Saúde

Morcegos na Tailândia têm anticorpos para coronavírus próximo do Sars-Cov2

Foto: Johns Hopkins University

Cientistas da Universidade Chulalongkorn, em Bangkok, encontraram um novo tipo de coronavírus em morcegos capturados em uma caverna no leste da Tailândia. Chamado de RacCS203, o vírus compartilha 91,5% do genoma com o SARS-CoV-2, responsável pela pandemia da Covid-19.

Apesar da semelhança, os pesquisadores garantem que o novo vírus não é transmitido dos animais para os humanos, mas pode contaminar as pessoas se for passado de morcegos para um hospedeiro intermediário, como o pangolim.

De acordo com publicação do periódico científico Nature Communications , a equipe de cientistas coletou amostras do vírus em 100 morcegos Rhinolophus acuminatus em junho de 2020. Eles também testarem dez pangolins, entre fevereiro e julho do ano passado, para verificar o potencial de um possível hospedeiro intermediário na transmissão do vírus de animais para humanos.

Os resultados constataram que morcegos e os pangolins têm anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus. No entanto, o estudo ressalta que os pangolins não tinham origem definida e que seria necessária uma pesquisa mais aprofundada para compreender o papel deles na transmissão e / ou manutenção de SARSr-CoVs.

Segundo os pesquisadores, essas descobertas indicam que os coronavírus estão mais disseminados em animais por toda a Ásia do que se conhecia anteriormente. Embora a origem do vírus permaneça não resolvida, a descoberta recente estende em 4.800 km a área de provável origem da pandemia.

“Sem dúvida, se eu tivesse apenas uma chance de pesquisar agora, faria pesquisas no sudeste da Ásia, e não dentro da China”, disse Linfa Wang, virologista da Escola de Medicina da Universidade Nacional de Cingapura, que liderou o trabalho.

Essas conclusões também reforçam o anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que descartou que a pandemia tenha sido causada devido a um vazamento em um laboratório na China.

CNN Brasil

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Saúde

Covid-19: Cepa encontrada em Manaus pode comprometer desenvolvimento de anticorpos, especula OMS

Foto: Ernesto Carriço/Enquadrar/Estadão Conteúdo

A variante P.1 do coronavírus, encontrada pela primeira vez em Manaus, pode comprometer o desenvolvimento de anticorpos contra a Covid-19. Essa é a observação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no boletim epidemiológico semanal divulgado na terça-feira (9).

De acordo com a organização, “as mutações detectadas na variante P1 podem potencialmente reduzir a neutralização de anticorpos; no entanto, estudos adicionais são necessários para avaliar se há mudanças na transmissibilidade, gravidade ou atividade de neutralização de anticorpos como resultado dessas novas variantes”.

O boletim ainda chama a atenção para a proporção de casos detectados da nova variante em Manaus, que foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020. A proporção de diagnósticos positivos para a nova variante saltou de 52% em dezembro do ano passado para 85% em janeiro de 2021. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, uma “segunda onda” de casos de Covid-19 no Brasil está mostrando sinais de declínio.

Segundo o último boletim epidemiológico na capital amazonense, Manaus já registrou 129.721 casos de Covid-19 e 6.484 óbitos, com uma taxa de letalidade de 5% – mais que duas vezes a taxa de letalidade nacional, de 2,4%, segundo o Ministério da Saúde. Já a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados à Covid-19 na rede pública de Manaus está em 91,09%, enquanto em leitos clínicos, está em 79,88%.

De acordo com um levantamento feito pela CNN Brasil, a nova variante P.1. já foi encontrada em 13 países.

Casos e mortes por Covid-19 em queda no mundo

Ainda segundo o boletim divulgado pela OMS, o número global de casos de Covid-19 apresentou queda pela quarta semana seguida. Segundo o relatório, na última semana foram registradas 3.1 milhões de novas infecções, o que representa uma queda de quase 17% em relação à semana passada (3.7 milhões). O número também significa o menor volume de novos casos desde a semana de 26 de outubro de 2020, há 15 semanas. de acordo com a organização.

Segundo a OMS, o número global de mortes pela doença também está em queda: 88 mil mortes foram registradas no mundo na última semana, ou seja, cerca de 10% menos do que o registrado na semana anterior (96 mil).

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa história de variante é só pra quando a vacina, faltando dados, não funcionar, a culpa ser da nova variante.

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Saúde

Regeneron diz que sua terapia com coquetel de anticorpos previne Covid-19

Foto: Nexu Science Communication/Reuters

Os resultados provisórios de um teste em andamento mostram que o coquetel de anticorpos monoclonais da Regeneron evitou a Covid-19 entre as pessoas com alto risco de infecção, disse a empresa em um comunicado à imprensa nesta terça-feira, 26.

O estudo envolveu 400 pessoas que foram expostas ao novo coronavírus. Metade dos indivíduos receberam injeções da terapia de anticorpos, conhecida como Regen-Cov, e metade recebeu um placebo.

O número de infecções foi menor entre os que receberam o tratamento e eram todos assintomáticos, disse a empresa. Entre aqueles que receberam a terapia, as infecções não duraram mais do que uma semana, enquanto 40% das infecções no grupo do placebo duraram de três a quatro semanas.

Nenhuma das pessoas infectadas que receberam a terapia tinha altas cargas virais, enquanto 62% das pessoas no grupo placebo que foram infectadas tinham altas cargas virais. Houve uma morte e uma hospitalização no grupo que recebeu o placebo, e nenhuma morte ou hospitalização no grupo de tratamento.

“Esses dados usando Regen-Cov como uma vacina passiva sugerem que pode reduzir a transmissão do vírus, bem como reduzir a carga viral e da doença naqueles que ainda são infectados”, disse George Yancopoulos, presidente e diretor científico da Regeneron em um comunicado à imprensa.

“Mesmo com a disponibilidade emergente de vacinas ativas, continuamos a ver centenas de milhares de pessoas infectadas diariamente, espalhando ativamente o vírus para seus contatos próximos. O coquetel de anticorpos Regen-Cov pode ajudar a quebrar essa cadeia, fornecendo imunidade passiva imediata para aqueles com alto risco de infecção, em contraste com as vacinas ativas que levam semanas para fornecer proteção. ”

A Regeneron espera ver os dados completos do estudo no início do próximo trimestre e disse que discutirá com a Food and Drug Administration dos EUA se deve expandir a autorização de uso de emergência para a terapia. O EUA permite que ele seja usado para tratar pessoas com Covid-19 leve ou moderado que não estão hospitalizadas, mas estão em alto risco de desenvolver sintomas graves e necessitar de hospitalização.

A Eli Lilly and Company anunciou na semana passada que sua terapia de combinação de anticorpos monoclonais, conhecida como LY-CoV555 ou Bamlanivimab, ajudou a prevenir Covid-19 entre residentes de asilos e funcionários em um estudo de Fase 3.

CNN Brasil

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Saúde

Anticorpos podem ficar mais fortes 6 meses após infecção por Covid-19, conclui estudo

Foto: Nexu Science Communication/Reuters (19.jan.2021)

Após seis meses da infecção pela Covid-19, os anticorpos contra a doença podem ficar mais fortes. É o que concluí um estudo que analisou a evolução da imunidade dos anticorpos do coronavírus e foi publicado nessa segunda-feira (18).

Conduzido por cientistas da Universidade Rockefeller, de Nova York (EUA), a pesquisa foi divulgada na Revista Nature, referência em ciência e saúde.

Para o estudo, foram analisados 87 indivíduos, de 18 a 76 anos, que já tiveram a Covid-19. O período de estudo durou seis meses, acompanhando os voluntários.

De acordo com o estudo, a razão para essa resposta imune mais forte está nas células B, responsáveis por reconhecer o vírus e criar anticorpos. Análises mostraram que, embora níveis de anticorpos diminuam com o tempo, as células B estariam mais potentes e resistentes às mutações do vírus, o que indica uma evolução contínua da resposta imune.

A respeito dos casos de reinfecção (mesma variante), de acordo com o estudo, “as respostas de memória são responsáveis pela proteção contra reinfecção e são essenciais para uma vacinação eficaz. A observação de que as respostas das células B de memória não decaem após cerca de 6 meses, mas em vez disso continuam a evoluir, é fortemente sugestivo de que os indivíduos que são infectados pelo SARS-COV-2 podem apresentar uma resposta rápida e eficaz ao vírus após a reexposição”.

CNN Brasil

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Saúde

Covid: Mulher foi reinfectada por nova variante no AM mesmo com anticorpos

Foto: Pixabay

Artigo científico produzido por pesquisadores aponta que o primeiro caso de reinfecção de covid-19 na região Norte contaminou uma mulher que apresentava anticorpos detectáveis em teste feito dias antes de ser reinfectada.

A mulher de 29 anos foi reinfectada pela nova variante com origem no Amazonas descoberta recentemente por pesquisadores. Os cientistas pedem “estudos urgentes” para aprofundar o entendimento da nova variante, já que ela poderia escapar da resposta imune em caso de uma primeira infecção por outra cepa do Sars-CoV-2.

Ao UOL o cientista responsável pela coordenação dos estudos, Felipe Naveca, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazônia, afirmou que o caso gera preocupação.

“Era uma pessoa sem imunocomponente, que se infectou por B.1. em março e agora pela nova variante P.1. e apresentava anticorpos detectáveis em teste rápido dias antes de ter se reinfectado. Não sabemos ainda se isso representa que a nova variante escapa mesmo da resposta imune, até por ser o primeiro caso, mas mostra que novos estudos precisam ser feitos”, afirma.

Na prática, segundo ele, o resultado aponta que existe possibilidade de que uma pessoa que se infectou com a doença e adquiriu resposta imune não esteja livre de ser contaminado.

“Pode ser isso, mas não dá para ter certeza só com esse caso. E também não se sabe se não foi por conta do tempo da primeira para a segunda exposição”, diz.

“Estudos urgentes”

No artigo publicado hoje, os cientistas relatam o caso: “No dia 19 de dezembro, a paciente relatou ter participado de uma comemoração de fim de ano com outras dez pessoas após o teste rápido de IgG positivo Um dos participantes da reunião foi RT-PCR confirmado para SARS-CoV-2 infecção em 24 de dezembro, e o paciente apresentou o segundo episódio sintomático de covid-19 em 27 de dezembro, com febre, tosse, dor de garganta, diarreia, anosmia, ageusia, cefaléia, coriza e oximetria de pulso em repouso de 97%”.

Diante do resultado, os cientistas defendem uma investigação imediata da nova variante.

“Estudos urgentes são necessários para determinar se a reinfecção com linhagens emergentes que abrigam a mutação é um fenômeno generalizado ou está limitado a alguns casos esporádicos. Também será crucial entender até que ponto a reinfecção contribui para a transmissão direta do SARS-CoV-2 em populações previamente expostas e o número crescente de casos de SARS-CoV-2 observados no Amazonas e outros estados brasileiros durante dezembro de 2020 – janeiro 2021”, afirma.

O caso

A paciente estudada havia sido diagnosticada primeiramente em 24 de março de 2020 com covid-19 e obteve o segundo resultado positivo para Sars-CoV-2 após nove meses. A coleta foi feita no dia 30 de dezembro por meio de um teste RT-PCR.

A variante que contaminou a mulher é a mesma que foi identificada no Japão por pesquisadores que analisaram amostras de pessoas que estiveram no Amazonas.

Manaus vive uma nova calamidade por uma segunda onda de casos e hospitalizações com números maiores e crescimento mais acelerado que na primeira fase. Uma das suspeitas é que a nova variante estaria impulsionando o número de casos.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Também fui. Fiz um teste sorológico em outubro pelo laboratório Laís e foi detectado anticorpos. Na época, maio/2020 tive todos os sintomas: Febre, cansaso, dor de cabeça forte, tosse, garganta, falts de ar, paladar, olfato, conjuntivite, moleza corporal, desinteria, sensação de taque cardíaco, sensibilidade ao som e a luz…
    Agora em 31/12/2020 tive contato com o vírus pq fui acompanhar uma irmã no hospital do coração na ala para covid. Pássaro a noite naquele ambiente. No dia 06/02/21 comecei a sentir os mesmos sintomas: primeiro a garganta, tosse seca, falta de ar, dor de cabeça, moleza corporal. Febre. Fui ao médico/UPA , relatei o possível caso de reinfecção pra fazer o exame do nariz mas não obtive sucesso. Tô recuperando mas tenho certeza w fui reinfectado!

  2. Kkkkkkkkkkkkkkkkk e tome pânico, desinformação e manipulação. Acordem! Vacina chegou e dentro de pouco tempo tudo estará bem!

    1. Qual a diferença de um presidente honesto pra um ladrão.
      Sabe dizer??

    2. Quem é o presidente honesto?, é o Bozo? O ladrão de rachadinha, que até a mulher recebe dinheiro do Queiroz? Que tem os filhos sendo processados por formação de quadrilha?. Queria nem rir. Kkkkkkkkkkkkk

    3. Depende qual a sua definição de ladrão. Você é daqueles que replica o bordão: bandido bom é bandido morto?
      Então o 01 não deveria estar entre nós.
      Outra, comparar o atual governo com o do PT, é porque estamos lascados mesmo.

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Saúde

Estudo mostra que bebês de mães com covid-19 têm anticorpos

Foto: Reuters/direitos reservados

Todos os cinco bebês que nasceram de mães infectadas com covid-19 durante um estudo realizado em Cingapura têm anticorpos contra o vírus, mas os pesquisadores disseram que ainda não está claro qual nível de proteção isto pode oferecer.

As conclusões de um estudo com 16 gestantes divulgado nesta sexta-feira também revelaram que a maioria estava ligeiramente infectada e que reações mais sérias ocorreram em mulheres mais velhas com um índice de massa corporal elevado – uma tendência que se espelha na população em geral geral.

As cinco que haviam dado à luz à altura da publicação do estudo tinham anticorpos, de acordo com a Rede de Pesquisa de Obstetrícia e Ginecologia de Cingapura.

O número de anticorpos dos bebês variou, e foi mais alto entre aqueles cujas mães haviam sido infectadas mais perto do momento do parto, disseram os pesquisadores. É necessário um monitoramento adicional para se determinar se os anticorpos diminuirão à medida que bebês crescem, acrescentaram.

Agência Brasil, com Reuters

Opinião dos leitores

  1. Que assim seja, estiva com COVID quando minha bebê nasceu, tive que antecipar o parto pois ela estava em sofrimento, por causa deste. Quando ela nasceu, eu estava com 10 dias de sintomas e 3 dias de positivado o Swab.

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Saúde

Anticorpos contra Covid-19 são passados pelo leite materno, sugere estudo

(Foto: StockSnap / Pixabay)

O leite materno de pacientes que se recuperaram da Covid-19 contém anticorpos contra a doença, sugere um novo estudo publicado no iScience.

Conduzida pela Escola de Medicina Icahn em Monte Sinai, nos Estados Unidos, a pesquisa analisou amostras de oito doadoras que haviam sido infectadas pelo Sars-CoV-2 e sete que tiveram suspeita da infecção. Os cientistas queriam verificar a presença de anticorpos IgA, que normalmente são encontrados em secreções do nosso organismo.

Das 15 amostras, 80% mostraram uma forte resposta de IgA contra o coronavírus. Além disso, 67% continham anticorpos IgG (que são encontrados em maior quantidade no corpo) e IgM (que se formam na resposta primária a um patógeno). Todas essas moléculas de defesa se ligam diretamente à proteína spike do Sars-CoV-2 para combater a infecção.

“No geral, esses dados indicam que uma resposta robusta de sIgA-dominante [anticorpo IgA comumente encontrado em muco] ao Sars-CoV-2 Ab no leite humano após a infecção deve ser esperada em uma maioria significativa de indivíduos”, escreveram os autores do estudo.

A pesquisa apresenta algumas limitações, no entanto. Nem todas as participantes fizeram um exame do tipo PCR, então não há como se ter certeza absoluta de que elas tiveram Covid-19. Por isso, é necessário fazer novos estudos com mais pessoas.

Além disso, ainda é necessário determinar se os anticorpos fornecidos pelo leite materno realmente podem proteger bebês da doença causada pelo coronavírus.

“A resposta imune Sars-CoV-2 no leite humano ainda não foi examinada, embora proteger bebês e crianças pequenas de Covid-19 seja fundamental para limitar a transmissão na comunidade e prevenir doenças graves e morte”, apontaram os cientistas.

Galileu

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Saúde

Como é possível que um bebê nasça com anticorpos da covid-19

Foto: Pixabay

Um bebê nasceu com anticorpos para a covid-19 na Espanha no final de outubro. A mãe teve o diagnóstico positivo para o coronavírus ao dar entrada no hospital e fazer o exame RT-PCR. O mesmo aconteceu com o recém-nascido. Mas, 48 horas depois, o exame foi repetido e deu negativo. Já o teste sorológico, que detecta anticorpos, deu positivo. A possibilidade mais cogitada é que as moléculas de defesa detectadas foram transmitidas da mãe para a criança.

“A gente sabe que todas as crianças recebem passivamente os anticorpos da mãe. Acredito que não foi anticorpo propriamente produzido pelo bebê”, afirma a infectopediatra Andrea Mansinho, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Por sua vez, o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Academia Americana de Pediatria, levanta a hipótese de que o bebê tenha sido infectado pelo coronavírus dentro do útero e desenvolvido anticorpos contra o invasor.

Andrea não descarta essa alternativa, mas destaca que as moléculas produzidas pelo recém-nascido dificilmente são identificadas em exames. “Com certeza tem mais anticorpos da mãe do que do bebê, ele tem mais dificuldade de produzir anticorpos em um nível detectável, porque seu sistema de defesa ainda é muito frágil”, pondera.

A médica explica que tanto os anticorpos quanto a infecção pelo coronavírus podem ter sido transmitidos pela placenta, orgão que tem como função nutrir o feto. “Tudo que circula no sangue [da grávida] vai chegar na placenta, que tem um fluxo sanguíneo muito alto, e ser recebido pelo bebê, por meio do cordão umbilical”, detalha.

Ela acrescenta que a amamentação também é uma via para a passagem de anticorpos. “Depois que nasce, ele pode ganhar mais anticorpos pelo leite materno, e isso é muito benéfico. Nos primeiros 6 meses, a criança tem uma grande quantidade de anticorpos vindos da mãe, que parmanecem por até um ano no organismo”, esclarece.

Por outro lado, tanto Andrea como Ejzenbaum enfatizam que não existem evidências científicas sobre a transmissão do coronavírus pelo leite materno. “Então, a recomendação é que a mãe, mesmo estando infectada, amamente, mas use máscara e higienize as mãos antes de pegar o bebê”, conclui a infectopediatra da BP.

R7

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Saúde

Anticorpos para Covid-19 são observados até 7 meses após infecção em estudo

Anticorpos para Covid-19 são observados até 7 meses após infecção em estudo (Foto: University of Arizona Health Sciences, Kris Hanning)

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 podem continuar presentes no sangue por, no mínimo, cinco a sete meses naqueles que tiveram Covid-19. O estudo, compartilhado no periódico Immunity na terça-feira (13), se baseou em dados de aproximadamente 6 mil pacientes que foram infectados pelo novo coronavírus.

“Vemos claramente anticorpos de alta qualidade ainda sendo produzidos cinco a sete meses após a infecção por Sars-CoV-2”, disse Deepta Bhattacharya, um dos estudiosos, em comunicado. “Muitas preocupações foram expressas sobre a imunidade contra a Covid-19 não durar. Usamos esse estudo para investigar essa questão e descobrimos que a imunidade é estável por pelo menos cinco meses.”

Quando um vírus infecta o corpo, o sistema imunológico implanta células plasmáticas de curta duração que produzem anticorpos para combater imediatamente o patógeno. Esses anticorpos aparecem no sangue em até 14 dias após a infecção.

O segundo estágio da resposta imune, por sua vez, é a criação de células plasmáticas de longa vida, que produzem anticorpos de alta qualidade que fornecem imunidade duradoura. Analisando o sangue de voluntários que testaram positivo para o novo coronavírus, os cientistas descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 estavam presentes em níveis viáveis ​​por pelo menos entre cinco e sete meses no sangue dessas pessoas.

“Se os anticorpos fornecem proteção duradoura contra Sars-CoV-2 tem sido uma das perguntas mais difíceis de responder”, observou Michael D. Dake, coautor do artigo. “Essa pesquisa não só nos deu a capacidade de testar com precisão os anticorpos contra a Covid-19, mas também nos deu o conhecimento de que a imunidade duradoura é uma realidade.”

Estudos anteriores hipotetizaram a produção de anticorpos a partir de infecções iniciais e sugeriram que os níveis dessas células cairiam rapidamente após a contaminação, fornecendo apenas imunidade de curto prazo. Os pesquisadores, entretanto, acreditam que essas conclusões se referem às células plasmáticas de vida curta e não levam em consideração as de vida longa e os anticorpos que produzem.

“Sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronavírus da Sars, que é o vírus mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda estão obtendo imunidade 17 anos após a infecção”, pontuou Bhattacharya. “Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improvável qualquer período muito mais curto [do que isso].”

Galileu

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Saúde

Anticorpos contra coronavírus duram no mínimo quatro meses, diz estudo islandês

Foto: Yana Paskova/Getty Images

Um novo estudo da Islândia fornece garantias de que nossos anticorpos contra o coronavírus que causa COVID-19 podem durar pelo menos quatro meses — presumindo que eles sejam realmente produzidos.

O estudo, publicado no New England Journal of Medicine na terça-feira (1º), analisou amostras de sangue coletadas de mais de 30 mil pessoas na Islândia, um pouco menos de 10% da população total do pequeno país nórdico.

Elas incluíram mais de 4 mil pessoas com teste positivo para o novo coronavírus, SARS-CoV-2, ou suspeitas de terem sido expostas a alguém com o vírus. As amostras foram testadas para vários tipos diferentes de anticorpos adaptados especificamente para o vírus.

Ao todo, eles estimam que pouco menos de 1% do país tenha contraído COVID-19 durante a primeira onda do surto, que começou a perder força no final de abril. Eles também estimaram que mais da metade de todos os casos foram detectados por meio de testes anteriores. E o mais importante, eles descobriram que o nível de anticorpos nesses sobreviventes não caiu de maneira perceptível até quatro meses após a infecção inicial.

“Nossos resultados indicam que os anticorpos antivirais contra o SARS-CoV-2 não diminuíram em 4 meses após o diagnóstico”, escreveram os autores.

As descobertas do estudo entram em conflito com algumas estimativas anteriores de quanto tempo os anticorpos podem durar em pessoas que contraem COVID-19. Mas essas estimativas mais pessimistas vêm de estudos com amostras pequenas, enquanto pelo menos um estudo grande, mas preliminar, dá suporte à ideia de que os anticorpos podem durar meses na maioria das pessoas.

Esse estudo analisou amostras de sangue coletadas de quase 20 mil pessoas na cidade de Nova York, onde ocorreu o surto mais letal de COVID-19 relatado até agora, e descobriu que os anticorpos neutralizantes permaneceram estáveis ​​por três meses. É possível — até provável — que os anticorpos possam durar mais de quatro meses, mas não se passou tempo suficiente para os cientistas coletarem e analisarem os dados relevantes para ter certeza.

Por mais reconfortantes que sejam, esses resultados não provam que os sobreviventes estão completamente protegidos contra reinfecção. Tanto neste estudo quanto no estudo de Nova York, cerca de 10% das pessoas com COVID-19 confirmado aparentemente não produziram anticorpos detectáveis ​​para SARS-CoV-2, e são essas pessoas que podem ser mais suscetíveis a uma segunda infecção.

Os poucos relatos confirmados de reinfecção até o momento também não descartaram que ela pode acontecer mesmo em pessoas que têm anticorpos. Dito isso, é muito provável que os anticorpos forneçam algum nível de imunidade ao COVID-19, seja na prevenção por completo ou atenuando a gravidade da reinfecção.

O estudo da Islândia também nos fornece outra estimativa de quão mortal o COVID-19 pode ser em uma população. Ele encontrou uma taxa de mortalidade por infecção (também conhecida pela sigla IFR) de 0,3% na Islândia. Este número leva em consideração todos os casos, incluindo aqueles sem sintomas. Esta IFR é menor do que as estimativas em outros países, mas está dentro da faixa que outros estudos encontraram.

A fatalidade do COVID-19 na população provavelmente depende muito de fatores como a distribuição de idade e saúde média dos residentes de um país e se os surtos locais estão sobrecarregando os hospitais da região ou não. Tratamentos implementados recentemente e futuros, como esteroides, também podem diminuir ainda mais o risco de morte ao longo do tempo.

Na Islândia, o COVID-19, felizmente, nunca ganhou ao mesmo nível de outros países. Até 2 de setembro, havia apenas 10 mortes relatadas relacionadas à doença viral no país, enquanto há apenas cerca de 100 casos ativos atualmente e um pouco mais de 2 mil casos notificados no total.

GIZOMODO-UOL

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Saúde

Cientistas identificam e recriam anticorpos neutralizantes para Sars-CoV-2

Foto: NIAID

Cientistas liderados pelo Centro Alemão para Pesquisa de Infecções analisaram como se desenvolvem anticorpos neutralizantes contra o Sars-CoV-2 no corpo hurmano. O estudo — publicado nesta terça-feira (7) no periódico científico Cell — avaliou o sistema imunológico de 12 pessoas que tiveram Covid-19 e se recuperaram.

A formação de anticorpos neutralizantes é importante para que nosso corpo possa combater agentes invasores (neste caso, o novo coronavírus). Tendo isso em vista, estudar como estas partículas se formam é interessante, pois pode levar ao desenvolvimento de tratamentos, por exemplo. “Nosso objetivo era entender melhor a resposta imunológica ao Sars-CoV-2 e identificar anticorpos altamente potentes que poderiam ser usados ​​para prevenir e tratar a Covid-19”, explicou Florian Klein, líder do estudo, em declaração à imprensa.

Segundo os cientistas, mais de 4 mil tipos de células presentes no organismo dos voluntários foram analisadas. Isso permitiu à equipe reconstituir 255 anticorpos em laboratório, dos quais 28 se mostraram capazes de neutralizar o novo coronavírus.

Além disso, com amostras de sangue coletadas antes da pandemia, os cientistas descobriram a existência de células do sistema imunológico muito semelhantes aos anticorpos neutralizantes do Sars-CoV-2. “Curiosamente, muitos anticorpos mostraram apenas um pequeno número de mutações”, afirmou Matthias Zehner, coautor da pesquisa. “Isso significa que apenas pequenas alterações foram necessárias para [os anticorpos] efetivamente reconhecerem e neutralizarem o vírus.”

De acordo com os pesquisadores, se funcionarem, os anticorpos desenvolvidos em laboratório poderão ser utilizados no tratamento para o novo coronavírus e até como medida profilática para evitar a Covid-19. “Esta forma de intervenção pode ser interessante para interromper surtos localizados e prevenir a progressão da doença em pessoas em risco”, disse Klein. Os cientistas esperam que os primeiros ensaios clínicos com o material sejam realizados até o fim de 2020.

Galileu

 

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Saúde

Além da vacina, Oxford avança em injeção de anticorpos contra covid

Foto: Erasmo Salomão/ Divulgação/ Ministério da Saúde

Cientistas da Universidade de Oxford, responsáveis pelos estudos mais promissores na busca por uma vacina contra a covid-19, estão avançando também em estudos paralelos para um tratamento com anticorpos. Segundo pesquisadores, a terapia deve ser importante para idosos, grupo de risco da covid-19, e pessoas que não respondam bem a uma eventual vacina, ainda em fase de desenvolvimento.

Pascal Soriot, executivo-chefe da AstraZeneca, conglomerado farmacêutico parceiro da universidade britânica, descreveu o tratamento como uma “combinação de dois anticorpos” ou “anticorpos clonados” para tentar reduzir o risco de resistência a um deles. Os cientistas da gigante farmacêutica no Reino Unido e nos Estados Unidos afirmam que os testes estão em “velocidade máxima” e esperam que o tratamento possa entrar em produção no próximo ano.

Tratamentos com anticorpos são diferentes de vacinas. No primeiro caso, a “defesa” do organismo é injetada diretamente no sangue do paciente. Uma injeção de anticorpos, que arma o corpo instantaneamente para neutralizar o vírus, pode ser decisiva nos primeiros estágios da covid-19. Já a vacina estimula o sistema imune a produzir sua própria defesa.

Nos dois casos, seja com vacina ou com a terapia com anticorpos, a intenção é reduzir ou impedir a replicação do vírus no organismo, acelerando a recuperação. Tratamentos semelhantes com anticorpos já se mostraram eficientes contra outras doenças virais, como H1N1. Embora um tratamento eficaz com anticorpos possa ser vital, principalmente para idosos, os executivos reafirmam a vacina como uma prioridade. A razão seriam os custos. Terapias com anticorpos são mais caras do que as vacinas.

Nesta semana, a AstraZeneca anunciou acordos internacionais para a produção de 1,7 bilhão de doses da vacina e continua em busca de novos parceiros. Os acordos já firmados são com o Reino Unido, os Estados Unidos, a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (Cepi), a Aliança de Vacinas (Gavi) e o Instituto Serum, da Índia, um dos maiores fabricantes mundiais de vacinas. O instituto indiano está explorando parcerias “paralelas” com a AstraZeneca e pode aumentar o financiamento para o tratamento com anticorpos.

Promissora

Das mais de cem vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento hoje no mundo, a de Oxford é a que está na fase mais avançada de testes, a 3, que vai aferir a eficácia do imunizante em pelo menos 10 mil pessoas. A meta dos pesquisadores é conseguir antes do fim deste ano um registro provisório da vacina e um sinal verde dos órgãos reguladores para seu uso em caráter emergencial.

A vacina será testada também no Brasil, em pelo menos dois mil voluntários. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a participar da testagem. Os testes serão coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Serão mil voluntários em São Paulo e outros mil no Rio, os dois Estados que concentram a maioria dos casos brasileiros da covid-19.

O País foi escolhido para participar do teste porque a epidemia ainda está em ascensão por aqui – diferentemente do que ocorre no Reino Unido. O Brasil está em negociações para se tornar um dos produtores mundiais da vacina. A produção brasileira abasteceria toda a América Latina. O acordo do governo com a iniciativa privada colocaria o País na dianteira, em um momento em que corria o risco de estar no fim da fila da vacina.

Estadão

 

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Saúde

Anticorpos de lhama ajudam a neutralizar novo coronavírus, mostra estudo

Em 1989, a Universidade de Bruxelas, na Bélgica, foi a principal responsável por estudar as propriedades dos anticorpos de camelídeos, família de mamíferos que inclui animais como camelos, alpacas, lhamas, entre outros. Ao longo do tempo, essas proteínas do sistema imunológico foram usadas em estudos para combater o vírus do HIV e até doenças causadas por coronavírus, como a Sars (Síndrome respiratória aguda grave) e a Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio).

Agora, chegou a hora dos anticorpos terem suas propriedades testadas contra o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. De acordo com pesquisadores belgas do Instituto de Biotecnologia de Flandres (VIB), os anticorpos encontrados em lhamas (Lama glama) podem ajudar a neutralizar o novo coronavírus, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de tratamentos para a doença.

O estudo foi liderado pelos professores Xavier Saelens e Bert Schepens, do VIB; Jason McLellan, da Universidade do Texas em Austin; e Stefan Pöhlmann, do Instituo Leibniz, na Alemanha. Pré-publicada no bioRxiv, a pesquisa observou a reação de dois tipos de anticorpo de lhamas expostos ao vírus da Sars (Sars-CoV) e da Mers (Mers-CoV).

Um deles foi capaz de neutralizar o Mers-CoV, enquanto o outro eliminou o Sars-CoV. Em uma fase posterior, foi produzido um anticorpo híbrido pela fusão desse segundo anticorpo de lhama com um anticorpo humano. Como resultado, foi possível neutralizar o Sars-CoV-2, causador da Covid-19. “Os dados sugerem que esses anticorpos podem ser úteis no combate às epidemias de coronavírus”, anunciou a Nature no início de abril.

“Com o anticorpo que propomos e anunciamos na nossa descoberta, podemos trazer proteção imunológica imediata para um paciente ou uma pessoa potencialmente exposta”, explica Xavier Saelens, em entrevista à emissora Euronews, adiantando que o desenvolvimento de um antiviral seguro pode demorar cerca de um ano.

Enquanto aguardam a confirmação dos resultados, que parecem promissores, os pesquisadores do VIB já estão se preparando para a fase de testes pré-clinicos, como informa um comunidado à imprensa. Caso tenham sucesso, o antiviral poderá ajudar a imunizar grupos de risco e profissionais expostos ao vírus de forma imediata.

Galileu

 

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Saúde

Entenda nova proposta do Butantan para tratamento com anticorpos de pacientes curados por Covid-19

Foto: Diórgenes Pandini/NSC

Uma equipe de cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve em laboratório anticorpos para um novo tratamento de pacientes com a Covid-19. Assim como na terapia de plasma, a técnica executada pelo centro de pesquisa tem como base amostras de sangue cedidas por pacientes curados.

A técnica em execução no Butantan tem o nome de “anticorpos monoclonais neutralizantes”. Entenda a seguir a diferença entre as duas:

Plasma x anticorpos monoclonais

Plasma: O plasma é a parte líquida do sangue, onde ficam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater as doenças. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. No entanto, cada amostra terá uma quantidade e uma composição diferente de anticorpos, pois depende do organismo do doador.

Anticorpos monoclonais neutralizantes: Os cientistas isolam apenas o anticorpo que consegue neutralizar o coronavírus, especificamente. Assim, com o uso do gene, células são criadas em laboratório. O produto será um frasquinho apenas com o anticorpo contra a doença específica, enquanto o plasma contém todos os anticorpos, variando em composição de pessoa para pessoa.

Solução que exige tempo

De acordo com a pesquisadora Ana Maria Moro, coordenadora do projeto, o plasma é uma solução que deve ser usada em um momento de emergência como o que vivemos com a pandemia, quando pessoas precisam de um tratamento urgente. O projeto de anticorpos monoclonais é uma versão mais precisa e direcionada, mas que demanda mais tempo.

“Nós isolamos as células B (linfócitos) que estão produzindo os anticorpos contra o vírus. Isolamos os genes e a partir deles criamos os anticorpos em laboratório. Não compete com o plasma, porque precisa de mais estudos e o plasma pode ser utilizado agora”, explicou a cientista.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com diferentes instituições, como a Universidade de São Paulo (USP). O desenvolvimento da plataforma começou em 2012, quando o grupo identificou uma composição de três anticorpos que neutralizam a toxina do tétano.

Mais tarde, em um acordo com a Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, a pesquisa seguiu para gerar linhagens celulares contra o vírus da zika durante a epidemia da doença, em 2015.

Ana Maria explica que existem diversos produtos monoclonais aprovados para uso clínico, usados em tratamentos para doenças autoimunes, alguns casos de câncer e até contra o ebola. A primeira parte do projeto contra o coronavírus deverá recrutar voluntários curados para coleta de sangue e, assim, começar a pesquisa em busca de uma nova forma de tratamento contra o Sars-CoV-2.

G1

 

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