Site polêmico volta a funcionar após ser bloqueado no Brasil

Serviço Mega oferece espaço de 50 GB para guardar arquivos online — Foto: Reprodução/TechTudo

A disputa entre a plataforma de arquivos na nuvem Mega e os provedores de internet Claro (dona da NET), Oi, Vivo e Algar ganha um novo capítulo. A empresa neozelandesa divulgou que o Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou o desbloqueio do acesso ao serviço. Atualmente, clientes das quatro empresas encontram dificuldades para abrir documentos armazenados pela empresa.

O processo – que corre em segredo de Justiça – tem como plano de fundo queixas de que no Mega estariam salvos arquivos que infringem direitos autorais. Por conta disso, a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) teria solicitado o bloqueio do portal e de outros nove endereços, o que originalmente foi aceito.

Nos autos, o Mega alega que a decisão fere o Marco Civil da Internet por tirar do ar um serviço sem que os responsáveis se manifestem. Também afirma que todo o conteúdo de origem duvidosa foi apagado da plataforma. Num dos trechos, ainda diz que a legislação não estabelece bloqueio “ilimitado” do acesso a páginas online.

Em entrevista exclusiva, o diretor Stephen Hall contou que só ficou sabendo da proibição quando as pessoas começaram a reclamar que não conseguiam acessar os arquivos de trabalho e particulares. O Mega estima ter 20 milhões de usuários no país.

O TechTudo procurou as teles para que se manifestassem quando surgiu a primeira notícia sobre o caso. Na ocasião, todas optaram por não comentar e apenas disseram que seguiriam a decisão da Justiça. A exceção foi a Oi por alegar não ter banimento em curso.

A alegação da ABTA, em síntese, é de que os sites em questão “violariam direitos autorais e de propriedade industrial dos seus associados, além de praticarem concorrência desleal, na medida em que possibilitariam o acesso gratuito a toda a programação comercializada e veiculada por canais de TV por assinatura”.

Em 30 de setembro, a associação transmitiu a seguinte nota: “Os processos relacionados a sites com conteúdos irregulares tramitam em segredo de Justiça. Por esta razão, não podemos comentar a respeito”.

O relator Maurício Pessoa ressalta na peça mais recente que “a atividade lícita da agravante [Mega] está comprometida e, consequentemente, o direito de propriedade dos usuários que com ela contrataram, na medida em que os respectivos conteúdos dos quais são titulares estão inacessíveis”.

Com mais este movimento, a expectativa é de que Claro/NET, Oi, Vivo e Algar voltem a permitir que os usuários acessem o endereço mega.nz.

Site polêmico

Kim Dotcom, o lendário criador do Megaupload, chegou a ser preso — Foto: Divulgação/Kim Dotcom

Não é de hoje que a plataforma Mega se insere em polêmicas. O antecessor Megaupload foi questionado por entidades de diversos países durante anos. O fundador Kim Dotcom chegou a ser preso a pedido do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

O funcionamento do serviço foi interrompido após uma decisão judicial estrangeira. O Mega foi criado como um sucessor. A plataforma aposta fortemente na criptografia de dados para que internautas enviem e baixe arquivos de maneira segura. A privacidade é tida como um dos pilares da nova empresa.

G1, com Techtudo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alaca disse:

    Polêmico só aqui, o resto do mundo usa como backup. A culpa não é do site, são dos que pirateiam.

Atenção! WhatsApp vai parar de funcionar em smartphones antigos

Foto: Reprodução/Olhar Digital

A partir de 1º de fevereiro de 2020, app deixará de funcionar em aparelhos com Android 2.3.3 ou iOS 8, versões antigas dos sistemas móveis

Se você não larga do WhatsApp e tem um smartphone antigo, rodando o iOS 8 ou o Android 2.3, preste atenção: em breve seu aparelho não será mais capaz de rodar o app.

Segundo a página de suporte do WhatsApp, o aplicativo agora exige o iOS 9 ou superior. Quem tem aparelhos com o iOS 8 ainda consegue usar o app, mas não será capaz de criar novas contas ou verificar contas já existentes. Entretanto, em 1º de Fevereiro de 2020 o app deixará de funcionar completamente nesta versão do sistema.

Já entre os Android, quem tem um aparelho com o Android 2.3.3 a 2.3.7 está na mesma situação: já não pode criar novas contas ou verificar contas antigas, e em 1º de Fevereiro de 2020 perderá acesso ao app.

A sugestão do WhatsApp para quem tem um aparelho com estas versões do sistema é trocar para um modelo mais novo. E antes que alguém reclame que isso é “injusto”, vale notar que o Android 2.3.3 é de 2011, o iOS 8 de 2014, e ambos os sistemas já foram abandonados há muito tempo até por seus criadores. Quem fizer um upgrade, mesmo que opte pelos smartphones mais básicos atualmente no mercado, só tem a ganhar.

Olhar Digital

Anac autoriza britânica Virgin Atlantic a funcionar no Brasil

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a companhia aérea britânica Virgin Atlantic Airways Limited a funcionar no Brasil para “operar serviço de transporte aéreo internacional regular de passageiro, carga e mala postal”. O aval está formalizado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 22.

Nesta semana, a empresa informou que a partir do próximo ano terá voos diretos entre São Paulo e Londres. Segundo a companhia, será uma rota diária que ligará Heathrow, o maior aeroporto do Reino Unido, em Londres, a Guarulhos.

Além do voo, a Virgin Holidays, uma empresa do mesmo grupo especializada em lazer, também vai oferecer serviços de turismo para o Brasil.

A empresa pretende lançar pela primeira vez viagens no País, com destinos como o das Cataratas do Iguaçu e o da floresta amazônica, considerados “facilmente acessíveis” a partir de São Paulo.

“Os turistas também podem se conectar a atrações icônicas, como o Rio de Janeiro e as belas praias de Santa Catarina”, disse a empresa no comunicado.

A chegada da Virgin ao Brasil ocorre na esteira de outras empresas de baixo custo, como a Norwegian, que iniciará voos entre Londres e o Rio ainda este mês. Cada trecho sairá por cerca de R$ 1 mil.

A operação da Virgin Atlantic será feita por meio de uma aeronave Boeing 787 Dreamliner. Conforme a companhia, o objetivo é que o novo serviço aproveite a retomada da economia brasileira. As vendas de passagens começam ainda em 2019.

Estadão