WhatsApp exibirá propaganda entre os Stories a partir de 2020

O dia que muita gente temia desde a compra do WhatsApp pelo Facebook está prestes a chegar. Ao anunciar os planos de monetização do mensageiro, a empresa afirmou que o aplicativo começará a exigir propagandas aos usuários das versões iOS e Android no ano que vem. Inicialmente, a publicidade aparecerá apenas em meio aos Stories, mais ou menos como acontece hoje no Instagram.

O formato é semelhante, com o anúncio ocupando a tela inteira e com um link de arrastar para cima na parte de baixo, mas a forma de exibição é um pouco diferente. O nome da companhia aparece em destaque, em vez das informações de contato, enquanto o usuário é levado, pelo clique, à página da companhia no serviço de Business do mensageiro. Isso, inclusive, é uma indicação de que apenas clientes corporativos da plataforma poderão usar o sistema de propagandas, pelo menos nessa etapa inicial.

Ao anunciar os planos de monetização do mensageiro, o Facebook também revelou uma maior integração entre o WhatsApp e outras plataformas, mais um movimento que já era esperado há bastante tempo. Propagandas exibidas no Facebook e Instagram poderão levar usuários ao WhatsApp e, possivelmente, vice-versa, aumentando o rol de opções e ferramentas disponíveis para os anunciantes.

Com a adição, chegam também novas funções para os usuários do WhatsApp Business, como a opção de ligar pequenos textos introdutórios a imagens ou arquivos de PDF. Além disso, será possível ver o conteúdo de links e mensagens sobre produtos específicos sem sair do mensageiro, ampliando o uso da plataforma para vendas e demonstrações, enquanto o usuário é levado para fora dela somente se quiser ver mais informações ou um catálogo completo (que também pode ser disponibilizado diretamente no app, para maior comodidade dos clientes) a partir do site oficial.

Essa integração também significa que o WhatsApp passará a ser integrado ao rol de opções de negócios do Facebook como um todo, sendo vendido como uma opção a mais de publicidade para os anunciantes da plataforma. Da mesma maneira, a partir de aplicativos de gestão, será possível controlar todos os anúncios nas redes sociais da companhia, com relatórios especializados sobre a performance das propagandas em cada uma das plataformas.

O anúncio das novidades foi feito durante uma conferência de marketing do Facebook, que acontece anualmente e, em 2019, rolou nesta semana. Apesar de ter confirmado uma previsão, a empresa não deu uma data específica para a implementação da monetização ao WhatsApp. Da mesma forma, a empresa não disse nada sobre outras opções menos bem-vindas de anúncios, com o maior temor dos usuários sendo a aparição deles em meio aos chats ou listas de conversas.

Ao mesmo tempo, não parece existir nenhum indício de que o WhatsApp retornaria aos tempos de solução paga, nem mesmo indicando a possibilidade de uma assinatura para fazer sumir os anúncios. Antes de ser adquirido pelo Facebook, e durante algum tempo depois disso, o uso do mensageiro custava US$ 0,99 por ano, com o primeiro sendo gratuito, um valor simbólico para manutenção de um sistema que ainda dava seus primeiros passos e foi extinto em 2016. Entretanto, para clientes corporativos, há iniciativas pagas pelas quais o WhatsApp cobra uma comissão pela venda de passagens ou produtos através da plataforma, além de vender serviços de envio de mensagens em massa e outros recursos.

Canal Tech, via Matt Navarra (Twitter)

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Era só o que faltava. Acho que vou migrar para uma bola de cristal.

WhatsApp atualizará 155 emojis; veja como eles vão ficar

O WhatsApp recentemente liberou uma nova atualização através do Google Beta Play Program. A versão 2.19.139. trouxe novas informações sobre o desenvolvimento do Modo Noturno para o aplicativo e também alterou o design de 155 emojis. Esse layout estará disponível na próxima versão estável do Google Play e na também próxima atualização do WhatsApp Web.

Na atualização beta 2.18.384., o WhatsApp já havia modificado 357 emojis e, em seguida, melhorou o layout de mais 21 emojis na versão 2.19.21. Se podemos tirar alguma conclusão disso, o fato é que o aplicativo vê os emojis como parte importante da plataforma. Portanto, para torná-los melhor, o mensageiro redesenhou completamente diversos deles, mas, para outros, eles apenas aplicaram algumas pequenas alterações. Confira as mudanças da versão beta atual:

Olhar Digital, via WABetaInfo

WhatsApp teve sua pior falha de segurança: brecha deixou vulnerável dados dos usuários e também todos os aplicativos instalados no celular

O WhatsApp alertou seus 1,5 bilhão de usuários no mundo todo para que o aplicativo de celular fosse atualizado. Uma brecha de segurança da plataforma permitiu que hackers instalassem um vírus para monitorar o uso do aparelho.

Segundo o professor da FGV Arthur Igreja, do ponto de vista técnico, o “WhatsApp teve sua pior falha de segurança.”

O especialista em tecnologia afirma que o WhatsApp tinha como uma de suas prioridades a segurança e a privacidade das mensagens trocadas entre os usuários. Porém, foi usado para expor todos os demais aplicativos instalados no aparelho.

“O vírus instalado pelos hackers permitia espionar 100% do uso do celular. Isso criou uma vulnerabilidade para aplicativos de bancos, e-mails e para outros serviços usados pelo celular”, explica o professor.

Os cibercriminosos usaram uma chamada de voz pelo aplicativo para conseguir instalar o vírus. A vítima não precisava atender a ligação para ter o celular invadido. O histórico de chamadas ainda era apagado para não deixar pistas. Isso dificultava a descoberta de que algo irregular estava ocorrendo.

O professor Igreja alerta que ainda é cedo para ter a dimensão real do ataque. “O WhatsApp não revelou o número exato de quantas pessoas foram vítimas dos hackers. É possível que não tenha sido algo tão pontual”, afirma.

Procurado pelo R7, o WhatsApp enviou o seguinte posicionamento:

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis. Estamos trabalhando constantemente ao lado de parceiros da indústria para fornecer os aprimoramentos de segurança mais recentes para ajudar a proteger nossos usuários.”

R7

Após alerta mundial, saiba como atualizar o WhatsApp e proteger o celular de uma invasão

Usuários devem atualizar o WhatsApp para se proteger de hackers. Foto: Pixbay

O WhatsApp alertou todos os usuários sobre uma falha no sistema que permitiu que hackers tivessem acesso aos dados armazenados nos celulares. A única forma de se proteger do ataque, segundo a empresa, é fazer a atualização do aplicativo.

Para atualizar o app em celulares Android, acesse o Play Store e procure pelo WhatsApp na barra de buscas. Em seguida, clique no botão atualizar. O ideal é estar conectado com uma rede Wi-Fi ao invés de usar uma conexão 4G. Isso fará o download ser muito mais rápido.

Celulares com sistema operacional Android e iPhones devem ser atualizados. Foto: Reprodução

No caso dos iPhones, acesse a App Store e siga o mesmo passo a passo. Procure pelo WhatsApp na barra de buscas e clique em atualizar.

Como era o golpe?

Os hackers faziam uma ligação pelo WhatsApp para o telefone de uma vítima. Mesmo que a ligação não fosse atendida, um vírus era instalado no celular.

Em muitos casos, a chamada desaparecia do histórico do aparelho sem deixar nenhuma pista. Por isso, muitos usuários não suspeitavam que tiveram o aparelho invadido.

R7

 

WhatsApp detecta ataque hacker e pede que usuários em todo o mundo atualizem o aplicativo

Whatsapp divulgou comunicado sobre vulnerabilidade no sistema (Thomas White/Reuters)

O aplicativo de mensagem instantânea WhatsApp, de propriedade do Facebook, divulgou, nessa segunda-feira 13, que foi detectada uma vulnerabilidade em seu sistema que permitia que hackers instalassem spyware em alguns telefones – conseguindo, assim, acessar os dados contidos nos aparelhos.

A empresa confirmou em comunicado à imprensa a informação publicada horas antes pelo jornal Financial Times e pediu aos 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo que “atualizem o aplicativo para sua versão mais recente” e mantenham durante o dia seu sistema operativo como medida de “proteção”.

O WhatsApp, que foi adquirido pelo Facebook em 2014, indicou que neste momento ainda não é possível dizer quantas pessoas foram afetadas, mas estimou que as vítimas foram escolhidas “especificamente”, de maneira que em princípio não se trataria de um ataque em grande escala.

O software espião que foi instalado nos telefones “se assemelha” à tecnologia desenvolvida pela empresa de cibersegurança israelense NSO Group, que levou o WhatsApp a colocá-lo como o principal suspeito por trás do programa de espionagem.

A vulnerabilidade no sistema, para a qual a empresa lançou um patch na segunda-feira, foi detectada há apenas alguns dias e, por enquanto, não se sabe quanto tempo duram as atividades invasoras.

Os hackers faziam uma ligação através do WhatsApp para o telefone cujos dados queriam acessar e, mesmo que o destinatário não respondesse à chamada, um programa de spyware era instalado nos dispositivos.

Em muitos casos, a chamada desaparecia mais tarde do histórico do aparelho, de modo que, se ele não tivesse visto a chamada entrar naquele momento, o usuário afetado não suspeitaria de nada.

O WhatsApp declarou que, logo após tomar conhecimento dos ataques, alertou a organizações de direitos humanos (que estavam entre as vítimas da espionagem), empresas de segurança cibernética e o Departamento de Justiça dos EUA.

O fato de algumas das organizações afetadas serem plataformas de defesa dos direitos humanos reforça a hipótese de envolvimento do Grupo NSO, uma vez que seu software já foi utilizado no passado para realizar ataques contra esse tipo de entidades.

Segundo o Whatsapp, o “spyware” detectado teve capacidade para infectar telefones com sistema operacional da Apple (iOS) e do Google (Android).

Veja, com EFE

Nova atualização do WhatsApp para Android pode bloquear capturas de tela

WhatsApp: usuários de Android poderão desbloquear o aplicativo com impressão digital (NurPhoto/Getty Images)

Você se preocupa com capturas de telas das suas conversas no WhatsApp? Apesar de ter criptografia ponta a ponta na comunicação entre você e o seu destinatário, o que promete evitar a interceptação de conversas por terceiros, o aplicativo ainda está vulnerável a um simples registro de imagem da tela que qualquer smartphone, seja Android ou iPhone, pode fazer em apenas um segundo.

Segundo o site WABetaInfo, que analisa versões preliminares do WhatsApp antes do lançamento, uma futura atualização do aplicativo de mensagens para Android pode impossibilitar que os usuários registrem imagens das conversas, em razão da política de privacidade que o próprio WhatsApp prega.

A nova função, se lançada para todos, atuará em conjunto com a verificação por impressão digital: se o indivíduo permitir a autenticação por esse método, aparecerá uma mensagem na tela onde se lê: “Quando ativada, impressão digital é necessária para abrir o WhatsApp e capturas de tela de conversas são bloqueadas.” Porém, ainda será permitido realizar ligações e responder a mensagens mesmo quando o aplicativo estiver bloqueado.

A imagem a seguir, do WABetaInfo, mostra a tela de configuração onde é possível ativar o recurso de digital e bloqueio de capturas de tela.

Nas redes sociais, a reação dos usuários é mais negativa do que positiva: “Você autenticou a segurança por impressão digital, o que significa que a sua conversa está segura. […] é o seu próprio WhatsApp, você deveria ser capaz de fazer o que quiser.”, disse um usuário em seu Twitter.

A nova função ainda está no estágio alfa de desenvolvimento, etapa que antecede testes públicos, mas pode estar presente nos aplicativos de usuários de smartphones Android em uma atualização. Usuários de iPhone já são capazes de desbloquear o aplicativo por identificação facial ou impressão digital, mas ainda não podem bloquear capturar de tela.

Super Interessante

 

WhatsApp cria nova regra de privacidade para entrada em grupos

Foto: Dado Ruvic/Arquivo/Reuters

O WhatsApp anunciou novas regras de privacidade para que o usuário possa ser adicionado em grupos. As mudanças começam a valer a partir desta quarta-feira (3).

De acordo com o aplicativo, que faz parte do grupo do Facebook, as novas configurações possibilitam ao usuário escolher que tipo de contato pode ou não adicioná-lo aos grupos.

Como aplicar
Para ativar, é necessário ir no campo “Configurações” no aplicativo, depois em “Conta > Privacidade > Grupos” e selecionar uma das três opções: “Ninguém”, “Meus contatos”, ou “todos”.

“Ninguém” significa que você terá que aprovar a entrada em cada grupo para o qual você foi convidado, e “Meus contatos” significa que somente usuários da sua lista de contatos poderão adicionar você a um grupo.

Nesses casos, será solicitado que a pessoa que convidar você a um grupo envie um convite privado em uma conversa privada. O usuário terá três dias para aceitar o convite antes que ele expire.

Passo a passo a mudar configurações para a entrada em grupos no WhatsApp — Foto: Whatsapp/Divulgação

O aplicativo afirma que os usuários terão mais controle das mensagens em grupo que irão receber.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Francisco Moura disse:

    Boa tarde. Hoje o Diretor do DER, Comt da PM São Gonçalo, Guardas municipal de São Gonçalo, várias viaturas da PRE,estiveram nas proximidades do aeroporto, proibindo os motosplicativo aplicativos, tx de Natal, Pipa e demais interiores de pegar passageiros no aeroporto de S Gonç. Uma humilhação e usando o nome da governadora para mostrar sua autoridade autorizada pela mesma. Como enviar vídeo?

Para “acompanhar” Facebook e Instagram, WhatsApp fica instável e usuários não conseguem enviar fotos, áudios e stickers

Não foi só o Facebook e o Instagram que apresentaram instabilidade e ficaram indisponíveis nesta quarta-feira, 13. O WhatsApp, o principal aplicativo de mensagens do momento, também apresentou problemas nesta tarde, de modo que todos os principais serviços do Facebook tiveram algum tipo de instabilidade.

Assim como os outros serviços, o pico de reclamações envolvendo o WhatsApp acontece próximo das 14h, segundo o site Down Detector. Uma pesquisa no Twitter mostra múltiplas pessoas de todo o mundo com reclamações em comum: impossibilidade de enviar áudios e imagens por meio do aplicativo.

Nos testes do Olhar Digital, o problema se manifestou de diferentes formas para os membros da equipe. Alguns foram incapazes de enviar stickers por meio do aplicativo; outros não conseguiam enviar imagens, enquanto outros não podiam enviar áudio.

O Brasil parece ser um dos epicentros dos problemas do WhatsApp, o que faz sentido, já que o aplicativo é extremamente popular entre os brasileiros. Também é possível notar um foco de queixas grandes na Europa, que também usa bastante o app, enquanto as queixas nos EUA são limitadas, já que o WhatsApp não está na lista dos aplicativos mais usados por lá. Em outras regiões, ao que tudo indica por questão de fuso horário, têm menos queixas.

Olhar Digital

WhatsApp já permite fazer chamadas em grupo com um único clique. Veja como fazer

(Foto: Reprodução / Facebook)

O WhatsApp continua com suas constantes melhorias e lançou uma atualização que facilita as chamadas de grupo. Uma função de videochamada em grupo chegou ao aplicativo em junho do ano passado mas a mecânica em si era trabalhosa.

Agora a coisa ficou mais fácil para as chamadas em voz ou chamadas de vídeo entre os contatos em um grupo. Com isso, o aplicativo de mensagens instantâneas adiciona um novo recurso para os usuários, somado a proteção por impressão digital que esperamos para 2019.

A partir de agora será possível  fazer chamadas de voz e chamadas de vídeo em grupo em um único clique, graças ao surgimento de um novo botão no canto superior direito dentro de cada grupo.

Quando acionado, uma bandeja deslizante é aberta, na qual todos os contatos que fazem parte do grupo aparecem e podem ser adicionados à chamada de uma só vez.

Até agora, para iniciar esse tipo de conversa, tínhamos que esperar até que a conexão inicial entre duas pessoas fosse estabelecida e, então, mais pessoas pudessem ser adicionadas.

Ou seja, uma pessoa iniciaria uma ligação com outro contato do grupo e, no momento em que ambos estivessem conectados, ela poderia ser adicionada ao restante dos participantes.

Agora, todos os contatos com os quais você deseja estabelecer uma chamada podem ser selecionados desde o primeiro momento .

O aplicativo lançou a versão beta do WhatsApp há algumas semanas para testar o novo recurso e agora está disponível para todos os usuários.

Olhar Digital

 

Hospital indenizará família por veiculação de fotos de cadáver no WhatsApp, decide Justiça em SP

Hospital e técnica de enfermagem terão de indenizar família por danos morais após terem sido divulgadas fotografias, por meio do WhatsApp, de corpo em situação degradante de parente falecido em decorrência de grave acidente de trânsito. As fotos foram tiradas nas dependências do estabelecimento. Decisão é da 2ª câmara de Direito Privado do TJ/SP, que fixou indenização em R$ 25 mil.

As fotos foram tiradas pela técnica de enfermagem. De acordo com a decisão, o hospital responde, de forma objetiva, pelos danos que seus funcionários causam a terceiros.

A relatora, desembargadora Marcia Regina Dalla Déa Barone, afirmou que, ainda que se alegue que as fotos foram divulgadas fora do ambiente de trabalho, “é certo que as imagens foram obtidas no interior do estabelecimento”, tendo o local o dever de tomar medidas cabíveis para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e causem danos a outrem.

A magistrada ainda destacou que “os danos imateriais restaram claramente demonstrados, pois a parte autora teve sua honra e imagem abaladas pelas imagens divulgadas”. Para ela, o fato gerou transtorno e constrangimento à família e violação ao direito de imagem e intimidade protegidos por lei.

Presentes os requisitos legais exigidos, considerou certo o dever de indenizar.

O julgamento, unânime, contou com a participação dos desembargadores José Carlos Ferreira Alves e José Joaquim dos Santos.

Processo: 1000869-55.2015.8.26.0022
Migalhas

Bandidos clonam contas de WhatsApp para aplicar golpes; veja dicas

Foto: Danilo Verpa – FolhaPress

Criminosos estão clonando contas de WhatsApp para se passar por parentes ou amigos das vítimas e pedir a transferência de dinheiro para conta de laranjas.

Uma professora de 51 anos que preferiu não se identificar levou um susto. “Temos um grupo de amigas, de mais de duas décadas. Nos falamos muito em grupo. No começo do mês passado [6 de dezembro] uma delas que é ‘super certinha’ me chamou no privado para pedir dinheiro emprestado”.

Segundo a vítima, o perfil da amiga afirmou que precisava de R$ 2.270 para pagar uma conta com urgência. “Ela me garantiu que depositaria o valor no dia seguinte. Como a conheço e sei que é uma pessoa correta, fiz a transferência”, relata.

A professora não desconfiou que a conta passada pela “amiga” estivesse no nome de um homem. A polícia conseguiu identificar o responsável pela conta: um adolescente de 17 anos.

Quando pensava que havia ajudado a amiga, o perfil falso pediu mais R$ 2.000. “Ai fiquei desconfiada. Entrei no Facebook da minha amiga e nele havia uma mensagem afirmando que o Whatsapp dela havia sido clonado e estavam pedindo dinheiro em nome dela”, conta.

A amiga que teve a conta clonada, também professora, descobriu que estava sem seu WhatsApp quando criminosos tentaram extorquir dinheiro da filha dela. “Minha filha me ligou umas 20h perguntando se eu estava bem. Aí, falou que eu havia pedido dinheiro, mas ela desconfiou e, aí, percebemos que minha linha havia sido clonada.”

A professora tentou cancelar sua linha de celular imediatamente. O procedimento, no entanto, só pôde ser feito no dia seguinte.

Enquanto a linha da professora não era bloqueada, a quadrilha entrou em contato com mais três amigas dela, que não caíram no golpe.

GOLPE DE CLONAGEM DE WHATSAPP

O QUE É?

Após o bandido obter dados pessoais de um usuário, ele liga na companhia telefônica se passando pelo cliente e habilita um novo chip de celular com o mesmo número, apesar de não ter roubado o aparelho.

O criminoso se passa por parente ou amigo da vítima, para facilitar a transferência de dinheiro para contas de laranjas.

Depois de ter conseguido o número da conta corrente ou do cartão de crédito, utilizando outro método fraudulento, o golpista consegue evitar que o correntista receba alertas de compras ou códigos de segurança (ex. Token SMS), enviados pelo banco.

Um indício deste golpe é quando o celular para de funcionar repentinamente.

COMO EVITAR?

Proteja seus dados pessoais, sem revelar senhas e número de documentos para desconhecidos.

Quando perceber qualquer movimentação estranha em sua conta corrente, poupança, ou celular para de funcionar repentinamente, avise seu gerente ou contate a operadora do seu celular.

Desconfie de ligações ou mensagens inesperadas.

Comunique às empresas responsáveis assim que desconfiar de qualquer ação em seu nome.

Registre boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

Fontes: Febraban e SSP

Folha de São Paulo

 

WhatsApp agora permite responder mensagens de grupo no privado

Novo recurso inaugura as atualizações do aplicativo em 2019 e está disponível para iPhones e para smartphones com sistema operacional Android. Foto: Pixabay

O WhatsApp liberou uma atualização que permite o usuário responder no particular uma mensagem recebida em um grupo. O recurso estava em teste na versão beta do mensageiro no ano passado e inaugura as atualizações de 2019 do aplicativo.

O passo a passo para usar a novidade é simples e muito semelhante nos celulares Androids e também nos iPhones.

Foto: Reprodução

Em smartphones com sistema operacional Android, basta selecionar a mensagem e tocar nos três pontinhos no canto superior direito. Em seguida, escolha a opção “responder em particular”.

A janela da conversa com o contato será aberta já com a mensagem pronta para ser respondida. Depois é só digitar e enviar.

Foto: Reprodução

O procedimento é bem semelhante nos iPhones. Toque e segure uma mensagem para exibir uma aba de opções e toque no item “mais”.

Foto: Reprodução

Em seguida, selecione o item “responder em particular”. Pronto, a conversa com o contato será aberta.

Foto: Reprodução

Digite a mensagem normalmente e envie diretamente para o contato selecionado.

Os usuários do WhatsApp aguardam outras novidades para este ano. Rumores de sites especializados em adiantar atualizações indicam que em breve o modo noturno deve ser implementado.

R7

 

Em teste! WhatsApp terá função para evitar que outros vejam suas conversas

Imagem: iStock

O WhatsApp está testando uma nova ferramenta para evitar que outros usuários tenham acesso a suas conversas. De acordo com o WABetaInfo, que antecipa informações do aplicativo com alto nível de acerto, o app está desenvolvendo uma autenticação por digital para o serviço.

A nova funcionalidade deixará o WhatsApp mais seguro, dando mais garantias de que só o dono do aparelho possa abrir e ler suas conversas. O recurso foi notado na última versão Beta do aplicativo para Android e ainda não tem data para ser disponibilizado a todos os usuários, entrando na lista de recursos que devem chegar este ano.

No teste, a nova ferramenta fica localizada na seção de ajustes do aplicativo, dentro da área de privacidade. O usuário terá uma nova opção chamada de “autenticação”, em que é dada a possibilidade de ativar o desbloqueio pela digital.

O usuário, então, poderá escolher cadastrar uma digital nova ou já usar as credenciais cadastradas no seu celular. Depois de ativado, será necessário que o dono da conta use sua digital sempre que for abrir o aplicativo, garantindo uma proteção muito maior. Assim, mesmo que alguém pegue seu smartphone desbloqueado de bobeira, não poderá acessar o WhatsApp.

No iOS, o recurso também já esteve em testes com tanto o Face ID quanto o Touch ID da Apple. Essa nova função bloqueia completamente o aplicativo até a digital ser escaneada – seja tentando abrir o mensageiro pela notificação, pelo ícone do aplicativo ou por links externos.

Não se sabe quando o recurso chegará aos usuários, mas ele valerá para quem tiver a versão do Android Marshmallow ou superior e um smartphone com sensor de digital, claro.

O WhatsApp ainda testou uma outra novidade em sua versão beta: no Android, está sendo desenvolvida uma nova área para enviar áudios para contatos. Nesta nova interface, é possível ouvir uma prévia do áudio e ver uma imagem do áudio.

Novo recurso do WhatsApp deixará usuários cadastrarem digital. Imagem: Reprodução/WABetaInfo

Será possível ver nessa janela um número máximo de 30 mensagens de áudio por vez. Ainda não há data para que o recurso seja disponibilizado a todos.

UOL

 

Dez principais golpes no WhatsApp, Uber e outros aplicativos em 2018

Golpe WhatsApp envolvia a marca de cosméticos O Boticário — Foto: Tainah Tavares/TechTudo

O WhatsApp foi um dos alvos preferidos dos criminosos para tentar capturar informações dos usuários por meio de golpes virtuais em 2018. Eles usavam falsas promoções de marcas famosas, como Burger King, O Boticário e Cacau Show, para ludibriar as pessoas a clicarem em links maliciosos e, assim, ficarem vulneráveis a roubo de dados privados. O plano era obter informações para roubar as vítimas e até, em alguns casos, aplicar fraudes em nome delas. De acordo com especialistas de empresas de segurança digital, milhões de pessoas foram afetadas nos últimos meses.

Além do mensageiro, uma falsa promoção prometia um cupom de desconto de R$ 300 do Uber Plus e, segundo a DFNDR Lab, pelo menos 85 mil pessoas foram atingidas. Outros esquemas montados pelos hackers também usavam outras plataformas de rede social como o Facebook e Instagram. Essa era uma forma de diversificar os ataques e atingirem mais usuários, principalmente, por meio de celulares Android e iPhone (iOS). Confira, a seguir, a lista com os principais golpes que envolvem o WhatsApp e outros serviços da web em 2018.

1. Falso cupom da Burger King

Burger King já foi usada para atrair vítimas em golpe no WhatsApp em 2018 — Foto: Divulgação/ESET

A Burger King foi a primeira grande marca a ter seu nome atribuído a uma falsa promoção nas redes sociais neste ano. No início de janeiro, um link com uma pesquisa de satisfação sobre o atendimento prometia descontos em compras no fast food caso o usuário respondesse às perguntas e compartilhasse com os amigos, um uso comum do método de engenharia social. O prêmio seria um cupom de R$ 50 em lanches. Ao clicar no endereço eletrônico, o número do usuário era inscrito em serviços pagos de SMS e era induzido a realizar o download de apps falsos que infectavam o celular.

De acordo com o DFNDR Lab, laboratório de segurança digital da PSafe, pelo menos 350 mil usuários clicaram no link falso. O Burger King confirmou que a ação se tratava de um golpe e reforçou que promoções verdadeiras são divulgadas apenas em seus canais oficiais, como site e redes sociais, além de cupons físicos.

2. Falso desconto no Uber

PSafe detectou golpe que usa nome do Uber em páginas e perfis falsos — Foto: Divulgação/PSafe

Uma falsa promoção espalhada em sites e redes sociais prometia um cupom de desconto de R$ 300 do Uber Plus, programa de fidelidade da Uber que não foi lançado no Brasil. Para ganhar o prêmio, o usuário teria que preencher um formulário com dados pessoais e bancários, que seriam roubados pelos criminosos. Segundo a DFNDR Lab, pelo menos 85 mil pessoas tiveram acesso ao link e se expuseram à infecção de softwares maliciosos capazes de acessar dados pessoais.

A Uber reconheceu que a promoção era uma fraude e orientou os usuários a sempre checarem se links com ofertas e descontos são direcionados para o site oficial da empresa e nunca compartilhar dados de cadastro – uma estratégia para evitar cair em golpes na Internet.

3. Falso processo seletivo da Cacau Show

Golpe no WhatsApp oferece vagas de emprego na Cacau Show — Foto: Divulgação/PSafe

Com o alto índice de desemprego, criminosos espalharam pelo WhatsApp textos e imagens referentes a um suposto processo seletivo da empresa de chocolates Cacau Show, para vagas como vendedor, auxiliar de limpeza e Jovem Aprendiz. Ao clicar no endereço, a vítima teria que informar os dados pessoais para poder participar da falsa seleção. Em apenas 24 horas, mais de um milhão de pessoas já tinham acessado a plataforma maliciosa e estavam em perigo de serem roubados a partir da coleta de informações pelos hackers.

A Cacau Show desmentiu a informação em sua página oficial do Facebook, e explicou que as oportunidades de emprego são divulgadas apenas em seus canais oficiais, como site e redes sociais.

4. Promoção de O Boticário copiada por criminosos

Cibercriminosos imitaram uma promoção verdadeira criada pela empresa de cosméticos O Boticário, na qual os usuários deveriam indicar amigos para ganhar loções hidratantes da linha Nativa SPA. Assim, eles produziram um link falso contendo as mesmas informações da oferta original para divulgar pelo WhatsApp. Ao clicar na farsa, o usuário liberava o smartphone para receber notificações que poderiam conter links maliciosos, com o perigo de ter seus dados roubados.

O que chamou a atenção neste golpe foi o uso do “https:// ” no endereço falso, o que dava ao usuário a impressão de acessar uma página segura, pois esse código é um dos indicativos de seguranças das páginas na web. De acordo com a PSafe, pelo menos 140 mil pessoas foram enganadas. Segundo O Boticário, o link foi retirado do ar.

5. Golpe na Páscoa

No mês de março, período que antecedia a Páscoa, uma propaganda mentirosa oferecia vales-presentes de R$ 800 no WhatsApp. Para isso, os bandidos usavam imagens de coelhinhos e ovos de chocolate, tradicionais para esse período do ano. Apesar de não estar associada a nenhuma marca famosa, o golpe direcionava usuários à página maldosa chamada “Páscoa Premiada”.

Assim como em outras fraudes, a vítima teria que preencher um formulário e, sem saber, autorizava que seu smartphone recebesse notificações de hackers, que poderiam ter acesso a dados bancários do usuário pelo celular. Dessa forma, os responsáveis pelo esquema criminoso poderiam roubar quantias de dinheiro do usuário do telefone. Segundo a PSafe, que descobriu o truque, mais de 300 mil pessoas tentaram acessar o link.

6. Número clonado no WhatsApp

Um novo tipo de golpe chegou ao WhatsApp em dezembro, desta vez “clonando números” sem precisar quebrar a segurança do mensageiro. Criminosos compravam chips novos e ligavam para as operadoras para reativar o número daquele cartão, com a desculpa de terem o celular roubado ou perdido. Com a linha reativada, os bandidos tinham acesso a grupos e contatos do antigo usuário, e, a partir daí, entravam em contato com amigos e familiares fingindo ser a vítima para pedir o depósito de valores. As justificativas mais usadas eram a compra de eletrodomésticos ou a quitação dívidas.

De acordo com informações da Célula de Inteligência Cibernética da Polícia Civil do Ceará, mais de 5 mil pessoas já teriam sido prejudicadas em todo o Brasil. O WhatsApp recomenda a ativação da verificação em duas etapas como medida de prevenção ao golpe. Aos destinatários, a sugestão é telefonar para a pessoa antes de realizar qualquer transação bancária, para confirmar que a conversa é verdadeira.

7. Golpe de cinema

Cerca de 50 mil brasileiros foram impactados no WhatsApp com uma oferta de ingressos para o filme “Vingadores: Guerra Infinita”, da Marvel. De acordo com a PSafe, ao clicar no link, o usuário teria que preencher um formulário com perguntas fake, que sempre “premiavam” a vítima, independente das respostas. Essa era a artimanha usada pelos bandidos para capturar dados dos usuários da plataforma de mensagens.

A Disney afirmou que a promoção e o site não eram válidos. Além disso, ressaltou que toda a comunicação com os fãs brasileiros da Marvel ocorre apenas pelo Facebook, Instagram e Twitter oficiais da empresa.

8. Falsa consulta ao PIS

No mês de junho, uma mensagem mal intencionada circulou pelo WhatsApp e se aproveitava do pagamento do PIS-Pasep para prometer ao trabalhador uma forma fácil de visualizar o saldo do benefício. Cerca de 116 mil pessoas foram lesadas por conta dessa estratégia criminosa. A página exibia um texto com a assinatura da Caixa Econômica Federal e indicativos sobre a liberação dos valores. Assim como em outros golpes, o usuário teria que responder a uma série de perguntas para ter acesso ao conteúdo.

Um indício de que se tratava de um golpe era o endereço utilizado na mensagem. Este apresentava o domínio com final “.top”. Segundo a PSafe, o código já havia sido usado em outras fraudes anteriores e, por isso, servia de alerta para que as pessoas só clicassem em links que direcionem para a página oficial dos serviços. Uma das ações a serem tomadas é a verificação da sequência de elementos responsáveis por levar o usuário a um endereço online.

9. Recarga falsa

Uma falsa promoção oferecia R$ 70 em créditos para celular em troca de compartilhamentos da mensagem no WhatsApp. O link malicioso instalava aplicativos no smartphone das vítimas e, apesar de não serem perigosos, gerava faturamento para os criminosos a cada download. A recarga, obviamente, nunca era concedida. Pelo menos 26 mil usuários foram afetados pela estratégia dos hackers.

A PSafe disse que o golpe era mais sofisticado que os anteriores, pois a página apresentava comentários falsos do Facebook, com o intuito de dar mais credibilidade ao processo e encorajar as vítimas a concluírem o procedimento. Uma forma de aumentar a interação e a disseminação entre os usuários da rede social de mensagens.

10. Falso Ray-Ban no Instagram

Um anúncio falso se espalhou no Instagram com a promessa de oferecer óculos da marca Ray-Ban com até 90% de desconto. Os posts eram publicados sem autorização nas contas dos usuários, que eram pegos de surpresa. A ação possivelmente foi fruto de pishing — roubo de dados, senhas muito fáceis de serem quebradas ou mesmo do uso de apps maliciosos com autorização para acessar login e senha da rede social.

A Ray-Ban se posicionou para alertar os consumidores a desconfiarem de preços muito baixos, além de não comprarem produtos falsos em lojas clandestinas. A empresa afirmou que é necessário sempre conferir os preços dos itens no site oficial antes de realizar qualquer transação.

Globo, via Techtudo

 

Truque’ no WhatsApp recupera mensagens apagadas por todos; saiba usar

O Notification History é um aplicativo gratuito para Android que permite ler mensagens apagadas para todos no WhatsApp. O programa, que registra e mantém um histórico com as notificações de outros apps, mostra o conteúdo de mensagens de texto e áudios excluídos pelo remetente no mensageiro. Fotos e vídeos, no entanto, não podem ser recuperados. Além disso, o aplicativo só funciona se as notificações dos seus contatos e grupos não estiverem silenciadas.

No tutorial a seguir, confira como configurar e usar o app Notification History para recuperar e ler conversas apagadas no WhatsApp. O procedimento foi realizado em um Moto E4 com Android 7.1.1 Nougat, mas as dicas também valem para outros telefones com o sistema do Google. Vale lembrar que o programa é exclusivo para o Android e não possui versão para iPhone (iOS).

Passo 1. Instale o app Notification History em seu celular. Ao abri-lo pela primeira vez, será necessário autorizar o acesso aos seus arquivos. Se você concordar com isso, clique em “Permitir”. Em seguida, toque em “OK” para fechar o changelog.

Permita que o app acesse os seus arquivos — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 2. Uma mensagem informará que é necessário ativar o acesso às notificações do Android para que o app funcione. Toque em “OK” para abrir as configurações do Android. Por lá, habilite a opção à direita de “Notification History” e confirme tocando em “Permitir”;

Ative o acesso às notificações — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 3. Quando você perceber que uma mensagem do WhatsApp foi apagada, basta abrir o Notification History e localizar a notificação. Toque sobre ela para ver a mensagem;

Visualizando mensagem de texto apagada — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 4. No caso de áudio, toque sobre “Mensagem de voz” para ouvi-la. Fotos e vídeos, infelizmente, não podem ser recuperados.

Ouvindo uma mensagem de voz apagada — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Pronto! Aproveite as dicas para ler mensagens e ouvir áudios apagados pelos seus amigos no WhatsApp.

Techtudo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sayuri disse:

    Porque as vezes o tento ler msg apagada e o app me respobde assim: Texto copiado para área de transferência ??? Nem sempre consigo ver…😣

  2. Ribeiro disse:

    O BG é pra ter mais cuidado quando for dar alguma informação desse tipo

  3. humbabomber disse:

    Não.. Muito obrigado!
    Esse aplicativo acessa TODO o conteúdo do celular.. E até pode ativar botões de ação!

Golpe de Natal no WhatsApp atinge milhares no Brasil

Um novo golpe no WhatsApp usa a marca O Boticário e tem o objetivo de roubar dados pessoais dos usuários. Identificada pelo dfndr lab, da desenvolvedora de apps de segurança PSafe, a ação criminosa usa engenharia social e simula uma promoção de Natal da empresa, em que os participantes ganhariam produtos de suas linhas de maquiagem. Os interessados deveriam compartilhar uma mensagem com os amigos que precisavam se cadastrar na plataforma.

Neste caso, os criminosos agiam de forma mais sofisticada, uma vez que o sistema era capaz de verificar se o CPF informado pertencia ao nome digitado e, assim, oferecia uma falsa sensação de credibilidade. Segundo a PSafe, foram encontrados seis links diferentes para o mesmo golpe e, juntos, somaram 40 mil detecções nas últimas 24 horas. Ainda de acordo com a empresa, ações mal-intencionadas do gênero foram responsáveis por 43,8 milhões de detecções no terceiro trimestre de 2018.

Foto: Reprodução/TechTudo

“Esse é um golpe diferenciado e o cibercriminoso de fato teve muito trabalho. A checagem de CPF e o cadastro das lojas o torna muito similar a uma promoção real da marca e, dessa forma, é extremamente difícil para um usuário sem conhecimento técnico identificá-lo como falso”, explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab. De acordo com a empresa de segurança, para realizar essa checagem é necessário que o hacker tenha acesso a um banco de dados com as informações, que pode ter sido vazado na Internet ou reunido por um golpe anterior.

A fim de tornar a ação ainda mais realista, os bandidos ainda cadastraram 3.634 lojas verdadeiras da marca para que os interessados pudessem supostamente retirar os produtos ganhos. Além disso, o conteúdo compartilhado com os amigos é personalizado e inclui o nome da pessoa que envia. O usuário ainda consegue checar se os links foram acessados ou não pelos contatos, incentivando-os a clicar e participar da suposta promoção e, dessa forma, fornecer seus dados para os cibercriminosos.

Mensagem falsa compartilhada no WhatsApp oferece brindes da marca O Boticário — Foto: Reprodução/ TechTudo

Somente neste ano, O Boticário teve seu nome envolvido algumas vezes em crimes do tipo. Em fevereiro, prometiam amostras grátis do produto Nativa SPA para quem acessasse o site e respondesse a três perguntas. Já em março, aproveitaram a campanha do Dia Internacional da Mulher para oferecer um falso kit de maquiagem a quem clicasse no endereço indicado na mensagem. Em junho, a ofertaram um kit de produtos para namorados.

Como se proteger

“É essencial que as pessoas levem a segurança de seus dados muito a sério, usem uma solução de proteção em seus smartphones e sempre consultem se a promoção existe nos canais oficiais ou em sites de checagem de links”, informa Simoni.

O próprio WhatsApp sugere aos usuários que tenham atenção ao receberem conteúdos indicados com a tag “Compartilhado” na parte de cima do balão de mensagem. “Caso a mensagem pareça suspeita ou seu conteúdo for bom demais para ser verdade, não toque, compartilhe ou encaminhe a mesma”, orienta a equipe de segurança do mensageiro.

Além disso, a plataforma pede atenção a textos com pedidos de clique em algum endereço na web que repasse mensagem ou solicite informações pessoais (como número de cartão de crédito, conta bancária, data de aniversário, senha e etc). Ao se deparar com um conteúdo do gênero, o usuário pode denunciar a conta para o WhatsApp sem precisar sair do app. Isso é importante, pois a rede social não tem acesso ao conteúdo do bate-papo por causa do sistema de criptografia de ponta a ponta.

Globo, via Techtudo