Amigo de Jorge Jesus, técnico do Flamengo, é primeira vítima fatal do coronavírus em Portugal

Foto: Reprodução jornal “A BOLA”

Portugal tem seu primeiro caso de vítima fatal por conta do coronavírus. E trata-se justamente do amigo citado por Jorge Jesus em entrevista à FlaTV após a vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre a Portuguesa, no último sábado, pela terceira rodada da Taça Rio. A informação é do jornal português “A Bola”.

Em sua edição online, a publicação informa que Mário Veríssimo faleceu nesta segunda-feira como consequência da Covid-19. A vítima foi massagista do Estrela da Amadora e trabalhou com Jorge Jesus por anos ao longo da carreira.

O primeiro caso de morte por coronavírus em Portugal foi confirmado em entrevista coletiva da Ministra da Saúde, Marta Temido. Mário Veríssimo fazia parte do grupo de risco, com mais de 80 anos, e estava internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

No sábado, Jorge Jesus confundiu-se ao dizer que tinha perdido um amigo por conta do coronavírus em entrevista emocionada ao canal oficial do Flamengo (confira no vídeo acima). Horas depois, o treinador publicou uma nota de esclarecimento e pediu orações para Mário.

Na ocasião,, o Mister já tinha deixado claro ser contrário aos jogos de futebol enquanto a pandemia afeta todo o mundo. Nesta segunda, a Ferj divulgou a paralisação do Campeonato Estadual:

– Isso não é uma brincadeira. Eu não tinha a sensibilidade do que era isso. Hoje estou percebendo. É preciso pensar aqui no Brasil que não é só nos outros países. É um vírus que aparece facilmente em todo lado. Isso mexeu com a equipe sentimentalmente. O fato de hoje não estar a torcida também mexeu. Acho que isso vai ter que parar. A próxima rodada, eu penso, que não pode haver jogos do Estadual. A gente tem que defender os jogadores, não são super-homens.

O departamento de futebol do Flamengo realizou exames para testar o coronavírus na última sexta-feira e ainda aguarda um resultado definitivo. Alguns dirigentes, como o presidente Rodolfo Landim, o diretor executivo, Bruno Spindel, e o vice de futebol, Marcos Braz, já receberam a notícia de que suas coletas deram negativo.

Globo Esporte

 

Segundo paciente curado do HIV segue sem sinais do vírus após 30 meses

Em 2019, um homem conhecido como “paciente de Londres” se tornou a segunda pessoa do mundo curada da infecção pelo vírus HIV. Agora, um novo estudo mostrou que, mesmo após 30 meses do fim de seu tratamento viral, ele permanece livre da doença.

Para quem não sabe ou não se lembra, o paciente de Londres tinha HIV até ter leucemia e precisar ser submetido a um transplante de células-tronco. Acontece que o procedimento ocorreu entre ele e um doador cujo DNA é resistente ao vírus. Resultado? Pouco após o transplante, ele estava curado.

“Propomos que esses resultados representem o segundo caso de um paciente a ser curado do HIV. Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco como uma cura para o HIV, relatado pela primeira vez há nove anos no ‘paciente de Berlim’, pode ser replicado”, disse Ravindra Kumar Gupta, principal autor do novo estudo, publicado no The Lancet, em comunicado.

Segundo os especialistas, embora não haja infecção viral ativa no corpo do paciente, restos de DNA integrado do HIV-1 permaneceram em amostras de seus tecidos, que também foram encontradas no primeiro paciente curado da infecção. Os autores sugerem que eles podem ser considerados “fósseis“, pois é improvável que sejam capazes de reproduzir o vírus.

“É importante observar que esse tratamento curativo é de alto risco e usado apenas como último recurso para pacientes com HIV que também têm neoplasias hematológicas com risco de vida”, ressaltou Gupta. “Portanto, esse não é um tratamento que seria oferecido amplamente a pacientes com HIV que estejam em tratamento anti-retroviral bem-sucedido.”

Identidade revelada

O paciente de Londres permaneceu anônimo até recentemente, quanto revelou sua identidade para o periódico britânico The Daily Mail. Adam Castillejo tem 40 anos e nasceu na Venezuela e vivia com o HIV desde 2003.

Em 2012, ele foi diagnosticado com leucemia e passou pelo tratamento que acabou curando-o tanto do câncer no sangue quanto da infecção por HIV. Segundo Castillejo, ele decidiu permanecer anônimo até recentemente, quando sua história se popularizou e ele optou por se tornar um “embaixador da esperança”.

Galileu

 

Coronavírus: Apps recomendam que motoristas desliguem o ar-condicionado

Imagem: Getty Images

Com o aumento no número de casos de coronavírus no Brasil, alguns moradores de cidades mais quentes podem sofrer com alguns desdobramentos desagradáveis. Aplicativos de transporte têm notificado os motoristas para cumprir uma série de requisitos para evitar a propagação da doença. A cartilha recomenda que os condutores evitem ligar o ar-condicionado e viajem de janelas abertas. Outro pedido envolve evitar contato físico com os passageiros — como cumprimentos ao início ou fim das viagens —, higienizar as mãos e limpar partes do veículo, como o volante, câmbio e maçanetas. As empresas também sugerem que os motoristas mantenham desinfetantes, como álcool em gel, disponíveis nos carros para os clientes.

No rol de sugestões, está a indicação de que os motoristas cubram tosses ou espirros com lenços ou, na impossibilidade disso, usem o antebraço, além da ressalva de que se evite tocar olhos ou nariz. A maioria das orientações é parte da cartilha da própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

Contudo, andar com o ar condicionado desligado evita, de fato, a propagação do vírus?

Algumas cidades brasileiras poderão sofrer com as altas temperaturas registradas durante o fim do verão. Em cidades como o Rio de Janeiro, com temperaturas acima dos 30 graus, é recomendável o uso do ar-condicionado — além, é claro, das questões de segurança que implicam no andar de vidros abertos. Especialistas, porém, dizem que, apesar de uma boa ventilação sempre ser uma boa medida, o ar-condicionado não é um fator determinante para a propagação do vírus. “Não há subsídio científico nenhum para isso. Se fosse assim, todos os aparelhos, de casas ou escritórios, deveriam ser desligados”, diz Elie Fliss, pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

A principal medida, segundo Fliss, é evitar o contato físico com as pessoas. “A grande recomendação continua sendo lavar bem as mãos e manter álcool em gel nos carros, além de que os motoristas evitem cumprimentar os passageiros com as mãos”, encerra.

VEJA

Brasil confirma 3º caso de coronavírus; menina de 13 anos é monitorada

Imagem: reprodução

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (04) o terceiro paciente com coronavírus no país, que também mora em São Paulo. O homem tem 46 anos, é de nacionalidade Colombiana, mora em São Paulo, e foi atendido hoje no hospital Albert Einstein, com sintomas de tosse seca e dificuldade de respirar.

Administrador de empresas, ele viajou recentemente para Espanha, Itália, Áustria e Alemanha. “Ele está clinicamente bem. Já foi levantado em qual voo ele estava, e as pessoas próximas a ele já foram notificadas e serão monitoradas”, explicou o ministro Luiz Mandetta, em coletiva de imprensa.

A pasta investiga, ainda, um quarto possível caso da doença, em uma adolescente de 13 anos, que foi atendida no hospital Beneficência Portuguesa. O primeiro teste já deu positivo, mas exames de contraprova estão sendo realizados para confirmar a amostra. De acordo com Mandetta, ela esteve em Milão e depois na região de Dolomitas, na Itália, onde visitou um hospital por causa de uma lesão no joelho.

Segundo novo balanço divulgado nesta tarde, o número atualizados da doença está em 530 casos suspeitos, 3 confirmados e 315 descartados.

Além do novo paciente, há mais dois casos confirmados em SP: um homem de 61 anos e outro de 32. Todos os casos são importados, ou seja, foram trazidos para o Brasil.

Segundo o ministério, eles não apresentaram problemas de saúde ou complicações decorrentes da doença, nem foram registrados sinais ou sintomas em pessoas próximas.

O surto de Covid-19, nome oficial do coronavírus, pode causar infecções respiratórias como pneumonia. A doença já provocou mais de 3.100 mortes e infectou mais de 90 mil pessoas em cerca de 70 países e territórios.

Das pessoas que contraíram a doença, cerca de 48 mil se recuperaram, segundo autoridades de saúde de vários países.

Além das mortes na China, onde o surto foi detectado em dezembro, há registro de mortes no Irã, na Itália, Coreia do Sul, no Japão, na França, em Hong Kong, Taiwan, na Austrália, Tailândia, nos Estados Unidos, em San Marino e nas Filipinas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.

EXAME

Vírus mayaro, ‘primo do chicungunha’ descoberto no RJ, pode provocar epidemia no Sudeste

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ) descobriram um novo vírus em circulação no estado do Rio. O vírus é o mayaro , um primo do chicungunha e que causa doença com sintomas semelhantes ao deste, como intensas e incapacitantes dores nas articulações, que se prolongam por meses.

Desde 2015, pesquisadores alertavam para o risco de o mayaro, um vírus silvestre da Amazônia, se estabelecer nas grandes cidades do Sudeste. O estudo recém-concluído mostra que o pior aconteceu. O mayaro está entre nós, afirma Rodrigo Brindeiro, um dos autores da descoberta e coordenador da Rede Zika da UFRJ. Como no caso do chicungunha, não existe vacina ou tratamento. Apenas os sintomas são tratados, de forma não específica.

O mayaro é conhecido desde os anos 1950 nas Américas do Sul e Central. No Brasil, tem causado surtos isolados nos estados do Norte e Centro-Oeste. Transmitido por mosquitos florestais Haemagogos , os mesmos da febre amarela silvestre, ele deu sinais de que começara a se adaptar às cidades.

Testes de laboratório mostraram que pode ser transmitido tanto pelo Aedes quanto pelo pernilongo comum (C ulex ), o que potencializa o risco de epidemia, destaca Amílcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, onde o estudo foi realizado.

A chegada do mayaro aumenta a dificuldade para controlar as doenças transmitidas por mosquitos num país mergulhado num abismo sanitário. Em 2015, veio a epidemia de zika, com a microcefalia. O chicungunha, introduzido em 2014, se expandiu pela mesma época. O início de 2017 foi marcado pela volta da febre amarela ao Sudeste, com a maior epidemia da forma silvestre já registrada nas Américas.

Este ano começou com uma explosão de casos de dengue (aumento de 339,9% em relação ao mesmo período de 2018), doença que voltou nos anos 1980 e não mais desapareceu. O chicungunha causou quase 16 mil casos no estado do Rio. E, segundo o Ministério da Saúde, 994 cidades brasileiras estão em risco de epidemias de zika, dengue e chicungunha. Brindeiro diz que, no Rio, o chicungunha não está sozinho e o mayaro pode ser a causa de parte dos casos.

— O sofrimento dos pacientes e o tratamento são os mesmos. O que muda é a dificuldade de controlar epidemias, com mais um vírus em circulação — explica Brindeiro.

Confundido com o chicungunha, o mayaro está no Rio desde 2016. E a gravidade da descoberta é que os casos são autóctones. Isto é, as pessoas foram infectadas aqui, não viajaram para regiões endêmicas. São três casos, todos de Niteroi e só identificados graças a um estudo molecular. Em escala populacional, os três episódios significam que, de cada cem pessoas com chicungunha, dez têm febre do mayaro, estima Brindeiro.

— A subnotificação do próprio chicungunha é grande e o diagnóstico clínico se confunde com a da dengue. Nosso estudo é um alerta sobre a gravidade que as febres transmitidas por mosquito representam — acrescenta.

O mayaro foi identificado no auge da epidemia de zika, quando o laboratório da UFRJ iniciou o diagnóstico molecular das arboviroses (infecções virais transmitidas por mosquitos) em circulação no Sudeste. Em 2016, 279 amostras tinham indicação clínica (sintomas) de chicungunha. No entanto, 57 deram resultado inconclusivo.

Casos inconclusivos são esperados porque o teste de PCR usado detecta apenas o vírus durante uma curta janela de tempo (5 dias no sangue e 20 na urina). No entanto, o percentual de casos inclusivos chegava a 20%, bem mais do que seria normal.

O grupo de pesquisa começou então a buscar outros vírus e o mayaro foi encontrado em três pacientes. Os casos foram então investigados e se descobriu que vinham da mesma cidade, de pessoas que nunca haviam estado em área endêmicas de mayaro e que tinham vizinhos com sintomas semelhantes. Os três também eram negativos tanto por PCR (molecular) quanto por sorologia (anticorpos no sangue) para zika, dengue e chicungunha, explica o virologista Orlando Ferreira, à frente das análises sorológicas.

O próximo passo dos cientistas será descobrir de onde veio o vírus por meio de análises de genômica e de sorologia. Uma possibilidade é a Amazônia ou algum estado do Centro-Oeste. Outra é que tenha sido trazido do Haiti, onde houve epidemia recente. Ele poderia ter sido trazido por imigrantes ou por um dos militares que integravam as forças brasileiras a serviço da ONU lá.

Também esperam saber se o mayaro foi disseminado pelo haemagogo, muito comum nas matas e que se mostrou eficiente em propagar a febre amarela em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Ou, numa hipótese mais grave, começou a ser espalhado pelo Aedes , pelo pernilongo ou ambos os mosquitos urbanos.

Será possível descobrir o mosquito por meio da reconstituição do vírus, estudo que está a cargo da virologista da UFRJ Clarissa Damaso.

Sem recursos para ampliar a pesquisa, os cientistas esperam analisar ao menos 400 amostras deste ano, vindas dos municípios do Rio, Maricá e Miracema. E observam a importância de procurar o mayaro nos mosquitos do Rio.

— Precisamos saber que vírus estão em circulação. O clima está favorável à proliferação de mosquitos. É uma grave questão de saúde pública — frisa Tanuri.

O Globo

 

Vírus mais perigoso que zika para grávidas é identificado, diz estudo

O mosquito Aedes aegypti é transmissor da zika e também da febre do Rift Valley. Foto: Pexels

Uma outra doença transmitida pelo Aedes aegypti, a febre do Rift Valley, comprovou-se ser ainda mais prejudicial às grávidas do que a zika, segundo um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Science Advances.

A febre do Rift Valley também pode ser transmitida pelo Cúlex, o mosquito doméstico, e até o momento a circulação do vírus se restringe ao continente africano e ao Oriente Médio.

Mas, segundo o infectologista Artur Timermann, presidente da Sociedade Brasileira de Arborivores (SBA), existe risco de a doença chegar ao Brasil.

Atualmente, a febre do Vale do Rift ocorre principalmente na pecuária da África subsaariana, onde em 90% dos casos leva ao aborto espontâneo do rebanho contaminado. Há casos também em humanos. Os sintomas lembram uma gripe, além de gerar graves problemas ao fígado.

No ano 2000, a doença infectou mais de 100 mil pessoas na Arábia Saudita, levando ao menos a 700 mortes, segundo o jornal norte-americano The New York Times.

Como se trata de um vírus transmitido por um mosquito também disseminado em outros continentes, como Américas e Europa, existe uma preocupação de que ele se expanda rapidamente, de acordo com o jornal.

Não há vacina ou tratamento para a febre do Vale do Rift. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a doença como de grande potencial de emergência de saúde pública, segundo o jornal.

Como os sintomas da doença são inespecíficos, muitos casos de anomalias e de natimortos podem não ter sido notificados, segundo o The New York Times.

No estudo com camundongos, 65% dos filhotes nascidos de mães infectadas morreram. Cada mãe infectada perdeu ao menos um filhote e todos os filhos das mães infectadas contraíram o vírus.

Camundongos prenhes também foram mais suscetíveis à morte por febre do Vale do Rift do que animais não prenhes.

Para os pesquisadores, o mais surpreendente foi que as placentas de mães infectadas abrigaram mais vírus do que qualquer outro tecido do corpo, até mesmo que o fígado, onde o vírus costuma causar danos.

Testes em tecido placentário humano mostraram que, diferentemente do vírus zika, o vírus da febre do Vale do Rift tem uma capacidade única de infectar a camada de células da placenta por onde nutrientes fluem, de acordo com o estudo.

R7

 

Vírus que infecta porcos na China é encontrado em humanos no Brasil

Pixabay

Um vírus que infecta o verme Ascaris suum no intestino de porcos na China foi encontrado no Brasil. O vírus foi descoberto nas fezes de uma criança acometida de gastroenterite e descrito por pesquisadores de várias instituições brasileiras e dos Estados Unidos. Artigo a respeito foi publicado na revista Virus Genes.

O trabalho não permite concluir que o vírus em questão – denominado WLPRV/human/BRA/TO-34/201 – tenha sido trazido da China para o Brasil por alguém que comeu carne de porco infectada. Ou que esse vírus tenha sido o causador da gastroenterite.

“Analisamos amostra de fezes de uma criança com diarreia cujo agente patogênico não tinha sido identificado e descobrimos um vírus que só havia sido sequenciado anteriormente uma única vez, na China. Porém é muito cedo para afirmar que o vírus tenha sido trazido da China para o Brasil. Como ele acabou de ser descrito por nós, pode ser – e é bem provável – que, com o tempo, seja encontrado também em outros lugares. E que isso permita estabelecer uma sequência da propagação.

Mas, por enquanto, não sabemos se o vírus veio da China. Tudo o que temos são duas sequências genômicas semelhantes”, disse à Agência FAPESP a coordenadora do estudo, Ester Cerdeira Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT) e professora no Departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A pesquisa foi apoiada pela FAPESP por meio dos projetos “Investigando a evolução de cepas animais de rotavírus infectando humanos” e “Metagenômica viral de dengue, Chikungunya e Zika vírus: acompanhar, explicar e prever a transmissão e distribuição espaço-temporal no Brasil”.

Segundo Antonio Charlys da Costa, pós-doutorando do estudo, há uma enorme quantidade de vírus ativos no mundo que ainda não foram descritos.

“Tendo em vista o número de seres eucariontes presentes na Terra, estima-se que existam aproximadamente 87 milhões de vírus para serem descritos. Atualmente, o Comitê Internacional de Taxonomia Viral (ICTV) reconhece 4.404 espécies de vírus em eucariotos – o que significa que mais de 99,99% dos vírus permanecem desconhecidos ou não classificados. Apesar de ser uma estimativa, acreditamos neste número devido à grande diversidade viral que encontramos em amostras sequenciadas até o momento”, disse Costa, bolsista de pós-doutorado no IMT com bolsa da FAPESP.

Um dos focos da pesquisa que Costa desenvolve é identificar e sequenciar vírus ainda não descritos. O estudo epidemiológico – contemplando a distribuição dos vírus, a frequência de ocorrência na população, as enfermidades associadas etc. – é algo posterior.

“O que fizemos foi investigar amostras de fezes humanas, colhidas durante a ocorrência de gastroenterites, cujos agentes patogênicos não tinham sido identificados. Encontramos inúmeros agentes presentes e agora estamos descrevendo esses achados. A metodologia utilizada é a metagenômica viral, que permite identificar qualquer agente infeccioso. Isso não quer dizer que os agentes encontrados sejam responsáveis pela gastroenterite. Mas esse levantamento permite iniciar uma correlação para estudos futuros”, explicou Sabino.

Como os vírus são o objeto do estudo, várias etapas precisam ser cumpridas durante a pesquisa. O primeiro passo é filtrar a amostra em escala micrométrica, de modo a bloquear e descartar células, parasitas, fungos e bactérias.

Mesmo assim, pedaços de DNA e RNA livres conseguem passar pelo filtro. E precisam ser eliminados. Para isso, são utilizadas nucleases – enzimas que digerem DNA e RNA. O ácido nucleico do vírus (DNA ou RNA) não é digerido, pois se encontra protegido no interior do capsídeo viral. Mas o ácido nucleico livre, sim. Depois de tudo isso, a partícula viral passa pelo processo de lise celular, destruição ou dissolução da célula causada pela rotura da membrana plasmática. Por fim, o material genético é liberado e sequenciado.

“Isso produz bilhões de sequências pequenas, que precisam ser alinhadas na tentativa de reconstruir os genomas virais. Uma vez obtidas as sequências maiores, o passo seguinte é buscar, por meio de bioinformática, algo semelhante no banco de dados – o que, em geral, demanda muito tempo de processamento e poder computacional. Sequenciamos todos os vírus possíveis nas amostras. E, depois, procuramos ver se as sequências obtidas coincidem com as de vírus conhecidos”, disse Sabino.

Novos agentes virais

Segundo os autores da pesquisa, o principal agente viral de diarreias no Brasil costumava ser o rotavírus. Mas, à medida que as rotaviroses passaram a ser prevenidas por meio da vacinação, é possível que outros agentes virais possam estar causando as gastroenterites.

Sabino conta que pode ocorrer, por exemplo, de dois vírus não patogênicos produzirem um vírus patogênico por recombinação. Na recombinação, um pedaço de um vírus se junta a um pedaço de outro para formar um terceiro.

“Desconhecemos a etiologia de muitas doenças humanas. Para diarreias, por exemplo, em mais de 50% dos casos a causa é ignorada. Então, há muitos agentes a serem descobertos. Antes, não conseguíamos ir atrás desses agentes, porque era muito difícil e caro sequenciar. Com os sequenciadores de nova geração, ficou fácil. Mas há uma grande distância entre achar um agente e provar que ele é o causador da doença”, afirmou a pesquisadora.

Também participaram do artigo Adriana Luchs, Elcio de Souza Leal, Shirley Vasconcelos Komninakis, Flavio Augusto de Padua Milagres, Rafael Brustulin, Maria da Aparecida Rodrigues Teles, Danielle Elise Gill, Xutao Deng e Eric Delwart.

R7, com Agência Fapesp

Saúde confirma 5,4% dos casos notificados de dengue no RN

aedes-aegyptiA Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou, até o momento, 5,24% dos casos notificados de dengue até o momento. No mais recente relatório divulgado pelo Núcleo Estadual de Vigilância das Arboviroses da secretaria, constam 1.025 confirmações, entre os 19.546 casos notificados.

Num comparativo com o ano de 2015, as notificações de 2016 estão acima 142,60% até o momento. Os números da semana epidemiológica 10 apontam para 5 casos de dengue grave, 545 inconclusivos e 486 descartados. A Sesap confirmou 2 óbitos por dengue grave este ano e investiga 31.

Com relação à febre transmitida pelo zika vírus, foram confirmados 7 casos, dos 1.396 notificados. No ano anterior foram notificados 177 casos e nenhum confirmado. A semana epidemiológica 10 relata 20 casos confirmados de chikungunya dos 1.151 notificados. Em 2015 foram 3.045 notificações.

Diante da situação, a secretaria vem intensificando as ações e estratégias de combate ao aedes aegyptae, vetor transmissor das doenças. Os aplicativos Observatório da Dengue, desenvolvido em parceria com a UFRN, e o Aedes na mira estão colaborando para que a população denuncie focos do mosquito. Na Sala de Situação, instalada no 7º andar da Sede da Sesap, uma equipe multidisciplinar recebe as denúncias e as encaminha para os municípios correspondentes, numa ação permanente de monitoramento.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Você sabia? Natal vive a maior epidemia de dengue desde 2008, já são 4068 casos notificados até a 10º semana de 2016 (12/03) , ai não estão inclusos as notificações de Chicungunya e Zika virus. Com relação a 2015 houve aumento de 268% no numero de casos notificados, no mesmo período de 2015 foram 1518. Comparando com o mesmo período de anos anteriores a situação fica ainda mais critica: 2011: 664 , 2012: 897,
    2013: 356 , 2014: 545
    A prefeitura de Natal realizou um concurso publico para o cargo de Agente de combate a endemias em 2014, foram oferecidas 265 vagas para substituir 134 agentes que trabalhavam em regime de contrato de trabalho. Até o momento foram convocados 114 aprovados, 111+3 PNE, sendo que segundo informações internas nem metade desses convocados estão trabalhando diretamente no combate ao mosquitos nas ruas e residências, foram locados no Centro de zoonozes. Desse modo existe um déficit enorme no numero de agentes de combate a endemias nas ruas, isso se traduz na situação crítica de epidemia que a cidade enfrenta, tenho certeza que você conhece pelo menos meia dúzia de pessoas que já contraiu o vírus nas últimas semanas.
    É lógico que a maior responsabilidade é da população, já que 80% dos focos do mosquitos estão nas residências, dessa forma sâo muito importante sim as campanhas de conscientização que a prefeitura realiza, como entrega de panfletos, mutirões, propagandas na tv, rádio e internet, porém a ferramenta mais importante ao meu ver são mais pessoas nas ruas destruindo os focos do mosquito.
    Já fomos avisados pela prefeitura que não haverá convocação de nenhum aprovado esse ano, o que me causa muita preocupação , pois nem chegamos ainda no período chuvoso, estamos ainda na metade do terceiro mês do ano e já temos mais da metade do numero de notificações de todo 2015, 7.779. Triste saber que o poder público não dá pra saúde(vigilância epidemiológica) a mesma atenção que dá pra outras áreas. Há uma necessidade urgente de convocação de todos os 151 aprovados restantes, não estamos pedindo um favor pra gente e sim pra população!
    ‪#‎ConvocaçãoJá‬ ‪#‎TodosContraoAedes‬

Cientistas tentam combater zika com radiação

aedesUma experiência que já permitiu erradicar outros insetos, como a mosca da fruta em regiões da Argentina e da África do Sul e a mosca do melão em Okinawa, no Japão, começa a ser testada no Aedes aegypti, mosquito vetor de doenças como zika vírus, dengue e chikungunya. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), responsável pelo experimento, planeja esterilizar, através de radiação, mosquitos machos como forma de diminuir a quantidade de insetos. Mosquitos provenientes do Brasil, Indonésia e Tailândia já foram enviados ao laboratório da AIEA em Seibersdorf, 35 quilômetros ao sul de Viena, Aústria.
A experiência funciona da seguinte forma: os machos esterilizados, mas ainda ávidos de sexo, são soltos em zonas específicas com a missão de seduzir as fêmeas. A cópula, infértil, leva então a um processo natural de extinção. “É como uma forma de planejamento familiar para insetos”, explicou Jorge Heindrich, chefe da divisão para o controle de insetos parasitas do organismo, que lidera um grupo de cientistas de vários países.
Apesar de ser bem sucedida no passado, a experiência ainda enfrenta dificuldade. Primeira porque é preciso separar as fêmeas dos machos, que precisam ser esterilizados com o uso da radiação quando estão em um estado larvário. Para consegui-lo, os especialistas da AIEA trabalham em um processo há vários anos utilizando cobalto 60 ou raios X. Outro questionamento é se os machos “tratados” do Aedes serão suficientemente fortes para competir com os insetos selvagens para atrair a fêmea.
“Temos demonstrado que a técnica é eficaz em pequena escala: podemos atuar na periferia de uma cidade, quiçá até em uma localidade de 250.000 pessoas. Agora temos que ampliar a escala”, afirma a entomologista Rosemary Lees, uma das pesquisadora. Atualmente, há dois experimentos de campo em desenvolvimento pela AIEA. Um no Sudão, em uma região agrícola afetada endemicamente pela malária, e outro na ilha francesa de La Reunión, após a forte epidemia de chikungunya, também transmitido pelo Aedes aegypti, entre 2005 e 2006.
A eficácia aumenta, afirmam especialistas, sobretudo combinada com outros métodos, incluindo a utilização de inseticida para reduzir a população de mosquitos.Em fevereiro, será realizada uma reunião no Brasil com estados-membros da AIEA, especificamente países da América Latina, para estudar as possíveis aplicações do processo para lutar contra o vírus do zika.

Fonte: Agência Brasil

Zika pode ter relação com outras complicações congênitas, dizem pesquisadores

aedesO vírus Zika pode estar associado a outras alterações congênitas, além da microcelafalia. É o que aponta mais um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto, Ipesq, na Paraíba.

Em coletiva de imprensa no campus do Fundão da UFRJ, na zona norte, os pesquisadores da instituição, Amilcar Tanuri e Rodrigo Brindeiro, explicaram que ao analisar o líquido amniótico e tecidos cerebrais de bebês, foi encontrada uma série de outros problemas no cérebro e em outros órgãos do bebê, incluindo lesões oculares.

Os bebês foram acompanhados em Campina Grande (PA). As amostras analisadas em laboratórios da UFRJ e da Fiocruz.

Dos oito fetos acompanhados durante a gestação, dois tinham o vírus no tecido cerebral e acabaram morrendo 48h depois do parto. Um deles não tinha microcefalia, mas o tecido cerebral estava severamente comprometido. Todos os bebês que sobreviveram tinham microcefalia e em dois deles foram encontrados Zika. O sangue dos outros quatro ainda serão analisados.

“A novidade da análise é que a infecção do vírus Zika no cérebro pode ter uma gama de alterações, desde implicações simples a alterações graves, como as lesões destrutivas que causaram a morte dos dois bebês”, disse Tanuri, que é especialista em genética de vírus. “Estamos tentando sistematizar uma síndrome congênita do Zika e tentar ajudar os colegas a identificá-la em outros casos”, afirmou.

Eles ressaltaram que os números de casos são muito pequenos e que há muito ainda a ser estudado, para que seja possível garantir causa e efeito entre Zika e microcefalia.

“Na história da medicina, todas essas doenças congênitas demoraram um longo tempo para serem desvendadas”, comentou Tanuri. Ele disse que, até o momento, a estimativa é que haja de dois a cinco bebês com microcelafalia a cada 100 grávidas infectadas com Zika.

Para os pesquisadores, o estudo é importante para lançar luz sobre o problema para pesquisadores no Brasil e pelo mundo. “Precisamos formar um padrão. O próximo passo será estudar como o Zika agride o tecido cerebral.”

Outra descoberta foi que todos os vírus que circulam na América Latina são idênticos, com base no sequenciamento do genoma do Zika a partir do líquido amniótico de um feto.

“É mais uma pecinha que se encaixa nesse quebra-cabeça, para indentificarmos ou não a causalidade do vírus no cérebro”, disse Brindeiro.

Um fato que surpreendeu os pesquisadores foi a constatação da permanência do vírus durante toda a gestação nos dois bebês que acabaram morrendo após o parto.

“O vírus permaneceu no bebê, agredindo o sistema nervoso da criança. Isso foi bem impressionante”, relatou Tanuri.

Os pesquisadores lamentaram a falta de recursos para tocar os estudos.”Estamos fazendo um sacrifício sobre-humano, as verbas estão cada vez mais curtas e essa epidemia bateu no Brasil em uma hora muito ruim”, destacou o virologista.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carvalho disse:

    Tem cientista que diz que não se pode descartar nenhuma hipótese sobre microcefalia
    Quero só ver o que os incompetentes PTistas irão dizer se no final ficar comprovado que o PesTicida pyriproxifen causou a microcefalia.
    Aliás, esse produto é fabricado pela Monsanto (aquela empresa demonizada pelos selvagens do MST).
    Em falar em coisa ruim, por que será que o Movimento não foi protestar na frente do Palácio do Planalto?

  2. Aldo disse:

    Campina Grande – PA?????? No pará tem uma campina grande tb? Putz!!!

Zika pode provocar alterações na retina de recém-nascidos

olhoMédicos da Fundação Altino Ventura realizam mutirões desde dezembro, em Recife, para prestar atendimento aos recém-nascidos diagnosticados com microcefalia associada ao zika. Segundo a equipe, é possível afirmar que o vírus pode fazer com que os bebês tenham alterações importantes na retina e no nervo óptico. No dia 14 de dezembro, do total de 55 recém-nascidos examinados, 40 preencheram os critérios do Ministério da Saúde para a microcefalia associada ao zika vírus. Desses 40, alguns apresentaram alterações na retina, na região da mácula (área central da visão) e no nervo óptico. Também foram identificados casos de estrabismo e um de glaucoma congênito unilateral.

– Essas alterações anatômicas comprometem de forma importante a função visual destes recém-nascidos, sendo indispensável a estimulação visual precoce e a reabilitação visual, envolvendo uma equipe especializada, multidisciplinar – explicou a coordenadora do mutirão, Dra. Camila Ventura.

Ainda segundo a médica, o déficit visual destas crianças será avaliado e acompanhado ao longo do desenvolvimento e crescimento delas. Não é possível precisar a extensão enquanto ainda são recém-nascidos.

Só nesta segunda-feira, a FAV recebeu 56 pacientes no Centro Especializado de Reabilitação Menina dos Olhosm, em Iputinga. Os pacientes foram encaminhados pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Hospital Barão de Lucena e AACD.

Fonte: O Globo

“Vídeo íntimo” de Neymar e Marquezine é nova isca para hackers

videoneymarmarquezinehackeresetUm e-mail com o assunto “Vídeo íntimo de Neymar e Bruna Marquezine… Cenas Picantes” que está circulando na internet é uma ameaça virtual que esconde um Trojan (Cavalo de Troia) voltado a roubar dados bancários, segundo informações divulgadas pela Eset, fornecedora de soluções de segurança de informação.

No corpo do e-mail, o internauta encontra uma foto de Bruna Marquezine com a frase: “Todos acreditam que seja uma vingança dele, por ela ter terminado o namoro. É TOP”.

De acordo com a Eset, quando o internauta tenta fazer o download do vídeo, baixa um arquivo Trojan bancário. Segundo a empresa, o malware utiliza um arquivo com extensão .cpl – também conhecido como arquivo de Painel de Controle do Windows -, no lugar dos populares .exe, no entanto, sua execução é igualmente perigosa.

Além de brasileiros, o Trojan já afetou usuários na Espanha e na Argentina.

Terra

Falsa mensagem de voz espalha vírus no WhatsApp

18585.32071-WhatsAppUm falso recado pedindo o download de uma nova mensagem de voz no aplicativo WhatsApp está espalhando um vírus entre usuários de smartphones. Caso você receba uma notificação informando sobre uma nova mensagem de voz com um link para baixá-la, cuidado! De acordo com a empresa de segurança digital Avira, isso pode ser um vírus que pode prejudicar o seu aparelho ou roubar informações pessoais.

O golpe tem foco no WhatsApp, já que há uma grande base de usuários (em abril, eram mais de 200 milhões) e as mensagens maliciosas se multiplicaram especialmente depois que a empresa adotou o modelo de oferecer o aplicativo grátis por um ano aos donos de iPhones, segundo Sorin Mustaca, especialista em segurança da Avira.
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Vale lembrar que as mensagens de voz recebidas no WhatsApp são reproduzidas dentro da própria interface do aplicativo – não há necessidade de fazer downloads em sites externos nem fazer nenhum tipo de cadastro ou pagamento.

Se preferir, você também pode bloquear o número da pessoa que enviou a mensagem maliciosa. Para isso, vá nas configurações do app, acesse as opções de conversa e adicione o contato na aba chamada Bloqueados.

Canal Tech

Modificado em laboratório, vírus da gripe pode combater câncer

2011-450337782-2011082834183.jpg_20110828Vírus geneticamente modificado atacaram células tumorais, segundo estudo publicado na revista “Molecular Therapy”. A Fundação Instituto Leloir, da Argentina, conseguiu adaptar um vírus causador da gripe e da conjuntivite – o adenovírus – para combater o câncer de pele e de pâncreas em ratos.

O diretor da equipe, Osvaldo Podhajcer, chefe do Laboratório de Terapia Molecular e Celular e pesquisador do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), disse à BBC que eles conseguiram reduzir ou eliminar os tumores sem danificar outros tecidos.

– Pela primeira vez conseguimos modificar geneticamente um vírus para usar suas características contra as células cancerígenas – afirmou.

Isto foi possível porque os cientistas modificaram o DNA do vírus para que ele apenas se reproduzisse em células cancerígenas.

– Estes tipos de câncer são os que têm menos probabilidade de receber um tratamento cirúrgico – explicou à BBC o oncologista Eduardo Cazap, ex-presidente da União para o Controle de Câncer Internacional.

A modificação genética de um vírus é geralmente vista com receio, principalmente de que ele se espalhe e acabe provocando uma pandemia. Por isto, os especialistas escolheram o adenovírus, menos perigoso e muito estável, segundo eles, o que descarta o perigo de mutação. Além disso, Podhajcer explicou que escolheu esses dois tipos de câncer porque não há tratamento conhecido e eles têm alta incidência na população.

O Globo

Novo vírus ataca usuários do Skype enviando mensagens em português

novo-virus-ataca-usuarios-do-skype-enviando-mensagens-em-portuguesO Skype vêm sendo alvo dos cibercriminosos após o fim do MSN. De acordo com a empresa de segurança Kaspersky, um novo vírus foi encontrado na semana passada dentro do comunicador instantâneo. Este malware emite mensagens em português.

“O tema pode variar, mas sempre irá se referir a uma suposta foto. Para tornar a mensagem menos suspeita, os links poderão ter no final o ID da conta do usuário no Skype, seguido de um emoticon”, disse o analista sênior Fábio Assolini.

A mensagem original diz: “esta é uma foto muito legal da sua parte”, mas existe outra frase trazida pela nova versão que diz: “você olhar hilariante nesta foto”, com um claro erro de português.

O vírus, depois de instalado, solicita ao usuário uma permissão para utilizar o Skype. O computador infectado fica então nas mãos dos cibercriminosos, que poderão assim realizar diversos ataques sobre ela. A ação deste chamado worm tem se generalizado principalmente em países como Rússia, Alemanha, Polônia, Ucrânia e Brasil.

Leia mais em: http://www.techmestre.com/novo-virus-ataca-usuarios-do-skype-enviando-mensagens-em-portugues.html#ixzz2UiC7AzsC

Vírus que ataca pelo Skype já atingiu 300 mil pessoas

20120503125922Uma nova ameaça online que se espalha desde segunda-feira pelo Skype já atingiu 300 mil pessoas no mundo todo, 80 mil delas na América Latina, segundo relatórios da empresa de segurança ESET.

Informações preliminares indicam que a praga se apresenta como Worm (programa malicioso), identificado comoWin32Kryptik.BBKB, com impacto e velocidade de disseminação superiores à média desse tipo de ameaça virtual.

O Worm espalha-se por meio de textos relacionados a fotos no Skype, com endereços encurtados com a ferramenta do Google (goo.gl), que vincula a outro serviço de armazenamento de arquivos – como 4shared, por exemplo.

Embora tenha identificado o malware, a empresa não informa detalhadamente quais são os prejuízos causados por ele. A recomendação, portanto, é que o internauta evite encurtar textos pela plataforma do Google.

“Temos motivos para pensar que são novas versões de uma ameaça que começou a circular em março deste ano e também estamos confirmando que novas variantes se propagam pelo Gtalk, o chat do Google”, alerta Sebastián Bortnik, gerente de Educação e Serviços da ESET América Latina. “Não é normal ver ameaças que se propaguem na velocidade desse Worm”, complementa.

Do UOL