Saúde

EUA e Israel investigam se vacinas anti-Covid da Pfizer e da Moderna causam inflamação leve no coração

Vacinação na Filadélfia
18/5/2021 REUTERS/Hannah Beier

Foto: Arquivo / Reuters

Autoridades de saúde dos EUA e de Israel investigam se o uso de vacinas contra a Covid-19 baseadas na tecnologia de RNA mensageiro, como os imunizantes da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, podem estar gerando casos raros e leves de miocardite, uma inflamação no músculo do coração.

No dia 17 de maio, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) afirmou em comunicado ter registrado alguns poucos casos brandos de miocardite que se seguiram à imunização com uma das vacinas de RNA mensageiro. Nos EUA, são usados dois imunizantes com a tecnologia (Pfizer/BioNTech e Moderna).

O comunicado diz que esse é considerado um potencial efeito adverso dessas vacinas. De acordo com o CDC, os casos ocorrem predominantemente em adolescentes e jovens adultos, é mais frequente em homens e acontecem tipicamente quatro dias após a vacinação com a segunda dose. No país, crianças a partir de 12 anos de idade podem ser vacinadas.

Segundo o CDC, 789 casos foram registrados nos EUA até o dia 31 de maio; 216 ocorreram após a primeira dose e 573, depois da segunda dose.

Em 2 de junho, o Ministério da Saúde de Israel publicou um comunicado afirmando que também investiga a ligação entre o uso da vacina da Pfizer e a ocorrência de miocardite em homens mais jovens.

Segundo a autoridade israelense, 148 casos de miocardite próximos da data de vacinação foram registrados entre dezembro de 2020 e maio de 2021. O comunicado diz que a inflamação acontece com maior frequência em jovens com idades entre 16 e 19 anos, e 95% dos casos são considerados leves.

“Existe alguma probabilidade de uma possível ligação entre a segunda dose da vacina e o surgimento da miocardite em homens com idades entre 16 e 30 anos”, afirma o Ministério da Saúde israelense no texto.

“A recomendação para vacinar adolescentes de 12 a 15 anos deve ser discutida pelo fórum da Força-Tarefa de Contenção da Pandemia e submetido à aprovação do diretor-geral do Ministério da Saúde”, diz o comunicado.

Segundo Jasvan Leite, cardiologista do hospital HCor, uma vez comprovada a ligação entre os imunizantes e a inflamação no coração, o efeito não seria exclusivo das novas vacinas.

O médico diz que em 80% a 90% dos casos de miocardite, alguma infecção viral atingiu o trato respiratório ou o trato gastrointestinal alguns dias antes. O que acontece nesses casos é que a resposta imunológica para combater o vírus pode ser exagerada e as substâncias inflamatórias liberadas pelo organismo chegam a outras partes do corpo e podem prejudicá-las.

“As vacina também pode gerar resposta inflamatória, pois traz a presença de um corpo estranho”, afirma Leite. “É por isso que muitas pessoas têm febre ou dores no corpo após a imunização, e isso é normal.”

Todas as vacinas carregam, de alguma forma, um antígeno —um pedaço do vírus, ou o vírus inteiro inativado, incapaz de gerar doença— que serve para acionar o sistema imunológico e produzir moléculas específicas para combater o patógeno e gerar proteção contra a infecção.

Quando a miocardite é um efeito adverso da vacina, os casos são predominantemente leves e se manifestam com uma dor no tórax, diz o médico. Leite estima que menos de 1% de todos esses casos evoluam para quadros mais graves, gerando arritimias ou insuficiência cardíaca.

Ainda não é possível dizer porque esse tipo de miocardite após a vacinação é mais comum em homens, mas sabe-se que a resposta imunológica é mais intensa em jovens do que em pessoas mais velhas, o que pode aumentar as chances de haver resposta inflamatória associada à resposta imunológica.

O Ministério da Saúde disse não havia nenhuma suspeita de miocardite relacionada à aplicação da vacina da Pfizer no Brasil até a última quarta-feira (9).

“É importante esclarecer que os eventos adversos são associados a qualquer reação após a vacinação, ou seja, não há, necessariamente, relação direta com a vacina. Todos são investigados detalhadamente pelas autoridades de vigilância locais, supervisionadas pelo Ministério da Saúde, com apoio de especialistas”, afirmou a pasta por email.

Para Leite, do HCor, os casos raros não devem trazer desconfiança sobre o uso dessas vacinas. “As vacinas são seguras, e os efeitos colaterais podem acontecer como em qualquer outro imunizante”, diz.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. @Antonio Veras Comentário equilibrado, correto sem paixão política! Concordo plenamente com seu comentário! Vacina é assunto sério e não é só esticar o braço e esperar a furada! Não! Numa dessa você embarca antes do tempo! Entendo a precaução da Anvisa em dar sinal pra compra de Vacina!!

  2. Vcs que gostam de funcionar como papagaios simplismente repetindo ou comentando sobre o que não sabem e escrevendo da mesma forma, leiam e sintam o que está acontecendo no Chile hoje, noticiado pela G1, situação complicada com o uso da Coronavac.

  3. Sem avaliação da eficiencia, eficácia e possibilidade de reações e efeitos colaterais sérios, um bando de asnos acham que a vacina é a solução, ledo engano, infelizmente corremos sérios riscos com a aplicação delas (me vacinei) mais os cuidados da ANVISA, são justificados, diferente do quer fazer parecer um bando de ladrões safados, que vivem da miséria dos babacas. O que deveria ser uma discussão seria, virou política barata, inconsequente e perigosa.

  4. Num disse, foi dizer q enviou documentos a Bolsonaro que caso não cumprisse prazo de entrega de vacina, seria passível de multa. Já começou, até amanhã vai aparecer mais. Rsrsrs

    1. Vc deve estar se achando o máximo por esse comentário idiota, faça como eu, tomei a vacina, mais procuro saber dos riscos do meu ato e com certeza vou assumir se algo ser errado. A vacina não é a bala de prata em canto nenhum do mundo.

    2. Quem tá divulgando é o jornal mais inimigo do Bolsonaro. Mas a esquerda prega que Bolsonaro fizesse igualmente ao consórcio do Nordeste. Comprasse no escuro.

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Judiciário

Promotorias investigam casos de ‘fura fila’ da vacina contra covid no RN e em mais cinco estados

As Promotorias de pelo menos seis estados do Nordeste abriram investigações para apurar relatos de pessoas que furaram a fila da vacina contra a Covid-19 nos primeiros dois dias de imunização.

Os casos foram registrados em dez cidades de seis estados –Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia.

À Folha os Ministérios Públicos afirmaram que instauraram procedimentos para apurar cada caso e analisar se houve o cometimento de crime ou ato de improbidade administrativa.

O Ministério da Saúde recomenda que o primeiro lote da vacina, enviado aos municípios a partir desta segunda-feira (18), seja prioridade para trabalhadores de saúde, indígenas, deficientes internados e idosos abrigados.

Entre os vacinados, estão os prefeitos das cidades de Candiba (BA), Pombal (PB) e Itabi (SE) e o vice-prefeito de Juazeiro do Norte (CE).

Em Candiba, o prefeito Reginaldo Prado (PSD) foi o primeiro a tomar a vacina durante o evento organizado pela prefeitura. Com 60 anos de idade, ele não faz parte do grupo prioritário da primeira fase, mas justificou a decisão de ser primeiro a ser imunizado para incentivar as pessoas.

“Eu tomei [a vacina] não preocupado com meu bem-estar e sim em encorajar e incentivar as pessoas. Não senti dor e após 24h estou sem qualquer mal-estar”, afirmou o prefeito em um vídeo em uma rede social. Candiba tem 14,3 mil habitantes e recebeu 100 doses da vacina de Covid-19.

A justificativa foi a mesma do prefeito de Itabi, Júnior de Amynthas (DEM). Amynthas foi o primeiro a tomar vacina no município sergipano, conforme publicou a Folha nesta terça-feira (19).

No Ceará, o médico e vice-prefeito de Juazeiro do Norte, Giovanni Sampaio, recebeu a vacina nesta terça-feira. Segundo a prefeitura, Sampaio faz parte do grupo prioritário por continuar atuando na rede de saúde como médico obstetra.

O Ministério Público do Ceará instaurou um procedimento para apurar o caso. “Após averiguação preliminar das informações e provas, o órgão decidirá que medida será tomada”, informou.

Outro prefeito que também é médico e foi um dos primeiros a tomar a vacina da Coronavac em sua cidade foi Verissinho Abmael (MDB), de Pombal (326 km de João Pessoa).

Verissinho recebeu críticas dos moradores e profissionais de saúde da cidade, mas declarou que, mesmo sendo prefeito, continua atuando como médico na linha de frente do combate à Covid-19.

O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), chegou a anunciar que seria o primeiro vacinado na capital potiguar, mas recuou após a repercussão negativa. Ele chegou a dizer que estaria seguro porque toma ivermectina – apesar de o medicamento não ser eficaz contra a Covid-19.

Ainda assim, houve furo na fila de vacinação na capital potiguar nesta quarta-feira (20). Pelo menos três servidores comissionados da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social que não se encaixavam nos grupos prioritários receberam as primeiras doses do imunizante.

Um deles é o chefe do setor de informática da pasta. A nomeação dele no cargo foi publicada um dia antes no Diário Oficial do Município.

Outras duas servidoras também ocupam cargos na secretaria. Uma delas é chefe do setor de Gestão de Benefícios do Cadastro Único.

Os três registraram o momento da vacinação em seus perfis em redes sociais. Após as fotos repercutirem, o Ministério Público do Rio Grande do Norte disse que recebeu reclamações e que iria analisar os casos individualmente.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal suspendeu a vacinação do grupo de servidores, mas justificou que o grupo integra as equipes envolvidas diretamente na campanha de imunização – e, portanto, fazem parte do grupo prioritário.

“Apesar desse respaldo legal e institucional, fica a partir de agora terminantemente suspensa a vacinação desse grupo de servidores, em função da quantidade reduzida de doses recebidas nesta primeira etapa inicial”, informou a secretaria, em nota.

Com apenas seis milhões de doses da Coronavac distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, a vacinação contra a Covid-19 está restrita neste primeiro momento aos trabalhadores de saúde que atuam contra a pandemia, indígenas aldeados, pessoas com deficiência internadas e idosos que vivem em asilos.

A prioridade foi feita de acordo com a pactuação entre estados e municípios, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização.

O lote distribuído é insuficiente para vacinar até mesmo todos os trabalhadores da saúde. Apenas 35% dos profissionais de saúde devem ser imunizados neste primeiro momento.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Exoneração imediata dos "fura-filas"… Quebra de confiança e atitudes desonestas dentro do serviço público….

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Saúde

Brasileiros investigam células-tronco como tratamento para Covid-19

Pesquisa desenvolvida em Curitiba aponta células-tronco mesenquimais como possível tratamento de Covid-19 (Foto: Divulgação)

Enquanto a pandemia causada pelo novo coronavírus atinge cada vez mais pessoas, a ciência vai em busca de uma vacina ou tratamento para a Covid-19. É o que estão fazendo pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil. Na Universidade Positivo, em Curitiba, cientistas investigam o poder de células-tronco mesenquimais em tratar casos graves da infecção causada pelo Sars-CoV-2.

O projeto, desenvolvido pelo Centro de Processamento Celular (CPC) da empresa Curityba Biotech, reforça as múltiplas potencialidades do uso dessas células: elas têm a capacidade de reequilibrar as respostas imunológicas do organismo, além de possuir propriedades regenertivas. Elas também são capazes de promover a formação de novos vasos sanguíneos, o que é importante considerando que o vírus pode entupir veias, impedindo o fluxo de sangue pelo corpo.

“O Sars-CoV-2 induz a produção de uma tempestade de substâncias chamadas citocinas. Essas citocinas podem prejudicar órgãos vitais e levar a danos irreversíveis, principalmente aos pulmões”, explica Moira Leão, doutora em implantodontia e diretora administrativa da Curityba Biotech, a GALILEU. “Mas as células-tronco podem neutralizar esse efeito, atuando como um medicamento biológico, adaptando-se às necessidades do paciente”, explica.

Os cientistas acreditam que a terapia celular pode ser uma saída para quem atingiu a síndrome respiratória aguda grave, já que as substâncias anti-inflamatórias das células-tronco podem substituir as células afetadas pela doença e produzir células fortes, que são atraídas para o local afetado, auxiliando no reparo das lesões. “No caso da Covid-19, há fortes indícios de que as células-tronco podem recuperar até os alvéolos pulmonares”, afirma João Zielak, doutor em processos biotecnológicos e professor pesquisador da Universidade Positivo.

As células-tronco mesenquimais são encontradas em grande quantidade no tecido bucal, pois essa é a parte do corpo que se regenera mais rápido. Os pesquisadores pretendem extrair esse tipo de célula de dentes do siso de doadores saudáveis; após esse processo, elas multiplicadas em laboratório. Por fim, serão misturaras ao plasma sanguíneo e aplicadas de forma intravenosa em pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A pesquisa ainda está em fase de captação de recursos para realizar os primeiros testes, mas já foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). O orçamento de R$ 2 milhões compreende a inclusão de 30 pacientes que apresentam a síndrome aguda respiratória grave e será encaminhado para aprovação da Anvisa.

“Acreditamos na viabilidade desse estudo, pois os resultados parecem ser muito promissores. Esse é um momento em que é preciso trabalhar com a saúde complementar, já que esse tipo de terapia pode dar esperanças para diversos problemas que os remédios comuns ainda não curam”, conclui Zielak.

Galileu

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Saúde

Cientistas investigam se é possível contrair duas vezes a Covid-19

Foto: Ethan Miller / Getty Images via AFP

Um paciente curado da Covid-19 pode voltar a apresentar resultado positivo? Esta questão crucial contra a pandemia continua sem uma resposta definitiva, mas os cientistas acreditam que conseguirão provar que imunidade ao vírus é de pelo menos vários meses.

“Estar imunizado significa ter desenvolvido uma resposta imunológica ao vírus que permite eliminá-lo. E, como esta resposta tem uma memória, previne assim futuras infecções”, explica Eric Vivier, professor de Imunologia e Assistência Pública dos Hospitais de Marselha (França).

Em geral, para lutar contra os vírus do tipo RNA, como o Sars-Cov-2, “são necessárias três semanas para produzir uma quantidade suficiente de anticorpos”, que protegem do vírus durante vários meses, afirma.

Mas esta é a teoria: ainda é muito cedo para determinar se acontece o mesmo com o novo coronavírus.

“Só podemos fazer suposições com base em outros coronavírus, e os dados também são limitados a respeito destes”, admite o diretor de Programas de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan.

Durante a Sars, que deixou quase 800 mortos no mundo em 2002-2003, os pacientes curados permaneceram protegidos “durante a média de dois, ou três anos”, indica à AFP o doutor François Balloux, do University College de Londres.

“Portanto, é possível voltar a ser contagiado, mas a questão é depois de quanto tempo? Vamos saber de maneira retroativa”, prevê Balloux.

Casos na Coreia do Sul

Um estudo chinês recente, não avaliado por outros cientistas, mostrou que um grupo de macacos infectados com o vírus e curados não foram novamente contaminados.

“Mas isto não diz nada sobre a duração da imunidade”, afirma Frédéric Tangy, do Instituto Pasteur da França, já que a observação aconteceu durante um período curto de um mês.

Neste contexto, o fato de que, em alguns países asiáticos – em particular na Coreia do Sul -, ter sido informado que vários pacientes curados voltaram a dar resultado positivo levanta muitas perguntas.

Embora alguns especialistas acreditem na possibilidade de um segundo contágio, todos acreditam que o mais provável é que exista outra explicação.

Em alguns casos, por exemplo, o vírus poderia não desaparecer e infectar de “forma crônica”, como o vírus de herpes, que pode permanecer adormecido e assintomático durante um tempo, segundo Balloux.

Além disso, como os testes não são 100% confiáveis, o resultado pode ser um falso negativo e que o paciente não se livrou realmente do vírus. “Mas isto sugere que as pessoas permanecem infecciosas durante muito tempo, várias semanas. Não é o ideal”, afirma.

Anticorpos significam imunidade?

Um estudo com 175 pacientes curados em Xangai, na China, publicado no início de abril, sem avaliação, mostrou que a maioria desenvolveu anticorpos neutralizantes entre 10 e 15 dias depois do início da doença, com diversas concentrações.

Mas detectar a presença de anticorpos não é o mesmo que concluir que estes conferem imunidade, de acordo com a o diretor de programas de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove.

“Tentamos saber se alguém que contraiu a Covid-19 realmente está protegido”, afirmou o médico Jean-François Delfraissy, presidente do conselho científico que assessora o governo da França.

E ainda algo que poderia ser pior. “Não sabemos se os anticorpos que se desenvolvem contra o vírus podem agravar a doença”, indica Tangy, que recorda que os sintomas mais graves da Covid-19 se manifestam tardiamente, quando o paciente já desenvolveu anticorpos.

Tampouco há elementos que permitam saber quem desenvolve os anticorpos mais eficazes: pacientes em estado grave ou leve, pessoas idosas, ou jovens, entre outras possibilidades.

Diante das dúvidas, alguns cientistas se questionam sobre a pertinência de alcançar a imunidade coletiva, ou seja, quando o número de contagiados é suficientemente elevado para impedir novas infecções entre a população.

“A única solução verdadeira é a vacina”, opina Archie Clements, epidemiologista da Universidade de Curtin, na Austrália.

Passaporte de imunidade?

Apesar das dúvidas, países como Reino Unido e Finlândia iniciaram campanhas de testes sorológicos de detecção de anticorpos para conhecer o percentual, provavelmente muito baixo, da população contagiada.

Na Alemanha, um órgão de pesquisa propôs inclusive uma espécie de “passaporte” de imunidade para permitir que as pessoas que já produziram anticorpos voltem ao trabalho.

“É muito prematuro”, afirma à AFP o diretor do Instituto de Saúde Global de Yale, doutor Saad Omer, que sugere esperar vários meses, “quando existirão testes sorológicos suficientemente sensíveis e específicos”.

Os cientistas insistem, sobretudo, na necessidade de que os testes não apresentem erros na detecção de anticorpos produzidos contra outros coronavírus benignos em circulação.

Os certificados de imunidade também provocam questionamentos éticos.

“As pessoas que precisam trabalhar para alimentar sua família poderiam buscar o contágio”, adverte Balloux.

G1

 

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