Política

Relatório da CPI da Covid incluirá mensagens de celular de Bolsonaro por ‘incitação a descumprimento de medida sanitária’ e supostas ‘fake news’

Foto: Pedro França / Pedro França/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai incluir no relatório final da CPI da Covid as mensagens de WhatsApp enviadas por Jair Bolsonaro, a contatos de sua lista de transmissão. O relator da comissão avalia usar as mensagens como prova para sustentar a recomendação de indiciamento de Bolsonaro por incitação a descumprimento de medida sanitária.

Nos textos enviados de seu celular, o presidente dissemina fake news sobre o combate à pandemia. Como revelou O GLOBO, no mesmo dia em que o Ministério da Saúde voltou a recomendar a vacinação de adolescentes no início desta semana, Bolsonaro escreveu: “jovens morreram com a Pfizer”. A mensagem foi disparara para contatos do presidente e remetia a um vídeo de uma comentarista de televisão levantando suspeitas sobre a vacinação ao citar mortes de adolescentes que sequer haviam sido imunizados.

O pedido de inclusão das mensagens de WhatsApp no relatório foi feito pelo senador Humberto Costa (PT-PE), também integrante da CPI da Covid, e acatado por Renan Calheiros.

— As mensagens enviadas por Bolsonaro à sua lista de contatos disseminando fake news sobre a vacina da Pfizer constará no relatório, como também constarão outras postagens e declarações do presidente para desincentivar a vacinação. Bolsonaro será responsabilizado por disseminar fake news e desincentivar a vacinação – disse Renan ao GLOBO, referindo-se também ao conhecido episódio no qual Bolsonaro disse que pessoas poderiam virar “jacaré” caso se vacinassem.

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O capítulo sobre fake news preparado no relatório de Renan tem Bolsonaro como personagem central.

— Tudo começava a partir da atuação do presidente, que fazia as postagens e, depois, era seguido pelo gabinete do ódio, por sites bolsonaristas – concluiu o relator.

Renan foi aconselhado por consultores legislativos a propor o indiciamento de Bolsonaro por incitação ao crime por descumprimento de medida sanitária. O relator afirmou, no entanto, que antes de incluir essa tipificação penal no relatório, vai consultar a opinião dos demais integrantes da comissão parlamentar de inquérito.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Esse aluno corrupto ladrão da presidenta só não pode acusar o presidente de utilizar biticóio e creptomoeda. E ainda vemos vários acéfalos defensores destes canalhas da cúpula do circo.

    1. #BOLSONAROLIVRE tem que preparar o gado pra quando ele for preso kkkkkk

    1. Como chorar Azazel? Vcs ainda querem passar por mais situações ridículas? Essa CPI jamais poderia dar em nada, infelizmente, ocorreram mortes no Brasil e no mundo, por sinal, em nenhum país o mandatário foi denunciado como culpado, de fato, o que existe é uma tentativa sórdida e torpe para culpar o presidente e colocam logo dois ladrões de péssimo trato para comandar essa palhaçada.

  2. Enfim o circo será desmontado, chamar esse bandido do Renan de palhaço é uma ofensa aos profissionais do circo. Esse canalha tinha era que ser preso, pq processos nas costas , garanto que no país não tem.

  3. O povo brasileiro aguentar esse Renan canalha e ladrão é de uma ignorância sem precedentes, nunca fez nada a não ser roubar, trair, inclusive a esposa, mentir e agora para completar se mostra um analfabeto funcional.

  4. A CPI vai incluir o Lula por ter festejado o surgimento desse vírus mortal? Isso também é ser genocida. Ou não?

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Diversos

Bolsonaro sanciona lei que pune incitação ao suicídio pela internet

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (27) a Lei 13.968/2019, que aumenta pena para quem incentivar o suicídio ou à automutilação de uma pessoa por meio da internet. Com a sanção da norma, aprovada anteriormente pelo Congresso, a pena para o crime de incitação ao suicídio, que varia entre seis meses a dois anos prisão, será dobrada se a conduta tiver ocorrido pela internet, rede social ou transmissão ao vivo.

A noma também prevê o dobro da pena se a incitação envolver menores de idade ou tiver sido praticada por “motivo egoístico, torpe ou fútil”. Se o crime for praticado contra menor de 14 anos ou contra quem não tem “necessário discernimento para a prática do ato”, a conduta será enquadrada como homicídio, cuja pena é de seis a 20 anos de prisão.

Neste ano, além da punição para quem estimula o suicídio e à automutilação pela internet, o governo federal também criou a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

A Lei nº 13.819, que instituiu o programa, estabeleceu que as escolas, tanto públicas como privadas, notifiquem aos conselhos tutelares toda suspeita ou ocorrência confirmada envolvendo violência autoprovocada. As unidades de saúde, por sua vez, ficam obrigadas a reportar os episódios às autoridades sanitárias. Com essa medida, o governo pretende manter atualizado um sistema nacional de registros detectados em cada estado e município, para que possa dimensionar a incidência de automutilação e suicídio em todo o país.

Agência Brasil

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Polícia

PF investiga incitação a atentado a Bolsonaro

A Polícia Federal investiga se um homem detido no fim de semana, em Três Corações (MG), planejava atacar o presidente Jair Bolsonaro durante evento de formatura de sargentos do Exército.

Venicio Souza Rodrigues Ferreira postou nas redes sociais vídeo dizendo que estava bolando um plano para “acertar ele”, em referência a Bolsonaro.

Ferreira foi identificado por agentes de inteligência, detido e depois liberado. Ontem, a PF cumpriu mandado de busca em sua casa, apreendendo celulares, computadores e mídias.

O Antagonista

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Política

Rodrigo Maia condena discurso de Lula e diz que petista saiu do cárcere mais radical do que entrou

FOTO: AGÊNCIA CÂMARA

Rodrigo Maia condenou o discurso do ex-presidente Lula. Segundo O Globo, ele disse que “o petista saiu do cárcere mais radical do que entrou, o que só fortalece Jair Bolsonaro”.

O Antagonista, com O Globo

Opinião dos leitores

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Comportamento

Zorra Total': Quadro do metrô pode ser tirado do ar: incita assédio sexual, acusa associação

Após a polêmica com o comercial de Gisele Bündchen, agora é a vez do quadro do “Metrô do Zorra Total”, humorístico exibido aos sábados, na Globo.

A Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo formalizará um pedido à Rede Globo para que retire o quadro do ar, alegando incitação clara de assédio sexual às mulheres.

No quadro, a personagem Janete conversa com a transexual Valéria, e sempre a cena se encerra com um homem que se aproxima e “chega junto” em Janete, insinuando abuso.

A Globo rebateu. Em nota diz que “O Zorra Total é um programa humorístico cujos quadros trazem situações fictícias dissociadas da realidade. O quadro em questão não incita qualquer comportamento, muito menos a violência contra a mulher. Seu objetivo é entreter o telespectador, no que, acreditamos, é bem-sucedido. A TV Globo se orgulha de ser um veículo de comunicação que sempre defendeu os direitos da mulher em campanhas de conscientização, no seu conteúdo jornalístico e nas ações de responsabilidade social veiculadas em suas obras de dramaturgia.”

Opinião dos leitores

  1. Como mulher, me espanta tanta histeria por parte desses grupos de defesa aos direitos das mulheres, acredito que problemas muito mais importantes precisam ser tratados.

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