a pesquisa realizada pela Ashley Madson, site de relacionamento voltado para pessoas casadas.

Segundo o levantamento realizado com 2.267 usuárias da plataforma, 21 de julho de 2021 e 28 de julho de 2021, 64% das mulheres se sentiram sexualmente negligenciadas em seu casamento, e 44% dizem que a falta de sexo interessante e frequente é o que as leva a trair. E esta negligência na cama pode servir de gatilho para as mulheres que estão em busca de satisfação sexual.

“Um equívoco comum é que as mulheres perdem o interesse pelo sexo mais rápido do que os homens em relacionamentos de longo prazo”, diz Isabella Mise, Diretora de Comunicações da Ashley Madison. “Isso não poderia ser menos verdadeiro. Agora, mais do que nunca, as mulheres não estão dispostas a sacrificar sua vida sexual pela monogamia. Se eles não estão encontrando satisfação em seu relacionamento principal, elas vão procurar fora.”

Sexo oral bem feito é diferencial

De acordo com a pesquisa, o sexo oral é um dos atos mais mencionados para definir se o parceiro é bom de cama e uma preferência entre as usuárias do site, que dizem procurar alguém que ‘mande bem’ com a boca e língua. Ao que parece, os maridos andam deixando a desejar nesta parte.

Entre as entrevistadas, apenas 23% das mulheres recebem sexo oral regularmente de seu parceiro principal, mas esse número sobe para 58% quando se trata de seu amante – e eles (os amantes) estão fazendo isso melhor. Enquanto 48% das mulheres consideram seu amante um especialista em sexo oral, ou pelo menos “muito bom”, apenas 31% dizem o mesmo sobre seu cônjuge.

Delas – IG

 

Opinião dos leitores

  1. Mas fala sério… o marido encara o expediente de 8 horas, levando cagaço do chefe, cliente importunando… aí chega em casa a patroa nem beijinho dá… na hora do rala ele ainda se faz presente pro sexo oral e encontra uma perseguida mal lavada… daí ele evita…

    1. 4 lorotas e nenhuma verdade, um clássico comentário caligulesco.

  2. Nada justifica a infidelidade. Não está feliz? Pede para sair. Isso vale para homens e mulheres. A outra questão é que certamente essas mulheres se perfumam e asseiam para encontrar com o amante, mas para os maridos ficam na bagaça, e tanto as mulheres quanto os homens devem manter a chama acesa, não deve ser responsabilidade exclusiva de um ou outro. Mulher adora se vitimizar.

  3. Tem marido que não faz a coisa certa aí vem o personal trainer, que fica só esperando a hora, e craw…e tem umas personal trainers mulheres que fazem ainda melhor e tomam a mulher do cabra fraco.

    1. Tem também uns bombeiros que acabam não só com casamento mas com os esquemas de divisão de salário conhecido como “rachadinha” de marido “imbrochável” mas que já vai sendo corno no terceiro casamento…

  4. Alguém tem que dizer a verdade. O “gatilho” da infidelidade é a falta de caráter. Está insatisfeito(a)? Tenha caráter, seja adulto e correto: converse sobre e trabalhe pra resolver. Não deu certo? Divórcio. É uma derrota do ponto de vista cristão, de fato, mas é uma saída honesta.

    1. Concordo plenamente.
      Tive um marido que me dava, em todos os sentidos, motivos para ser traído, mas, nunca o fiz; pelos meus Princípios e, sobretudo, pela minha Fé em Deus!

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Comportamento

Quarentena impulsiona busca por relações extraconjugais; homens e mulheres revelam usar aplicativos, chats e ‘sexting’

FOTO: DANAE DIAZ/BBC THREE

“Ele estava dormindo e eu levei o celular para o banheiro. Não precisa de um grande esquema secreto para a troca de mensagens, dos nudes…. Todo mundo carrega o telefone pra todo canto, pro banheiro, pra cozinha, não é algo tão calculista como pode parecer”, conta a arquiteta Bianca*, 36, que está em isolamento social com o namorado Gabriel, no Rio de Janeiro (RJ) desde março.

Os dois estão juntos há cinco meses, mas Bianca conta que as consequências da pandemia do novo coronavírus foram decisivas para a maneira como o relacionamento foi construído. “Antes da quarentena, não tinha um status de namoro. Gosto do Gabriel e de estar com ele, mas não queria que nosso relacionamento tivesse se aprofundado tanto como aconteceu por causa da pandemia “, confessa ela, que se sente “traindo” o parceiro.

“Continuo em contato com outros homens e uma mulher, trocando mensagens, nudes e praticando sexo virtual, mas me sinto um pouco culpada. Não sofro por isso, mas não acho que seja justo com ele. Só que também não consigo abrir mão do conforto emocional que o namoro me traz e nem da vida sexual que eu gostaria de estar levando e estaria, sem culpa e sem amarras, se não fosse pela pandemia”, diz ela.

Também no Rio, a publicitária Luciana*, 35, divide o apartamento com o marido – como o reconhece e chama – há cinco anos. Como Bianca, ela sentiu os efeitos do isolamento social sobre seu relacionamento, que já estava, como conta, em crise.

“Antes de a pandemia ‘estourar’ eu já estava cogitando a possibilidade de me separar. Sentia que a gente estava se afastando afetivamente, sexualmente e emocionalmente. Daí veio a quarentena e a crise ficou meio ‘em stand by’. Não ouso ‘mexer neste vespeiro’ porque não tem como resolver. Não tem como a gente se separar em meio a este caos, não tem como dar um tempo, então prefiro manter uma convivência minimamente harmônica enquanto isso durar”, explica ela.

Apesar de destacar um convívio agradável com o marido – “gosto da companhia dele”, ela diz -, Luciana conta que se aproximou, durante a pandemia, de um outro homem, um conhecido de faculdade. Os dois se reencontraram em uma festa de amigos em comum no início do ano e passaram a trocar mensagens.

“Começou como uma amizade e de uns meses para cá, falarmos abertamente sobre o interesse que temos um no outro. Só não tem nada em tom explicitamente sexual: troca de nude, sexo virtual, nada disso. Mas falamos sobre nosso dia, conto meus planos para o futuro, ele fala dos dele, mandamos fotos do cotidiano. De certa forma, me sinto como se fôssemos um casal, tirando as relações sexuais/eróticas, até porque pela pandemia, não tem a pressão da possibilidade de um encontro físico. Mas me sinto envolvida afetivamente, conectada sentimentalmente, com uma rotina a dois de certa forma com ele, de um jeito que eu não me sinto mais em relação ao meu marido”, confessa.

Desejo de ‘estar fora’

Segundo Cláudio Paixão, doutor em psicologia social e professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o isolamento social necessário como medida de prevenção contra a covid-19 causa uma redução do espaço físico vivenciado pelas pessoas, o que não acontece com os espaços psíquicos, impactando a maneira como vivenciam seus desejos.

“As pessoas estão o tempo todo em diálogo com o mundo, em seu trabalho, sua vida social, outros lugares que não a casa e o próprio relacionamento. Com o isolamento, há uma redução deste espaço físico de interatividade, mas o campo psicológico não passa por isso de pronto. Então as pessoas não entendem ou aceitam imediatamente que sua rede de relacionamentos também está limitada. Isso faz com que se olhe para fora: de casa, do relacionamento. É um desejo de ‘estar fora’. Isso aparece nos memes de saudades do bar, da vontade de ‘se aglomerar’, de praticar atividades físicas, os mais diversos desejos de troca, inclusive a sexual e afetiva. E o que se tem feito como alternativa é uma virtualização das relações para suprir estes desejos”, aponta o especialista, citando exemplos como troca de nudes e a prática de ‘sexting’, sexo virtual por mensagens.

Sem sair desde março da casa em que vive com o namorado em Belo Horizonte (MG), o pesquisador Caio, de 28 anos, passou a utilizar o que ele chama de “aplicativos de pegação” e tem participado de chats em busca de parceiros sexuais.

“Acho que sempre tivemos um relacionamento aberto velado. Já fiquei com outros caras e sei que ele também. Mas era algo esporádico, quando rolava um clima numa festa, coisa de momento. Não falamos sobre isso, e nunca busquei esses encontros ativamente, acredito que nem ele. Agora na pandemia, me vi mais impelido a fazer isso, tenho usado aplicativos de ‘pegação’, inclusive trocando nudes neles e em chats como do Facebook, coisa que nunca tinha feito. Não sei se ele também faz, mas não me incomodaria”.

Caio diz que isso não afetou sua relação com Igor, com quem mora há 8 anos. “Apesar de estarmos na mesma casa, que é antiga e enorme, não ficamos o dia todo no mesmo ambiente. Além disso, eu trabalho muito tempo diante do computador, então temos uma certa privacidade. Não frequento esses aplicativos e chats descaradamente, na frente dele. Nossa vida sexual continua bastante ativa e nosso envolvimento afetivo e emocional continua o mesmo de antes, mais intenso até, eu diria. Sinto que nosso relacionamento é muito estável”.

‘Tinderização’ das relações

Para o psicólogo Cláudio Paixão, outro fator que impacta a busca por relações extraconjugais é um padrão de se relacionar que ele chama de ‘tinderização’ (referência ao aplicativo Tinder, que permite interação entre as pessoas a partir de um “match”, função que aponta interesse mútuo entre dois usuários).

“Com o advento das redes sociais, criou-se a possibilidade de se navegar e ver outras pessoas, possibilidades de relacionamento diferentes das que se tem. Surge um cardápio maior de possibilidades, o que sugere, atiça uma série de outros desejos, ainda que baseados em fantasias, porque na internet as pessoas se mostram como querem ser vistas.”

Cláudio sugere, ainda, que essa ‘tinderização’, trazendo a grande possibilidade de outras escolhas sexuais e afetivas, também tende a tornar as gerações atuais menos tolerantes aos aspectos que as desagradam em seus parceiros.

“Há a tendência de redução de tolerância ao erro do outro. Antes você acabava convivendo por um tempo, ia estreitando laços com alguém para aprender sobre a pessoa em diversos níveis. Neste momento de tinderização, as pessoas têm muitas escolhas e um baixo limiar de resistência à frustração de expectativas. Você vê o outro, se interessa e começa a conversar. Se surge algo que desagrada, é só ‘jogar pro lado’ e interromper o contato”, aponta o especialista, destacando como o isolamento social impacta este efeito.

“Neste momento, o que há de bom e ruim nas relações se sobressai ao mesmo tempo em que há essa diminuição da tolerância. Somando a isso fatores como o cuidado com filhos e com pessoas idosas, o teletrabalho e o ensino à distância, cria-se um desgaste da relação a dois. Isso pode fazer com que o interesse da pessoa se volte ‘para fora’ da relação confinada naquele espaço de tensão. Por isso é sempre importante dialogar.”

Moralização dos relacionamentos

Apesar dessa tendência em se querer experimentar “o que está fora” de um relacionamento monogâmico diante do confinamento, a pandemia do novo coronavírus pode trazer uma certa moralização dos modelos conjugais. É a análise feita pelo antropólogo Antônio Pilão, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em gênero e sexualidades em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO- UFJF).

“Vejo uma relação muito estreita com o fenômeno da aids nos anos 1980 e 1990. O mundo havia saído de um contexto de experimentação afetiva e sexual dos anos 1970. Com a aids, houve uma remoralização dos desejos e práticas, porque entendia-se que a proliferação do HIV era proveniente da promiscuidade sexual. Então a limitação das experiências afetivas e sexuais e a monogamia como regra foram uma resposta a essa premissa”, analisa Antônio, um dos pesquisadores pioneiros no estudo de relações não monogâmicas no país.

“Estamos diante de um vírus que se alastra a partir das interações sociais, do abraço, do beijo. Essas são, na sociedade ocidental, porta de entrada para a sexualidade. Com isso, os relacionamentos tornam-se uma discussão sanitária, o que também influencia nossa visão moral. Antes da pandemia estávamos em um momento, desde o início dos anos 2000, de maior abertura para o questionamento das limitações da monogamia. Agora, parece que estamos entrando em uma fase em que ela se apresentaria como a única possibilidade conjugal possível, até por questões de saúde pública”, avalia o antropólogo.

“A infidelidade é uma afirmação da monogamia”

Antônio explica também a diferença entre estar em uma relação não monogâmica e ter relacionamentos extraconjugais:

“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que essa normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor (num relacionamento) exclusivamente a outra pessoa. As relações não monogâmicas questionam esse modelo e não são a ausência total de regulação, mas a proposta de regulações e contratos que não sejam absolutos como a monogamia. Já a infidelidade é uma afirmação da monogamia. Driblar os pressupostos e as regras da norma vigente não constrói novos acordos, mas representa uma manutenção dos antigos, ainda que seja no descumprimento deles. Por isso também há o sentimento de culpa, arrependimento, vergonha e as práticas se mantêm clandestinas.”

Para Antônio, é impossível prever como serão construídos os modelos de conjugalidade em um possível mundo pós-pandemia.

“Não sabemos se no que ano que vem o cenário atual vai estar superado. Se vamos passar anos, décadas usando máscara, e temendo o contato com pessoas estranhas, perdendo hábito de ‘ficar’, por exemplo. Nesse sentido, a preocupação com a infidelidade não deve vir de suas questões morais, mas do risco iminente de contágio. Principalmente num contexto de possíveis encontros clandestinos, podendo expor pessoas que nem sabem dos perigos que correm. O ideal seria que os casais pudessem conversar e encontrar alternativas de acordos sanitariamente seguros que funcionassem para eles e para a sociedade, já que se trata de uma questão coletiva”.

IG, com BBC

 

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Comportamento

INFIDELIDADE: Especialistas comentam os principais motivos que fazem as pessoas buscarem relações extraconjugais

Foto: Shutterstock

É fato: a infidelidade é uma realidade em muitos relacionamentos. Não são raros os casos de traição que abalam os casais e resultam em término. Segundo a psicóloga e sexóloga Bete Monteiro, do Instituto Ser+, falar em um perfil dos infiéis é algo limitador, afinal, existem vários motivos que levam alguém a trair.

Embora existam muitas variáveis, a especialista diz que geralmente há alguma questão emocional envolvida em uma traição ou micro traição – termo que ela usa para definir o que não é contato físico propriamente dito, mas indica omissão no relacionamento ou desejo por outra pessoa.

“Antigamente era comum, por exemplo, os homens tirarem a aliança. Isso é uma forma de micro traição. Ela é motivada pelo desejo do flerte”, explica.

Por que as pessoas traem?

A psicóloga fala que as pessoas costumam buscar elementos novos fora do relacionamento. Para muitos, isso é mais fácil do que investir na criatividade para salvar ou apimentar uma relação que já existe. Por isso, a diversão é justificativa comum para a traição.

No caso dos homens, Bete também explica que alguns buscam relações extraconjugais apenas para reforçar a masculinidade e manter a posição de “galanteador”. “Podemos pensar em pessoas que precisam se reafirmar e buscam possibilidades fora do relacionamento justamente para saber se ainda possuem o poder de sedução, da paquera…”, exemplifica.

Ela ainda comenta sobre o papel dos aplicativos de relacionamento na traição. “A sexualidade começa na construção mental, na imaginação. Quando eu estou em um app com alguém, essa pessoa pode ser o que eu quiser – é uma fantasia – muito mais estimulante que o real”, comenta.

Essas relações se mostram como algo mais excitante e prático, já que não há o “drama” do namoro ou do casamento envolvido. “E se eu resolvo, por exemplo, desinstalar o aplicativo e bloquear alguém eu termino essa questão. Não me implico de uma forma real como eu preciso fazer numa relação diária. Envolve também praticidade”, fala.

A reprogramadora Ivana Cabral também pontua que os motivos da traição são muito relativos, mas várias pessoas traem para se reafirmar e por se sentirem inseguras dentro do relacionamento. “A pessoa trai às vezes, por estar passando por uma dificuldade no relacionamento e busca em outra pessoa aquela chama que acha que não existe mais dentro de si”, fala.

Para a profissional, inclusive, é possível ainda amar o parceiro e trair, dependendo do desejo que sente pelo outro. “Você vai sentir desejo por outra pessoa, mesmo amando o seu parceiro, a diferença é você conseguir controlar esse desejo, entrar no equilíbrio. Depende dos valores de cada um”, diz.

IG

 

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Jornalismo

Site de relacionamentos extraconjugais faz propaganda usando o Cristo

Estadão – O outdoor de um site de relacionamentos, especializado em relações extraconjugais, está provocando polêmica na cidade. A propaganda tem a imagem do Cristo Redentor ao lado dos dizeres: “Tenha um caso agora! Arrependa-se depois”. A Arquidiocese encaminhou o assunto para o departamento jurídico e estuda as medidas que tomará.

Arquidiocese encaminhou o assunto para o departamento jurídico e estuda as medidas que tomará

“A Arquidiocese repudia com veemência essa propaganda com uso do Cristo, cujo direito de imagem pertence à Cúria. Ainda mais num anúncio que prega o adultério”, afirmou o porta-voz da Arquidiocese, Adionel Carlos da Cunha.

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