Ex-líder de terapia nos EUA de ‘cura gay’ se revela homossexual

McKrae Game Foto: Reprodução/YouTube(Post and Courier)

Um homem que fundou uma dos maiores programas de terapia de conversão de gays – a chamada “cura gay” – revelou-se homossexual.

McKrae Game, de 51 anos, comandou por duas décadas o Hope for Wholeness, grupo que atua na Carolina do Sul (EUA), prometendo fazer homossexuais se tornarem heterossexuais.

O americano costumava classificar a homossexualidade como um “grande ardil”. Agora, McKrae decidiu se desculpar pela “nociva prática que feriu gerações” e a ele mesmo.

A terapia antigay, baseada em aconselhamento psicológico e ensinamentos religiosos, é proibida em 17 estados americanos. O slogan do programa de McKrae era “Para se libertar da homossexualidade por meio de Jesus Cristo”.

Dois anos atrás, McKrae foi demitido do Hope for Wholeness.

“Fui um fanático religioso que feriu pessoas. Pessoas disseram ter tentado o suicídio por minha causa e das coisas que eu dizia. Eu estava errado, por favor me perdoem”, desabafou o americano ao “Post and Courier”.

McKrae ainda está casado com Julie Game.

Extra – O Globo

 

Médico da TV vai se submeter a terapia para 'curar homossexualidade'

102_2354-alt-blog-gayO médico Christian Jessen, de 36 anos, que apresenta em TV britânica o programa “Embarrassing Bodies”, decidiu se submeter a uma série de controvertidas terapias para “curar a homossexualidade”. A iniciativa faz para de um documentário que está sendo produzido pelo Channel 4, com o título de “Cure Me, I’m Gay”.

Jessen, que vive uma relação gay estável de longa data, decidiu se submeter aos tratamentos por considerar que, como médico, terá melhores condições de analisar o antes e o depois.

Tratamentos “contra a homossexualidade”, que são defendidos por alguns grupos religiosos e da extrema-direita, incluem choques elétricos, indução de náusea após sessão de material visual homoerótico, orações, exorcismo, hipnose e visitas a bordéis para sexo com mulheres.

No documentário, Jessen vai conversar com pacientes que procuraram médicos interessados em “curar a homossexualidade” e com pessoas que alegam ter sido “curadas”.

Em entrevista ao site da entidade Ditch The Label, o britânico da TV disse sofrer preconceito por ser um médico gay.

O Globo

Terapia mostrada em filme inclui sexo entre profissional e paciente

A pessoa tem um problema sexual e vai fazer terapia para tentar resolver. Um dia, o psicólogo propõe a ela algo mais prático: sessões com um “terapeuta sexual substituto”, profissional que vai para a cama com o paciente.

Pouco difundida, essa técnica do sexo explícito começa a ser mais conhecida. O motivo é o filme “As Sessões”, que estreou aqui na sexta.

Premiado no Festival Sundance de Cinema de 2012, o longa fez de Helen Hunt candidata ao Oscar de melhor atriz coadjuvante de 2013.
Hunt interpreta Cheryl Cohen Greene durante terapia sexual com o poeta Mark O’Brien (John Hawkes), paralítico.

Divulgação
Helen Hunt como a terapeuta Cheryl Greene e John Hawkes como o paciente vítima de poliomielite em cena do filme "As Sessões"
em cena do filme “As Sessões”

 

Aproveitando o sucesso do filme, Greene lança seu livro “As Sessões: Minha Vida como Terapeuta do Sexo” (BestSeller, 280 págs., R$ 29,90), em que conta sua história e a de vários outros clientes, além de O’Brien.

Virgem aos 38 anos, O’Brien acaba aprendendo com Greene a manter suas ereções espontâneas, a penetrar uma mulher (ela) e a levá-la ao orgasmo.

Essa modalidade terapêutica foi criada nos anos 1960/1970 pelo casal de sexólogos americanos William Master e Virgínia Johnson, os primeiros a preconizar um tratamento exclusivamente sexual. “Eles passaram a tratar dificuldades sexuais com terapia comportamental, usando as terapeutas substitutas para ‘treinar’ o paciente a fazer sexo”, diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos de sexualidade da USP.

Após a revolução sexual, surgiram outras técnicas, e a do substituto sexual não ficou entre as mais valorizadas. (mais…)