Renan parte para o ataque: senador critica o ministro do STF Marco Aurélio Mello

Givaldo Barbosa / Agência O Globo

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) partiu para o ataque mais uma vez. O alvo da vez é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Renan, numa rede social, disse que o magistrado “espanca” a separação de poderes ao decidir pelo fim do voto secreto na votação pela Presidência do Senado. O emedebista considera que essa é um assunto exclusivo do Senado. Renan também lembrou de outros episódios em que colidiu com Mello, um deles quando Mello tentou afastá-lo da presidência da Casa por meio de uma liminar em 2016.

Coluna Expresso – (POR MURILO RAMOS)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos disse:

    Gostaria que alguém me explicasse qual é o mais safad……. fica visível tamanha preocupação para tornar público o voto aberto no quesito presidência do senado. Roub….. por cima de roub….. mas o povo quer e votam para que continud dessa forma, portanto viva esse país de analfabetos

  2. nasto disse:

    Manda prender os dois. Aurélio todos conhecem e esse LADRÃO nem se fala.

  3. Tico disse:

    Esse corrupto sabe que ninguém tem coragem de votar nele pra presidente do senado, e quer a escolha com votos do porão, longe das vistas do povo brasileiro. Trapaceiro canalha

Renan, Sarney e Jucá formam quadrilha, afirma Janot

Ao pedir autorização do Supremo Tribunal Federal para a instauração de inquérito destinado a apurar o crime de embaraço à Operação Lava Jato – formalmente embaraço à Justiça – supostamente cometido pelo ex-presidente José Sarney, os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RO), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se refere ao grupo como “quadrilha” e “organização criminosa”.
“Está em curso um plano de embaraço da investigação por parte de integrantes da quadrilha e seus associados. Como sói acontecer em organizações criminosas bem estruturadas, o tráfico de influência é apenas uma das vertentes utilizadas por esses grupos”, afirma Janot.

No documento, Janot afirma que a atuação da Lava Jato, que resultou na prisão de dezenas de pessoas e recuperação de milhões em dinheiro desviado, gerou “grande preocupação de todos os integrantes da organização criminosa”.

“Esse temor, no caso do núcleo político, gestou um plano para obstrução da Operação Lava Jato, com a utilização desvirtuada das funções e prerrogativas do Poder Legislativo, cooptação do Poder Judiciário e desestruturação, por vendita e preocupação contra futuras atuações, do Ministério Público”, afirma o procurador no documento.

Segundo o procurador-geral, houve uma “atuação planejada e concentrada de congressistas” para, entre outras coisas, dificultar que investigados e réus celebrem acordos de colaboração premiada, rever e reduzir os poderes do Ministério Público e anistiar agentes públicos envolvidos. Janot também descreve a atuação do grupo para tentar exercer tráfico de influência junto ao então ministro relator das ações penais no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki.

O pedido se fundamentou no termo de colaboração premiada assinado por Machado, no qual são transcritos trechos de mais de seis horas de conversas gravadas com Sarney, Jucá e Renan. Para o procurador, as conversas “demonstram a motivação de estancar e impedir, o quanto antes, os avanços da Operação Lava Jato em relação a políticos, especialmente do PMDB, do PSDB e do próprio PT, por meio de acordo com o Supremo Tribunal Federal e da aprovação de mudanças legislativas”.
Segundo o procurador-geral, o objetivo dos congressistas era “construir uma ampla base de apoio político para conseguir, pelo menos, aprovar três medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa – 1) proibição de acordos de colaboração premiada com investigados ou réus presos; 2) a proibição de execução provisória da sentença penal condenatória mesmo após rejeição dos recursos defensivos ordinários, o que redunda em reverter pela via legislativa o julgado do STF que consolidou esse entendimento; 3) e a alteração do regramento dos acordos de leniência, permitindo celebração de acordos independente de reconhecimento de crimes”.

Janot argumenta que há “elementos concretos de atuação concertada entre parlamentares, com uso institucional desviado, em descompasso com o interesse público e social, nitidamente para favorecimento dos mais diversos integrantes da organização criminosa”.

Defesas

Renan se manifestou por meio de sua assessoria. “O senador Renan Calheiros esclarece que não fez nenhum ato para embaraçar ou dificultar qualquer investigação e que sempre foi colaborativo, tanto que o Supremo Tribunal Federal já manifestou contrariamente à pedido idêntico.”

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay, defensor do senador Romero Jucá e do ex-presidente José Sarney, também falou sobre a instauração do inquérito. “Se houve crime este teria sido praticado pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, autor das gravações que dão sustentação ao pedido de inquérito do procurador-geral da República Rodrigo Janot, que atribui aos peemedebistas suposta obstrução à Operação Lava Jato”.

“Eu acho que esse pedido é um pouco consequência, quase que natural, daquele pedido de prisão (dos peemedebistas) que foi feito (por Rodrigo Janot) e que foi um fiasco. Nas gravações realizadas por Sérgio Machado não tem nenhum sinal de qualquer tentativa de obstrução. Temos que fazer uma reflexão mais profunda sobre essa hipótese de tudo ser obstrução à Lava Jato”, escreveu.

“Quando se discutia a Lei de Abuso da Autoridade os procuradores foram ao Congresso e alardearam que estava havendo obstrução da Lava Jato. Ora, o projeto é de 2009, a Lava Jato nem existia. Depois, quando se criticava a prisão (de condenados) em segunda instância também vieram os procuradores e alegaram que isso iria paralisar a Lava Jato. Quer dizer, a Lava Jato é importantíssima, seus resultados são fantásticos, mas o País existe também fora da Lava Jato.”

“Pegar senadores discutindo modificação legislativa, que é a função deles, e dizer que estão tramando contra a Lava Jato é o mesmo que três ou quatro advogados criticarem a operação e, por isso, serem acusados de obstruírem a Justiça. Se algum jornalista fizer um olhar mais crítico à Lava Jato vão dizer que ele quer obstruir a Lava Jato.”

“Vivemos um momento crítico. É coisa grave. Virou um país monotemático. Não existe naquelas gravações (de Sérgio Machado) qualquer tentativa de obstrução à Lava Jato. (…) Não vejo no conteúdo das gravações nenhuma tentativa de obstrução.

UOL, com Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadã, advogada... disse:

    Esse advogado pensa que engana quem com ese discurso ridículo minha gente???? Mas está certo… fazendo o papel dele… fazendo jus ao seu contrato de honorários… E se ele está ganhando o dele, nada mais deve importar…

  2. reno carlos de sousa disse:

    Quem tem coragem de viajar no mesmo avião com rodrigo janot?????????????

  3. Lucy disse:

    COM A AJUDA DO PSDB.

  4. Ceará-Mundão disse:

    Os sócios do PT na roubalheira.

  5. Luciana Morais Gama disse:

    PT e PMDB destruíram o BRASIL.

  6. Curioso disse:

    Novidade zero…

Renan sobre impeachment no Senado: ‘Tudo tem seu tempo’

RenanLulaMarquesFolha11Apontado como um dos últimos aliados do governo no PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira que o voto no processo do impeachment é uma “questão de consciência” e criticou a postura de partidos que deixaram recentemente a base do governo e passaram a apoiar o processo que pode levar à derrubada da presidente Dilma Rousseff do poder. Segundo o senador, as legendas não deveriam exigir que suas bancadas votassem unidas a favor ou contra a queda da petista. Até o momento, fecharam questão pró-impeachment o PRB e as siglas de oposição, enquanto o governista PR e os recém-desembarcados PP e PMDB vão liberar as bancadas.

“Esse fechamento de questão nos partidos é uma forçação de barra, porque o que vamos ter é um julgamento do impeachment, que, mais que uma questão partidária, é, sobretudo, uma questão de consciência”, disse. O presidente do Senado evitou fazer projeções sobre a celeridade do processo de impeachment na Casa caso a Câmara dos Deputados aprove, no domingo, a admissibilidade do pedido contra a presidente Dilma. No caso de Fernando Collor de Mello, em 1992, o Senado acelerou a tramitação do processo, recebeu a documentação do impeachment no dia 30 de setembro e afastou o então presidente já no dia 2 de outubro.

“Eu não sou cartomante ou quiromante para fazer previsões. Tudo tem o seu tempo. O impedimento também tem seu tempo. É importante que se observem os prazos e que o presidente seja isento. Se o presidente da Casa não for isento, não guardar independência e responsabilidade que deve ter no cargo, ele acabará desequilibrando o processo, e esse não é o meu propósito”, afirmou, em um recado velado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliado do vice-presidente Michel Temer e um dos principais artífices do impeachment de Dilma.

“Não vai, o Senado, ter um presidente que vai desequilibrar o processo”, completou.

Fonte: Veja

Renan diz a aliados que vai provocar votação do impeachment nas férias

RenanCalheiros-Foto-WilsonDias-AgenciaBrasil-3fev2015O presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez chegar a aliados, nesta segunda-feira (7), a informação de que não pautará a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) antes do prazo definido na Constituição para o recesso parlamentar – 22 de dezembro, antes de quando deputados e senadores têm de finalizar a tramitação da peça orçamentária, sob pena de não poderem entrar em recesso. O objetivo de Renan, segundo relato de senadores próximos do peemedebista, vai ao encontro das pretensões do Palácio do Planalto a respeito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no sentido de acelerar tal votação – atualmente, Dilma dispõe de votos para derrubar a ofensiva contra seu mandato.

Segundo a Agência Estado, a ideia de Renan, a quem cabe convocar o Congresso no período de recesso parlamentar, é evitar a exposição da presidente Dilma, com os riscos de uma convocação extraordinária do Congresso para votar o processo de impeachment. A Constituição determina que, para a reunião especial de deputados e senadores em pleno recesso, é necessária a maioria absoluta dos votos tanto na Câmara quanto no Senado (257 e 41 votos, respectivamente) – segundo o Estadão de domingo (6), o imponderável da votação uma semana depois de ter sido iniciado o andamento do processo, antes da decisão sobre o impeachment, seria um indesejado termômetro do que pode acontecer ao governo.

O ano legislativo não poder ser concluído sem que deputados e senadores aprovem, nos termos do artigo 57 da Constituição, o texto da LDO. Segundo relato de aliados, Renan poderia simplesmente não pautar a votação da matéria, depois de eventual aprovação na Comissão Mista de Orçamento. O texto pode até ser pautado até 22 de dezembro, mas não ser votado por falta de quórum, por exemplo – o que geraria a convocação do Parlamento em pleno recesso, segundo os planos do Planalto.

Fonte: Congresso em Foco

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. henrique disse:

    Aproveita e tira esse canalha também, ia esquecendo leva junto com ele, Collor de Merda, Henrique,Garibaldi, Jajá, Rogério Marinho e resto da cambada do RN.

PGR pede abertura de inquéritos contra Renan, Jader e Delcídio

A Procuradoria-geral da República encaminhou nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos para que sejam abertos dois novos inquéritos para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS) por indícios de lavagem de dinheiro e corrupção. Os casos serão analisados pelo ministro Teori Zavascki, relator das ações sobre o escândalo do petrolão na Corte.

Os dois pedidos de inquérito estão em segredo de Justiça e envolvem também o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), apontado pelos investigadores da Lava Jato como o preposto de Renan Calheiros no esquema de cobrança de propina em contratos fraudados na Petrobras.

Renan Calheiros já responde a outros inquéritos resultantes das investigações da Operação Lava Jato. Em um dos casos que motivou a abertura de investigação contra o presidente do Senado, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa informou às autoridades que Renan recebia dinheiro de empreiteiras contratadas pela estatal, realizava as negociatas em sua própria casa e recolhia propina da Transpetro, subsidiária da Petrobras então controlada por Sergio Machado, seu aliado. Em depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-diretor da Petrobras disse ter sido apadrinhado na Petrobras pelo PP e pelo PMDB e afirmou ter se reunido na casa do senador Romero Jucá (PMDB-RR), na casa Calheiros e também com o deputado Aníbal Gomes para discutir propina.

As diversas referências a Renan nos autos da Lava Jato, incluindo as recentes delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e do lobista Fernando Baiano, demonstram, segundo o Ministério Público, que o peemedebista atuava no esquema de corrupção e fraudes em contratos na Petrobras. A força-tarefa de procuradores questiona as doações eleitorais recebidas pelo senador, apontando que várias empresas estavam envolvidas no esquema de corrupção de parlamentares e que elas utilizavam o sistema de doações eleitorais para camuflar o real objetivo das movimentações de dinheiro: o pagamento de propinas.

Já o lobista Fernando Baiano disse que repassou propina a integrantes do PMDB por conta da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e de contratos de sondas. Em acordo de delação premiada, conforme revelou VEJA, Baiano contou que o esquema de corrupção na área internacional da Petrobras começou em 2006, no governo Lula, e envolveu os senadores Renan Calheiros (PMDB), Delcídio Amaral (PT), Jader Barbalho (PMDB) e o ex-ministro Silas Rondeau, que, após o mensalão, substituiu Dilma Rousseff na pasta de Minas e Energia. Todos negam as acusações.

O presidente do Senado se manifestou sobre a questão por meio de nota:

O Presidente do Senado, Renan Calheiros, reitera que suas relações com as empresas públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais. O Senador já prestou os esclarecimentos necessários, mas está à disposição para novas informações, se for o caso. O Senador acrescenta ainda que nunca autorizou, credenciou ou consentiu que seu nome fosse utilizado por terceiros.

Fonte: Veja

Renan, Serra e Aécio discutem impeachment de Dilma em jantar

O PSDB ofereceu um jantar ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir o agravamento da crise política e a possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

O encontro ocorreu na noite de terça (4), no apartamento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Participaram os últimos dois presidenciáveis tucanos, os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Eles discutiram cenários no caso de destituição da presidente e eventual posse do vice, Michel Temer.

No jantar, integrantes dos dois partidos afirmaram que o governo está “perdido”, mas chegaram a um consenso de que a tese do impeachment “não está madura”, relataram à Folha quatro participantes do jantar.

Peemedebistas e tucanos criticaram as manobras do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tentar acelerar a abertura de um processo de impedimento. Eles afirmaram que seria melhor esperar as manifestações do dia 16 e o julgamento das pedaladas fiscais no Tribunal de Contas da União.

Também foram feitas críticas à aprovação de uma “pauta-bomba” na Câmara, na contramão do ajuste.

Serra afirmou que os deputados estão cometendo “loucuras fiscais” ao aprovar projetos que aumentam os gastos públicos e reajustam os salários de servidores acima da inflação.

O tucano fez coro com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao prever o agravamento da crise econômica nos próximos meses. Os dois traçaram um cenário de alta do desemprego e paralisação dos investimentos privados.

Os senadores discutiram as consequências econômicas de um possível impeachment.

O jantar foi descrito por tucanos como um gesto para se aproximar de Renan, que tem feito críticas públicas ao ajuste fiscal e à coordenação política do governo. No início do ano, o PSDB apoiou a candidatura de Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) à presidência do Senado.

Também participaram os líderes do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), além do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Como Ciro Gomes disse, a direita só tem bundão e medrosos. Quero ver se essa galera se aguentar na rua caso o golpe seja dado. Mais uma vez digo: Não pensem q a militância do PT é a mesma do PRN. PRevejo dias turbulentas caso esse golpe aconteça.

  2. Rivaldo Firmino disse:

    Qual seria o problemas das forças armadas se manifestarem? Lula já ameaçou com o exército de Stédile. Estão reclamando de quê PeTistas? Cada um usa as armas que tem. Só vocês podem ameaçar, conceituar, julgar, mostrar, constituir e ordenar?
    Qual é o sentido disso? Isso é democracia ou ditadura PeTista?
    O que vocês falam tem que ser obedecido e jamais inquestionável? Que ditadura é essa?
    O PT mantém sua inquisição dentro do ParTido de vocês, aqui fora ainda existe o direito a resposta, ao contraditório, a uma segunda opinião. Ou será que só os PeTistas tem direito a ampla e inesgotável defesa?

  3. VDelgado disse:

    Petralhada maldita alienada militonta, favor reproduzir o que o Senador José Serra falou, em defesa do desgoverno Dilma: "os deputados estão cometendo loucuras fiscais ao aprovar projetos que aumentam os gastos públicos e reajustam os salários de servidores acima da inflação".

  4. Jadson disse:

    Isso é golpe! Só falta as forças armadas começarem a se "manifestar".

Renan anuncia devolução de R$ 27 mil por avião da FAB usado para ir ao Recife

5nov2013---presidente-do-senado-renan-calheiros-pmdb-al-conduz-sessao-no-plenario-em-que-foi-aprovada-em-primeiro-turno-a-proposta-de-emenda-a-constituicao-pec-do-orcamento-impositivo-que-torna-1383692788872_300x300O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou na tarde desta segunda-feira (30) que irá devolver aos cofres públicos R$ 27 mil por ter usado um voo da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir ao Recife, onde fez uma cirurgia para implantar 10 mil fios de cabelo.

“O presidente do Senado, Renan Calheiros, recolheu aos cofres públicos, nesta segunda-feira (30), a quantia de R$ 27.390,25. O valor se refere ao uso da aeronave em 18 de dezembro entre as cidades de Brasília e Recife e foi calculado pela Força Aérea Brasileira (FAB). O pagamento foi feito via Guia de Recolhimento da União (GRU)”, diz a nota enviada pela assessoria do senador.

Renan havia solicitado à FAB que se pronunciasse sobre eventuais irregularidades na viagem.

“Em reposta ao ofício recebido da Presidência do Senado, de 23 de dezembro de 2013, que solicita esclarecimento sobre eventual impropriedade na requisição de aeronave para viagem de Brasília a Recife, no dia 18 de dezembro de 2013, o Comando da Aeronáutica informou que observa fielmente o disposto no Decreto nº 4.244, de 22 de maio de 2002, abstraídas questões de mérito relacionadas ao motivo da viagem o qual, embora declarado na solicitação, foge à alçada deste Comando julgar”, diz a FAB em nota.

Essa é a segunda vez que Renan usa aeronave da FAB neste ano para fins particulares. Anteriormente, ele foi à Bahia para o casamento da filha de um senador. Depois de a primeira viagem vir à tona, ele reembolsou R$ 32 mil para a União.

Conforme decreto presidencial de 2002, autoridades, incluindo ministros de Estado e o presidente do Senado, podem usar aviões da FAB quando viajarem a serviço, por motivo de segurança e emergência médica ou em deslocamentos para a cidade onde têm residência permanente.

A cidade de residência de Renan é Maceió, e ele não tinha nenhum compromisso oficial em Recife no dia do voo.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. luiz antonio disse:

    OU BRASIL DE CABOCLO, MÃE PRETA E PAI JOÃO. AQUI, O CIDADÃO ROUBA, MATA, ESTRUPA E: SE FOR POBRE E SEM NOME, CADEIA, PERSEGUIÇÃO, NOME JOGADO AOS LEÕES. PORÉM, SE FOR ADMENOR( como eles se intitulam) OU POLÍTICO, BASTA UM PEDIDO DE DESCULPA, UMA RETRATAÇÃO E DE REPENTE, APARECEM DEFENSORES EM TODA PARTE PARA INOCENTÁ-LO.

Renan consulta FAB sobre uso de jatinho para implante capilar

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), enviou ofício nesta segunda-feira pela manhã para o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, para saber se ele cometeu alguma irregularidade ao utilizar um jatinho da Força Aérea, na quarta-feira passada, para ir a Recife fazer um implante capilar.

O decreto presidencial 4.244, de 2002, é claro ao apontar que as autoridades só podem utilizar as aeronaves da FAB em três circunstâncias: por motivo de segurança e emergência médica, em viagens de serviço ou no deslocamento para seu local de residência fixa.

Renan é senador por Alagoas. O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), ao defender o amigo disse que o presidente do Senado se valeu do jatinho para ir para casa, mas “desceu antes”. Viana, porém, incorre em erro de geografia, uma vez que Recife está localizada depois de Maceió.

A reserva da aeronave foi feita para levar Renan a Recife, como demonstra relatório da FAB – ou seja, oficialmente, ele solicitou o avião não para ir para sua casa.

A assessoria de imprensa da presidência do Senado informou que Renan aguarda a manifestação da Aeronáutica para poder decidir o que fará. Se a carona for considera irregular, ele irá devolver o dinheiro aos cofres públicos.

Esta não é a primeira vez que o presidente do Senado faz uso privado de um bem público. Em junho, ele já havia utilizado do mesmo expediente. Na ocasião, ele foi ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso, no litoral da Bahia. Depois da polêmica, fez um reembolso de R$ 32 mil.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Elves Alves disse:

    Renan é da mesma geração de Henriquinho Alves, qual seja, aquela do tempo em que o MDB cabia em um fusquinha. Garotões mimados, nascidos e criados fora dos estados (Alves, no caso, no Rio de Janeiro) de que se dizem "representantes". Para eles AL e RN, na verdade, nunca passaram de mera ensilagem eleitoral para lhes garantir sucessivos e ininterruptos mandatos. O que, aliás, levou o jornalista Cassiano Arruda Câmara a pespegar em Alves o apelido de "Deputado Copa do Mundo", isto é, aquele que só aparece a cada quatro anos.

  2. Cardoso disse:

    Não são cordeirinhos, cumprem ordens e, melhor, agora divulgam o que enxergam de errado. Isso é bom. Ah! Os aviões tecnicamente não são da FAB, então na FAB. Assim, os militares ñ tem mto o que fazer. Apenas denunciar.

  3. Jefferson disse:

    Esses militares estão um cordeirinhos. A ditadura agora e exercida pelo políticos corruptos.

Renan quer votar passe livre para estudantes no Senado ainda este ano

A aprovação da proposta que cria o passe livre para estudantes foi defendida nesta terça-feira (29) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que pretende votar a matéria na Casa até o fim do ano. Em quase todo o país, os estudantes ainda pagam meia passagem nos transportes coletivos.

“É um assunto inevitável. Não tem sentido que quem estuda pague [pelo transporte]. Todo país que está à frente do Brasil já resolveu o problema. Em janeiro haverá aumento das tarifas e o assunto vai engrossar as ruas novamente. O poder público tem que ter responsabilidade de resolver a questão”, avaliou Renan.

De acordo com o presidente do Senado, o benefício tem custo estimado de R$ 7 bilhões. Questionado sobre como essa isenção seria financiada, Renan foi direto: “Esse dinheiro terá que vir do Orçamento”.

O projeto que cria o passe livre para estudantes (PLS 248/13), de autoria do próprio Calheiros com outros senadores, está parada desde agosto na Comissão de Constituição e Justiça. Depois de aprovado no Senado, ainda precisará ser apreciado pela Câmara dos Deputados.

Calheiros, que na semana passada recebeu representantes da Frente Nacional de Prefeitos de Capitais, disse que tem de haver uma grande mobilização para que os senadores possam aprovar esse projeto até o final do ano também. “Vamos ter que ter solução criativa que será construída aqui no Congresso Nacional”, disse.

“Essa é uma crise anunciada, já voltou às ruas. Em janeiro e fevereiro, nós vamos ter a volta do reajuste da tarifa. Nós temos no Brasil hoje 3,6 milhões de alunos que pagam meia passagem. É evidente que com o passe livre você pode dar um corte social, mas o governo pode ter que pagar R$ 7 milhões”.

Agência Brasil

Manifesto pró-renúncia de Renan chega ao Senado

Ativistas vão entregar amanhã (20) a petição virtual com mais de 1,6 milhão de assinaturas contra a permanência de Renan Calheiros (PMDB-AL) na Presidência do Senado. A ideia é entregar o abaixo-assinado a uma comissão de senadores que se dispuser a receber o grupo. Os coordenadores do movimento afirmam que o objetivo da mobilização é fazer pressão política e social para forçar a saída de Renan do comando do Senado e do Congresso por causa do seu histórico de denúncias. “Não faz sentido um senador presidir o Congresso já sob suspeita de ter cometido crimes graves”, afirma o engenheiro Marcelo Medeiros, um dos organizadores da manifestação.

Renan foi denunciado às vésperas de ser eleito presidente do Senado pelo procurador-geral da República por uso de notas frias para justificar a venda de bois em Alagoas. O senador é acusado de desvio de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Renan ainda responde a dois inquéritos no Supremo, um por crime ambiental e outro por tráfico de influência.

Raniere visita feira das Rocas e Edivan Martins Recebe Renan Barão em aeroporto

O dia ontem foi cheia para os vereadores Raniere Barbosa (PRB) e Edivan Martins (PV). O primeiro, ainda pela manhã, visitou a feira das Rocas, na zona leste de Natal, colhendo as reivindicações dos feirantes e clientes. Martins, à tarde, foi ao Aeroporto Augusto Severo para receber o campeão do UFC, Renan barão. Edivan Martins e Renan Barão tem o bairro das Quintas como berço da trajetória de vitórias.

“Renan Barão é filho do meu querido bairro das Quintas. Ele começou treinando na Academia Força e Garra, vizinha a minha casa, na Rua dos Pegas.  Renan mostrou que não esqueceu as suas origens e enalteceu o bairro da Quintas ao se tornar Campeão do UFC”, ressaltou o vereador Edivan Martins.

Técnico de Barão garante: “No sábado, Brasil terá novo campeão do UFC”

Faltam poucos dias para o Brasil ter um novo campeão no UFC. Pelo menos, é o que garante Jair Lourenço, um dos técnicos do lutador Renan Barão, que no sábado decide o cinturão interino dos pesos galos (até 61,8 quilos) do maior evento de MMA do mundo, contra o americano Urijah Faber. A luta será a principal do UFC 149, realizado no Canadá.

“Barão está muito confiante e muito bem preparado. Está no melhor momento da vida dele. Pela confiança que demonstra, no sábado o Brasil terá seu novo campeão do UFC”, afirma Jair Lourenço, que é o líder em Natal da Kimura, academia filiada a Nova União (Rio de Janeiro), onde Renan Barão treina desde o maio, exclusivamente, para essa luta. “Barão está totalmente focado. A condição dele nem de longe lembra como foi a da última luta”, acrescenta.

A última luta de Barão no UFC, vale lembrar, foi em fevereiro, contra o americano Scott Jorgensen e, apesar da vitória incontestável por pontos, o brasileiro sofreu na parte física, consequência de uma virose que o atacou duas semanas antes de subir no octógono. “Daquela vez ele teve esse problema de saúde e pensamos até em cancelar a luta, mas desta vez não. Ele está bem preparado e fez um trabalho especial de condicionamento físico e força muscular”, explica Jair Lourenço.

Apesar de não ter participado de toda a preparação de Renan Barão, visto que boa parte dela foi feita na Nova União, Jair Lourenço gostou do que viu ao chegar no Rio de Janeiro para fazer os “ajustes finais”. “Assisti a avaliação física dele e pude ver que está muito bem. Além disso, tive o prazer de encontrar uma academia inteiramente mobilizada para essa luta. Todo mundo passando muita energia positiva para Barão”, revela Jair Lourenço.

Nessa “união” da qual o técnico de Barão faz referência, estão presentes os potiguares Ronny Markes e Jussier Formiga, os dois colegas de Barão no UFC, e ainda o campeão dos pesos pena, José Aldo, que passou dicas importantes para Barão chegar a vitória – Aldo já lutou e venceu Faber. “Conversei com ele e também fiquei feliz com o que me disse: que Barão tem tudo para sair com uma vitória importante do UFC 149”, acrescenta Lourenço.

“Faber lutará fora da zona de conforto”

Aos 33 anos, Urijah Faber, é um dos mais experientes e conhecidos lutadores do UFC. Para Jair Lourenço, porém, de nada vai adiantar essa fama se o americano não demonstrar, dentro do octógono, o que anda dizendo antes do UFC 149. E mais: com a mudança do local da luta, que seria nos Estados Unidos, mas agora vai ser no Canadá, Faber terá que sair de sua “zona de conforto”.

“A mudança da luta foi muito importante para Renan Barão. Se antes iria lutar em Las Vegas, no dia 7 de julho, agora ele fará a luta principal do UFC 149, no Canadá, sem toda aquela torcida que seria possível ver nos Estados Unidos para Faber. Não que a torcida contrária influencie Renan Barão, mas vai fazer Faber lutar fora de sua zona de confortor”, avalia Jair Lourenço.

Para quem não tem acompanhado, apesar de ter respeitado Renan Barão mais que os adversários anteriores no UFC, Urijah Faber já chegou a dizer que seria o adversário mais duro da carreira do brasileiro, mas que Barão não seria o oponente mais difícil dentre aqueles que já enfrentou. “Isso aí vamos deixar para mostrar no octógono. Barão está confiante, mas quer deixar para mostrar lá dentro quem é o melhor”, revela Jair Lourenço.

O fato da luta ter sido transferida para o Canadá também ajudou pelo retrospecto positivo que Barão tem, também, no território canadense, onde fez sua estreia no WEC, evento que integrou antes de ir para o UFC. “Barão tem boas lembranças do Canadá. Foi lá onde ele deu o primeiro passo na carreira internacional e vai ser lá onde, se Deus quiser, ele vai dar mais um passo importante rumo ao cinturão do UFC”, torce Jair Lourenço.

Com 29 lutas de invencibilidade, Renan Barão não sabe o que é perder desde 2005 e, conseguindo uma vitória contra Faber, no sábado, se torna o campeão interino dos pesos galo. Isso, porque dono oficial do cinturão da categoria, Dominick Cruz, está afastado do octógono por um tempo indeterminado, devido a uma lesão no joelho. Quando estiver apto para voltar a lutar, o campeão enfrentará o interino e o vencedor fica com o título da categoria.

Potiguar Renan Barão luta para perder peso antes de disputar o UFC-143

Os últimos dias de um lutador antes de uma luta no UFC não são nada fáceis. Além de seguir em um ritmo forte de treinos, eles ainda precisam se preocupar com a balança. E com o potiguar Renan Barão, a situação não é diferente. Com uma luta marcada para o sábado (4), contra o americano Scott Jorgensen, no UFC-143, Barão precisa estar com 61 quilos na hora da pesagem, marcada para a sexta-feira (3).

Isso porque 61 quilos é o limite do peso-galo, categoria na qual Barão luta e é considerado um dos melhores do UFC. “É sempre um desafio para mim. Perder peso é um problema, dá última vez tive até que raspar o cabelo para perder algumas ‘graminhas’ e bater o peso”, relembrou Renan Barão, que na última luta venceu o inglês Brad Pickett por finalização, chegando a marca de 28 lutas de invencibilidade.

Durante toda a preparação, Barão pesou, aproximadamente, 72 quilos. Nesta segunda-feira (30), antes da viagem, já está com 67,5 quilos e a expectativa é perder mais algumas gramas até a noite, antes de embarcar para Las Vegas, local da luta no UFC-143. “Desta vez, acredito que vai ser mais fácil perder o peso. Está faltando pouco”, previu o lutador, que da última vez teve que perder quase 10 quilos em uma semana.

Essa será a terceira luta de Barão pelo UFC. Antes de vencer o inglês Pickett na Inglaterra, o potiguar derrotou, por pontos, o americano Cole Escovedo, nos Estados Unidos. Por isso, lutar no país adversário, contra a torcida adversária, não intimida. “Estou focado na luta. Quando entrar no octógono, tento não pensar nisso. Vou lá fazer meu trabalho e pronto. Estou bem preparado e já tenho uma boa estratégia. Se Deus quiser, vai dar tudo certo”, afirmou Barão.

Sobre essa estratégia, porém, o potiguar prefere não falar, até para não dar a Scott Jorgensen informações importantes para o confronto. “Do mesmo jeito que a gente estuda eles lá, eles estudam a gente aqui. Então, tem que ter cuidado nessas horas. A estratégia escolhida para as lutas hoje em dia são muito importantes”, explicou. De qualquer forma, Barão antecipa que tem “treinado de tudo”. “Jiu jitsu, boxe, muay thai, wrestling, para estar bem preparado para qualquer dificuldade que possa ter durante a luta”.

O vencedor da luta entre Renan Barão e Scott Jorgensen fica muito perto de decidir o cinturão da categoria em evento, provavelmente, realizado no segundo semestre deste ano. Isso porque no primeiro semestre, o atual campeão Dominick Cruz pega, pela terceira vez, o americano Urijah Faber.

Ronny Markes

Vale lembrar, também, que no dia 15 de fevereiro, tem outro potiguar no octógono do UFC on Fuel TV 1. Será Ronny Markes, que enfrenta o experiente americano Aaron Simpson. Tanto ele quanto Barão lutam no card principal de seus eventos e terão suas lutas transmitidas, ao vivo, para mais de 150 países, inclusive, o Brasil.

Para Ronny Markes o desafio da perda de peso também é grande. Sobretudo, porque essa será a primeira luta dele no peso-médio, até 84 quilos. Na estreia no UFC, Markes lutou pela meio-pesado e venceu o tcheco Karlos Vemola, por decisão unanime dos juízes.

Potiguar luta no UFC de olho no cinturão da categoria

Tá pensando que é só Aderson Silva que é ídolo no MMA (Mix Martial Arts)? O potiguar Renan Barão, como quem não quer nada, já ganhou espaço dentro do UFC (Ultimate Fighting Champioship), maior evento de MMA do mundo e mal venceu o inglês Brad Pickett no UFC 138 e já volta a mais um desafio no UFC 143, no dia 4 de fevereiro. Dessa vez o desafio é contra o americano Scott Jorgensen com um detalhe: novamente na casa do adversário (nos Estados Unidos).

Não para por aí, Barão que tem apenas uma derrota (em 1996) em toda sua carreira como profissional e, se vencer a luta, vai disputar o cinturão da categoria peso-galo contra o vencedor do duelo entre Dominick Cruz (detentor do cinturão) e Urijah Faber (desafiante pela segunda vez). Um potiguar com o cinturão do UFC não é para qualquer um não.

E ai? Vai encarar?

Senadores do PMDB começam a se rebelar contra Sarney e Renan

Por Christiane Samarco, no Estadão:
Antes reduzida a três rebeldes geralmente ignorados pela cúpula do PMDB no Senado – Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Simon (RS) e Mão Santa (PI), que não foi reeleito -, a bancada dos contrariados da sigla ganhou adeptos com a posse do novo Congresso e não parou de crescer. Ela se amplia a cada dia, por conta de questões regionais e dos problemas na relação com o governo e com o PT, embora o alvo principal seja a cúpula do Senado.

Hoje, os insatisfeitos e independentes são majoritários no PMDB. Somam uma dezena entre os 18 senadores peemedebistas, o que pode complicar a vida do Palácio do Planalto, mesmo estando a mira voltada para a dupla que comanda a Casa e a liderança do partido: José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL). A atuação desse grupo deve ficar mais clara a partir da votação do Código Florestal, que terá como relator no Senado o independente Luiz Henrique da Silveira (SC).

Luiz Henrique fez questão de mostrar a que veio logo na chegada, sinalizando que daria trabalho a Sarney. Na segunda semana de mandato, ele organizou uma reunião dos velhos companheiros de MDB que já vinham manifestando desconforto com a crise ética que desgastara a imagem do Senado e a liderança política de Renan e Sarney.

Participaram desse primeiro encontro outros quatro senadores “históricos” do PMDB: Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcelos (PE), Roberto Requião (PR) e Casildo Maldaner (SC), que segue a liderança de Luiz Henrique no Estado. Começaram aí as críticas à dupla e os planos de reunir uma frente para tomar-lhes o poder no partido.

Reação. Para tentar abortar esse movimento, a Comissão Executiva nacional do partido reagiu. Menos de um mês depois da reunião dos históricos, prorrogou por mais 12 meses os mandatos das atuais direções nacional e estaduais, que venceria no fim do ano. O grupo dos contrariados acusou o golpe. Os atuais dirigentes é que vão comandar as eleições municipais em 2012, o que está sendo interpretado por eles como uma forma de garantir o atrelamento do PMDB ao PT.

A frase síntese das queixas dos contrariados é de que, na bancada do peemedebista, são 14 senadores trabalhando para apenas quatro. A ironia faz referência ao quarteto que detém os postos de poder: o senador Valdir Raupp (RO), que assumiu a presidência do partido, e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), além de Renan e Sarney