Saiba como higienizar o celular e evitar a propagação do coronavírus

Foto: G1

Estudos apontam que os smartphones acumulam fungos, bactérias e vírus. E a preocupação sobre como fazer para limpar os celulares tem crescido com a pandemia de coronavírus.

Para o médico infectologista Caio Rosenthal, o celular pode, sim, ser um meio de transmissão do novo coronavírus, já que usamos os aparelhos com frequência e depois que tocamos em objetos como corrimãos, maçanetas.

“O aparelho pode ser um meio eficiente de transmissão, principalmente se emprestado a outras pessoas”.

Ao tossir, falar ou espirrar, por exemplo, o vírus se espalha por meio das gotículas, que são um “transporte”, e permitem ao vírus ficar em superfícies como maçanetas, apoios de transporte público, botões de elevadores, teclas de computador, celulares, entre outros.

A melhor maneira de se prevenir do novo coronavírus é usar água e sabão, ou limpar as mãos com álcool. Apesar disso, não é recomendável passar esses produtos diretamente nos celulares, por serem objetos eletrônicos.

O problema é que as telas sensíveis ao toque (touchscreen) dos aparelhos não são simplesmente vidro: elas contam com algumas tecnologias protetoras, como uma película oleofóbica, que permite manter o aparelho livre do óleo que nossas mãos geram normalmente.

Isso inclui ainda tablets e computadores com telas sensíveis ao toque. Esses equipamentos passam por processos químicos para garantir resistência e funcionamento do touchscreen.

Por causa disso, o uso de alguns produtos químicos, como cloro, água sanitária ou álcool líquido com alta concentração, podem danificar a tela do smartphone. Existem lenços específicos, que podem ser usados para limpeza dos celulares, mas eles não têm características capazes de destruir vírus e outros microorganismos.

Recentemente, Apple e Samsung divulgaram recomendações do que usar e o que não usar na hora de limpar smartphones. Veja as recomendações das empresas.

O que é ideal:

Desligue o aparelho. É também necessário retirar a capa e desconectar cabos e acessórios.

Use álcool isopropílico com concentração 70%: ele é conhecido por quem trabalha com manutenção de eletrônicos porque sua composição tem pouca água, o que impede a oxidação das peças. A Samsung afirma que álcool etílico nessa mesma concentração também pode ser usado. Não é recomendável jogar o produto direto sobre o aparelho ou submergir o smartphone. O ideal é colocar o produto em um pano apropriado, como descrito abaixo.
De acordo com infectologistas, ambos os tipos de álcool são eficientes para matar a grande maioria dos vírus, inclusive o coronavírus.

Use somente panos macios, que não soltem fiapos: evite toalhas, lenços abrasivos, papel-toalha e itens parecidos. A Samsung recomenda usar um pano de microfibra, como os usados para limpar câmeras fotográficas.

Limpe a capinha: as capas de proteção são notórias por acumular sujeira. Se elas forem feitas de plástico, silicone, ou algum material semelhante, é possível usar água e sabão e deixar secar. Outros materiais, como couro, devem ser limpos com produtos apropriados.

O que NÃO fazer:

Não coloque nem borrife o aparelho com líquidos: mesmo o álcool, que evapora rapidamente, pode danificar partes sensíveis do aparelho, como as entradas de energia, de fone de ouvido ou os alto-falantes.

Não limpe o dispositivo enquanto ele estiver conectado à energia elétrica: essa é mais uma recomendação da Apple. Umidade e energia elétrica não combinam e é bom evitar riscos.

G1

 

WhatsApp vai parar de funcionar em milhões de smartphones

Foto: (NurPhoto/Getty Images)

Donos de celulares antigos que usam o WhatsApp devem se preocupar em adquirir um novo aparelho ou podem perder acesso ao aplicativo de mensagens. Os primeiros atingidos foram os Windows Phones. Em seu site, o WhatsApp informa que o sistema operacional não é mais compatível desde 31 de dezembro de 2019.

Para aparelhos Android e iOS também há mudanças. No sistema operacional do Google, smartphones com a versão 2.3.7 ou inferior terão o WhatsApp desativado em 1º de fevereiro. Na mesma data, iPhones com a versão iOS 8 também terão o WhatsApp desativado.

Essas plataformas estão em aparelhos bem antigos, por isso poucos usuários devem ser afetados. O Android 2.3, ou Gingerbread, foi lançado em 2010, sendo que sua última atualização, o 2.3.7, foi liberada em setembro de 2011.

De acordo com o Google, apenas 0,3% dos smartphones Android usam essa versão. Mesmo assim, dado o universo imenso de 2,5 bilhões de celulares Android no mundo, a mudança deve afetar cerca de 7,5 milhões de usuários.

Já o iOS 8 foi lançado em setembro de 2014, junto com o iPhone 6. Teoricamente, o fim da compatibilidade com essa versão do sistema operacional da Apple não afetará nenhum smartphone, pois seu modelo mais antigo, o iPhone 4S, também pode ser atualizado para o iOS 9.

Segundo a Apple, entre os usuários de iPhone, 55% usam a versão mais atual, o iOS 13, e 38% usam o iOS 12. Apenas 7% do total estão em versões mais antigas.

“Para a melhor experiência, nós recomendamos que você use a última versão do iOS disponível para o seu telefone. Por favor, visite a página de suporte da Apple para aprender como atualizar o software do seu iPhone”, diz o WhatsApp, em seu site.

Com essas mudanças, o WhatsApp será compatível apenas com smartphones Android 4.0.3 ou superior; iPhones com iOS 9 ou superior; e alguns aparelhos com o KaiOS 2.5.1 ou superior, usado em aparelhos de baixo custo.

Exame, com O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Plínio disse:

    BG!
    A rádio peão, a rua, as bocas de chafurdos, tá dizendo que os primeiros celulares a parar é justamente o dos petralhas.
    Kkkkkkkkk
    Dizem que e porque eles tem de parar de idolatrar bandidos pelo Zap.
    Kkkkkkkk
    Vejam!
    Não sou eu que to dizendo, é a rua.
    Kkkkkkk

Filhos reclamam que pais passam muito tempo com os smartphones; queixa de quatro em cada dez adolescentes, segundo estudo

Foto: LIONEL BONAVENTURE / AFP

O uso excessivo do smartphone pelos filhos é uma preocupação constante para os pais, mas o contrário também é verdadeiro. Envolvidos em e-mails de trabalho, leitura de notícias, redes sociais ou apenas trocando mensagens no WhatsApp , muitos pais passam tempo considerável com os olhos vidrados nos celulares. E isso é uma reclamação de quatro em cada dez adolescentes que participaram de um estudo divulgado nesta quarta-feira pela ONG americana Common Sense Media.

A pesquisa foi realizada com 500 famílias, entre fevereiro e março deste ano, com entrevistas on-line e por telefone. Os resultados mostram que 68% dos pais acham que os filhos passam muito tempo usando seus smartphones, mas no sentido inverso o percentual também é alto, 39% dos adolescentes acham que os pais extrapolam no uso da tecnologia.

E os próprios adultos reconhecem o fato: 45% dos pais entrevistados dizem se sentir viciados em smartphones. Entre os adolescentes, o percentual é de 39%. Em estudo semelhante de 2016, os índices eram de 27% e 50%, respectivamente. E o estudo alerta que “a maioria das crianças (56%) com pais que se sentem viciados também se sentem viciadas, criando lares onde toda a família tem mais chances de ter esse sentimento”.

— Isso é interessante e inesperado — afirmou Michael Robb, líder da pesquisa, em entrevista ao “New York Times”, explicando que esse movimento pode ser explicado pelos alertas dados pela imprensa sobre o uso excessivo de celulares, que impactam as preocupações dos pais. Na outra ponta, acontece uma normalização do uso, fazendo com que os adolescentes se preocupem menos com o uso dos dispositivos móveis.

Interferência no sono

Para o pesquisador, a maior preocupação está em como adultos e adolescentes permitem que os smartphones interfiram no sono. Um em cada três adolescentes (36%) reconheceram acordar durante a noite para checar notificações nos aparelhos. Entre os pais, o percentual é de 26%. E 62% dos pais dormem com o celular ao alcance das mãos, índice de 39% entre os filhos.

— Isso é importante porque sabemos que um sono saudável está associado com uma série de consequências positivas — afirmou Robb.

Para 28% dos pais entrevistados, o uso de smparthones pelos filhos prejudica o relacionamento em casa, enquanto apenas 9% dos adolescentes pensam que suas relações com os pais foram afetadas pela tecnologia. Contudo, entre os filhos que consideram os pais viciados, o percentual sobe para 20%. E entre os pais que acham os filhos viciados, 40% consideram o relacionamento deteriorado.

— A tecnologia é interativa e sedutora para qualquer um, crianças, jovens e adultos. Estar ligado à tecnologia é ruim? Não — afirmou a psicóloga Luciana Nunes, do Instituto Psicoinfo. — Fica ruim quando causa desgaste nas relações afetivas.

Choque de gerações

É certo que pais e filhos passam cada vez mais tempo com seus smartphones nas mãos, seja por questões profissionais ou sociais. Luciana destaca que adultos e adolescentes fazem uso diferente da tecnologia, mas essa percepção por parte dos filhos que os pais estão dependentes dos dispositivos móveis pode estar relacionada com o choque geracional.

Segundo a especialista, na primeira infância os pais são a principal referência dos filhos, mas isso muda na pré-adolescência, quando os grupos de amigos passam a ter mais influência. Ao menos, era dessa forma que acontecia em gerações passadas.

— O que a gente esperava dos pré-adolescentes, da criação de vínculos de amizade e a busca de independência, não está acontecendo. A gente está criando uma geração que está se desenvolvendo emocionalmente de forma mais lenta — afirma a psicóloga. — E isso causa um choque de expectativas. Os pais, que não são nativos digitais, esperam que os filhos adolescentes já saiam sozinhos com amigos, tenham uma certa autonomia, e não percebem que os filhos ainda demandam atenção.

O Globo

 

Chevrolet cria sistema de ar condicionado para smartphones

20150703103116_660_420A Chevrolet, que já possui carros que carregam smartphone sem o uso de cabos, desenvolveu um sistema de ar condicionado especialmente para eles.

A empresa notou que um problema na hora de carregar os aparelhos é que em muitos casos a bateria superaquecia, uma vez que quase sempre o celular também estava executando outras funções. Pensando nisso, criaram uma saída exclusiva do ar condicionado para os celulares.

w22222O sistema de ar condicionado para smartphones é chamado de “Active Phone Cooling” e virá instalado no modelo 2016 dos carros que contemplam a tecnologia de carregamento sem fio, que são o Malibu, o Impala, o Cruze e o Volt.

Dan Lascu, engenheiro da marca que desenvolveu o sistema, disse que inovação não significa reinventar e que a simplicidade pode oferecer uma solução elegante para um problema ao falar sobre a tecnologia criada.

Olhar Digital UOL

Nintendo finalmente vai adaptar jogos para smartphones

A Nintendo deu um passo para o desenvolvimento de aplicativos móveis de seus jogos, o que pode representar uma guinada decisiva para a empresa japonesa, que até agora se recusava a entrar nesse mercado.

A gigante dos games, responsável por sucessos como “Super Mario” ou “Pokemon”, anunciou que pretende comprar 10% da empresa nipônica DeNa por US$ 181 milhões. O objetivo é desenvolver, em conjunto, aplicativos de jogos baseados em seus personagens populares -não foi revelado quais serão.

O presidente da Nintendo, Satoru Iwata, disse que as duas empresas pretendem lançar pelo menos um jogo neste ano para smartphones.

“Isso nos permitirá construir uma ponte entre dispositivos inteligentes e consoles”, disse o executivo. “Isso não significa que dispositivos inteligentes vão começar a roubar espaço dos consoles, isso criará um tipo totalmente novo de demanda.”

Investidores há muito vêm pedindo para que a Nintendo mude seu foco para dispositivos móveis após perder consumidores tanto para desenvolvedores de aplicativos de jogos para smartphones quanto para rivais como a Sony e a Microsoft, que têm o PlayStation e o Xbox, respectivamente.

A companhia até agora havia resistido a esses pedidos, colocando suas esperanças em games de sucesso como o “Mario Kart 8”. Em janeiro, no entanto, a companhia cortou pela metade sua meta de lucro operacional para o ano fiscal até março para 20 bilhões de ienes (US$ 169 milhões), citando vendas fracas do portátil 3DS na temporada de compras de final de ano.

Folha Press

Smartphones criam usuários compulsivos, diz pesquisa

20131023121429483786oA maioria dos proprietários de smartphones nos Estados Unidos checa compulsivamente seus aparelhos, pelo menos de hora em hora, revelam os resultados de uma pesquisa publicada nesta terça-feira pela empresa especializada em segurança móvel Lookout.

Cerca de 63% das pessoas consultadas disseram que checam seus smartphones pelo menos uma vez a cada hora. Nove por cento disseram que não ficariam cinco minutos sem acessar seus dispositivos móveis.

O intervalo de tempo entre as checagens diminuiu de acordo com a idade dos proprietários.

Enquanto 33% das pessoas disseram que não gostariam se os conteúdos de seus smartphones fossem exibidos em uma tela grande que todos pudessem ver, menos da metade disse proteger seus aparelhos com senhas, indicou a pesquisa.

Pouco mais de um quarto das pessoas consultadas desconheciam que visitar sites duvidosos ou clicar em links suspeitos poderia infectar seus dispositivos com vírus de computador.

“As descobertas mostram que os usuários de tecnologias sem fio têm um apego impressionante aos dispositivos móveis e se preocupam com a exposição de suas informações pessoais”, destacaram os autores da pesquisa em suas conclusões.

“Embora os consumidores reconheçam que a segurança móvel é uma questão importante, as pessoas ainda não tomam as devidas precauções”, prosseguiram.

A Lookout aconselhou as pessoas a protegerem seus dispositivos com senhas ou outras ferramentas de travamento, e a manterem os dispositivos em bolsos ou bolsas fechados quando estiverem em locais públicos.

A empresa, que fornece software de segurança gratuito para smartphones e tablets, também aconselhou as pessoas a serem cuidadosas com os sites que visitarem e com os aplicativos que baixarem.

AFP

Vivo lança primeiros smartphones com sistema operacional Firefox OS

LG-Fireweb-D-300-445x296Os brasileiros terão a partir desta terça-feira uma alternativa a Android, iPhone e Windows Phone. A Vivo lançou nesta terça-feira no país os primeiros smartphones com sistema operacional Firefox OS, desenvolvido em parceria com a mesma fundação sem fins lucrativos responsável pelo navegador de internet Mozilla Firefox.

O sistema operacional Firefox OS é de código aberto e trabalha com a linguagem HTML5, usada em muitos sites da Web, o que torna mais fácil a criação de aplicativos para a plataforma.

Segundo o presidente da Vivo, Antonio Carlos Valente, os aparelhos, com “seus preços agressivos para o mercado de smartphones”, são a principal aposta da operadora para o Natal. Os telefones são fabricados pela sul-coreana LG e pela chinesa Alcatel One Touch e não apresentam grande sofisticação.

– A plataforma funciona bem em hardwares mais leves, o que permite a oferta de modelos mais acessíveis para grande parte da população brasileira – afirmou Valente.

O LG Fireweb é o mais robusto deles e também está sendo lançado no Brasil agora. Com câmera de 5 megapixels, processador de 1 Ghz e 2 GB de memória interna, o aparelho sai por R$ 499 no plano pré-pago. No plano Vivo Smartphone Ilimitado 60, custa R$ 99. Já o Alcatel Onetouch Fire, com câmera de 3,2 megapixels, tem preço de R$ 199 no pré-pago e de R$ 29 no plano 60.

– Quando lançamos o Mozilla Firefox, muitos disseram que não daria certo com o argumento de que não havia espaço no mercado para mais um browser de internet. Quando criamos esse sistema para smartphones, ouvimos a mesma crítica. Mas acreditamos que é importante ter alternativas, pois um mercado com dois ou três competidores tende a se estagnar – afirmou Jay Sullivan, chefe de operações da Fundação Mozilla.

Embora os preços sejam agressivos, o Firefox terá que se empenhar no estímulo à criação de aplicativos para a plataforma, fator crucial na decisão de compra do consumidor. Embora seja mais fácil escrever aplicativos para o sistema e ele já conte com apps importantes como eBay, Wikipédia e Huffington Post, o Firefox OS não tem aplicativos como Skype e WhatsApp. Segundo Sullivan, a Mozilla tem se esforçado para conquistar softwares locais e o sistema está sendo lançado no Brasil com mais de 50 apps brasileiros, como Galinha Pintadinha, Decolar e Itaú.

– Estamos trabalhando com evangelistas de aplicativos no país. Mas acredito que, com os smartphones chegando às lojas, o interesse dos desenvolvedores vai aumentar muito – disse o executivo da Mozilla.

O LG Fireweb é fabricado no Brasil, em Taubaté (SP), e já está incluído na chamada Lei do Bem, que dá incentivos tributários a smartphones nacionais. Já o celular da Alcatel chega importado, mas o presidente da Alcatel One Touch no Brasil, Marcos Daniel, diz que companhia estuda fabricá-lo em Manaus.

O Firefox OS já foi lançado na Europa, na Colômbia e na Venezuela e deve chegar em breve a Peru, Uruguai e México. Embora o sistema seja lançado com exclusividade pela Vivo no Brasil, os smartphones são desbloqueados e funcionam com chips de qualquer operadora.

O Globo

Cota de apps nacionais para smartphones começa a valer nesta quinta

imagem.phpA partir desta quinta-feira, todos os smartphones produzidos no Brasil e beneficiados com isenção fiscal do governo (vendidos até R$ 1.500) deverão sair da fábrica com um pacote de pelo menos cinco aplicativos nacionais. Esse número vai aumentar gradualmente para 15 aplicativos em janeiro de 2014, 30 em julho de 2014 e 50 aplicativos em dezembro do ano que vem. O Ministério das Comunicações divulgou, no Diário Oficial da União, a lista de aplicativos aprovados. No total, foram 94 softwares apresentados por 9 empresas. Ou seja, a média de apps por empresa foi superior a 10, o dobro do mínimo exigido para a data de hoje.

Os aplicativos serão oferecidos aos usuários de smartphones de diferentes formas: pré-instalados; disponibilizados por meio de guias de instalação (wizards); ou disponibilizados por meio de aplicação dedicada, embarcada, que conterá, em destaque, uma lista atualizável por meio da internet com hiperlinks para download e instalação dos aplicativos. Em qualquer opção, o consumidor terá a opção de decidir se quer baixar ou não os aplicativos disponíveis.

Segundo o diretor de Indústria, Ciência e Tecnologia do MiniCom, José Gontijo, o objetivo do governo é dar mais visibilidade aos sistemas desenvolvidos no país. “Hoje quando a gente entra numa loja dessas de aplicativos, raramente aparecem opções nacionais. Quando muito, há sistemas desenvolvidos no exterior e traduzidos para o português”, explica.

Gontijo explica que a ideia não é obrigar o fabricante a fazer o aplicativo, nem criar algum tipo restrição ao mercado, mas fazer com que todo o setor seja beneficiado, em conjunto. Ele prevê que entre os mais beneficiados estarão os pequenos desenvolvedores de apps. Os fabricantes deverão promover concursos e eventos para selecionar aplicativos, o que, naturalmente, fomentará o setor. Além disso, a indústria deverá abrir um canal para receber propostas do pequeno desenvolvedor.

De acordo com a portaria do Ministérios das Comunicações, os aplicativos deverão ser disponibilizados em língua portuguesa e possuir indicação livre. Eles vão abranger diferentes categorias como educação, saúde, esportes, turismo, produtividade e jogos. Além dos aplicativos obrigatórios, o MiniCom poderá indicar a inclusão de outros apps nacionais. Nesse caso, eles serão apresentados em posição de destaque e deverão possuir utilidade pública, ser de serviços governamentais ou escolhidos por concurso.

A população poderá acompanhar o cumprimento da exigência de inclusão do pacote de aplicativos nacionais pelos fabricantes de smartphones. Qualquer denúncia sobre o descumprimento da medida pode ser encaminhada ao Ministério das Comunicações pelo email [email protected]/.

Modelos beneficiados

Quase todas as fabricantes enquadraram aparelhos na lei que reduz os impostos federais (PIS/Pasep e Cofins). O UOL Tecnologia reuniu alguns deles aqui

Olhar Digital UOL

Hackers miram redes sociais e smartphones em novos ataques

21457.47002-SmartphoneAs mídias sociais se tornaram os principais alvos de hackers, e os dispositivos móveis estão expandindo ainda mais a área de atuação desses criminosos. Com o crescente aumento da frequência e do alcance de violações de dados, é mais importante do que nunca voltar aos fundamentos básicos de segurança online.

O alerta foi feito pela IBM, que divulgou seu relatório X-Force 2013 que traz uma análise do cenário de segurança de TI durante os seis primeiros meses do ano, e tenta ajudar as organizações a compreender melhor os riscos que correm. O relatório aponta que os ataques contra empresas estão ficando cada vez mais sofisticados, e alguns deles se mostraram oportunistas, explorando aplicações web vulneráveis a Injeção de SQL, mais conhecida através do termo americano SQL Injection – um tipo de ameaça que aproveita falhas em sistemas que interagem com bases de dados via SQL.

Outros ataques bem sucedidos aconteceram devido a uma violação básica de confiança entre o usuário final e sites ou perfis de redes sociais que ele pensava ser legítimo e seguro. “As mídias sociais tornaram-se um novo playground para os golpistas”, disse Kevin Skapinetz, diretor de programa de estratégia de produtos para sistemas de segurança da IBM. Os criminosos exploram relações de confiança, por meio das redes sociais ou spam com aparência profissional, por exemplo, para enviar links maliciosos que parecem ter sido enviados por amigos ou pessoas que seguem a vítima nas redes sociais.

Os criminosos estão vendendo contas em sites de redes sociais, algumas delas pertencentes a pessoas reais cujas credenciais foram comprometidas, outras delas criadas para parecer realista e criar uma teia de conexões. No mínimo, essas contas servem para inflar determinadas páginas de “likes” ou falsificar comentários, embora usos mais maliciosos podem servir para realizar atividades criminosas – o que pode ser equivalente a uma identidade online falsa.

A capacidade de um único ataque influenciar as ações de milhões de pessoas em tempo real é alarmante. Os atacantes estão mirando os usuários e abusando de sua confiança, aproveitando a psicologia por trás do comportamento nas mídias sociais.
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Dispositivos móveis na mira dos hackers

Os dispositivos móveis também estão se tornando um ímã para hackers. “Apesar de as vulnerabilidades móveis continuarem crescendo a um ritmo acelerado, ainda as vemos como uma pequena porcentagem das vulnerabilidades gerais relatadas no período”, explica o relatório da IBM.

O que pode estar piorando o cenário de infecção de gadgets móveis é a proliferação desse tipo de dispositivo no local de trabalho graças à grande adoção do Bring Your Own Device (BYOD) – que pode se tornar um pesadelo para as empresas.

O relatório da IBM também observou que ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) estão sendo usados para mais do que apenas interromper o serviços de seus alvos. Os ataques estão sendo utilizados como uma forma de distração, permitindo que os atacantes violem outros sistemas da empresa. “Os criminosos derrubam um site, colocam as pessoas de TI focadas em uma determinada direção, amarram seus recursos ao ataque DDoS, enquanto uma violação mais sofisticada é realizada e ninguém está prestando atenção”, explica Marc Gaffan, cofundador da Incapsula.

Nos últimos anos, também presenciamos um crescimento explosivo de dispositivos Android no mercado, e os criminosos também estão atentos a essa área de crescimento. Como o número de usuários de celulares que operam Android se expande rapidamente, os criadores de malwares também aumentaram seus esforços proporcionalmente para não perder essa grande oportunidade. O fato de apenas 6% dos dispositivos com sistema operacional móvel do Google estar rodando uma versão mais recente do Android (pelo menos a 4.2) também ajuda a aumentar a proliferação de ataques.

Ao todo, o estudo da IBM analisou 4.100 novas vulnerabilidades de segurança e 900 milhões de novas páginas e imagens nos primeiros seis meses de 2013.

Canal Tech

EUA conseguem acessar quase todos os smartphones do mundo, diz revista alemã

smartphonesA Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) tem condições para acessar os dados de usuário de smartphones das principais fabricantes do mundo, disse a revista semanal Der Spiegel ao citar documentos internos da agência.

De acordo com a reportagem, a NSA criou grupos de trabalho para cada desenvolvedor de software e é capaz de ler as listas de contatos, mensagens de texto, notas escritas e localizar os proprietários de iPhones, Blackberrys e de usuários do sistema Android. Contudo, não há evidências nos documentos, observados pela revista, de que a NSA tem espionado de maneira pesada os usuários de smartphones.

Segundo o Der Spiegel, a empresa Blackberry disse que tem enfatizado repetidamente em público que “não há backdoors (programas que deixam os computadores ou softwares expostos a uma futura invasão) em nossa plataforma”. O Google disse à revista que não tem conhecimento de tais grupos de trabalho e que não fornece qualquer acesso do governo “aos nossos sistemas”. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão