Diversos

Islândia aumenta produtividade com jornada de trabalho quatro dias por semana

Foto: Reprodução/Reprodução

O governo da Islândia realizou recentemente dois testes a respeito da redução das horas de trabalho semanal e, segundo analistas, o resultado foi animador e pode servir de exemplo para outros países.

Mais de 2.500 pessoas em 100 locais de trabalho participaram dos testes apoiados pelo governo de trabalhar apenas quatro dias por semana e não foi registrada nenhuma perda na produtividade.

O processo envolveu cerca de 1% da população ativa da Islândia, que passaram por redução na sua carga horária de trabalho de 40 para 35 horas semanais, sem qualquer redução salarial. Os resultados foram analisados em conjunto pelo grupo Autonomy, do Reino Unido, e pela Associação de Sustentabilidade e Democracia da Islândia.

Os resultados trazem credibilidade à ideia de que uma semana de quatro dias de trabalho sem redução salarial significativa mantém os índices de produtividade altos. A demanda tem ganhado força ao longo do tempo e tem sido defendida como uma solução para uma melhora no equilíbrio entre vida profissional e pessoal, além de aumentar o desempenho dos funcionários.

Outro país que está começando a dar atenção para a ideia é o Japão, conhecido por ter jornadas de trabalho extremamente desgastantes. Em diretrizes econômicas anuais divulgadas em junho, o governo sugeriu uma redução na jornada de trabalho para apenas quatro dias semanais. Dessa forma, além da melhoria no bem-estar, espera-se que o novo dia livre estimule a economia, fazendo com que a população utilize desse dia para sair e gastar mais.

Já na Islândia, as ponderações começaram após grande demanda da sociedade civil e de sindicatos nacionais, que alegam que o país está ficando ultrapassado em relação a seus vizinhos nórdicos em termos de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O primeiro teste ocorreu na capital Reykjavik entre 2014 e 2019 e contemplou funcionários de creches e centros de serviço, expandindo eventualmente para funcionários de gabinetes dos prefeitos. Já o segundo ocorreu entre 2017 e 2021 e afetou 440 contratados das agências governamentais nacionais. Os testes ocorreram tanto para aqueles que possuem jornadas de trabalho padrão — de cinco a nove horas — quanto aqueles que possuem horários irregulares.

Os resultados dos testes comprovaram que a produtividade dos funcionários passou a ser mais alta durante a jornada de quatro dias semanais. Além de maior eficiência nas suas funções, houve reorganização do tempo de trabalho e uma melhor comunicação entre os diferentes departamentos empresariais.

Além da melhora em termos profissionais, houve também melhoria no âmbito pessoal. A grande maioria dos funcionários se disseram mais felizes e menos estressados durante o período de testes, ao mesmo tempo que passaram a ter mais tempo para fazer exercícios e se socializar.

Além da Islândia e do Japão, outros países também têm planos de implementar uma jornada de trabalho reduzida. De acordo com o The Guardian, o governo espanhol aprovou em maio de 2021 um plano piloto de três anos, prometendo um bônus de 50 milhões de euros para as empresas que fizerem parte da nova dinâmica.

Já na Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern destacou o modelo como uma forma de ajudar a economia do país a se recuperar da pandemia do novo coronavírus.

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Opinião dos leitores

  1. Chegar aqui no Brasil essa ideia os funcionários públicos vão adorar. Já não trabalham mesmo, ainda mais com mais 1 dia de folga.

    1. O senhor me respeite!! Trabalho e trabalho muito!!
      Em todos os ramos há funcionários que não estão nem aí para o trabalho, PRINCIPALMENTE, no setor provão. Falo pq conheço muito bem.

    2. Pis é… é essa imagem distorcida e torpe que os incapazes de ter sucesso numa prova e conseguir classificação numa efetivação pública fazem dos competentes que conseguem a aprovação. Não sabem nem que a estabilidade é um meio de proteção do servidor contra os políticos mal intencionados que só governam para eles próprios. Pobres mentes,,,,,

  2. Aqui no Brasil Paulo Guedes + Bolsonaro congelaram os reajustes salariais até 2036. E tem gente aplaudindo!

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Diversos

Empresas reforçam o controle de produtividade e passam a monitorar os funcionários no home office

Foto: Morsa Images/Getty Images

A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o desaparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais, já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office, os funcionários nunca foram tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados — cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.

A americana Microsoft, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, criou um software para medir a produtividade dos funcionários. Chamado Productivity Score, ele identifica tudo o que o colaborador faz durante o dia. Com o equipamento, os chefes sabem quantos e-mails profissionais foram enviados, quem desliga a câmera em reuniões e até o tempo que a pessoa fica na frente do computador. Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical — e recebeu tantas críticas — que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma ficção do home office”, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado demais permitir que o empregado disponha da maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer nada.”

Há uma certa ironia no fato de as empresas de tecnologia, supostamente mais abertas às inovações impostas pelos ventos da transformação, serem as mais preocupadas em controlar os funcionários. A também americana Zoom, que viu seu programa de videoconferência se tornar uma febre na pandemia, adotou o home office em larga escala, mas usa um software de monitoramento para acompanhar o expediente de sua equipe.

(Foto: Arte/Veja)

No Vale do Silício, o lar das empresas de tecnologia dos Estados Unidos, programas como o Sneek, que tira fotos com a webcam, viraram a febre do momento. O funcionário que trabalha em casa é fotografado em períodos predeterminados — a cada cinco, quinze ou vinte minutos, a depender da rigidez do chefe ­—, como se fosse uma máquina programada apenas para trabalhar. O Sneek se tornou um sucesso global. Segundo a empresa, a base de usuários semanais cresceu 250% desde o início da pandemia. É mais ou menos isso o que faz a Time Doctor, empresa que se define como “um instrumento para empresas e indivíduos se tornarem mais produtivos”, mas que no fundo consiste apenas em um software que capta fotos periódicas da webcam. Outro programa, criado pela startup Einable, usa inteligência artificial para calcular a rapidez com que os colaboradores em home office executam diferentes tarefas.

A crescente vigilância suscita alguns questionamentos. Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no expediente? Segundo a nova Lei Geral de Proteção da Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através da vigilância. A avaliação de desempenho do empregado, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD. De todo modo, dizem os especialistas, a recente legislação precisa de tempo para ser assimilada pelas empresas e pela sociedade.

De todas as transformações impostas pela pandemia do coronavírus, o home office talvez seja a mais efetiva. O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente de trabalho será revirado do avesso. Há desafios pela frente. Como será possível construir uma cultura empresarial se parte dos funcionários trabalha a distância? A construção de um DNA corporativo deve-se, sobretudo, ao relacionamento entre as equipes, à troca diária entre chefes e subordinados, aos acertos — e erros — compartilhados. Como fazer isso se as pessoas estão separadas? Como criar redes colaborativas permanentes se cada profissional está em seu próprio canto? A tecnologia encurta caminhos e é forte aliada, mas não traz respostas para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar.

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Diversos

Home office: veja como a música pode aumentar a sua produtividade

Foto: (Westend61/Getty Images)

Trabalhar em casa pode ser difícil. Além de ter que conciliar o expediente com as tarefas domésticas, há também muitas distrações (animais, filhos, a cama chamando para uma soneca) para atrapalhar – sem contar a falta de motivação natural provocada pela quarentena.

Diante disso, muita gente tem recorrido à música, numa tentativa de aumentar o foco e a produtiva durante as horas de labuta. Numa busca rápida no Spotify, por exemplo, e você encontra playlists especificamente voltadas para isso, com milhares de seguidores.

Parceria duradoura

Misturar música e trabalho não é de hoje. Nos anos 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, a BBC lançou um programa de rádio chamado Music While You Work (literalmente “Música Enquanto Você Trabalha”, em inglês). Por incrível que pareça, era uma estratégia do governo britânico para incentivar a produção de armas e munição.

As músicas eram tocadas ao vivo e transmitidas para as fábricas do país, duas vezes ao dia. A ideia era que, com as canções, quem estivesse trabalhando produzisse mais. Foi um sucesso: a BBC recebia diversas cartas e relatórios elogiando o programa – em um desses feedbacks, um gestor disse que, durante a transmissão, a produtividade aumentava em até 15%.

Desde então, a ciência estuda a relação entre música e trabalho. Um dos casos mais famosos é o chamado “efeito Mozart”, que ficou popular a partir de 1993, quando um jornal publicou que, após 10 minutos ouvindo Mozart, um grupo de pessoas apresentou um desempenho maior na hora de realizar determinadas tarefas.

Com isso, tornou-se padrão associar a música do compositor austríaco como algo benéfico para o cérebro – e diversos experimentos demonstraram que, de certa forma, isso poderia ser verdade. Em uma pesquisa, ratos que foram expostos a 10 horas diárias da composição “K.448”, por dez semanas, foram significativamente melhores em navegar por um labirinto complexo em comparação àquelas que ouviram a música “Für Elise”, de Beethoven.

Além disso, recentemente, um estudo mostrou que músicas com ritmo acelerado podem aprimorar os efeitos dos exercícios físicos, reduzindo a sensação de esforço e aumentando a frequência cardíaca. Uma outra pesquisa, da Holanda, sugeriu que músicas podem ajudar quem está com bloqueio criativo: os voluntários se deram melhor em testes que exigiam pensamento “fora da caixa” quando estavam ouvindo canções felizes.

Não é bem assim

Mesmo com tudo isso, a resposta para a pergunta “Ouvir música no trabalho traz benefícios?” ainda é: depende. A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre isso, justamente porque a recepção das pessoas é algo muito variável. “Depende de muitos fatores, como o tipo de trabalho, o gênero da música (e o quanto de atenção está sendo dado para ela) e a própria personalidade de alguém”, explica à BBC a musicista Karen Landay, que pesquisa sobre o tema.

Um estudo de 2011 defende que colocar uma música ao fundo para tocar compromete o processo de leitura e memorização, mas melhora a capacidade esportiva e as reações emocionais. O próprio efeito Mozart, não raro, é posto à prova, e alguns sugerem que a música “K.448” só atingiu aqueles resultados por ser uma composição mais animada que a de Beethoven.

Um manual para ouvir música no trabalho

A ciência pode nunca chegar a uma conclusão. Mas, seja como for, o que importa no fim do dia é o impacto que a música tem na sua rotina. Se ela funciona para você, continue escutando. E se você tem dúvidas em relação a isso, vale a pena experimentar.

Pensando nisso, o jornal britânico The Guardian montou um manual com dicas e boas práticas para quem gosta de ligar o som na hora do expediente. Dá uma olhada nas principais recomendações:

Comece devagar

As primeiras músicas da sua playlist não devem te deixar em um estado de maior produtividade, mas sim ajudá-lo a chegar lá. De manhã, nada melhor como algo pacífico: canções como “Here Comes The Sun”, dos Beatles, são boas pedidas.

Transições são importantes

Depois que você já aqueceu, é hora de partir para músicas mais agitadas – canções com velocidade mais rápida da trilha podem resultar em maior desempenho – como na pesquisa com exercícios físicos. A sugestão é escolher músicas a 121 bpm (batidas por minuto). Exemplos: “Call Me Maybe”, da Carly Rae Jepsen, “I Wanna Dance with Somebody”, da Whitney Houston, e “I Will Survive”, de Diana Ross.

Cuidado com suas músicas favoritas

Nada melhor do que ouvir as músicas do coração, certo? Mas, segundo especialistas, são elas que podem, justamente atrapalhar a sua concentração. E vale o aviso: enquanto músicas animadas podem melhorar a concentração (e o ânimo) para tarefas repetitivas, canções com letras complicadas (ou que contam uma história) podem distrair trabalhos que exigem mais do cérebro.

Esteja aberto a novos sons

Quanto a ouvir músicas cantadas ou apenas instrumentais, não há uma resposta definitiva: tudo dependerá da sua personalidade. O mais importante é testar novas músicas e playlists e guardar tudo o que funciona para você. Esse, inclusive, é um trabalho cumulativo: ouviu algo bom para trabalhar? Vá colocando em uma lista específica e, depois, organize as faixas na ordem que preferir.

Super Interessante

 

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Diversos

Microsoft implanta fim de semana de 3 dias no Japão e produtividade aumenta 40%

Microsoft implantou em agosto fim de semana de três dias e registrou aumento de 40% na produtividade — Foto: Divulgação/Microsoft

A Microsoft do Japão introduziu uma nova estratégia com o objetivo de melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho de seus funcionários: um fim de semana de três dias.

O Japão é conhecido por ter algumas das mais longas jornadas de trabalho do mundo – quase um quarto das empresas exigia que os funcionários cumprissem mais de 80 horas extras por mês, de acordo com uma pesquisa do governo japonês de 2016. O país então introduziu uma nova lei este ano, limitando as horas extras legais a 45 horas por mês e 360 horas por ano.

Ao implantar o fim de semana com três dias, a Microsoft descobriu que, ao diminuir horas na semana de trabalho, a produtividade teve um aumento expressivo. Em agosto, a empresa realizou o chamado “Desafio de Verão Escolha Trabalho-Vida 2019. Durante o mês, os 2.300 funcionários tiveram todas as sextas-feiras de folga. E a produtividade dentro da empresa aumentou 40% no período.

O estudo constatou que a semana de trabalho de quatro dias forçou os funcionários a usar seu tempo com mais eficiência – muitas das reuniões foram cortadas, encurtadas ou alteradas para reuniões virtuais em vez de presenciais.

Os funcionários também tiraram 25,4% menos dias de folga durante o mês, imprimiram 58,7% menos páginas e consumiram 23,1% menos eletricidade no escritório.

Ao final de agosto, pesquisa entre os funcionários mostrou que 92,1% deles aprovaram a semana de trabalho de quatro dias. Devido ao sucesso do programa, a Microsoft diz que planeja implementá-lo novamente no próximo inverno ou em outras datas no futuro.

G1

 

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Judiciário

Produtividade: TJRN cumpre 87,4% da Meta 1 do CNJ até setembro

No período entre janeiro e setembro, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte alcançou o cumprimento de 87,40% da Meta 1 de 2014, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a qual estabelece que os tribunais devem julgar quantidade maior de processos de conhecimento do que os distribuídos no ano corrente. De um total de 140.583 processos não-criminais distribuídos até setembro, 122.864 foram julgados até aquela data.

Os dados constam do Relatório Parcial 2014, que acompanha o cumprimento das Metas, contemplando dados das seis metas nacionais, lançados pelos tribunais no Sistema de Metas, relativos ao período de janeiro a setembro de 2014.

Os números mostram que na 1ª instância, do total de 64.326 processos não-criminais do acervo, 48.311 já haviam sido julgados até setembro, um percentual de 75,1%. Já a 2ª instância do TJRN conseguiu superar a meta, alcançando índice de 110,65%. Os desembargadores julgaram 16.325 processos não-criminais, enquanto o acervo era de 14.753 feitos. Os Juizados Especiais Cíveis também se destacaram com o julgamento de 50.390 processos frente ao acervo inicial de 47.067, obtendo percentual de 107%.

Improbidade Administrativa

Relativo ao cumprimento da Meta 4, que visa o julgamento das ações de improbidade administrativa e as ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública distribuídas até 2012, o TJRN alcançou até o mês de setembro o percentual de 46,52% de cumprimento.

Na segunda instância, o Tribunal de Justiça alcançou o cumprimento de 73,60% da meta, tendo julgado 92 processos dos 125 enquadrados na Meta 4. Considerando-se apenas os processos que tratam de improbidade, o índice é de 74,55% (julgou 41 dos 55 processos), enquanto que nas ações penais o percentual é de 72,86% (julgou 51 dos 70 processos da Meta 4).

Na 1ª instância, o TJRN apresenta hoje um índice de 44,37% de cumprimento da meta, tendo registrado o julgamento de 697 dos 1.571 processos. Considerando-se apenas os processos que tratam de improbidade, o índice é de 43,91% (436 julgados dentre 993). Já nas ações penais o percentual aumenta para 45,16% (261 dos 578 previstos).

Ações Coletivas

O TJRN se destaca esse ano no julgamento da Meta 6, que visa o julgamento das ações coletivas distribuídas até o final de 2011, no 1º grau, e até o final de 2012, no 2º grau. A segunda instância alcançou este objetivo ainda no mês de outubro, tendo julgado todas as 14 ações alvo da Meta 6. Já na primeira instância, o TJ potiguar julgou 76,84% dessas ações (1.589 de um total de 2.068).

Processos Antigos

A Meta 2 do CNJ traz diferentes objetivos, como o julgamento de 80% dos processos distribuídos até o final de 2010, no 1º grau. Nesse quesito, a 1ª instância da Justiça Estadual já cumpriu 69,1% da meta, tendo julgado 29.765 dos 55.860 processos alvos da meta.

Para a 2ª instância, a meta é julgar 80% dos processos distribuídos até o fim de 2011. Os desembargadores que compõem o TJRN já alcançaram esta Meta, registrando um percentual de cumprimento de 116,24%. O TJRN julgou 92,99% do total de 3.353 processos distribuídos até 2011 (3.304 processos julgados).

Como a Meta 2 determina o julgamento de 80%, o Tribunal de Justiça potiguar superou a meta em 12,99%, antecipando julgamento de processos da Meta 2 de 2015, a qual estabelece o julgamento de 80% dos processos distribuídos até o fim de 2012.

TJRN

Opinião dos leitores

  1. Em 2012,aconteceu a audiência em primeiro grau que eu tenho contra a COSERN, desde então espero a sentença , e quando finalmente sair virá os infinitos recursos.. piada pra chorar!

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Judiciário

TJ/RN tem o terceiro pior desempenho do Brasil no julgamento de processos em 2011

O porte é pequeno, as despesas milionárias e o resultado, aquém do esperado. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN),  que atualmente é alvo de investigação por irregularidades no Setor de Precatórios, registrou o terceiro pior desempenho no julgamento de processos em 2011 quando comparado com os demais Tribunais do país. Na Corte potiguar, do total determinado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 55,94% dos julgamentos foram cumpridos, de acordo com o relatório recentemente publicado pelo órgão fiscalizador das atividades jurisdicionais. O índice registrado no estado ficou na frente apenas  das Cortes do Acre, que registrou 50,35% e da Paraíba, que não apresentou informações ao Conselho e teve seu percentual zerado.

Júnior SantosTribunal do RN está na categoria das cortes de pequeno porte

Com um orçamento que somente em 2010 consumiu 1,34% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no Estado – o que correspondeu, à época, a R$ 413 milhões, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte acumula processos, trabalha no cumprimento de metas remanescentes de 2010 e 2009 e justifica suas deficiências em falta de recursos financeiros e de mão de obra humana, que inclui servidores e magistrados.  Os  dados relacionados ao cumprimento de nove metas estipuladas pelos presidentes dos 91 Tribunais brasileiros foram publicados pelo Conselho Nacional de Justiça na quarta-feira passada, através do Relatório Final das Metas Nacionais do Poder Judiciário, ano base 2011.

O relatório formatado pela Comissão Permanente de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento do Conselho Nacional de Justiça é baseado em informações do próprios Tribunais repassadas através do sistema eletrônico disponibilizado às Cortes pelo próprio Conselho. De todos os Tribunais de Justiça Estadual, somente o da Paraíba não forneceu dados.

Além das informações relacionadas ao Tribunal de Justiça Estadual, o relatório do CNJ inclui dados acerca do cumprimento de metas dos Tribunais da Justiça Federal, Eleitoral, Militar, Trabalho, além dos Tribunais Superiores. No geral, os Tribunais da Justiça Federal, Eleitoral e do Trabalho do Rio Grande do Norte, registraram índices satisfatórios quando comparados com a Justiça Estadual.

De acordo com dados do Setor de Planejamento Estratégico da Corte potiguar, o TJRN atingiu o percentual de 75% de alcance das metas prioritárias do ano passado – criar unidades de gerenciamento de projetos para auxiliar a implantação da gestão estratégica; julgar quantidade igual à de processos de conhecimento distribuídos em 2011 e parcela do estoque, com acompanhamento mensal e implantar pelo menos um programa de esclarecimento ao público dobre funções, atividades e órgãos do Poder Judiciário em escolas e quaisquer espaços públicos. Para alcançar o percentual, o juiz auxiliar da presidência, Guilherme Pinto, realizou reuniões com a equipe de Planejamento do Tribunal ainda em 2011 buscando ações que trouxessem melhores resultados para este ano.

A coordenadora do Setor de Planejamento Estratégico, Maristela Rodrigues de Queiroz Freire, ressaltou que a Meta 3 de 2011, que consiste no julgamento de quantidade maior de processos de conhecimento do que os distribuídos naquele ano, passou a ser a Meta 1 em 2012. Ela disse que a partir das discussões realizadas com os auxiliares da presidenta do TJRN, desembargadora Judite Nunes, foram levantadas algumas dificuldades, como a falta de recursos humanos, considerados insuficientes para atender a atual demanda do Judiciário Potiguar. A busca pelo aprimoramento da gestão das metas levou Judite Nunes a compor um Grupo Gestor formado por sete magistrados que administrarão o cumprimento de duas metas cada – incluindo as remanescentes – além de servidores da área administrativa.

Tribunais foram divididos pelo CNJ em três categorias

O Conselho Nacional de Justiça dividiu os Tribunais dos Estados brasileiros em três categorias: pequeno, médio e grande porte. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte foi classificado na categoria de pequeno porte devido ao número de magistrados que o compõe, além da quantidade de processos anualmente judicializados. O Estado divide o bloco com mais onze Tribunais de Justiça de estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Das doze Cortes que compõem o referido bloco, a potiguar ocupa a quinta posição no ranking das maiores despesas anuais. Em 2010, o percentual do Produto Interno Bruto potiguar utilizado para cobrir as custas do Tribunal correspondeu a 1,34%. O índice é superior, inclusive, à média nacional, que é de 0,65%.

Apesar da monta consumida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte ao longo de um ano superar o orçamento de diversos outros órgãos estaduais, o valor é considerado aquém do ideal para o funcionamento adequado da Corte. Conforme esclareceu a coordenadora do Setor de Planejamento Estratégico, Maristela Rodrigues de Queiroz Freire, este é um dos impeditivos para o cumprimento ideal das metas do Conselho Nacional de Justiça.

O diretor do Departamento de Planejamento Estratégico do CNJ, Fabiano de Andrade Lima, fez um breve comparativo do porte do Tribunal de Justiça potiguar com o amazonense. O Tribunal de Justiça do Amazonas, também considerador de pequeno porte, consumiu quase três vezes menos recursos do que o Rio Grande do Norte e obteve resultados exemplares no que tange o cumprimento da Meta 3 do Relatório. A Corte do Amazonas cumpriu 106,57%, uma diferença de 50,63% quando comparado com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Para Maristela Freire, o resultado apresentado pelo estado da região Norte é louvável, mas o modelo de gestão de metas seguido pelo Tribunal de Justiça potiguar é o alagoense, devido ao número de magistrados, servidores e processos serem similares com os do RN. Alagoas teve índice de 92% e Sergipe, de 119,8%.

Fonte: Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. O TJ/RN tem que fazer o concurso para magistrados, e colocar pra frente o projeto que ja vinha sendo estudado de aumentar de 15 para 20 desembargadores na Corte. Aí sim, teríamos uma maior celeridade nos processos.

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