Nobel de Medicina 2020 vai para Harvey J. Alter, Michael Houghton e Charles M. Rice pela descoberta do vírus da hepatite C

Imagem projetada dos três vencedores do Nobel de Medicina: Harvey J. Alter, Michael Houghton e Charles M. Rice — Foto: Claudio Bresciani/AP7

Harvey J. Alter, Michael Houghton e Charles M. Rice são os ganhadores do Prêmio Nobel 2020 em Medicina, anunciou a Academia Sueca nesta segunda-feira (5), pela descoberta do vírus da hepatite C, que causa uma inflamação do fígado que pode se tornar crônica e causar câncer, levando à morte. A doença, que é transmitida pelo sangue ou outros fluidos corporais, é considerada um problema mundial de saúde.

Os vencedores dividirão, em partes iguais, o valor de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

Os estudos do virologista americano Harvey J. Alter, 85 anos, de hepatite associada a transfusões de sangue demonstraram que um vírus então desconhecido era uma causa comum de hepatite crônica. Ele é pesquisador do National Institutes of Health (NIH), nos EUA.

Michael Houghton, virologista britânico, usou uma estratégia não testada para isolar o genoma do novo vírus, que passou a ser conhecido como o vírus da hepatite C. Ele é diretor do Instituto de Virologia Aplicada da Universidade de Alberta, no Canadá.

Charles M. Rice, virologista americano de 68 anos, forneceu a evidência final mostrando que o vírus da hepatite C podia, sozinho, causar a doença. Ele é professor de virologia na Universidade Rockefeller, nos EUA.

O secretário do comitê do Nobel, Thomas Perlmann, disse que conseguiu falar com dois dos vencedores: Harvey Alter e Charles M. Rice, e que ambos ficaram “muito animados”.

Existem cinco tipos de hepatite: A, B, C, D, e E. Há vacinas contra dois deles: A e B (no Brasil, elas são cobertas pelo SUS). Para o tipo E, há uma imunização desenvolvida e licenciada na China, mas que não está disponível em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Já o tipo D só pode infectar uma pessoa que já tenha o vírus da hepatite B no corpo.

Não há vacina para a hepatite C. Cerca de 30% das pessoas infectadas eliminam o vírus dentro de 6 meses após a infecção, segundo a OMS. As outras desenvolvem a forma crônica da doença. O tratamento oferece chance de cura acima de 95% (veja mais abaixo as formas de prevenção e tratamento).

Importância da descoberta

Nos anos 1940, ficou claro para a medicina que havia dois tipos de hepatite infecciosa: a primeira, a hepatite A, era transmitida por água ou comida contaminadas e tinha pouco impacto a longo prazo para o paciente. A segunda era transmitida pelo sangue ou outros fluidos corporais e era bem mais séria que a primeira, podendo levar a um problema crônico de saúde.

Em 1960, um cientista chamado Baruch Blumberg determinou que uma forma da hepatite transmitida pelo sangue era causada pelo vírus da hepatite B. Blumberg venceu o Nobel de Medicina em 1976 pela descoberta.

Mas a maioria dos casos de hepatite transmitida pelo sangue continuava sem motivo claro. A descoberta do vírus da hepatite C, em 1989, revelou a causa dos casos restantes de hepatite crônica e possibilitou exames de sangue e novos medicamentos que salvaram milhões de vidas.

Em seu último relatório sobre a doença, de 2017, a OMS estimava que, em 2015, havia 71 milhões de pessoas no mundo vivendo com hepatite C crônica. As sequelas da doença – cirrose e carcinoma hepatocelular, um tipo de câncer no fígado – causaram 400 mil mortes naquele ano, segundo a entidade.

A hepatite C, assim como a B, é uma das causas de inflamação de longo prazo do fígado, podendo levar a câncer, e é um dos principais motivos para transplante do órgão.

Casos no Brasil

No Brasil, um modelo matemático desenvolvido em 2016 estimava que cerca de 657 mil pessoas tinham infecção ativa pelo vírus da hepatite C, e, portanto, indicação de tratamento. Entre os anos de 1999 a 2018, foram notificados 359.673 casos da doença no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

A maior parte das pessoas infectadas pelo vírus não sabe que tem a doença, de acordo com a pasta – porque o surgimento de sintomas é raro: cerca de 80% dos que têm o vírus não apresentam manifestação da doença.

Quando aparecem, os sintomas costumam ser cansaço, tontura, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

A maior parte dos casos de hepatite C está entre pessoas com mais de 40 anos, diz o ministério, e a doença é mais frequentemente encontrada nas regiões Sul e Sudeste do país.

Pessoas que passaram por hemodiálise, que cumprem pena de reclusão, que usam drogas ou que vivem com o vírus HIV são exemplos de populações mais vulneráveis à infecção pelo vírus da hepatite C, de acordo com a pasta.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda as seguintes medidas para prevenir a contaminação pela doença:

Não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente etc.);

Usar preservativo nas relações sexuais;

Não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas;

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer, no pré-natal, os exames para detectar as hepatites B e C, o HIV e a sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.

As pessoas que têm o vírus devem:

ter seus contatos sexuais e domiciliares e parentes de primeiro grau testados para hepatite C;

não compartilhar instrumentos perfurocortantes e objetos de higiene pessoal ou outros itens que possam conter sangue;

cobrir feridas e cortes abertos na pele;

limpar respingos de sangue com solução clorada;

não doar sangue ou esperma.

Pessoas com hepatite C podem participar de todas atividades, incluindo esportes de contato. Também podem compartilhar alimentos e beijar outras pessoas.

Tratamento

O tratamento da hepatite C é feito com os antivirais de ação direta, que apresentam taxas de cura de mais de 95% e são realizados, geralmente, por 8 ou 12 semanas. Todas as pessoas com a doença podem receber tratamento pelo SUS. Os pacientes na fase inicial da infecção podem ser tratados nas unidades básicas de saúde, sem a necessidade de consulta na rede especializada para dar início ao tratamento.

Nobel 2020

A láurea em Medicina é sempre a primeira a ser anunciada. Os prêmios em Física, Química, Literatura e Paz serão entregues ao longo da semana; já a láurea em Economia será divulgada na próxima segunda (12). Veja o cronograma:

Medicina: segunda-feira, 5 de outubro
Física: terça-feira, 6 de outubro
Química: quarta-feira, 7 de outubro
Literatura: quinta-feira, 8 de outubro
Paz: sexta-feira, 9 de outubro
Economia: segunda-feira, 12 de outubro

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    Vcs gostam é de esmola, sai para lá jacaré.

  2. Pedro disse:

    Chico 100, deixa de ser Chico, o homem é presidente eleito por 57 milhões de votos, sou nordestino com orgulho, no entanto, o Nordeste pouco ajudou, inclusive vc, porque queria um abestalhado e pau mandado na presidência, para continuar roubando o brasil, essa história de medicamento e prêmio é para vcs, com medalha no peito lá em Curitiba.

  3. Ronald G . de Oliveira disse:

    O merecedor desse prêmio é o (doutor) Bolsonaro , por indicar cloroquina para a cura da gripezinha e do resfriadozinho. Ele merece.

  4. Junior disse:

    Lamentável o prêmio não ter vindo para Cipriano Maia, o secretário que fez de 11 mil mortos em pouco mais de um mês, vitimas do Covid 19, como no período morreu menos de mil pessoas, o mesmo afirmou ter salvado 10 mil. Cipriano Maia é um herói.

  5. Pixuleco disse:

    Esse prêmio deveria ir para o Ex-Ministro da Saúde Mandetta, que mandou o povo procurar ajuda médica só quando estivessem sentindo da falta de Ar.

  6. Chico 100 disse:

    Esse prêmio devia ter ido pra Bolsonaro. Descobriu o Ozônio e a cloroquina como cura da COVID19 . Rsrs. E quem discordar é porque é invejoso.

Wuhan, cidade chinesa epicentro da covid-19, deixa o vírus para trás

Em Wuhan, o orgulho de ter vencido a covid se confunde com a tristeza causada pelo trágico balanço de mortes Foto: Hector Retamal/AFP

Wuhan, a cidade chinesa que há nove meses era o epicentro da covid-19, deixou o vírus para trás e renasceu, mas testemunha com desolação o balanço de um milhão de mortes que a pandemia já provocou em todo o planeta.

Na cidade, submetida a um duro confinamento no início do ano, o orgulho de ter vencido a doença se confunde com a tristeza causada pelo trágico balanço.

“Um milhão de pessoas, falando em termos relativos à população global, pode não ser muito”, diz Hu Lingquan, cientista que mora em Wuhan. “Mas estamos falando de pessoas reais, de pessoas que tinham família.”

Esta manhã, em Wuhan, as crianças iam para a escola, em meio ao trânsito intenso da cidade, que quase voltou ao normal.

No início de 2020, as imagens fantasmagóricas e sombrias da cidade confinada e isolada rodaram o mundo, que ainda mal imaginava a pandemia que viria.

Hoje, a China afirma ter derrotado o vírus, enquanto de Londres a Melbourne, passando por Madri e Tel Aviv, as pessoas voltam a se confinar.

Após meses de medidas duras, a economia está se recuperando na China, com a reabertura de fábricas e os consumidores de volta às lojas.

A própria Wuhan, considerada o “marco zero” da epidemia, agora se orgulha de seu retorno à normalidade, com grandes festas em piscinas ou parques de diversão lotados.

Desde maio não são registrados novos casos na cidade, e muitos de seus habitantes criticam agora a resposta global à epidemia, enquanto aqueles que sofreram as devastadoras consequências econômicas e sociais da crise costumam responsabilizar a China por ela.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o número de vítimas da pandemia pode continuar a aumentar até que uma vacina eficaz seja encontrada e ela possa ser distribuída globalmente.

“Quando a epidemia estourou, nunca imaginei que o número de mortes pudesse ser tão alto”, afirmou à Agência France Press Guo Jing, outro residente de Wuhan.

“Superou tudo o que se pode imaginar e continua subindo”, acrescentou.

Enquanto isso, em Wuhan, a maioria das máscaras estava pendurada no queixo de seus usuários, ao invés de cobrir a boca e o nariz, enquanto os shoppings estavam lotados.

“Wuhan renasceu”, disse An An, residente na cidade, à Agência France Press.

“A vida voltou a ser o que era antes. Todos nós que moramos em Wuhan nos sentimos bem.”

Estadão, com AFP

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Como pode não ter uma segunda onda na China?
    O que aconteceu para os chineses ficarem imunes?
    Quais medicamentos utilizaram para combater o vírus?
    Ou vocês acreditam que foi o lockdown junto com dipirona e respiradouro.

  2. A verdade está lá fora disse:

    Como a China que conseguiu conter o virus em Wuhan deixou que ele se espalhasse no mundo inteiro? Em 6 meses todos os países já tinham pessoas infectadas.
    Agora a China está achando virus em caixas de carne e pescado exportado pelo Brasil.

  3. Alex disse:

    Porque lá acabou tão rápido e os "loucos" do Brasil querem que vá até 2050?

    • prainglêsver disse:

      coincidência, né? O vírus começou por lá, não repercutiu na China como repercutiu em outros países, logo encontraram a solução (também na China) e, agora, a China parece ser a primeira a se livrar do vírus… coincidência demais…

  4. Adalberto disse:

    "Acabou, porra!"

ATENÇÃO: Barro Vermelho recebe ação de bloqueio vacinal antirrábico após identificação de morcego positivado para o vírus na região

Foto: Reprodução/Instagram

A Secretaria Municipal de Saúde Natal (SMS-Natal) informa que agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses realizam um bloqueio vacinal com imunização antirrábica desta terça-feira, 28 de julho, a 3 de agosto no bairro Barro Vermelho, zona leste de Natal. A medida protetiva dá-se em virtude da identificação de um morcego positivado para o vírus rábico na região.

Os profissionais da saúde se apresentam com farda, munidos dos EPIs necessários (máscaras, luvas, álcool e aventais) para evitar a propagação de outras doenças e vacinam os animais em domicílio, além de realizar trabalho educativo com moradores das residências.

O cronograma de visita estabelece roteiro pelos imóveis das ruas Olinto Meira, Rua Coronel José Bernardo, Rua Segundo Wanderley, Rua Coronel Glicério Cícero, Rua Doutor Pinto de Alencar, Rua Meira e Sá, Rua Coronel João Gomes, Rua Ana Medeiros, Rua Afrânio Peixoto, Rua Serquiz Farkatt, Rua Alonso de Almeida, Rua Manoel Garcia, Rua Mermoz, Rua Professor Clementino Câmara, Rua Letícia Cerqueira e Avenida Governador Juvenal Lamartine.

A SMS Natal informa também que segue em andamento na capital a Campanha de Vacinação Antirrábica animal para cães e gatos com idade a partir dos três meses. A ação do CCZ Natal conta com postos fixos em todos os distritos sanitários da cidade, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e 13h às 16h, além de agendamento de vacinação em domicílio para condomínios e para tutores que tenham a partir de cinco animais em suas residências.

Para eventuais esclarecimentos, entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses através dos números: 3232-8235 e 3232-8237.

Cientistas americanos identificam novos anticorpos capazes de neutralizar o vírus da Covid-19

Foto: Reprodução

Cientistas da Universidade de Columbia, em Nova York, nos EUA, identificaram em testes de laboratório mais anticorpos capazes de bloquear o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. O anúncio foi feito em pesquisa apresentada na revista científica “Nature”. Em outro estudo, divulgado semana passada também na “Nature”, cientistas de universidades americanas e alemãs já haviam identificado dois anticorpos monoclonais (moléculas idênticas produzidas em série) potentes no bloqueio da doença.

Foram retirados 61 anticorpos bloqueadores do Sars-CoV-2 de cinco pacientes que se recuperaram da doença. Desses, 19 conseguiram neutralizar de forma “potente” o vírus em laboratório; entre eles, nove se destacaram pela forma “refinada” com que combateram a infecção.

“Havia muito material clínico, e isso nos permitiu selecionar os melhores casos para isolar os anticorpos”, explicou, ao G1, David Ho, que liderou o estudo. Os pacientes foram tratados no próprio hospital da universidade.

“Agora temos uma coleção de anticorpos mais potente e diversificada em comparação a outros encontrados até agora, e eles estão prontos para serem desenvolvidos em tratamentos”, comemorou Ho.

Os cientistas também testaram um desses anticorpos em hamsters e descobriram que o mesmo conseguiu, em uma determinada dose, eliminar o vírus do corpo dos animais.

“Acreditamos que os pacientes mais doentes enfrentaram mais vírus e por um período mais longo de tempo, o que permitiu ao sistema imunológico montar uma resposta mais robusta”, afirmou Ho.

“Isso é semelhante ao que aprendemos com a experiência do HIV”, explicou o professor, cujo grupo pesquisava o vírus causador da Aids, na universidade, antes da pandemia

Na pesquisa publicada semana passada na “Nature”, os cientistas de universidades americanas e alemãs também identificaram dois tipos de anticorpos monoclonais capazes de bloquear a infecção pela Covid-19. Ambos foram capazes de reduzir a inflamação no pulmão, a carga viral e a perda de peso de camundongos infectados pelo novo coronavírus. Em macacos-rhesus, o uso de cada um dos anticorpos protegeu os animais de serem contaminados pelo vírus.

“Eles testaram tanto de forma profilática [preventiva] e terapêutica [para tratamento]. Quando se usa um anticorpo como terapia, é interessante que você use dois anticorpos diferentes combinados, para evitar mutações de escape que possam acontecer no vírus — e a mesma coisa para vacinas”, explicou ao G1 a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência e colunista do GLOBO.

O Globo

Cientista conhecida como ‘Mulher morcego’ aponta semelhança de 96,2% entre novo coronavírus e vírus enviado em 2013 para Wuhan

Foto: Nexu Science / Reuters

Cientistas enviaram, em 2013, amostras congeladas de um vírus muito próximo ao novo coronavírus para um laboratório de Wuhan, na China, epicentro inicial da pandemia. Elas foram colhidas em uma antiga mina de cobre, infestada de morcegos, no sudoeste do país asiático, depois da contaminação de seis homens, que acabaram contraindo pneumonia grave, quando limpavam fezes dos animais. Três morreram, e a causa mais provável foi a infecção por um tipo de coronavírus transmitido por morcegos, segundo reportagem de domingo do jornal britânico “Sunday Times”.

O artigo cita como fonte um médico cujo supervisor trabalhava no departamento de emergência que cuidou destes homens.

A mesma mina, na província chinesa de Yunnan foi, posteriormente, estudada pela virologista Shi Zhengli, especialista em coronavírus do tipo Sars, originados em morcegos, no Instituto de Virologia de Wuhan. Shi, apelidada de “mulher morcego”, por causa de seus estudos em cavernas, descreveu o Sars-Cov-2 em um artigo, em fevereiro de 2020, dizendo que ele era “96,2% semelhante” a uma amostra de coronavírus chamada RaTG13, obtida em Yunnan em 2013.

A reportagem do “Sunday Times” afirma que o RaTG13 é “quase certamente” o vírus encontrado na mina abandonada e que as diferenças entre as amostras podem representar décadas de distância evolutiva. O jornal diz ainda que o laboratório de Wuhan não se manifestou sobre o assunto.

Em maio, o diretor do Instituto de Virologia de Wuhan disse que não havia cópia do vírus RaTG13 no laboratório e que, portanto, seria impossível um vazamento. Não há qualquer evidência de que o laboratório tenha sido a fonte do surto global que começou em Wuhan.

Extra – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wilson disse:

    Acreditar que esses fatos constituem "coincidência" é ingenuidade ou má fé. A China (ou os seus dirigentes psicopatas) tem 100% de culpa pela disseminação (proposital ou não) do Covid-19. Só não vê quem não quer.

    • Aluísio Valença disse:

      E você vai deixar isso ficar assim? Denuncia lá no TPI!

  2. Matematica disse:

    Cientistas constataram que o DNA do macaco Bonobo é igual ao dos humanos em 98,7%. Somos macacos por causa disso? Numeros. So numeros. Lógico q um virus covid tem semelhanca com outro virus covid. Mas sao virus diferentes.

  3. Manoel disse:

    Muita coincidência que na cidade onde fica o laboratório que armazenava o vírus foi justamento onde começou a pandemia mundial do novo coronavírus, a China ainda vai descobrir que o vírus veio foi de passa e fica no RN

  4. Francisco Alves disse:

    Pois é! Não existe evidências, mas uma singela coincidência… Apenas…

Pesquisas desenvolvem tecidos que inativam vírus da Covid-19; entenda a eficácia e aplicação da tecnologia

 Foto: Divulgação Nanox

Nos últimos meses, diversos pesquisadores vêm desenvolvendo tecidos capazes de inativar a quantidade de Sars-Cov-2, vírus responsável por causar a Covid-19, em suas superfícies. No início de junho, uma pesquisa brasileira ganhou destaque pela eficácia.

A Nanox, uma Startup que já produzia tecidos que evitam a proliferação de fungos e bactérias, desenvolveu um tecido composto por poliéster, algodão e duas micropartículas de prata em busca de combater o vírus. De acordo com Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox, as micropartículas conseguem oxigenar o vírus.

“O tecido tem esse ativo de prata e o vírus Sars CoV-2 tem uma camada lipídica, uma camada de gordura, e a prata oxida ela e quebra a barreira de proteção do vírus. Então, ele destroi o RNA e inativa o vírus”, explicou.

O produto foi mandado para testes ao Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e, em parceria com a Universitat Jaume I, da Espanha, e com o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi comprovado que a composição do tecido inativa até 99,9% de SARS-CoV-2 em dois minutos de contato.

Na Suíça, um estudo semelhante ao realizado em São Paulo comprovou a mesma eficácia no início de junho em testes com máscaras faciais.

Mas afinal, os tecidos são eficazes no combate ao coronavírus? Qual a sua aplicação? E o custo desses tecidos, é muito mais alto? O G1 ouviu os pesquisadores do projeto brasileiro e um infectologista para respoder a estas questões.

Como foi comprovada a eficácia do tecido?

Para testar a eficácia do tecido, os pesquisadores utilizaram uma grande quantidade do vírus em laboratório e isolaram essa amostra. Dentro de um frasco, o tecido foi enxarcado com uma enorme carga viral e foi observado se haveria a inatividade da Sars-Cov-2 (veja na imagem abaixo).

Segundo Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox em dois minutos de contato do tecido de poliéster, algodão e duas micropartículas de prata com o vírus, 99,9% da Sars-Cov-2 foi inativado.

“Ali (na amostra) você vai ter mil unidades de vírus. Eliminando 99,9% você abaixa para cinco unidades de vírus. Então você tem uma redução drástica no vírus. O produto também é um anti fungo, antiodor e elimina a bactéria”, afirmou o diretor em entrevista ao G1.

O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), responsável por isolar o SARS-Cov-2 no Brasil, realizou os testes dos tecidos, liderado pelo professor Lúcio Freitas Junior, pesquisador ICB-USP, que explica como o procedimento foi realizado:

“Infectamos um tecido sem modificação, outro com as duas modificações e um com o vírus que ficou dentro de um tubinho, sem nada, durante todo esse tempo. A gente teve que assumir o caos e testar todas as possibilidades possíveis, e deu um resultado interessante. O tecido normal (sem modificação) já elimina 20% do vírus. No pano com a modificação, elimina 99,9% do vírus. Simplesmente isso”, afirmou o professor.

Qual a aplicação no dia a dia?

Ao ir a um supermercado ou em algum comércio, por exemplo, a pessoa está constantemente em contato com vírus e bactérias. Em uma suposição em que essa pessoa encosta em um objeto contaminado com o coronavírus e logo em seguida passa a mão na camisa, o tecido com a tecnologia desenvolvida consegue desativar 99,9% do vírus em dois minutos.

Com isso, o contágio através do contato pode sofrer uma redução em determinadas situações. O infectologista Alexandre Barbosa, da Sociedade de Infectologia de São Paulo, no entanto, alerta que o contato NÃO é o maior causador da transmissão do vírus da Covid-19.

“Ainda que os estudos mostrem que esses tecidos realmente possam ser protetores no sentido de inativar a Covid, outros vírus, bactérias e fungos, isso tem uma aplicabilidade, uma importância menor, secundária em relação à Covid, visto que a transmissão por contato ela não é tão importante. O que eu quero dizer: não é a mais importante. Cerca de 70%, 80% das pessoas se contaminam por gotículas, forma respiratória”, comenta Barbosa.

Nas máscaras faciais, porém, o infectologista acredita que há uma importância maior e o tipo de tecido pode ser um aliado no combate à propagação do vírus.

Quais produtos podem ser confeccionados?

Os tecidos podem ser utilizados na confecção de diversas roupas: jeans para a produção de calças e jaquetas, camisas sociais, uniformes de empresas, roupas de academia, jaleco médico e aparatos médicos em geral.

De acordo com o professor Lúcio Freitas Junior, empresas que trabalham na confecção de madeira e plástico já o procuraram para fazer testes nesses materiais. Não há, porém, uma sinalização de que esses testes serão realizados neste momento.

Qual a durabilidade do tecido?

Os testes realizados mostraram que o tecido pode ser lavado até 30 vezes até que o efeito contra o vírus comece a ser prejudicado. Os pesquisadores querem aumentar essa durabilidade nas próximas confecções.

Qual o custo do produto?

Luiz Gustavo Pagotto Simões estima que os produtos feitos com o tecido de poliéster, algodão e duas micropartículas de prata sejam de 3% a 5% mais caros dos que os comuns vendidos nos comércios.

Segundo Simões os tecidos tecnológicos já estão à venda na grande São Paulo e no interior do Estado.

Outros testes pelo mundo

Em outros países, tecnologias em tecidos para o combate ao coronavírus também estão sendo desenvolvidas.

Em Indiana, nos Estados Unidos, cientistas desenvolveram um tecido capaz de inativar o coronavírus usando um campo elétrico fraco com baterias de microcélulas. O estudo mostra que a taxa de eletricidade não é prejudicial à saúde humana.

Já em Israel, uma empresa desenvolveu um tecido com revestimento de nanopartículas de óxido de zinco, que também destrói bactérias, fungos e vírus. De acordo com a agência Reuters, um teste piloto com os tecidos está sendo realizado na Itália em veículos e no transporte público.

Bem Estar – Globo

China diz que empresa no Brasil suspendeu venda de carne por vírus

Foto: Pixabay

A China, principal importadora de carne do mundo, disse nesta terça-feira (23) que um exportador de carne bovina do Brasil e uma fábrica de carne suína no Reino Unido suspenderam voluntariamente exportações devido a infecções pelo coronavírus.

Muitos países exportadores, como Brasil e Estados Unidos, têm visto milhares de casos de covid-19, a doença respiratória causada pelo vírus, entre trabalhadores em fábricas de carnes.

A brasileira Agra Agroindustrial de Alimentos suspendeu voluntariamente exportações de carne bovina à China depois de uma infecção pelo vírus entre sua força de trabalho, disse a Administração Geral de Alfândegas da China em seu site.

Em um comunicado em separado na rede social Weibo, o departamento acrescentou que a britânica Tulip também suspendeu embarques de forma voluntária em sua fábrica de carne suína de Tipton, em West Midlands, devido a um surto de covid-19.

A China ampliou inspeções sobre importações de carne após uma nova série de infecções pelo vírus em Pequim ter sido associada a um grande mercado de alimentos na capital.

Na semana passada, as alfândegas chinesas pediram a exportadores que assinassem declarações de que sua produção estava livre de contaminação pelo vírus.

Reuters

 

Crianças em idade escolar parecem não transmitir o novo coronavírus a colegas ou professores, diz estudo

Foto: Ilustrativa

Crianças em idade escolar parecem não transmitir o novo coronavírus a colegas ou professores, segundo um estudo francês para analisar o papel desse grupo na propagação da Covid-19.

Cientistas do Institut Pasteur estudaram 1.340 pessoas em Crepy-en-Valois, uma cidade a nordeste de Paris, que enfrentou um surto em fevereiro e março, incluindo 510 estudantes de seis escolas primárias.

Os cientistas identificaram três casos prováveis entre crianças que não levaram a outras infecções entre alunos ou professores.

O estudo confirma que crianças parecem mostrar menos sintomas evidentes do que os adultos e são menos contagiosas, o que serviria como justificativa para a reabertura de escolas em países da Dinamarca à Suíça.

Os pesquisadores descobriram que 61% dos pais de crianças infectadas tinham o coronavírus, em comparação com cerca de 7% dos pais de crianças saudáveis, sugerindo que foram os pais que infectaram os filhos e não o contrário.

Compreender os padrões de transmissão da pandemia e do novo vírus é essencial para determinar quais segmentos da sociedade podem reabrir – ou devem ser fechados novamente em caso de novos surtos – e mitigar o impacto da pandemia na economia.

Dados sobre crianças têm sido contraditórios até agora. Alguns estudos corroboram as conclusões do Pasteur e pelo menos um indica o contrário.

O epidemiologista Arnaud Fontanet e colegas disseram que são necessários mais estudos sobre as escolas devido ao pequeno número de casos que puderam ser estudados. Segundo o estudo, cerca de 41% das crianças infectadas não apresentavam sintomas, em comparação com cerca de 10% dos adultos.

Money Times, via Bloomberg

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rogério Rocha disse:

    Meu filho fica em casa.

  2. Paul disse:

    Uma tentativa de saída honrosa desses aloprados em nome da "ciência ". Parabéns por vocês terem criado o caos e feito todos de refens. Estúpidos, tribunal para estes "cientistas ".

  3. Luciano disse:

    Se foi a OMS que disse é melhor duvidar!

  4. Ricardo Borges disse:

    Meu filho ta muito bem em casa. Até 2021 se houver vacina!

  5. Juliano bugueiro disse:

    Ano letivo só em2021.

  6. Zanoni disse:

    A minha filha só volta se tiver a vacina ou algo semelhante! Perder deliberadamente um filho é perder 1000%.

  7. Sérgio Nogueira disse:

    Parecem… Isso justificaria colocá-las em risco?
    A OMS tinha várias certezas que caíram, imagine o que "parece"…

  8. Valéria disse:

    Cada uma!! Quem vai arriscar?

Brasil usa vírus da gripe e bactérias para criar vacina contra covid-19

Foto: Reuters

Pesquisadores brasileiros de diferentes instituições estão empenhados em produzir uma vacina nacional contra o novo coronavírus, o que garantiria agilidade no combate à pandemia e independência de outros países. Para isso, são testados desde o vírus causador da gripe até o mecanismo usado por bactérias para enganar o sistema imune.

Essa, inclusive, é a estratégia em que o Instituto Butantan concentra seus esforços. Quando estão em ação no organismo, as bactérias liberam vesículas feitas de suas membranas externas. Essa ação confunde o sistema imunológico do corpo humano.

“A gente quer acoplar a proteína do coronavírus na superfície dessas vesículas, assim, estamos fingindo ser o vírus”, esclarece Luciana Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan.

De acordo com Luciana, essa pequena partícula, produzida em laboratório a partir da cultura de dois tipos de bactéria – uma para fabricar a vesícula e outra a proteína igual ao do coronavírus -, possibilita aumentar 100 vezes a produção de anticorpos e também é capaz de estimular a ação de células de defesa.

“Nós já fizemos todo esse processo para a produção da vacina contra a esquistossomose [que já está em testes clínicos], então metade [da produção] já está concluída”, afirma.

Após a fabricação, a vacina será testadas em camundongos, a fim de verificar sua segurança e eficácia. A expectativa é que essa fase tenha início em um intervalo de seis meses a um ano.

A tática de pesquisadores da USP

Essa etapa já foi alcançada pela equipe coordenada pelo professor Jorge Kalil, do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP). Eles também apostam em uma imitação do novo coronavírus.

Mas, nesse caso, a simulação é feita com o uso de VLPs (virus-like particles, em inglês), moléculas que se assemelham ao vírus, mas não possuem material genético para a replicação viral.

A vacina ainda será aplicada em camundongos transgênicos. Eles serão modificados com o receptor ACE-2, a enzima que o coronavírus usa para entrar na célula. Kalil deu mais detalhes sobre cada etapa em entrevista ao R7.

Em conversa com a Rádio USP, o professor destacou que existe um caminho “razoável” a ser percorrido para ir dos testes em camundongos aos testes em humanos.

“Tem vários testes em animais que serão feitos, para provar que a ideia funciona, ou seja, que os animais desenvolem anticorpos neutralizantes. Para depois, ver a toxicidade e segurança”, descreve.

Eficácia em humanos

Após verificar esses aspectos em animais, é preciso fazer o escalonamento, que significa produzir grande quantidade da vacina em boas práticas de laboratório para que ela seja testada nas pessoas. De acordo com Kalil, esse processo pode durar, no mínimo, um ano e meio.

O plano é realizar duas fases de testes em humanos: uma para verificar se a vacina é tóxica e outra para saber qual o regime de vacinação mais apropriado para desencadear respostas do sistema imunológico, ou seja, para o corpo começar a combater sozinho o novo coronavírus.

Caso essa etapa seja bem-sucedida, a vacina começará a ser produzida em larga escala e distribuída para o mercado. “Talvez leve dois anos, dois anos e meio”, estima Kalil.

Vacina para gripe e coronavírus

A equipe coordenada por Kalil troca informações com a da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de Minas Gerais, que trabalha na produção de uma vacina bivalente: capaz de combater o novo coronavírus e o influenza, que causa a gripe.

“Nós modificamos geneticamente o vírus da gripe, que é o vírus influenza, para que ele produza tanto as proteínas do vírus da gripe quanto uma proteína que nós chamamos de imunogênica, uma proteína que induz resposta imune, no caso ao Sars-CoV-2. Esperamos que uma pessoa vacinada com esse vírus tenha uma proteção contra a covid-19 e também à influenza”, explica o pesquisador Alexandre Vieira Machado

Os testes em camundongos devem ser finalizados só no meio do ano que vem. Os próximos passos percorrem as mesmas etapas já descritas por Kalil, mas devem ter como cobaia os hamsters.

Corrida mundial

A pesquisadora Luciana ressalta que os países que estão mais avançados na busca por uma vacina já tinham uma experiência prévia adquirida em razão de outras epidemias, como a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Severa) e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), também causadas por outros coronavírus.

“Seria interessante que assim que uma vacina for aprovada, essa tecnologia fosse distribuída [a outros países] para ampliar a capacidade de produção”, afirma a pesquisadora. “Aqui temos capacidade de produção, mas isso envolve muitas negociações internacionais, o que dificulta o processo”, pondera.

Kalil, por sua vez, defende que a melhor saída é produzir uma vacina brasileira. “Essa vacina, se nós não tivermos a nossa, se for feita na Inglaterra, primeiro eles vão vacinar os ingleses, depois americanos, depois europeus, depois chineses… Para nós termos acesso a essa vacina, vai demorar”, analisa.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Eros disse:

    A melhor forma de combater será produzir uma vacinaBrasileira, porque o Covid-19 sofreu mutações ao atingir a fase de transmissão comunitária no Brasil. “Nosso” vírus e um pouco diferente dos demais países. Então, somente as instituições de pesquisa brasileiras poderão encontrar uma vacina eficaz

Vírus pode ser lançado a 10 metros durante exercícios, diz infectologista

Foto: Reprodução: Universidade de Tecnologia de Eindhoven

Durante os exercícios físicos, uma pessoa com a respiração ofegante consegue expelir partículas de saliva em até 10 metros, aumentando as chances de contágio pelo novo coronavírus. É o que dizem Jamal Suleiman e Jean Gorinchteyn, infectologistas do Hospital Emílio Ribas. Segundo os especialistas, não há garantias de proteção para quem optar por malhar nas academias, agora inseridas na lista de serviços essenciais.

“A doença tem transmissão por contato com gotículas de saliva e os chamados aerossóis, que são partículas mais leves que ficam suspensas no ar”, explica Suleiman. “Em movimento, uma pessoa consegue empurrar essas partículas em uma distância muito superior a dois metros, distanciamento mínimo para evitar a propagação do vírus.”

Os infectologistas se baseiam no estudo aerodinâmico publicado pela Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, e a Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda.

De acordo com as pesquisas, as distâncias mínimas para se manter em movimento são:

– Entre 4 a 5 metros da pessoa que está à frente durante caminhada.

– Pelo menos 10 metros de distância de quem está à sua frente durante uma corrida.

Ainda segundo o estudo, as mesmas partículas podem atingir até 20 metros durante pedaladas, impulsionada pela velocidade da bicicleta.

Riscos do ar-condicionado

Em ambientes fechados e de intensa atividade, os estabelecimentos costumam contar com a instalação do ar-condicionado. No entanto, de acordo com Suleiman, isso também não garante que o ar no ambiente seja renovado.

“A circulação de ar pelo ar-condicionado não funciona da mesma maneira que em ambientes hospitalares, onde o ar é purificado pelo filtro Hepa.”

Hepa é sigla em inglês para High Efficiency Particulate Air, dispositivo que utiliza separação de partículas para interceptar microorganismos no ar.

R7

FOTOS: Traje contra vírus permite interação entre pessoas (e até fazer sexo)

Empresa cria roupa que permite interação e protege contra vírus (Foto: Divulgação)

O Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19, é transmitido a partir gotículas expelidas por meio da fala, do espirro, da tosse e até mesmo do toque. Enquanto a ciência não encontra uma vacina ou medicamento, o Production Club, um estúdio criativo de Los Angeles, nos Estados Unidos, criou o Micrashell: um equipamento de proteção individual que permite interação entre as pessoas em tempos de pandemia.

A roupa foi desenhada para produzir experiências imersivas nas indústrias de música, tecnologia, artes e jogos, que geralmente reúnem um grande número de pessoas no mesmo lugar — prática contraindicada para diminuir o contágio da doença. Além de proteger os usuários de vírus, ela promete ser fácil e divertida de usar.

A empresa afirma, em nota, que “o traje oferece alívio para indústrias dependentes de interação social, ele pretende ser uma solução pragmática, projetada para essa situação e outras que estão por vir”. Segundo Corey Johnson, chefe de projetos especiais do Production Club, os eventos são essenciais para a experiência humana e criam as memórias que definem nossas vidas. “Estamos entusiasmados com o desafio de criar soluções inovadoras para promover o entretenimento ao vivo de qualidade e a conexão humana”, conta.

A vestimenta cobre apenas o terço superior do corpo, é feita de tecido resistente a cortes, possui um capacete com filtro de ar e um visor transparente. Também há um sistema de comunicação por voz, câmera e um aplicativo para smartphones. O design simples permite que o usuário use o banheiro com facilidade e — pasme! — tenha relações sexuais sem precisar tirar a roupa.

A roupa tem um sistema que filtra o ar, um capacete transparente e sistema de comunicação por voz sem fio (Foto: Divulgação)

Ao longo do traje há luzes que podem, inclusive, exibir mensagens. “Por exemplo, um efeito de arco-íris pode expressar alegria, enquanto uma luz vermelha pode dizer ‘ocupado’”, afirmam os desenvolvedores. Consumir bebidas e cigarro eletrônico também é possível graças a uma câmara projetada no capacete.

A vestimenta permite que o usuário fume e consuma bebidas (Foto: Divulgação)

Apesar de ainda ser apenas um conceito e não ter sido patenteado, o projeto foi pensado com tecnologias já disponíveis. “Sabendo que esse é um assunto que depende do tempo, não o carregamos com recursos de ficção científica que ainda não existem e que seriam obstáculos”, afirmou o chefe de invenção Miguel Risueño ao portal de notícias Fast Company.

(Foto: Divulgação)

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Omar disse:

    Quem diria! Entramos definitivamente na era da ficção científica.

  2. Rogério Rocha disse:

    Bem barata, deve custar uma bagatela, com 600 reais da para comprar para a família toda

Máscara de pano barra até 70% da carga de vírus

Mulheres usam máscara no Centro de Niterói | Fabiano Rocha

Neste tempo de pandemia da Covid-19 é muito importante discutir o uso das máscaras. Tudo em relação a virologia depende da quantidade de vírus presente no corpo da pessoa infectada. É a chamada carga de viral.

Para infectar o ser humano precisamos de um número de partículas virais definida ou dose infectante. Por exemplo, se tratarmos um paciente com Aids e baixamos sua carga viral no sangue, este paciente não é mais infeccioso. O mesmo quando utilizamos a camisinha.

Quando vamos para os vírus respiratórios, as coisas são semelhantes. Um paciente infectado por vírus respiratórios, como a influenza ou coronavírus, libera milhões de partículas de vírus em suas gotículas exaladas pela tosse ou espirros. Estas gotículas vão se depositar no rosto ou mãos de pessoas não-infectadas e podem agora infectá-las diretamente.

Outra via de infecção se dá pela deposição das gotículas em superfícies como mesas, banheiros, barras de ônibus, corrimões, elevadores, etc, e aí contaminam as mãos das pessoas não-infectadas que levam o vírus a boca ou olhos.

O uso da máscara por uma pessoa infectada seja sintomática ou assintomática diminui a dispersão das gotículas e por consequência a carga de vírus ambiental. Temos as máscaras de materiais sintéticos ou papel tratados que são utilizadas pelo pessoal de saúde e são essenciais nesses tempos de coronavírus. Essas máscaras industriais tipo N95 e as PPF2/3 têm um alto poder de filtração das tais gotículas suspensas, tanto para expelirmos quanto para inspirarmos os vírus.

A população não deve utilizar estas máscaras para poupá-las para os médicos, enfermeiros, e outros profissionais lidando diretamente com os pacientes internados com Covid-19. Porem, o resto da população deve se beneficiar também deste equipamento utilizando máscaras caseiras feitas de pano.

Vamos utilizar as máscaras de pano comerciais ou caseiras o tempo todo porque, mesmo que uma máscara de pano, dobrado 2 a 3 vezes, não barre 100% a carga de vírus exalada ou inalada no meio ambiente, ela pode barrar algo entre 60% e 70% . Assim, a carga de vírus depositada em superfícies diminui e consequentemente a transmissão do vírus também cai.

Este benefício se dá de duas formas: quem está infectado só deixa e só exala 30% da carga de vírus e os não infectados só recebem 30% dos 30% exalados, ou seja, 9% da dose infectante. Isto é uma queda formidável na dose infectante e, além desse benefício, a máscara caseira protege o nariz e boca contra uma autoinoculação. Assim o uso em larga escala da máscara baixaria drasticamente a carga de vírus circulante na comunidade.

Temos que lembrar que uma vacina muito eficaz imuniza 90% dos indivíduos e pode nos livrar de epidemias de sarampo, poliomielite etc. Em analogia, o uso em larga escala da máscara caseira, em casa ou na rua, seria como uma vacina contra o coronavírus. Porém, é uma vacina que deve ser utilizada todos os dias.

Mas, importante: o uso da máscara de pano não pode substituir o isolamento social, a higienização das mãos, e o cuidado de não levar as mãos ao rosto. Ela é uma medida de prevenção aditiva. Precisamos também perder esse estigma da máscara relacionando seu uso a doenças.

Acho que a população asiática lida bem com isso e vemos grande parte da população utilizando máscaras. Vamos todos usar máscara em casa e na rua. Os sintomáticos e os assintomáticos. A proteção dada pelas máscaras não é somente individual, mas, sim, comunitária.

Respeitem a si, respeitem ao próximo, mantenham isolamento social e usem máscaras o tempo inteiro. Todos devem ter, no mínimo, duas máscaras, uma para usar e outra de reserva limpa.

Lave-as com água, sabão e um pouco de água sanitária. Resumindo, a máscara, mesmo de pano, é uma vacina para vírus respiratórios. Porém, é uma vacina que temos que usar o tempo todo! E, reforçando: ela não substitui o isolamento social.

*Amilcar Tanuri é virologista chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

A Hora da Ciência – O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cursos Online disse:

    Aqui é a Larissa Helena, eu gostei muito do seu artigo seu conteúdo vem me ajudando bastante, muito obrigada.

  2. Fonsa disse:

    Se olhassem melhor iriam perceber que a mulher de amarelo está de óculos.

  3. Getro disse:

    Tá mais parecido com uma balaclave…..

  4. EU disse:

    Por isso que o povo adoece. kkkkkkkkkkkk
    Essa senhora de amarelo é um exemplo!!!!!
    Que mascara é esse homiii?

Coronavírus: Pacientes com sintomas muito brandos liberam vírus em grande quantidade

Foto: Divulgação/National Institute of Allergy and Infectious Diseases-Rocky Mountain Laboratories, NIH

Um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Nature ajuda a explicar por que o coronavírus se espalha com espantosa velocidade pelo mundo. Pesquisadores alemães descobriram que pessoas com sintomas muito brandos de Covid-19 podem liberar grandes quantidades de vírus na primeira semana de sintomas. Nesse período, a doença ainda não está evidente, mas o vírus já se propaga com eficiência e é encontrado em grande quantidade nas vias aéreas superiores.

O estudo indica ainda que o aumento da carga viral, isto é, da quantidade de vírus numa pessoa após a primeira semana de sintomas, pode ser um sinal do agravamento da doença. E também lança luzes tanto sobre a capacidade de transmissão do coronavírus quanto de formas de identificar que pacientes correm risco de desenvolver a forma grave da Covid-19.

A pesquisa foi realizada a partir da análise detalhada dos vírus de nove adultos jovens e de meia idade de Munique, na Alemanha. Todos tinham sintomas leves na primeira semana. Porém, o coronavírus se multiplicava com intensidade na cavidade nasal, na laringe e na faringe desses pacientes. “O vírus estava presente em grande quantidade no catarro”, disse Christian Drosten, da Universidade Charité, na Alemanha, o líder do estudo.

Foram analisadas em detalhes as concentrações de vírus nos pulmões e na garganta, no muco (catarro), nas fezes, no sangue e na urina. Na primeira semana, o vírus se multiplicou com intensidade maior e permaneceu altamente ativo nas vias aéreas superiores, tornando as pessoas nesse período muito contagiosas.

Formas infecciosas do vírus foram encontradas nos pacientes acté o oitavo dia depois do aparecimento dos sintomas. Dois pacientes desenvolveram sinais iniciais de pneumonia. Nos demais, os sintomas desapareceram após o oitavo dia.

Nos pacientes com pneumonia, o coronavírus continuou a ser encontrado no catarro até o décimo primeiro dia de doença. O material genético do vírus, feito de RNA, permaneceu detectável na secreção mesmo depois do desaparecimento dos sintomas, mas não foi mais identificado no sangue e na urina.

Os pesquisadores não encontraram indícios de que o vírus continuasse a se multiplicar nas fezes, a despeito de seu material genético estar presente em alta quantidade nelas. Isso sugere ele pode não ser transmissível pelas fezes, como se teme.

Porém, mais estudos são necessários para comprovar se o coronavírus pode ou não ser transmitido pelo meio de contato com fezes. Um estudo holandês sugeriu essa possibilidade, levantando a hipótese de que o esgoto seria um meio de transmissão. Se isso se mostrar verdadeiro, seria uma tragédia para países como o Brasil, onde o saneamento básico é precário.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Zé Mané disse:

    Aqui não temos testes suficientes. Os poucos que tem não cobrem nem quem já está internado. Ou seja, estamos espalhando o vírus numa escala muito grande. Fiquem em casa!

Amigo de Jorge Jesus, técnico do Flamengo, é primeira vítima fatal do coronavírus em Portugal

Foto: Reprodução jornal “A BOLA”

Portugal tem seu primeiro caso de vítima fatal por conta do coronavírus. E trata-se justamente do amigo citado por Jorge Jesus em entrevista à FlaTV após a vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre a Portuguesa, no último sábado, pela terceira rodada da Taça Rio. A informação é do jornal português “A Bola”.

Em sua edição online, a publicação informa que Mário Veríssimo faleceu nesta segunda-feira como consequência da Covid-19. A vítima foi massagista do Estrela da Amadora e trabalhou com Jorge Jesus por anos ao longo da carreira.

O primeiro caso de morte por coronavírus em Portugal foi confirmado em entrevista coletiva da Ministra da Saúde, Marta Temido. Mário Veríssimo fazia parte do grupo de risco, com mais de 80 anos, e estava internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

No sábado, Jorge Jesus confundiu-se ao dizer que tinha perdido um amigo por conta do coronavírus em entrevista emocionada ao canal oficial do Flamengo (confira no vídeo acima). Horas depois, o treinador publicou uma nota de esclarecimento e pediu orações para Mário.

Na ocasião,, o Mister já tinha deixado claro ser contrário aos jogos de futebol enquanto a pandemia afeta todo o mundo. Nesta segunda, a Ferj divulgou a paralisação do Campeonato Estadual:

– Isso não é uma brincadeira. Eu não tinha a sensibilidade do que era isso. Hoje estou percebendo. É preciso pensar aqui no Brasil que não é só nos outros países. É um vírus que aparece facilmente em todo lado. Isso mexeu com a equipe sentimentalmente. O fato de hoje não estar a torcida também mexeu. Acho que isso vai ter que parar. A próxima rodada, eu penso, que não pode haver jogos do Estadual. A gente tem que defender os jogadores, não são super-homens.

O departamento de futebol do Flamengo realizou exames para testar o coronavírus na última sexta-feira e ainda aguarda um resultado definitivo. Alguns dirigentes, como o presidente Rodolfo Landim, o diretor executivo, Bruno Spindel, e o vice de futebol, Marcos Braz, já receberam a notícia de que suas coletas deram negativo.

Globo Esporte

 

Segundo paciente curado do HIV segue sem sinais do vírus após 30 meses

Em 2019, um homem conhecido como “paciente de Londres” se tornou a segunda pessoa do mundo curada da infecção pelo vírus HIV. Agora, um novo estudo mostrou que, mesmo após 30 meses do fim de seu tratamento viral, ele permanece livre da doença.

Para quem não sabe ou não se lembra, o paciente de Londres tinha HIV até ter leucemia e precisar ser submetido a um transplante de células-tronco. Acontece que o procedimento ocorreu entre ele e um doador cujo DNA é resistente ao vírus. Resultado? Pouco após o transplante, ele estava curado.

“Propomos que esses resultados representem o segundo caso de um paciente a ser curado do HIV. Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco como uma cura para o HIV, relatado pela primeira vez há nove anos no ‘paciente de Berlim’, pode ser replicado”, disse Ravindra Kumar Gupta, principal autor do novo estudo, publicado no The Lancet, em comunicado.

Segundo os especialistas, embora não haja infecção viral ativa no corpo do paciente, restos de DNA integrado do HIV-1 permaneceram em amostras de seus tecidos, que também foram encontradas no primeiro paciente curado da infecção. Os autores sugerem que eles podem ser considerados “fósseis“, pois é improvável que sejam capazes de reproduzir o vírus.

“É importante observar que esse tratamento curativo é de alto risco e usado apenas como último recurso para pacientes com HIV que também têm neoplasias hematológicas com risco de vida”, ressaltou Gupta. “Portanto, esse não é um tratamento que seria oferecido amplamente a pacientes com HIV que estejam em tratamento anti-retroviral bem-sucedido.”

Identidade revelada

O paciente de Londres permaneceu anônimo até recentemente, quanto revelou sua identidade para o periódico britânico The Daily Mail. Adam Castillejo tem 40 anos e nasceu na Venezuela e vivia com o HIV desde 2003.

Em 2012, ele foi diagnosticado com leucemia e passou pelo tratamento que acabou curando-o tanto do câncer no sangue quanto da infecção por HIV. Segundo Castillejo, ele decidiu permanecer anônimo até recentemente, quando sua história se popularizou e ele optou por se tornar um “embaixador da esperança”.

Galileu

 

Coronavírus: Apps recomendam que motoristas desliguem o ar-condicionado

Imagem: Getty Images

Com o aumento no número de casos de coronavírus no Brasil, alguns moradores de cidades mais quentes podem sofrer com alguns desdobramentos desagradáveis. Aplicativos de transporte têm notificado os motoristas para cumprir uma série de requisitos para evitar a propagação da doença. A cartilha recomenda que os condutores evitem ligar o ar-condicionado e viajem de janelas abertas. Outro pedido envolve evitar contato físico com os passageiros — como cumprimentos ao início ou fim das viagens —, higienizar as mãos e limpar partes do veículo, como o volante, câmbio e maçanetas. As empresas também sugerem que os motoristas mantenham desinfetantes, como álcool em gel, disponíveis nos carros para os clientes.

No rol de sugestões, está a indicação de que os motoristas cubram tosses ou espirros com lenços ou, na impossibilidade disso, usem o antebraço, além da ressalva de que se evite tocar olhos ou nariz. A maioria das orientações é parte da cartilha da própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

Contudo, andar com o ar condicionado desligado evita, de fato, a propagação do vírus?

Algumas cidades brasileiras poderão sofrer com as altas temperaturas registradas durante o fim do verão. Em cidades como o Rio de Janeiro, com temperaturas acima dos 30 graus, é recomendável o uso do ar-condicionado — além, é claro, das questões de segurança que implicam no andar de vidros abertos. Especialistas, porém, dizem que, apesar de uma boa ventilação sempre ser uma boa medida, o ar-condicionado não é um fator determinante para a propagação do vírus. “Não há subsídio científico nenhum para isso. Se fosse assim, todos os aparelhos, de casas ou escritórios, deveriam ser desligados”, diz Elie Fliss, pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

A principal medida, segundo Fliss, é evitar o contato físico com as pessoas. “A grande recomendação continua sendo lavar bem as mãos e manter álcool em gel nos carros, além de que os motoristas evitem cumprimentar os passageiros com as mãos”, encerra.

VEJA