Saúde

Com UTIs lotadas e Covid-19 fora de controle, Paraná e Santa Catarina decretam lockdown

Foto: Reprodução / Governo PR

Em meio ao momento mais duro da pandemia do novo coronavírus desde seu início, há um ano, dois estados decretaram lockdown nesta sexta-feira: Paraná e Santa Catarina. Os estados da região Sul são dos mais atingidos pela nova variante da doença no país, que nesta quinta-feira bateu o recorde de mortes em apenas um dia, com 1.582. No Paraná, a ocupação dos leitos de UTI é de 94% e, em Santa Catarina, de 90,4%. Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) voltou a endurecer a quarentena em algumas localidades.

A capital paulista voltará à fase laranja, considerada intermediária, em que restaurantes só poderão funcionar até as 20h. Bares funcionarão, primordialmente, no sistema de delivery. O atendiemento ao público só será permitido para os estabelecimentos que vendem refeições.

Especialistas alertaram, nesta quinta-feira, para a possibilidade de um colapso nacional do sistema de saúde, com diversos estados registrando ao mesmo tempo ocupação máxima dos leitos exclusivos para pacientes com Covid-19.

— Essa nova cepa que chegou ao Brasil e se alastrou fez com que a infecção tomasse uma velocidade além da normalidade que estava sendo acompanhada e planejada pela secretaria estadual de Saúde — afirmou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).

No Paraná, serviços e atividades não essenciais serão suspensos a partir deste sábado até o dia 8 de março. No período, haverá também proibição da circulação de pessoas em espaços e vias públicas das 20h às 5h. O governador também anunciou a suspensão das aulas.

Em Santa Catarina, o lockdown ocorrerá neste final de semana e no próximo. Nessas datas, os serviçõs não essenciais também serão fechados.

— O novo quadro que se apresenta é extremamente grave, e, por isso, é fundamental que o governo estadual tome medidas ainda mais duras, pois o que importa é preservar a vida dos catarinenses — afirmou o governador Carlos Moisés (PSL).

Nesta quinta-feira, o país registrou o pior número de mortos em 24 horas de toda a pandemia. Foram 1.582 óbitos registrados em apenas um dia, com recorde também na média móvel de mortes, que ficou em 1.150, o que representa 8% a mais do que há duas semanas. A média de óbitos está acima de mil desde o dia 21 de janeiro.

Já são 251.661 vidas perdidas e 10.393.886 de pessoas infectadas pelo vírus, segundo os dados compilados pelo consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, com informações das secretarias estaduais de Saúde.

— Estamos pedindo um período de oito dias. Não é um longo prazo sem poder voltar à normalidade. Estamos em um momento de descontrole da transmissão no estado do Paraná — afirmou Ratinho Junior.

Em entrevista ao GLOBO, o médico e cientista Miguel Nicolelis afirmou que teme um colapso nacional do sistema de saúde:

— Estou vendo chance grande de um colapso nacional. Boa parte das capitais pode colapsar ao mesmo tempo, nunca estivemos (tão) perto disso. Se eliminar o genocídio indígena e a escravidão, (esta) é a maior tragédia do Brasil — disse Nicolelis.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao nosso presidente MINTOmaníaco inepto que deixou de comprar 100 milhões de doses da coronavac a serem entregues até dezembro! Nosso país vai passar mais um ano na míngua pq se acreditou na imunidade de rebanho e em placebos ao mesmo tempo que se desprezou vacinas como a coronavac e pfizer , essa último usada amplamente e com muito sucesso em Israel! Acordem ! Tirem as viseiras! O Brasil vai quebrar não por causa de lockdown mas pq não se apostou em vacinas!

    1. Parabéns a nossa população q fez de tudo pra essa praga se propagar. Todo castigo pro povo é pouco.

    1. rapaz …, não votei nesse presidente mas tem nada a ver isso que vc falou, o cara só fez liberar verbas pra os estados , o STF determinou que a autonomia era dos Estados e municípios, então qual a culpa dele ? vcs fazem política por fazer , sem analizar os fatos , esse presidente fala muita besteira , vai na dele quem quer , ninguém é menino buchudo , com certeza vc deve ser um radical .

    2. É verdade. Bolsonaro também influenciou bastante no aumento do covid nos Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha…além de eliminar uma quadrilha de Ptistas da Petrobrás, Ibama, Banco do Brasil…
      Homi vai lamber sabão PTista sem futuro…

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Diversos

Empresas reforçam o controle de produtividade e passam a monitorar os funcionários no home office

Foto: Morsa Images/Getty Images

A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o desaparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais, já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office, os funcionários nunca foram tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados — cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.

A americana Microsoft, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, criou um software para medir a produtividade dos funcionários. Chamado Productivity Score, ele identifica tudo o que o colaborador faz durante o dia. Com o equipamento, os chefes sabem quantos e-mails profissionais foram enviados, quem desliga a câmera em reuniões e até o tempo que a pessoa fica na frente do computador. Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical — e recebeu tantas críticas — que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma ficção do home office”, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado demais permitir que o empregado disponha da maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer nada.”

Há uma certa ironia no fato de as empresas de tecnologia, supostamente mais abertas às inovações impostas pelos ventos da transformação, serem as mais preocupadas em controlar os funcionários. A também americana Zoom, que viu seu programa de videoconferência se tornar uma febre na pandemia, adotou o home office em larga escala, mas usa um software de monitoramento para acompanhar o expediente de sua equipe.

(Foto: Arte/Veja)

No Vale do Silício, o lar das empresas de tecnologia dos Estados Unidos, programas como o Sneek, que tira fotos com a webcam, viraram a febre do momento. O funcionário que trabalha em casa é fotografado em períodos predeterminados — a cada cinco, quinze ou vinte minutos, a depender da rigidez do chefe ­—, como se fosse uma máquina programada apenas para trabalhar. O Sneek se tornou um sucesso global. Segundo a empresa, a base de usuários semanais cresceu 250% desde o início da pandemia. É mais ou menos isso o que faz a Time Doctor, empresa que se define como “um instrumento para empresas e indivíduos se tornarem mais produtivos”, mas que no fundo consiste apenas em um software que capta fotos periódicas da webcam. Outro programa, criado pela startup Einable, usa inteligência artificial para calcular a rapidez com que os colaboradores em home office executam diferentes tarefas.

A crescente vigilância suscita alguns questionamentos. Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no expediente? Segundo a nova Lei Geral de Proteção da Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através da vigilância. A avaliação de desempenho do empregado, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD. De todo modo, dizem os especialistas, a recente legislação precisa de tempo para ser assimilada pelas empresas e pela sociedade.

De todas as transformações impostas pela pandemia do coronavírus, o home office talvez seja a mais efetiva. O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente de trabalho será revirado do avesso. Há desafios pela frente. Como será possível construir uma cultura empresarial se parte dos funcionários trabalha a distância? A construção de um DNA corporativo deve-se, sobretudo, ao relacionamento entre as equipes, à troca diária entre chefes e subordinados, aos acertos — e erros — compartilhados. Como fazer isso se as pessoas estão separadas? Como criar redes colaborativas permanentes se cada profissional está em seu próprio canto? A tecnologia encurta caminhos e é forte aliada, mas não traz respostas para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar.

Veja

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Saúde

Canela pode ajudar no controle do diabetes, sugere estudo brasileiro

Foto: Formulatehealth/Wikimedia Commons

Nesse sábado (6), um estudo brasileiro publicado no periódico Journal of the American College of Nutrition analisou a relação entre a canela e o diabetes tipo 2. Os resultados, promissores, apontam que consumo diário da especiaria pode auxiliar no controle da doença.

O diabetes tipo 2 é o mais comum, e geralmente acomete pessoas com mais de 40 anos de idade. Nele, nosso organismo se torna incapaz de usar adequadamente a insulina, um hormônio produzido no pâncreas que tem um papel importante no metabolismo do açúcar. Quando isso acontece, não conseguimos usar esse combustível, e a glicemia (concentração de glicose no sangue) aumenta – causando uma série de consequências negativas para o corpo.

A associação entre canela e controle do diabetes não é novidade. Mas segundo José Claudio Lira, pesquisador da Universidade Federal do Ceará e autor principal do estudo, os resultados, até então, não eram claros e exigiam maiores investigações. “Foi por isso que, em 2016, dei início à pesquisa durante o meu doutorado”, contou Lira à Super.

O ensaio clínico aconteceu entre agosto e dezembro de 2019, e contou com 140 voluntários de Parnaíba, município do Piauí. Todos eles tinham diabetes tipo 2 e frequentavam cinco unidades básicas de saúde da cidade.

Havia pessoas de ambos os sexos, com idade entre 18 e 80 anos. Todos apresentavam índice de hemoglobina glicada (que mede a porcentagem de glicose no sangue) igual ou acima de 6%. A título de comparação, quem possui menos que 5,7% apresenta baixo risco de diabetes.

Os voluntários foram divididos em dois grupos. O primeiro ingeriu, durante três meses, três gramas diários de canela em quatro cápsulas – o equivalente a uma colher de chá do alimento. “A dosagem foi escolhida a partir de uma média dos estudos similares que já haviam testado canela ao redor do mundo”, explica Lira. Ao segundo grupo, foi dado placebo.

Todas as pessoas seguiram com a mesma rotina de alimentação, exercícios e medicamentos de antes. O estudo era triplo cego: pacientes, técnicos de laboratórios, a responsável pela análise dos dados e o pesquisador principal não sabiam que grupo estava utilizando canela ou placebo. É uma forma de evitar possíveis resultados enviesados. “Havia um único cientista envolvido no estudo responsável por essa classificação”, disse Lira. “As informações ficaram em um envelope lacrado, que foi aberto no final do ensaio.”

Ao final de 90 dias, os voluntários realizaram novos exames de sangue para medir as diferenças. O grupo que ingeriu canela teve redução média de 0,21% nos índices de hemoglobina glicada, enquanto os que receberam placebo registraram aumento médio de 0,38%.

Já no teste de glicemia em jejum, também usado no controle do diabetes (e feito, claro, em jejum), houve uma redução de 10 mg/dL dentre os que tomaram canela, enquanto no grupo placebo o nível aumentou 21 mg/dL. Os voluntários tinham, em média, um nível de glicemia em jejum de 186 mg/dL – o ideal é que ele fique sempre entre 100-120 mg/dL.

Foi calculado também o índice HOMA-IR, que mede se a resistência à insulina está alta ou não. Em média, o índice diminuiu 0,47% entre os que usaram canela e subiu 0,30% no grupo placebo.

“Além disso, pacientes entre 40 e 65 anos tiveram resultados melhores que os outros, assim como aqueles que possuíam diabetes há mais de cinco anos”, aponta Lira.

A pesquisa contou também com profissionais de outras instituições, como a USP, a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade de Washington, nos EUA. No futuro, há planos de refazer o teste com um número maior de voluntários, bem como em mais lugares do Brasil. “Cada região possui hábitos alimentares e de vida distintos, que acabam interferindo no quadro de saúde do paciente com diabetes.”

Vale ressaltar que a canela deve funcionar como um complemento ao tratamento, que inclui medicamentos adequados, uma dieta saudável e a prática regular de exercícios. “O diabetes é uma doença crônica, que deve ser tratada pelo resto da vida. Só que, com o tempo, as pessoas podem relaxar ou até mesmo ignorar os cuidados necessários”, ressalta Lira. Foi por esse motivo que a pesquisa tentou desenvolver uma nova aliada a esse tratamento, que não causasse efeitos colaterais e fosse de fácil adesão. “A dose de canela pode acontecer em uma única refeição ou em doses fracionadas, e o ideal é que ela seja consumida in natura.”

A canela não é a única que pode ajudar com o diabetes. O pesquisador cita também testes promissores com alimentos como maracujá, gengibre e cúrcuma. “Queremos disponibilizar possibilidades para que o paciente possa melhorar a qualidade de vida e minimizar gastos com hospitalizações e complicações geradas pela doença.” As substâncias com o melhor desempenho podem, ainda, servir como base para a formulação de medicamentos fitoterápicos.

Super Interessante

Opinião dos leitores

  1. Muita gente sabe que diabetes tem cura. Querem um exemplo? Faustão fez uma cirurgia em Goiânia, se não me engano, e ficou bom. Mas o megaloby da indústria farmacêutica não permite que a cura seja exercitada legalmente. Nas a estupenda maioria dos médicos preferem as receitas médicas………Deu pra entender?

    1. Romário também operou.
      Eu queria ter mais informações sobre essa cirurgia.
      Eu também tenho essa praga do diabetes.
      Gostaria de me curar e sair divulgando em todas esquinas.

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Economia

Governo projeta preços sob controle ao manter taxa básica de juros

Foto: Freepik

Em sua 235ª reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 2,00% ao ano. De acordo com a ata da reunião, o diagnóstico do Comitê é de que, apesar da presão inflacionária mais forte em um curto período de tempo, trata-se de um movimento “temporário”, por conta do cenário atípico resultado da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a avaliação do Copom, diversas “medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”. Ou seja, o Comitê entende que os preços estão sob controle, portanto, a taxa básica de juros se mantém a mesma.

Vale ressaltar que o Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Para 2021, ano no qual o BC já está mirando — as decisões sobre juros demoram de seis a nove meses para ter impacto pleno na economia —, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

De acordo com a pesquisa Focus, feita com diversos integrantes do mercado financeiro, as expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 encontram-se em torno de 4,2%, 3,3% e 3,5%, respectivamente.

Projeções

Em um cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de R$5,25 em relação ao dólar — evoluindo segundo a paridade do poder de compra — as projeções de inflação do Copom são similares as do mercado financeiro, e situam-se em torno de 4,3% para 2020, 3,4% para 2021 e 3,4% para 2022.

Esse cenário pressupõe trajetória de juros que termina 2020 em 2,00% ao ano e se eleva até 3,00% ao ano no ano seguinte, e 4,50% ao ano em 2022. Nesse leitura, as projeções para a inflação de preços administrados são de 2,3% para este ano, 5,7% para o ano que vem e 3,6% para 2022.

Já num cenário com taxa de juros constante a 2,00% ao ano e taxa de câmbio partindo de R$5,25 em relação ao dólar, ainda evoluindo segundo a paridade do poder de compra, as projeções de inflação estão em torno de 4,3% para 2020, 3,5% para 2021 e 4,0% para 2022. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 2,3% para 2020, 5,7% para 2021 e 3,7% para 2022.

R7

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Segurança

TikTok dá aos pais mais controle sobre o que filhos podem ver e postar

Foto: Antonbe/Pixabay

O TikTok está dando aos pais de seus milhões de usuários adolescentes mais opções para restringir o que seus filhos podem ver e compartilhar na tela.

O aplicativo de vídeo de formato curto anunciou uma série de novos controles dos pais na terça-feira (17), incluindo a capacidade de decidir qual conteúdo os adolescentes podem pesquisar no TikTok, quem pode comentar em seus perfis, quem pode ver quais vídeos eles curtiram e se o perfil é público ou privado.

“Nosso objetivo é encontrar um equilíbrio entre segurança e autonomia para adolescentes enquanto trabalhamos para criar um lugar seguro e de apoio para a autoexpressão”, escreveram Tracy Elizabeth, chefe da política global de segurança de menores, e Alexandra Evans, chefe de política pública para crianças para a Europa, em um blog.

As novas medidas fazem parte do recurso “Family Pairing” (Emparelhamento Familiar) do TikTok, lançado para alguns países europeus em fevereiro deste ano, que permite que os pais vinculem suas contas à de um filho adolescente.

Anteriormente chamado de “Modo de Segurança Familiar”, o recurso já permitia aos pais definirem limites de quanto tempo seus filhos passam no TikTok todos os dias, que tipo de conteúdo eles podem visualizar e a capacidade de limitar ou desligar as mensagens diretas. O TikTok agora está expandindo essa função e tornando-a disponível em todo o mundo.

“Conforme s jovens começam a construir uma presença online, é importante dar às famílias ferramentas para que pais e adolescentes possam definir barreiras juntos”, disseram Elizabeth e Evans.

O TikTok é dominado por usuários mais jovens: 32,5% da base de usuários do aplicativo nos EUA tinha entre 10 e 19 anos em junho de 2020, mais do que qualquer outra faixa etária, de acordo com os dados da empresa de análise App Ape publicada pelo portal de dados de mercado Statista.

No aplicativo, os usuários geralmente compartilham clipes de 15 segundos deles próprios dançando, dublando, fazendo esquetes cômicos ou participando de desafios que surgem na plataforma.

Como o CNN Business relatou, a popularidade do aplicativo entre os adolescentes, combinada com seu potencial único para o estrelato viral durante a noite, forçou os pais a lidar com questões difíceis sobre muitos temas, entre eles privacidade, bullying e até mesmo como seus filhos podem lucrar com a plataforma.

Nos Estados Unidos, o TikTok oferece uma versão limitada do aplicativo para usuários menores de 13 anos, que não permite compartilhar ou comentar vídeos e mensagens com outras pessoas, mas as crianças ainda podem ver o conteúdo do TikTok apropriado para a idade.

Kaya Yurieff, da CNN Business, contribuiu para esta reportagem.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Kkkkkk você passa a vergonha no crédito ou no débito?

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Saúde

Comitê Científico desenvolve indicador que auxilia municípios do RN no controle da covid-19

Foto: Divulgação

O secretário estadual da Saúde, Cipriano Maia, anunciou, na coletiva de imprensa desta sexta-feira (23), a criação do “indicador composto” que permitirá mapeamento da evolução semanal de casos por município.

“A partir de hoje, começamos a disponibilizar para todos os entes responsáveis pelo monitoramento da pandemia no estado, o “indicador composto” desenvolvido pelo Comitê Científico, com a participação decisiva do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFRN, que se soma aos indicadores que já vínhamos utilizando, como a taxa de ocupação de leitos e o índice de transmissibilidade”, disse.

O indicador reúne nove variáveis que traçam um olhar mais acurado sobre a situação de cada município e um escore que mostra a evolução a cada semana. Isso permitirá a tomada de decisões para evitar que o crescimento de casos tenha como resultado um surto local ou em aumento de casos de taxas de ocupação de leitos.

“Um importante instrumento com contribuição decisiva da ciência, como vem sendo desde o início, sob a coordenação da professora Fátima Bezerra, para ter o melhor resultado em salvar vidas, que é o objetivo do SUS e da ação governamental”, ressaltou o secretário.

O professor da UFRN e membro do Comitê Científico da Sesap, Ângelo Roncalli, explicou o estudo que resultou na criação do indicador composto. “O Comitê percebeu que, para entender melhor a situação da covid no estado, havia necessidade de usarmos diferentes variáveis, de características assistenciais e epidemiológicas. A partir de um longo processo acadêmico de validação, foram estabelecidas nove variáveis, sendo duas relativas aos leitos, outras seis de características epidemiológicas e uma relativa à cobertura de testagem”.

O indicador vai de 1 a 5, onde 1 é a melhor situação e 5 a pior. Foram usadas cores alusivas aos semáforos de trânsito, sendo o 1 e 2 em dois tons de verde, o 3 e 4 em dois tons de amarelo e o cinco em vermelho. “Como ele é calculado a cada semana, temos condições de monitorar a evolução de cada município”, explicou.

Ele lembra que o indicador terá diversas possibilidades de embasar as ações nos municípios. “É importante fazer também a leitura específica de cada variável, o que vai permitir uma tomada de decisão mais eficiente e eficaz no enfrentamento da covid no estado”.

O detalhamento do indicador estará disponível no portalcovid19.saude.rn.gov.br e será enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ministério Público do RN (MPE/RN) e Ministério Público Federal para desenvolvimento de eventuais ações, a critério dessas instituições.

Opinião dos leitores

  1. Esse povo ainda contínua comendo o dinheiro do povo potiguar??,
    Isso é uma vergonha.
    Cadê os 5.000 milhões do povo??
    Vão deixar cair no esquecimento é??
    Incompetência pura desse povo.

  2. Esse desgoverno, sombreado por esse incompetente da SESAP, vem fazendo besteira em cima de besteira, quero saber quais são as ações efetivas e contundentes, para garantir o acesso dos usuários a saude, principalmente em relação a pandemia

  3. O Secretário Cipriano Maia, prestou alguma informação sobre os Cinco Milhões de Reais, desviados do Atestado do RN, através do Consórcio do Nordeste?

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Economia

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta inflação sob controle e recessão menor

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reviu a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 6% para 5% em 2020. Segundo o instituto, a inflação deste ano deverá ser de 2,3%, abaixo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (4%). Essas projeções estão descritas em dois estudos publicados hoje, sobre crescimento econômico e sobre o comportamento dos preços.

A razão da revisão da projeção do PIB está nos indicadores econômicos do 3º trimestre. “Estão vindo melhores do que a gente projetava. A gente projeta que em agosto [os dados da] indústria, comércio e serviço continuaram vindo bastante positivos, acima de 5%. O comércio com índices [de crescimento] acima de fevereiro, pré-crise”, assinala o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior.

Apesar da melhora, o cenário econômico, marcado pela pandemia da covid-19, ainda exige cautela. O raciocínio é que não é possível pensar na economia sem pensar na saúde. “Como vai se dar a epidemia nos próximos meses necessariamente tem impacto na atividade econômica”, descreve o diretor. “Uma disseminação grande [da covid-19] e um número alto de mortes pode levar a desaceleração de setores que eventualmente já estão se recuperando, principalmente setor de serviços, como aqueles prestados às famílias, que dependem mais da circulação das pessoas.”

Outra preocupação é com a situação fiscal e o endividamento do Tesouro Nacional. “A pandemia trouxe uma alta de gastos bastante acentuada, combinada com a redução da atividade econômica – que impactou na receita tributária. Com isso, gerou um déficit muito grande esse ano, comprometendo a dívida pública e tornando mais urgente a adoção de medidas relacionadas à contenção de gastos públicos”, alerta o economista.

Para Souza Júnior, o governo vai ter que conter os gastos, para que a dívida pública tenha uma trajetória sustentável. Ele sugere a adoção de “medidas estruturais” para reverter o problema, como o pacto federativo e da reforma administrativa.

Preços e juros

Apesar da alta do preço de alguns alimentos, a inflação não preocupa o diretor. Ele acredita que haverá reequilíbrio. “O preço alto estimula a oferta. Para os próximos períodos, em particular para o ano que vem, é de se esperar uma alta na produção”, diz se referindo à oferta de produtos como arroz. Para outros produtos, o estudo do Ipea aponta que ainda há um grau de ociosidade na economia, o que evita alta de preços.

O diretor do Ipea acredita que o Conselho de Política Monetária do Banco Central não precise elevar a taxa Selic por causa da inflação, e que nas próximas reuniões o Copom mantenha a taxa nos atuais 2%.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Chupa entregador de pizza.
    Kkk
    Tu vai sofrer muito ainda.
    Só com o PR Bolsonaro, vai até 2026.
    Depois ao que tudo indica, segue a sua sofrencia, pois a maioria esmagadora dos eleitores brasileiros, não tolera mais quadrilha de ladrões governando o País.
    Por tanto é melhor JAIR se acustumando tá??

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Acidente

FOTO: Enxame de abelhas invade cabine, motorista perde controle e vira caminhão na BR-304, no interior potiguar

 Foto: PRF/Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que um enxame de abelhas invadiu a cabine de um caminhão e provocou um acidente na BR-304, próximo ao município de Lajes, na região central do Rio Grande do Norte, na manhã desta quinta-feira (30). Apesar do cenário de filme de terror, felizmente, ninguém ficou ferido.

Segundo informações da PRF, a invasão das abelhas no caminhão fez com o que o motorista perdesse o controle do veículo, que acabou virando na estrada.

Opinião dos leitores

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Diversos

Justiça britânica reconhece Juan Guaidó como presidente e retira de Maduro controle de ouro venezuelano em Londres

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó. Foto: Manaure Quintero – 10.mar.2020/Reuters

O Reino Unido reconheceu o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente do país, decidiu o Supremo Tribunal inglês nesta quinta-feira (02), em um caso sobre quem deve controlar 1 bilhão de dólares em ouro venezuelano armazenado em Londres.

Uma audiência ao longo de quatro dias na semana passada (22) foi a última parte de uma batalha relacionada às reservas de ouro mantidas no Banco da Inglaterra e centrada em qual dos dois presidentes rivais – Nicolás Maduro ou Guaidó – o Reino Unido consideraria como líder legítimo da Venezuela.

No início de 2019, o governo britânico juntou-se a dezenas de nações para apoiar Guaidó, chefe da Assembleia Nacional controlada pela oposição, depois que ele se autodeclarou presidente interino e denunciou Maduro como um usurpador que garantiu uma reeleição fraudulenta.

O juiz da Suprema Corte Nigel Teare proferiu uma sentença determinando que o Reino Unido havia “inequivocamente” reconhecido Guaidó como presidente interino constitucional. Teare baseou sua decisão na chamada doutrina de “uma voz”, na qual o tribunal deve aceitar como conclusiva uma declaração inequívoca do governo britânico que reconheça o líder de uma nação estrangeira.

“O Judiciário e o Executivo devem falar a uma só voz”, disse Teare. “Não podem existir dois presidentes da Venezuela.”

A equipe jurídica de Maduro disse que seu Banco Central (BCV) quer vender o ouro para financiar a resposta da Venezuela ao novo coronavírus. O BCV entrou com uma ação contra o Banco da Inglaterra em maio, alegando que o acesso às reservas de ouro da Venezuela fora proibido.

Sarosh Zaiwalla, um dos advogados que representam Maduro, disse nesta quinta-feira (02) que o BCV estaria buscando uma saída para recorrer da sentença.

No Twitter, o BCV classificou a decisão como “absurda” por privar a Venezuela “do ouro de que precisa urgentemente para enfrentar a pandemia”.

A oposição alega que Maduro quer usar o ouro para pagar seus aliados estrangeiros, o que seus advogados negaram. Nos últimos dois anos, o governo de Maduro retirou cerca de 30 toneladas de suas reservas na Venezuela para vender no exterior por moedas mais valorizadas.

“Garantimos o ouro para o futuro do povo venezuelano”, disse a embaixadora de Guaidó no Reino Unido, Vanessa Neumann.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Imagina Maduro com todo esse ouro em suas mãos, iria fazer muita merda, torraria todo ouro e a pobre Venezuela continuaria na bosta.

  2. Putin está a uns 20 anos no poder da Rússia e ninguém dá um piu.
    Nada como ter bomba atômica e um poderio bélico imenso.

  3. A PTralhada vai ao delírio ..seu mestre está perdendo a boquinha, aquele ladrao do Maduro será preso em breve

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Diversos

Artigo de pesquisadores da UFRN propõe lei de controle da pandemia com uso da matemática

Foto ilustrativa: Edésio Ferreira/EM/D.A Press

Após mais de três meses com repetidos decretos restringindo atividades não essenciais, o que incluiu diversos setores da economia, a Prefeitura de Natal e Governo do Rio Grande do Norte iniciam nesta semana uma reabertura gradual do comércio. De acordo com as nova determinações, em Natal, essa retomada começou a acontecer na terça-feira, 30 de junho, e no estado como um todo a permissão passou a valer a partir desta quarta-feira, 1° de julho.

Esta reabertura dos estabelecimentos comerciais não significa, no entanto, que a pandemia passou ou está controlada. A taxa de ocupação de leitos de terapias intensiva e semi-intensiva permanece alta, beirando os 95% das vagas existentes rede de saúde em todo o estado. Como, então, promover uma retomada da atividade econômica de maneira mais segura possível?

Para responder a essa pergunta, um artigo de pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE/UFRN) propõe o uso da matemática. Intitulado Proposta de lei de controle para o surto da covid-19 no estado do Rio Grande do Norte, o estudo apresenta uma equação capaz de determinar qual é o menor nível de distanciamento social necessário para garantir que a epidemia fique sob controle.

Segundo os pesquisadores, o uso desta equação pode garantir a maior atividade econômica possível enquanto mantém o número de indivíduos hospitalizados abaixo de um valor estabelecido pelas autoridades de sanitárias. O cálculo do distanciamento social deve ser feito com base nas informações sobre a pandemia de que dispõem as secretarias municipais e estadual de Saúde.

“A proposta pode contribuir disponibilizando para as autoridades o valor correto do nível de distanciamento social. Atualmente, não há um valor exato, as decisões são tomadas baseadas em conhecimento empírico. Por exemplo, 80% de ocupação pode ser um bom número em uma região, porém insuficiente em outras. Isso ocorre por causa da dinâmica da pandemia, que se comporta de forma diferente por região, pelo número de dias, pelo comportamento da sociedade, e aplicar sempre a mesma resposta a situações diferentes gera confusão e perda de credibilidade”, afirma o professor Samaherni Dias, um dos autores do artigo, assinado ainda por Kurios Queiroz e Aldayr Araujo, do DEE/UFRN.

Conforme explica o professor, a lei de controle foi elaborada para ser bastante simples, podendo ser aplicada, nas palavras do docente, “em uma planilha, no site da própria secretaria de saúde ou em um caderno”. Na opinião de Samaherni, independente do formato ou do meio pela qual seja implementada, o importante é que seja diariamente atualizada.

Nesses modelos são levados em conta também aqueles que negligenciam as medidas de isolamento, mas o professor Samaherni adverte o impacto dessa atitude nas contas. “É importante deixar claro que a lei de controle proposta calcula qual deverá ser o nível de distanciamento social, porém, se essas recomendações não forem atendidas, todo dia será definido uma taxa isolamento mais alta até chegar ao ponto máximo”, explica.

Samaherni ainda ressalta que a equação pode ser utilizada em diferentes ocasiões para além da pandemia do novo coronavírus. “A grande contribuição deste trabalho com relação à covid-19 é melhorar a qualidade da informação para o gestor tomar uma decisão. Porém é uma lei de controle para epidemias, ou seja, é aplicável no caso da covid-19 ou em outra epidemia qualquer, envolvendo seres humanos ou não”, conclui.

UFRN

Opinião dos leitores

  1. Se dependesse só de matemática, já estaríamos com mais de 15 mil mortos, segundo estudos iniciais.

  2. Mas isso já está sendo feito no Brasil com grande eficiência, pois a cada respirador comprado temos o valor de três respiradores pagos, bem como para a cada 500 novos infectados temos 02 leitos de UTI prometidos que uma dia serão instalados.

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Saúde

O curioso caso do Vietnã: como o país pobre venceu a Covid-19 e deve ter crescimento econômico em 2020

Foto: Reprodução/Veja

Enquanto o Brasil acumula mais de 290.00 casos confirmados e mais de 19.000 mortes pela Covid-19, e nações desenvolvidas como os Estados Unidos, Reino Unido e Itália perderam o controle sobre a epidemia, uma nação pobre do Sudeste Asiático vem espantando o mundo.

Trata-se do Vietnã.

Com 1.100 quilômetros de fronteira com a China, origem da pandemia, o país registrou apenas 324 infectados e nenhuma morte. Isso mesmo, não houve vítimas fatais. A estratégia foi tão bem sucedida que o país deve ser um dos poucos do mundo este ano a não ter recessão. Segundo análise feita pelo economista especialista em Ásia Sian Fenner, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, o PIB deve ter expansão na casa dos 2%.

Um resultado espantoso, que coloca o Vietnã no restrito clube dos que conseguiram debelar o surto antes que ele se espalhasse. São eles Coreia do Sul, Alemanha, Nova Zelândia, Portugal, Islândia e China.

Há, porém, diferença importante em relação aos seus pares. O Vietnã é pobre, tem uma população de 95 milhões de habitantes, cidades extremamente densas e infraestrutura precária. Além disso, foi arrasado por uma guerra contra os Estados Unidos há menos de 40 anos, que até hoje traz consequências.

Como o Vietnã conseguiu? O segredo está na seriedade: poucos levaram a ameaça da epidemia tão a sério quanto os vietnamitas.

Ainda em janeiro, durante as celebrações do Ano Novo lunar, o governo federal afirmou que estava “declarando guerra” ao coronavírus. Isso quando o surto ainda estava restrito à cidade de Wuhan, na China. Em reunião do Partido Comunista, o primeiro-ministro Nguyen Xuan Phuc disse que o problema logo chegaria ao território.

“Combater essa epidemia significa lutar contra o inimigo”, disse. Em seguida, o premiê suspendeu todos os voos para a China, emitiu restrições de visto a estrangeiros e reforçou a passagem de fronteira com seus vizinhos.

A principal arma dos vietnamitas contra o patógeno foi a forma mais rigorosa da quarentena, o lockdown. A medida foi decretada logo no início, antes mesmo do vírus se espalhar. Em Hanoi, segunda maior cidade do país, entrou em vigor quando haviam somente 10 casos confirmados.

É o contrário do que fizeram chineses e italianos, que só apelaram para o lockdown como último recurso, quando as infecções já se contavam aos milhares.

O governo mobilizou ainda um exército de rastreadores para ir atrás e isolar todos os possíveis infectados. Outro contingente de 90.000 médicos foi colocado de prontidão para cuidar dos casos.

O esforço hercúleo do Vietnã evitou que o país sofresse com suas deficiências. O governo sabia que não poderia contar com uma rede de saúde pública robusta para conter a infecção, como fizeram alemães e chineses. Ho Chi Mihn, a maior cidade do país, com 8 milhões de habitantes, tem apenas 900 leitos de emergência. Ou seja, no caso de uma epidemia, o colapso da rede hospitalar aconteceria já nos primeiros dias.

Também não conta com tecnologia de ponta, como os coreanos, que puderam cadastrar e rastrear infectados através de aplicativos criados em poucos dias.

Nesse caso, apelaram para a ajuda das Forças Armadas, instituição nacional mais respeitada. Há soldados de prontidão em praticamente toda esquina nas grandes cidades para checar se as medidas de isolamento social e proteção estão sendo cumpridas.

O Partido Comunista, que controla o governo e é a única legenda política do país, passou a utilizar a mídia estatal para campanhas massivas. Celebridades do país foram convocadas para protagonizar vídeos explicativos e cartazes.

E, numa medida que provocaria grande polêmica em países do Ocidente, quem é infectado pelo novo coronavírus tem sua identidade divulgada nas redes sociais oficiais e na imprensa. A violação da identidade, defende o governo, tem como objetivo localizar todos que tiveram contato com o doente.

O Vietnã também tornou-se exemplo de solidariedade internacional. Desde janeiro, já enviou 500.000 máscaras para a Europa, assim como equipamentos de proteção para médicos do Camboja, Laos e China.

Até os Estados Unidos, algozes na dura guerra travada entre os anos 1960 e 1970, vem sendo ajudados. O Partido Comunista despachou milhares de kits de testagem para os americanos. Cada kit custa 25 dólares e apresenta o resultado em 90 minutos.

Uma tremenda ironia do destino.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Essa é a estratégia de eliminação: fechar tudo antes da transmissão comunitária. Sem dúvidas que foi efetivo ATÉ AGORA, mas não se sabe o resultado a longo prazo, com uma população grande e totalmente vulnerável imunologicamente. Continuará em lockdown até ter vacina?

  2. Mas aí é fácil. Queria ver eles fazerem isso com um Bolsobosta na cadeira de presidente.

    1. Eu diria que seria impossível fazer com um lularapio de e um esquerdalha roubando os recursos públicos …..
      Se bolsonaro a fizesse algo assim era nazista…. fascista…. ciclista… Louco assassino…. Ele tentou suspender o Carnaval e quase pediram o Impeachement de dele….

  3. Ô povo para gostar de conta de país comunista, no mesmo nível de informação tá a Coreia do Norte, China, Cuba e Venezuela! E uma galera aqui elogiando o protocolo do Vietnã

  4. Vige! Nenhum comentário ainda?
    Medidas drásticas, mas o isolamento social é inquestionável diante da falta de recursos. O que importa são as vidas poupadas.

  5. APRENDAM IGNORANTES: recuperação mais rápida da economia, com poucas mortes. a DIFERENÇA É A CONSCIÊNCIA DO POVO.

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Finanças

Parnamirim decreta medidas de controle de gastos para fortalecer a rede municipal de saúde

FOTO: ASCOM

O prefeito Rosano Taveira assinou nessa quarta-feira (13), dia de Nossa Senhora de Fátima, padroeira de Parnamirim, um decreto que estabelece diversas medidas de gestão de despesas, controle de gastos e custeio de pessoal. O foco é direcionar recursos para um enfrentamento mais efetivo da pandemia de Covid-19. O documento traz as diretrizes adotadas pela gestão para a contenção de despesas que devem ser seguidas pelos órgãos e entidades do executivo municipal.

O estado de calamidade, ocasionado pela crise de saúde pública decorrente do Coronavírus e o dever que tem a administração municipal de adotar estratégias e formular políticas voltadas ao combate de situações emergenciais, fez com que a Prefeitura de Parnamirim adotasse as medidas para otimizar os recursos públicos visando fortalecer a rede municipal de saúde.

O Decreto nº 6.243 de maio de 2020 estabelece, entre outras medidas, que enquanto durar o estado de calamidade pública, fica suspenso, por exemplo, o pagamento da antecipação do décimo terceiro salário aos servidores municipais, que ocorreria, de acordo com o calendário, na próxima terça-feira (19). O décimo terceiro dos servidores municipais, assim como o adicional do terço de férias do funcionalismo, serão pagos integralmente até dezembro, quando se espera que a situação de pandemia já tenha sido superada.

Contratos temporários de servidores que não estejam em atividade também estão sendo suspensos enquanto durar o estado de calamidade, além da abertura de novos concursos públicos. Nesse ínterim, não poderão haver novas nomeações para cargos públicos efetivos, mesmo quando vagos, exceto para as secretarias da Saúde, Assistência e Segurança, pelotão de frente no combate à pandemia.

Cada secretaria deve promover a otimização e bom uso dos recursos financeiros, adotando as medidas necessárias para o controle e a redução dos gastos, devendo a economia, ser de no mínimo 30% das despesas apuradas com base do exercício anterior (2019), além da redução da frota de veículos locados, em no mínimo 25%. Outras ações também foram suspensas, como a concessão de patrocínio de inscrições, ajuda de custo e passagens aéreas, para participação de atletas em competições esportivas, o que tem ajudado a revelar diversos talentos parnamirinenses em competições nacionais e internacionais ao longo dos últimos anos.

Por fim deverão ser reanalisados por cada órgão municipal os processos licitatórios em curso e os contratos em vigor, visando determinar a prioridade, para ajustá-los às estritas necessidades de demandas imediatas, e à essencialidade da contratação dos serviços.

O prefeito Taveira diz que as medidas são duras, porém necessárias. “Para superarmos a crise na saúde pública, decorrente da pandemia e para que possamos garantir que não ocorra falta de pagamentos de funcionários e de fornecedores, como no passado, é necessário que façamos ajustes em nossa estrutura. Sabemos que as medidas são amargas, mas temos que direcionar nossos esforços para fortalecer nossa rede municipal de saúde. Essa ação vai condicionar as nossas unidades de atendimento e trazer mais conforto para a população, que é nossa maior prioridade”, disse.

O Decreto nº 6.243 de 12 de maio de 2020 pode ser consultado na íntegra através do Diário Oficial do Município dessa quarta-feira (13).

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Saúde

Vacinas, remédios e controle: as possibilidades de tratamento e prevenção ao coronavírus até aqui

Foto: GettyImages

A propagação do novo coronavírus e a disparada no número de mortos pela doença covid-19 faz com que laboratórios, cientistas, médicos e governantes se apressem em busca de remédios e vacinas para conter a pandemia.

Dezenas de substâncias com potencial de tratamento, de antiretrovirais a corticóides, estão sendo testadas, e alguns países começam a mostrar bons resultados no controle da propagação do vírus.

Conheça, a seguir, as principais luzes no fim do túnel da crise causada pela pandemia, que, no Brasil, até aqui já infectou quase mil pessoas e causou ao menos sete mortes.

Na última quarta-feira (18), a China informou que não registrou nenhum caso de transmissão local do novo coronavírus nas 24h anteriores. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde o início da epidemia de covid-19 no país, há três meses.

Isso não significa que não tenha havido novos casos; autoridades disseram que 34 pessoas ficaram doentes, mas vindo de outros países. Mesmo assim, é um feito que pode sinalizar o início de uma reviravolta.

Na China, já foram notificados 80.928 casos do novo coronavírus, com 3.245 mortes.

A Coreia do Sul também avançou no controle do coronavírus. O país chegou a ter quase mil novos casos da doença por dia, mas conseguiu controlar a difusão e hoje registra cerca de uma centena de novos casos por dia.

Remédios

Hidroxicloroquina: a substância foi criada em 1945 a partir da cloroquina, um derivado do quinino, a primeira substância com efeito comprovado contra a malária.

Como explicou em sua conta no Twitter o psiquiatra e professor da Unicamp Luís Fernando Tófoli, o quinino foi isolado no século 19, mas desde o século 17 já era usado por indígenas peruanos como um fitoterápico – eles consumiam a planta cinchona, rica em quinino, a mesma substância da água tônica.

A hidroxicloroquina, “neta” da cloroquina, é há décadas utilizada para tratar malária e também doenças oncológicas e reumatológicas. Seu efeito antiviral já havia sido confirmado no tratamento de outras SARS (síndromes respiratórias agudas) no início do século.

Agora, estudos na China e na França publicados nos últimos dias sugerem que possa ser empregada contra a covid-19.

Após 6 dias, a percentagem de pacientes que receberam HCQ e continuaram com covid-19 caiu para 25%.

Melhor ainda, esse total caiu a 0% na combinação entre a hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina.

Há ressalvas: a amostragem foi muito pequena, a quantidade de pessoas testadas foi baixa, de 20 pessoas, seis das quais receberam as duas drogas combinadas.

Por outro lado, ao contrário de novos remédios, que precisam passar por extensas baterias de testes antes de serem usados em larga escala em humanos, esse já está aprovado para outras finalidades. Na prática, bastariam “canetadas” de autoridades para que estivesse disponível em pouco tempo.

Remdesivir: o remédio desenvolvido pelo laboratório Gilead Sciences foi criado para o tratamento do ebola e não funcionou, mas está sendo testado para o novo coronavírus. Os resultados da primeira onda de provas, com 761 pacientes, devem ser publicados nas próximas semanas.

O remédio já foi utilizado em pacientes nos Estados Unidos e, segundo informações, teve efeito positivo sobre as condições clínicas, embora não tenha eliminado o vírus.

Em seu favor, justamente por ser estudado e desenvolvido desde as epidemias de ebola, na África, nos anos 1990, o Remdesivir já está em um estágio mais avançado de desenvolvimento. A Universidade de Nebraska, por exemplo, já está conduzindo testes clínicos para o coronavírus.

Actemra: esse remédio, da fabricante Roche, foi aprovado pela China para o tratamento de complicações decorrentes da infecção por coronavírus. A família de drogas à qual o Actemra pertence tem habilidade de prevenir reações exageradas do sistema imunológico sobre as infecções e inflamações o pulmão que, até aqui, são as principais causas de mortes por covid-19.

A droga está em fase de testes pré-clínicos com 188 pacientes infectados por coronavírus, na China. Os testes oficiais devem começar em maio.

Favilavir: foi a primeira droga antiviral aprovada na China contra o coronavírus. Passou bem por testes pré-clínicos envolvendo 70 pacientes na província chinesa de Shenzhen e agora aguarda novos testes.

Galidesivir: o antiviral da fabricante Biocryst Pharma mostrou ampla atividade contra diversos patógenos, incluindo o coronavírus. Sua atuação inibe o processo de reprodução do vírus, e, por isso, já foi usado, com sucesso, em pacientes com ebola, zika e febre amarela. Como o Remdesivir, essa droga está em estágio avançado de desenvolvimento.

Vacinas

Diversos laboratórios em todo o mundo estão correndo contra o tempo para tentar descobrir uma vacina que permita imunizar as populações contra o novo coronavírus.

Em 12 de março, a companhia biofarmacêutica Medicago, do Canadá, anunciou ter desenvolvido uma partícula similar ao SARS-Cov-2, o nome científico do novo coronavírus. A empresa já faz testes pré-clínicos e discute com autoridades de saúde para realizar testes em humanos em julho.

A companhia I-Mab Biopharma, dos EUA, também está desenvolvendo um anticorpo neutralizador chamado TJM2 que tem demonstrado ser útil para prevenir efeitos colaterais graves da infecção por coronavírus. A droga não elimina o vírus, mas evita um mecanismo do sistema imunológico humano responsável por gerar inflamação crônica – que, quando localizada no pulmão, é a principal causa de morte.

AT-100: a proteína recombinada criada pelo laboratório Airway Therapeutics tem se mostrado eficiente em estudos pré-clínicos para reduzir os processos de inflamação e infecção dos pulmões, e, ao mesmo tempo, tem melhorado a resposta do sistema imunológico dos doentes.

BPI-002: a molécula criada pela fabricante Americana BeyondSpring demonstrou, em laboratório, a habilidade de ativar células chamadas CD4+, que, por sua vez, auxiliam outras células, chamadas CD8+, a gerar uma resposta eficiente do sistema imunológico humano.

Se combinada com outras vacinas, essa droga pode ser capaz de gerar imunidade a infeções por coronavírus.

MERS CoV: a vacina desenvolvida para a MERS, uma espécie de avô do novo coronavírus que surgiu no Oriente Médio por volta de 2012, foi criada pelo laboratório Novavax e agora é uma das maiores apostas para vacina.

Globo, via Valor Investe

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Geral

‘Coronavírus é imprevisível, mas pode ser vencido’, diz professor que investigou as epidemias do HIV e ebola

Foto: Leo Martins / Agência O Globo

O virologista Amílcar Tanuri, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos sobre a genética de vírus.

Combateu a epidemia de HIV, esteve na África em 2014 no auge da pior epidemia de ebola. Foi pioneiro no estudo zika. Investigou H1N1, dengue e chicungunha. Mas o coronavírus Sars-Cov-2 o surpreende. Ele é absolutamente imprevisível, mas pode ser vencido, afirma.

O mundo devia estar mais preparado para uma pandemia?

Sim, deveria haver uma preparação maior. Há anos a ciência e a OMS alertam para essa possibilidade. E os coronavírus de morcegos, como o Sars-CoV-2, estavam na lista dos perigos em potencial. Mas saúde e ciência não frequentavam até agora a lista das prioridades de políticos.

Por que ele surpreende?

Porque os coronavírus conhecidos não se propagavam tão depressa. Esse novo vírus é imprevisível. Ele é chocante porque é muito rápido, se propaga de forma muito eficiente. Não sabemos o tamanho da disseminação em pessoas sem sintomas.

Análise:Como fica a geopolítica na era do coronavírus

Qual a dimensão da propagação?

Ainda não sabemos. Mas esse vírus está muito difundido, muito mesmo. Imagine o quanto de vírus não deve haver em circulação na Itália para que pessoas que foram lá passar poucos dias, viajantes, tenham sido infectadas em número tão grande. O vírus lá está em toda parte e avança pelo mundo.

O que podemos esperar no Brasil e no mundo?

As próximas quatro semanas serão determinantes para o Brasil. Mas há três cenários possíveis.

Quais?

O primeiro e mais provável pode ser o cenário semelhante ao que vimos na China. Ele surge, causa uma explosão de casos e depois a epidemia vai se apagando. Nada impede que ressurja na frente, mas em surtos isolados. O segundo cenário é que vire uma infecção sazonal. Neste momento, acho menos provável. E tem o pior cenário.

Qual é?

Que o país seja afetado por uma pandemia de proporções catastróficas. Não acho provável pelo que observamos na China até este momento. Esse vírus é imprevisível, mais rápido do que se imaginava, mas não vai acabar com o mundo. Poderá matar muita gente, mas não vai nos erradicar.

O que podemos fazer?

Quem tiver qualquer sintoma deve ficar em casa mesmo! Uma pessoa com sintomas vai expelir vírus por até 20 dias. Se ela ficar três quartos desse tempo isolada em casa, sem contato com outras pessoas da família, a gente consegue diminuir em três quartos o tempo de dispersão do vírus na rua. Foi esse tipo de dispersão que fez a epidemia explodir na Itália, as pessoas com sintomas leves ficaram espalhando vírus. E os idosos têm que ficar em casa. Temos que ganhar tempo para se preparar e tentar tirar o fôlego da epidemia. É isso que o Ministério da Saúde e os estados do Rio e São Paulo estão fazendo. E é o correto e o possível.

E o que as autoridades precisam fazer?

O vírus é rápido, temos que tentar ser também. Medidas de contenção mais duras como as que estamos vendo aqui. E decisões mais rápidas no tratamento. Paciente com dificuldade respiratória? Entubar. Isso salvou gente na China e na Itália. Mas nossa capacidade de reação é limitada porque no Brasil temos um SUS em crise, o que já nos atrapalha de saída, torna nossa situação potencialmente mais grave, se muito dinheiro e recursos não forem alocados logo. Mas friso que mesmo os países mais ricos não estão à altura dessa pandemia, não sairão ilesos.

Essa é a maior epidemia em um século. Ela tem arrasado a economia. O que muda no cenário político?

O vírus deu xeque-mate nos governos do mundo. Nunca priorizaram a saúde, ignoraram avisos. Agora, ou cuidam da saúde ou eles, governos, morrem politicamente. Acabou o espaço para políticos acharem qualquer coisa sem embasamento de medicina sem correrem o risco da culpa por mortes na pandemia.

O que o senhor acha das medidas de prevenção no Brasil?

Temos boas medidas. Mas contra elas temos nossas condições socioeconômicas. Por exemplo, as pessoas mais pobres, que dividem cômodos, como farão isolamento domiciliar? Sou um otimista nato, mas quero ver como os planos se desenrolarão na prática.

Teremos uma vacina a tempo de combater o contágio?

Não teremos uma eficiente em breve porque isso demanda testes de segurança que levam mais tempo. Precisamos de uma, mas ela não será para esta pandemia. Porém, precisamos estar preparados para os coronavírus originários de morcegos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Coronavírus liquida o neoliberalismo: Europa vai estatizar e EUA não terão limites para gastar.
    O modelo econômico fracassado de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, que só prevê privatizações e teto de gastos, está sendo liquidado no mundo inteiro com o avanço do coronavírus.

    1. Não ter limites pra gastar. Boa "jênio". Resolve como?
      -Imprime mais dinheiro (=inflação);
      -Se endivida (joga a conta pras futuras gerações);
      -Tira dinheiro das pessoas na marra e entrega para bucocratas iluminados
      Quando alguém fala em 'neolberaiismo" sempre vem picaretagem das brabas.

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Diversos

Selo garante controle da água engarrafada no RN

Foto: Ilustrativa

Desde 2017 os consumidores da água mineral natural contam com um forte aliado no controle da qualidade do produto que estão consumindo. Naquele ano, foi instituído o Selo Fiscal de Controle, validado pelas Vigilância Sanitária do RN (Suvisa) e Secretaria Estadual de Tributação (SET). O selo deve estar afixado no lacre dos garrafões, de forma clara e visível para o comprador, e é concedido às fontes de água mineral natural e adicionadas de sal que estão em dia com as obrigações tributárias e sanitárias.

Para diferenciar os produtos disponíveis no mercado, o selo conta com cores diferentes: o azul é para as águas minerais naturais e o verde para as adicionadas de sais. Ele se localiza no lacre do garrafão e a obrigatoriedade é válida para todos os vasilhames de água mineral natural ou adicionada de sais em circulação no RN, mesmo que sejam provenientes de outros estados brasileiros.

O selo vem se mostrando um valioso instrumento de combate à sonegação e à concorrência desleal, já que a sua ausência denuncia a entrada clandestina de produtos no mercado. A lei prevê multa de R$ 60,00 por cada vasilhame que for encontrado em situação irregular.

Para Djalma Barbosa, presidente do Sindicato da Indústria de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Estado do Rio Grande do Norte – Sicramirn, com o selo, o consumidor pode ter a certeza de que está levando para casa um produto com garantia de procedência e que atende a todas as exigências fiscais e sanitárias.

“Desde que o selo foi instituído, há quase três anos, vemos melhoras expressivas no mercado da água engarrafada. Ainda assim, é essencial que o consumidor fique atento e cheque se, ao pedir água mineral natural, no garrafão tem o selo azul”, destaca Djalma.

Água Mineral do RN

O movimento #AguaMineralDoRN é uma iniciativa do Sindicato da Indústria de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Estado do Rio Grande do Norte (Sicramirn), ancorada por todas as empresas de água mineral do Rio Grande do Norte. A missão, mais que informar ou vender, é conscientizar: levar até a população os benefícios da água mineral natural, sua qualidade e o que a difere das demais.

A água é essencial não só para a vida humana, como para todos os seres vivos. Destacar a qualidade e os diferenciais da água mineral natural é muito mais do que fortalecer empresas, é valorizar um produto natural e importantíssimo para a nossa vida. Mais informações: aguamineraldorn.com.br

Opinião dos leitores

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Diversos

FOTOS: Governo firma cooperação técnica para unificar controle da gestão pública

Medida permite a implantação do sistema SIG, já em uso pela UFRN, IFRN e UERN. Fotos: Elisa Elsie

Permitir o controle e a eficiência dos atos do Governo. Estes são os principais objetivos do acordo de cooperação técnica assinado nesta terça-feira, 28 pela governadora Fátima Bezerra e as principais instituições de ensino superior no Rio Grande do Norte para implantação do sistema SIG. “Este acordo tem o objetivo de modernizar a gestão e tornar mais eficiente e transparente as ações do Governo no trato dos recursos financeiros, patrimoniais e também dos recursos humanos”, explicou Fátima Bezerra ao receber os dirigentes das instituições envolvidas – UFRN, IFRN e UERN.

O acordo de cooperação foi formatado pelo Comitê de Gestão e Eficiência do Governo do Estado durante todo o ano passado após identificar a pluralidade e desorganização de procedimentos para o controle das contas e processos públicos. “Não tínhamos organização administrativa. Encontramos o Estado desorganizado, sem controle eficiente dos atos e até dos recursos humanos. Agora, tenho certeza, vamos deixar o Estado com mecanismo de controle efetivo. Não será fácil por que vamos enfrentar uma cultura de descontrole e desorganização. Mas estamos iniciando um novo ciclo em favor da organização financeira e dos recursos humanos também”, afirmou o controlador geral do Estado, Pedro Lopes.

O acordo de cooperação vai permitir ao Estado implantar um sistema eletrônico já aprovado e em uso no Rio Grande do Norte pela UFRN, IFRN e UERN – o sistema SIG de controles gerenciais. Para a implantação será necessário o treinamento de servidores estaduais através da Escola de Governo.

A secretária de Estado da Administração e dos Recursos Humanos, Virgínia Ferreira, disse que serão ofertados cinco cursos para preparar os servidores estaduais a operar o sistema. “O sistema SIG é muito importante para o RN por que o Estado não tem sistema único de controle”, considerou a secretária de Administração.

Diretor da Escola de Governo, João Emanuel Evangelista informou que em parceria com as universidades serão realizados os cursos de treinamento nos campos da UERN em Natal, Caicó e Mossoró. Para o Procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho, “com o sistema SIG o Estado passa a ter capacidade e tecnologia para modernizar a gestão pública e o controle efetivo de contas, administrativo e de pessoal. É uma inovação fantástica para administração pública do RN”.

“Esta iniciativa oficializada agora pelo Governo do RN mostra responsabilidade e a importância que a gestão estadual dá à boa aplicação dos recursos públicos”, declarou o secretário adjunto de Planejamento e Finanças, George Câmara. Ele acrescentou que a implantação “requer ações preparatórias que estão sendo tomadas e mostram a seriedade e disposição do Governo que, mesmo na adversidade, adota providência para o controle e eficiência da gestão e para a organização do Estado”.

O reitor da UERN, Pedro Fernandes, vê no convênio de cooperação “um momento de alinhamento importante para um melhor controle do Estado através de um sistema eficiente. Como servidores estaduais temos todo o interesse e os cursos de capacitação são importantes para o bom uso do sistema”, registrou Fernandes.

O sistema SIG, explicou o reitor do IFRN, Marcos Oliveira foi concebido para dar transparência e controle à gestão pública. É um sistema informatizado que implanta uma cultura de controle e permite adequações por outras instituições. “Com ele a administração estadual dará um salto de qualidade importante. A Governadora e a equipe de Governo estão de parabéns por que a implantação do sistema vai dar mais agilidade, transparência e eficiência aos processos da gestão”.

Para José Daniel Diniz, reitor da UFRN, “a celebração do acordo de cooperação permitirá a modernização da gestão estadual com um sistema que está em uso por 60 instituições em todo o país. Temos grande satisfação em contribuir para o aperfeiçoamento do Estado e continuamos dispostos a novas contribuições ao nosso Estado”.

Opinião dos leitores

  1. Pode aguardar que logo vão aparecer as faturas cobrando os custos de adaptação a realidade do RN, assim como aconteceu com o sistema SIGEDUC na Secretaria Estadual de Educação. Nada vem de graça.

    1. Ele mesmo….kkkkk…Flaubert É o papagaio pirata ….E ESTA INCOMODADO PORQUE O DEBILOIDE BOSTANARO NAO SE DESTACA COMO PRESIDENTE. A TURMA DO BOLSOTRALHA SAO PAPAGAIOS…

    2. Toim, é triste a gente ler os comentário da petezada por aqui. Rapaz, não dizem nada que se aproveite, são só baixarias e asneiras.

  2. No governo luladrão, ele também criou a controladoria geral da união CGU, e por fim, todos sabem no deu, corrupçoes em todos os órgãos do governo e desvios de mais de um trilhão de reais, inclusive fatão bocus lula bezerra era um dos apoiadores ferrenho do governo. Por isso tá no mesmo caminho

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